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Papéis Avulsos de Zoologia

Print version ISSN 0031-1049

Pap. Avulsos Zool. (São Paulo) vol.53 no.31 São Paulo  2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0031-10492013003100001 

O gênero Leptostylus LeConte na Guiana Francesa (Coleoptera, Cerambycidae)

 

 

Miguel A. MonnéI,II; Marcela L. MonnéI; Gerard L. TavakilianIII

IMuseu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Quinta da Boa Vista s/n, CEP 20940-040, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Pesquisador CNPq
IIE-mail: monne@uol.com.br
IIIAntenne IRD, Entomologie, Département de systématique et évolution. Muséum National d'Histoire Naturelle, 45 rue Buffon, F-75005, Paris, França. E-mail: tava@mnhn.fr

 

 


RESUMO

Novas espécies descritas: Leptostylus soukai sp. nov., L. candidus sp. nov., ambas da Guiana Francesa e L. melasmus sp. nov. da Guiana Francesa e Brasil (Amazonas). L. plautus Monné & Hoffmann, 1981 é registrada pela primeira vez para Brasil (Amapá). Chave para espécies de Leptostylus da Guiana Francesa é fornecida.

Palavras-chave: Acanthocinini; Descrições; Lamiinae; Taxonomia.


ABSTRACT

The genus Leptostylus LeConte in French Guiana (Coleoptera, Cerambycidae). New species described: Leptostylus soukai sp. nov., L. candidus sp. nov., both from French Guiana; and L. melasmus sp. nov. from French Guiana and Brazil (Amazonas). Brazil (Amapá) represents a new country record for L. plautus Monné & Hoffmann, 1981. A key to species of Leptostylus from French Guiana is included.

Key-words: Acanthocinini; Descriptions; Lamiinae; Taxonomy.


 

 

INTRODUÇÃO

O gênero Leptostylus LeConte, 1852 com 76 espécies descritas (Monné, 2005) ocorre predominantemente no México e na América Central. Na América do Sul são conhecidas 15 espécies (Monné, 2005), revisadas e ilustradas em 1981 (Monné & Hoffmann). Nesta contribuição descrevemos novos táxons procedentes da Guiana Francesa e do Brasil, Estado do Amazonas.

 

MATERIAL E MÉTODOS

As abreviaturas usadas no texto e as instituições onde se encontra depositado o material estudado são: IRD, Institut de Recherche pour le Développement, Marselha, França; MNHN, Muséum National d'Histoire Naturelle, Paris, França; MNRJ, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.

 

RESULTADOS

Leptostylus soukai sp. nov. (Fig. 1)

Macho: Cabeça com pubescência castanho-escura. Quatro quintos basais do escapo revestidos com pubescência cinzento-acastanhada, quinto distal e pontos contrastantes com pubescência castanho-escura. Flagelômeros basais castanho-escuros, salpicados de castanho-acinzentado; metade basal dos antenômeros V-X coberta com pubescência cinzento-esbranquiçada; antenômero XI castanho-escuro. Lados do protórax com pubescência cinzento-acastanhada e mancha castanho-escura junto à margem posterior. Pronoto revestido de pubescência densa, cinzento-esbranquiçada, sem máculas de pubescência preta. Metade anterior dos élitros coberta com pubescência acinzentada, metade distal com predominância de pubescência castanha, uma mancha de pubescência preta aveludada de contorno semicircular ocupa a área látero-mediana dos élitros, prolongada anteriormente quase até os úmeros, limitada interiormente por pubescência branca e pequenos tufos de pelos amarelos, parcialmente dispostos em fileiras longitudinais. Fêmures e tíbias cobertas com pubescência branco-acinzentada salpicada de castanho. Cada tíbia com dois anéis castanhos. Tarsômeros basais acinzentados, distais recobertos com pubescência castanho-escura.

As antenas alcançam as extremidades dos élitros no ápice do antenômero VIII. Protórax com tubérculo látero-mediano obtuso. Pronoto com sete elevações obtusas, pouco destacadas, quatro na metade anterior e três mais proeminentes na metade posterior; uma fileira de pontos junto às margens anterior e posterior e pontuação concentrada no meio do disco entre as fileiras anterior e posterior de elevações. Processo prosternal com largura igual a 1/2 de uma cavidade procoxal; processo mesosternal com largura igual a uma cavidade mesocoxal.

Élitros obliquamente emarginados na extremidade, ângulo marginal projetado em dente rombo; no meio da base de cada élitro uma fileira longitudinal de grânulos moderadamente elevados; mancha preta mediana com grânulos setíferos pretos, no restante da superfície elitral com pequenos tufos de pelos amarelos suberetos, mais evidentes na metade distal; pontuação mais densa na metade anterior. Metafêmures com pequena projeção triangular no lado externo do ápice. Urotergito V subtruncado na extremidade distal; urosternito V emarginado em forma de "V"no ápice.

Dimensões em mm, macho: Comprimento total, 9,5-10,7; comprimento do protórax, 1,6-2,2; largura do protórax, 3,4-3,9; comprimento do élitro, 7,0-8,0; largura umeral, 4,4-4,8.

Etimologia: O epiteto é uma homenagem a Pierre Souka, coletor do holótipo.

Material-tipo: Holótipo macho, GUIANA FRANCE-SA, Lysis (station ONF, Office National des Forêts), 01.IX.1989, Pierre Souka col. (MNHN, ex collection IRD). Saül (Eaux Claires), macho, 10.VIII.1994, J. Morati & M. Huet col. (MNHN). Saül (Route de Belizon), pk 3, 2 machos, 12.III.1983, G. Lecourt col. (MNHN, MNRJ).

Discussão: Leptostylus soukai sp. nov. difere de todas as outras espécies do gênero, que ocorrem na Guiana Francesa, pelos metafêmures com pequena projeção triangular no lado externo do ápice.

Leptostylus cretatellus bates, 1863 (Fig. 2)

Leptostylus cretatellus Bates, 1863:102; 1872:236; Monné & Hoffmann, 1981:250, fig. 4; Chemsak et al., 1992:140 (cat.); Maes et al., 1994:41 (distr.); Monné & Giesbert, 1994:249 (cat.); Turnbow et al., 2003:33 (distr.); Monné, 2005:60 (cat.); Wappes et al., 2006:35 (distr.); Hovore, 2006:377 (distr.); Swift et al., 2010:38 (distr.).

Espécie descrita de Óbidos, Pará, Brasil, largamente distribuída na América Central e do Sul. Não foram examinados exemplares provenientes da Guiana Francesa, embora a espécie tenha sido registrada para essa área por Monné & Giesbert (1994).

Material examinado: BRASIL, Pará: Óbidos, 10 machos, 4 fêmeas, VI.1959, F.M. Oliveira col. (MNRJ).

Leptostylus candidus sp. nov. (Fig. 3)

Macho: Cabeça com pubescência castanho-acinzentada. Quatro quintos basais do escapo revestidos com pubescência cinzento-esbranquicada, quinto distal e pontos contrastantes em toda a superfície, com pubescência castanho-escura. Flagelômeros basais castanho-escuros, salpicados de castanho-acinzentado; metade basal dos antenômeros V-X coberta com pubescência cinzento-esbranquiçada; antenômero XI castanho-amarelado. Lados do protórax com mancha preta na metade posterior, prolongada ao longo do terço basal das epipleuras. Pronoto cinzento-esbranquiçado, sem máculas de pubescência preta. Pubescência predominantemente branca cobre os dois quartos intermediários dos élitros, quarto basal com áreas nitidamente amareladas e contrastantes e quarto distal revestido de pubescência castanho-amarelada e pequenas máculas pretas arredondadas. Fêmures e tíbias cobertas com pubescência branco-acinzentada salpicada de castanho, com pontos desnudos contrastantes. Cada tíbia com dois anéis castanhos. Tarsos castanho-escuros.

As antenas atingem o ápice dos élitros na extremidade distal do antenômero VII. Protórax com tubérculo látero-mediano obtuso. Pronoto com sete proeminências obtusas, pouco elevadas, quatro na metade anterior e três na metade posterior; pontuação em fileiras junto às margens anterior e posterior e pontos esparsos no disco. Processo prosternal com sulco longitudinal, largura igual a 1/3 de uma cavidade procoxal; processo mesosternal com largura igual a uma cavidade mesocoxal.

Élitros arredondados na extremidade; os três quartos anteriores com pequenos grânulos ornados com pubescência amarela ou preta dispostos em fileiras longitudinais; pontuação esparsa, mais densa nos três quartos basais. Urotergito V truncado na extremidade distal; urostenito V subarredondado no ápice.

Fêmea: As antenas alcançam o ápice dos élitros na base do antenômero VII; urotergito V arredondado na extremidade distal; urosternito V semicircularmente emarginado no ápice.

Dimensões em mm, macho/fêmea: Comprimento total, 7,7-8,0/8,7-9,5; comprimento do protórax, 1,6-1,6/1,8-2,0; largura do protórax, 2,5-2,5/2.9-3,2; comprimento do élitro, 5,4-5,6/6,2-7,0; largura umeral, 3,1-3,1/3,7-4,2.

Etimologia: Latin candida = da cor branca, referente a cor predominante da pubescência nos élitros.

Material-tipo: Holótipo macho, GUIANA FRAN-CESA, Saut Awali, 08.IV.1983, G. Tavakilian col. (MNHN, ex collection IRD). Crique Plomb, fêmea, 02.IV.1992, G. Tavakilian col. (obtenu par élevage sur tronc nourricier, MNHN, ex collection IRD); macho, fêmea, 03.I.1993, G. Tavakilian col. (obtenu par élevage sur tronc nourricier, MNRJ, ex collection IRD), fêmea, 06.I.1993, G. Tavakilian col. (obtenu par élevage sur tronc nourricier, MNHN, ex collection IRD).

Plantas hospedeiras: Conceveiba guianensis Aublet (Euphorbiaceae), Scott Mori 23672; Sloanea sp. (Elaeocarpaceae), Denis Loubry 1886; Sterculia pruriens K. Schumann (Sterculiaceae), Denis Loubry 1377.

Discussão: Assemelha-se a L. plautus Monné & Hoffmann, separa-se mas difere, além dos caracteres citados na chave, pela região mediana central dos élitros revestida por pubescência branca com brilho sedoso. Em L. plautus a pilosidade elitral é acinzentada.

Leptostylus plautus Monné & Hoffmann, 1981 (Fig. 4)

Leptostylus plautus Monné & Hoffmann, 1981:254, fig. 8; Tavakilian et al., 1997:308, 341-343 (hosp.); Monné, 2001:18 (cat. hosp.); 2005:65 (cat.); Morvan & Morati, 2006:30 (distr.); Touroult et al., 2010:30; Giuglaris, 2012:63 (distr.).

Descrita da Venezuela e registrada para Equador e Guiana Francesa, acrescentamos Brasil (Amapá).

Material examinado: GUIANA FRANCESA, Saül, fêmea, II.1977 (MNRJ). BRASIL, Amapá: Oiapoque (Reserva Indígena do Monge), macho, X.1999, P.R. Magno col. (MNRJ).

Leptostylus melasmus sp. nov. (Fig. 5)

Macho: Cabeça com pubescência castanho-acinzentada. Quatro quintos basais do escapo revestidos com pubescência esbranquiçada, quinto distal e pontos contrastantes com pubescência castanha. Flagelômeros basais castanho-escuros, salpicados de castanho-acinzentado; metade basal dos antenômeros V-X coberta com pubescência cinzento-esbranquiçada; antenômero XI castanho-escuro. Pronoto revestido de pubescência branca com brilho sedoso, uma mancha preto-aveludada no centro da margem posterior, a cada lado uma pequena mácula acinzentada e, junto à margem anterior, três pequenas máculas da mesma cor, pouco destacadas. Élitros predominantemente castanho-acinzentados; a pubescência esbranquiçada recobre o quinto basal e faixa longitudinal estreita que limita dorsalmente a área látero-mediana de pubescência preta; no disco e junto à sutura fileiras longitudinais de pequenos tufos de pelos semieretos.

Fêmures e tíbias cobertas com pubescência branco-acinzentada salpicada de castanho. Cada tíbia com dois anéis castanhos. Tarsos basais acinzentados, distais recobertos com pubescência castanho-escura.

As antenas atingem os ápices dos élitros na extremidade distal do antenômero VII. Protórax com tubérculo mediano obtuso, apenas projetado. Pronoto com sete elevações obtusas, pouco destacadas, quatro na metade anterior e três mais proeminentes na metade posterior; uma fileira de pontos junto às margens anterior e posterior e pontos esparsos no meio do disco. Processo prosternal longitudinalmente sulcado, com largura igual a 1/3 de uma cavidade procoxal; processo mesosternal com largura igual a uma cavidade mesocoxal.

Élitros arredondados na extremidade; no meio da base com curta fileira longitudinal de pequenos grânulos pilosos; pontuação moderadamente densa e profunda na metade anterior. Metafêmures sem projeção espiniforme. Urotergito V subtruncado na extremidade distal; urosternito V arredondado no ápice.

Fêmea: As antenas alcançam os ápices dos élitros na base do antenômero VIII; urotergito V arredondado na extremidade; urosternito V truncado no ápice.

Dimensões em mm, macho/fêmea: Comprimento total, 7,3/7,3-10,0; comprimento do protórax, 1,6/1,2-2,1; largura do protórax, 2,5/2.4-3,4; comprimento do élitro, 5,2/5,2-7,4; largura umeral, 3,4/3,3-4,9.

Etimologia: O epíteto se refere à mancha preto aveludada na região látero-mediana dos élitros.

Material-tipo: Holótipo macho, GUIANA FRANCE-SA, Piste de Kaw, pk 45, 03.III.1987, R. Larré col. (MNHN ex collection IRD). Parátipos: mesmos dados do holótipo, fêmea (MNHN); mesma localidade, fêmea, 09.I.1986, P. Souka col. (MNHN); fêmea, 28.VIII.1986, G. Tavakilian col. (MNHN). Piste de Kaw, pk 48, fêmea, 29.XII.1986, F. & J.-P. Serais col. (MNRJ). BRASIL, Amazonas: Estirão do Equador (Rio Javari), 2 machos, 3 fêmeas, XI.1979 M. Alvarenga col. (MNRJ).

Discussão: Nos exemplares provenientes da Guiana Francesa os lados do protórax apresentam a metade anterior esbranquiçada e a metade posterior ocupada por mancha preta e a mácula preta centro-posterior do pronoto é muito evidente. Nos exemplares procedentes de Estirão do Equador, Amazonas, os lados do protórax são totalmente revestidos de pubescência branca e a mancha centro-posterior do pronoto é apenas indicada.

Leptostylus gibbus (de geer, 1775) (Fig. 6)

Cerambyx gibbus De Geer, 1775:116; Goeze, 1777:475; Gmelin, 1790:1864.

Lamia gibba; Schoenherr, 1817:383. Leptostylus gibbus; Aurivillius, 1923:401 (cat.); Monné & Hoffmann, 1981:255, fig. 9; Monné & Giesbert, 1994:49 (cat.); Monné, 2005:61 (cat.); Giuglaris, 2012:63 (distr.).

Espécie descrita de Suriname, distribuída no norte da América do Sul, mencionada para Guiana Francesa por Monné & Giesbert, 1994.

Material examinado: VENEZUELA, Aragua: Rancho Grande, fêmea, 24.X.1966, M. Gelbez & J. Salcedo col. Monagas: Hacienda Las Acacias, Caripe, macho, 26.VIII.1971, M. Gelbez col. Miranda: Curupao, Guarenas, macho, 05.V.1963, C. Bordón col. San Antonio de los Altos, 2 machos, C. Bordón col. (Todos pertencentes ao MNRJ).

Chave para as espécies de Leptostylus da guiana Francesa

1. Extremidade apical dos metafêmures com projeção triangular no lado externo (Guiana Francesa) (Fig. 1) ............................................L. soukai sp. nov.
-

Extremidade apical dos metafêmures arredondada, sem projeções espiniformes no lado externo .........................................................................................2

2.

Pubescência dos élitros predominantemente branca ou cinza-esbranquiçada .....3

-

Pubescência dos élitros acastanhada ........................................................5

3. Pronoto sem elevações manifestas; élitros sem tufos de pelos amarelos (México a Costa Rica, Guiana Francesa, Brasil (Pará, Paraíba) e Bolívia) (Fig. 2) .............. ..........................................................................L. cretatellus Bates, 1863
- Pronoto com sete elevações dispostas em duas fileiras transversais, quatro na metade anterior e três na metade posterior; élitros com pequenos tufos de amarelos ..............................................................................................4
4.

Antenômero XI castanho-amarelado; élitros paralelos até o início do terço distal (Guiana Francesa) (Fig. 3) .............................................L. candidus sp. nov.

- Antenômero XI castanho-escuro; élitros subparalelos, levemente dilatados no início da metade distal. (Venezuela, Equador, Guiana Francesa, Brasil (Amapá). (Fig. 4) ..............................................................L. plautus Monné & Hoffmann, 1981
5. Pronoto revestido de densa pubescência branca, com brilho sedoso, usualmente com mancha preta centro-posterior; a pubescência esbranquiçada recobre nos élitros o quinto basal e mancha longitudinal estreita que limita dorsalmente área látero-mediana de pubescência preta... (Guiana Francesa, Brasil (Amazonas). (Fig. 5) ..............................................................................L. melasmus sp. nov.
- Pronoto revestido de pubescência castanho-acinzentada, com estreita linha preta longitudinal centro-posterior; élitros revestidos de pubescência castanho-amarelada, sem pubescência branca. (Venezuela, Suriname, Guiana Francesa) (Fig. 6)..........................................................................L. gibbus (De Geer, 1775)

 

AGRADECIMENTOS

À Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), pela bolsa Nº E-26/103.263/2011.

 

REFERÊNCIAS

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Aceito em: 11/09/2013
Impresso em: 30/09/2013

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