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Papéis Avulsos de Zoologia

Print version ISSN 0031-1049

Pap. Avulsos Zool. (São Paulo) vol.50 no.44 São Paulo  2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0031-10492010004400001 

Novas espécies de Lamiinae (Cerambycidae) neotropicais e transferência de Palpicrassus Galileo & Martins, 2007

 

 

Ubirajara R. MartinsI,III; Maria Helena M. GalileoII,III

IMuseu de Zoologia, Universidade de São Paulo, Caixa Postal 42.494, CEP 04218-970, São Paulo, SP, Brasil. E-mail: urmsouza@usp.br
IIMuseu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Caixa Postal 1.188, CEP 90001-970, Porto Alegre, RS, Brasil. E-mail: galileo@fzb.rs.gov.br
IIIPesquisador do CNPq

 

 


RESUMO

Novas espécies descritas do Brasil: Nesozineus amazonicus sp. nov. (Amazonas), Xenofrea diagonalis sp. nov. (Rondônia). Mauesia submetallica sp. nov. (Amazonas); da Bolívia: Psapharochrus nearnsi sp. nov. (Santa Cruz), Adetus basalis, sp. nov. (Santa Cruz, La Paz), Palpicrassus inexpectatus sp. nov. (Santa Cruz), Cyrtinus meridialis sp. nov. (Santa Cruz.). Do Panamá: Aerenea panamensis sp. nov. (Chiriqui). O gênero Palpicrassus Galileo & Martins, 2007, originalmente descrito em Pteropliini é transferido para Apomecynini.

Palavras-chave: Lamiinae; Neotropical; Novas espécies; Palpicrassus; Taxonomia.


ABSTRACT

New species described from Brazil: Nesozineus amazonicus sp. nov. (Amazonas), Xenofrea diagonalis sp. nov. (Rondônia), Mauesia submetallica sp. nov. (Amazonas); from Bolivia: Psapharochrus nearnsi sp. nov. (Santa Cruz); Adetus basalis sp. nov. (Santa Cruz, La Paz), Palpicrassus inexpectatus sp. nov. (Santa Cruz), Cyrtinus meridialis sp. nov. (Santa Cruz.), Aerenea panamensis sp. nov. from Panama (Chiriqui). The genus Palpicrassus Galileo & Martins, 2007, originally described in Pteropliini, is transferred to Apomecynini.

Keywords: Lamiinae; Neotropical; New species; Palpicrassus; Taxonomy.


 

 

INTRODUÇÃO

Baseados em material recebido para identificação de várias instituições, descrevemos oito espécies de Lamiinae pertencentes a diversas tribos.

Na tribo Acanthoderini, duas espécies são descritas: uma em Nesozineus Linsley & Chemsak, 1966, procedente do Brasil (Amazonas), e outra em Psapharochrus Thomson, 1864, procedente da Bolívia. Psapharochrus, com 85 espécies (Monné & Bezark, 2009), precisa ser revisto e deverá ser dividido em vários gêneros já que é uma miscelânea de formas heterogêneas. Martins & Galileo (2008) iniciaram o desmembramento de Psapharochrus quando descreveram os gêneros Catuana, Mundeu e Urangaua. Na sua conceituação atual, espécies de Psapharochrus ocorrem desde os Estados Unidos até a Argentina.

Outro gênero que reúne 77 espécies é Adetus LeConte, 1852 (Apomecynini) que tem um rol de 10 sinônimos (Monné & Bezark, 2009), alguns dos quais devem ser revalidados. Adetus agrupa espécies com caracteres variados e também deve ser revisto, mas até que essa divisão possa ser realizada, descrevemos uma espécie semelhante a A. analis (Haldeman, 1847), espécie-tipo de Adetus.

O gênero Palpicrassus Galileo & Martins, 2007, foi descrito na tribo Pteropliini para conter única espécie: P. paulistanus (Galileo & Martins, 2007). A descoberta de uma segunda espécie no gênero, proveniente da Bolívia, permite sua transferência para a tribo Apomecynini.

Na tribo Compsosomatini, descrevemos uma espécie inédita em Aerenea Thomson, 1857, proveniente do Panamá. O gênero foi revisto por Monné (1980) e conta 28 espécies distribuídas do México até a Argentina.

Cyrtinus LeConte, 1852 (Cyrtinini) reúne 26 espécies com distribuição em todas as Américas. Howden (1959) apresentou chave para os quatro gêneros de Cyrtinini, então válidos, e para as espécies desses gêneros. O mesmo autor, em 1973, descreveu espécies de Cyrtinus do México e da Venezuela. Na América do Sul, três espécies foram descritas da Venezuela por Joly & Rosales (1990), que apresentaram chave para as espécies venezuelanas. Espécies de Cyrtinus têm dimensões diminutas (2-3 mm) e só agora começam a ser descobertas na América do Sul. Além das espécies descritas da Venezuela, Martins & Galileo (2009) descreveram uma do Equador e ora descrevemos uma procedente da Bolívia.

Em Mauesini, acrescentamos mais uma espécie ao gênero Mauesia Lane, 1956. Moysés & Galileo (2009) apresentaram chave para identificação das cinco espécies conhecidas de Mauesia.

O gênero Xenofrea Bates 1885 (Xenofreini) reúne 50 espécies distribuídas do México à Argentina. Galileo & Martins (2005) apresentaram uma chave para identificação das espécies, mas as 33 espécies descritas por Néouze & Tavakilian (2005) e Tavakilian & Néouze (2006) não foram incluídas. Publicamos aqui mais uma espécie nova do norte do Brasil.

 

MATERIAL E MÉTODOS

As siglas utilizadas no texto correspondem a: ACMS, American Coleoptera Museum, San Antonio; INPA, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus; MNKM, Museo Noel Kempff Mercado, Santa Cruz de la Sierra; MZUSP, Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, São Paulo; USNM, National Museum of Natural History, Smithsonian Institution, Washington.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Acanthoderini

Nesozineus amazonicus sp. nov.
Fig. 1

Etimologia: Nome específico alusivo ao estado brasileiro da localidade-tipo.

Cabeça com tegumento castanho-avermelhado, revestida por pubescência esbranquiçada; sem sensilas entre os lobos oculares superiores. Lobos oculares superiores com seis fileiras de omatídios; distância entre os lobos subigual à largura de um lobo. Antenas atingem os ápices elitrais aproximadamente no ápice do antenômero VI. Escapo, pedicelo e antenômeros III e IV amarelados na base e acastanhados no ápice; antenômeros IV-XI acastanhados, sem modificações.

Protórax com tegumento castanho-avermelhado, com espinho lateral no terço posterior e, entre o espinho e a margem posterior, com sensilas. Pronoto sem gibosidades manifestas; pontuação grossa, uniforme, entremeada por pubescência amarelo-esbranquiçada que se continua pelos lados do protórax; centro do pronoto com faixa longitudinal estreita, glagra. Escutelo com pubescência amarelo-esbranquiçada. Esternos torácicos com pubescência esbranquiçada e não pontuados.

Élitros com tegumento castanho-escuro na maior parte da superfície; cada lado com faixa longitudinal de tegumento amarelado, curta, que se inicia no úmero; terço apical com tegumento castanho-amarelado. Pubescência elitral castanho-amarelada, fina, sedosa, não oblitera o tegumento; declividade apical dos élitros acentuada, com pubescência esbranquiçada que envolve duas manchas acastanhadas pequenas, de contorno irregular, junto à sutura.

Pernas acastanhadas, exceto pedúnculo dos fêmures, amarelados; revestidas por pubescência amarelo-esbranquiçada.

Urosternitos castanho-amarelados com lados castanho-escuros; revestidos por pubescência branco-amarelada e sem pontos.

Dimensões em mm: Comprimento total, 5,4; comprimento do protórax, 1,1; maior largura do protórax, 1,6; comprimento do élitro, 3,9; largura umeral, 1,9.

Material-tipo: Holótipo macho, BRASIL, Amazonas: Manaus (ZF2 km 14, Torre, 40 m, 03º35'21"S, 60º06'55"W), 18-21.V.2004, J.A. Rafael, F.B. Baccaro, F.F. Xavier Fº & A. Silva Fº col., lençol: luz mista e BLB (INPA).

Discussão: Nesozineus amazonicus sp. nov. assemelha-se a N. clarkei Galileo & Martins, 2007, pelos élitros com declividade apical acentuada e com tegumento amarelado. Difere pelo pronoto sem gibosidades manifestas, pelos lados do metasterno sem pontos e pelos élitros sem faixas estreitas de pubescência branca. Em N. clarkei, o pronoto tem cinco gibosidades, os lados do metasterno têm pontos profundos e os élitros têm faixas estreitas de pubescência branca: duas paralelas, oblíquas dos úmeros até a sutura onde se prolongam até a borda anterior da declividade apical, contornando-a.

Pelos élitros com pubescência que não oblitera o tegumento, também pode ser comparada com N. lineolatus Galileo & Martins, 1996, N. unicolor Martins et al., 2009 e N. apharus Galileo & Martins, 1996 que apresentam o élitro inteiramente castanho-avermelhado. Nesozineus amazonicus sp. nov. distingue-se das três, principalmente, pelo terço apical dos élitros com tegumento mais claro.

Psapharochrus nearnsi sp. nov.
Fig. 2

Etimologia: O nome específico é uma homenagem a Eugenio H. Nearns (University of New México) um dos coletores do holótipo.

Fronte com tegumento castanho-avermelhado revestido por pubescência esparsa e amarelada. Vértice com faixa longitudinal de tegumento avermelhado, ladeada por mancha triangular de pubescência branca que se inicia atrás dos lobos oculares superiores. Restante da cabeça com tegumento preto. Olhos divididos com granulação moderada. Lobos oculares superiores tão distantes entre si quando o dobro da largura de um lobo. Lobos oculares inferiores tão longos quanto as genas. Tubérculos anteníferos não projetados. Escapo clavado, com tegumento preto e pelos brancos e esparsos (20x). Antenômero III preto com pelos brancos nos dois terços basais. Antenômeros IV a VII com anel basal de pubescência branca; restante dos antenômeros falta.

Protórax mais largo do que longo, com espinho aguçado no meio dos lados. Pronoto com tegumento castanho-avermelhado, escurecido sobre as elevações dorsais; tubérculos látero-anteriores constituem carenas finas, iniciadas junto à borda anterior e terminadas um pouco à frente do meio; tubérculo central menos projetado e situado no nível do terço posterior. Região entre as carenas com mancha de pubescência branca próximo da orla anterior; faixa basal, transversal, de pubescência branca interrompida no meio. As porções dorsais dos espinhos laterais do protórax com pequeno tufo de pubescência branca. Partes laterais do protórax com tegumento preto e pubescência branca em quase toda a superfície. Processo prosternal curvo, sem elevações. Escutelo com tegumento preto na borda que é coberta por pubescência preta e, a parte central, com pubescência branco-amarelada.

Élitros com tegumento castanho-avermelhado com áreas de tegumento preto: faixa transversal, com contorno irregular, estreita, no sexto basal, seguida por mancha preta dorsal de contorno irregular e menor que a faixa transversal; faixa mais larga com contorno irregular, oblíqua em sentido descendente da margem para a sutura, localizada no início do terço apical; pontos pretos nas regiões central e apical dos élitros. Abundantes manchas pequenas de pubescência branca nos lados do escutelo, no terço anterior, na região central e na região apical onde três ou quatro se destacam por apresentarem pelos pouco mais longos. Cristas centro-basais dos élitros, evidentes e iniciadas na base; região entre as cristas com pontos ásperos (25x). Extremidades elitrais cortadas em curva pouco profunda e ligeiramente projetadas no ângulo externo.

Profêmures com tegumento preto na clava e avermelhado no pedúnculo. Meso- e metafêmures com tegumento avermelhado e escurecido na ponta. Todos os fêmures com pelos brancos. Tíbias castanho-avermelhadas com anel central de pubescência branca. Protíbias aplanadas e alargadas no terço apical. Protarsômeros I e II pretos, III preto e avermelhado com pubescência esbranquiçada; V com tegumento avermelhado e pubescência branca. Meso- e metatarsos revestidos por pubescência branca.

Face ventral do corpo com tegumento preto; pubescência amarelo-esbranquiçada, em grande parte do metepisterno, na orla posterior dos mesepimeros, pequena mancha no ápice externo do metasterno e manchas nos lados dos urosternitos.

Dimensões em mm: Comprimento total, 15,3; comprimento do protórax, 3,2; maior largura do protórax, 5,6; comprimento do élitro, 11,0; largura umeral, 7,0.

Material-tipo: Holótipo macho, BOLÍVIA, La Paz: San Miguel del Bala ("lodge along" Rio Beni, 14º34,857'S, 67º36,731'W), 24-30.IX.2007, Nearns, Swift & Miller col., UV & MV light (MNKM).

Discussão: Psapharochrus nearnsi pode ser comparado com P. hebes (Bates, 1861), largamente distribuída no Equador, Peru, Brasil (Amazonas) e Guiana Francesa, e P. griseomaculatus (Zajciw, 1971), do Peru, pelas protíbias alargadas e achatadas e o pronoto com elevações. Difere de P. hebes pela disposição dos tubérculos pronotais, pela presença de mancha branca na base e no centro-anterior do pronoto e pela presença de faixa preta, oblíqua, no sexto basal dos élitros. Em P. hebes, os tubérculos látero-anteriores do pronoto são arredondados e não convergentes; o centro do pronoto não tem pubescência branca e não existe a faixa preta perto da base dos élitros.

Separa-se de P. griseomaculatus pela ausência de faixa longitudinal de pubescência branca contínua no pronoto, pela cor do escutelo e pela presença de manchas de pubescência branca, pequenas e irregulares nos élitros. Em P. griseomaculatus, a faixa centro-longitudinal de pubescência branca do pronoto é contínua, o escutelo é revestido por pubescência branca e as manchas brancas dos élitros são muito maiores, algumas perto da base.

Apomecynini

Adetus basalis sp. nov.
Fig. 3

Etimologia: Latim, basalis = basal; alusivo a mancha escura no centro da base dos élitros.

Tegumento acastanhado, por vezes com áreas mais avermelhadas nos élitros. Cabeça com pubescência amarelada, intercalada por pontos grossos, esparsos. Lobos oculares inferiores subiguais à metade do comprimento das genas. Antenas alcançam o meio dos élitros. Antenômeros revestidos por pubescência amarelada; III e IV com faixa de pubescência esbranquiçada na face interna.

Lados do pronoto com faixa de pubescência densa, amarelada e mais esbranquiçada e longa junto à margem interna. Área central do pronoto, com pubescência castanho-amarelada curta, esparsa, não acoberta os pontos grossos e esparsos do disco. Pequena mancha de pubescência branca no centro da margem posterior e na região centro-basal do escutelo.

Processo prosternal com carena transversal; processo mesosternal truncado anteriormente com gibosidade manifesta. Lados do protórax, prosterno, mesosterno e centro do metasterno revestidos por pubescência amarelada. Mesepimeros, mesepisternos, metepisternos e lados do metasterno com pontos grossos, entremeados por pubescência amarelada e pequenas manchas de pubescência esbranquiçada.

Élitros com faixa de pubescência amarelada, em continuação àquela do pronoto, nos lados do terço basal, levemente curvada para o centro, contrastante com o tegumento escuro na região centro-basal dos élitros; essa região escura, com pubescência castanho-escura, muito curta e com pontos grossos e esparsos. Restante da superfície elitral com pilosidade amarelada e pequenas manchas esparsas de pubescência esbranquiçada e uma maior no dorso depois do meio exceto mancha apical preta bordejada por faixa estreita, curvilínea de pubescência esbranquiçada.

Pernas com pubescência amarelada; fêmures com pontos pequenos, contrastantes; tíbias engrossadas.

Urosternitos revestidos por pubescência amarelada, com pequenas manchas brancas, esparsas. Lados dos urosternitos II-IV com manchas subarredondadas, escuras e pequenas manchas brancas na borda interna.

Dimensões em mm: Comprimento total, 9,6-11,1; comprimento do protórax, 2,3-2,5; maior largura do protórax, 2,5-3,0; comprimento do élitro, 7,0-8,2; largura umeral, 3,1-3,3.

Material-tipo: Holótipo macho, Bolívia, Santa Cruz: Buena Vista (Hotel Flora & Fauna, 4-6 km SSE de Buena Vista) 20-31.V.2003, R. Clarke col. (MNKM). Parátipos – Santa Cruz: Buena Vista (Hotel Flora & Fauna, 4-6 km SSE de Buena Vista), macho, 13-16.XI.2003, J. Wappes, Morris & Nearns col. (MZUSP); La Paz: Parque Nacional Madidi, (14º30'62"S, 68º29'52"W, 243 m), macho, 24-30.IX.2007, I. Swift, E. Nearns & K. Miller col. (ACMS).

Discussão: Adetus basalis sp. nov. pode ser comparada com A. analis (Haldeman, 1847), que tem distribuição muito ampla (México a Argentina); ambas têm lobos inferiores dos olhos mais curtos que as genas, lados do terço anterior dos élitros com faixa de pubescência amarelada em continuação àquela do pronoto e faixa branca estreita e contínua na borda anterior da mancha apical escura dos élitros. Adetus basalis sp. nov. distingue-se pela pubescência no centro do pronoto castanho-amarelada, curta, rala, evidenciando os pontos grossos e esparsos; pela pubescência nos lados do pronoto, que se continua pelos lados dos élitros no terço basal, mais longa e esbranquiçada na borda interna e pela presença de área enegrecida na região centro-basal dos élitros. Em A. analis, a pubescência no centro do pronoto é amarelada, mais longa, mais densa e os pontos são mais finos e por vezes acobertados pela pubescência; a pubescência lateral do pronoto que se continua pelos lados dos élitros no terço basal é inteiramente amarelada e mais curta.

Adetus basalis sp. nov. difere de A. cacapira Martins & Galileo, 2005, também procedente da Bolívia, pela área escura na base dos élitros, pela faixa amarelada no terço basal dos élitros em continuação a do pronoto, pela mancha de pubescência branca no terço posterior dos élitros reduzida e pela mancha preta do ápice dos élitros estreitamente bordeja de branco. Em A. cacapira base dos élitros não tem área escura, a metade anterior dos élitros não tem faixas laterais e apresenta pequenas máculas de pubescência amarelada, no dorso do terço posterior a mancha de pubescência é amarelada e maior e a faixa que bordeja a mancha preta do ápice é mais larga.

Palpicrassus Galileo & Martins, 2007

Palpicrassus Galileo & Martins, 2007: 350.

O gênero Palpicrassus foi originalmente descrito na tribo Pteropliini. Segundo Breuning (1961) os Pteropliini apresentam como uma de suas características: "Tibias intermédiaires sans sillon dorsal et sans tubercule médian proéminent."

Palpicrassus paulistanus Galileo & Martins, 2007, tem tíbias médias com sulco, enquanto em Pteropliini são desprovidas de sulco. Assim, o gênero fica melhor situado em Apomecynini, cujas mesotíbias têm sulco. Além disso, Palpicrassus assemelha-se a Euteleuta Bates, 1885, cuja espécie-tipo é E. laticauda Bates, 1885, pelas antenas franjadas de pelos densos e extremidades dos élitros com modificações (expandidas lateralmente e mais largas do que os élitros, transversalmente truncadas ou espinhosas e com faixa transversal ante-apical clara ou escura).

Palpicrassus distingue-se de Pseudepectasis Breuning, 1940 pelas antenas densamente franjadas, pelos élitros com pontos desordenados, pelas extremidades dos élitros cortadas em curva com espinho externo. Em Pseudepectasis, as antenas são esparsamente franjadas, os élitros têm três séries longitudinais de pequenos grânulos e as extremidades elitrais são obliquamente truncadas e fortemente projetadas em espinho no lado externo.

Palpicrassus inexpectatus sp. nov.
Fig. 4

Etimologia: Latim, inexpectatus = inesperado.

Cabeça com tegumento acastanhado. Fronte mais larga do que longa, revestida por pilosidade branco-amarelada em toda a superfície. Último artículo dos palpos maxilares fusiforme e robusto. Olhos com granulações de tamanho médio. Lobos oculares superiores mais próximos entre si do que a largura de um lobo. Antenas castanhas atingem a extremidade dos élitros no ápice do antenômero VIII. Escapo cilíndrico e robusto, pouco mais longo que o antenômero III. Antenômero III mais curto que o IV que é aproximadamente tão longo quanto o escapo. Antenômeros III a XI com franja interna de pelos, muito densa, principalmente nos flagelômeros basais.

Protórax com tegumento acastanhado revestido por densa pilosidade branco-amarelada; dois pequenos pontos látero-basais glabros. Lados do protórax apenas abaulados no meio. Pronoto sem tubérculos. Esternos torácicos revestidos por pubescência branco-amarelada. Escutelo coberto por pubescência amarelada.

Élitros com tegumento castanho-avermelhado, menos numa faixa oblíqua em sentido descendente, da sutura para a margem, situada antes do ápice, onde o tegumento é preto; da base até a faixa preta dos élitros, revestidos por pubescência esbranquiçada curta, sem pontos contrastantes entremeados; faixa estreita de pubescência amarelada junto à margem anterior da faixa preta ante-apical. Extremidades elitrais cortadas em curva com espinho externo largo; a margem da truncadura revestida por pelos amarelados.

Pernas revestidas por pubescência amarelada. Fêmures enegrecidos na metade inferior e avermelhados na metade superior.

Urosternitos I a IV revestidos por pubescência esbranquiçada com uma faixa centro-longitudinal, estreita e desnuda. No parátipo, esta faixa não está indicada.

Dimensões em mm: Comprimento total, 11,4-13,7; comprimento do protórax, 2,1-2,5; maior largura do protórax, 2,3-2,6; comprimento do élitro, 8,2-10,3; largura umeral, 3,0-3,6.

Material-tipo: Holótipo macho, BOLÍVIA, Santa Cruz: Bermejo (4 km N, Refúgio los Volcanes, 18º06'S, 63º36'W, 1.000 m), 16-21.X.2007, J. Wappes & A. Cline col. (MNKM). Parátipo macho, Santa Cruz: Protrerillos del Guendá (17º40,26'S, 63º27,44'W), 05-20.XI.2004, B. Dozier col. (ACMS).

Discussão: Palpicrassus inexpectatus sp. nov. difere de P. paulistanus pela pubescência do pronoto unicolor; pela franja interna de pelos mais longos que a largura dos antenômeros; pela pubescência dos élitros não entremeada por pontos contrastantes; pela faixa preta ante-apical dos élitros oblíqua; pelo metasterno e urosternitos sem pontos. Em P. paulistanus, o pronoto tem pubescência de duas cores, a pubescência elitral é entremeada por pontos contrastantes pequenos, os pelos da franja interna dos antenômeros são tão longos quanto à largura dos antenômeros e o metasterno e os urosternitos são pontuados.

Compsosomatini

Aerenea panamensis sp. nov.
Fig. 5

Etimologia: Nome específico refere-se ao país de origem.

Tegumento castanho-alaranjado. Fronte com pubescência castanho-amarelada e faixas paralelas, próximas, transversais de pubescência esbranquiçada, que se continuam pelos tubérculos anteníferos e pela face exterior do escapo. Vértice côncavo, com pubescência castanho-amarelada. Lobos oculares superiores com cinco fileiras de omatídios. Lobos oculares inferiores apenas mais longos que as genas. Antenas ultrapassam o ápice elitral aproximadamente na base do antenômero IX. Escapo clavado, engrossado nos dois terços apicais. Antenômero XI apendiculado. Antenômeros IV a XI acastanhados; terço basal amarelado numa faixa oblíqua cuja borda tem pubescência esbranquiçada.

Protórax com tubérculos laterais aguçados e proeminentes. Partes laterais do protórax com pubescência acastanhada que também invade os lados do pronoto. Disco pronotal com pubescência amarelada e alguns pontos, esparsos. Escutelo com pubescência não contrastante com a dos élitros. Tubérculo do processo mesosternal glabro, agudo e projetado anteriormente. Prosterno, lados do mesosterno, mesepimeros, metepimeros, metepisternos e lados do metasterno com pubescência amarelada; centro do metasterno com tegumento acastanhado e pubescência rala. Pontos esparsos nos lados do metasterno.

Élitros com pubescência amarelada e região apical com área acastanhada muito estreita; pontuação grossa, esparsa e acastanhada, contrastante com o restante da superfície e intercalada por pontos finos e acobertados pela pubescência; pontos da base tuberculados.

Fêmures acastanhados com pubescência amarelada no terço apical dos profêmures e na base e no terço apical dos meso- e metafêmures. Tíbias acastanhadas com anéis basal e central de pubescência amarelo-esbranquiçada.

Urosternitos com pubescência amarelada esparsa, rala, apenas mais concentrada nos lados dos urosternitos I-III.

Dimensões em mm: Comprimento total, 8,5; comprimento do protórax, 1,8; maior largura do protórax, 3,0; comprimento do élitro, 6,3; largura umeral, 3,6.

Material-tipo: Holótipo fêmea, PANAMÁ, Chiriqui: Finca Suiza (próximo de Hornito), 07.VII.1997, Wappes & Morris col. (USNM).

Discussão: Aerenea panamensis sp. nov., pela chave de Monné (1980), é discriminada junto com A. albilarvata Bates, 1866, pelos élitros sem carenas e declividade basal sem área escura, pela fronte com faixa transversal de pubescência esbranquiçada e pelos lados do pronoto com pubescência acastanhada contrastante com o restante da superfície. Difere de A. albilarvata pela fronte com duas faixas transversais, paralelas, de pubescência esbranquiçada que se projetam para o escapo; pelo antenômero XI apendiculado, pelos élitros sem faixa transversal de pubescência branco-acinzentada; pela pontuação elitral grossa, esparsa e contrastante e pela região ante-apical acastanhada.

Em A. albilarvata, a fronte tem duas faixas transversais de pubescência esbranquiçada projetadas pelas margens externas para o escapo e para as genas, o antenômero XI não é apendiculado, os élitros apresentam no começo do terço posterior faixa de pubescência branco-acinzentada larga, transversal, com as bordas irregulares; a pontuação elitral é fina, densa e acobertada pela pubescência, a região apical dos élitros é concolor com o restante da superfície.

Difere de A. impetiginosa Thomson, 1868 pela presença de faixas de pubescência branca na fronte e pela pubescência dos lados do protórax acastanhada. Em A. impetiginosa, a fronte não tem faixas de pubescência branca e os lados do protórax não têm pubescência acastanhada.

Cyrtinini

Cyrtinus meridialis sp. nov.
Fig. 6

Etimologia: Latim, meridialis = meridional, do sul.

Cabeça castanho-amarelada na fronte e entre os tubérculos anteníferos, mais acastanhada no vértice. Fronte mais larga que longa. Fronte e vértice com pontos grossos, esparsos; pubescência esbranquiçada, esparsa. Genas levemente expandidas para o lado externo e com estrias transversais. Antenas ultrapassam o ápice elitral na base do antenômero IX; artículos intumescidos no ápice. Escapo castanho-amarelado com a base mais clara. Pedicelo castanho-amarelado com a metade apical acastanhada. Antenômeros III a VIII castanho-amarelados com o terço basal acastanhado; IX e X acastanhados com anel basal amarelado e XI inteiramente acastanhado.

Protórax castanho-avermelhado; constrição basal acentuada. Pronoto convexo sem gibosidades; finamente pontuado (pontos quase imperceptíveis no dorso) e microesculturado nos lados; fileira transversal de pelos escamiformes, brancos, na constrição basal, afastada da margem posterior e interrompida na região central. Escutelo pubescente. Prosterno e mesosterno castanho-amarelados. Lados do metasterno com pontos esparsos.

Élitros castanho-avermelhados; faixa castanho-amarelada, estreita, transversal, na declividade basal. Cada élitro com bossa centro-basal; terço basal dos élitros com pontos grossos, esparsos; com depressão transversal larga à frente do meio; faixa estreita, transversal, de pelos escamiformes, brancos, próximo da orla posterior na faixa castanho-amarelada; dois terços apicais dos élitros com tegumento liso, brilhante e com alguns pontos esparsos atrás da depressão.

Coxas, face ventral dos fêmures e tarsômeros I a III, castanho-amarelados. Fêmures lisos com pelos curtos, esbranquiçados, restritos a face superior. Urosternitos castanho-avermelhados nos lados e castanho-amarelados no centro; lados dos urosternitos pontuados.

Dimensões em mm: Comprimento total, 2,7; comprimento do protórax, 0,7; maior largura do protórax, 0,6; comprimento do élitro, 1,7; largura umeral, 0,8.

Material-tipo: Holótipo fêmea, BOLÍVIA, Santa Cruz: Buena Vista (4-6 km SSE, Hotel Flora e Fauna), 14-16.X.2000, Wappes & Morris col. (MNKM).

Discussão: Entre as espécies de Cyrtinus procedentes da América do Sul, C. meridialis sp. nov. assemelha-se a C. araguaensis Howden, 1973, discriminada no item 2 da chave para as espécies venezuelanas (Joly & Rosales, 1990), pelas pequenas dimensões (não atingem 3 mm) e pelos tubérculos cônicos na base dos élitros. Cyrtinus meridialis distingue-se, principalmente, pelo terço basal dos élitros pontuados. Em C. araguaensis, a pontuação dos élitros está restrita a duas fileiras de pontos grossos, uma a cada lado da gibosidade basal. Pelo padrão de colorido, C. meridialis pode ser comparada com C. melzeri Martins & Galileo, 2009, mas distingue-se pela fronte castanho-amarelada; pela gibosidade basal dos élitros larga e pelos fêmures em grande parte lisos. Em C. melzeri a fronte é castanho-avermelhada não contrastante com o restante do tegumento da cabeça, a gibosidade basal dos élitros é bem projetada e subacuminada e os fêmures são inteiramente pubescentes.

Mauesini

Mauesia submetallica sp. nov.
Fig. 7

Etimologia: Latim, sub = sob; metallicus = metálico; alusivo ao reflexo verde-metálico nos élitros.

Cabeça microesculturada, amarelada com faixa preta atrás dos lobos oculares superiores. Fronte e região entre os tubérculos anteníferos, côncavas. Olhos divididos; distância entre os lobos oculares superiores igual ao quádruplo da largura de um lobo. Antenas pretas com anel basal estreito, amarelado, nos antenômeros IV a VII (demais artículos faltam). Antenômeros III e IV subiguais em comprimento com franja interna de pelos longos.

Protórax com os lados pretos e tubérculo lateral manifesto, subtriangular, atrás do meio e gibosidade arredondada junto ao estreitamento da orla anterior. Pronoto amarelado com duas faixas largas, laterais, pretas; revestido por pubescência esbranquiçada; sem pontos evidentes. Escutelo amarelado e pubescente. Prosterno, mesosterno e maior parte do metasterno amarelados; mese- e metepimeros, mese- e metepisternos e faixa estreita no metasterno junto ao metepisterno, pretos. Esternos torácicos revestidos por pubescência esbranquiçada, esparsa.

Élitros pretos, com mancha umeral no dorso e faixa transversal no terço apical, de tegumento amarelado; a faixa transversal projeta-se anterior e posteriormente na declividade lateral dos élitros; sobre as partes pretas, reflexos metálico-esverdeados, conforme incidência da luz. Pontuação grossa e gradativamente mais esparsa em direção ao ápice. Faixa de pubescência esbranquiçada ao longo da sutura e outras duas faixas, paralelas e estreitas sobre o tegumento preto do meio dos élitros. Ápices elitrais arredondados.

Metade basal dos fêmures amarelada e metade apical, preta; tíbias pretas; tarsômeros I-IV amarelados, V preto.

Urosternitos castanho-avermelhados com a orla apical preta; urosternito I com mancha central amarelo-clara; V com linha centro-longitudinal preta.

Dimensões em mm: Comprimento total, 8,3; comprimento do protórax, 1,5; maior largura do protórax, 2,1; comprimento do élitro, 5,9; largura umeral, 2,5.

Material-tipo: Holótipo fêmea, BRASIL, Amazonas: Japurá (01º45'20"S, 67º36'50"W), VIII.2005, Aquino col., Malaise (INPA).

Discussão: Mauesia submetallica sp. nov. assemelha-se a M. bicornis Julio, 2003 e M. acorniculata Julio, 2003, ambas procedentes do Amazonas, pelo colorido dos élitros pretos com região umeral e faixa transversal no terço apical, amareladas. Estas espécies estão discriminadas no item 2 da chave de Moysés & Galileo (2009). Mauesia submetallica sp. nov. difere de ambas pelo tegumento preto dos élitros com reflexos verde-metálicos, visíveis conforme a incidência da luz. Também se distingue de M. bicornis, pelos lados do protórax e do pronoto inteiramente pretos; pela base dos élitros com mancha amarelada na região dorsal dos úmeros e pelos tarsômeros I-IV amarelados e o V preto. Em M. bicornis, a faixa dos lados do pronoto é estreita e não chega a tocar o espinho lateral do protórax; os lados da região basal dos élitros têm mancha amarelada nos úmeros e nos lados do quarto basal e os tarsômeros são amarelados. Em M. acorniculata, o escapo é preto com mancha amarelada no lado interno da metade apical e a faixa preta nos lados do pronoto atinge a margem anterior.

Xenofreini

Xenofrea diagonalis sp. nov.
Fig. 8

Etimologia: Latim, diagonalis = oblíquo, diagonal; referente à faixa no quarto apical dos élitros.

Tegumento castanho-escuro. Fronte e genas revestidas por pubescência branca, exceto em pequena região atrás dos lobos oculares inferiores. Pontuação da cabeça não aparente, exceto alguns pontos grossos a cada lado dos tubérculos anteníferos. Distância entre os lobos oculares superiores igual a 1,5 vezes a largura de um lobo. Lobos oculares inferiores mais longos que as genas. Antenas apenas ultrapassam o ápice elitral. Escapo com pubescência branca na face ventral e amarelada na dorsal; restante dos antenômeros com pubescência esbranquiçada rala. Protórax com tubérculo lateral no meio. Pronoto revestido por pubescência branco-amarelada, curta, esparsa e uniforme; nos lados do terço posterior escassa pubescência amarelada. Pontuação do pronoto com pontos pequenos, esparsos nos adelgaçamentos e ao redor dos tubérculos que são apenas projetados. Metasterno com sulco profundo no terço posterior.

Cada élitro com áreas (Fig. 8): (1) no quarto basal, pubescência esbranquiçada muito esparsa, delimitada posteriormente pela faixa oblíqua de pubescência alaranjada; (2) faixa oblíqua larga de pubescência esbranquiçada antes do meio bordejada por faixa de pubescência alaranjada; (3) área em "V" deitado de pubescência acastanhada que envolve área lateral de pubescência esbranquiçada e circundada por faixa estreita de pubescência alaranjada; (4) quarto apical com pubescência esbranquiçada delimitada anteriormente por faixa oblíqua de pubescência alaranjada. Extremidades elitrais arredondadas.

Face ventral com pubescência esbranquiçada longa. Fêmures com pubescência esbranquiçada na face ventral e amarelada na dorsal.

Dimensões em mm: Comprimento total, 10,0; comprimento do protórax, 2,1; maior largura do protórax, 3,5; comprimento do élitro, 7,4; largura umeral, 4,2.

Material-tipo: Holótipo fêmea, BRASIL, Roraima: Porto Velho (Parque Ecológico), 19.V.2009, sem nome do coletor, armadilha de Malaise (MZUSP).

Discussão: Xenofrea diagonalis sp. nov., pelo padrão de colorido dos élitros com pubescência esbranquiçada e faixas de pubescência alaranjada, pode ser comparada com X. durantoni Néouze & Tavakilian, 2005. Distingue-se pela pubescência branca da cabeça; pela faixa oblíqua do quarto basal ao meio dos élitros que se estende da margem até a sutura; pela faixa ocelar lateral que não toca a sutura e pela faixa no quarto apical, oblíqua da sutura para a margem.

Em X. durantoni, a pubescência da cabeça é amarelada, distribuída na fronte, ao redor dos olhos e nas genas; a faixa oblíqua de pubescência alaranjada, no quarto basal ao meio dos élitros, não alcança a sutura; a faixa ocelar lateral toca a sutura e a faixa ante-apical é subtransversal.

 

AGRADECIMENTOS

A James Wappes (ACMS) e Augusto Henriques (INPA) pelo envio de material para estudo. A Eleandro Moysés (Bolsista BIC/CNPq/FZB) pela execução e tratamento das fotografias. Ao CNPq e FAPEAM pelo auxílio financeiro ao Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) projeto "Amazonas: diversidade de insetos ao longo de suas fronteiras (Processo 1437/207)" coordenado por José Albertino Rafael (INPA). A Alexandre de Almeida e Silva, Universidade Federal de Rondônia, Porto Velho, pela doação de holótipo para o MZUSP.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em: 09.09.2010
Aceito em: 09.11.2010
Impresso em: 10.12.2010

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