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Papéis Avulsos de Zoologia

Print version ISSN 0031-1049

Pap. Avulsos Zool. (São Paulo) vol.51 no.23 São Paulo  2011

https://doi.org/10.1590/S0031-10492011002300001 

Representatividade do gênero Lopesia Rübsaamen (Diptera, Cecidomyiidae) no Brasil

 

 

Valéria Cid MaiaI,II; Sharlene Ascendino Horácio da SilvaI

IMuseu Nacional, UFRJ. Quinta da Boa Vista, São Cristóvão, CEP 20940-040, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
IIE-mail: maiavcid@acd.ufrj.br

 

 


RESUMO

Vinte e três espécies de Lopesia Rübsaamen (Diptera, Cecidomyiidae) são conhecidas, todas como indutoras de galhas. A maioria das espécies é Neotropical, também com distribuição Neártica, Afrotropical e Australasiana. A diversidade do gênero no Brasil é avaliada com base na literatura e dados da coleção de Cecidomyiidae do Museu Nacional, Rio de Janeiro. O gênero está representado no Brasil por 23 espécies (18 descritas e 5 não determinadas), o que corresponde a 78% do total de espécies descritas e 95% da fauna neotropical fauna. Estes dados mostram que o gênero é representado no Brasil. A maioria das espécies (78%) induz galhas foliares. Gema e caule foram outros órgãos vegetais galhados. As espécies estão associadas a dez famílias botânicas, sendo mais comuns em Burseraceae, Clusiaceae e Fabaceae. A maior parte foi coletada em Mata Atlântica, principalmente em restinga, e o Rio de Janeiro suporta o maior número de espécies registradas. A distribuição geográfica de três espécies é ampliada.

Palavras-Chave: Distribuição geográfica; Riqueza; Galha; Planta-hospedeira.


ABSTRACT

Twenty-three species of Lopesia Rübsaamen (Diptera, Cecidomyiidae) are known, all as gall inducers. Most part is Neotropical, also represented in the Nearctic, Afrotropical, and Australasian. The diversity of the genus in Brazil is surveyed based on literature and data from the Cecidomyiidae collection of Museu Nacional, Rio de Janeiro. The genus is represented in Brazil by 23 species (18 described and 5 not determined), which means 78% of the total of the described species and 95% of the Neotropical fauna. These data show that Lopesia is a well represented genus in Brazil. The majority of the species (78%) induces leaf galls, bud and stem are other galled plant organs. The species are associated with ten plant families, being more common on Burseraceae, Clusiaceae, and Fabaceae. Most part was collected in Atlantic Forest, mainly in "restinga" areas, and Rio de Janeiro supports the greatest number of recorded species. The geographic distribution of three species is widened.

Key-Words: Geographic distribution; Richness; Gall; Host-plant.


 

 

INTRODUÇÃO

Lopesia Rübsaamen, 1908 (Diptera, Cecidomyiidae) tem distribuição principalmente neotropical, com ocorrência também nas regiões Neártica, Afrotropical e Australasiana. Inclui 23 espécies descritas no mundo, todas indutoras de galhas. No Brasil, o gênero está representado por 23 espécies (18 descritas e 5 não determinadas) (Gagné, 2010; Fernandes et al., 2010; Gagné, 1994). Os adultos são facilmente reconhecidos pelas seguintes características morfológicas: asas com 3,0 a 4,5 mm de comprimento; veia R5 curva na junção com Rs; Rs situada próximo à metade do comprimento de R1; garras tarsais geralmente com um dente adicional; machos geralmente com flagelômeros binodais e tricircunfilares; fêmeas com pós-abdômen curto e cercos com muitas cerdas curtas; larvas com papilas terminais com cerda curta, a maioria corniforme e cada uma em uma projeção terminal (Gagné & Marohasy, 1993; Gagné, 1994).

No Brasil, há vários registros de espécies de Lopesia em diferentes biomas e localidades, algumas identificadas em espécie e outras não determinadas. Os objetivos desse trabalho são avaliar a representatividade do gênero no Brasil, determinar em quais órgãos vegetais as espécies de Lopesia induzem galhas, inventariar as plantas hospedeiras, verificar a riqueza de espécies por bioma e atualizar a distribuição geográfica de seus representantes no Brasil.

 

MATERIAL E MÉTODOS

A coleção de Cecidomyiidae do Museu Nacional (a única de referência para a família no país) foi examinada à procura de exemplares do gênero e, concomitantemente, foi realizado um levantamento bibliográfico utilizando Lopesia e Brasil/Brazil como palavras chaves com base na "Web of Science". Foi dada ênfase as seguintes informações: planta hospedeira, órgão vegetal de ocorrência da galha, espécie galhadora, fases conhecidas do ciclo evolutivo, bioma (definido a partir das localidades de coleta) e distribuição geográfica. As informações obtidas a partir da literatura basearam-se nas seguintes publicações: Fernandes et al., 2010; Gagné, 2010; Madeira et al., 2002; Maia, 2001, 2004, 2007; Maia & Fernandes, 2004; Maia et al., 2002a; 2002b; 2008; 2010; Narahara et al., 2004; Oliveira & Maia, 2004 e Rodrigues & Maia, 2010.

 

RESULTADOS

Lopesia está representado no Brasil por 23 espécies (Tabela 1), 18 descritas e 5 não determinadas. A maioria induz galhas em folhas (n = 18; 78%); quatro induzem galhas nas gemas (18%) e apenas uma espécie induz galhas no caule (4%) (Fig. 1). A complexidade estrutural das galhas foliares é variada: 13 são simples (caracterizadas apenas pela intumescência dos tecidos já existentes) e cinco são complexas (resultando em neoformações). As galhas das gemas são complexas e a caulinar simples. Todas as galhas, independentemente da complexidade estrutural, são uniloculares e abrigam uma única larva galhadora.

 

 

As galhas foram representadas em diferentes tipos morfológicos: globóide, globosa, circular (diferenciando-se da globosa por apresentar pouco volume), elíptica, cônica, discóide, ovóide, enrolamento da margem foliar (também comumente referido como borda enrolada) e espessamento da nervura foliar e/ou pecíolo (fusiforme). A descrição morfológica da galha associada à espécie da planta hospedeira permite uma rápida identificação das espécies galhadoras. O gênero ocorreu em dez famílias botânicas, com destaque para as Clusiaceae, Fabaceae e Burseraceae por apresentar maior número de espécies associadas (quatro cada uma, cerca de 17%) (Fig. 2).

 

 

As espécies foram registradas em diferentes biomas e ecossistemas: mata atlântica (floresta ombrófila densa e restinga), cerrado (campos rupestres), caatinga e floresta amazônica (campina), revelando flexibilidade das espécies a diferentes condições bióticas e abióticas. Dezessete espécies foram coletadas em Mata Atlântica (74%), sendo 14 exclusivas (61%) e nove em outros biomas (39%). Especificamente em áreas de restinga foram encontradas 15 espécies (65%), sendo 12 exclusivas (65%); na floresta ombrófila densa foram coletadas cinco espécies (22%), sendo duas exclusivas. Seis espécies (26%) foram coletadas em campos rupestres, sendo três exclusivas (13%); duas em caatinga (8,7%), ambas exclusivas e uma em campina (4%), exclusiva (Fig. 3). Três espécies (L. caulinares, L. elliptica e L. similis) ocorreram em dois biomas distintos: Mata Atlântica e Cerrado (campos rupestres), sendo que duas primeiras estão assinaladas para dois ecossistemas da Mata Atlântica (restinga e floresta ombrófila densa) e L. similis apenas para um (restinga). As demais espécies apresentaram ocorrência mais restrita (em um único bioma). L. linearis com ocorrência exclusiva na Mata Atlântica foi registrada tanto em áreas de restinga como de floresta ombrófila densa.

 

 

O gênero teve registro em sete estados do Brasil: Amazonas, Pernambuco, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina, com destaque para o Rio de Janeiro com 13 espécies assinaladas (Fig. 4). A região sudeste destaca-se pelo maior número de registros (13 no RJ, 6 em SP, 6 em MG e 1 no ES). As demais regiões (Norte, Nordeste e Sul) somam apenas quatro registros. Para a região Centro-Oeste não há registros conhecidos. Na região Norte, há um registro da Amazônia, no Nordeste, dois de Pernambuco e no Sul, um em Santa Catarina. Os demais estados representam lacunas de informação. Algumas espécies têm ocorrência assinalada em mais de um estado da região Sudeste: duas ocorrem em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, outras duas no Rio de Janeiro e em São Paulo, uma em Minas Gerais e no Rio de Janeiro e outra no Espírito Santo e Rio de Janeiro. Uma única espécie foi registrada em estados de diferentes regiões: Rio de Janeiro (região Sudeste) e Santa Catarina (região Sul).

 

 

Das 23 espécies registradas para o Brasil, 18 estão identificadas em nível específico (78%) e cinco permanecem indeterminadas (22%). Essas últimas provavelmente correspondem a espécies novas em função da alta especificidade dos galhadores em relação à planta hospedeira e ao órgão de ocorrência da galha. As espécies identificadas representam 78% do total de espécies conhecidas e cerca de 95% da fauna Neotropical, mostrando a alta representatividade do gênero no Brasil (Tabela 2). Das 18 espécies brasileiras, 83% possuem macho, fêmea, pupa e larva descritos e a larva de apenas três espécies permanecem desconhecidas (Tabela 3).

 

 

 

 

Maia & Fernandes (2004) registraram três espécies não determinadas de Lopesia em Minas Gerais, duas em Calophyllum sp. (Clusiaceae) e uma em Protium heptaphyllum (Burseraceae). Estes registros foram incluídos na Tabela 1 como Lopesia elliptica, Lopesia caulinaris e Lopesia similis, espécies que tiveram então sua distribuição geográfica ampliada para o Estado de Minas Gerais.

 

DISCUSSÃO

A maior incidência das espécies em folhas corroborou o padrão mundial apresentado por Felt (1940) e confirmado por Mani (1964), Maia (2001), Urso-Guimarães et al. (2003), Fernandes & Negreiros (2006) e Maia et al. (2008), provavelmente porque as folhas representam um recurso abundante e freqüente (Maia et al. 2008).

As famílias de planta com maior riqueza de galhas diferiram bastante em riqueza de espécies botânicas. As Burseraceae compreendem 450 espécies em 18 gêneros e têm distribuição principalmente pantropical. No Brasil, estão representadas por 60 espécies em sete gêneros (Souza & Lorenzi, 2005). As Clusiaceae, família primariamente tropical, contêm cerca de 1.600 espécies em 37 gêneros (Gustafsson, 2002). As Fabaceae são consideradas a terceira família botânica mais especiosa do mundo, compreendendo cerca de 19.350 espécies em mais de 700 gêneros. No Brasil, ocorrem cerca de 1.500 espécies em 175 gêneros (Souza, 2008). As duas primeiras constituem famílias bem menos diversificadas que as Fabaceae, indicando que a riqueza de galhas, no caso de Lopesia, parece não estar relacionada positivamente à riqueza de espécies da família de planta hospedeira. No entanto, como o conhecimento atual da fauna de Cecidomyiidae no Brasil ainda é incipiente, seria prematuro estabelecer um padrão geral de relação do gênero Lopesia com as plantas hospedeiras.

Segundo Houard (1933), as Fabaceae representam a família de planta com maior diversidade de galhas nos neotrópicos, com 180 zoocecídeas; as Burseraceae ocupam o quinto lugar com 50 morfotipos asinalados; já as Clusiaceae, em 22º lugar, suportam um número bem menos expressivo de galhas (12) e surpreendem como uma das famílias botânicas com maior número de galhas de Lopesia.

A distribuição das espécies pelos biomas, ecossistemas e estados do Brasil reflete as áreas de atuação de especialistas, que são encontrados mais na região sudeste e mata atlântica, revelando uma descontinuidade espacial das informações e indicando a necessidade de esforços de coletas nas áreas para as quais não há qualquer registro assinalado.

O número de espécies não descritas indica que o gênero é mais diversificado do que aparenta, dada a diversidade não explorada de galhas e corrobora sua distribuição principalmente neotropical.

 

CONCLUSÃO

Lopesia é um gênero de cecidomiídeos galhadores com distribuição principalmente Neotropical, tendo alta representatividade no Brasil, com 78% do total de espécies conhecidas e cerca de 95% da fauna Neotropical. As espécies induzem galhas principalmente em folhas e a complexidade estrutural das galhas é variada. Estão associadas a diversas famílias de planta, com destaque para as Burseraceae, Clusiaceae e Melastomataceae. Distribuem-se em variados biomas, sendo mais freqüentemente registradas na Mata Atlântica, em áreas de restinga. A distribuição das espécies concentra-se na região Sudeste, refletindo a área de maior atuação de especialistas.

 

AGRADECIMENTO

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico pelas bolsas de produtividade (VCM, Proc. 372060/2011-0) e apoio técnico à Pesquisa (SAHS, Proc. 372060/2011-0).

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em: 22.07.2011
Aceito em: 12.09.2011
Impresso em: 30.09.2011

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