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Revista Brasileira de Anestesiologia

Print version ISSN 0034-7094

Rev. Bras. Anestesiol. vol.53 no.2 Campinas Mar./Apr. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-70942003000200006 

ARTIGO CIENTÍFICO

 

Analgesia pós-operatória em cirurgia ortopédica: estudo comparativo entre o bloqueio do plexo lombar por via perivascular inguinal (3 em 1) com ropivacaína e a analgesia subaracnóidea com morfina

 

Postoperative analgesia following orthopedic surgery: a study comparing perivascular lumbar plexus inguinal block with ropivacaine (3 in 1) and spinal anesthesia with morphine

 

Analgesia pós-operatoria en cirugía ortopédica: estudio comparativo entre el bloqueo del plexo lombar por vía perivascular inguinal (3 en 1) con ropivacaína y la analgesia subaracnóidea con morfina

 

 

Neuber Martins Fonseca, TSAI; Roberto Araújo RuziII; Fernando Xavier FerreiraII; Fabrício Martins ArrudaIII

IProfessor Adjunto da Disciplina de Anestesiologia, Responsável pelo CET/SBA da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia e Membro da Comissão de Normas Técnicas da Sociedade Brasileira de Anestesiologia
IIAnestesiologista do Serviço de Anestesiologia (SEANE) do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia
IIIME2 do CET/SBA da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O bloqueio do plexo lombar pelo acesso perivascular inguinal, chamado de bloqueio 3 em 1, tem sido utilizado para analgesia pós-operatória. O objetivo deste estudo foi comparar a analgesia pós-operatória do bloqueio 3 em 1 a da morfina subaracnóidea em pacientes submetidos a cirurgias ortopédicas em membro inferior (MI).
MÉTODO: Foram estudados 40 pacientes escalados para cirurgia ortopédica de MI, de ambos os sexos, estado físico ASA I e II, com idades entre 15 e 75 anos, distribuídos em 2 grupos (M e BPL). Foi realizada anestesia subaracnóidea em todos os pacientes, em L3-L4 ou L4-L5, com 20 mg de bupivacaína isobárica a 0,5%. No grupo M (n = 20) foi associado 50 µg de morfina ao anestésico local. No grupo BPL (n = 20) foi realizado o bloqueio 3 em 1 ao término da cirurgia, utilizando 200 mg de ropivacaína a 0,5%. Avaliou-se a analgesia e a intensidade da dor às 4, 8, 12, 14, 16, 20 e 24 horas após o término da cirurgia, o nível do bloqueio subaracnóideo, o tempo cirúrgico e as complicações.
RESULTADOS: A duração da analgesia no grupo BPL foi de 13,1 ± 2,47, enquanto no grupo M todos os pacientes referiam dor e ausência de bloqueio motor no primeiro instante avaliado (4 horas). Houve falha do bloqueio de um dos 3 nervos em 3 pacientes. A incidência de náusea e prurido foi significativamente maior no grupo M. Quanto à retenção urinária, não houve diferença significante entre os grupos. Não houve depressão respiratória, hipotensão arterial ou bradicardia. A analgesia pós-operatória foi mais efetiva no grupo BPL, comparada ao grupo M às 4, 8, 12,14 e 16 horas. Às 20 e 24 horas não houve diferença significante entre os grupos.
CONCLUSÕES: A analgesia pós-operatória proporcionada pelo bloqueio 3 em 1 apresentou efeitos colaterais inferiores à morfina subaracnóidea com tempo de analgesia semelhante.

Unitermos: ANALGESIA: Pós-Operatória; ANALGÉSICOS, Opióides: morfina; ANESTÉSICOS, Local: ropivacaína; TÉCNICAS ANESTÉSICAS, Regional: bloqueio 3 em 1, subaracnóidea


SUMMARY

BACKGROUND AND OBJECTIVES: Perivascular Lumbar plexus inguinal block, (3-in-1 block) has been used for postoperative analgesia. This study aimed at comparing postoperative analgesia of 3-in-1 block and spinal morphine in patients submitted to lower limb orthopedic surgeries (LL).
METHODS: Forty ASA I - II patients of both genders, aged 15 to 75 years, scheduled for LL orthopedic surgeries, were distributed in two groups: (M and LPB). Spinal anesthesia was performed in all patients at L3-L4 or L4-L5 with 20 mg of 0.5% isobaric bupivacaine. In group M (n = 20), 50 µg morphine were associated to local anesthetics. In group LPB (n = 20) 3-in-1 blockade was performed after surgery with 200 mg of 0.5% ropivacaine. Analgesia and pain intensity were evaluated at 4, 8, 12, 14, 16, 20 and 24 hours after surgery completion, in addition to spinal blockade level, surgery duration and complications.
RESULTS: Analgesia duration in group LPB was 13.1 ± 2.47 while all group M patients referred pain and lack of motor block in the first moment evaluated (4 hours). There has been blockade failure in one of the three nerves in three patients. The incidence of nausea and pruritus was significantly higher in group M. There was no significant difference between groups in urinary retention. There were no respiratory depression, arterial hypotension or bradycardia. Postoperative analgesia was more effective in group LPB as compared to group M at 4, 8, 12, 14 and 16 hours. There were no significant differences between groups at 20 and 24 hours.
CONCLUSIONS: Postoperative analgesia induced by 3-in-1 blockade showed less side-effects as compared to spinal morphine with similar analgesia duration.

Key Words: ANALGESIA: Postoperative, ANALGESICS, Opioids: morphine; ANESTHETICS, Local: ropivacaine; ANESTHETIC TECHNIQUES, Regiona: 3-in-1, spinal block


RESUMEN

JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El bloqueo del plexo lumbar por el acceso perivascular inguinal, llamado de bloqueo 3 en 1, ha sido utilizado para analgesia pós-operatoria. El objetivo de este estudio fue comparar la analgesia pós-operatoria del bloqueo 3 en 1 a la de la morfina subaracnóidea en pacientes sometidos a cirugías ortopédicas en miembro inferior (MI).
MÉTODO: Fueron estudiados 40 pacientes escalados para cirugía ortopédica de MI, de ambos sexos, estado físico ASA I y II, con edades entre 15 y 75 años, distribuidos en 2 grupos (M y BPL). Fue realizada anestesia subaracnóidea en todos los pacientes, en L3-L4 ó L4-L5, con 20 mg de bupivacaína isobárica a 0,5%. En el grupo M (n = 20) fue asociado 50 µg de morfina al anestésico local. En el grupo BPL (n = 20) fue realizado el bloqueo 3 en 1 al término de la cirugía, utilizando 200 mg de ropivacaína a 0,5%. Se evaluó la analgesia y la intensidad del dolor a las 4, 8, 12, 14, 16, 20 y 24 horas después del término de la cirugía, el nivel del bloqueo subaracnóideo, el tiempo quirúrgico y las complicaciones.
RESULTADOS: La duración de la analgesia en el grupo BPL fue de 13,1 ± 2,47, en cuanto en el grupo M todos los pacientes referían dolor y ausencia de bloqueo motor en el primero instante evaluado (4 horas). Hubo falla del bloqueo de uno de los 3 nervios en 3 pacientes. La incidencia de náusea y prurito fue significativamente mayor en el grupo M. Cuanto a la retención urinaria, no hubo diferencia significante entre los grupos. No hubo depresión respiratoria, hipotensión arterial o bradicardia. La analgesia pós-operatoria fue mas efectiva en el grupo BPL, comparada al grupo M a las 4, 8, 12,14 y 16 horas. A las 20 y 24 horas no hubo diferencia significante entre los grupos.
CONCLUSIONES: La analgesia pós-operatoria proporcionada por el bloqueo 3 en 1 presentó efectos colaterales inferiores a la morfina subaracnóidea con tiempo de analgesia semejante.


 

 

INTRODUÇÃO

Cirurgias ortopédicas, especialmente nos membros inferiores, estão associadas com dor pós-operatória de intensidade moderada a intensa, elevando a morbidade dos pacientes 1,2. Diferentes técnicas e vias são utilizadas com objetivo de reduzir ou abolir este desconforto. A morfina subaracnóidea tem sido efetiva para alívio da dor pós-operatória em alguns tipos de cirurgias ortopédicas 3,4, porém mostra-se insuficiente para outros 5, que associada a alguns efeitos colaterais como náuseas, vômitos, retenção urinária e prurido limitam a técnica em alguns pacientes. Diferentemente do bloqueio regional de membro superior, a anestesia do plexo lombar não é feita de rotina por limitações técnicas e falta de treinamento 1, embora estudos recentes mostrem baixa incidência de efeitos colaterais quando comparados à anestesia espinhal para analgesia pós-operatória de cirurgias ortopédicas no joelho, quadril ou fêmur 6-8.

A técnica do bloqueio do plexo lombar pelo acesso paravascular inguinal, com objetivo de bloquear os nervos femoral, cutâneo lateral da coxa e obturador, conhecido como bloqueio 3 em 1, foi descrita em 1973 por Winnie e col. 9. Os autores sugeriram um mecanismo anatômico no qual imaginaram a existência de um conduto fascial muscular que englobava os nervos femoral (L2, L3, L4), cutâneo lateral da coxa (L2, L3) e obturador (L2, L3, L4) 10, permitindo que o bloqueio pudesse ser realizado por injeção única de anestésico local, imediatamente abaixo do ligamento inguinal. A dispersão cefálica do anestésico local, associada a compressão distal do local de injeção confirmam esta hipótese 11,12. A área de anestesia abrangida pelo bloqueio inclui a parte anterior, medial e lateral da coxa, face medial da perna, assim como o periósteo do fêmur e do joelho 1,10,13. É facilmente realizado, sendo indicado para procedimentos no joelho 14-18, fêmur 19,20, quadril 1,21-24 e biópsia muscular 25. Tem sido relatado que o bloqueio 3 em 1 proporciona analgesia satisfatória, prolongada, com baixo índice de efeitos colaterais, incluindo alterações hemodinâmicas, freqüentemente potenciais à anestesia peridural ou subaracnóidea 21,22.

Muitos investigadores têm questionado a eficácia do bloqueio 3 em 1 26-31, enquanto a qualidade da analgesia pós-operatória em cirurgias ortopédicas tem sido exaustivamente confirmada por outros 22-24,32. O benefício do bloqueio comparado ao uso da morfina subaracnóidea tem sido pouco investigado e com resultados insatisfatórios 2.

O objetivo deste estudo foi avaliar a analgesia pós-operatória do bloqueio 3 em 1 com ropivacaína a 0,75% comparativamente à morfina por via subaracnóidea em pacientes submetidos a cirurgias ortopédicas de fêmur, quadril ou joelho.

 

MÉTODO

Após a aprovação do método pelo Comitê de Ética Médica do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia e do consentimento por escrito, foram estudados 40 pacientes, de ambos os sexos, classificados quanto ao estado físico em ASA I ou II, com idades entre 15 e 75 anos, escalados para cirurgias ortopédicas de fêmur, quadril ou joelho, distribuídos aleatoriamente por sorteio, em 2 grupos de igual número. Foram excluídos os pacientes que apresentavam distúrbios de coagulação, infecção no local da punção, sinais clínicos de hipovolemia, história de alergia a anestésicos locais, aqueles que não pudessem colaborar na avaliação pós-operatória, os com trauma ou dor em outro local do corpo e usuários de drogas.

No centro cirúrgico, foi estabelecida hidratação venosa pela inserção de cateter 16G ou 18G em veia do antebraço, cerca de 30 minutos antes de encaminhar o paciente à sala de cirurgia, e iniciada a infusão de solução de Ringer com lactato. Esta via foi utilizada para medicação pré-anestésica com 1 a 3 mg de midazolam. Na sala de cirurgia, a monitorização constou de medida automática da pressão arterial a cada 3 minutos, cardioscopia na derivação CM5 e oximetria de pulso para análise contínua da saturação periférica de oxigênio (SpO2).

Todos os pacientes foram submetidos à anestesia subaracnóidea lombar simples em decúbito lateral, no espaço L3-L4 ou L4-L5 por via mediana, utilizando agulha tipo Quincke 25G. Após saída do líquor cefalorraquidiano foram administrados 20 mg de bupivacaína isobárica a 0,5%. Os 40 pacientes foram distribuídos em 2 grupos de igual número para avaliação da analgesia pós-operatória, sendo que em 20 pacientes (grupo M) foi associado 50 µg de morfina ao anestésico local no momento da anestesia subaracnóidea e nos outros 20 (grupo BPL) foi feito bloqueio 3 em 1 ao término da cirurgia.

Tenoxicam (20 mg) e dipirona (1 g), por via venosa, foram utilizados em todos os pacientes antes da incisão cirúrgica.

Os pacientes do grupo BPL foram colocados na posição supina ao final do procedimento cirúrgico e, após demarcada a anatomia de superfície e anti-sepsia com álcool iodado a 0,25%, realizou-se anestesia infiltrativa com lidocaína a 1% sem vasoconstritor (20 mg) no local da punção programada para o bloqueio 3 em 1. Com a localização do pulso da artéria femoral ao nível do ligamento inguinal, introduziu-se agulha 22G de bisel curto de 5 cm de comprimento e eletricamente isolada por teflon, conectada a estimulador de nervo periférico, introduzida com ângulo de 60º em relação à pele, 1 cm lateralmente ao pulso arterial e 2 cm abaixo do ligamento inguinal. A agulha foi introduzida gradualmente com objetivo de estimular o nervo femoral. O estímulo elétrico aplicado foi inicialmente ajustado com freqüência de 1 Hz e corrente de 1,0 mA. Como a contração muscular do quadríceps representava resposta motora ao estímulo elétrico, a corrente foi reduzida a 0,5 mA. Caso o movimento parasse, a posição da agulha era reajustada para manter resposta muscular adequada com baixa corrente (< 0,5 mA), considerado ponto ideal para a injeção do anestésico local. Não foi pesquisada parestesia. Após dose teste com 2 ml da solução anestésica, para verificar a possibilidade de injeção anestésica intraneural (dor aguda concomitante à injeção anestésica), seguiu-se injeção lenta da dose total de 200 mg de ropivacaína a 0,5%, interrompida a cada 5 ml e aspiração do êmbolo da seringa para confirmar que a agulha encontrava-se em região extravascular.

Todos os bloqueios foram realizados e avaliados por anestesiologista com experiência em anestesia regional, sendo investigada a analgesia pós-operatória pelo teste de picada da agulha para determinar a extensão dos bloqueio sensitivo para os nervos femoral, lateral cutâneo da coxa e obturador. A graduação da dor foi avaliada pela escala analógica visual (EAV) de dor de 0 a 10, considerando "0" como sem dor e "10" como dor insuportável 33,34, nos momento de 4, 8, 12, 14,16, 20, 24 horas, após o término da cirurgia.

A duração dos bloqueios motor e sensorial foi definido como o tempo entre a injeção do anestésico e a recuperação das funções motora e sensorial, respectivamente.

Os pacientes foram estudados durante 24 horas para verificação de complicações no local da punção. Diclofenaco (75 mg) por via muscular foi prescrito aos pacientes que referissem dor pela EAV superior ou igual a 4. Foram avaliados complicações e efeitos adversos como presença de náuseas pela escala analógica visual (EAV) proposta por Boogaerts e col. 35 para avaliar objetivamente a intensidade de náuseas e vômitos no pós-operatório, hipotensão arterial (diminuição de 20% da pressão arterial média), bradicardia (batimentos inferiores a 50 bpm), depressão respiratória (freqüência respiratória menor que 8 irpm), prurido ou retenção urinária.

O estudo estatístico foi feito pelo teste t de Student com objetivo de estudar as características gerais dos pacientes quanto ao peso, idade, altura, duração da cirurgia e para comparar a analgesia pós-operatória do grupo M com o grupo BPL nos momentos estudados. Foi utilizada a análise de variância por postos de Friedman para avaliar a analgesia pós-operatória no grupo e complementado pelo teste de comparações múltiplas quando apresenta-se diferença significante. Sexo, estado físico, prurido, retenção urinária, náuseas e vômitos (EAV maior ou igual a 4) foram estudados pelo teste do Qui-quadrado (x2). As medidas relativas à altura do bloqueio dispensaram análise, porque os dados são apresentados em escala nominal. Em todos os testes, fixou-se em 5% o nível para rejeição da hipótese de nulidade, assinalando-se com asterisco os valores significantes.

 

RESULTADOS

Os grupos foram semelhantes quanto aos dados antropométricos, tempo cirúrgico, tipo de cirurgia realizada e nível de bloqueio subaracnóideo (Tabela I, Tabela II e Tabela III).

Em todos os pacientes foi possível a localização do nervo femoral com auxílio do estimulador de nervo periférico. O sucesso do bloqueio 3 em 1 (bloqueio sensitivo dos nervos femoral, cutâneo lateral da coxa e obturatório) foi de 85%, ou seja, houve falha (falha da anestesia de um dos 3 nervos) em 3 dos pacientes. O sucesso da anestesia foi de 100% (20 pacientes) para bloqueio do nervo femoral, 90% (18 pacientes) para o nervo obturatório e 85% (17 pacientes) para o nervo cutâneo lateral da coxa, conforme mostra a figura 1.

A duração do bloqueio motor no grupo BPL foi de 9,9 ± 3,54 horas e da analgesia (teste da picada de agulha) de 13,1 ± 2,47 horas variando de 12 a 16 horas. No grupo M os pacientes referiam dor à picada de agulha e ausência de bloqueio motor no primeiro instante observado (4 horas).

Observou-se incidência significantemente menor de náuseas, acima de 4 pela Escala Analógica Visual (EAV), e de prurido no grupo BPL em relação ao grupo M, conforme mostram respectivamente a figura 2 e a figura 3. Retenção urinária ocorreu em 1 paciente do grupo BPL e 5 pacientes do grupo M; porém, sem diferença significante entre os grupos. Não foram observadas depressão respiratória, hipotensão arterial e bradicardia, nos momentos estudados nos grupos.

A EAV de dor mostrou menores índices no grupo BPL comparada ao grupo M às 4, 8, 12, 14 e 16 horas (p < 0,01). Às 20 e 24 horas não houve diferença significante. A análise entre os momentos do grupo M não mostrou diferença significante, diferentemente do grupo BPL, que mostrou diferença significante até o momento 16 horas (Figura 4).

A necessidade de analgésicos foi de 60% no grupo BPL e de 75% no grupo M. Em todos os pacientes, a cirurgia foi conduzida sem necessidade de anestesia complementar. Nenhum paciente necessitou de cateter vesical no pós-operatório ou permaneceu com ele.

 

DISCUSSÃO

O estudo mostrou que a morfina subaracnóidea e o bloqueio do plexo lombar pela técnica 3 em 1 foram efetivos para analgesia pós-operatória nos pacientes submetidos a cirurgias ortopédicas de quadril, fêmur ou joelho. O limiar analgésico da morfina, apesar de mostrar menor efetividade, apresentou efeito pós-operatório analgésico mais constante que o bloqueio femoral. A associação de morfina subaracnóidea ao anestésico previamente ao bloqueio subaracnóideo é técnica simples e de fácil execução, sistematicamente consagrada para analgesia pós-operatória de cirurgias traumato-ortopédicas dos membros inferiores. Após o bloqueio subaracnóideo, a morfina atua no sistema nervoso central dentro de 60 minutos 36. Popularizou-se pela facilidade de administração, porém alguns estudos falham em demonstrar benefícios com a técnica, particularmente relacionados aos efeitos colaterais relativamente comuns como sedação, náuseas e prurido, especialmente com altas doses de morfina subaracnóidea 6,7.

O bloqueio do plexo lombar pela técnica 3 em 1 é proposto para analgesia pós-operatória de cirurgias de joelho 6,16,18,29,37-39, osteossíntese de fêmur 19 e cirurgias de quadril 24, sendo rotina em alguns serviços 6.

Estudo com distribuição aleatória, examinando a infusão contínua de anestésico local no nervo femoral, demonstrou melhor analgesia, comparada ao uso sistêmico de opióides 6,39. Outros estudos não mostraram diferença analgésica com dose simples (única) ou infusão contínua para bloqueio do nervo femoral 17,38. Analgesia inconsistente ao bloqueio do nervo femoral pode ser explicada pela persistência da sensação da região posterior da perna, indicando que o nervo ciático deve estar relacionado à sensação dolorosa da perna 42. Bloqueio combinado lombar e ciático proposto por Misra e col. 43 sugere vantagens em relação ao bloqueio isolado, porém a dose de bupivacaína utilizada de 3 mg.kg-1, necessária à técnica, pode exceder a recomendada, sendo potencialmente tóxica. Contudo, apesar da dose, se o nervo ciático fosse bloqueado simultaneamente ao bloqueio femoral, ocorreria perda da simplicidade da técnica com aumento dos riscos, não justificando portanto os benefícios.

O tempo de analgesia observado com o bloqueio 3 em 1 neste estudo (13,1 ± 2,47 horas) corrobora o observado por outros autores, em que a analgesia foi de 15 horas com bupivacaína a 0,25% 1, 14 a 23 horas com bupivacaína a 0,25% 41,44,45 e de 11 e 13 horas com ropivacaína a 0,75% e a 0,5% respectivamente 44-47.

A técnica clássica de Winnie, proposta para o bloqueio 3 em 1, utiliza 20 ml de anestésico. O presente estudo optou por volume maior visando diminuir a incidência de falhas, como sugerido por outros autores 19,20. A falha observada no presente estudo foi semelhante a estudos prévios em que ocorreu de 7% a 20% 1,41,45,46.

Diversos anestésicos podem ser utilizados para o bloqueio 3 em 1, como prilocaína a 0,75% 11, mepivacaína a 2% 44, lidocaína a 1% 11, clorprocaína a 3% 11, bupivacaína a 0,25% e 0,5% 16,23,40,41,44,45 e ropivacaína a 0,5% ou a 0,75% 44,45,47. Optou-se pela ropivacaína, neste estudo, pelas características farmacológicas do agente, como longa duração e baixa cardiotoxicidade 46,48.

Diferentes métodos são descritos para o bloqueio 3 em 1, como pesquisa de parestesias 5, perda de resistência 17 ou com a auxílio de estimulador de nervos periféricos 1,19,37,41,49,50. O estimulador de nervos periféricos tem sido a técnica de eleição para localização de nervos por não promover lesão mecânica, respeitados os limites de amperagem, voltagem e aplicação em nervo misto 51, sendo os adotados no presente estudo.

O bloqueio motor prolongado nos pacientes do grupo 3 em 1 (9,9 ± 3,54 horas) foi fator limitante à técnica. Sugere-se realização de outros estudos com redução da concentração anestésica para confirmar o benefício analgésico da técnica com redução do bloqueio motor.

A vantagem do bloqueio do plexo lombar pela técnica do 3 em 1 é a baixa incidência de complicações. Há, contudo, citações de neuropatia femoral 52 e síndrome compressiva do nervo femoral por hematoma 53. Outras complicações referidas são punção arterial, injeção intravascular de anestésico local, anestesia peridural, infecção no local de punção, traumatismo do nervo, cruralgia regressiva 54-56. A baixa incidência de complicações pode ser explicada por reduzida absorção sistêmica de anestésico local 37. Este estudo corrobora estas observações por não apresentar complicações nos pacientes estudados.

A técnica de bloqueio 3 em 1 é de fácil execução, baixo risco e curta latência para alívio doloroso. As observações deste estudo apresentam boa relação risco/benefício entre as técnicas de anestesia locorregional, superior à morfina subaracnóidea para analgesia pós-operatória em pacientes submetidos aos procedimentos realizados neste estudo.

A necessidade de analgésico no pós-operatório foi de 60% no grupo BPL e 75% no grupo M, diferentemente do estudo de Edkin e col. 57 em que 92% do pacientes não necessitaram de analgésicos nas primeiras 24 horas do pós-operatório. Esta diferença provavelmente foi devida ao fato de que a administração do analgésico utilizado no pós-operatório foi baseada na EAV, adotando-se a administração sempre que a escala mostrava-se igual ou superior a 4, visando o conforto do paciente, e não por solicitação espontânea do paciente.

A morfina subaracnóidea apresenta maior incidência de efeitos colaterais, como náuseas, vômitos e prurido 58, corroborando o observado neste estudo. A ausência destes efeitos no grupo com bloqueio 3 em 1 sugere importante vantagem para analgesia pós-operatória dos pacientes estudados, somada à facilidade técnica para execução do bloqueio na posição supina, com conforto aos pacientes que apresentem limitações à manipulação, como aqueles com tração transesquelética, além de objetivar analgesia específica no local da agressão cirúrgica ou do comprometimento doloroso afetado.

 

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Endereço para correspondência
Dr. Neuber Martins Fonseca
Rua Antonio Luis Bastos, 300 Altamira II
38411-116 Uberlândia, MG
E-mail: neuber@triang.com.br

Apresentado em 15 de julho de 2002
Aceito para publicação em 6 de setembro de 2002
Recebido do Serviço de Anestesiologia (CET/SBA) da Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, MG