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Papéis Avulsos de Zoologia

Print version ISSN 0031-1049

Pap. Avulsos Zool. (São Paulo) vol.50 no.28 São Paulo  2010

https://doi.org/10.1590/S0031-10492010002800001 

Cerambycidae (Coleoptera) da Serra Bonita, Camacan, Bahia, Brasil

 

 

Ubirajara R. MartinsI, II; Maria Helena M. GalileoII, III

IMuseu de Zoologia, Universidade de São Paulo, Caixa Postal 42.494, 04218-970, São Paulo, SP, Brasil. E-mail: urmsouza@usp.br
IIMuseu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Caixa Postal 1.188, 90001-970, Porto Alegre, RS, Brasil. E-mail: galileo@fzb.rs.gov.br
IIIBolsista PQ/CNPq

 

 


RESUMO

Serra Bonita está situada na Mata Atlântica do sul da Bahia. A área, sob proteção ambiental, tem 2.000 ha e a maior parte está coberta por floresta de neblina. Os Coleoptera ainda não foram estudados na região e esta é a primeira contribuição sobre a Ordem. São mencionadas 51 espécies de Cerambycidae, das quais 19 são novos registros para a Bahia. Em Hexoplonini, é descrito Uirassu gen. nov., espécie-tipo, U. beckeri sp. nov.

Palavras-chave: Neotropical; Novos registros; Novos táxons; Taxonomia.


ABSTRACT

Cerambycidae (Coleoptera) from Serra Bonita, Camacan, Bahia, Brazil. Serra Bonita is situated in the "Mata Atlântica" of southern Bahia State. The area under environmental protection has 2,000 ha and major part is covered by cloud forest. The Coleoptera were never studied in the region and this is the first contribution on the subject. Fifty one species are mentioned, one of them belongs to a new genus of Hexoplonini, Uirassu gen. nov., type species, U. beckeri sp. nov. Nineteen species are new records for Bahia State.

Keywords: Neotropical; New records; New taxa; Taxonomy.


 

 

INTRODUÇÃO

O complexo da Serra Bonita, administrado pelo Instituto Uiraçu, sob a direção de Vitor O. Becker, situa-se no município de Camacan, no sul do estado da Bahia e tem área de 2.000 ha sob proteção ambiental. Em grande parte, a Serra Bonita está coberta por "mata de neblina" na Mata Atlântica; a altitude varia de 180 a 960 m, o que determina gradientes de umidade e de temperatura da base até o pico. A vegetação varia de matas úmidas semidecíduas até matas submontanas.

A entomofauna da região é pouco conhecida e os Coleoptera ainda não foram estudados. As pesquisas, no momento, restringem-se aos Lepidoptera, Hymenoptera sociais e insetos aquáticos. Com relação aos lepidópteros, estima-se que ocorram 12.000 espécies das quais 5.000 já foram coletadas (V.O. Becker, comunicação pessoal).

Objetiva-se neste artigo apresentar uma contribuição preliminar da fauna de Cerambycidae da Serra Bonita.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Todo material examinado procede de Camacan (Reserva Serra Bonita, 15°23'S, 39°33'W) e os dados que variam são altitude, sexo do exemplar, data de coleta e nome(s) do(s) coletor(es). Assim, só estes dados são citados sob cada espécie.

As espécies que correspondem a um novo registro para a Bahia, com base na distribuição apresentada por Monné & Bezark (2009), têm o nome seguido por asterisco.

As siglas das coleções citadas no texto correspondem: CVOB, Coleção Vitor O. Becker, Camacan; MCNZ, Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre; MZUSP, Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, São Paulo.

 

RESULTADOS

Foram detectadas 51 espécies de Cerambycidae, das quais, 1 em Parandrinae; 7 em Prioninae; 1 em Disteniinae; 19 em Cerambycinae e 23 em Lamiinae. Dentre os Cerambycinae, destaca-se a tribo Hexoplonini, onde é alocado um gênero novo e discutem-se suas relações com outros gêneros. A espécie-tipo do gênero também é nova para a ciência e é descrita e figurada. As espécies registradas pela primeira vez para o Estado da Bahia somam 19: uma em Prioninae, nove em Cerambycinae e nove em Lamiinae.

 

PARANDRINAE

Parandrini

Hesperandra (Zikandra) glabra (DeGeer, 1774)

Attelabus glaber DeGeer, 1774:352.

Material examinado: (800 m), macho, IV.2009, V.O. Becker col. (CVOB); macho, 05-11.XII.2009, Martins & Galileo col. (MZUSP).

 

PRIONINAE

Callipogonini

Chorenta reticulata (Dalman, 1817)

Prionus reticulatus Dalman in Schoenherr, 1817:147.

Material examinado: (800 m), fêmea, XI.2009, V.O. Becker col. (MZUSP).

Callipogon (Orthomegas) pehlkei Lameere, 1904*

Callipogon (Orthomegas) Pehlkei Lameere, 1904:60.

Material examinado: (500 m), 2 machos, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (CVOB, MZUSP).

Callipogon (Orthomegas) similis
(Gahan, 1894)

Orthomegas similis Gahan, 1894:223

Material examinado: (800 m), macho, III.2010, V.O. Becker col. (CVOB).

Mallaspini

Pyrodes nitidus (Fabricius, 1787)

Prionus nitidus Fabricius, 1787:128.

Material examinado: (800 m), macho, X.2009, V.O. Becker col. (CVOB); macho, XI.2009 (CVOB); macho, XII.2009, V.O. Becker col. (CVOB).

Macrodontini

Macrodontia flavipennis Chevrolat, 1883

Macrodontia flavipennis Chevrolat, 1833:65.

Material examinado: (800 m), macho, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (CVOB).

Macrotomini

Mallodon spinibarbis
(Linnaeus, 1758)

Cerambyx spinibarbis Linnaeus, 1758:390.

Material examinado: (800 m), 3 fêmeas, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (CVOB); macho, I.2009, V.O. Becker col. (CVOB); macho, IV.2009 (CVOB); macho, (MZUSP) e fêmea (CVOB), XI.2009; macho, 05-11.XII.2009, Martins & Galileo col. (CVOB).

Mecosarthron buphagus Buquet, 1840

Mecosarthron buphagus Buquet, 1840:172.

Material examinado: (800 m), fêmea, III.2007, V.O. Becker col. (COVB); macho, I.2009 (CVOB); macho, 05-11.XII.2009, Martins & Galileo col. (MZUSP).

 

DISTENIINAE

Distenia (Distenia) macella Villiers, 1959

Distenia macella Villiers, 1959:64.

Material examinado: (800 m), fêmea, 05-11.XII.2009, Martins & Galileo col. (MZUSP).

 

CERAMBYCINAE

Achrysonini

Achryson surinamum
(Linnaeus, 1767)

Cerambyx surinamus Linnaeus, 1767:632.

Material examinado: (500 m), macho, 16.XI.1995, V.O. Becker col. (COVB).

Bothriospilini

Chlorida costata Audinet-Serville, 1834

Chlorida costata Audinet-Serville, 1834:32.

Material examinado: (800 m), fêmea, VIII.2009, V.O. Becker col. (MZUSP); macho, XI.2009, V.O. Becker col. (COVB).

Cerambycini, Cerambycina

Juiaparus mexicanus (Thomson, 1861)*

Hamaticherus mexicanus Thomson, 1861:196.

Material examinado: (500 m), macho, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (CVOB).

Jupoata robusta Martins & Monné, 2002*

Jupoata robusta Martins & Monné, 2002:203.

Material examinado: (800 m), macho, 7 fêmeas, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (6 exs. CVOB; 2 exs. MCNZ); fêmea, I.2009, V.O. Becker col. (CVOB); 2 machos, I.2009, V.O. Becker col. (CVOB, MCNZ).

Cerambycini, Sphallotrichina

Coleoxestia denticornis (Gahan, 1892)*

Xestia denticornis Gahan, 1892:29.

Material examinado: (500 m), macho, fêmea, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (COVB).

Coleoxestia errata
Martins & Monné, 2005

Coleoxestia errata Martins & Monné, 2005:172.

Material examinado: Camacan (800 m), macho, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (CVOB).

Coleoxestia vittata
(Thomson, 1861)

Xestia vittata Thomson, 1861:192.

Material examinado: (500 m), macho, 3 fêmeas, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (COVB); (800 m), fêmea, XI.2009, V.O. Becker col. (COVB).

Coleoxestia waterhousei (Gounelle, 1909)

Xestia waterhousei Gounelle, 1909:614.

Material examinado: (500 m), fêmea, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (COVB); fêmea, X.2009, V.O. Becker col. (COVB).

Criodion tomentosum
Audinet-Serville, 1833*

Criodion tomentosum Audinet-Serville, 1833:572.

Material examinado: (500 m), macho, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (CVOB).

Poeciloxestia dorsalis (Thomson, 1861)

Criodion dorsale Thomson, 1861:193.

Material examinado: (800 m), macho, XI.2010, V.O. Becker col. (CVOB).

Poeciloxestia elegans (Gory, 1833)

Xestia elegans Gory, 1833: pr. 64.

Material examinado: (500 m), macho, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (CVOB).

Sphallenum tuberosum Bates, 1870

Sphallenum tuberosum Bates, 1870:255.

Material examinado: (500 m), macho, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (CVOB).

Clytini

Neoclytus impar (Germar, 1824)*

Callidium (Clytus) impar Germar, 1824:517.

Material examinado: (500 m), fêmea, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (CVOB).

Eburiini

Eburodacrys sexmaculata (Olivier, 1790)

Cerambyx sex-maculatus Olivier, 1790:305.

Material examinado: (500 m), fêmea, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (CVOB).

Elaphidionini

Mephritus serius (Newman, 1841)*

Nephalius serius Newman, 1841:93.

Material examinado: (500 m), fêmea, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (CVOB).

Periboeum acuminatum (Thomson, 1861)*

Nephalius acuminatus Thomson, 1861:245.

Material examinado: (500 m), 7 machos, 7 fêmeas, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (13 exs CVOB, 1 ex. MZUSP).

Hexoplonini

Uirassu gen. nov.

Etimologia: Tupi, uirá = pássaro, ave; açu = grande; correspondente ao nome científico de Harpia harpyja Linnaeus, 1758) (Falconiformes, Aves). Gênero feminino.

Espécie-tipo: Uirassu beckeri sp. nov.

Lobos oculares superiores com quatro fileiras de omatídios. Antenas das fêmeas atingem os ápices dos élitros na base do antenômero IX. Escapo com pubescência serícea esparsa, atinge a orla anterior do protórax. Antenômeros III-VI com sulcos e carenas evidentes; comprimento do III com mais do dobro do IV. Protórax subcilíndrico com lados ligeiramente abaulados no meio. Pronoto com três tubérculos, os látero-anteriores bem pronunciados e o central menos projetado e longitudinal; com pubescência serícea esparsa, exceto no disco. Partes laterais do protórax e metade posterior do prosterno pubescentes. Élitros com pelos brancos, conspícuos, longos e não organizados em fileiras; extremidades cortadas em curva com projeção no lado interno e espinho longo no lado externo. Fêmures sublineares. Ápice dos meso- e metafêmures com dois espinhos, o externo com cerca de dois terços do comprimento do interno. Metatíbias sulcadas e carenadas.

Discussão: A tribo Hexoplonini foi revista por Martins & Galileo (2006). Na chave para os gêneros da tribo (op. cit., p. 26), o dilema 4, presença ou ausência de pelos brancos e rijos, pode suscitar alguma dúvida porque a espécie-tipo de Uirassu gen. nov. tem pelos brancos e rijos principalmente nos élitros.

A presença deste caráter conduziria o novo gênero junto com: Isostenygra Martins & Galileo, 1999, Stenygra Audinet-Serville, 1834 e, especialmente, Pseudoplon Martins, 1971. Separa-se de Pseudoplon: pelos flagelômeros basais nitidamente bicarenados e os apicais sem projeções externas; pela presença de pubescência no protórax e pelos fêmures sublineares. Em Pseudoplon, os flagelômeros basais são indistintamente sulcados e carenados e os apicais têm projeções externas; o protórax não tem pubescência e os fêmures são pedunculados e clavados.

Entretanto, o outro caráter mencionado no dilema 4, (carenas dos flagelômeros basais manifestas ao longo de todo artículo) levaria Uirassu ao item 7 e itens seguintes até o dilema 13, no qual se separam: Spinoplon Napp & Martins, 1985, Ctenoplon Martins, 1967 e Epacroplon Martins, 1967. Dentre esses gêneros, poderia ser comparado com Epacroplon. Uirassu difere de Epacroplon pela ausência de projeção na carena do antenômero III; pela presença de tubérculos pronotais e pela armadura do ápice dos meso- e metafêmures. Em Epacroplon, a carena dorsal do antenômero III é projetada; o pronoto não tem tubérculos e os metafêmures têm espinho apenas mais longo no lado externo.

Uirassu beckeri sp. nov.
(Fig. 1)

 

 

Etimologia: O nome específico é uma homenagem Vitor Osmar Becker, lepidopterista e diretor do Instituto Uiaraçu.

Tegumento corporal preto. Escutelo revestido por pubescência branca, densa. Cada élitro com mancha pequena, branco-amarelada, subcircular, no terço anterior, mais próxima da margem do que da sutura e faixa branco-amarelada, contínua, logo atrás do meio, ligeiramente oblíqua em sentido ascendente da margem para a sutura. Face ventral com pubescência serícea esbranquiçada.

Dimensões em mm, holótipo fêmea: Comprimento total, 16,1; comprimento do protórax, 3,5; maior largura do protórax, 2,6; comprimento do élitro, 11,0; largura umeral, 3,7.

Material-tipo: Holótipo fêmea, Bahia: Camacan (Reserva Serra Bonita, 15°23'S, 39°33'W, 800 m), IV.2008, V.O. Becker col. (MZUSP).

Necydalopsini

Ozodes multituberculatus Bates, 1870*

Ozodes multituberculatus Bates, 1870:409.

Material examinado: (800 m), fêmea, III.2010, V.O. Becker col. (CVOB).

Rhinotragini

Phespia simulans Bates, 1873

Phespia simulans Bates, 1873:127.

Material examinado: (500 m), fêmea, 15.IX.1995, V.O. Becker col. (CVOB).

 

LAMIINAE

Acanthocinini

Anisopodus sp.

Material examinado: (800 m), fêmea ?, I.2009, V.O. Becker col. (MZUSP).

Eutrypanus dorsalis (Germar, 1824)

Lamia dorsalis Germar, 1824:472.

Material examinado: (500 m), macho, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (COVB).

Acanthoderini

Oreodera candida
Marinoni & Martins, 1978*

Oreodera candida Marinoni & Martins, 1978:177.

Material examinado: (500 m), macho, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (COVB).

Oreodera charisoma Lane, 1955*

Oreodera charisoma Lane, 1955:285.

Material examinado: (800 m), fêmea, X.2009, V.O. Becker col. (MCNZ).

Oreodera glauca glauca (Linnaeus, 1758)

Cerambyx glaucus Linnaeus, 1758:390.

Material examinado: (500 m), fêmea, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (COVB).

Oreodera quinquetuberculata
(Drapiez, 1820)

Lamia 5-tuberculata Drapiez, 1820:328.

Material examinado: (800 m), macho, V.2008, V.O. Becker col. (COVB); fêmea, VII.2009, F.L. Santos col. (COVB).

Steirastoma stellio Pascoe, 1866

Steirastoma stellio Pascoe, 1866:280.

Material examinado: (500 m), 7 machos, 3 fêmeas, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (COVB).

Zikanita perpulchra Lane, 1943*

Zikanita perpulchra Lane, 1943:262.

Material examinado: (800 m), fêmea, I.2009, V.O. Becker col. (MCNZ).

Acrocinini

Acrocinus longimanus
(Linnaeus, 1758)

Cerambyx longimanus Linnaeus, 1758:388.

Material examinado: (500 m), fêmea, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (COVB); (800 m), fêmea, XI.2009, V.O. Becker col. (COVB).

Aerenicini

Phaula thomsoni Lacordaire, 1872*

Phaula thomsoni Lacordaire, 1872:898.

Material examinado: (500 m), fêmea, I.2010, V.O. Becker col. (COVB).

Anisocerini

Onychocerus crassus (Voet, 1778)

Cerambyx crassus Voet, 1778:10.

Material examinado: (500 m), macho, 2 fêmeas, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (COVB).

Colobotheini

Sangaris concinna Dalman, 1823

Sangaris concinna Dalman, 1823:71.

Material examinado: (800 m), fêmea, XI.2009, V.O. Becker col. (COVB).

Lamiini

Taeniotes sp.

Material examinado: (800 m), 2 machos, XI.2009, V.O. Becker col. (COVB, MCNZ).

A espécie que examinamos corresponde a Taeniotes pulverulentus no conceito de Dillon & Dillon (1941:19, est. 1, fig. 4) com distribuição, ainda segundo Dillon & Dillon, da Costa Rica ao Brasil (Amazonas ao Rio Grande do Sul). Tavakilian (1997) considerou T. pulverulentus Olivier, 1975 sinônima de T. farinosus (L., 1758) que Dillon & Dillon (l. c.) também ilustraram, na estampa 1, figura 6.

Em Monné (2005), só há registro de Taeniotes subocellatus (Olivier, 1792) para a Mata Atlântica que tem padrão de colorido muito diverso de Taeniotes sp. de Camacan. Então, é possível que os exemplares de Camacan ou correspondam a T. amazonum Thomson, 1857, figurada por Dillon & Dillon (op. cit. est. 1, fig. 2) ou a uma nova espécie. Aliás, o registro para o Maranhão de T. farinosus (Martins, Galileo & Limeira, 2009), corresponde à espécie coletada em Camacan.

Onciderini

Apamauta lineolata Thomson, 1868*

Apamauta lineolata Thomson, 1868:59.

Material examinado: (800 m), macho e fêmea, XI.2009, V.O. Becker col. (COVB).

Hesychotypa dola
Dillon & Dillon, 1945*

Hesychotypa dola Dillon & Dillon, 1945:164.

Material examinado: (500 m), fêmea, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (COVB).

Hypselomus cristatus Perty, 1832

Hypselomus cristatus Perty, 1832:96.

Material examinado: (800 m), fêmea, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (COVB); fêmea, 01-15.II.2005, V.O. Becker col. (COVB).

Lochmaeocles fasciatus (Lucas, 1857)*

Oncideres fasciatus Lucas, 1857:189.

Material examinado: (500 m), macho, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (COVB).

Lochmaeocles sladeni (Gahan, 1903)

Oncideres sladeni Gahan in Gahan & Arrow, 1903:254.

Material examinado: (500 m), macho, fêmea, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (COVB).

Oncideres miniata Thomson, 1868*

Oncideres miniata Thomson, 1868:88.

Material examinado: (500 m), 3 machos, 3 fêmeas, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (5 exs. COVB; 1 ex. MZUSP).

Oncideres ulcerosa (Germar, 1824)*

Lamia ulcerosa Germar, 1824:482.

Material examinado: (500 m), macho, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (COVB).

Polyrhaphidini

Polyrhaphis spinipennis Laporte, 1840

Polyrhaphis spinipennis Laporte, 1840:460.

Material examinado: (500 m), 2 machos, fêmea, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (COVB).

Pteropliini

Esthlogena (Esthlogena) maculifrons Thomson, 1868*

Esthlogena maculifrons Thomson, 1868:120.

Material examinado: (800 m), macho, IX.2009, V.O. Becker col. (COVB).

Pteroplius acuminatus Audinet-Serville, 1835*

Pteroplius acuminatus Audinet-Serville, 1835:66.

Material examinado: (500 m), 2 machos, 1 fêmea, 15.XI.1995, V.O. Becker col. (COVB).

 

AGRADECIMENTOS

A Vitor Osmar Becker pelo empréstimo de material para estudo e pela acolhida na Serra Bonita; a Antonio Santos-Silva (MZUSP) pela identificação de Parandrinae, Disteniinae e Prinoninae; a Eleandro Moysés (Bolsista BIC/CNPq/MCNZ) pela execução e tratamento da fotografia.

 

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Recebido em: 22.04.2010
Aceito em: 22.06.2010
Impresso em: 24.09.2010

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