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Papéis Avulsos de Zoologia (São Paulo)

Print version ISSN 0031-1049

Pap. Avulsos Zool. (São Paulo) vol.48 no.5 São Paulo  2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0031-10492008000500001 

Abrawayaomys ruschii Cunha & Cruz, 1979 (Rodentia, Cricetidae) no Estado do Rio de Janeiro, Brasil

 

 

Luciana Guedes PereiraI; Lena GeiseII; André Almeida CunhaIII, IV; Rui CerqueiraIV

ILaboratório de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres Reservatórios, Departamento de Medicina Tropical, Instituto Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz. Av. Brasil, 4365, Manguinhos, CEP 21045-900, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. E-mail: luciana@gpereira.bio.br
IILaboratório de Mastozoologia, Departamento de Zoologia, Instituto de Biologia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rua São Francisco Xavier, 524, Maracanã, CEP 20550-900, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
IIILaboratório de Mastozoologia e Manejo de Fauna, Departamento de Zoologia, Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre, Universidade Federal de Minas Gerais. Av. Antônio Carlos, 6627, Pampulha, CEP 31270-901, Belo Horizonte, MG. Brasil
IVLaboratório de Vertebrados, Departamento de Ecologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Ilha do Fundão, CP 68020, CEP 21941-590, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

 

 


RESUMO

Abrawayaomys ruschii é considerada como espécie rara devido à escassez de amostras em coleções científicas e em listas de faunas publicadas, dificultando qualquer proposta de classificação supragenérica entre os Sigmodontinae. Aqui apresentamos um novo registro de A. ruschii, sendo o primeiro para o estado do Rio de Janeiro (Aldeia Sapucai – Terra Indígena do Bracuí, Angra dos Reis). Por causa do pequeno número de exemplares existente não é possível definir uma distribuição geográfica precisa, entretanto, todas as localidades conhecidas estão em diferentes ecorregiões da Mata Atlântica. O espécime aqui reportado foi capturado em clareira com bambús na borda de uma floresta contínua aparentemente madura. O cariótipo de A. ruschii revelou um número diplóide igual de 58 cromossomos, com 25 pares de cromossomos acrocêntricos e quatro pares de cromossomos com dois braços (metacêntricos e submetacêntricos).

Palavras-chave: Abrawayaomys, espécie rara, novo registro, morfologia e cariótipo.


ABSTRACT

Abrawayaomys ruschii is considered as a rare species due the scarcity of samples in scientific collections and in published lists, being difficult to assign it to any proposed suprageneric classification among the Sigmodontinae. We report here a new record of A. ruschii, the first for this species in the Rio de Janeiro state (Aldeia Sapucai – Terra Indígena do Bracuí, Angra dos Reis). Because of the small sample size it is not possible to define a precise geographic range, but the known localities in Brazil are in different ecoregions of the Atlantic forest. The present specimen was captured in a secondary forest habitat, near a mature forest. The karyotype revealed a diploid number of 58 chromosomes, with 25 pairs of acrocentric chromosomes, and four biarmed (metacentric and submetacentric) pairs of chromosomes.

Keywords: Abrawayaomys, Atlantic Forest, rare species, new register, morphology and karyotype.


 

 

INTRODUÇÃO

Algumas espécies de mamíferos são consideradas raras devido à escassez de amostras em coleções científicas, e neste caso estão alguns roedores sigmodontíneos da região Neotropical, como Rhagomys, Phaenomys, Punomys e Microakodontomys (Voss, 1993; Bonvicino et al., 2001; Percequillo et al., 2004; Pinheiro et al., 2004) se considerarmos os critérios de raridade discutidos em Yu & Dobson (2000).

Abrawayaomys, junto com outros gêneros monotípicos de roedores Sigmodontinae encontram-se na lista de espécies ameaçadas do Brasil (Machado et al., 2005), com registros apenas para a região da Floresta Altântica do leste do Brasil, e na Província de Misiones, na Argentina (Amori & Gippoliti, 2003). A. ruschii é uma espécie com poucos registros de espécimes, tornando uma alocação supragenérica dentro dos Sigmodontinae difícil (D’Elia, 2003). O gênero é definido como " Incertae sedis Sigmodontinae" (Smith & Patton, 1999; Pardinãs et al., 2002) ou como um táxon que compartilha caracteres plesiomórficos com outros (por exemplo, Delomys), podendo ser denominado, de uma maneira informal, como " muróideo neotropical plesiomórfico" (Voss, 1993). D’Elia et al. (2006) não reconhecem estes arranjos taxonômicos, uma vez que não existem dados moleculares para serem confrontados com os morfológicos que permitissem uma análise filogenética formal, não estando de acordo com a proposta de Pacheco (2003, apud D’Elia, 2006) que aloca Abrawayaomys, junto com Delomys, Juliomys, Rhagomys, Phaenomys e Wilfredomys nos Thomasomyini.

Dentre dos sigmodontíneos, uma característica morfológica de Abrawayaomys, a " presença de espinhos achatados e sulcados misturados com pelos mais delgados, principalmente na região do dorso" (Cunha & Cruz, 1979) é compartilhada com Scolomys, Neacomys (Weksler, 2006) e Rhagomys longilingua (Luna & Patterson, 2003), sendo mais comum entre os Echimyidae (Leite, 2003).

Desde a sua descrição, apenas dois indivíduos de A. ruschii foram coletados no Brasil (Cunha & Cruz, 1979; Fonseca & Kieruff, 1989). Outros registros são a partir de ossos encontrados em pelotas de coruja (Massoia et al., 1991) na Argentina, e Reig & Kirsch (1988) registraram a presença de um exemplar em Misiones. Reportamos um novo registro para a espécie no Brasil, com dados cariotípicos, uma breve análise morfológica e comentários a respeito de sua distribuição.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Durante uma coleta de pequenos mamíferos realizada no mês de maio de 2002 na Aldeia Sapucai – Terra Indígena do Bracuí, no município de Angra dos Reis, Rio de Janeiro, Brazil (22°53’S 44°23’W, 280 m), um espécime de A. ruschii foi capturado em uma armadilha de captura viva tipo " Tomahawk" . Esta armadilha havia sido armada no chão e com uma mistura de isca contendo banana, bacon, manteiga de amendoim e mandioca. O espécime foi identificado de acordo com a descrição da espécie (Cunha & Cruz, 1979) e pela análise comparativa com o holótipo (MN 23075). Do indivíduo, que está depositado na coleção de mamíferos do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro sob o número de catálogo de MN 67557 foram preparados pele, crânio e esqueleto parcial. O trabalho foi realizado com licença de coleta do Ibama (074/2002 – CGFAU/LIC).

A análise morfológica externa seguiu Cerqueira (2006), e a caracterização crânio-dentária Voss (1988) e Weksler (2006). Além das medidas externas padrão, 20 medidas crânio-dentárias foram obtidas utilizando-se um paquímetro digital (Geise et al., 2005). A classe etária foi determinada através de análise do desgaste dentário da série molar superior (Cerqueira et al., 1989). A nomenclatura dentária segue Reig (1977).

A preparação cromossômica foi realizada a partir de cultura in vitro de medula óssea do fêmur, com meio RPMI 1640, 20% soro bovino fetal, brometo de etídio (5µ g/ml) e colchicina (10-6M) mantido por duas horas a 36,5°C, seguindo o protocolo de Andrade & Bonvicino (2003). A morfologia cromossômica, bem como o número de cromossomos foi obtida através da análise de lâminas preparadas com coloração convencional de Giemsa 4%.

As condições ambientais dos pontos empíricos foram determinadas através da análise de oito variáveis climáticas de acordo com o Sistema de Estimação Climática do Laboratório de Vertebrados, UFRJ (Labvertcli) (Tabela 2 e Figura 3).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RESULTADOS

O espécime coletado em Angra dos Reis é um macho adulto (classe etária 3). Seu peso na captura era de 55 g, com comprimento do corpo de 135 mm, e a cauda, apesar de cortada, media 116 mm. Na Tabela 1 encontram-se os dados morfométricos do exemplar coletado junto com aqueles depositados em coleções científicas.

O padrão da pelagem dorsal é heterogênea em A. ruschii (Figura 1), com espinhos achatados e sulcados misturados com pelos mais delgados nas partes dorsal e lateral, sendo que na parte dorsal o número de espinhos é maior e completamente ausente na região ventral. Os espinhos são pretos e cinza-escuros, a extremidade final sempre sendo mais escura. O ventre é branco e a cauda apresenta a mesma coloração escura da região ventral, sem diferenciação entre a parte dorsal e ventral.

Dos crânios analisados (Tabela 1), pôde-se verificar: rostro curto; região supraorbital com margens arredondadas e lisas, desprovidas de cristas; jugal presente, processos maxilar e esquamosal do zigoma não se sobrepondo; placa zigomática estreita e com a borda anterior arredondada, com incisão indistinta (Figura 2a). Forame incisivo curto, não ultrapassando o primeiro molar, com suas margens laterais retas e paralelas (Figura 2b). O padrão de circulação da carótida (sensu Carleton, 1980) é primitivo (tipo 1 de Voss, 1988), com a presença do forame estapedial, ausência da abertura posterior do canal carotidiano e sulco esquamosal-alisfenóide e forame esfenofrontal presentes. Barra do alisfenóide ausente. Processo capsular do incisivo inferior presente e bem desenvolvido, formando uma elevação conspícua na crista massetérica superior. M1 com flexus mediano anterior ausente, procingulum formando um arco único. Parafosettus na base de M2 e paraflexus ausente, hipoflexus de M3 ausente e cingulum labial de M3 ausente.

O cariótipo do espécime aqui reportado revelou um número diplóide (2n) de 58 cromossomos (Figura 3). Não foi possível definir o número de braços autossômicos (NA) após análise de várias metáfases pois não foi possível a identificação do par sexual em conseqüência da má qualidade da preparação. O complemento cromossômico é composto de 25 pares de cromossomos acrocêntricos que variam de tamanho grande a pequeno, e quatro pares de cromossomos com dois braços (metacêntricos ou submetacêntricos), sendo um médio e três pequenos.

O indivíduo foi coletado em uma clareira com densa cobertura de bambu (Guadua sp.), a 60 m de floresta contínua e aparentemente madura, na ecoregião Floresta Costeira da Serra do Mar (Olson et al., 2001). As variáveis climáticas desta localidade de coleta, assim como dos demais registros de A. ruschii estão listadas na tabela 2.

 

DISCUSSÃO

O presente registro é o primeiro de A. ruschii para o estado do Rio de Janeiro, aumentando assim o número de exemplares e as localidades de coleta. A Aldeia Sapucai está inserida na distribuição geográfica conhecida para a espécie, embora em uma ecorregião diferente dos registros anteriores (Figura 4). Por causa do pequeno número de exemplares coletados não é possível precisar os seus limites geográficos. Todos os registros conhecidos ocorrem dentro da Mata Atlântica englobando quatro ecorregiões, ou sub-divisões do bioma distintas: as Floresta Costeira da Bahia, Floresta do Interior da Bahia e Floresta Costeira da Serra do Mar, no Brasil, e na Floresta do Interior do Paraná/Paraíba em Misiones, Argentina (Chebez et al., no prelo). Assim, apesar de raro, A. ruschii aparentemente apresenta uma ampla distribuição geográfica, caso seja realmente um gênero monoespecífico.

 

 

Na Aldeia Sapucai foram registradas outras 11 espécies de pequenos mamíferos (Akodon cursor, Euryoryzomys russatus, Nectomys squamipes, Kannabateomys amblyonyx, Trinomys dimidiatus, Nectomys squamipes, Sciurus aestuans, Didelphis aurita, Marmosops incanus, Metachirus nudicaudatus, Micoreus paraguayanus e Philander frenatus), durante cinco noites de armadilhagem com um esforço amostral de 512 armadilhas/noites (Cunha & Rajão, 2007). A região da Serra do Mar onde está localizada a Terra Indígena engloba um dos maiores remanescentes da Mata Atlântica, que se estende do sul do Estado do Rio de Janeiro até São Paulo e Paraná (SOS MATA ATLÂNTICA/INPE/Instituto Sócio-ambiental, 2000). A coleta foi feita em área de Floresta Ombrófila Densa (Veloso et al., 1991), nas escarpas da Serra da Bocaina (MME-CPRM, 2001). Embora aparentemente pouco alterada, foi possível perceber manchas de habitat distintos na floresta, como áreas dominadas por bambus (Guadua tagoara) e clareiras próximo à área habitada, onde ocorreu a captura do espécime MN 67557 (Cunha & Rajão, 2007).

Alguns roedores Sigmodontinae da Mata Atlântica foram até recentemente considerados como raros, como por exemplo Phaenomys ferrugineus, Rhagomys rufescens e Blarinomys breviceps (Bonvicino et al., 2001; Silva et al., 2003; Percequillo et al., 2004; Pinheiro et al., 2004). A escassez de registros pode ser um reflexo da pequena densidade populacional ou apenas um artefato de amostragem (Yu & Dobson, 2000). É possível observar que, apesar de um intenso esforço amostral na região sudeste (Geise, 1995; Geise et al., 2001; Pereira et al., 2001; Olifiers et al., 2005), estudos com armadilhas de queda (pitfall) apresentam mais chances de capturar estas espécies ditas raras (Pinheiro et al., 2004; Paglia et al., 2005; Pardini & Umetsu, 2006).

Esforços são necessários para se obter outras informações sobre estes pequenos mamíferos neotropicais, principalmente pela falta de conhecimento taxonômico deste táxon, que até o presente momento não tem alocação filogenética definida dentre os Sigmodontinae. Aqui são apresentados os resultados da análise morfológica e medidas do crânio, sem a pretensão de realizar uma revisão do gênero. Para isto são necessários mais exemplares para que se permita uma análise geográfica e correta definição das características da espécie. Durante os vários anos nos quais são realizados cariótipos de pequenos mamíferos por um dos autores (L. Geise), tem-se verificado resultados insatisfatórios e pouco elucidativos. Os métodos sempre são os mesmos, os resultados dependendo então de condições que não podem ser definidas com precisão. Uma hipótese é a condição de stress ou não do indivíduo antes do procedimento.

Assim, o presente registro também ressalta a importância da realização de mais coletas em todas as localidades onde os exemplares já foram registrados.

 

AGRADECIMENTOS

Somos gratos ao Chefe Jõao da Silva e todo o povo Guarani da Aldeia Sapucaí pela autorização de trabalho em sua área. À EMATER-RIO que proveu o suporte logístico. Ao J.A. Oliveira que permitiu o acesso ao holótipo do Museu Nacional. U. Pardiñas e J.C. Chebez forneceram importantes informações sobre os registros da espécie na Argentina. Este estudo foi financiado pela CAPES (A.A.C., L.G.P.), CNPq (A.A.C., L.G e R.C.), FAPERJ (R.C.) e UERJ/Prociência, PRONEX, PROBIO/MMA. Este trabalho contou com o apoio do Fundo Nacional do Meio Ambiente, Ministério do Meio Ambiente, Governo Federal.

 

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Recebido em: 06.09.2007
Aceito em: 21.02.2008
Impresso em: 24.03.2008