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Papéis Avulsos de Zoologia

Print version ISSN 0031-1049On-line version ISSN 1807-0205

Pap. Avulsos Zool. (São Paulo) vol.49 no.13 São Paulo  2009

https://doi.org/10.1590/S0031-10492009001300001 

Onciderini (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae): notas, descrições, novas combinações e chave para grupo de espécies de Trachysomus

 

Onciderini (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae): notes, descriptions, new combinations and key to group of species of Trachysomus

 

 

Ubirajara R. MartinsI,III; Maria Helena M. GalileoII,III

IMuseu de Zoologia, Universidade de São Paulo. Caixa Postal 42.494, 04218-970, São Paulo, SP, Brasil. E-mail: urmsouza@usp.br
IIMuseu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Caixa Postal 1.188, 90001-970, Porto Alegre, RS, Brasil. E-mail: galileo@fzb.rs.gov.br
IIIPesquisador do CNPq

 

 


RESUMO

Considera-se Charoides Dillon & Dillon, 1945 sinônimo de Tulcus Dillon & Dillon, 1945 e todas as espécies arroladas em Charoides são transferidas para Tulcus como novas combinações. Novas espécies descritas da Bolívia: Tulcus diaphorus sp. nov., Hesychotypa balia sp. nov., Proplerodia piriana sp. nov. and Trachysomus clarkei sp. nov. Novas espécies descritas do Brasil: Bucoides montana sp. nov. (Minas Gerais); Tulcoides tibialis sp. nov., (procedência desconhecida); Oncideres immensa sp. nov. (Pará); Oncideres errata sp. nov. (Bahia a Santa Catarina, Goiás). Trachysomus wappesi sp. nov. é descrita de Trinidad y Tobago. Oncideres fabricii Thomson, 1868 é considereda sinônima de O. cephalotes Bates, 1865. Acrescenta-se chave para espécies castanhas ou pretas de Trachysomus.

Palavras-chave: Descrições; Novas combinações, Neotropical, Onciderini; Taxonomia.


ABSTRACT

Charoides Dillon & Dillon, 1945 is considered a synonym of Tulcus Dillon & Dillon, 1945 and all the species listed in Charoides are transferred to Tulcus as new combinations. New species described and figured: Tulcus diaphorus sp. nov., Hesychotypa balia sp. nov., Proplerodia piriana sp. nov. and Trachysomus clarkei sp. nov., all from Bolívia (Santa Cruz); from Brazil: Bucoides montana sp. nov. (Minas Gerais); Tulcoides tibialis sp. nov., (Hylaeia?); Oncideres immensa sp. nov. (Pará); Oncideres errata sp. nov. (Bahia to Santa Catarina, Goiás); from Trinidad y Tobago: Trachysomus wappesi sp. nov. Oncideres fabricii Thomson, 1868 is considered a synonym of O. cephalotes Bates, 1865. A key to the brown or black species of Trachysomus is added.

Keywords: Descriptions; New combinations; Neotropical; Onciderini; Taxonomy.


 

 

INTRODUÇÃO

Na primeira revisão da tribo (Thomson, 1868), Onciderini contava com 151 espécies e 28 gêneros dos quais 13 foram descritos por Thomson, 1868. Uma segunda revisão da tribo foi executada por Dillon & Dillon (1945, 1946), onde foram tratados 65 gêneros dos quais 33 foram descritos como novos. Contam-se no catálogo de Monné (2005) 80 gêneros.

Neste trabalho acrescentam-se à tribo nove novas espécies e propomos sinonímias e novas combinações. A sinonímia foi verificada entre Tulcus Dillon & Dillon, 1945 e Charoides Dillon & Dillon, 1945 e foi determinada por prioridade de página. As espécies até aqui incluídas em Charoides passam a Tulcus como combinações novas.

São descritas espécies novas em Bucoides Dillon & Dillon, 1945, Tulcoides Martins & Galileo, 1990, Hesychotypa Thomson, 1868, Proplerodia Martins & Galileo, 1990, Trachysomus Audinet-Serville, 1835 e Oncideres Lepeletier & Audinet-Serville, 1830. Procede-se ainda à sinonímia entre Oncideres cephalotes Bates, 1865 e O. fabricii Thomson, 1868 e elabora-se chave para as espécies de Trachysomus com colorido geral acastanhado ou preto.

As siglas mencionadas no texto correspondem a American Coleoptera Museum, San Antonio, Estados Unidos (ACMT); Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil (MCNZ); Museu de Historia Natural Noel Kempff Mercado, Santa Cruz, Bolívia (MNKM); Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, Brasil (MZUSP).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Tulcoides tibialis sp. nov. (Fig. 1)

Etimologia: Latim, tibialis = da tíbia, alusivo às metatíbias muito alargadas.

Macho: Cabeça com tegumento avermelhado revestido por pubescência amarelada. Lobos oculares superiores tão distantes entre si quanto pouco mais da largura de um lobo. Lobos oculares inferiores mais longos do que as genas. Antenas atingem a ponta dos élitros na extremidade do antenômero VIII. Escapo com pubescência amarelada na base, mais acastanhada na clava; o ápice ultrapassa o meio do protórax. Flagelômeros amarelados com o ápice largamente acastanhado.

Protórax levemente tronco-cônico revestido por pubescência amarelada. Pronoto com duas gibosidades grandes e pouco aparentes. Mancha de pubescência mais concentrada no limite das partes laterais do pronoto; alguns pontos grossos no centro junto à margem posterior.

Élitros revestidos por pubescência variegada de avermelhado e esbranquiçado, com vestígio de faixa oblíqua de pubescência amarelo-esbranquiçada no meio. Carena umeral curta.

Face ventral revestida por pubescência amarelada.

Procoxas com projeção unciforme. Fêmures com tegumento castanho-avermelhado. Metatíbias fortemente alargadas; face externa com depressão larga.

Dimensões, em mm, holótipo macho: Comprimento total, 9,0; comprimento do protórax, 1,7; largura do protórax na base, 2,6; comprimento do élitro 6,1; largura umeral, 4,0.

Material-tipo: Holótipo macho foi emprestado e retornou para o MZUSP sem etiqueta de procedência.

Discussão: Tulcoides tibialis sp. nov. distingue-se de Tulcoides pura Martins & Galileo, 1990 pelos lobos oculares inferiores mais longos que as genas; pelas antenas relativamente curtas, atingem a extremidade dos élitros na extremidade do antenômero VIII; pelo padrão de colorido dos élitros com a faixa central de pubescência esbranquiçada ainda menos aparente

Em T. pura os lobos oculares inferiores são mais curtos que as genas, as antenas são longas, com quase o dobro do comprimento do corpo; élitros têm a faixa central de pubescência esbranquiçada pouco mais aparente.

Tulcus Dillon & Dillon, 1945

Tulcus Dillon & Dillon, 1945: 50; Monné, 2005: 599 (cat.)

Charoides Dillon & Dillon, 1945: 55; Monné, 2005: 540 (cat.). Syn. nov.

Dillon & Dillon (1945) descreveram Tulcus para Hypsioma amazonica Thomson, 1860 (espécie-tipo do gênero) que acreditamos não chegaram a conhecê-la. O exame de fotografia do síntipo de H. amazonica Bezark (2008) revelou que a espécie de Thomson, na realidade, é congenérica com as espécies hoje inseridas em Charoides. Consequentemente, por prioridade de páginas, Tulcus tem prioridade sobre Charoides.

Uma das características de Charoides é o tarsômero V com tegumento bicolor. Na descrição original de H. amazonica, lê-se: "tarsorum art. ultimus flavus, apice niger" (Thomson, 1860: 119). Dillon & Dillon (1945) ao proporem Tulcus para H. amazonica não descreveram os tarsômeros V e julgamos que examinaram espécie diferente.

O gênero Tulcus fica com a seguinte composição:

T. amazonicus (Thomson, 1860:119)

T. crudus (Erichson, 1847:148) comb. nov.

T. distinctus (Dillon & Dillon, 1945:77) comb. nov.

T. fulvofasciatus (Dillon & Dillon, 1945:74) comb. nov.

T. hebes (Dillon & Dillon, 1945:59) comb. nov.

T. liturus (Dillon & Dillon, 1945:62) comb. nov.

T. lycimnius (Dillon & Dillon, 1945:72) comb. nov.

T. obliquefasciatus (Dillon & Dillon, 1952:61) comb. nov.

T. paganus (Pascoe, 1859:35) comb. nov.

T. pallidus (Dillon & Dillon, 1945:69) comb. nov.

T. pepoatus Martins & Galileo, 1996:296) comb. nov.

T. picticornis (Bates, 1865:111) comb. nov.

T. pigrus (Martins & Galileo, 1990:62) comb. nov.

T. pullus (Dillon & Dillon, 1945:65) comb. nov.

T. signaticorne (Thomson, 1868:48) comb. nov.

T. somus (Dillon & Dillon, 1945:67) comb. nov.

T. subfasciatus (Thomson, 1860:118) comb. nov.

T. thysbe (Dillon & Dillon, 1945:68) comb. nov.

T. tigrinatus (Thomson, 1868:49) comb. nov.

Tulcus diaphorus sp. nov. (Fig. 2)

Etimologia: Grego, diaphoros = diferente.

Cabeça com tegumento castanho revestido por pubescência acastanhada e amarelada. Fronte com duas máculas de pubescência amarelada nos lados do meio. Lobos oculares inferiores mais curtos que as genas. Escapo com pubescência amarelada e preta na clava. Antenômero III com a metade basal de tegumento amarelado a alaranjado e a metade apical preta; demais flagelômeros com pelo menos o terço basal alaranjado e o restante preto.

Protórax sem tubérculo lateral. Pubescência pronotal com numerosas manchas castanhas pequenas, fundo amarelo. Pronoto com uma gibosidade a cada lado muito pouco aparente. Esternos torácicos com pubescência amarelada mais esbranquiçada no centro do metasterno. Processo prosternal com quilha transversal.

Élitros com a base revestida por pubescência predominantemente acastanhada e mesclada por pubescência amarelada, delimitada posterior e obliquamente por faixa larga de pubescência predominantemente esbranquiçada, que lateralmente vai de pouco atrás do tubérculo umeral até o terço apical; terço apical variegado de pubescência acastanhada e amarelada.

Meso- e metafêmures revestidos por pubescência amarelada com anéis pouco contrastantes de tegumento acastanhado: um central e outro anteapical. Meso- e metatíbias com anel central de pubescência amarelada.

Urosternitos I e II com tegumento preto no centro e o restante revestido por pubescência esparsa amarelada; urosternitos III e IV revestidos por pubescência amarelada; urosternito V com duas manchas de pubescência amarelada.

Dimensões, em mm, holótipo macho: Comprimento total, 18,6; comprimento do protórax, 3,2; largura do protórax na base, 5,0; comprimento do élitro 14,1; largura umeral, 8,2.

Material-tipo: Holótipo macho, BOLÍVIA, Santa Cruz: Reserva Natural Potrelillo de Guendá (Snake Farm, 17º40,26'S, 63º27,43', 400 m), 16-22.V.2006, Wappes, Nearns & Eya col. (MNKM); Parátipos: BOLÍVIA, Santa Cruz: Buenavista (Hotel Flora & Fauna, 4,6 km SSE), fêmea, 1-8.XI.2002, J.E. Wappes col. (ACMT); Buenavista (4,6 km SSE), fêmea, 21-25. XII.2003, R. Clarke col. (ACMT); (370 m), fêmea, 14-27.I.2007, Wappes & Lingafelter col. (MZUSP).

Discussão: Pela presença de elevação no processo prosternal e ausência de tubérculos nos lados do protórax Tulcus diaphorus sp. nov. assemelha-se a T. somus (Dillon & Dillon, 1945) e T. thysbe (Dillon & Dillon, 1945). Distingue-se de ambas pelo padrão de colorido dos élitros com larga faixa central de pubescência esbranquiçada e pelo pronoto com pubescência mesclada de castanho e amarelo.

Bucoides montana sp. nov. (Fig. 3)

Etimologia: Latim, montis = montanha, alusivo à localidade-tipo.

Tegumento corporal castanho, mais avermelhado nos élitros e nos fêmures. Fronte revestida por pubescência amarelada. Lobos oculares superiores pouco mais distantes ente si quanto a largura de um lobo. Lobos oculares inferiores apenas mais curtos que as genas. Tubérculos anteníferos verticais e projetados. Antenas atingem o ápice dos élitros no ápice do antenômero VII. Escapo longo com clava esbelta. Antenômero III bissinuoso, com tegumento castanho-escuro e pubescência esbranquiçada na metade basal. Antenômeros IV a XI com pubescência esbranquiçada na base.

Protórax tronco-cônico com revestimento de pubescência amarelada. Pronoto com duas gibosidades a cada lado do meio no nível do terço anterior e distinta elevação longitudinal no centro do terço posterior. Pontuação esparsa.

Élitros cobertos por pubescência amarelada mesclada de castanho e branco; na metade apical, a pubescência esbranquiçada é mais longa e organizada em algumas linhas longitudinais indistintas e sinuosas. Úmeros projetados sem carena posterior. Pontuação da base dos élitros com pontos maiores e levemente ásperos.

Face ventral revestida por pubescência brancoamarelada. Procoxas com gancho longo e curvo. Fêmures revestidos por pubescência amarelada. Metatíbias alargadas. Metatarsômero V unicolor.

Dimensões, em mm, holótipo macho: Comprimento total, 15,4; comprimento do protórax, 2,7; largura do protórax na base, 3,8; comprimento do élitro, 11,5; largura umeral, 6,3.

Material-tipo: Holótipo Macho, BRASIL, Minas Gerais: Santa Bárbara (Serra do Caraça, 1.380 m), XI.1961, Kloss, Lenko, Martins & Silva col. (MZUSP).

Discussão: O gênero Bucoides Dillon & Dillon, 1945 contava com duas espécies: B. erichsoni Martins, 1979 = Bucoides egens Dillon & Dillon, 1945 non Hypsioma egens Erichson, 1847 e B. exotica Martins & Galileo, 1990. Bucoides montana sp. nov. assemelha-se a B. exotica pela pubescência elitral quase uniforme e difere pelo tegumento unicolor dos flagelômeros, pelos úmeros não transversais e pela pubescência dos élitros esbranquiçada e organizada em algumas linhas longitudinais sinuosas e indistintas.

O aspecto geral de Bucoides montana lembra o de Hypsioma charila Dillon & Dillon, 1945 da qual difere pela ausência de crista centro-basal nos élitros e pelos úmeros não seguidos por carena.

Hesychotypa balia sp. nov. (Fig. 4)

Etimologia: Grego, balios = manchado, alusivo ao padrão de colorido dos élitros.

Tegumento corporal e dos apêndices castanhoescuro e preto. Fronte com pubescência amarelada, mais ou menos concentrada. Lobos oculares inferiores (1,5 mm) mais longos que as genas (1,0 mm). Tubérculos anteníferos agudos, curvos e muito projetados. Antenas unicolores, com o dobro do comprimento do corpo, atingem o ápice dos élitros aproximadamente na ponta do artículo V. Escapo com rugas grosseiras no lado externo da base.

Lados do protórax com dois tubérculos arredondados no ápice, o posterior mais manifesto. Pronoto com pubescência amarelada entremeada por manchas e faixas longitudinais, de pubescência castanho-escura, das quais a mais conspícua é uma faixa a cada lado que vai da base ao ápice. Escutelo acastanhado.

Élitros castanho-escuros revestidos por pubescência preta entremeada por inúmeras manchas pequenas de pubescência amarelada por vezes fundidas entre si; pouco atrás do meio as manchas amareladas são interrompidas por uma faixa descontínua, estreita e transversal de pubescência acastanhada; na região anteapical as manchas são mais escassas e espalhadas. Úmeros bem projetados. Pontuação evidente nas áreas pretas.

Fêmures com pubescência amarelada, esparsa e concentrada em anel no ápice. Profêmures fortemente rugosos no lado externo da metade basal. Tíbias com pubescência amarelada entremeada por pubescência acastanhada.

Face ventral do corpo com pubescência predominantemente amarelada.

Dimensões, em mm, holótipo macho: Comprimento total, 14,9; comprimento do protórax, 2,8; maior largura do protórax, 4,7; comprimento do élitro, 11,1; largura umeral, 6,5.

Material-tipo: Holótipo macho, BOLÍVIA, Santa Cruz: Buenavista (Hotel Flora & Fauna, 4,6 km SSE), 16-31.I.2003, R. Clarke col. (MNKM). Parátipos: ditto, fêmea, 15-26.II.2003, R. Clarke col. (ACMT); macho e fêmea, 1-15.III.2003, R. Clarke col. (MZUSP, MCNZ); macho, 17-30.IV.2003, R. Clarke col. (ACMT); macho e fêmea, 21-25.XII.2003, R. Clarke col. (ACMT).

Discussão: Hesychotypa balia sp. nov. pertence ao pequeno grupo de espécies características pelos tubérculos anteníferos dos machos desenvolvidos e curvos, antenas dos machos com o dobro do comprimento do corpo, lados do protórax com duas gibosidades e élitros com numerosas manchas de pubescência amarelada ou alaranjada. H. turbida (Bates, 1880), procedente da América Central, difere de H. maculosa (Bates, 1865) e de H. balia sp. nov. por apresentar pubescência do protórax e dos élitros alaranjada e branca.

H. balia sp. nov. distingue-se de H. maculosa pela pubescência amarelada do pronoto organizada em faixas longitudinais, pelos élitros com faixa descontínua, estreita, transversal de pubescência acastanhada entre as manchas amareladas atrás do meio. Em H. maculosa, do Amazonas (Brasil), o pronoto tem dez manchas pequenas de pubescência preta e as máculas amareladas dos élitros não são interrompidas por faixa acastanhada.

Proplerodia piriana sp. nov. (Fig. 5)

Etimologia: Tupi, piriana = listrado; alusivo às faixas de pubescência amarelada dos élitros.

Macho: Fronte revestida por pubescência amarelo-esbranquiçada. Vértice com pubescência amarelada, mais concentrada atrás dos lobos oculares inferiores. Lobos oculares superiores tão distantes entre si quanto o dobro da largura de um lobo aproximadamente. Lobos oculares inferiores (0,8 mm) pouco mais longos que as genas (0,6 mm). Antenas dos machos alcançam a extremidade dos élitros na ponta do antenômero VI. Escapo com clava esbelta e tegumento mais enegrecido na base e avermelhado para o ápice. Flagelômeros avermelhado-claros.

Protórax ligeiramente abaulado nos lados. Pronoto sem tubérculos, revestidos por pubescência amarelada e com alguns pontos no centro da metade posterior.

Élitros com pubescência amarelada; cada um com onze faixas estreitas, longitudinais, de pubescência amarelada mais concentrada que vão da base até quase o ápice; as faixas III e V se unem no quarto apical e as faixas VII e IX unem-se pouco antes do ápice elitral; carena umeral muito curta.

Face inferior do corpo com pubescência branco-amarelada. Fêmures com tegumento avermelhado, mais escurecidos para os ápices. Tíbias com tegumento avermelhado; mesotíbias levemente alargadas; metatíbias alargadas com depressão estreita ao longo de toda a face externa.

Dimensões, em mm, holótipo macho: Comprimento total, 9,5; comprimento do protórax, 1,6; maior largura do protórax, 2,0; comprimento do élitro 7,0; largura umeral, 3,7.

Material-tipo: Holótipo macho, BOLÍVIA, Santa Cruz: Buenavista (Hotel Flora & Fauna, 4,6 km SSE), 22-25.X.2007, Galileo & Martins col. (MNKM).

Discussão: Proplerodia piriana sp. nov. distingue-se de P. goyana Martins & Galileo, 1990 pelos lobos oculares pouco mais longos que as genas; pelas faixas longitudinais de pubescência amarelada dos élitros iniciadas desde a base; pelo sulco das metatíbias dos machos, raso, a partir do quarto basal.

Em P. goyana os lobos oculares inferiores são tão longos quanto as genas; as faixas longitudinais de pubescência amarelada nos élitros ocorrem só na metade apical e o sulco das metatíbias dos machos é estreito, profundo e inicia-se no terço basal.

Trachysomus Audinet-Serville, 1835

Trachysomus Audinet-Serville, 1835: 40; Monné, 2005: 594 (cat.)

Trachysomus wappesi sp. nov. (Fig. 6)

Trachysomus surdus Martins & Galileo, 2007: 134, fig. 8 non Dillon & Dillon, 1946: 242, est. X, fig. 10.

Etimologia: O epíteto é uma homenagem a James Wappes que muito contribui para o conhecimento da fauna cerambicidológica da Bolívia.

Fêmea: Fronte com pubescência esparsa, ferrugínea e mais concentrada no lado interno dos lobos oculares. Vértice com duas manchas de pubescência preta e com pubescência esbranquiçada ao redor dos lobos oculares superiores. Antenas atingem o terço apical dos élitros. Escapo com pubescência alaranjada na região apical. Flagelômeros com anel basal de pubescência esbranquiçada.

Protórax mais estreito na região central. Pronoto com faixa evidente de pubescência amarelo-alaranjada no meio. Partes laterais do pronoto com pubescência esbranquiçada, mais concentrada na base.

Cada élitro com gibosidade centro-basal convexa e arredondada posteriormente. Sobre o friso sutural, da base ao quarto apical, com pubescência branca; do meio ao quarto apical, manchas irregulares pequenas de pubescência branca junto à sutura estendendo-se pouco para os lados em manchas mais evidentes. Para atrás do terço apical, uma faixa oblíqua e dois ramos posteriores longitudinais de pubescência preta. Tufo apical dos élitros com pêlos brancos na face dorsal e pretos e alaranjados inferiormente.

Pro- e mesocoxas e centro do metasterno com pilosidade predominantemente alaranjada. Fêmures com anéis anteapical e apical de pubescência alaranjada. Tíbias com dois anéis, no meio e anteapical, de pubescência alaranjada. Urosternitos com pilosidade branca, bem aparente. Tarsômeros V com tegumento avermelhado.

Dimensões, em mm, respectivamente holótipo fêmea: Comprimento total, 16,1; comprimento do protórax, 3,2; largura do protórax no meio, 4,0; comprimento do élitro, 11,8; largura umeral, 7,8.

Material-tipo: Holótipo fêmea, TRINIDAD Y TOBAGO, Tobago: St. John Par (N de Speyside), 3.VII.1999, G.D. Edwards col., "ravine-ridge system" (ACMT).

Discussão: Martins & Galileo (2007: 134) trataram e figuraram uma espécie de Trachysomus, de Trinidad y Tobago, que julgaram erroneamente como T. surdus Dillon & Dillon, 1946. Na realidade essa espécie é T. wappesi sp. nov. que descrevemos cima.

T. wappesi distingue-se de T. surdus principalmente pelo tufo apical de pêlos alaranjados e pretos e pela presença de maior quantidade de manchas de pubescência branca junto da sutura na metade apical nos élitros. Em T. surdus descrita do Panamá, o tufo apical é de pêlos brancos (a maioria) na parte dorsal e as manchas brancas da metade apical dos élitros estão restritas às proximidades da sutura.

Trachysomus clarkei sp. nov. (Fig. 7)

Etimilogia: O nome específico é uma homenagem a Robin Clarke coletor do holótipo.

Macho: Tegumento corporal castanho-escuro e pre-to; tarsômeros V com tegumento alaranjado. Cabeça com pilosidade esparsa branco-amarelada; vértice com duas manchas de pubescência preta. Antenas atingem a ponta dos élitros. Escapo revestido por pubescência alaranjada entremeada por pêlos escamiformes brancos e afastados entre si. Antenômeros III e IV inteiramente pretos com franja de pêlos curtos e densos no lado inferior. Antenômeros V a XI com anel basal de pubescência esbranquiçada.

Protórax mais estreito na região central. Parte central do pronoto com área losangular de pêlos escamiformes amarelados, pouco concentrados no meio. Uma faixa interrompida de pêlos escamiformes brancos no limite das partes laterais do protórax; uma mancha de pubescência preta a cada lado da base.

Gibosidade basal dos élitros não escavada posteriormente. Sobre o friso sutural da metade ao quarto apical dos élitros, manchas irregulares pequenas de pubescência branca. No meio de cada élitro, uma faixa oblíqua, muito interrompida, de pubescência branca, seguida por manchas de pubescência preta, estreitas e longitudinais; no lado interno dos tufos apicais, uma outra faixa de pubescência branca, paralela à primeira; tufo apical de pêlos castanho-escuros entremeados por pêlos brancos.

Lados dos esternos torácicos acastanhados; centro do mesosterno, metasterno e urosternitos com pubescência predominantemente alaranjada.

Lados dos urosternitos II a IV com tufos de pêlos amarelados. Meso- e metatrocanteres com pêlos amarelados. Pro- e mesocoxas com pubescência predominantemente alaranjada. Fêmures pretos com pêlos escamiformes, brancos, muito esparsos.

Fêmea: Antenas atingem o terço apical dos élitros.

Dimensões, em mm, respectivamente holótipo macho/ parátipo fêmea: Comprimento total, 16,1/19,1; comprimento do protórax, 4,5/4,3; largura do protórax no meio, 5,3/5,1; comprimento do élitro, 16,7/13,7; largura umeral, 10,1/9,5.

Material-tipo: Holótipo macho, BOLÍVIA, Santa Cruz: Buenavista (Hotel Flora & Fauna, 5 km SSE, 17º29'96"S, 63º39'13"W, 440 m), XI-XII.2004, R. Clarke col. à luz UV/MV, (MNKM). Parátipo fêmea, ditto, 13.VIII.2005, R. Clarke col., luz branca (MZUSP).

Discussão: Trachysomus clarkei sp. nov. assemelha-se a T. cavigibba Martins, 1975 pela pubescência alaranjada na extremidade do escapo. Distingue-se principalmente pelo tegumento do tarsômero V alaranjado; em T. cavigibba o tegumento do tarsômeros V é castanho a castanho-avermelhado.

Chave para as espécies de Trachysomus com tegumento acastanhado a preto

 
1. Cada élitro com uma gibosidade centro-basal ..........................................2
  Cada élitro com duas gibosidades, uma centro-basal e uma dorsal pouco antes do meio. Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina) ..................................................................T. dromedarius (Voet, 1778)
2(1). Gibosidade da base de cada élitro truncada ou escavada atrás ...................3
  Gibosidade da base de cada élitro convexa e arredondada atrá ...................6
3(2). Extremidade do escapo coberta por pubescência alaranjada nítida ..............4
  Escapo com pubescência escura, unicolor, ou quando alaranjada, muito inconspícua, reduzida .........................................................................5
4(3). Centro do pronoto com faixa central de pubescência alaranjada, conspícua, com bordas irregulares; área posterior à gibosidade coberta por pubescência como todo élitro; sem mancha dorsal, pequena, de pêlos brancos, curtos, à frente do tufo apical; escutelo com pubescência alaranjada em estreita orla basal e preta no restante da superfície. Bolívia (Santa Cruz) ........................................................ T. apipunga Martins & Galileo, 2008
  Centro do pronoto sem faixa central de pubescência alaranjada, a pubescência esbranquiçada constitui faixa quebrada; área posterior à gibosidade glabra e preta; com pequena mancha dorsal de pêlos brancos, curtos, à frente do tufo apical; escutelo com pubescência alaranjada em toda superfície. Brasil (Minas Gerais a Santa Catarina), Argentina (Misiones) ....................................................................... T. fragifer (Kirby, 1818)
5(3). Gibosidade centro-basal truncada na parte posterior, mas não escavada; tegumento dos tarsômeros V, alaranjado; escapo com escassa pubescência apical alaranjada; meio do pronoto com faixa de pubescência esbranquiçada esparsa. Bolívia (Santa Cruz) ........................................ T. clarkei sp. nov.
  Gibosidade centro-basal fortemente escavada na parte posterior; tegumento dos tarsômeros V castanho até castanho-avermelhado; escapo sem pubescência alaranjada no ápice; meio do pronoto sem faixa de pubescência esbranquiçada com apenas alguns raros pêlos brancos no meio da base. Bolívia (Santa Cruz) .......................................... T. cavigiba Martins, 1975
6(2). Metade apical dos élitros com área irregular de pubescência esbranquiçada situada junto da sutura. Trinidad y Tobago (Tobago) ...... T. wappesi sp. nov.
  Metade apical dos élitros sem área de pubescência esbranquiçada (pubescência esbranquiçada, quando presente só no tufo apical) ...............7
7(6). Tufo de pêlos do ápice dos élitros sem vestígio de pubescência branca; faixa descontínua de pubescência preta acompanha posteriormente o lado externo da gibosidade centro-basal. Brasil (Pará) ..............T. santarensis Bates, 1863
  Tufo de pêlos do ápice dos élitros circundado dorsalmente por pilosidade branca; sem faixa de pubescência preta atrás da gibosidade basal ..............8
8(7). Segundo Dillon & Dillon (1946: 236): Vértice com três manchas escuras, uma da cada lado do meio e uma central, entre os tubérculos anteníferos; protuberância apical dos élitros muito estreitamente circundada de branco. México ..................................................T. mexicanus Dillon & Dillon, 1946
  Vértice com duas manchas escuras de cada lado da linha mediana; protuberância apical dos élitros largamente marginada de branco. Panamá .................................................................T. surdus Dillon & Dillon, 1946

Oncideres immensa sp. nov. (Fig. 8)

Etimologia: Latim, immensus = vasto, alusivo às grandes dimensões.

Cabeça tão larga quanto o protórax, com tegumento avermelhado, revestida por pubescência amarelada e, no limite com o protórax, uma faixa de pubescência branca. Lobos oculares inferiores (2,3 mm) apenas mais curtos que as genas (2,5 mm). Lobos oculares superiores estreitos (0,4 mm) e tão distantes entre si quanto nove vezes a largura de um lobo. Antenas avermelhadas atingem o ápice dos élitros. Escapo pedunculado com clava gradual e esbelta.

Espinho lateral do protórax bem desenvolvido. Pronoto no meio com faixa transversal, estreita, glabra e, por vezes, interrompida por pubescência. Pubescência pronotal mesclada de branco e amarelado para frente da faixa glabra e mais esbranquiçada para trás dessa faixa.

Élitros com pubescência branco-amarelada; quarto basal com tubérculos numerosos e separados entre si; região central com abundantes máculas glabras, longitudinais; uma faixa de manchas glabras, mais próximas entre si, no terço apical; manchas glabras e arredondadas no terço apical, que apresenta também uma linha glabra, longitudinal e bifurcada.

Profêmures com pubescência branca; mesofêmures com pubescência branca entremeada por pêlos marrons; metafêmures com pubescência alaranjada.

Face ventral revestida por pubescência branca.

Dimensões, em mm, respectivamente holótipo fêmea: Comprimento total, 28,5; comprimento do protórax, 3,9; maior largura do protórax, 8,8; comprimento do élitro, 21,5; largura umeral, 12,8.

Material-tipo: Holótipo fêmea, BRASIL, Pará: Tucuruí (Rio Tocantins, Ilha), 24.VII.1984, B. Mascarenhas col. (MPEG).

Discussão: Oncideres immensa sp. nov. separa-se de O. tuberosa Martins & Galileo, 2006 pela presença de faixa de pubescência branca nos lados da cabeça distante dos lobos oculares; pela pubescência do pronoto branca na metade posterior; pelos tubérculos da base dos élitros menores, mais afastados e mais numerosos; pelas manchas glabras da parte central e no terço apical dos élitros mais numerosas e longitudinais; pela presença de manchas glabras mais concentradas constituindo uma faixa transversal no terço apical e pelos profêmures com pubescência branca.

Em O. tuberosa os lados da cabeça não têm faixa de pubescência branca; a metade posterior do pronoto é revestida por pubescência amarelada igual à da metade anterior; os tubérculos da base elitral são maiores e mais próximos entre si; as manchas glabras dos élitros são menos numerosas e de aspecto mais oval; a faixa transversal no terço apical é menos evidente e constituída de poucas manchas glabras e os profêmures têm pubescência branca e amarelada principalmente na metade dorsal.

Oncideres cephalotes Bates, 1865

Oncideres cephalotes Bates, 1865: 178; Monné, 2005: 574 (cat.).

Oncideres fabricii Thomson, 1868: 78; Monné, 2005 (cat.). Syn. nov.

Oncideres cephalotes foi descrita do Brasil, Amazonas: Ega, atualmente Tefé e Thomson (1868) descreveu O. fabricii do Brasil, Pará e declarou, na página 92, não haver conhecido O. cephalotes.

Dillon & Dillon (1946: 344) consideraram O. fabricii sinônima de O. chevrolatii Thomson, 1868. Fragoso & Lane (1970: 36) revalidaram O. fabricii e apresentaram algumas diferenças entre essas duas espécies.

Exame de material de O. fabricii e da fotografia do holótipo de O. cephalotes (Bezark, 2008) levou-nos a considerar O. fabricii sinônima de O. cephalotes.

Material-examinado: BRASIL, Pará: Santarém, macho, 2 fêmeas, IX.1920, sem nome do coletor (MZUSP); Vigia, macho, 12.III.2001, Jauffert col., ex-larva em Inga sp. (MZUSP); Maranhão: Alto Rio Gurupi, macho, 6.VII.2000, Jauffert col. (MZUSP).

Oncideres errata sp. nov. (Fig. 9)

Etimologia: Latim, errata = errado; alusivo à identificação equivocada da espécie.

Macho: Cabeça preto-avermelhada revestida por tomento branco, mesclado com acastanhado. Lobos oculares inferiores (2,3 mm) mais longos que as genas (1,3 mm). Lobos oculares superiores tão afastados entre si quanto 3,6 vezes a largura de um lobo (0,5 mm). Antenas atingem o ápice dos élitros no meio do antenômero VIII. Escapo preto revestido por pubescência esbranquiçada; flagelômeros com tegumento avermelhado.

Protórax com tegumento preto revestido por pubescência branca; faixa mediana glabra. Escutelo revestido por pubescência branca.

Élitros com tegumento preto revestido por pubescência branca; quinto basal com grânulos não contíguos, separados por áreas de pubescência; restante da superfície elitral com manchas glabras, geralmente alongadas, afastadas entre si; no nível do terço posterior, as manchas glabras aglomeram-se constituindo faixa transversal; terço apical com uma linha glabra, longitudinal e bifurcada.

Face ventral e pernas com tegumento branco de giz. Lados dos urosternitos com pequenas manchas tegumentares.

Fêmea: Lobos oculares inferiores (2,5 mm) mais longos que as genas (2,2 mm). Lobos oculares superiores tão afastados entre si quanto 6,4 vezes a largura de um lobo (0,5 mm). Antenas atingem o ápice dos élitros no ápice do X.

Variabilidade. Os grânulos da base dos élitros podem ser maiores e mais próximos, entretanto não chegam a unir-se como em O. cephalotes.

Dimensões, em mm, macho/fêmea respectivamente: Comprimento total, 18,0-29,1/25,0-30,4; comprimento do protórax, 2,5-4,1/3,8-4,0; maior largura do protórax, 5,3-8,8/7,5-10,1; comprimento do élitro, 13,8-21,7/18,4-22,7 largura umeral, 7,4-12,1/10,2-12,8.

Material-tipo: Holótipo macho, BRASIL, Rio de Janeiro: Angra dos Reis (Fazenda Jussaral), X.1934, L. Travassos & H. Lopes col. (MZUSP). Parátipos: Bahia: Água Preta, macho, 1938, G. Bondar col. (MZUSP). Minas Gerais: Parque Florestal do Rio Doce, fêmea, sem data de coleta, M.M. Dias col. (MZUSP); Mar de Espanha, fêmea, sem data, J.F. Zikán col. (MZUSP). Espírito do Santo: Vargem Alta, fêmea, XI. A. Maller col. (MZUSP). Rio de Janeiro: Angra dos Reis (Fazenda Jussaral), macho, fêmea, X.1934, L. Travassos & H. Lopes col. (MZUSP); macho, X.1936, L. Travassos & H. Lopes col. (MZUSP); Petrópolis (Independência, 900 m), macho, 28.II.1938, Gagarin col. (MZUSP). São Paulo: Caraguatatuba, 2 machos, 16.II.1942, R.F. d'Almeida col. (MZUSP); Juquiá (Fazenda Poço Grande), fêmea, 1-5.X.1940, F. Lane col. (MZUSP); macho, 6-9.IV.1949, F. Lane, Travassos Filho & C. Carvalho col. (MZUSP); São Sebastião (Praia de Juquehy), macho, 19-30.I.1998, S.A. Vanin col. (MZUSP); Juquetiba (Estrada da Fazenda SAMA, Chácara dos Amigos), 2 fêmeas, 15-25. VI.2002, R.M. Feitosa col. (MZUSP, MCNZ). Santa Catarina: Joinville, macho e fêmea, I.1923, C. Schmith col. (MZUSP); fêmea, I.1925, C. Schmith col. (MZUSP); macho, III.1928, C. Schmith col. (MZUSP). Goiás: Goiânia (Campinas), fêmea, sem data, Schwarzmeyer col. (MZUSP).

Discussão: Oncideres errata sp. nov., ocorrente na Mata Atlântica e no Mato Grosso de Goiás, estava identificada no MZUSP como O. chevrolatii Thomson, 1868. Distingue-se de O. chevrolatii pela pubescência do pronoto e da base dos élitros (entre os grânulos) de cor branca. Em O. chevrolatii, descrita do Pará, Brasil, o protórax e a base dos élitros entre os tubérculos têm pubescência amarelada.

 

AGRADECIMENTOS

A James Wappes (ACMT) e a Robin Clarke, Buena Vista pelo empréstimo de material. A desenhista Rejane Rosa (MCNZ), pela ilustração a cores e a Eleandro Moysés (MCNZ) pela execução e tratamento das imagens.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em: 03.11.2008
Aceito em: 18.03.2009
Impresso em: 30.06.2009

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