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Papéis Avulsos de Zoologia

Print version ISSN 0031-1049

Pap. Avulsos Zool. (São Paulo) vol.50 no.6 São Paulo  2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0031-10492010000600001 

Novas espécies de Callia Audinet-Serville da América do Sul (Cerambycidae, Lamiinae, Calliini)

 

 

Ubirajara R. MartinsI,IV; Maria Helena M. GalileoII,IV; Luís José JolyIII

IMuseu de Zoologia, Universidade de São Paulo, Caixa Postal 42.494, 04218-970, São Paulo, SP, Brasil. E-mail: urmsouza@usp.br
IIMuseu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Caixa Postal 1.188, 90001-970, Porto Alegre, RS, Brasil. E-mail: galileo@fzb.rs.gov.br
IIIMuseo del Instituto de Zoologia Agrícola, Universidad Central, Maracay, Venezuela. E-mail: ljjoly@intercable.net.ve
IVPesquisador do CNPq

 

 


RESUMO

Espécies novas descritas de Callia procedentes da Venezuela: C. bordoni sp. nov. (Zulia); C. apyra sp. nov. e C. pallida sp. nov., ambas de Mérida; C. terminata (Falcón), C. variabilis (Táchira, Mérida); do Brazil: C. catuaba (Minas Gerais); C. oby (Paraná).

Palavras-chave: Brasil, espécies novas, taxonomia, Venezuela.


ABSTRACT

New species of Callia described from Venezuela: C. bordoni sp. nov. (Zulia); C. apyra sp. nov. and C. pallida sp. nov., both from Mérida; C. terminata (Falcón), C. variabilis (Táchira, Mérida); from Brazil: C. catuaba (Minas Gerais); C. oby (Paraná).

Keywords: Brazil; New species; Taxonomy; Venezuela.


 

 

Introdução

O gênero Callia foi criado por Audinet-Serville (1835) para C. azurea com a nota de Lacordaire "Les espèces de ce genre se trouvant sur le tronc des arbres". Dalman (1823) descreveu Lamia axillaris transferida para Callia por Germar (1839). Gistel (1848) acrescentou C. purpureipennis, do Brasil e Redtenbacher (1867) descreveu C. xanthomera (Brasil, Rio de Janeiro). Galileo & Martins (1991) aventaram a hipótese de sinonímia entre estas últimas, mas não chegaram a formalizá-la.

Pascoe (1859) descreveu C. chrysomelina do Pará. Bates (1866), no estudo sobre os cerambicídeos da Amazônia, chamou atenção para o mimetismo das espécies de Callia e adicionou ao gênero seis espécies: C. fulvocincta, C. chrysomelina, C. criocerina, C. halticoides, C. lycoides, C. cleroides e C. lampyroides. Estas duas últimas foram transferidas respectivamente, para Mimolaia Bates, 1881 e Anapsicomus Galileo & Martins, 1988.

Bates (1872), ao tratar dos Cerambycidae de Chontales, Nicarágua, descreveu C. minuta e ampliou a distribuição de C. fulvocincta para o México e Nicarágua. O mesmo autor (1881, 1885) figurou C. fulvocincta e ampliou a distribuição; descreveu C. albicornis, C. ambigua e C. calopterona (esta foi posteriormente transferida para Mimolaia).

Belon (1903) descreveu espécies novas da Bolívia: C. argodi e C. boliviana. Já em 1930 e 1931, Melzer adicionou espécies da Mata Atlântica: C. minuta, C. comitessa, C. cyanea e C. pulchra. Zajciw (1958) apresentou chave para espécies ocorrentes no Brasil e descreveu C. flavipes do Brasil (Rio de Janeiro).

Lane (1973) inseriu em Callia, C. leucozonata e C. lineatula, respectivamente, do Equador e da Guiana Francesa.

Galileo & Martins (1991) apresentaram chave provisória para as espécies e acrescentaram C. gallegoi da Colômbia e C. simplex do Pará. Os mesmos autores (2002) publicaram nova chave para as espécies e descreveram: C. marginata (Peru), C. punctata (Colômbia), C. annulata (Equador), C. tristis (Bolívia), C. divisa (Brasil, Mato Grosso), C. lissonota (Brasil, Rondônia), C. tomentosa (Brasil, Mato Grosso) e C. paraguaya (Paraguai). Em 2008, os mesmos autores acrescentaram C. metallica (Equador).

Na presente contribuição incluímos mais cinco espécies da Venezuela e duas do Brasil (Paraná e Minas Gerais).

As siglas citadas no texto correspondem a MIZA, do Museo del Instituto de Zoologia Agrícola, Universidad Central, Maracay, Venezuela; MZUSP, Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Callia bordoni sp. nov. (Fig. 1)

Etimologia: O nome específico é uma homenagem a Carlos Bordón que muito contribuiu para o conhecimento da fauna de cerambicídeos da Venezuela.

Cabeça, protórax, escutelo, fêmures (menos a ponta) e esternos torácicos com tegumento amarelado; antenas, tíbias, tarsos e urosternitos, pretos; élitros violáceos com reflexos azulados.

Cabeça com pubescência amarelada esparsa. Escapo subcilíndrico, gradualmente e pouco engrossado para o ápice.

Protórax com espinho lateral pouco projetado. Pronoto com pubescência amarelada esparsa. Escutelo com pubescência branco-amarelada pouco densa. Élitros com pontuação esparsa até o quarto apical.

Face ventral com pubescência esbranquiçada muito esparsa.

Dimensões em mm, holótipo fêmea: Comprimento total, 5,0; comprimento do protórax, 0,9; maior largura do protórax, 1,3; comprimento do élitro, 3,6, largura umeral, 1,6.

Material-tipo: Holótipo fêmea, VENEZUELA, Zulia: Machiques (El Tucuco, 400 m), 22.XI.1984, Bordón col. (MIZA).

Discussão: Pelo metasterno amarelado, Callia bordoni sp. nov. pode ser comparada com C. rubristerna Galileo & Martins, 1992 que tem metasterno avermelhado.

Distingue-se pela cabeça, protórax e escutelo, amarelados; pelo escapo preto; pelos élitros violáceos com reflexos azuis e pelos fêmures amarelados com a ponta preta. Em C. rubristerna a cabeça, o protórax e o escutelo, são avermelhados; os pro- e mesofêmures são avermelhados com a ponta preta; os metafêmures são pretos; o escapo é avermelhado com a ponta preta e os élitros são azulados.

Callia apyra sp. nov. (Fig. 2)

Etimologia: Tupi, apyra = ápice, belo; alusivo a região apical dos élitros preta.

Cabeça, protórax e esternos mesotorácicos alaranjados. Antenômeros I a VIII pretos, IX e X amarelados, XI amarelado com a ponta preta. Escutelo acastanhado. Élitros com tegumento amarelado nos dois terços basais e preto no terço apical. Esternos e urosternitos preto-avermelhados. Pró- e mesofêmures amarelados com ápice acastanhado. Metafêmures com a metade basal amarelada e a apical acastanhada. Tíbias e tarsos acastanhados. Cabeça brilhante com pubescência esbranquiçada muito esparsa.

Escapo subcilíndrico. Espinhos laterais do protórax discretos. Pronoto com pontos profundos e esparsos; pubescência branco-amarelada pouco evidente no terço da base. Pontuação dos élitros organizada em fileiras longitudinais. Mesosterno e urosternitos com pubescência esbranquiçada.

Dimensões em mm, holótipo fêmea: Comprimento total, 4,7; comprimento do protórax, 0,8; maior largura do protórax, 1,1; comprimento do élitro, 3,5; largura umeral, 1,4.

Material-tipo: Holótipo fêmea, VENEZUELA, Mérida: La Azulita (1.000 m), 11.III.1978, Bordón col. (MIZA).

Discussão: Callia apyra sp. nov. é discriminada na chave para as espécies de Callia (Galileo & Martins, 2002) no item 5 com C. divisa Galileo & Martins, 2002, pelos élitros bicolores. Difere pelos antenômeros II a VII pretos; pelo escutelo acastanhado; pelo protórax praticamente glabro; pelos élitros com terço apical preto; pelo metasterno preto-avermelhado e pelos fêmures com o ápice ou a metade apical escurecida.

Em C. divisa os antenômeros II a VII são anelados de amarelo na base, o escutelo é alaranjado, o protórax tem densa pubescência branco-amarelada, a metade apical dos élitros é preta, o metasterno é amarelo-alaranjado e os fêmures são inteiramente amarelados.

Callia terminata sp. nov. (Fig. 3)

Etimologia: Latim, terminatus = terminado; alusivo ao colorido dos élitros com ponta preta.

Cabeça preta com fronte e faixa longitudinal no vértice, alaranjadas. Antenômeros I-VIII pretos; IX e XI brancos com ápice preto; X inteiramente branco. Protórax alaranjado. Esternos mesotorácicos e fêmures, menos a ponta, avermelhados. Tíbias e tarsos pretos. Esternos metatorácicos e urosternitos preto-avermelhados.

Escapo subcilíndrico. Pronoto com pubescência amarelo-dourada densa, mais concentrada numa faixa transversal no meio, prolongada em faixa pelo centro do pronoto até a base. Élitros com estreita região basal e quarto apical, pretos. Pubescência elitral amarelada e densa no terço apical. Fêmures fusiformes. Face ventral com pubescência esbranquiçada.

Dimensões em mm, holótipo macho: Comprimento total, 5,5; comprimento do protórax, 1,0; maior largura do protórax, 1,4; comprimento do élitro, 3,8; largura umeral, 1,7.

Material-tipo: Holótipo macho, VENEZUELA, Falcón: Yaracal, 12.II.1984, W. Kozeny col. (MIZA).

Discussão: Pelos élitros bicolores, Callia terminata sp. nov. é discriminada no item 5 da chave (Galileo & Martins, 2002) junto com Callia divisa e Callia apyra. Difere de C. divisa pelos lados da cabeça pretos; pelos antenômeros II a VII não anelados na base; pelos élitros com a declividade basal e o terço apical pretos; pelos fêmures com os ápices pretos e pelas tíbias unicolores, pretas. Em C. divisa a cabeça é inteiramente alaranjada, os antenômeros II a VII têm anel basal amarelado, a declividade basal dos élitros é alaranjada e a metade apical é preta, os fêmures são inteiramente alaranjados e a base das tíbias é alaranjada.

Difere de Callia apyra pelos lados da cabeça pretos; pelo antenômero IX branco com ponta preta; pelo pronoto com pubescência densa, amarelo-dourada; pela declividade basal dos élitros preta e pela pubescência do terço apical dos élitros densa. Em Callia apyra a cabeça é alaranjada, o antenômero IX é branco, o pronoto é praticamente glabro, a declividade basal dos élitros é amarelada e o terço apical dos élitros tem pubescência muito esparsa.

Callia pallida sp. nov. (Fig. 4)

Etimologia: Latim, pallidus = pálido, descorado; alusivo ao colorido das antenas.

Cabeça amarelo-alaranjada menos atrás dos olhos, acastanhada. Fronte com pontos diminutos (40x). Escapo e pedicelo acastanhados. Flagelômeros amarelados.

Protórax acastanhado com espinho lateral manifesto. Pronoto esparsamente pontuado com pubescência esbranquiçada esparsa. Escutelo acastanhado.

Élitros inteiramente amarelados, brilhantes, com pilosidade escassa; com pontos alinhados em fileiras longitudinais.

Esternos meso- e metatorácicos castanhos cobertos por pubescência esparsa esbranquiçada. Fêmures amarelados com o ápice castanho; tíbias e tarsos acastanhados. Urosternitos castanho-avermelhados.

Dimensões em mm, holótipo macho: Comprimento total, 5,1; comprimento do protórax, 0,9; maior largura do protórax, 1,3; comprimento do élitro, 4,7; largura umeral, 1,5.

Material-tipo: Holótipo macho, VENEZUELA, Mérida: Lagunillas, (La Trampa, 1.700 m), 10.III.1978, Bordón col. (MIZA).

Discussão: Apenas uma espécie de Callia possui élitros em grande parte amarelados, C. pulchra Melzer, 1930. Callia pallida sp nov. difere pelos flagelômeros amarelados; pelo protórax amarelado, pelos élitros inteiramente amarelados e pelos fêmures amarelados com o ápice castanho. Em C. pulchra os flagelômeros são pretos, o protórax tem tegumento preto com brilho esverdeado metálico, os élitros são amarelados com o quinto apical acastanhado e os fêmures são pretos com brilho esverdeado metálico.

Callia catuaba sp. nov. (Fig. 5)

Etimologia: Tipi, katu = muito; aba = pêlo; alusivo a abundante pubescência corporal.

Cabeça, antenas, protórax e escutelo pretos com reflexos azulados. Cabeça coberta por pubescência esbranquiçada, densa. Escapo esbelto, apenas engrossado para o ápice.

Espinho lateral do protórax evidente. Pronoto praticamente liso com pubescência principalmente concentrada nos lados e nas partes laterais do protórax. Escutelo pubescente.

Tegumento dos élitros com leve brilho acobreado, densamente revestido por pubescência esbranquiçada.

Esternos torácicos e urosternitos com brilho azul-violáceo, metálico; revestidos por pubescência esbranquiçada, densa. Fêmures avermelhados. Tíbias e tarsos pretos.

Dimensões em mm, holótipo macho: Comprimento total, 5,3; comprimento do protórax, 0,9; maior largura do protórax, 1,3; comprimento do élitro, 4,0; largura umeral, 1,7.

Material-tipo: Holótipo macho, BRASIL. Minas Gerais: Mar de Espanha, 16.XII.1910, J.F. Zikán col.

Discussão: Callia catuaba sp. nov. assemelha-se a Callia tomentosa Galileo & Martins, 2002. Distingue-se: cabeça, protórax, face ventral com brilho azul-violáceo, metálico; fêmures alaranjados e pubescência elitral uniformemente distribuída. Em C. tomentosa a cabeça, o protórax e a face ventral são pretos; os pro- e mesofêmures são pretos no terço apical; os metafêmures são inteiramente pretos e a pubescência dos élitros é mais concentrada sobre o friso sutural.

Callia variabilis sp. nov. (Fig. 6)

Etimologia: Latim, variabilis = variável; alusivo às variações do colorido dos élitros.

Cabeça avermelhada com regiões atrás dos olhos pretas. Antenômeros I-VIII pretos; IX a XI amarelados. Protórax avermelhado com espinho lateral manifesto. Pronoto (25X) com pontos muito esparsos.

Élitros com os dois terços anteriores castanhoamarelados e o terço apical preto que emite prolongamento sutural em direção à base. Pubescência esbranquiçada mais evidente sobre o terço apical. Pontos nos dois terços anteriores dos élitros organizados em fileiras longitudinais.

Profêmures avermelhados com ápice preto. Mesofêmures avermelhados com os dois terços basais avermelhados e o terço apical preto. Metafêmures com a metade basal avermelhada e a metade apical preta. Tíbias e tarsos pretos.

Face ventral do corpo preto-avermelhada coberta por pubescência esbranquiçada.

Variabilidade. A cabeça pode apresentar-se inteiramente avermelhada. Os élitros podem ser pretos com mancha castanho-amarelada lateral dos úmeros ao meio ou com todo o terço anterior amarelo-acastanhado.

Dimensões em mm, holótipo macho: Comprimento total, 4,4-5,0; comprimento do protórax, 0,7-0,8; maior largura do protórax, 1,0-1.3; comprimento do élitro, 3,3-3,9; largura umeral, 1,3-1,6.

Material-tipo: Holótipo macho, VENEZUELA, Mérida: La Chorrera (1.900 m), 17-24.IV.1975, Bordon col. (MIZA). Parátipos. Mesmos dados do holótipo (MZUSP); Táchira: San Juan de Colon (700 m), macho, 11.I.1977, L.J. Joly, T.J. Salcedo & J. Clavijo col. (MIZA).

Discussão: Pelos élitros bicolores Callia variabilis sp. nov. pode ser comparada com C. divisa Galileo & Martins, 2002, C. apyra e C. terminata. Difere de C. divisa pelos flagelômeros pretos, pelo padrão de colorido elitral com cores preta e amarelo-acastanhado gradualmente delimitadas e pelos fêmures em parte pretos. Em C. divisa os flagelômeros são anelados de amarelado na base, os élitros têm a metade anterior amarelada e a metade apical preta nitidamente separadas.

Separa-se de C. apyra pelo pronoto praticamente sem pontos, pelo espinho lateral do protórax mais projetado e pelos fêmures enegrecidos em maior parte apical. Separa-se de C. terminata pela ausência de pilosidade amarelo-dourada no protórax e de pubescência amarelada nos élitros; pelos fêmures com o ápice preto em maior extensão; pelos esternos metatorácicos e urosternitos preto-avermelhados.

Callia oby sp. nov. (Fig. 7)

Etimologia: Tipi, oby = azul; alusivo ao colorido do corpo.

Colorido geral azul-metálico. Fronte e pronoto revestida por pubescência esbranquiçada de concentração variável.

Tubérculos laterais do protórax apenas projetados. Élitros densamente revestidos por pubescência esbranquiçada.

Fêmures, tíbias e tarsos pretos, com reflexos azuis metálicos principalmente nos fêmures.

Face ventral revestida por pubescência esbranquiçada densa.

Dimensões em mm: Comprimento total, 6,5-6,6; comprimento do protórax, 1,1-1,2; maior largura do protórax, 1,5-1,6; comprimento do élitro, 4,8-4,9; largura umeral, 2,0-2,1.

Material-tipo: Holótipo fêmea, BRASIL, Paraná: Ponta Grossa, 1941, J.P. Machaco col. (MZUSP). Parátipo fêmea, mesmos dados do holótipo (MZUSP).

Discussão: Callia oby sp. nov. difere de C. cyanea Melzer, 1931 pelos espinhos laterais do protórax apenas indicados; pelo pronoto praticamente sem pontos e revestido por pubescência esbranquiçada; pelos élitros e face ventral revestidos por pubescência esbranquiçada densa. Em C. cyanea os tubérculos laterais do protórax são agudos e projetados; o pronoto é pontuado (25x) com pêlos pretos; os élitros têm aspecto brilhante, com pêlos longos e escassa pubescência e a face ventral do corpo tem pubescência muito esparsa.

 

AGRADECIMENTOS

A Eleandro Moysés (Bolsista IC/CNPq/Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul) pela execução das fotografias e tratamento das imagens digitalizadas.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em: 15.10.2009
Aceito em: 20.01.2010
Impresso em: 31.03.2010

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