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Papéis Avulsos de Zoologia

Print version ISSN 0031-1049On-line version ISSN 1807-0205

Pap. Avulsos Zool. (São Paulo) vol.46 no.22 São Paulo  2006

https://doi.org/10.1590/S0031-10492006002200001 

Novos táxons sul-americanos de Compsocerini (Coleoptera, Cerambycidae)1

 

 

Dilma Solange NappI, III; Ubirajara Ribeiro MartinsII, III

IDepartamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná. Caixa Postal 19020, 81531-980, Curitiba, PR, Brasil
IIMuseu de Zoologia, Universidade de São Paulo, Caixa Postal 42494-970, CEP 04218-970, São Paulo, SP, Brasil
IIIPesquisador do CNPq

 

 


RESUMO

Novos táxons sul-americanos de Compsocerini (Coleoptera, Cerambycidae). Um novo gênero e quatro novas espécies, todos provenientes da Bolívia, são descritos em Compsocerini: Ecoporanga gen. nov., espécie-tipo E. achira sp. nov., Dilocerus brunneus sp. nov., Rierguscha florida sp. nov., procedentes de Santa Cruz e Ethemon iuba sp. nov. proveniente de Cochabamba.

Palavras-chave: Bolívia; Cerambycinae; Compsocerini; Neotropical; taxonomia.


ABSTRACT

New South American taxa of Compsocerini (Coleoptera, Cerambycidae). The following new genus and species, all from Bolivia, are described in Compsocerini: Ecoporanga gen. nov., type species E. achira sp. nov., Dilocerus brunneus sp. nov., Rierguscha florida sp. nov., from Santa Cruz, and Ethemon iuba sp. nov. from Cochabamba.

Keywords: Bolivia; Cerambycinae; Compsocerini; Neotropical; taxonomy.


 

 

INTRODUÇÃO

Compsocerini Thomson, 1864 é, até o momento, exclusivamente sul-americana e inclui 23 gêneros (Monné, 2005; Napp & Martins, 2006). Neste trabalho, com base em material proveniente da Bolívia, são acrescidos à tribo um novo gênero e quatro novas espécies.

De acordo com Wappes (American Coleoptera Museum, San Antonio, ACMS), holótipos do material boliviano devem ser depositados no Museo de Historia Natural Noel Kempff Mercado, Santa Cruz (MNKM) e outros exemplares pertencem ao Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, São Paulo (MZSP) e Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná, Curitiba (DZUP).

Ecoporanga gen. nov.

Etimologia. Tupi, ecoporanga = beleza.

Espécie-tipo, Ecoporanga achira sp. nov.

Fêmea. Fronte pouco mais larga que longa, declive. Tubérculos anteníferos um pouco projetados, arredondados no topo. Olhos com granulação fina, bem desenvolvidos; lobos inferiores proeminentes, ocupam toda a região lateral da cabeça; faixa de ligação entre os lobos com 7-8 omatídios, mais larga que um lobo superior; lobos superiores com cinco fileiras de omatídios, tão afastados entre si quanto o triplo da largura de um lobo. Área malar com cerca da metade da largura do lobo ocular inferior, arredondadas no ápice. Mandíbulas delgadas, triangulares, não angulosas e aguçadas no ápice. Artículo apical dos palpos maxilares e labiais evidentemente securiformes.

Antenas filiformes, com 11 artículos, sem carenas, ultrapassam o ápice elitral em cerca de dois artículos. Escapo cilíndrico, sem depressão basal, quase tão longo quanto um terço do comprimento do antenômero III. Antenômeros III-XI cilíndricos, não dilatados nos ápices, com espículo pouco conspícuo no ápice interno dos III-IV. Antenômero III mais longo que o XI; os demais com comprimentos subiguais, mais curtos que o III, VIII-X decrescentes.

Protórax pouco mais longo que largo, arredondado aos lados, a maior largura logo após o meio. Pronoto algo convexo, sem gibosidades. Cavidades coxais anteriores fortemente angulosas aos lados, largamente abertas atrás. Processo prosternal triangular, estreito entre as procoxas. Processo mesosternal com cerca de dois terços da largura da mesocoxa, subparalelo nos lados, com entalhe mediano no ápice para encaixe da projeção anterior do metasterno. Cavidades coxais médias abertas nos lados. Pro e mesocoxas globosas, um pouco proeminentes, mais evidentemente as anteriores.

Pernas delgadas. Fêmures cilíndricos, abas apicais arredondadas; metafêmures não atingem o ápice elitral. Tíbias cilíndricas, sem carenas. Esporões tibiais curtos, o interno pouco mais longo. Metatarsômero I tão longo quanto II+III.

Urotergito VII sem escova de pêlos. Urosternito VII, parcialmente exposto, quadrangular.

Discussão. Entre os gêneros de Compsocerini em que as fêmeas não apresentam escova no pigídio, Ecoporanga gen. nov., tem alguns caracteres em comum com Chaetosopus Napp & Martins, 1988: artículo apical dos palpos securiforme; olhos bem desenvolvidos com a faixa de ligação entre lobos mais larga que o lobo superior; antenas e tíbias sem carenas; escapo cilíndrico sem depressão basal e élitros com colorido metálico. O novo gênero diferencia-se prontamente de Chaetosopus: 1) antenas sem tufos de pêlos; 2) protórax arredondado nos lados, mais largo na base do que na margem anterior e pronoto convexo; 3) processo intercoxal do mesosterno tão largo quanto dois terços de uma coxa média, com os lados paralelos e ápice com entalhe mediano; 4) fêmures delgados e cilíndricos. Em Chaetosopus, as antenas têm tufo de pêlos no terço apical do antenômero III e a base do IV; o protórax tem lados subparalelos e pouco mais largo na margem anterior do que na base e o pronoto é aplanado; o processo mesosternal é triangular, afilado entre as mesocoxas e os fêmures são mais robustos e clavados.

O novo gênero assemelha-se também a Chariergus White, 1855, pelos palpos securiformes, lobos oculares inferiores bem desenvolvidos, protórax subarredondado nos lados e mais largo na base, antenas sem tufos de pêlos e élitros grossa e densamente pontuados em toda a superfície. Ao contrário de Ecoporanga, Chariergus apresenta lobos oculares superiores mais largos que a faixa de ligação entre os lobos; protórax mais longo que largo com a maior largura após o meio; processo mesosternal triangular; fêmures gradualmente clavados; metafêmures, nas fêmeas, ultrapassam o ápice elitral em um quinto de seu comprimento e o sétimo tergito das fêmeas, provido de escova de pêlos avermelhados, longos e sedosos, curvados para baixo e para frente (Napp & Reynaud, 1999: 288, fig. 33).

Ecoporanga achira sp. nov.
(Fig. 1)

 


 

Fêmea. Cabeça, protórax, escutelo, mesosterno e pernas, alaranjados. Antenas com o escapo, pedicelo e antenômero III alaranjados, os seguintes progressivamente mais acastanhados, os VIII-XI castanhos. Élitros azul-violáceo-escuros, com brilho metálico. Metasterno e urosternitos negros com brilho esverdeado-metálico.

Cabeça brilhante, com pontos rasos mais aparentes na fronte e pubescência alaranjada pouco aparente.

Escapo quase liso, com pubescência curta, muito esparsa. Escapo, pedicelo e antenômeros III-V(VI) com cerdas alaranjadas, longas e abundantes na face inferior; III-IV com pontuação muito fina e muito rasa, com pubescência alaranjada pouco densa; demais com pubescência muito curta, mais aparente para os distais.

Pronoto brilhante, sem pontos, com pubescência alaranjada. Lados do protórax e prosterno praticamente lisos, subglabros. Metasterno e urosternitos com pubescência branco-amarelada, contrastante com o tegumento escuro. Urosternito V amplamente arredondado no ápice.

Escutelo com pubescência alaranjada e esparsa. Élitros subopacos, estreitos e subparalelos aos lados; com pontuação grossa, profunda e muito densa em toda a superfície e cerdas alaranjadas semi-eretas, muito esparsas em toda a superfície.

Fêmures e tíbias brilhantes, sem pubescência, com cerdas alaranjadas, longas e esparsas, mais densas na face inferior das tíbias.

Dimensões, em mm, fêmea. Comprimento total, 7,2-8,1; comprimento do protórax, 1,3-1,5; largura do protórax, 1,2-1,4; comprimento do élitro, 5,3-6,0; largura umeral, 1,5-1,7.

Material-tipo. Holótipo fêmea, da Bolívia, Santa Cruz: Achira (6-8 km N, road to Amboró), 17-20.XI.2003, Morris, Nearns & Wappes col. (MNKM). Parátipo fêmea da Bolívia, Santa Cruz: Hotel Flora & Fauna (350 m), 21.XI.2003, Nearns, Morris & Wappes col. (ACMS).

Dilocerus brunneus sp. nov.
(Fig. 2)

Macho. Tegumento negro a castanho-escuro, os urosternitos mais claros. Antenômeros VII-VIII castanho-claros, os IX-XI branco-amarelados. Élitros testáceos.

Cabeça subglabra, brilhante, com pontos finos e rasos na fronte.

Antenas ultrapassam o ápice elitral em dois artículos. Escapo com pontos finos e densos, com pubescência castanha pouco conspícua e cerdas esparsas. Antenômeros III-VI finamente pontuados com pubescência castanha e cerdas castanhas abundantes na face inferior; VII-XI finamente pubescentes, opacos. Antenômeros III-IV os mais curtos, tão longos quanto o escapo e cerca de um terço mais curtos que os V-VII e o XI.

Protórax subopaco, tão largo quanto longo, bituberculado nos lados: um tubérculo mediano, pouco projetado, e outro, pouco menos manifesto, logo após a constrição anterior. Pronoto subplano, finamente estriado em toda a superfície com pontos muito esparsos entremeados, exceto em estreita faixa longitudinal, mediana, lisa; pubescência inaparente e algumas cerdas laterais longas e eretas. Lados do protórax quase impontuados, com pubescência muito esparsa. Prosterno opaco, com duas grandes áreas deprimidas e subcontíguas de pontuação sexual formada por pontos grossos, densos a confluentes; pubescência e longos pêlos brancos e sedosos, bem aparentes. Mesosterno, metasterno e urosternitos brilhantes, com pubescência esbranquiçada nas regiões laterais e pêlos longos, esbranquiçados, mais aparentes no disco dos urosternitos. Urosternito V arredondado no ápice.

Élitros opacos, com pontos finos muito rasos e pouco aparentes e cerdas alaranjadas, esparsas, em toda a superfície.

Pernas brilhantes. Fêmures com pontos finos e rasos, com pubescência castanho-amarelada pouco aparente e cerdas esparsas em toda a superfície. Metafêmures atingem o início da curvatura apical dos élitros. Tíbias deprimidas com pontuação e pilosidade esparsas. Metatarsômero I tão longo quanto os dois seguintes somados.

Fêmea. Semelhante ao macho. Prosterno sem pontuação sexual. Pubescência e pilosidade da face ventral do corpo bem evidentes e contrastantes com o colorido escuro do tegumento. Antenas quase alcançam o ápice dos élitros; antenômeros III-VII negros, VIII-XI branco-amarelados; antenômeros distais um pouco projetados no ápice externo; III pouco mais curto que o XI.

Dimensões, em mm, macho/fêmea. Comprimento total 12,7/15,2; comprimento do protórax 2,5/2,7; largura do protórax 2,5/2,7; comprimento do élitro 9,5/11,5; largura umeral 3,3/3,8.

Material-tipo. Holótipo macho da BOLÍVIA, Santa Cruz: Achira (5 km N, 5800 pés), 20.XI.2003, Nearns, Morris & Wappes col. (MNKM). Parátipos fêmea, com a mesma procedência do holótipo, exceto: Achira (4-5 km N, road to Amboró), 12-13.X.2000, Wappes & Dozier col. (ACMS); Achira (4-6 km N, 5400-5800 pés), Wappes, Morris & Nearns col. (MZSP).

Discussão. Dilocerus Napp, 1980, incluía única espécie, D. marinonii Napp, 1980 descrita da Argentina (Jujuy) e da Bolívia (Cochabamba) (Napp, 1980). A nova espécie distingue-se de D. marinonii pelo colorido negro do corpo e dos apêndices e pelos élitros testáceos com pubescência pouco aparente. Em D. marinonii, o corpo (inclusive urosternitos) e os apêndices são alaranjados e os élitros têm colorido metálico verde a verde-azulado com pubescência esbranquiçada bem aparente.

Ethemon iuba sp. nov.
(Fig. 3)

Etimologia. Tupi: iuba = amarelo.

Macho. Tegumento unicolor, alaranjado; élitros mais claros pelo denso revestimento de pubescência esbranquiçada, sedosa, com discreta iridescência esverdeada.

Cabeça subglabra, com pontos finos, rasos e muito esparsos. Área malar tão longa quanto a maior largura do lobo ocular inferior. Mandíbulas robustas, moderadamente projetadas, não angulosas no terço apical.

Antenas ultrapassam o ápice elitral em quatro artículos; carenas praticamente inconspícuas. Escapo com pontos finos, rasos e pubescência alaranjada, esparsos. Antenômeros III-VI muito finamente corrugados com pubescência alaranjada bem aparente e cerdas alaranjadas na face inferior, abundantes nos III-V; VII-XI fina e densamente pubescentes. Antenômero III quase duas vezes tão longo quanto o escapo e cerca de um quinto mais longo que o XI que é fracamente apendiculado; IV-VII com comprimentos subiguais e VIII-X com comprimentos decrescentes.

Protórax mais largo que longo, com tubérculo látero-mediano bem projetado e algo aguçado, sem tubérculo látero-anterior; fortemente constrito próximo à margem anterior, com projeção lateral à frente da constrição. Pronoto com quatro gibosidades, as posteriores mais evidentes; brilhante, com pontos finos rasos e muito esparsos e pubescência alaranjada pouco aparente, mais concentrada na base e nas regiões laterais, estas com raras cerdas alaranjadas, longas e eretas. Lados do protórax subopacos com pubescência pouco mais densa do que no pronoto. Prosterno brilhante, glabro, sem pontos, finamente estriado. Meso- e metasterno brilhantes, com pontos finos muito esparsos e pubescência amarelo-esbranquiçada mais concentrada nas regiões laterais do metasterno. Urosternitos com pilosidade amarelo-esbranquiçada, longa e deitada, moderadamente densa e algumas cerdas eretas no disco; urosternito V transverso, truncado no ápice; VI parcialmente visível com ápice truncado.

Escutelo com pubescência amarelada, densa. Élitros opacos, revestidos por pubescência amarelo-esbranquiçada, curta, sedosa e muito densa, oblitera o tegumento. Lados paralelos até os ápices que são amplamente arredondados e inermes.

Fêmures com pontuação fina, rasa e esparsa; pilosidade alaranjada conspícua. Metatarsômero I cerca de um quarto mais curto que II + III.

Dimensões, mm, macho. Comprimento total, 11,3; comprimento do protórax, 2,0; largura do protórax, 2,3; comprimento do élitro, 8,3; largura umeral, 2,7.

Material-tipo. Holótipo macho da Bolívia, Cochabamba: Carrasco (Siberia, La Fortaleza, 1650 m), I.1964, sem dados de coletor (MZSP).

Discussão. Ethemon iuba sp. nov. diferencia-se prontamente das demais espécies conhecidas do gênero pelo colorido alaranjado, unicolor, do corpo e dos apêndices; pelos élitros com pubescência densa que oblitera o tegumento e pelas antenas com carenas pouco conspícuas. De E. basale (Burmeister, 1865) e E. imbasale Tippmann, 1960, que também ocorrem na Bolívia, e de E. weiseri Bruch, 1926 e E. brevicornis Napp & Reynaud, 1998, registradas só para a Argentina, difere, ainda, pelo tubérculo látero-mediano do protórax bem projetado e algo aguçado; naquelas espécies o tubérculo é arredondado e pouco projetado. A conformação do protórax da nova espécie é semelhante à de E. lepidum Thomson, 1864 (Napp, 1979; Napp & Reynaud, 1998).

Rierguscha florida sp. nov.
(Fig. 4)

Etimologia. O epíteto corresponde ao nome da localidade-tipo.

Macho. Tegumento negro a castanho-escuro, exceto: élitros testáceos; antenômeros VI-VIII castanhos e IX-XI branco-amarelados.

Cabeça brilhante, fina e densamente pontuada; pubescência inaparente.

Antenas ultrapassam o ápice elitral em três a quatro artículos. Escapo com pontos finos, gradualmente esparsos para o ápice e pilosidade castanha. Antenômeros III-V(VI) fina e densamente pontuados com pubescência castanha densa e cerdas na face inferior mais abundantes nos III-IV; VII-XI finamente pubescentes. Antenômero III o mais longo, com quase o dobro do comprimento do escapo e pouco mais longo que o XI; os demais com comprimentos subiguais, VIII-X decrescentes.

Protórax mais longo que largo, discretamente projetado em tubérculo látero-mediano pequeno, distintamente constrito à frente e atrás. Pronoto e lados do protórax opacos, muito fina e densamente pontuados com pilosidade castanha, deitada, pouco aparente; pronoto sem gibosidades. Prosterno brilhante, subglabro, finamente estriado em toda a superfície. Mesosterno, metasterno e urosternitos brilhantes, quase sem pontos, com pubescência esbranquiçada, contrastante com o tegumento escuro, mais aparente nas regiões laterais; disco dos urosternitos com pêlos longos, esbranquiçados, eretos e esparsos. Urosternito V nitidamente transverso, truncado no ápice; apenas a região apical do VI visível, discretamente sinuoso no ápice.

Élitros opacos, com pontuação muito fina e rasa, quase inconspícua, e pubescência alaranjada, deitada e densa.

Fêmures brilhantes, com pontuação fina e rasa, mais densa a corrugada no pedúnculo; pubescência castanha aparente. Metafêmures atingem o ápice elitral. Tíbias deprimidas, opacas, sem pubescência, com cerdas castanhas mais densas na face inferior. Metatarsômero I apenas mais curto que II + III.

Fêmea. Semelhante ao macho. Antenas ultrapassam o ápice elitral em 2,5 artículos; pilosidade bem mais abundante do que no macho; antenômero III pouco mais curto que o dobro do comprimento do escapo e cerca de um terço mais longo que o XI. Protórax com o tubérculo mediano e as constrições anterior e posterior mais manifestas e pouco projetado aos lados logo após a constrição anterior. Metafêmures alcançam o início da curvatura apical dos élitros.

Dimensões, em mm, macho/fêmea. Comprimento total, 8,7-14,8/12,0; comprimento do protórax, 1,7-2,7/2,1; largura do protórax, 1,2-2,2/1,7; comprimento do élitro, 6,3-10,5/8,7.

Material-tipo. Holótipo macho da Bolívia, Santa Cruz, Provincia Florida (5,5 km NE of Achira, 1800 m), 25.II.2004, sem dados de coletor (exemplar coletado em "Bicoquin area; Subtropical Forest; flying to fresh cut trees") (MZSP, doação de R. Clarke). Parátipos: fêmea, com os mesmos dados do holótipo (MZSP); macho, 5 fêmeas, Santa Cruz, Achira (4-5 km N, Road to Amboró), 12-13.X.2000, Wappes & Dozier col. (ACMS); macho, fêmea, ditto (MZSP), fêmea, ditto (DZUP); macho, Santa Cruz, Buena Vista (near Hotel Flora & Fauna (350 m), 21.XI.2003, Nearns, Morris & Wappes col. (DZUP).

Discussão. Rierguscha florida sp. nov. distingue-se de R. bicolor Viana, 1970 e R. viridipennis (Bruch, 1925), pelo colorido negro do corpo e dos apêndices e pelos élitros testáceos, sem brilho metálico. Em R. bicolor, cabeça, escapo, protórax e clava dos fêmures são vermelho-alaranjados e os élitros têm colorido verde-metálico. R. viridipennis também apresenta o corpo e apêndices castanhos, mas os élitros têm colorido verde-metálico, são microcorrugados e revestidos por pubescência branca, sedosa e muito densa, quase oblitera o tegumento, assim como o pronoto e os lados do protórax (Napp & Reynaud, 1999).

 

AGRADECIMENTOS

A James Wappes pela remessa de material para estudo; a Robin Clarke pela doação de espécimes para o Museu de Zoologia e para o Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná; a Albino M. Sakakibara (DZUP) pela confecção das fotografias.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Monné, M.A. 2005. Catalogue of the Cerambycidae (Coleoptera) of the Neotropical Region. Part I. Subfamily Cerambycinae. Zootaxa, 946:1-765.         [ Links ]

Napp, D.S. 1979. Revisão do gênero Ethemon Thomson, 1864 (Coleoptera, Cerambycidae). Revista Brasileira de Biologia, 39(4):901-917.         [ Links ]

Napp, D.S. 1980. Dilocerus marinonii, gen. n., sp. n. de Compsocerini (Coleoptera, Cerambycidae). Revista Brasileira de Entomologia, 24(3/4):193-196.         [ Links ]

Napp, D.S. & Reynaud, D.T. 1998. New species of Chariergus White and Ethemon Thomson (Coleoptera, Cerambycidae, Compsocerini). Insecta Mundi, 12(12):155-159.         [ Links ]

Napp, D. S. & Reynaud, D.T. 1999. Revisão dos gêneros Chariergus White, Rierguscha Viana e descrição de Allopeba gen. n. (Coleoptera, Cerambycidae, Compsocerini). Revista Brasileira de Zoologia, 16(supl.1):279-304.         [ Links ]

Napp, D.S. & Martins, U.R. 2006. Notas e descrições de novos táxons em Cerambycinae neotropicais (Coleoptera, Cerambycidae). Papéis Avulsosde Zoologia, 46(4):31-42.        [ Links ]

 

 

Recebido em: 14.11.2006
Aceito em: 08.12.2006

 

 

1 Contribuição nº 1671 do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná

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