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Papéis Avulsos de Zoologia

Print version ISSN 0031-1049On-line version ISSN 1807-0205

Pap. Avulsos Zool. (São Paulo) vol.43 no.6 São Paulo  2003

https://doi.org/10.1590/S0031-10492003000600001 

Morcegos do Estado do Paraná, Brasil (Mammalia, Chiroptera): riqueza de espécies, distribuição e síntese do conhecimento atual

 

 

Michel Miretzki

Museu de História Natural Capão da Imbuia. Pós-Graduação em Zoologia da Universidade Federal do Paraná – Bolsista da CAPES. Endereço atual: Seção de Mamíferos, Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, Av. Nazaré, 481 – Ipiranga – CEP 04263-000 – São Paulo – SP. Email: nicteris@terra.com.br

 

 


RESUMO

Este estudo sintetiza o conhecimento atual sobre a riqueza e distribuição das espécies de morcegos ocorrentes no Estado do Paraná, Brazil, bem como, determina áreas prioritárias para novos inventários. Os dados analisados foram obtidos da coleção do Museu de História Natural Capão da Imbuia – MHNCI (em Curitiba) e de um extenso levantamento bibliográfico. Foram registradas 53 espécies de cinco famílias: Phyllostomidae apresentou a maior riqueza de espécies (25; 47% do total), seguida por Molossidae (13; 24%), Vespertilionidae (12; 22%), Noctilionidae (2; 4%) e Emballonuridae (1; 2,5%). Os resultados indicaram a ocorrência de apenas 55% das espécies do Bioma Floresta Atlântica e o predomínio relativo de vespertilionídeos e molossídeos sobre os filostomídeos. Estes resultados revelam uma fauna empobrecida em número de espécies e ressaltam o caráter subtropical da região ocupada pelo Paraná. A distribuição das espécies não se mostra homogênea, ocorrendo diferenças significativas entre as composições de espécies nas três principais formações florestais do Estado. A Floresta Estacional Semidecidual destaca-se pela maior riqueza de espécies (39; 74%) e o maior número de exclusivas (10). Em seguida esta a Floresta Ombrófila Mista ou Floresta com Araucária (36; 68%) sendo seis exclusivas e, por fim, a Floresta Ombrófila Densa (= Floresta Atlântica s.s.) com 33 espécies (62%) e somente três exclusivas. O grau de conhecimento foi estimado a partir do Método dos Quadrantes em um gradil de 30' latitude x 30' de longitude, obtendo-se 93 quadrículas. Desse total, 53% (49 quadrículas) não apresentaram nenhuma ocorrência de morcegos e a média de espécies por quadrícula foi de 3,4, riqueza muito abaixo da considerada como satisfatória para o Estado, que é de 24 espécies. Somente três quadrículas ultrapassaram e estimativa satisfatória: duas na região leste (Curitiba) e uma ao norte (Londrina). Aproximadamente 2/3 do território paranaense foi considerado como insuficientemente conhecido e classificado como "áreas de altíssima prioridade" para novos levantamentos, por apresentar uma fauna inferior a 11 espécies.

Palavras-chave: Chiroptera, morcegos, Brasil, Estado do Paraná, distribuição, áreas prioritárias.


ABSTRACT

This study is a summary of the present knowledge on the existence and distribution of the bat species occurring in the State of Paraná, Brazil, identifying areas for additional surveys. The analysed data was obtained from the collection belonging to the Capão da Imbuia Natural History Museum (Museu de História Natural Capão da Imbuia, MHNCI) in Curitiba, and from a bibliographical update. Fifty-three species in 5 families were identified the Phyllostomidae present the highest abundance of species (25; 47% in total) followed by the Molossidae (13; 24%), Vespertilionidae (12; 23%), Noctilionidae (2; 4%), and Emballonuridae (1; 2%). The results indicate that only 55% of the species belong to the Biome of the Atlantic Forest and that there is a relative predominance of vespertilionids and molossids over phyllostomids. These results reveal an impoverished fauna confirming the subtropical character of the Paraná region. The distribution of the species is irregular. Significant differences occur between the species compositions in the three principal forest formations of Paraná. The Semideciduous seazonal Forest contains the highest abundance (39; 74%) and the highest number of exclusive species (10). It is followed by the Mixed Ombrophylous Forest or Araucaria Forest (36; 68%), with 6 exclusive species, and finally by the Dense Ombrophylous Forest (= Atlantic Forest sensu stricto) with 33 species (62%) of which only 3 are exclusive. The degree of knowledge was estimated with the Method of Squares. The area was subdivided using a grid drawn at intervals of 30' longitude and 30' latitude, forming 93 small squares. Of these, 53% (49 small squares) do not contain any bats and the average per square is 3.4 species, much less than the 24 species that would be considered satisfactory for Paraná. Only three small squares reach this amount: two surveys done in the eastern (Curitiba) and one in the northern (Londrina) regions. Approximately two-third of the territory of Paraná can be considered poorly explored and must be classified as areas requiring additional surveys, since only 11 bat species have been identified so far.

Keywords: Chiroptera, bats, Brazil, State of Paraná, distribution, priority areas.


 

 

INTRODUÇÃO

Os morcegos apresentam uma condição ímpar para estudos bionômicos, devido a sua diversidade elevada, distribuição ampla e por serem os únicos mamíferos capazes de voar (Anderson & Jones, 1984; Brosset & Charles-Dominique, 1990; Wilson & Reeder, 1993). Há de se destacar que, por serem tão diversos, abundantes e biologicamente complexos, são criticamente importantes nas comunidades tropicais pelos inúmeros papéis que desempenham (Nowak, 1991; Marinho-Filho & Sazima, 1998). Eles compreendem significativa proporção (às vezes acima de 40%) da fauna de mamíferos em regiões florestais (Mills et al., 1996), sendo o grupo determinante na diferença entre os padrões de diversidade de mamíferos em regiões tropicais e temperadas (Eisenberg, 1981).

Ainda assim eles receberam relativamente pouca atenção dos naturalistas do passado (Kunz & Racey, 1998) e somente nas três últimas décadas registrou-se um enorme avanço nos estudos biológicos, biogeográficos, taxonômicos e filogenéticos (Hill & Smith, 1986; Novak, 1991; Koopman, 1993; Simmons, 1994; Kalko et al., 1996; Kalko, 1997; Kunz & Racey, 1998; Simmons & Geisler, 1998), implicando, em linhas gerais, em um amplo entendimento sobre o grupo.

No Brasil, os quirópteros representam aproximadamente um terço dos mamíferos terrestres e o segundo grupo em diversidade, com 144 espécies, riqueza que pode chegar a 166 espécies (Taddei, 1996). Contudo, apenas recentemente iniciaram-se os estudos sobre esses mamíferos e pode-se dizer que para mais de 70% delas nosso conhecimento é incipiente, inclusive no caso de espécies consideradas comuns (A.L. Peracchi com. pess., 1998). Mesmo o aspecto mais básico para o estudo da biodiversidade, as listas de espécies (Kalko, 1997), inexistem ou estão desatualizadas para a quase totalidade do território brasileiro, inclusive para regiões que sempre se destacaram na pesquisa zoológica, como os Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Nesse contexto, o Estado do Paraná experimentou, especialmente nos últimos 15 anos, um incremento de pesquisadores, tanto em campo como em laboratório, o que resultou num significativo aumento na representatividade do grupo em coleções, conferindo uma maior quantidade de informações sobre biologia, riqueza e abundância relativa de algumas espécies que nele ocorrem (Miretzki, 2000). Todavia, esse crescimento somado às informações históricas das pesquisas com morcegos no Estado, revela que ainda existe muito a ser pesquisado e como o conhecimento disponível está centralizado em poucas regiões do território paranaense.

A partir desse quadro elaborou-se este trabalho, atendendo a três pontos básicos: reunir o conhecimento atual sobre a riqueza de espécies de quirópteros no Paraná, avaliar a sua distribuição no Estado segundo suas formações florestais e, por fim, diagnosticar as regiões mais carentes ou com ausência de informações, definindo áreas prioritárias para novos inventários.

 

ÁREA DE ESTUDO

O Estado do Paraná ocupa uma área aproximada de 200.000 km2 na região sul-brasileira, entre as latitudes 22°30' e 26°42'S e as longitudes 48°02' e 54°37'W, limitando-se a norte com o Estado de São Paulo, a leste com o Oceano Atlântico, ao sul com o Estado de Santa Catarina e a oeste com o Paraguai, a Argentina e o Estado de Mato Grosso do Sul (Instituto de Terras, Cartografia e Florestas – ITCF, 1987), o que corresponde, toscamente, observada a orientação norte/sul, ao interflúvio dos rios Paranapanema e Iguaçu, ambos importantes tributários da margem esquerda do rio Paraná (Figura 1).

Em sua maior extensão, o território paranaense é formado de escarpas de estratos e planaltos, com altitudes entre zero e 1.922 m, que se declinam suavemente em direção oeste e noroeste, com o pedestal cristalino descendo abruptamente para o mar, evidenciando assim a divisão da superfície do Estado em duas regiões naturais: os planaltos e o litoral (Maack, 1968). Os planaltos, que compõem o conjunto denominado Planalto Meridional do Brasil, dividem-se localmente em três partes, conhecidas como Primeiro, Segundo e Terceiro Planaltos ou, respectivamente, Planaltos de Curitiba, Ponta Grossa e Guarapuava, com a Serra do Mar (Figura 2) constituíndo-se na zona limítrofe entre o planalto meridional e a planície costeira (Bigarella, 1978). Esses planos são limitados por zonas de serras que acompanham a grande escarpa da falha do complexo cristalino, atingindo diretamente o oceano ou formando patamares que penetram mar adentro, isolando trechos litorâneos cujas reentrâncias vão dar origem às baías, como a de Paranaguá e Antonina (Maack, 1968; Moreira & Lima, 1977).

A região sul-brasileira apresenta predomínio do clima temperado, distinto do resto do país, sendo que apenas na porção norte do Paraná o clima ainda é tropical (Nimer, 1977). Seguindo a classificação de Köeppen appud Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR, 1978), o clima predominante é o Cfa, subtropical úmido mesotérmico, que se estende entre as margens dos rios Paranapanema e Paraná até encontrar regiões com altitudes entre 600 e 800 m (Figura 3). As regiões serranas e planálticas apresentam clima subtropical úmido (Cfb) e na região noroeste do Estado o clima é tropical alterado pela altitude (Cfa  h). Muito embora a faixa litorânea e da Serra do Mar seja tradicionalmente atribuído o clima Af, tropical chuvoso de transição (IAPAR, 1978; Maack, 1968), considera-se como clima dominante nessa área o Cfa, pela ocorrência de geadas (obs. pess.), cuja ausência caracteriza o clima Af.

 

 

Esse conjunto de clima e relevo permite a existência de inúmeras formações vegetacionais, influenciadas a leste da Serra do Mar pelo Oceano Atlântico e a oeste pelo clima mais moderado das altitudes (Maack, 1968). Assim, encontra-se na Planície Litorânea e Serra do Mar, a Floresta Ombrófila Densa ou Floresta Atlântica (sensu stricto), nos Planaltos, a Floresta Ombrófila Mista ou Floresta com Araucária, entremeada com as Estepes ou Campos, e nas regiões norte e noroeste, a Floresta Estacional e manchas de Cerrado (Figura 4) (Romariz, 1963; Maack, 1968; Leite, 1994; Hatschbach & Ziller, 1995; Straube, 1998).

A Floresta Ombrófila Densa, no Paraná, cobria uma área de apenas 3% do total de florestas, pouco mais de 4.000 km2 (Maack, 1968). Caracteriza-se por uma pluviosidade alta, com médias anuais entre 1700 e 3000 mm e relevos altamente acidentados, cujas altitudes variam entre zero e 1.922 m (Nimer, 1977). As temperaturas médias variam entre 14 e 21°C (IAPAR, 1978), ocorrendo geadas ocasionais na planície litorânea.

A Floresta Ombrófila Mista abrangia uma área de 73.780 km2, ocupando as altitudes mais elevadas (superiores a 500 m) e de temperaturas mais baixas do Planalto Meridional Brasileiro, dentro do Paraná (Maack, 1968; Leite, 1994). A temperatura média anual oscila entre 10 e 17°C, as geadas são muito freqüentes (IAPAR, 1978) e ocasionalmente neva na sua porção mais meridional. A pluviosidade média anual está entre 1.300-1.900 mm.

A Floresta Estacional, no Paraná, cobria originalmente uma área aproximada de 91.000 km2, ou seja, 53% da área florestal paranaense, ocorrendo em cotas altitudinais inferiores a 500 m (Maack, 1968). Caracterizando-se por temperaturas médias anuais entre 13 e 22°C e baixa pluviosidade, com média anual entre 1.200 e 1.600 mm (IAPAR, 1978).

Biogeograficamente, o Estado do Paraná encontra-se inserido na grande Região Neotropical, que se estende desde o Deserto de Sonora, no sul dos Estados Unidos, até a Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul (Müller, 1973). Sub-divisões segundo Mello-Leitão (1980), incluem-no na Província Atlântica, nas sub-províncias: Tupi – que corresponde a uma estreita faixa costeira que acompanha o litoral brasileiro e Guarani – que é o prolongamento ocidental da Mata Atlântica, considerado planáltico e que estende seus limites até o nordeste da Argentina e leste do Paraguai. Cabrera & Willink (1973), com área relativamente coincidente, denominaram a mesma região como Província Paranaense.

Enquanto zona zoogeográfica determinada pela composição de espécies de morcegos, a área em estudo está incluída na sub-região das Terras Altas e Costa Atlântica do leste do Brasil, que se estende desde o norte da sub-região Patagônica e a leste do corredor seco promovido pela Chaco-Cerrado-Caatinga (Koopman, 1976, 1982). Essas sub-divisões constituem-se em unidades amplamente corroboradas, tanto pela riqueza de espécies com distribuição restrita, quanto pela congruência nas distribuições entre vários táxons, indicando, por fim, uma história biogeográfica comum.

 

MATERIAL E MÉTODOS

A elaboração da lista de espécies e o levantamento dos topônimos foram preparados através de consultas às coleções de mamíferos do Museu de História Natural Capão da Imbuia (MHNCI) e do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP), bem como da bibliografia disponível (Miretzki, 2000). Foram computados 1.437 exemplares de 189 localidades do Estado (Anexo A). Todos os exemplares do MHNCI tiveram suas identificações revistas com base em Vieira (1942), Vizotto & Taddei (1973), Eisenberg (1989), Emmons (1990), Barquez et al. (1993), Anderson (1997), Timm et al. (1998) e Eisenberg & Redford (1999). O ordenamento taxonômico adotado segue o proposto por Koopman (1993) e, adicionalmente, adotou-se a combinação Myotis rubra à M. ruber por recomendação de Woodman (1993).

A seguir, as espécies tiveram sua distribuição regional mapeada, através da plotagem das localidades sobre o mapa do Estado do Paraná. Para definir a amplitude geral da distribuição geográfica, fez-se uso das informações apresentadas por Vieira (1942), Cabrera (1958), Koopmam (1982, 1993), Taddei et al. (1986), Eisenberg (1989), Emmons (1990) e Eisenberg & Redford (1999), não se levando em consideração os dados regionais aqui apresentados.

Para a análise dos padrões de distribuição consideraram-se os seguintes dados básicos: a lista de espécies, a distribuição regional das mesmas e sua ocorrência nas fisionomias florestais existentes no Paraná (Vanzolini, 1970; Silva, 1989; Willig & Mares, 1989; Willig & Selcer, 1989; Ruggiero, 1994). A delimitação da cobertura vegetacional paranaense foi obtida a partir de Maack (1968), IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 1992), Hatschbach & Ziller (1995) e Straube (1998) (Figura 4) e a nomenclatura utilizada corresponde àquela descrita em IBGE (1992), sendo que em algumas situações fez-se uso da denominação tradicional do bioma (vide área de estudo).

Com base no número de espécies em cada localidade, foram estabelecidas a riqueza de espécies de cada formação florestal e a amplitude da distribuição dos táxons no Estado do Paraná. Os agrupamentos obtidos tiveram suas relações de similaridade faunística comparadas através do Coeficiente de Semelhança Biogeográfica (CSB), cujos valores podem variar de zero (sem semelhança) a um (semelhança total), e expressos na seguinte relação: CSB = 2C / nA + nB, onde C = número de espécies comuns as duas áreas e n = número de espécies de cada área comparada: A e B (Hoogmoed, 1979; Duellman, 1990; Cabrera, 1993; Morato, 1995).

A avaliação do grau de conhecimento e definição das áreas prioritárias para novos inventários de quirópteros no Paraná foi obtida através do Método dos Quadrantes (Willig & Sandlin, 1991; Ruggiero, 1994; Straube & Urben-Filho, 2001). Assim, sobre o mapa do Paraná com a distribuição dos pontos de registros de quirópteros, foi sobreposta uma matriz cartográfica com quadrículas de área de 30' de latitude por 30' de longitude (½ lat-long), obtendo-se um total de 93 quadrículas. A partir da soma do número de espécies de cada localidade obteve-se a distribuição da riqueza de espécies para a respectiva quadrícula.

A determinação das áreas prioritárias para inventários obedeceu ao critério de riqueza de espécies na quadrícula. Adicionalmente adotou-se o argumento de que uma quadrícula bem amostrada pode, pela proximidade geográfica, fornecer informações para todas as circundantes, mediante uma extrapolação hipotética de semelhanças entre elas (Cerqueira, 1995; Straube & Urben-Filho, 2001).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Lista anotada dos quirópteros do Paraná.

Família Emballonuridae

Peropteryx macrotis (Wagner, 1843)

Distribuição Geral: sul do México até Peru, Paraguai, sul e leste do Brasil.

Distribuição no Paraná: restrita à região oriental, que corresponde a Serra do Mar e à planície litorânea (Figura 5A).

 

 

Registros: Antonina (Althoff, 1997); Ilha das Peças (MHNCI, 4 espécimes); Serra Negra (Althoff, 1997).

Família Noctilionidae

Noctilio albiventris Desmarest, 1818

Distribuição Geral: sul do México até Guianas, Peru, leste do Brasil, norte da Argentina.

Distribuição no Paraná: até o presente estudo a espécie só foi registrada nas regiões norte e noroeste (Figura 5A).

Registros: Estação Ecológica do Caiuá (MHNCI, 26); Londrina (Reis et al., 1998).

Noctilio leporinus (Linnaeus, 1758)

Distribuição Geral: do México até Guianas, Grandes e Pequenas Antilhas, Trinidad e Tobago, sul do Brasil, norte da Argentina.

Distribuição no Paraná: leste do Estado, incluindo o Primeiro Planalto (Curitiba) (Figura 5A).

Registros: Alto da Glória (MHNCI, 1); Bairro Alto (MHNCI, 1); Guaratuba (MHNCI, 2; Bordignon & Moura, 2000).

Família Phyllostomidae

Subfamília Phyllostominae

Chrotopterus auritus (Peters, 1856)

Distribuição Geral: do México até o sul do Brasil.

Distribuição no Paraná: ocorre em todo o território (Figura 5B).

Registros: Conjunto Jesuítas/Fadas (Pinto-da-Rocha, 1995); Estação Marumbi (MHNCI, 1); fazenda Durgo (MHNCI, 2); fazenda Monte Alegre (Reis et al., 1999); fazenda Regina (Reis & Muller, 1995); fazenda Santo Amaro (MHNCI, 3); Floresta Nacional de Irati (Reis & Lima, 1994); foz do rio da Divisa (MHNCI, 1); gruta de Lancinhas (MHNCI, 1); gruta da Lancinha (Pinto-da-Rocha, 1995); gruta Olhos D'Água (Pinto-da-Rocha, 1995); gruta de Toquinhas (Pinto-da-Rocha, 1995); gruta São João (Trajano, 1984); gruta do Bom Sucesso (Pinto-da-Rocha, 1995); Ilha das Peças (MHNCI, 1); Mananciais da Serra (MHNCI, 2); Palmeira (Thomas, 1899); Paraná (MHNCI, 1); Parque Estadual do Guartelá (MHNCI, 1); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis & Muller, 1995); Parque Municipal Arthur Thomas (Reis et al.,1993); Parque Nacional do Iguaçu (Sekiama et al., 1998); Parque Nacional de Superagui (MHNCI, 1); Região Metropolitana de Curitiba (Sipinski et al., 1998).

Macrophyllum macrophyllum (Schinz, 1821)

Distribuição Geral: do México até Peru, Bolívia, sul do Brasil e noroeste da Argentina.

Distribuição no Paraná: um único registro, para a região oriental do Estado (Figura 6A).

 

 

Registro: Sumidouro (MHNCI, 1)

Micronycteris megalotis (Gray, 1842)

Distribuição Geral: do México até Peru, Bolívia, Brasil.

Distribuição no Paraná: Regiões norte, noroeste e sudeste do Estado, inclusive a faixa litorânea (Figura 6B).

Registros: Estação Ecológica do Caiuá (MHNCI, 6); fazenda Monte Alegre (Reis et al., 1999); fazenda Regina (Reis & Muller, 1995); Ilha do Mel (MHNCI, 4); Pilãozinho (MHNCI, 1); Parque Arthur Thomas (Reis & Muller, 1995); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis & Muller, 1995); Região Metropolitana de Curitiba (Sipinski et al., 1998); Sumidouro (MHNCI, 1).

Mimon bennettii (Gray, 1838)

Distribuição Geral: do sul do México até Colômbia, Guianas e sul do Brasil.

Distribuição no Paraná: região leste (Figura 6A).

Registros: Cigarreira (MHNCI, 2); Conjunto Jesuítas/Fadas (MHNCI, 1); Curitiba (MZUSP, 1); fazenda Monte Alegre (Reis et al., 1999); Floresta Nacional de Irati (Reis & Lima, 1994); Ilha do Mel (Leite et al., 1991); Mãe Catira (MHNCI, 1); Região Metropolitana de Curitiba (Sipinski et al., 1998).

Phyllostomus hastatus (Pallas, 1767)

Distribuição Geral: de Honduras até Guianas, Peru, Paraguai, norte da Argentina e Brasil.

Distribuição no Paraná: regiões planálticas do norte, noroeste e sudeste do Estado do Paraná (Figura 7A).

 

 

Registros: Estação Ecológica do Caiuá (MHNCI, 1); Parque Arthur Thomas (Reis & Muller, 1995); Parque Estadual Vila Rica do Espírito Santo (MHNCI, 1).

Tonatia bidens (Spix, 1823)

Distribuição Geral: México, Trinidade, Paraguai, norte da Argentina e Brasil.

Distribuição no Paraná: um único registro, para a Serra do Mar paranaense (Figura 7A).

Registros: Mãe Catira (MHNCI, 1).

Subfamília Glossophaginae

Anoura caudifera (E. Geoffroy, 1818)

Distribuição Geral: norte da América do Sul, Equador, Colômbia, Peru, Bolívia, norte da Argentina e Brasil.

Distribuição no Paraná: regiões norte e leste (Figura 7B).

Registros: Bairro Alto (MHNCI, 6); Estação Marumbi (MHNCI, 1); fazenda Monte Alegre (Reis et al., 1999); gruta da Lancinha (MHNCI, 1); Guaraguassu (MHNCI, 4); Guaricana (MHNCI, 6); Morretes (Thomas, 1902); Palmeira (Thomas, 1899); Parque Estadual de Campinhos (MHNCI, 5); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis & Muller, 1995); Parque Estadual do Guartelá (MHNCI, 1); Região Metropolitana de Curitiba (Sipinski et al., 1998); Salto Morato (MHNCI, 2); Taquari (MHNCI, 2); Tijuco Alto (MZUSP, 1).

Anoura geoffroyi Gray, 1838

Distribuição Geral: México até Equador, Granada, Trinidade, Peru, Bolívia e Brasil.

Distribuição no Paraná: em todas as regiões (Figura 8A).

 

 

Comentários: nas regiões norte e leste essa espécie é menos comum que a sua congênere.

Registros: Estação Marumbi (MHNCI, 1); Ilha do Mel (MHNCI, 1); Mananciais da Serra (MHNCI, 1); Parque Estadual de Vila Velha (MHNCI, 1); Portão (MHNCI, 1); Porto de Cima (MHNCI, 1); Região Metropolitana de Curitiba (Sipinski et al., 1998).

Glossophaga soricina (Pallas, 1766)

Distribuição Geral: do México até Guianas, Antilhas, Peru, norte da Argentina e Brasil.

Distribuição no Paraná: regiões norte e leste (Figura 8A).

Registros: Guaratuba/Garuva (MHNCI, 2); Lancinhas (MHNCI, 2); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis et al., 1993); Pilãozinho (MHNCI, 1); Ribeirão Grande (MHNCI, 2); Região Metropolitana de Curitiba (Sipinski et al., 1998); Tijuco Alto (MZUSP, 1).

Subfamília Carolliinae

Carollia perspicillata (Linnaeus, 1758)

Distribuição Geral: México, Antilhas, Trinidade e Tobago, Guianas, Peru, Bolívia, Paraguai e Brasil.

Distribuição no Paraná: em todas as regiões (Figura 8B).

Registros: Área de Proteção Ambiental de Guaratuba (MHNCI, 1); Bairro Alto (MHNCI, 1); campus da Universidade Estadual de Londrina (Lima & Reis, 1994); Estação Ecológica do Caiuá (MHNCI, 1); Estação Marumbi (MHNCI, 7); fazenda Thá (MHNCI, 10); fazenda Monte Alegre (Reis et al., 1999); fazenda Regina (Reis & Muller, 1995); Floresta Nacional de Irati (Reis & Lima, 1994); gruta São João (Trajano, 1984); gruta do Rocha (Pinto-da-Rocha, 1995); Guaricana (MHNCI, 15); Imbuial (MHNCI, 1); Limeira (MHNCI, 4); Mãe Catira (MHNCI, 1); Morretes (Thomas, 1902); Parque Arthur Thomas (Reis & Muller, 1995); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis & Muller, 1995); Parque Estadual de Vila Rica do Espírito Santo (MHNCI, 3); Parque Nacional de 7 Quedas (MHNCI, 1); Porto de Cima (MHNCI, 2); Ribeirão Grande (MHNCI, 1); Rio Sagrado (MHNCI, 4); Região Metropolitana de Curitiba (Sipinski et al., 1998); Salto Morato (MHNCI, 3); Taquari (MHNCI, 1); Tijuco Alto (MZUSP, 13); vale do Rio Ribeira (MHNCI, 1).

Subfamília Stenodermatinae

Artibeus fimbriatus Gray, 1838

Distribuição Geral: Paraguai, sul e sudeste do Brasil.

Distribuição no Paraná: regiões norte, leste e oeste (Figura 9A).

 

 

Registros: Área de Proteção Ambiental de Guaratuba (MHNCI, 3); Bacacheri (MHNCI, 2); Curitiba (MHNCI, 1); Estação Ecológica do Caiuá (MHNCI, 9); fazenda Barra Mansa (MHNCI, 1); Guaricana (MHNCI, 5); Lagoinha (MHNCI, 1); Laranja Azeda (MHNCI, 1); Limeira (MHNCI, 15); Londrina (Reis et. al., 1998); Mãe Catira (MHNCI, 3); Morretes (Handley, 1989); Panelas de Brejaúva (MHNCI, 1); Paranaguá (MHNCI, 1); Parque Arthur Thomas (Félix et al., 2000); Parque Estadual Mata dos Godoy (Sekiama, 1996); Parque Estadual de Vila Rica do Espírito Santo (MHNCI, 1); Parque Nacional de 7 Quedas (MHNCI, 4); Parque Nacional do Iguaçu (Sekiama et al., 1998); Porto de Cima (MHNCI, 2); Ribeirão do Rocha (MHNCI, 1); Rio Sagrado (MHNCI, 4); Salto Morato (MHNCI, 1); Sertãozinho (MHNCI, 4).

Artibeus jamaicensis Leach, 1821

Distribuição Geral: do norte do México, Antilhas, Venezuela e Equador até o sul do Brasil.

Distribuição no Paraná: regiões norte, leste e oeste (Figura 9B).

Registros: Alto Boqueirão (MHNCI, 1); Alto Cabral (MHNCI, 1); Centro Cívico (MHNCI, 2); fazenda Regina (Reis & Muller, 1995); fazenda Thá (MHNCI, 1); Guaratuba/Garuva (MHNCI, 1); Ilha das Peças (MHNCI, 1); Limeira (MHNCI, 5); Mãe Catira (MHNCI, 2); Parque Arthur Thomas (Reis & Muller, 1995); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis & Muller, 1995); Parque Estadual de Vila Rica do Espírito Santo (MHNCI, 4); Parque Nacional de 7 Quedas (MHNCI, 2); Piraquara (MHNCI, 1); Tijuco Alto (MZUSP, 8).

Artibeus lituratus (Olfers, 1818)

Distribuição Geral: do México até a Bolívia, Trinidade e Tobago, Pequenas Antilhas e norte da Argentina até o sul do Brasil.

Distribuição no Paraná: todas as regiões (Figura 10A).

 

 

Registros: Alto Boqueirão (MHNCI, 6); Arapoti (MHNCI, 1); Área de Proteção Ambiental de Guaratuba (MHNCI, 1); Bairro Alto (MHNCI, 6); Batel (MHNCI, 1); Bom Retiro (MHNCI, 5); Boqueirão (MHNCI, 1); campus da Universidade Estadual de Londrina (Lima & Reis, 1994); Capão da Imbuia (MHNCI, 5); Centro Cívico (MHNCI, 12); Cerro Azul (MHNCI, 2); Chácara Kanashiro (Reis et al., 1993); Curitiba (MHNCI, 11); Estação Ecológica do Caiuá (MHNCI, 1); fazenda Barra Mansa (MHNCI, 7); fazenda Iguaçu (MHNCI, 1); fazenda Imbaúva (Reis et al., 1993); fazenda Monte Alegre (Reis et al., 1999); fazenda Regina (Reis & Muller, 1995); fazenda Thá (MHNCI, 5); Floresta Nacional de Irati (Reis & Lima, 1994); foz do rio Chopim (MHNCI, 11); Guaraguassu (MHNCI, 2); Guaratuba (Althoff & Sbalqueiro, 1994); Guaricana (MHNCI, 8); Ilha do Mel (Leite et al., 1991); Imbuial (MHNCI, 7); Jardim das Américas (MHNCI, 1); Jardim Social (MHNCI, 1); Juruqui (MHNCI, 8); Laranja Azeda (MHNCI, 5); Limeira (MHNCI, 5); Mãe Catira (MHNCI)., 15); Mercês (MHNCI, 10); Morretes (MHNCI, 1); Palmeira (Thomas, 1899); Paraná (MHNCI, 5); Parque Arthur Thomas (Reis & Muller, 1995); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis & Muller, 1995); Parque Estadual de Vila Rica do Espírito Santo (MHNCI, 20); Parque Nacional de 7 Quedas (MHNCI, 12); Parque Nacional do Iguaçu (Sekiama et al., 1998); Piquiri (MHNCI, 1); Piraquara (MHNCI, 2); Pinhais (MHNCI, 1); Porto de Cima (MHNCI, 3); Poruquara (MHNCI, 6); Quatro Barras (MHNCI, 1); Refúgio Biológico de Bela Vista (MHNCI, 11); Refúgio Biológico Santa Helena (MHNCI, 8); região Norte (Vizotto et al., 1976); Rio Sagrado (MHNCI, 2); Santa Cruz (MHNCI, 1); Sertãozinho (MHNCI, 4); Tijuco Alto (MZUSP, 90); Vila Hauer (MHNCI, 1).

Artibeus obscurus Schinz, 1821

Distribuição Geral: Colômbia, Venezuela, Guianas, Equador, Peru, Bolívia e Brasil.

Distribuição no Paraná: regiões leste e sudoeste do Estado (Figura 10B).

Registros: Capão da Imbuia (MHNCI, 1); Estação Marumbi (MHNCI, 1); fazenda Monte Alegre (Reis et al., 1999); foz do rio Boguaçu (MHNCI, 1); Guaratuba/Garuva (MHNCI, 1); Guaricana (MHNCI, 1); Ilha do Mel (MHNCI, 1); Laranja Azeda (MHNCI, 1); Limeira (MHNCI, 9); Mãe Catira (MHNCI, 4); Parque Nacional do Iguaçu (Sekiama et al., 1998); Porto de Cima (MHNCI, 5); Poruquara (MHNCI, 1); Salto Morato (MHNCI, 1).

Chiroderma doriae Thomas, 1891

Distribuição Geral: Paraguai, sudeste do Brasil e Paraná.

Distribuição no Paraná: até o momento, restrita às porções norte e noroeste (Figura 11A).

 

 

Registros: Estação Ecológica do Caiuá (MHNCI, 1); fazenda Regina (Reis & Muller, 1995).

Chiroderma villosum Peters, 1860

Distribuição Geral: do México até Bolívia, Trinidade e Tobago, Peru e sul do Brasil.

Distribuição no Paraná: região norte do Paraná (Figura 11A).

Registro: Londrina (Reis et al., 1998).

Platyrrhinus lineatus (E. Geoffroy, 1810)

Distribuição Geral: norte da América do Sul, Colômbia, Peru, norte da Argentina e sul/sudeste do Brasil.

Distribuição no Paraná: regiões norte, noroeste e leste (Figura 11B).

Registros: campus da Universidade Estadual de Londrina (Lima & Reis, 1994); Estação Ecológica do Caiuá (MHNCI, 4); fazenda Regina (Reis & Muller, 1995); fazenda Thá (MHNCI, 1); Mãe Catira (MHNCI, 3); Parque Arthur Thomas (Reis & Muller, 1995); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis & Muller, 1995); Parque Nacional de Sete Quedas (MHNCI, 2); região Norte (Vizotto et al.,1976); Salto Grande (Sanborn, 1955); vale do rio Ribeira (MHNCI, 1).

Pygoderma bilabiatum (Wagner, 1843)

Distribuição Geral: apresenta uma distribuição disjunta, tendo sido registrado no Suriname, Bolívia, Paraguai, nordeste da Argentina e sul/sudeste do Brasil.

Distribuição no Paraná: amplamente distribuído, não tendo sido registrado, até o momento, apenas na porção noroeste do Estado (Figura 12A).

 

 

Registros: Bairro Alto (MHNCI, 4); Castro (Vieira, 1942); campus da Universidade Estadual de Londrina (Reis & Muller, 1995); Céu Azul (MHNCI, 1); Empresa (MHNCI, 1); fazenda Barra Mansa (MHNCI, 10); fazenda Durgo (MHNCI, 1); fazenda Regina (Reis & Muller, 1995); Imbuial (MHNCI, 2); Jardim das Américas (Cáceres & Moura, 1998); Limeira (MHNCI, 4); Palmeira (Thomas, 1899); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis & Muller, 1995); Parque Estadual do Rio Guarani (MHNCI, 1); Parque Estadual de Vila Velha (MHNCI, 2); Parque Municipal Arthur Thomas (Reis et al, 1993); Parque Nacional do Iguaçu (Sekiama et al., 1998); Ponte São João (MHNCI, 1); Poruquara (MHNCI, 1); Usina de Guaricana (MHNCI, 2); Tijuco Alto (MZUSP, 2).

Sturnira lilium (E. Geoffroy, 1810)

Distribuição Geral: do México e Pequenas Antilhas, Jamaica, Trinidade e Tobago, norte da Argentina, Brasil e Uruguai.

Distribuição no Paraná: amplamente distribuído (Figura 12B).

Registros: Agudos do Sul (MHNCI, 1); Alto Boqueirão (MHNCI, 3); Bacacheri (MHNCI, 2); Bairro Alto (MHNCI, 1); Boqueirão (MHNCI, 1); campus da Universidade Estadual de Londrina (Lima & Reis, 1994); Capão da Imbuia (MHNCI, 10); Castelhanos (MHNCI, 1); Centro Cívico (MHNCI, 6); Cerro Azul (MHNCI, 1); Chácara Kanashiro (Reis et al., 1993); Empresa (MHNCI, 5); Estação Ecológica do Caiuá, (MHNCI, 8); Estação Marumbi (MHNCI, 2); fazenda Barra Mansa (MHNCI, 44); fazenda do Durgo (MHNCI, 1); fazenda Monte Alegre (Reis et al., 1999); fazenda Regina (Reis & Muller, 1995); fazenda Thá (MHNCI, 4); Floresta Nacional de Irati (Reis & Lima, 1994); foz do rio Jordão (MHNCI, 5); Guaricana (MHNCI, 16); Ilha do Mel (Leite et al., 1991); Imbuial (MHNCI, 13); Jardim das Américas (MHNCI, 2); Juruqui (MHNCI, 5); Lagoinha (MHNCI, 15); Limeira (MHNCI, 5); Mãe Catira (MHNCI, 2); Mananciais da Serra (MHNCI, 5); Mercês (MHNCI, 5); Palmeira (Thomas 1899); Paraná (MHNCI, 1); Parque Arthur Thomas (Reis & Muller, 1995); Parque Estadual de Caxambú (MHNCI, 1); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis & Muller, 1995); Porto de Cima (MHNCI, 11); Parque Estadual do Guartelá (MHNCI, 5); Parque Estadual de Vila Rica do Espírito Santo (MHNCI, 2); Parque Estadual de Vila Velha (MHNCI, 25); Parque Nacional do Iguaçu (Sekiama et al., 1998); Parque Nacional de Sete Quedas (MHNCI, 7); Piraquara (MHNCI, 1); Refúgio Biológico de Bela Vista e de Santa Helena (MHNCI, 1); Refúgio Biológico de Santa Helena (MHNCI, 2); Refúgio Biológico de Bela Vista (Zotz et al., 1987); Região Metropolitana de Curitiba (Sipinski et al., 1998); represa do Capivari-Cachoeira (MHNCI, 1); Reserva Guarani (MHNCI, 2); Reserva do Iguaçu (MHNCI, 1); Reserva do Rio dos Touros (MHNCI, 7); Rio Preto (MHNCI, 1); Rio Sagrado (MHNCI, 7); Salto do Morato (MHNCI, 3); Santa Quitéria (MHNCI, 1); Santo Inácio (MHNCI, 2); Sertãozinho (MHNCI, 2); Taquari (MHNCI, 6); Tijuco Alto (MZUSP, 3); vila da Usina Hidrelétrica de Segredo (MHNCI, 3); Vila Hauer (MHNCI, 11); Vila do Perneta (MHNCI, 1).

Sturnira tildae de la Torre, 1959

Distribuição Geral: Guianas, Trinidade, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Brasil.

Distribuição no Paraná: uma única localidade, na Serra do Mar paranaense (Figura 11A).

Registro: Mãe Catira (MHNCI, 1).

Uroderma bilobatum Peters, 1866

Distribuição Geral: do México até o Peru, Bolívia e Brasil.

Distribuição no Paraná: um único registro, na porção norte do Estado (Figura 13A).

 

 

Registro: Londrina (Reis et al., 1998).

Vampyressa pusilla (Wagner, 1843)

Distribuição Geral: do México até Bolívia, Guianas, Paraguai, Brasil.

Distribuição no Paraná: regiões norte e sudeste do Estado (Figura 13A).

Registros: campus da Universidade Estadual de Londrina (Lima & Reis, 1994); fazenda Thá (Lange & Straube, 1988); Mãe Catira (Lange & Straube, 1988); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis & Lima, 1994); Parque Municipal Arthur Thomas (Reis & Muller, 1995); Porto de Cima (MHNCI, 1);

Subfamília Desmodontinae

Desmodus rotundus (E. Geoffroy, 1810)

Distribuição Geral: sul dos EUA até o norte da Argentina, Brasil e Uruguai,

Distribuição no Paraná: amplamente distribuído (Figura 13B).

Registros: cachoeira Tia Chica (MHNCI, 1); Campo Largo (MHNCI, 1); Centro-Sul (Persson & Lorini, 1990); Conjunto Jesuítas/Fadas (Pinto-da-Rocha, 1995); Ermida do Maciel (Pinto-da-Rocha, 1995); fazenda Monte Alegre (Reis et al., 1999); fazenda Regina (Reis & Muller, 1995); foz do rio da Divisa (MHNCI, 2); gruta do Bacaetava (Pinto-da-Rocha, 1995); gruta do Bom Sucesso (Pinto-da-Rocha, 1995); gruta da Mina do Rocha (Pinto-da-Rocha, 1995); gruta Olhos D'Água (Pinto-da-Rocha, 1995); gruta do Pinheirinho (MHNCI, 10); gruta de Pinheiro Seco (Pinto-da-Rocha, 1995); gruta do Rocha (Pinto-da-Rocha, 1995); gruta do São João (Trajano, 1984); gruta de Toquinhas (Pinto-da-Rocha, 1995); gruta da Toca (Pinto-da-Rocha, 1995); gruta de Terra Boa (Pinto-da-Rocha, 1995); Guajuvira (MHNCI, 1); Ilha do Mel (MHNCI, 1); Lancinhas (MHNCI, 17); Morretes (Diniz et al., 1975); Palmeira (Thomas, 1899); Parque Estadual de Caxambú (MHNCI, 6); Parque Estadual Mata dos Godoy (Sekiama, 1996); Parque Estadual de Vila Velha (MHNCI, 2); Parque Estadual do Guartelá (MHNCI, 3); Parque Estadual de Campinhos (MHNCI, 7). Região Metropolitana de Curitiba (Sipinski et al., 1998); Rio Preto (MHNCI, 2).

Diaemus youngi (Jentink, 1893)

Distribuição Geral: do México até o norte da Argentina, Brasil.

Distribuição no Paraná: um único registro para a região sudeste do Paraná (Figura 14A).

 

 

Registro: Palmeira (Thomas, 1899).

Diphylla ecaudata Spix, 1823

Distribuição Geral: sul dos EUA até Venezuela, Peru, Bolívia e Brasil.

Distribuição no Paraná: regiões norte e sudeste do Estado (Figura 14A).

Registros: gruta São João (Trajano, 1984); Londrina (Reis et al., 1998); Palmeira (Thomas, 1899); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis & Lima, 1994); Região Metropolitana de Curitiba (Sipinski et al., 1998).

Família Vespertilionidae

Subfamília Vespertilioninae

Eptesicus brasiliensis (Desmarest, 1819)

Distribuição Geral: do sul do México ao norte da Argentina, Brasil e Uruguai

Distribuição no Paraná: amplamente distribuído (Figura 14B).

Registros: Alto Boqueirão (MHNCI, 2); Arapoti (MHNCI, 1); Barreirinha (MHNCI, 1); Bigorrilho (MHNCI, 1); Canguiri (MHNCI, 3); Capão da Imbuia (MHNCI, 3); Castro (Davis, 1966); Curitiba (MHNCI, 1); Estação Ecológica Rio dos Touros (MHNCI, 1); Estação Ecológica do Caiuá (MHNCI, 1); fazenda Conceição (MHNCI, 3); fazenda Imbaúva (Reis et al., 1993); fazenda Monte Alegre (Reis et al., 1999); Ilha do Mel (MHNCI, 2); Mananciais da Serra (Lange & Straube, 1988); Palmeira (Thomas, 1899); Pilarzinho (MHNCI, 1); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis et al., 1993);. Refúgio Biológico Bela Vista (MHNCI, 1); Vila Hauer (MHNCI, 1).

Eptesicus diminutus Osgood, 1915

Distribuição Geral: América do Sul, da Venezuela e a leste dos Andes até o sul da América do Sul.

Distribuição no Paraná: regiões norte e leste (Figura 15A).

 

 

Registros: balneário Santa Terezinha (MHNCI, 1); fazenda Monte Alegre (Reis et al., 1999); Ilha do Mel (MHNCI, 2); Lancinhas (MHNCI, 1); Parque Arthur Thomas (Félix et al., 2000); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis & Muller, 1995); Porto de Cima (MHNCI, 1); Santa Cruz (MHNCI, 1).

Eptesicus furinalis (d'Orbigny, 1847)

Distribuição Geral: México até o norte da Argentina e sul do Brasil.

Distribuição no Paraná: regiões norte e leste, excluindo a Serra do Mar e planície litorânea (Figura 15A).

Registros: Campo Magro (MHNCI, 1); campus da Universidade Estadual de Londrina (Lima & Reis, 1994); fazenda Conceição (MHNCI, 1); Marumbi (MHNCI, 2); Paraná (MHNCI, 1); Parque Ecológico da Klabin (Reis & Sekiama, 1996); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis & Muller, 1995); Terra Nova (Davis, 1966).

Histiotus velatus (I. Geoffroy, 1824)

Distribuição Geral: Paraguai, norte da Argentina e sul, sudeste e centro-oeste do Brasil.

Distribuição no Paraná: amplamente distribuído (Figura 15B).

Registros: Água Verde (MHNCI, 1); Arapoti (MHNCI, 2); Bom Retiro (MHNCI, 1); Campina Grande do Sul (MHNCI, 1); Canguiri (MHNCI, 2); Curitiba (MHNCI, 3); fazenda Monte Alegre (Reis et al., 1999); Imbuial (MHNCI, 3); Laranjeiras do Sul (MHNCI, 1); Palmeira (Thomas, 1899); Palmital (MHNCI, 1); Parque Ecológico da Klabin (Reis & Sekiama, 1996); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis & Muller, 1995); Rio Negro (Vieira, 1942); Santa Mônica (MHNCI, 1); Tranqueira (MHNCI, 1); Vila Hauer (MHNCI, 1); vila da Usina Hidrelétrica de Segredo (MHNCI, 1); Volta Grande (MHNCI, 2).

Lasiurus borealis (Müller, 1776)

Distribuição Geral: sul do Canadá, Cuba, Porto Rico, 0Galápagos, Chile, Argentina, Brasil e Uruguai.

Distribuição no Paraná: amplamente distribuído, exceto na região da Serra do Mar e faixa litorânea (Figura 16A).

 

 

Registros: Capão da Imbuia (MHNCI, 1); Céu Azul (MHNCI, 1); Cidade Industrial (MHNCI, 1); Curitiba (MHNCI, 3); Douradina (MHNCI, 1); fazenda Marimbondo (MHNCI, 1); Ivaiporã (MHNCI, 2); Lupionópolis (MHNCI, 2); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis & Muller, 1995); Parque Municipal Arthur Thomas (Reis & Muller, 1995); Parque Nacional do Iguaçu (Sekiama et al., 1998); Palmital (MHNCI, 2); Rebouças (MHNCI, 1); São Luis do Purunã (MHNCI, 1).

Lasiurus cinereus (Beauvois, 1796)

Distribuição Geral: Escócia, Havaí, Canadá, do México até a Venezuela, Chile, Argentina e Brasil.

Distribuição no Paraná: região leste (Figura 16B).

Registros: Batel (MHNCI, 1); Capão da Imbuia (MHNCI, 1); Guaricana (MHNCI, 2); Jardim das Américas (MHNCI, 2); Mercês (MHNCI, 1); Vila Fani (MHNCI, 3).

Lasiurus ega (Gervais, 1855)

Distribuição Geral: sul dos Estados Unidos até o sul da América do Sul.

Distribuição no Paraná: um único registro para a região norte (Figura 16B).

Registro: Londrina (Reis et al., 1998).

Myotis levis (I. Geoffroy, 1824)

Distribuição Geral: Bolívia, Argentina, Brasil e Uruguai.

Distribuição no Paraná: região sudeste do Estado, incluindo faixa litorânea Figura 17A).

 

 

Registros: Curitiba (MHNCI, 1); Guaricana (MHNCI, 1); Ilha do Mel (MHNCI, 5); Ipiranga (MHNCI, 5); Lancinhas (MHNCI, 4); Palmeira (Thomas, 1899); Parque Estadual de Campinhos (MHNCI, 1).

Myotis nigricans (Schinz, 1821)

Distribuição Geral: México, Pequenas Antilhas, norte da Argentina, sul e sudeste do Brasil.

Distribuição no Paraná: amplamente distribuído (Figura 17B).

Registros: Adrianópolis (MHNCI, 1); Alto Boqueirão (MHNCI, 1); Arapoti (MHNCI, 1); Balneário Riviera II (MHNCI, 1); Campus da Universidade Estadual de Londrina (Lima & Reis, 1994); Estação Ecológica do Caiuá (MHNCI, 3); fazenda Durgo (Oliveira et al., 1985); fazenda Monte Alegre (Reis et al., 1999); fazenda Regina (Reis & Muller, 1995); Floresta Nacional de Irati (Reis & Lima, 1994); Guaricana (MHNCI, 2); Lancinhas (MHNCI, 10); Limeira (MHNCI, 1); Manancias da Serra (MHNCI, 2); Morretes (MHNCI, 1); Palmeira (Thomas, 1899); Parque Arthur Thomas (Félix et al., 2000); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis & Muller, 1995); Parque Estadual de Vila Velha (Borges, 1989); Porto de Cima (MHNCI, 3); Segredo (MHNCI, 1); Shangri-lá (MHNCI, 1); Refúgios Biológicos de Bela Vista e Santa Helena (Durigan et al., 1990); Região Metropolitana de Curitiba (Sipinski et al., 1998); rio Iguaçu (MHNCI, 6); Rio Negro (Carvalho, 1973); Taboão (MHNCI, 1); vila da Usina Hidrelétrica de Segredo (MHNCI, 1).

Myotis riparius Handley, 1960

Distribuição Geral: de Honduras até Venezuela, Trinidade, norte da Argentina, leste do Brasil.

Distribuição no Paraná: região sudeste, excluindo, possivelmente, a faixa da Serra do Mar e litoral (Figura 17A).

Registros: fazenda São Nicolau (MHNCI, 1); Lancinhas (MHNCI, 2).

Myotis rubra (E. Geoffroy, 1806)

Distribuição Geral: Paraguai, noroeste da Argentina, sul e sudeste do Brasil.

Distribuição no Paraná: amplamente distribuído (Figura 18A).

 

 

Registros: fazenda Durgo (Oliveira et al., 1985); fazenda Iguaçu (Persson & Lorini, 1990); fazenda Monte Alegre (Reis et al., 1999); Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis & Muller, 1995); Rio Negro (MZUSP, 2); serra do Araçatuba (MHNCI, 2); Três Córregos (MHNCI, 1).

Rhogeessa tumida H. Allen, 1866

Distribuição Geral: do México até o Equador, Bolívia e nordeste do Brasil.

Distribuição no Paraná: um único registro, para a região norte do Estado (Figura 18A).

Registro: Parque Estadual Mata dos Godoy (Reis & Lima, 1994).

Família Molossidae

Eumops auripendulus (Shaw, 1800)

Distribuição Geral: do México até o Peru, Trinidade, norte da Argentina, leste do Brasil.

Distribuição no Paraná: regiões leste, sul e noroeste (Figura 18B).

Registros: Cubatão (MHNCI, 1); Matinhos (MHNCI, 2); Parque Nacional de Foz do Iguaçu (MHNCI, 1); rio Preto (MHNCI, 2).

Eumops bonariensis (Peters, 1874)

Distribuição Geral: do México até nordeste do Peru, norte da Argentina, Brasil e Uruguai.

Distribuição no Paraná: regiões sul, leste e noroeste (Figura 18B).

Registros: Douradina (MHNCI, 1); Portão (MHNCI, 1); União da Vitória (MHNCI, 5).

Eumops glaucinus (Wagner, 1843)

Distribuição Geral: Flórida (EUA) e do México até o norte da Argentina e Brasil.

Distribuição no Paraná: um único registro para a região norte do Estado (Figura 18B).

Registro: Londrina (Reis et al., 1998).

Eumops hansae Sanborn, 1932

Distribuição Geral: Costa Rica, Panamá, Venezuela, Guianas, Peru, Bolívia e Brasil.

Distribuição no Paraná: região leste (Figura 19A).

 

 

Registros: Água Verde (MHNCI, 3); Alto Boqueirão (MHNCI, 2); Seminário (MHNCI, 1).

Molossops abrasus (Temminck, 1827)

Distribuição Geral: Venezuela, Guianas, Peru, Bolívia, Paraguai, norte da Argentina e Brasil.

Distribuição no Paraná: regiões norte e leste, incluindo planície litorânea (Figura 19A).

Registros: Cambé (Taddei et al., 1976); Campus da Universidade Estadual de Londrina (Lima & Reis, 1994); Laranja Azeda (MHNCI, 1); Parque Estadual Mata dos Godoy (Sekiama, 1996).

Molossops planirostris (Peters, 1866)

Distribuição Geral: do Panamá até o Peru, Paraguai, norte da Argentina e Brasil.

Distribuição no Paraná: uma única localidade na região centro-sul do Paraná (Figura 19B).

Registro: foz do rio Jordão (MHNCI, 1).

Molossops temminckii (Burmeister, 1854)

Distribuição Geral: Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, norte da Argentina e Brasil.

Distribuição no Paraná: conhecido de uma única localidade, no extremo noroeste do Paraná (Figura 19A).

Registro: Estação Ecológica do Caiuá (MHNCI, 3).

Molossus ater E. Geoffroy, 1805

Distribuição Geral: do México ao Peru, Guianas, Paraguai, norte da Argentina e Brasil.

Distribuição no Paraná: amplamente distribuído, exceto região centro-sul (Figura 19B).

Registros: Adrianópolis (MHNCI, 4); Arapoti (MHNCI, 1); Bairro Alto (MHNCI, 1); Campus da Universidade Estadual de Londrina (Reis et al., 1993); Estação Ecológica do Caiuá (MHNCI, 1); fazenda Santa Isabel (MHNCI, 1); Guaratuba/Garuva (MHNCI, 2); Palotina (MHNCI, 1); rio Preto (MHNCI, 2); São João do Ivaí (MHNCI, 1).

Molossus molossus (Pallas, 1766)

Distribuição Geral: do México até o Peru, Antilhas, Guianas, Venezuela, norte da Argentina e Brasil.

Distribuição no Paraná: amplamente distribuído (Figura 20A).

 

 

Registros: Alto Boqueirão (MHNCI, 11); Araucária (MHNCI, 1); Bairro Alto (MHNCI, 17); Batel (MHNCI, 3); Boa Vista (MHNCI, 1); Borda do Campo (MHNCI, 1); Campina do Siqueira (MHNCI, 2); campus da Universidade Estadual de Londrina (Lima & Reis, 1994); Canguiri (MHNCI, 10); Capão da Imbuia (MHNCI, 1); Colônia Antônio Prado (MHNCI, 1); Colônia Cambará (MHNCI, 2); Curitiba (MHNCI, 4); Estação Ecológica do Caiuá (MHNCI, 1); fazenda Durgo (MHNCI, 21); fazenda Morro Grande (MHNCI, 11); fazenda Santa Isabel (MHNCI, 1); Florestal (MHNCI, 1); Guaratuba/Garuva (MHNCI, 5); Guaratuba (MHNCI, 3); Ilha do Mel (MHNCI, 5); Imbuial (MHNCI, 9); Ivaiporã (MHNCI, 1); Jardim Botânico (MHNCI, 1); Juruqui (MHNCI, 2); Lapa (MHNCI, 1); Morretes (MHNCI, 1); Parque Estadual de Campinhos (MHNCI, 1); Parque Estadual Mata dos Godoy (Sekiama, 1996); Piraquara (MHNCI, 1); Rebouças (MHNCI, 1); Salto Caxias (MHNCI, 1); Santa Felicidade (MHNCI, 1); Santa Mônica (MHNCI, 1); Tapira (MHNCI, 1); Uberaba (MHNCI, 1); União da Vitória (MHNCI, 1); Vilas Oficinas (MHNCI, 1).

Nyctinomops laticaudatus (E. Geoffroy, 1805)

Distribuição Geral: do México até o noroeste do Peru, Cuba, Trinidad, norte da Argentina e Brasil.

Distribuição no Paraná: regiões norte, noroeste e leste (Figura 20B).

Registros: Alto da Glória (MHNCI, 1); Batel (MHNCI, 1); campus da Universidade Estadual de Londrina (Lima & Reis, 1994); Curitiba (MHNCI, 1); Lapa (MHNCI, 1); Londrina (Reis et al., 1993); Morretes (Thomas, 1902); Ortigueira (MHNCI, 1); Paredão dos Veados, Barreiro do Rio Ivaí (MHNCI, 1); Rio Negro (MZUSP, 1).

Nyctinomops macrotis (Gray, 1840)

Distribuição Geral: desde o Iowa (EUA) até o Peru, Antilhas, norte da Argentina e Brasil.

Distribuição no Paraná: um único registro, na região norte do Estado (Figura 21A).

 

 

Registro: Londrina (Reis et al., 1998).

Promops nasutus (Spix, 1823)

Distribuição Geral: Venezuela, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, norte da Argentina e Brasil.

Distribuição no Paraná: áreas planálticas (Figura 21A).

Registros: Curitiba (MHNCI, 2); Palmital (MHNCI, 1).

Tadarida brasiliensis (I. Geoffroy, 1824)

Distribuição Geral: desde o Oregon (EUA) até Antilhas, Chile, Argentina e Brasil.

Distribuição no Paraná: amplamente distribuído (Figura 21B).

Registros: Água Verde (MHNCI, 10); Alto Boqueirão (MHNCI, 2); Alto da Cruz (MHNCI, 1); Alto da Glória (MHNCI, 2); Araucária (MHNCI, 1); Bacacheri (MHNCI, 1); Batel (MHNCI, 1); Cabral (MHNCI, 2); Cajuru (MHNCI, 1); Campus da Universidade Estadual de Londrina (Lima & Reis, 1994); Capão da Imbuia (MHNCI, 2); Centro Cívico (MHNCI, 1); Cidade Jardim (MHNCI, 1); Cristo Rei (MHNCI, 8); Curitiba (MHNCI, 14); Fernando de Noronha (MHNCI, 1); Londrina (Reis et al., 1993); Morretes (Thomas, 1902); Palmeira (Thomas, 1899); Paraná (Shamel,1902); Parque Estadual de Vila Velha (MHNCI, 1); Piraquara (MHNCI, 1); represa Capivari-Cachoeira (MHNCI, 1); Reserva do Iguaçu (MHNCI, 1); rio Iguaçu (MHNCI, 1); Santa Mônica (MHNCI, 4); União da Vitória (MHNCI, 1); Volta Grande (MHNCI, 1).

 

RIQUEZA DE ESPÉCIES

Desconsiderando-se inferências potenciais oriundas da literatura foram identificadas 53 espécies (Tabela 1), que ficaram distribuídas em 32 gêneros e cinco famílias. Esses valores representam aproximadamente 37% das espécies, 33% dos gêneros e 56% das famílias de Chiroptera do Brasil (Taddei, 1996), bem como 55% daquelas esperadas para o Bioma Floresta Atlântica (Marinho-Filho & Sazima, 1998). Apenas cinco, das oito famílias comumente amostradas no neotrópico, foram encontradas no Paraná (cf. Koopman, 1982, 1993; Voss & Emmons, 1996). Phyllostomidae foi a mais representada (25 espécies; 47% do total), seguida por Molossidae (13; 24%), Vespertilionidae (12; 23%), Noctilionidae (2; 4%) e Emballonuridae (1; 2%).

 

 

Phyllostomidae, apesar de contribuir com a maior riqueza de espécies, está representada no Paraná por apenas 33% das espécies brasileiras, sobressaindo-se os molossídeos com 71% e os vespertilionídeos com 66%. Essa situação ressalta o caráter subtropical da Província Paranaense (Cabrera & Willink, 1973), onde se encontra o Estado do Paraná, ilustrada pelo declínio da diversidade de filostomídeos em regiões mais frias, contrastando com sua notável diversidade em áreas tropicais (Redford & Eisenberg, 1992). Outra diferença verificada para o Estado é o número reduzido de espécies da família pantropical Emballonuridae: representada por três a dez espécies em comunidades amazônicas e na América Central (Simmons & Voss, 1998); no Paraná ela está representada por uma única espécie (Peropteryx macrotis). A baixa tolerância ao frio dos Phyllostomidae e Emballonuridae parece ser a principal explicação para essa menor riqueza de espécies (Redford & Eisenberg, 1992).

O número de espécies encontrada é bem maior que as estimativas iniciais de Lange & Jablonski (1981) e Marinho-Filho (1996) (Tabela 2) para o Paraná. Essas listagens contavam com inferências a partir de generalizações das distribuições das espécies de morcegos no Brasil e na América do Sul, estando excluídas as informações relativamente abundantes de espécimes de museus e mesmo de observações pessoais de outros pesquisadores (Miretzki, 1999). Os resultados aqui mostrados também são superiores às projeções de Findley (1995) para a região em que se encontra o Paraná.

 

 

Combinando as informações disponíveis em literatura, desde as primeiras citações feitas em 1824 por I. Geoffroy Saint-Hilaire, pode-se observar que houve dois grandes saltos para o entendimento da riqueza de espécies de quirópteros no Paraná. O primeiro ocorreu ainda no final do século XIX (Thomas, 1899), precedida por 75 anos de completa ausência de informações. Seguiu-se um período de oito décadas de escassas contribuições, computando-se até o final dos anos 1980, registros de apenas 22 espécies comprovadamente ocorrentes no Estado (Figura 22). Foi somente a partir da década de 1990, após o estabelecimento de centros de pesquisas e do incremento de pesquisadores e publicações (Miretzki, 2000), que ocorreu uma considerável elevação no número de espécies até chegar aos patamares atuais. Esses dados sugerem, portanto, que a riqueza de espécies apresentada ainda deve estar subestimada em relação à real composição da fauna de quirópteros do Paraná e que a mesma ainda necessita de inúmeros levantamentos intensivos para uma estimativa precisa.

 

 

ANÁLISE COROLÓGICA

O Bioma Floresta Atlântica abriga a segunda fauna mais rica de mamíferos do Brasil, da qual os morcegos representam ao menos 40% (Fonseca et al., 1999). Porém, devido às suas características de alta vagilidade e ampla distribuição, as taxas de endemismos para os quirópteros são baixas, quando comparadas a outros grupos de mamíferos (e.g. primatas e roedores) (Anderson & Jones, 1984; Fonseca et al., 1999). Apenas cinco espécies, dois Phyllostomidae (Chiroderma doriae e Platyrrhinus recifinus) e três Vespertilionidae (Histiotus alienus, Lasiurus ebenus e Myotis rubra) são endêmicos desse bioma (Gregorin, 1998; Marinho-Filho & Sazima, 1998).

O Estado do Paraná está confinado, quase em sua totalidade, dentro do Bioma Floresta Atlântica (IBGE, 1993; CI-Brasil, 1996). Contudo, somente 53 das 96 espécies de morcegos ocorrentes na Floresta Atlântica, e apenas duas dentre as endêmicas do bioma (C. doriae e M. rubra), foram registradas para o Estado. Essa diferença reflete possivelmente a condição de clima temperado encontrada em quase todo o território paranaense, especialmente abaixo dos 25° de latitude sul, onde geadas são freqüentes no período de inverno e ocasionalmente ocorre neve.

Regionalmente, a Floresta Atlântica paranaense é sub-dividida em três fácies florestais (Floresta Estacional, Floresta Atlântica sensu stricto e Floresta com Araucária), com diferenças em suas composições florística e fisionômica, devido ao clima e ao solo diferenciados em que se encontram, bem como por terem passado por eventos cladogênicos distintos (Maack, 1968; Hueck, 1972; Leite, 1994). Sabendo-se que a heterogeneidade ambiental influencia a riqueza de espécies animais (August, 1983; Heaney, 1991), buscou-se através dos dados de distribuição dos quirópteros paranaenses apresentados neste trabalho, verificar se existem diferenças nas composições das comunidades de morcegos nas florestas paranaenses.

A partir das localidades obtidas para cada uma das espécies da área de estudo, pode-se avaliar a amplitude de distribuição das mesmas e, também, caracterizar a fauna de quirópteros em cada formação florestal do Paraná, quais sejam: Floresta Ombrófila Mista (FOM, Floresta com Araucária), Floresta Ombrófila Densa (FOD, Floresta Atlântica sensu stricto) e Floresta Estacional (FES) (Tabela 3).

À exceção de cinco espécies (9%): Artibeus fimbriatus, Chiroderma doriae, Pygoderma bilabiatum, Histiotus velatus e Myotis rubra, todas as demais são pan-neotropicais, e algumas se estendem até a América do Norte (e.g. Tadarida brasiliensis e Nyctinomus macrotis) e Europa (Lasiurus cinereus).

Da união da distribuição regional de cada espécie foram encontrados três agrupamentos: a) espécies amplamente distribuídas, que podem ser encontradas nas três fitofisionomias florestais; b) espécies comuns a duas formações e c) espécies exclusivas.

O agrupamento mais significativo é o das espécies de ampla distribuição no Paraná. Ao todo são 21 espécies (40%) de três famílias – Phyllostomidae (14 espécies): Chrotopterus auritus, Micronycteris megalotis, Mimon bennettii, Anoura caudifera, Glossophaga soricina, Carollia perspicillata, Artibeus fimbriatus, A. jamaicensis, A. lituratus, A. obscurus, Pygoderma bilabiatum, Sturnira lilium, Desmodus rotundus e Diphylla ecaudata; Vespertilionidae (3): Eptesicus brasiliensis, E. diminutus e Myotis nigricans; Molossidae (4): Molossus ater, M. molossus, Nyctinomops laticaudatus e Tadarida brasiliensis.

O segundo agrupamento combina treze espécies (25%) de quatro famílias. Noctilio leporinus (Noctilionidae), Anoura geoffroyi (Phyllostomidae), Lasiurus cinereus, Myotis levis e M. rubra (Vespertilionidae) são comuns à Floresta Ombrófila Densa e à Floresta Ombrófila Mista. A Floresta Ombrófila Densa e a Floresta Estacional compartilham quatro espécies: Platyrrhinus lineatus e Vampyressa pusilla (Phyllostomidae), Eumops auripendulus e Molossops abrasus (Molossidae). Por fim, três Vespertilionidae (Eptesicus furinalis, Histiotus velatus e Lasiurus borealis) e um Molossidae (Eumops bonariensis) ocorrem apenas na Floresta Ombrófila Mista e na Floresta Estacional.

Contudo, é prudente ressalvar que esses resultados são preliminares, em função da expectativa de aumento no número de espécies de ampla distribuição. Fato motivado por aquelas espécies, que por sua distribuição ampla no continente sul-americano, podem estar tendo sua ocorrências regionais obscurecidas por uma deficiência amostral. Entre elas podemos encontrar: Noctilio leporinus (Noctilionidae), Histiotus velatus, Myotis nigricans, Lasiurus cinereus (Vespertilionidae) e alguns molossídeos do gênero Eumops.

Diferenças na composição de táxons superiores também foram observadas entre as formações florestais. As espécies de Phyllostomidae distribuem-se praticamente em igual riqueza na FOD (19 espécies) e na FES (20), porém, em menor número na FOM (17). Os representantes da sub-família Stenodermatinae (e.g. Artibeus, Chiroderma, Sturnira) são os principais responsáveis pela baixa representatividade dos filostomídeos em áreas de FOM (6), destacando-se na FES com quase o dobro de espécies (11). A pequena riqueza de filostomídeos na FOM é compensada pelo maior número de táxons de Vespertilionidae e Molossidae, embora essa última esteja melhor representada na FES (Tabela 3).

A composição de cada bioma, segundo os dados disponíveis, ficou assim constituída:

Floresta Estacional

Os dados obtidos sugerem que a FES é a formação florestal paranaense mais rica em espécies com 39 (74%) (Tabela 3), distribuídas em 25 gêneros e quatro famílias: Noctilionidae (1; 50% do total do Paraná); Phyllostomidae (20; 80%), Vespertilionidae (8; 67%) e Molossidae (10; 77%). Entre essas, 26% (dez espécies) são exclusivas (*) desse bioma.

 

 

Floresta Ombrófila Mista

Foi a segunda fitofisionomia paranaense em número de espécies: 36 (68%) (Tabela 3), de 22 gêneros em quatro famílias: Noctilionidae (1; 50%); Phyllostomidae (16; 64%), Vespertilionidae (10; 84%) e Molossidae (8; 61,5%). Entre essas, seis (17%) são exclusivas a FOM (*):

 

 

Floresta Ombrófila Densa

Foi o ambiente que apresentou a menor riqueza específica 33 (62%) (Tabela 3), em 22 gêneros e cinco famílias, sendo uma delas exclusiva: Emballonuridae (1; 100%), Noctilionidae (1; 50%); Phyllostomidae (19; 76%), Vespertilionidae (6; 50%) e Molossidae (6; 46%). Apenas três espécies (9% das encontradas) são exclusivas (*). Ressalva-se, porém, que a área ocupada por essa formação no Estado é de pouco mais de quatro mil quilômetros quadrados (aproximadamente 3%). Portanto, na relação área/número de espécies ela é a que apresenta maior riqueza (Tabela 4).

 

 

 

 

A comparação entre as três formações, através do coeficiente de similaridade biogeográfica, revelou maior afinidade entre as quiropterofaunas da FOD com a FOM (Tabela 5), com índices semelhantes de afastamento da Floresta Estacional. Essa maior proximidade entre as Florestas Ombrófilas Mista e Densa já foi observada em outros grupos de vertebrados, como serpentes (Morato, 1995; Di-Bernardo, 1998) e aves (Cracraft, 1985; F.C. Straube com. pes., 1999).

 

 

Essas relações, no entanto, ainda não foram exploradas adequadamente. Do conhecimento disponível sabe-se que as espécies de aves endêmicas da FOM, assim como a espécie vegetal característica dessa formação, o pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), parecem ter maiores afinidades filogenéticas com os elementos andino-patagônicos (Cerqueira, 1982; Setoguchi et al., 1998; F.C. Straube com. pes., 1999) e não com aqueles da região atlântica, com a qual a fauna como um todo mostra similaridade ecológica maior.

É possível que as reais afinidades faunísticas entre essas formações florestais possam estar sendo obscurecidas pela presença de inúmeros táxons de ampla distribuição, que invariavelmente são considerados como endêmicos da Floresta Ombrófila Densa. Portanto, é especialmente apreciável que uma revisão taxonômica e sistemática preceda uma análise biogeográfica da fauna local.

 

ESTADO ATUAL DO CONHECIMENTO QUIROPTEROLÓGICO NO PARANÁ E DEFINIÇÃO DE ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA INVENTÁRIOS

A partir dos dados apresentados foram relacionadas 189 localidades com ocorrência de morcegos no Estado do Paraná (Anexo A). A Figura 23 apresenta a distribuição desses topônimos e o Anexo A, uma listagem dos mesmos, contendo latitude, longitude, altitude, condição política atual e fitofisionomia florestal predominante. Localidades imprecisas (e.g. Região Metropolitana de Curitiba, Área de Proteção Ambiental de Guaratuba) não estão representadas nessa figura e os seus registros foram excluídos da análise.

A distribuição dos pontos indica uma amostragem irregular pelo Paraná. A maior concentração de localidades ocorre na porção leste, próximo a Curitiba e à planície litorânea e com o aumento da longitude, tornam-se mais esparsas. Observam-se ainda, extensas áreas com pouca ou nenhuma amostragem, especialmente no interflúvio dos rios Ivaí e Piquiri (Terceiro Planalto Paranaense) e ao sul do rio Iguaçu.

A explicação fundamental para esse quadro de registros advém da notória contribuição do Museu de História Natural Capão da Imbuia ao longo de sete décadas de trabalho (antiga Seção de Zoologia do Museu Paranaense, Cordeiro & Corrêa, 1985). Nesse período, as expedições de campo, com curta duração, pouco pessoal e equipamentos muitas vezes inadequados, foram dando lugar à atividades mais elaboradas, intensificadas a partir do elicio dos anos 80.

Foi também considerável a participação dos pesquisadores da área biológica, dos naturalistas amadores e da população em geral, que através das doações esporádicas de espécimes, contribuíram para a obtenção desse panorama. Um bom exemplo da importância dessas contribuições diz respeito às localidades ao longo dos rios Ivaí e Piquiri e às espécies ali registradas, de onde, até o ano de 1998, inexistiam dados sobre quirópteros.

Contudo, a avaliação do conhecimento e a definição de áreas prioritárias em um Estado com as dimensões do Paraná, não podem ser meramente reconhecidas pelo número de localidades amostradas e, uma vez que as informações apresentadas neste trabalho restringem-se a dados de ocorrência e riqueza de espécies, optou-se por uni-las para alcançar os objetivos propostos.

Com base nos dados de riqueza de espécies nas quadrículas (Anexo B) apresentadas na Figura 24, foram estabelecidas três classes de "conhecimento" (definidos segundo Beiguelman, 1988): 1) grau de conhecimento insuficiente (quadrículas com valores inferiores a onze espécies registradas); 2) razoável (entre doze e 23 espécies) e 3) satisfatório (acima de 24 espécies).

Verifica-se de imediato o predomínio de quadrículas sem nenhuma ocorrência de morcegos (49 quadrículas; 53%) sobre aquelas com informações (44; 47%). A média de espécies assinaladas nas quadrículas é de 3,4 (valor considerado muito baixo), com apenas 27% (25 quadrículas) apresentando valores acima desta. Destacam-se as quadrículas com registro de uma ou duas espécies (14; 28,5%), sendo escassas as que apresentam riqueza acima de 30 espécies (2; 4%). As quadrículas com mais de 30 espécies representariam com bastante fidelidade as composições da fauna de quirópteros, considerando-se o número de espécies da formação florestal onde estão inseridas.

Segundo as classes estipuladas, aproximadamente 90% (84 quadrículas) do território paranaense pode ser considerado como insuficientemente conhecido e em apenas três quadrículas (3,5%) o grau de conhecimento é satisfatório. A desigualdade existente é um indicativo de que poucas áreas foram efetiva e criteriosamente estudadas e por esse motivo, a riqueza total de espécies do Estado deve-se a esforços puramente ocasionais (Straube & Urben-Filho, 2001). Assim, dividiu-se o Paraná em seis regiões (Figura 25), com três graus de prioridade para novas investigações faunísticas (Tabela 6).

 

CONCLUSÕES

O conhecimento disponível sobre a riqueza de espécies e sua distribuição no Estado do Paraná foi obtido, principalmente, a partir dos trabalhos realizados nas duas últimas décadas e, estão baseados essencialmente, na coleção do Museu de História Natural Capão da Imbuia, em Curitiba.

A riqueza de espécies encontrada no Paraná (53) é superior às mais otimistas estimativas da literatura. No entanto, pode ser considerada pobre em relação às comunidades da América Central e das regiões setentrionais da América do Sul. Isso se deve fundamentalmente, pelo declínio no número de espécies de Phyllostomidae e Emballonuridae, em virtude das latitudes maiores e conseqüente redução da temperatura.

Por sua composição, o Estado do Paraná pode ser considerado como zona de encontro entre duas faunas diferenciadas de morcegos: uma tropical, com inúmeros táxons comuns às zonas tropicais das Américas do Sul e Central e outra, oriunda do sul da América do Sul (Patagônia), caracteristicamente temperada, onde predominam os morcegos da família Vespertilionidae. Nesse contexto, observa-se que o Paraná pode ser o limite austral brasileiro para espécies como: Noctilio albiventris, Phyllostomus hastatus, Chiroderma villosum, Uroderma bilobatum e Rhogeessa tumida. Contudo ele não aparenta ser o limite setentrional para espécies oriundas do sul da América do Sul.

O número de espécies nas três formações florestais do Estado não é homogêneo. A Floresta Estacional destaca-se por apresentar a maior riqueza de espécies (39) e um significativo número de espécies exclusivas (10). A Floresta Ombrófila Mista (= Floresta com Araucária) apresenta uma fauna de morcegos rica em espécies de vespertilionídeos e uma diminuição no número de filostomídeos, ainda que tenham sido registradas 36 espécies. A Floresta Ombrófila Densa (= Floresta Atlântica sensu stricto), apresentou a menor riqueza de espécies, porém, conta com uma família exclusiva (Emballonuridae).

Para o estabelecimento de uma condição satisfatória de conhecimento sobre a quiropterofauna paranaense, serão necessários esforços de inventários em pelo menos 2/3 de seu território. Pode-se, portanto, com base em todas as informações disponibilizadas neste trabalho, afirmar que o estudo dos quirópteros no Paraná é uma ciência jovem, ainda em formação e que os dados disponibilizados fornecem apenas uma primeira aproximação da real diversidade de quirópteros do Estado.

 

AGRADECIMENTOS

Expresso meus agradecimentos a Adriano L. Peracchi pela orientação e colaboração e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pelo auxílio financeiro. Agradeço, também, a Fernanda Stender, Renato S. Bérnils, Juliana Quadros, Liliani M. Tiepolo, Fernando C. Straube, Alberto Urben-Filho, Elisabeth M. Hain, Julio C. de Moura-Leite, Gledson V. Bianconi, Emygdio L.A. Monteiro Filho e Paulo H. Labiak, pelas inúmeras leituras, críticas e sugestões nas várias etapas deste trabalho. Christopher Meyer e Fernanda Stender traduziram o resumo para o inglês. Fernando C. Straube colaborou imensamente na preparação das figuras. A toda equipe do "Museu do Capão da Imbuia" minha gratidão pelos 12 anos de aprendizado. Por fim, agradeço aos consultores anônimos por suas sugestões.

 

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Recebido em 11.03.01
Aceito em 11.07.02

 

 

ANEXO A

Lista de topônimos com captura de quirópteros no Estado do Paraná

Considerações:
Localidades: são apresentadas em itálico.
Municípios: apresentados em caráter normal, tendo sido atualizado até a última alteração política do Estado (1998), através do Mapa Rodoviário e Político distribuído pela Secretaria dos Transportes do Governo do Estado do Paraná, na escala de 1:1000000.
Latitude, Longitude e Altitude: obtidas principalmente da consulta direta ao Mapa do Estado do Paraná de 1974, elaborado pelo Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Paraná, na escala de 1:600000; foram consultados também o Cadastro de Cidades e Vilas do Brasil de 1995, distribuído pelo Ministério do Planejamento e Orçamento e Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ornithological Gazetteer of Brazil (R. Paynter, Jr. & M. Traylor, Jr., 1991. Museum of Comparative Zoology, Harvard University, Cambridge, 2 vol.).
Cobertura florestal predominante: obtida principalmente do Mapa Fitogeográfico do Estado do Paraná (1950), da Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio do Governo do Estado do Paraná, na escala de 1:750000 e, também, das observações do autor. Considera-se o domínio original, independentemente da qualidade e do grau de alteração antrópica. As áreas de campo e cerrado (savanas, estepes) são consideradas junto à Floresta Ombrófila Mista (Floresta com Araucária).

Localidade – Município – [Latitude/Longitude] [Altitude] [Cobertura Florestal Predominante]

A

1. Adrianópolis [24°39'S e 048°59'W] [250 m] [FOD, FOM, FES]

2. Água Verde – Curitiba [25°27'S e 049°16'W] [920 m] [FOM]

3. Agudos do Sul [25°59'S e 049°20'W] [850 m] [FOM]

4. Alto Boqueirão – Curitiba [25°31'S e 049°14'W] [FOM]

5. Alto da Cruz – Colombo [25°17'S e 049°13'W] [1030 m] [FOM]

6. Alto da Glória – Curitiba [25°25'S e 049°15'W] [930 m] [FOM]

7. Alto Cabral – ver Cabral

8. Antonina [25°25'S e 048°42'W] [20 m] [FOD]

9. Área de Proteção Ambiental de Guaratuba – Guaratuba, Matinhos, Paranaguá e Pontal do Paraná [25°34'/26°13'S e 048°36'/049°06'W] [FOD]

10. Arapoti [24°09'S e 049°49'W] [860 m] [FOM, CER]

11. Araucária [25°35'S e 049°24'W] [890 m] [FOM]

B

12. Bacacheri – Curitiba [25°23'S e 049°14'W] [930 m] [FOM]

13. Bairro Alto – Antonina [25°13'S e 048°45'W] [1020 m] [FOD]

14. balneário Santa Terezinha – Pontal do Paraná [25°36'S e 048°24'W] [10 m] [FOD]

15. balneário Shangri-lá – Pontal do Paraná [25°38'S e 048°24'W] [5 m] [FOD]

16. balneário Riviera II – Matinhos [25°48'S e 048°32'W] [10 m] [FOD]

17. Barra Grande – Ortigueira [24°07'S e 050°44'W] [600 m] [FES]

18. Barreirinha – Curitiba [25°22'S e 049°15'W] [FOM]

19. Batel – Curitiba [25°26'S e 049°17'W] [910 m] [FOM]

20. Bigorrilho – Curitiba [25°25'S e 049°18'W] [920 m] [FOM]

21. Boa Vista – Curitiba [25°23'S e 049°14'W] [920 m] [FOM]

22. Bom Retiro – Curitiba [25°24'S e 049°16'W] [900 m] [FOM]

23. Boqueirão – Curitiba [25°29'S e 049°14'W] [890 m] [FOM]

24. Borda do Campo [25°23'S e 049°02'W] [920 m] [FOM]

C

25. Cabral – Curitiba [25°24'S e 049°14'W] [FOM]

26. cachoeira Tia Chica, rio Jordão – Foz do Jordão [25°44'S e 052°02'W] [950 m] [FOM/FES]

27. Cajuru – Curitiba [25°26'S e 049°13'W] [905 m] [FOM]

28. Cambé [23°16'S e 051°16'W] [650 m] [FOM]

29. Campina do Siqueira – Curitiba [25°26'S e 049°19'W] [910 m] [FOM]

30. Campina Grande do Sul [25°18'S e 049°03'W] [900 m] [FOM/FOD]

31. Campinhos – ver Parque Estadual de Campinhos

32. Campo Largo [25°27'S e 049°31'W] [960 m] [FOM]

33. Campo Magro [25°22'S e 049°27'W] [930 m] [FOM]

34. Campus da Universidade Estadual de Londrina – Londrina [23°19'S e 051°10'W] [600 m] [FES]

35. Canguiri – Quatro Barras [25°25'S e 049°08'W] [920 m] [FOM]

36. Capão da Imbuia – Curitiba [25°25'S e 049°13'W] [900 m] [FOM – urbanizada]

37. Castelhanos – São José dos Pinhais [25°49'S e 048°54'W] [300 m] [FOD]

38. Castro [24°47'S e 050°00'W] [999 m] [FOM/CPO]

39. Centro Cívico – Curitiba [25°24'S e 049°16'W] [908 m] [FOM]

40. Centro-Sul – inúmeros Municípios [24°30'/26°45'S e 050°30'/052°30'W] [4001100 m] [FOM, FES]

41. Cerro Azul [24°49'S e 049°15'W] [320 m] [FOM/FOD/FES]

42. Céu Azul [25°08'S e 053°50'W] [620 m] [FOM]

43. Chácara Kanashiro – Londrina [23°29'S e 051°07'W] [600 m] [FES]

44. Cidade Industrial – Araucária [25°32'S e 049°20'W] [900 m] [FOM]

45. Cidade Jardim – São José dos Pinhais [25°32'S e 049°12'W] [905 m] [FOM]

46. Cigarreira – Colombo [25°17'S e 049°14'W] [950 m] [FOM]

47. Colônia Antônio Prado – Almirante Tamandaré [25°18'S e 049°16'W] [1050 m] [FOM]

48. Colônia Cambará – Matinhos [25°44'S e 048°44'W] [145 m] [FOD]

49. Colônia Castelhanos – São José dos Pinhais [25°48'S e 048°52'W] [500 m] [FOD]

50. Conjunto Jesuítas/Fadas – ver Parque Estadual de Campinhos

51. Corvo – Quatro Barras [25°20'S e 048°50'W] [1000 m] [FOD/FOM]

52. Cristo Rei – Curitiba [25°25'S e 049°14'W] [FOM]

53. Cubatão – Guaratuba [25°50'S e 048°48'W] [150 m] [FOD]

54. Curitiba [25°25'S e 049°16'W] [908 m] [FOM]

D

55. Douradina [23°22'S e 053°17'W] [406 m] [FES]

E

56. Empresa – Coronel Domingo Soares [26°29'S e 051°59'W] [1035 m] [FOM]

57. Ermida do Maciel – Adrianópolis [24°45'S e 049°05'W] [680 m] [FOM/FOD]

58. Estação Ecológica Rio Guarani – ver Parque Estadual do Rio Guarani

59. Estação Ecológica Rio dos Touros – Reserva do Iguaçu [25°55'S e 052°04'W] [600/1000 m] [FES/FOM]

60. Estação Ecológica do Caiuá – Diamante do Norte [22°39'S e 052°51'W] [300 m] [FES]

61. Estação Marumbi – Morretes [25°26'S e 048°55'W] [500 m] [FOD]

F

62. Fábrica de Papel – Arapoti [24°07'S e 049°49'W] [800 m] [FOM/CPOCER]

63. fazenda Barra Mansa – ver Fábrica de Papel

64. fazenda Caiuá – Cambará [23°02'S e 050°04'W] [545 m] [FES]

65. fazenda Capivari – ver Represa Capivari-Cachoeira

66. fazenda Conceição – Campo Largo [25°05'S e 049°43'W] [1000 m] [FOM]

67. fazenda Durgo – São Mateus do Sul [25°52'S e 050°52'W] [835 m] [FOM]

68. fazenda Iguaçu – ver foz do rio Verde

69. fazenda Imbaúva – ver Londrina

70. fazenda Marimbondo – Conselheiro Mairinck [23°37'S e 050°10'W] [520 m] [FES]

71. fazenda Monte Alegre – Telêmaco Borba [24°12'S e 050°33'W] [885 m] [FOM/FES]

72. fazenda Morro Grande – Cerro Azul [24°56'S e 049°11'W] [900 m] [FOM]

73. fazenda Regina – Londrina [23°22'S e 051°13'S] [580 m] [FES]

74. fazenda Santa Izabel – Mirador [23°15'S e 052°46'W] [350 m] [FES]

75. fazenda Santo Amaro – Tibagi [24°45'S e 050°30'W] [1000 m] [FOM]

76. fazenda São Nicolau – Arapoti [24°10'S e 049°51'W] [860 m] [FOM]

77. fazenda Thá – Antonina [25°15'S e 048°35'W] [30 m] [FOD]

78. Fernando de Noronha – Curitiba [25°21'S e 049°15'W] [920 m] [FOM]

79. Floresta Nacional de Irati – Fernandes Pinheiro [25°27'S e 50°38'S] [820 m] [FOM]

80. Florestal – Piraquara [25°21'S e 049°02'W] [890 m] [FOM]

81. foz do rio Boguaçu – Guaratuba [25°58'S e 048°37'W] [20 m] [FOD]

82. foz do rio Cantu – Guaraniaçu [24°43'S e 052°52'W] [900 m] [FES]

83. foz do rio Chopim – Cruzeiro do Iguaçu [25°33'S e 053°06'W] [450 m] [FES]

84. foz do rio Corumbataí – Fênix [23°54'S e 051°58'W] [365 m] [FES]

85. foz do rio da Divisa – Reserva do Iguaçu [25°48'S e 052°07'W] [920 m] [FOM]

86. foz do rio Jordão – Foz do Jordão [25°46'S e 052°08'W] [920 m] [FES/FOM]

87. foz do rio Verde – Faxinal do Céu [25°56'S e 051°41'W] [850 m] [FES]

G

88. gruta do Bacaetava – Colombo [25°14'S e 049°12'W] [900 m] [FOM]

89. gruta do Bom Sucesso – Cerro Azul [24°48'S e 049°12'W] [305 m] [FOM]

90. gruta de Campinhos – ver Parque Estadual de Campinhos

91. gruta da Lancinha – Rio Branco do Sul [25°19'S e 049°17'W] [886 m] [FOM]

92. gruta da Mina do Rocha – Cerro Azul [24°42'S e 049°07'W] [240 m] [FOM]

93. gruta Olhos D'Água – Castro [25°01'S e 049°47'W] [750 m] [FOM/CPO]

94. gruta do Pinheiro Seco – Castro [24°43'S e 049°32'W] [800 m] [FOM/CPO]

95. gruta do Pinheirinho – Campo Largo [25°00'S e 049°38'W] [500 m] [FOM]

96. gruta do Rocha – Adrianópolis [24°44'S e 049°06'W] [330 m] [FOD]

97. gruta de São João – Adrianópolis [24°45'S e 048°32'W] [900 m] [FOD]

98. gruta Terra Boa – Almirante Tamandaré [25°12'S e 049°13'W] [667 m] [FOM]

99. gruta da Toca – Rio Branco do Sul [25°10'S e 049°18'W] [900 m] [FOM]

100. gruta de Toquinhas – Rio Branco do Sul [25°09'S e 049°18'W] [910 m] [FOM]

101. Guajuvira – Araucária [25°37'S e 049°32'W] [920 m] [FOM]

102. Guaraguaçu – Paranaguá [25°39'S e 048°31'W] [10 m] [FOD]

103. Guaratuba [25°54'S e 048°34'W] [6 m] [FOD]

104. Guaratuba/Garuva – região de limites entre o Paraná e Santa Catarina, cortados pela rodovia BR 376 [25°59'S e 048°54'W] [100 m] [FOD]

105. Guaricana – ver Represa de Guaricana

I

106. Ilha das Peças – Guaraqueçaba [25°29'S e 049°15'W] [6 m] [FOD]

107. Ilha do Mel – Pontal do Paraná [25°40'S e 048°30'W] [10 m] [FOD]

108. Imbuial – Colombo [25°17'S e 049°13'W] [1027 m] [FOM]

109. Ipiranga – Araucária [25°33'S e 049°31'W] [900 m] [FOM]

110. Ivaiporã [24°15'S e 051°39'W] [690 m] [FES]

J

111. Jardim das Américas – Curitiba [25°27'S e 049°13'W] [910 m] [FOM]

112. Jardim Botânico – Curitiba [25°26'S e 049°14'W] [920 m] [FOM]

113. Jardim Social – Curitiba [25°25'S e 049°14'W] [920 m] [FOM]

114. Juruqui – Almirante Tamandaré [25°21'S e 049°22'W] [940 m] [FOM]

L

115. Lageado Bonito – Ortigueira [24°10'S e 050°45'W] [780 m] [FES/FOM]

116. Lagoinha – Tijucas do Sul [25°55'S e 049°11'W] [875 m] [FOM]

117. Lancinhas – ver Gruta da Lancinha

118. Lapa [25°26'S e 049°42'W] [910 m] [FOM]

119. Laranja Azeda – Guaraqueçaba [25°11'S e 048°26'W] [35 m] [FOD]

120. Laranjeiras do Sul [25°24'S e 052°24'W] [900 m] [FOM]

121. Limeira – Guaratuba [25°45'S e 048°45'W] [450 m] [FOD]

122. Londrina [23°18'S e 051°09'W] [580 m] [FES]

123. Lupionópolis [22°45'S e 051°39'W] [350 m] [fes]

M

124. Mãe Catira – Morretes [25°25'S e 048°52'W] [1395 m] [FOD]

125. Mananciais da Serra – Piraquara [25°29'S e 048°59'W] [1000 m] [FOD]

126. Mata dos Godoy – ver Parque Estadual Mata dos Godoy

127. Matinhos [25°49'S e 048°32'W] [10 m] [FOD]

128. Marumbi – Rio Azul [25°43'S e 050°51'W] [920 m] [FOM]

129. Mercês – Curitiba [25°25'S e 049°17'W] [910 m] [FOM]

130. Mirador [23°15'S e 052°47'W] [520 m] [FES]

131. Morretes [25°28'S e 048°50'W] [10 m] [FOD]

O

132. Ortigueira [24°12'S e 050°56'W] [758 m] [FOM]

P

133. Palmeira [25°25'S e 050°00'W] [865 m] [FOM/CPO]

134. Palmital [24°52'S e 052°12'W] [840 m] [FES]

135. Palotina [24°18'S e 053°50'W] [330 m] [FES]

136. Panelas de Brejaúva – Adrianópolis [24°40'S e 048°57'W] [170 m] [FOD]

137. Paranaguá [25°31'S e 048°30'W] [5 m] [FOD]

138. Paredão dos Veados, B. do rio Ivaí – ver Porto Figueira

139. Parque Arthur Thomas – ver Parque Municipal Arthur Thomas

140. Parque Barigui – ver Mercês

141. Parque Ecológico da Klabin – ver fazenda Monte Alegre

142. Parque Estadual de Campinhos – Tunas do Paraná [25°03'S e 049°04'W] [890 m] [FOM]

143. Parque Estadual de Caxambu – Castro [24°40'S e 050°04'W] [980 m] [FOM]

144. Parque Estadual do Guartelá – Tibagi [24°33'S e 050°15'W] [1000 m] [FOM/Estepes/Cerrado]

145. Parque Estadual Mata dos Godoy – Londrina [23°27'S e 051°16'W] [580 m] [FES]

146. Parque Estadual Rio Guarani – Três Barras do Paraná [25°25'S e 053°10'W] [560 m] [FES]

147. Parque Estadual Vila Rica do Espírito Santo – ver foz do rio Corumbataí

148. Parque Estadual de Vila Velha – Ponta Grossa [25°15'S e 050°02'W] [850 m] [FOM/Estepes]

149. Parque Municipal Arthur Thomas – Londrina [23°18'S e 051°09'W] [585 m] [FES]

150. Parque Nacional do Iguaçu – inúmeros municípios, a sede fica em Foz do Iguaçu [25°36'S e 054°35'W] [165 m] [FES]

151. Parque Nacional de 7 Quedas – Guaíra [24°04'S e 054°15'W] [220 m] [extinto]

152. Parque Nacional do Superagui – Guaraqueçaba [25°18'S e 048°11'W] [10 m] [FOD]

153. Passaúna – Curitiba [25°25'S e 049°23'W] [960 m] [FOM]

154. Pilãozinho – Rio Branco do Sul [25°06'S e 049°23'W] [1000 m] [FOM]

155. Pilarzinho – Curitiba [25°23'S e 049°17'W] [930 m] [FOM]

156. Pinhais [25°26'S e 049°11'W] [890 m] [FOM]

157. Piquiri – ver foz do rio Cantu

158. Piraquara [25°26'S e 049°03'W] [900 m] [FOM]

159. ponte São João – Morretes [25°26'S e 048°52'W] [30 m] [FOD]

160. Porto de Cima – Morretes [25°26'S e 048°51'W] [30 m] [FOD]

161. Porto Figueira – Icaraíma [23°22'S e 053°44'W] [280 m] [FES]

162. Portão – Curitiba [25°28'S e 049°17'W] [FOM]

163. Poruquara – Guaraqueçaba [25°18'S e 048°19'W] [20 m] [FOD]

164. PR-405, próximo rio verde – ver Rio Verde

Q

165. Quatro Barras [25°21'S e 049°04'W] [940 m] [FOM]

R

166. Rebouças [25°37'S e 050°41'W] [815 m] [FOM]

167. Reflorestadora Banestado – Paranaguá [25°40'S e 048°29'W] [20 m] [FOD]

168. Refúgio Biológico Bela Vista e Santa Helena – Foz do Iguaçu e Santa Helena [24°51'/25°28'S e 054°19'/054°30'W] [FES]

169. Refúgio Biológico Bela Vista – Foz do Iguaçu [25°28'S e 054°30'W] [200 m] [FES]

170. Refúgio Biológico Santa Helena – Santa Helena [24°51'S e 054°19'W] [260 m] [FES]

171. Região Metropolitana de Curitiba – inúmeros Municípios [24°29'/26°06'S e 48°56'/49°52'W] [5001100] [FOM, FES, FOD]

172. Região norte – inúmeros Municípios [22°45'/24°30'S e 050°30'/052°30'W] [4001100 m] [FOM, FES]

173. represa Capivari-Cachoeira – Campina Grande do Sul [25°18'S e 049°03'W] [900 m] [FOM]

174. represa de Caxias – abrange inúmeros Municípios do sudoeste do Paraná, a barragem fica em Capitão Leônidas Marques [25°28'S e 053°36'W] [250 m] [FES]

175. represa de Guaricana – São José dos Pinhais [25°43'S e 048°58'W] [700 m] [FOD]

176. represa de Segredo – Foz do Jordão e Reserva do Iguaçu [25°23'S e 051°27'W] [920 m] [FES]

177. reserva Florestal Santa Cruz – Matinhos [25°35'S e 048°35'W] [100 m] [FOD]

178. reserva do Guarani – ver Parque Estadual Rio Guarani

179. Reserva do Iguaçu – [25°50'S e 052°01'W] [1020 m] [FOM]

180. Reserva Particular do Patrimônio Natural do Salto Morato – Guaraqueçaba [25°16'S e 048°12'W] [30500 m] [FOD]

181. reserva do rio dos Touros – ver Estação Ecológica Rio dos Touros

182. Ribeirão Grande – ver Lageado Bonito

183. Ribeirão do Rocha – Adrianópolis [24°43'S e 49°07'W] [500 m] [FOD]

184. rio Iguaçu – ver Represa de Segredo

185. rio do Meio – Guaratuba [25°46'S e 048°42'W] [150 m] [FOD]

186. Rio Negro [26°01'S e 049°48'W] [775 m] [FOM]

187. rio Preto – Guaratuba [25°48'S e 048°44'W] [10 m] [FOD]

188. Rio Sagrado – Morretes [25°05'S e 048°49'W] [100 m] [FOD]

S

189. Salto Caxias – ver Represa de Caxias

190. Salto Grande – ver fazenda Caiuá

191. Salto Morato – ver Reserva Particular do Patrimônio Natural Salto Morato

192. Santa Felicidade – Curitiba [25°23'S e 049°20'W] [990 m] [FOM]

193. Santa Cruz – ver reserva Florestal Santa Cruz

194. Santa Mônica – Piraquara [25°26'S e 049°06'W] [900 m] [FOM]

195. Santa Quitéria – ver Portão

196. Santo Inácio – Curitiba [25°25'S e 049°19'W] [900 m] [FOM]

197. São João do Ivaí [23°58'S e 051°49'W] [500 m] [FES]

198. São Luís do Purunã – Balsa Nova [25°28'S e 049°42'W] [932 m] [FOM]

199. Segredo – ver Represa de Segredo

200. Seminário – Curitiba [25°26'S e 049°18'W] [900 m] [FOM]

201. Serra do Araçatuba – Guaratuba [25°54'S e 048°55'W] [1000 m] [FOD]

202. Serra Negra – Guaraqueçaba [25°11'S e 048°26'W] [36 m] [FOD]

203. Sertãozinho – Matinhos [25°48'S e 048°34'W] [200 m] [FOD]

204. Shangri-lá – ver balneário Shangri-lá

205. Sítio do Zig – ver Piraquara

206. Sumidouro – ver gruta da Lancinha

T

207. Taboão – Curitiba [25°21'S e 049°16'W] [910 m] [FOM]

208. Tapira [23°19'S e 053°04'W] [370 m] [FES]

209. Taquari – ver Corvo

210. Terra Nova – Castro [24°53'S e 049°54'W] [1000 m] [FOM]

211. Tijuco Alto – Adrianópolis [24°37'S e 048°57'W] [350 m] [FOD/FOM]

212. Tranqueira – Almirante Tamandaré [25°16'S e 049°18'W] [950 m] [FOM]

213. Três Córregos – Campo Largo [25°12'S e 049°38'W] [820 m] [FOM]

U

214. Uberaba – Curitiba [25°28'S e 049°13'W] [900 m] [FOM]

215. Usina de Guaricana – ver Represa de Guaricana

216. União da Vitória [26°13'S e 051°05'W] [830 m] [FOM]

V

217. vale do rio Cubatão – Guaratuba [25°48'/25°50'S e 048°50'/048°43'W] [0100 m] [FOD]

218. vale do rio Ribeira – Adrianópolis [24°52'/24°40'S e 049°53'/048°38'W] [100400 m] [FOM, FOD, FES]

219. Vila do Perneta – Pinhais [25°26'S e 049°10'W] [890 m] [FOM/CPO]

220. Vila Fani – Curitiba [25°28'S e 049°16'W] [890 m] [FOM]

221. Vila Hauer – Curitiba [25°28'S e 049°15'W] [890 m] [FOM]

222. Vila Oficinas – Curitiba [25°26'S e 049°12'W] [900 m] [FOM]

223. vila da Usina Hidrelétrica de Segredo – ver Represa de Segredo

224. Volta Grande – Piraquara [25°22'S e 048°53'W] [480 m] [FOM]

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