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Papéis Avulsos de Zoologia

Print version ISSN 0031-1049On-line version ISSN 1807-0205

Pap. Avulsos Zool. (São Paulo) vol.45 no.3 São Paulo  2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0031-10492005000300001 

Uma nova espécie do gênero Atractus wagler, 1928 (Colubridae: Dipsadinae) do Cerrado do Brasil Central

 

 

Nelson Jorge da Silva Jr.I, II; Hélder Lúcio Rodrigues SilvaI; Rafael Silveira RibeiroI; Ivan SouzaI; Claudiano do Amaral SouzaI

ICentro de Estudos e Pesquisas Biológicas, Universidade Católica de Goiás, Av. Universitária, 1440, Setor Universitário, 74605-010, Goiânia, GO, Brazil
IInjsj@ucg.br; herp@terra.com.br

 

 


RESUMO

Atractus edioi sp. n. é descrita para a região da usina hidrelétrica Cana Brava, localizada no extremo norte do Estado de Goiás, município de Minaçu, dentro dos limites do ecossistema Cerrado no Brasil Central. Esta espécie se distingue das outras espécies de Atractus pela combinação da fórmula temporal 1+1, 5 supralabiais, supralabiais 2-3 margeando a órbita, 6 infralabiais, infralabiais 1-3 em contato com as gulares anteriores, 15 escamas nas fileiras dorsais e um padrão de coloração dorsal de manchas escuras sobre um fundo marrom-claro.

Palavras-chave: Atractus edioi sp. n., Cerrado, Brasil Central, Serpentes, Dipsadinae


ABSTRACT

Atractus edioi sp. n. is described from the region of the Cana Brava hydroelectric power plant, located on the extreme northern state of Goiás, municipality of Minaçu, within the limits of the Cerrado ecosystem of Central Brazil. It can be distinguished from other Atractus by the combination of a temporal formula 1+1, 5 supralabials, supralabials 2-3 bordering the orbit, 6 infralabials, infralabials 1-3 in contact with the anterior genials, 15 dorsal scales rows and a color pattern of dark colored spots on a ground color of the body.

Keywords: Atractus edioi sp. n., Cerrado, Central Brazil, Serpentes, Dipsadinae


 

 

INTRODUÇÃO

O gênero Atractus compreende um grupo de serpentes semi-fossoriais com ampla distribuição geográfica na América do Sul, desde a região oriental do Istmo do Panamá até o norte da Argentina (Savage, 1960; Pérez-Santos e Moreno, 1988; Cei, 1993; Fernandes e Puorto, 1993; Fernandes, 1995a; Giraudo, 2001; Myers, 2003).

Apesar dos esforços de pesquisadores em obter amostragens satisfatórias de espécies deste gênero (Savage, 1960; Roze, 1961; Hoogmoed, 1980; Cunha e Nascimento, 1984; Martins e Oliveira, 1993; Myers, 2003), o mesmo encontra-se ainda pouco representado em coleções e museus, com muitas espécies sendo conhecidas somente através de holótipos (Giraudo, 2001). Estas dificuldades de amostragem se devem ao fato de que a maioria das espécies provavelmente possui uma distribuição geográfica restrita, podendo ser mais suscetíveis a perturbações antrópicas, principalmente devido aos hábitos semi-fossoriais do gênero (Roze, 1961; Fernandes, 1995b).

Atualmente 22 espécies deste gênero são conhecidas para o Brasil, das quais 10 pertencem ao grupo de serpentes com 15 escamas dorsais: A. albuquerquei, A. elaps, A. insipidus, A. paraguaiensis, A. occiptoalbus, A. poeppigi, A. potschi, A. reticulatus, A. taeniatus e A. trilineatus (Peters et al., 1986; Jorge da Silva, 1993; Martins e Oliveira, 1993; Fernandes, 1995a, b). Dentre essas espécies, somente A. albuquerquei, A. taeniatus e A. reticulatus foram registradas para o Cerrado do Brasil Central (Jorge da Silva e Sites, 1995; Colli et al. 2002) e são poucos os espécimes desse ecossistema disponíveis em coleções zoológicas.

Entre maio de 1999 e maio de 2002, nossa equipe trabalhou na região de Cana Brava durante o processo de construção da usina hidrelétrica (UHE) Cana Brava, localizada no alto Rio Tocantins, Município de Minaçu (Figura 1). Nesse período foram coletados vinte espécimes de duas espécies de Atractus, sendo A. albuquerquei (com 15 escamas dorsais) e A. pantostictus (com 17 escamas dorsais). Em uma análise mais detalhada do material foi observado um único exemplar como uma segunda forma com 15 escamas dorsais, com uma combinação de caracteres diferenciada.

Essa combinação de caracteres nos permite fazer uma diagnose desta espécie quando a comparamos com as outras formas sul-americanas com 15 escamas dorsais. Trata-se de uma nova espécie do gênero Atractus que passamos a descrever abaixo.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Para comparação foram utilizados exemplares de outras espécies de Atractus com 15 escamas dorsais (Apêndice 1), disponíveis nas seguintes instituições e museus: Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP); The Natural History Museum, Londres (BMNH); Instituto Butantan, São Paulo (IB); Centro de Estudos e Pesquisas Biológicas, Goiânia (CEPB), Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém (MPEG), e Universidade Federal do Ceará, Fortaleza (UFCE).

 

RESULTADOS

Atractus edioi sp. n.

Holótipo: MZUSP 13371, fêmea (Figura 2), Brasil: Goiás: Município de Minaçu, UHE Cana Brava (12º25'17"S, 48º09'43"W); coletado em 29/01/2002 por Claudiano do Amaral Souza.

 



 

Etimologia: O nome da nova espécie é uma homenagem ao engenheiro Édio Laudelino da Luz, à época gerente do Projeto Cana Brava, pelo respeito, extremo profissionalismo e valorização do trabalho executado pelos biólogos do programa da fauna silvestre.

Diagnose: Esta espécie se distingue das demais espécies de Atractus sul-americanas com 15 escamas dorsais, pela combinação dos seguintes caracteres: 1) temporais 1+1 (0+1 em A. poeppigi e 1+2 em A. albuquerquei, A. biseriatus, A. boettgeri, A. elaps, A. emmeli, A. erythromelas, A. insipidus, A. manizalenensis, A. niceforoi, A. occiptoalbus, A. oculotemporalis, A. paraguaiensis, A. potschi, A. punctiventris, A. reticulatus, A. roulei, A. taeniatus, A. taphorni e A. trilineatus); 2) 5 supralabiais, sendo a segunda e a terceira em contato com a órbita (condição autapomórfica de Atractus edioi sp. n. no grupo de Atractus com 15 dorsais); 3) 6 infralabiais (4/5 em A. carrioni, 5 em A. roulei, 7 em A. biseriatus, A. boettgeri, A. emmeli, A. erythromelas, A. insipidus, A. manizalenensis, A. niceforoi, A. oculotemporalis, A. paraguaiensis, A. poeppigi, A. potschi, A. punctiventris, A. reticulatus, A. taeniatus, A. taphorni, A. trilineatus e A. ventrimaculatus, e 8 em A. vittatus); 4) infralabiais 1-3 em contato com as gulares anteriores (1-4 em A. biseriatus, A. boettgeri, A. elaps, A. emmeli, A. insipidus, A. manizalenensis, A. occiptoalbus, A. oculotemporalis, A. paraguaiensis, A. poeppigi, A. potschi, A. punctiventris, A. reticulatus, A. taeniatus, A. taphorni, A. trilineatus, A. ventrimaculatus e A. vittatus); 5) padrão de colorido dorsal com pequenas manchas escuras sobre um fundo marrom-claro.

Descrição do Holótipo: O espécime é uma fêmea adulta com 390 mm de comprimento total e 38,5 mm de comprimento da cauda (9,87% do comprimento total); comprimento da cabeça 11,85 mm (3,03% do comprimento total); largura da cabeça 8,05 mm no ponto mais largo (2,06% do comprimento da cabeça). A cabeça não é distinta da nuca.

Escamas dorsais lisas, sem fossetas apicais, dispostas em 15/15/15. Escamas ventrais 163, placa anal única e 24 subcaudais duplas. Seis dentes maxilares. Escama rostral 1,2 vez mais larga que alta, e apenas visível de cima. Escamas nasais pareadas; tão larga quanto alta no lado esquerdo e 1,4 vez mais longa que larga no lado direito da cabeça. Escamas pré-frontais pares, 1,3 vez mais longas que largas, visivelmente fusionadas com as loreais em suas respectivas bordas inferiores e cada um em contato com a outra e com a frontal, internasal, nasal posterior, loreal, supraocular e com a órbita ocular. Escama frontal pentagonal, 1,3 vez mais longa que larga. Supraoculares 1,3 vez mais longas que largas. As escamas internasais são tão longas quanto largas. A escama nasal está em contato com a 1ª supralabial e é dividida em cima e em baixo da abertura nasal. Escama loreal 2,2 vezes mais longa que alta e levemente fusionada com a pré-frontal em cada lado da cabeça. Pré-oculares ausentes. Duas pequenas pós-oculares em cada lado da cabeça; a superior é 1,4 vez mais alta que a inferior e a inferior é tão alta quanto larga. Uma temporal anterior e uma posterior; as temporais anteriores são 1,8 vez mais longas que altas e as posteriores são simétricas. Cinco supralabiais, 1ª e 2ª em contato com as loreais e 2ª e 3ª em contato com a órbita ocular. Escama mental 1,4 vez mais larga que longa, separado das gulares pelo primeiro par de infralabiais. Seis infralabiais, 1-3 estão em contato com as gulares anteriores. Gulares anteriores 2,6 vezes mais longos que largos. Gulares posteriores ausentes. As ventrais de 6 a 10 apresentam certo grau de deformação no sentido transversal.

Coloração: dorso da cabeça marrom-escuro, da escama rostral às parietais e temporais (Figura 2A). As escamas cefálicas são ligeiramente mais claras nas bordas de contato com as escamas adjacentes. Primeira, segunda e quarta supralabiais com a borda superior marrom-escura; terceira supralabial com uma mancha escura na borda superior que se estende ao meio da escama, tornando-se gradualmente esparsa; quinta supralabial com um ocelo marrom-escuro ao centro (Figura 2B). Região gular branca imaculada. Infralabiais com pequenas manchas escuras, mais evidentes na terceira e sexta infralabiais esquerdas. As ventrais são de cor branca com as bordas laterais apresentando pequenas manchas marrom irregulares (Figura 2C). Subcaudais salpicadas de marrom. Dorso com coloração de fundo marrom-claro com manchas escuras irregulares, mais intensas na linha vertebral; a primeira fileira de escamas dorsais em cada lado do corpo somente com a borda superior anterior pigmentadas (Figura 2D).

 

DISCUSSÃO

Atractus edioi sp. n. é a única espécie do gênero Atractus com 15 escamas dorsais que possui 5 escamas supralabiais, onde a segunda e terceira estão em contato com a órbita ocular (Figura 2A). Esta nova espécie se diferencia de A. albuquerquei e A. boettgeri pelo baixo número de escamas dorsais (163 em Atractus edioi e não menos de 170 nas outras duas espécies). Distingue-se ainda de A. biseriatus, A. carrioni, A. elaps, A. manizalenensis, A. niceforoi, A. oculotemporalis, A. poeppigi, A. potschi, A. punctiventris, A. taeniatus, A. taphorni, A. trilineatus, A. ventrimaculatus e Atractus vittatus por possuir um número maior de escamas ventrais (163), que não é superior a 161 escamas neste grupo de espécies (Jan e Sordeli, 1965; Boulenger, 1894; Prado, 1940a; Savage, 1960; Dixon et al., 1976; Hoogmoed, 1980, Lancini, 1986; Pérez-Santos e Moreno, 1988; Pérez-Santos e Moreno, 1991; Fernandes, 1995a; Martins e Oliveira, 1993; Souza et al., 2003).

O número de escamas ventrais em A. elaps, A. taeniatus, A. taphorni e A. ventrimaculatus é o que mais se aproxima de Atractus edioi. A. elaps é facilmente distinguível de Atractus edioi pela fórmula dos escudos temporais (1+2 em A. elaps e 1+1 em Atractus edioi), pelo número de infralabiais em contato com as gulares anteriores (1-4/5 em A. elaps e 1-3 em Atractus edioi) e também pelo padrão de colorido dorsal de anéis negros, brancos e vermelhos intercalados em A. elaps e marrom-claro com pequenas manchas escuras esparsas em Atractus edioi. O colorido ventral é bem distinto nas duas espécies, sendo este igual ao dorso em A. elaps e creme em Atractus edioi. O padrão de colorido dorsal em A. taeniatus e A. taphorni consiste de estrias longitudinais escuras além destas duas espécies possuírem um número superior de escudos labiais (7 em A. taeniatus e 7/8 em A. taphorni). O padrão de colorido ventral em A. taphorni também se diferencia bastante de Atractus edioi pelo fato de que o ventre de A. taphorni apresenta uma coloração de fundo negra, com manchas irregulares amarelas (Schargel e García-Pérez, 2002). A. ventrimaculatus possui o dorso com numerosas estrias transversais estreitas e o ventre com uma mancha escura em cada escama até a placa anal (Lancini, 1986) (Tabela 1).

O número de escamas ventrais de Atractus edioi se enquadra perfeitamente nas variações intraespecíficas das espécies A. emmeli, A. erythromelas, A. insipidus, A. occiptoalbus, A. paraguaiensis, A. reticulatus e A. roulei. Entretanto, A. emmeli, A. erythromelas, A. insipidus e A. paraguaiensis possuem 7 escamas supralabiais, 7 infralabiais e a fórmula das temporais 1+2 (1+1 em Atractus edioi) (Boettger, 1888; Roze; 1961; Duellman, 1978; Lancini, 1986; Jorge da Silva, 1993). Embora A. occiptoalbus apresente 6 escudos infralabiais, esta espécie possui 4 em contato com o par de gulares anteriores (1-3 em Atractus edioi), o dorso negro e o ventre escuro ou completamente maculado de negro (Jan e Sordeli, 1865; Pérez-Santos e Moreno, 1991). Fernandes (1995b) menciona que A. reticulatus pode apresentar 6 escudos infralabiais pelo menos em um dos lados da cabeça, mas o número de supralabiais, as supralabiais em contato com a órbita, as infralabiais em contato com as gulares anteriores, a fórmula das temporais (1+2) (Tabela 1) e o padrão de colorido dorsal com uma faixa vertebral reticulada (Giraudo and Scrocchi, 2000) nos permite uma fácil diferenciação entre esta espécie e Atractus edioi.

A. roulei possui um número maior de supralabiais (6) e um número menor de infralabiais (5) do que Atractus edioi (5 e 6 respectivamente). A coloração dorsal de A. roulei é marrom uniforme e o ventre é branco com manchas marrom-escuras. As escamas subcaudais são da mesma cor que o dorso (Despax, 1910).

As características descritas para Atractus edioi não nos permitem fazer inferências sobre as relações deste taxon com as outras espécies discutidas acima. Embora Atractus edioi esteja sendo descrita com base em um único exemplar, as características diagnósticas descritas para esta espécie não são encontradas em nenhuma outra espécie do gênero Atractus com 15 fileiras de escamas dorsais, garantido assim a identidade deste novo taxon.

 

AGRADECIMENTOS

Os autores são gratos a Ana Lúcia C. Prudente (MPEG), Hussam Zaher (MZUSP), Francisco Luiz Franco (IB), Mark Wilkinson (BMNH), Marta Regina Magalhães (CEPB), Guarino R. Colli (CHUNB) e Diva M. Borges-Nojosa (UFCE) pelo empréstimo dos espécimes para comparação e pelo livre acesso às coleções sob seus respectivos cuidados e a Hussam Zaher pela leitura crítica do manuscrito. Somos gratos também à Companhia Energética Meridional S.A. e Tractebel Energia S.A. pelo suporte dado ao trabalho realizado por nossa equipe. A Leandro Antônio de Oliveira e a Rafael Silveira Ribeiro cabem os créditos pelos desenhos e o mapa, respectivamente.

 

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Recebido em 28.08.2003
Aceito em 21.11.2003

 

 

ANEXO

Espécimes examinados

Atractus albuquerquei – Brazil: Pará: Paragominas (Vila Nova): MPEG 12946 (Holótipo); Rondônia: CEPB 1673, UFC 1483; Goiás: Minaçu (UHE Cana Brava): MZUSP 13367. Atractus elapsRondônia: Porto Velho: MZUSP 3156. Atractus insipidusRondônia: CEPB 2951, 2952, 2953, 3332, 3334. Atractus occiptoalbusAcre: Porto Walter: MZUSP 7386. Atractus poeppigiAmazonas: Rio Japurá: MZUSP 6601. Atractus potschiSergipe: Salgado: MZUSP 7275, 7276, 7277, 7278, 7279, 7280, 7281 (Parátipos). Atractus reticulatusRio Grande do Sul: Colônia São Lorenzo: BMNH 1946.1.2.7 (Holótipo). Atractus taeniatusRondônia: CEPB 3121, 3226, 3294, 3303, 3320. Atractus trilineatusRoraima: Rio Catrimani: MZUSP 6396, 6397, 6401, 6964, 7304, 7305; Rio Jundiá: MZUSP 6403; Boa Vista: MZUSP 9112; Ilha de Maracá: MZUSP 9270; Santa Maria do Boiaçu: MZUSP 10328; Mucajaí: MZUSP 10473. Atractus boettgeri – Bolívia: Yungas: BMNH 1946.1.6.29 (Holótipo). Atractus punctiventris – Colômbia: Meta: MZUSP 8075. Atractus oculotemporalis: IB 10226; 10228.

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