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Jornal de Pediatria

versión impresa ISSN 0021-7557

J. Pediatr. (Rio J.) vol.88 no.2 Porto Alegre marzo/abr. 2012

http://dx.doi.org/10.2223/JPED.2131 

ARTIGO ORIGINAL

 

Diarreia associada a Shigella em crianças e sensibilidade a antimicrobianos

 

 

Maria do Rosário C. M. NunesI; Paula P. MagalhãesII; Francisco J. PennaIII; João Maurício. M. NunesIV; Edilberto N. MendesV

IDoutora, Microbiologia. Departamento de Parasitologia e Microbiologia, Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Piauí (UFPI), Teresina, PI. Departamento de Microbiologia, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG. Departamento de Propedêutica Complementar, Faculdade de Medicina, UFMG, Belo Horizonte, MG
IIDoutora, Microbiologia. Departamento de Microbiologia, Instituto de Ciências Biológicas, UFMG, Belo Horizonte, MG
IIIDoutor, Pediatria. Departamento de Pediatria, Faculdade de Medicina, UFMG, Belo Horizonte, MG
IVMédico. Departamento de Parasitologia e Microbiologia, Centro de Ciências da Saúde, UFPI, Teresina, PI
VDoutor, Microbiologia. Departamento de Propedêutica Complementar, Faculdade de Medicina, UFMG, Belo Horizonte, MG

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a distribuição e suscetibilidade a antimicrobianos de Shigella isolada de crianças com diarreia aguda e sem diarreia em Teresina (PI).
MÉTODOS: Quatrocentas crianças com idade até 60 meses foram estudadas. Fezes foram coletadas de todos os pacientes entre janeiro de 2004 e agosto de 2007. Shigella foi identificada por métodos convencionais e antibiograma e pesquisa de β-lactamase de espectro ampliado (ESBL) foram realizados por difusão em ágar.
RESULTADOS: Shigelose foi detectada apenas em crianças com diarreia aguda (26/250; 10,4%), especialmente naquelas entre 6 e 24 meses de idade e nos meses chuvosos. Shigella foi suscetível a ceftriaxona, ciprofloxacina e ácido nalidíxico. Mais da metade das amostras foram resistentes a sulfametoxazol-trimetoprim e ampicilina. ESBL não foi detectada.
CONCLUSÕES: S. flexneri é comum em Teresina. A resistência a ampicilina e sulfametoxazol-trimetoprim é preocupante, pois estas drogas são amplamente utilizadas na prática e sulfametoxazol-trimetoprim ainda é recomendada para tratamento de crianças com suspeita de shigelose.

Palavras-chave: Diarreia infecciosa, Shigella flexneri, Shigella sonnei, suscetibilidade a antimicrobianos, tratamento de diarreia aguda


ABSTRACT

OBJECTIVE: To evaluate the distribution and susceptibility to antimicrobials of Shigella isolated from children with acute diarrhea and without diarrhea in Teresina, state of Piauí, Brazil.
METHODS: Four hundred children aged up to 60 months were studied. Stools were collected from all the patients between January 2004 and August 2007. Shigella was identified by conventional methods and antibiogram and extended-spectrum β-lactamase (ESBL) were performed by agar diffusion.
RESULTS: Shigellosis was only detected in children with acute diarrhea (26/250; 10.4%), especially in those aged from 6 to 24 months and in the rainy months. Shigella was susceptible to ceftriaxone, ciprofloxacin and nalidixic acid. More than half of the strains were resistant to sulphametoxazole-trimethoprim and ampicillin. ESBL was not detected.
CONCLUSIONS: S. flexneri is common in Teresina. The resistance to ampicillin and sulphametoxazole-trimethoprim gives cause for concern, as these drugs are widely used in practice and sulphametoxazole-trimethoprim is also recommended for treating children suspected of having shigellosis.

Keywords: Infectious diarrhea, Shigella flexneri, Shigella sonnei, susceptibility to antimicrobials, treatment of acute diarrhea


 

 

Introdução

A enterite infecciosa constitui causa importante de morbimortalidade, especialmente nas regiões menos desenvolvidas do planeta1-3. Entre outros, Shigella é um dos principais agentes da doença2. Estima-se que mais de 160 milhões de seres humanos sejam infectados pelo microrganismo anualmente e que aproximadamente 1,1 milhão evoluam para o óbito2. Embora a shigelose acometa indivíduos de qualquer idade ou classe socioeconômica, mais de 99% dos casos ocorrem em crianças de países em desenvolvimento com idade inferior a 5 anos2,4. Entre as Shigella, S. flexneri predomina nos países em desenvolvimento e S. sonnei nos países industrializados2. Embora os casos menos graves da doença evoluam para a cura com reidratação oral e manutenção da alimentação, tem sido proposto que pacientes com manifestações sugestivas de shigelose sejam tratados com antimicrobianos, visando à diminuição da duração e gravidade da doença e do período de eliminação da bactéria4-8. Entretanto, a seleção de terapêutica eficiente é dificultada pela emergência alarmante de amostras resistentes. Por essas razões, o conhecimento da distribuição e da suscetibilidade a drogas de Shigella em diferentes regiões geográficas é fundamental para o conhecimento da biologia e da epidemiologia da shigelose e, em consequência, para o delineamento de estratégias eficientes de prevenção e controle da doença2,4,9.

Este estudo objetivou avaliar a distribuição e a sensibilidade a antimicrobianos de Shigella isolada de crianças com diarreia aguda e sem diarreia em Teresina (PI).

 

Pacientes e métodos

Esta investigação é parte de estudo prospectivo relativo à etiologia da diarreia aguda em crianças em Teresina. Dados clínicos, demográficos e epidemiológicos foram registrados em ficha própria. Diarreia aguda foi definida como eliminação de fezes aquosas ou mais amolecidas que o habitual, três ou mais vezes em 24 horas, com até 7 dias de evolução5-7.

Fezes foram obtidas de 400 crianças com até 60 meses de idade de nível socioeconômico baixo, atendidas em dois hospitais públicos de Teresina, de janeiro de 2004 a agosto de 2007: 250 com diarreia aguda e 150 sem diarreia nos 15 dias anteriores à consulta. Crianças com história de hospitalização ou antibioticoterapia nos 15 dias anteriores à diarreia não foram incluídas.

Fezes foram obtidas após evacuação espontânea, transferidas para frascos estéreis contendo solução (1:1) de glicerol e tampão fosfato 0,033 M, pH 7,0, transportadas para o laboratório em banho de gelo e processadas em até 1 hora. Os espécimes foram cultivados em MacConkey agar (Himedia, Mumbai, Índia) e SS agar (Becton, Dickinson and Co., Sparks, MD, USA). Após incubação a 35 ºC por 24 horas, cinco colônias lactose-positivas e cinco colônias lactose-negativas (sempre que possível) foram identificadas por meio de testes bioquímico-fisiológicos convencionais. As colônias identificadas como Shigella foram submetidas a reações de aglutinação com antissoros específicos (Probac, São Paulo, Brasil) para determinação da espécie.

Uma amostra de Shigella de cada paciente, selecionada ao acaso, foi empregada nos testes de sensibilidade a ácido nalidíxico, ampicilina, ceftriaxona, ciprofloxacina e sulfametoxazol-trimetoprim e de produção de β-lactamase de espectro ampliado (ESBL) por difusão em ágar10.

Foram utilizados os testes do qui-quadrado com correção de Yates ou exato de Fisher e as diferenças foram consideradas estatisticamente significativas quando p < 0,05.

Este projeto foi aprovado pelos Comitês de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais e Universidade Federal do Piauí. Pais e/ou responsáveis concordaram com a participação da criança por meio da assinatura de termo de consentimento livre e esclarecido.

 

Resultados

Shigella foi isolada de 26 crianças, todas com diarreia aguda (10,4%): S. flexneri de 21 (80,8%) e S. sonnei de 5 (19,2%).

Shigelose foi mais comum (19/73,1%) em crianças com até 24 meses de idade, não tendo sido detectada naquelas com idade inferior a 6 meses ou superior a 48 meses. Aproximadamente 70% de S. flexneri foram isoladas de crianças com idade inferior a 2 anos e S. sonnei apenas daquelas com mais de 2 anos de idade.

Associação entre shigelose e sexo do paciente não foi detectada.

Shigelose foi mais comum em 2004 (5/22, 22,7%) que no restante do período de estudo (6/96, 6,3% para 2005; 10/195, 5,1% para 2006; 5/87, 5,7% para 2007; p = 0,012; qui-quadrado). Entre as duas espécies da bactéria, apenas S. sonnei estava associada com o ano da investigação, sendo mais comum em 2004 (para S. sonnei: 3/5, 60,0% em 2004; 0/5, 0% em 2005; 1/5, 20,0% em 2006 e 1/5, 20,0% em 2007; para S. flexneri: 2/21, 9,5% em 2004; 6/21, 2,9% em 2005; 9/21, 42,9% em 2006; 4/21, 19,0% em 2007; p < 0,001; qui-quadrado).

Sazonalidade foi observada para shigelose e para infecção por S. flexneri (p = 0,007 e p = 0,022), mais frequentes nos meses chuvosos (n = 20; 76,9% e n = 16; 76,2%, respectivamente).

Associação entre shigelose e fezes sanguinolentas (16/26, 61,5%; p < 10-3; teste de Fisher) e febre (23/26, 88,5%; p = 0,023; teste de Fisher) foi observada. Não houve associação entre a doença e consistência das fezes e número de evacuações/dia. Sangue e muco nas fezes foram mais comuns na infecção por S. flexneri (14/21, 66,7% e 18/21, 85,7%, respectivamente) que na diarreia por S. sonnei (4/5, 40,0% e 2/5, 40,0%, respectivamente) (p = 0,008; teste de Fisher e p = 0,005, respectivamente).

Os resultados dos antibiogramas de Shigella encontram-se na Tabela 1. A pesquisa de ESBL foi negativa para todas as amostras.

 

 

Discussão

A shigelose é causa importante de diarreia aguda em todo o mundo, não apenas pela prevalência elevada, mas também pela gravidade da doença1,2,4,8,10-12. Como em outras regiões do mundo, Shigella foi responsável por mais de 10% dos casos de diarreia aguda em Teresina (PI). Frequência semelhante foi observada em Trinidad11 e Israel12. Em contraste, nossos achados demonstram frequência de shigelose superior àquela observada na Paraíba (aproximadamente 3%)13 e Rondônia (2.9%)14. Entre outros motivos, essas discrepâncias podem resultar de diversidade na distribuição geográfica da bactéria, características da população estudada e metodologia das investigações.

A variação temporal no predomínio das espécies de Shigella não é bem compreendida. Nas últimas décadas, observou-se queda na prevalência global de S. dysenteriae e aumento de S. flexneri. Atualmente, especialmente nas regiões industrializadas, a prevalência de S. sonnei é maior, observação ainda não convincentemente explicada2. Em concordância com dados relatados para outras regiões menos desenvolvidas2,14,15, observamos que mais de 80% dos casos de shigelose estão associados a S. flexneri.

Em áreas onde a shigelose é endêmica, as taxas mais elevadas da infecção ocorrem no segundo ano de vida2. Observamos resultados semelhantes: a maioria dos casos de shigelose foram identificados em crianças com 6 a 24 meses. A existência de diversos sorotipos do microrganismo permite supor que, nas regiões endêmicas, diversos episódios da doença ocorram na infância. Nos primeiros 6 meses de vida, habitualmente, as crianças vivem em ambiente mais protegido e recebem fatores protetores conferidos pelo aleitamento materno. Após esta idade, ainda sem a proteção conferida pela imunidade, entram em contato mais frequentemente com o microrganismo. Em consequência, são mais suscetíveis à infecção e desenvolvem a doença e proteção progressiva contra os tipos circulantes do microrganismo naquela região. Desta forma, é possível explicar a frequência baixa de shigelose até 6 meses, sua elevação entre 6 meses e 2 anos e a queda após esta idade.

De acordo com Naumova et al.15, a shigelose é mais comum no verão, em decorrência do maior uso recreacional da água e aos hábitos precários de higiene que favorecem a transmissão de bactérias diarreiogênicas. O predomínio da shigelose nos meses chuvosos, os meses mais quentes no Brasil, pode ser explicado também pela disseminação do microrganismo pela água de chuva.

Manifestações de shigelose incluem dor abdominal, febre e fezes sanguinolentas. Pode ocorrer, inicialmente, eliminação de fezes aquosas e volumosas, com evolução para eliminação frequente de fezes com sangue e pouco volumosas2. Neste estudo, febre e fezes sanguinolentas estavam associadas com a doença. Devido à natureza mais agressiva do processo, fezes com sangue e muco foram mais comuns em crianças infectadas por S. flexneri.

Menos de 20% das Shigella foram suscetíveis a todos os antimicrobianos testados. Como para outras bactérias, a sensibilidade de Shigella aos antibióticos vem se alterando e sofre influência de hábitos de cada população, razão pela qual mostra diferenças geográficas4,9,11, tornando necessário o desenvolvimento de estudos regionais. Além de reidratação e manutenção da dieta, o tratamento com antibióticos é aconselhável na suspeita de shigelose4-6. Neste estudo, todas as amostras de Shigella mostraram-se suscetíveis a ceftriaxona, ciprofloxacina e ácido nalidíxico e mais de 50% resistentes a ampicilina e sulfametoxazol-trimetoprim, dados similares aos relatados para outras regiões4,9,14. Assim, sulfametoxazol-trimetoprim e ampicilina não são recomendados para tratamento de diarreia, visando à eliminação de Shigella na região estudada. Ceftriaxona é uma opção dispendiosa e ciprofloxacina deve ser empregada com cautela em crianças2. Ácido nalidíxico é eficaz in vitro e representaria uma escolha acessível. Entretanto, embora tenha sido a droga de escolha para tratamento da shigelose entre 1995 e 2005, sua eficácia prática é considerada pequena, mesmo para amostras da bactéria consideradas sensíveis in vitro4.

Em conclusão, nossos dados contribuem para aumentar o conhecimento relativo à distribuição e ao padrão de suscetibilidade de Shigella e, consequentemente, para o delineamento de estratégias de prevenção e controle da shigelose.

 

Referências

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Correspondência:
Edilberto Nogueira Mendes
Avenida Professor Alfredo Balena, 190
CEP 30130-100 – Belo Horizonte, MG
E-mail: enmendes@medicina.ufmg.br

Artigo submetido em 21.04.11, aceito em 27.07.11.

 

 

Apoio financeiro: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (PRPq/UFMG).
Não foram declarados conflitos de interesse associados à publicação deste artigo.
Como citar este artigo: Nunes MR, Magalhães PP, Penna FJ, Nunes JM, Mendes EN. Diarrhea associated with Shigella in children and susceptibility to antimicrobials. J Pediatr (Rio J). 2011;88(2):125-8.