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Revista Brasileira de Anestesiologia

Print version ISSN 0034-7094

Rev. Bras. Anestesiol. vol.54 no.2 Campinas Mar./Apr. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-70942004000200014 

ARTIGO DE REVISÃO

 

Prevenção da aspiração pulmonar do conteúdo gástrico*

 

Prevención de la aspiración pulmonar del contenido gástrico

 

 

Eduardo Toshiyuki Moro, TSA

Anestesiologista dos Hospitais Santa Lucinda e UNIMED; Instrutor do CET do Conjunto Hospitalar de Sorocaba/PUC - SP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Apesar da baixa incidência, a aspiração pulmonar do conteúdo gástrico pode ter conseqüências devastadoras para o indivíduo. A diminuição na função do esfíncter esofágico e dos reflexos protetores das vias aéreas causadas pela depressão da consciência, predispõe os pacientes a esta grave complicação. Neste artigo, foi realizada uma revisão dos aspectos fisiológicos associados ao refluxo gastroesofágico, bem como os métodos utilizados para preveni-lo.
CONTEÚDO: São feitos comentários sobre os mecanismos envolvidos na aspiração do conteúdo gástrico, suas conseqüências e métodos de prevenção, incluindo recentes guias de jejum pré-operatório elaborados após revisão da literatura, o uso racional de drogas que atuam no pH e volume gástrico e, finalmente, o efeito de diferentes métodos de manutenção da via aérea na prevenção da aspiração pulmonar.
CONCLUSÕES: A aspiração pulmonar do conteúdo gástrico, apesar de pouco freqüente, exige cuidados especiais para sua prevenção. Guias de jejum pré-operatório elaborados recentemente sugerem períodos menores de jejum, principalmente para líquidos, permitindo mais conforto aos pacientes e menor risco de hipoglicemia e desidratação, sem aumentar a incidência de aspiração pulmonar perioperatória. O uso rotineiro de drogas que diminuem a acidez e volume gástrico parece estar indicado apenas para pacientes de risco. O melhor método de proteção da via aérea contra a aspiração continua sendo a intubação traqueal. Outros métodos de manutenção da via aérea vêm sendo adotados, mas a eficácia na prevenção da aspiração ainda é inferior, embora representem importante alternativa em casos de falha de intubação traqueal.

Unitermos: COMPLICAÇÕES: aspiração pulmonar


RESUMEN

JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: No obstante de la baja incidencia, la aspiración pulmonar del contenido gástrico puede tener consecuencias devastadoras para el individuo. La disminución en la función del esfínter esofágico y de los reflejos protectores de las vías aéreas causada por la depresión de la conciencia, predispone los pacientes a esta grave complicación. En este articulo, se realizo una revisión de los aspectos fisiológicos asociados al reflujo gastroesofágico, bien como los métodos utilizados para prevenirlo.
CONTENIDO: Fueron hechos comentarios sobre los mecanismos envueltos en la aspiración del contenido gástrico, sus consecuencias y métodos de prevención, incluyendo recientes guías de ayuno pre-operatorio elaborados después de revisión de la literatura, el uso racional de drogas que actúan y el pH y volumen gástrico, y, finalmente, el efecto de diferentes métodos de manutención de la vía aérea en la prevención de la aspiración pulmonar.
CONCLUSIONES: La aspiración pulmonar del contenido gástrico, no obstante sea poco frecuente, exige cuidados especiales para su prevención. Guías de ayuno pre-operatorio elaborados recientemente sugieren períodos menores de ayuno, principalmente para líquidos, permitiendo más comodidad a los pacientes y menor riesgo de hipoglicemia y deshidratación, sin aumentar la incidencia de aspiración pulmonar perioperatoria. El uso rutinario de drogas que diminuyen la acidez y volumen gástrico parece estar indicado apenas para pacientes de riesgo. El mejor método de protección de la vía aérea contra la aspiración continua siendo la intubación traqueal. Otros métodos de manutención de la vía aérea están siendo adoptados, más la eficacia en la prevención de la aspiración aun es inferior, aun cuando representen importante alternativa en casos de falla de intubación traqueal.


 

 

INTRODUÇÃO

Recentes estudos sugerem que a aspiração pulmonar perioperatória é um evento pouco freqüente, porém seu impacto para o indivíduo pode ser devastador 1. Em 1946, Mendelson já relacionava alimentação com aspiração pulmonar do conteúdo gástrico durante o parto com anestesia geral. Ele descreveu duas síndromes: a primeira consistia na inalação de alimentos sólidos levando à obstrução das vias respiratórias e à morte ou atelectasia maciça. A segunda, que leva o seu nome, decorria da aspiração do conteúdo gástrico líquido quando os reflexos laríngeos estavam deprimidos por anestesia geral 2. Estes pacientes desenvolviam cianose, taquicardia e taquipnéia. Mendelson demonstrou em coelhos que o desenvolvimento da síndrome dependia do material aspirado ter pH ácido 3.

Neste artigo, os mecanismos envolvidos na regurgitação e aspiração pulmonar do conteúdo gástrico são analisados juntamente com alguns métodos de prevenção.

 

INCIDÊNCIA

Uma revisão na literatura sugere que a incidência de aspiração pulmonar no período perioperatório é relativamente baixa e teve pequena mudança nos últimos anos. Em 1986, um estudo do Scandinavian Teaching Hospital observou que a incidência de aspiração variou entre 0,7 e 4,7 por 10.000 anestesias 4. Uma publicação após 10 anos observou que a incidência era de 2,5 por 10.000 no Norwegian Hospital 5.

Estudos realizados na Clínica Mayo observaram incidência semelhante em adultos (3,1 por 10.000) 6 e crianças (3,8 por 10.000) 7. Outro estudo realizado nos Estados Unidos observou uma incidência maior em crianças (10,2 por 10.000) 8.

A freqüência varia muito entre os pacientes. Assim, os idosos, os pacientes com estado físico (ASA) de classificação mais alta, as gestantes, os portadores de refluxo gastroesofágico, os obesos e os pacientes submetidos a cirurgia de urgência apresentam maior risco de aspiração 1,9. Além disso, dor, ansiedade, diabetes mellitus, insuficiência renal, depressão do nível de consciência, álcool e drogas (opióides, benzodiazepínicos, anticolinérgicos) retardam o esvaziamento gástrico 3,9.

Baseada em dados recentes disponíveis, a aspiração pulmonar do conteúdo gástrico parece ser apenas discretamente mais freqüente em crianças quando comparada à incidência nos adultos. As crianças ainda parecem ser menos gravemente afetadas pela aspiração 10.

 

MORBIDADE E MORTALIDADE

A morbidade atribuída à aspiração é caracterizada pela presença de infiltrados pulmonares à radiografia de tórax, à necessidade de uso de antibióticos ou broncodilatadores e à duração do suporte ventilatório 9 (Tabela I). Em estudo realizado na Clínica Mayo 6, 27% dos pacientes que aspiraram, necessitaram suporte ventilatório por mais de 24 horas.

Grandes estudos retrospectivos realizados em diferentes centros mostraram que a taxa de mortalidade variou de zero a 4,5% 4-8.

No Reino Unido, o "Inquérito Confidencial sobre Óbitos Maternos" apresentou dados acurados sobre a mortalidade após aspiração do conteúdo gástrico na prática obstétrica de 1957 a 1998 11.

Das causas de morte atribuídas à anestesia, a proporção decorrente da aspiração pulmonar tem declinado progressivamente de 50% a 65% há 50 anos, para até 12% nos últimos 10 anos. Esta diminuição é, sem dúvida, resultado da transição da anestesia geral para os bloqueios espinhais na prática anestésica em obstetrícia 11.

 

FISIOLOGIA

Os mecanismos fisiológicos que previnem a regurgitação e a aspiração do conteúdo gástrico incluem o esfíncter esofágico inferior, o esfíncter esofágico superior e os reflexos laríngeos.

Conteúdo Gástrico

Os valores críticos para o risco de pneumonite aspirativa, derivados de modelos animais, são volume do conteúdo gástrico maior que 0,4 ml.kg-1 e pH menor que 2,5 12. Porém, estudo realizado em gatos mostra que o volume gástrico necessário para produzir regurgitação espontânea foi 20,8 ml.kg-1 13. Outros investigadores consideraram volume gástrico residual entre 0,8 e 8 ml.kg-1 para ser considerado como fator de risco para aspiração 13-16.

Um exame crítico da literatura revela que a diminuição do pH e o aumento do volume gástrico são importantes fatores de risco para aspiração pulmonar em modelos animais. Porém, diferenças entre as espécies tornam a extrapolação para humanos difícil e imprecisa 17. Além disso, pacientes saudáveis com jejum pré-operatório prolongado, freqüentemente apresentam volume gástrico maior que 0,4 ml.kg-1 e pH menor que 2,5 18-21.

Assim, apesar de haver evidências de uma relação direta entre volume aspirado e gravidade da pneumonite 14, a relação entre volume gástrico e volume aspirado tem sido contestada e a sua validade necessita de mais estudos para ser esclarecida 22.

Em 1833, Beaumont já registrava que, após ingestão de líquidos, o esvaziamento do estômago ocorria em menos de 1 hora, enquanto o tempo de esvaziamento para os sólidos era muito mais longo 23. A dependência da motilidade gástrica para o esvaziamento de material sólido explica esta diferença, já que, no caso dos líquidos, esta dependência não ocorre 24. Água e fluidos passam pelo estômago rapidamente. Metade de um bolus de 500 ml de solução fisiológica isotônica é esvaziada e/ou absorvida pelo estômago humano em 12 minutos 25,26. Metade de um bolus de 750 ml desaparece do estômago em 20 minutos 21,27,28 e 80% a 95% dos líquidos ingeridos desaparecem em uma hora 29,30.

Entretanto, o tempo de esvaziamento gástrico para sólidos varia consideravelmente.

Entre os tipos de alimentos ingeridos, o esvaziamento dos lipídeos é mais lento, o das proteínas mais rápido e o dos carboidratos, intermediário 31. Não existe uma definição absoluta para alimento sólido. Em termos práticos, sólidos são alimentos que se encontram neste estado no estômago 23. Assim, a gelatina é sólida antes da ingestão, mas se encontra no estado líquido no estômago. Por outro lado, o leite forma componentes sólidos no interior do estômago, levando horas para seu esvaziamento.

Esfíncter Esofágico Inferior

Aparentemente, não há um verdadeiro esfíncter anatômico, mas as fibras musculares da junção entre o esôfago e o estômago se dispõem em forma circular, funcionando como esfíncter verdadeiro.

A tendência à regurgitação não depende diretamente da pressão do esfíncter esofágico inferior, mas da diferença entre esta e a pressão intra-gástrica. Antieméticos, drogas colinérgicas, succinilcolina e anti-ácidos aumentam a pressão do esfíncter esofágico inferior, enquanto anticolinérgicos, tiopental, opióides e anestésicos inalatórios a reduzem. Atracúrio, vecurônio, ranitidina e cimetidina não têm efeito no esfíncter esofágico inferior 32

Esfíncter Esofágico Superior

Ajuda a prevenir a aspiração pela ação na transição entre o esôfago e a hipofaringe exercida pelo músculo cricofaríngeo. Durante a anestesia e mesmo sono normal, sua função e tônus estão alterados 33.

Com exceção da cetamina, drogas anestésicas reduzem o tônus do esfíncter esofágico superior. Além disso, pacientes que receberam agentes bloqueadores neuromusculares podem estar sob risco de aspiração, mesmo com TOF (Train of Four) de 0,7, pois o tônus do esfíncter esofágico superior ainda se encontra diminuído, assim como a deglutição 34-36.

Reflexos Laríngeos

Os reflexos das vias aéreas protegem os pulmões da aspiração. Existem 4 reflexos bem definidos 10: apnéia com laringoespasmo, tosse, expiração (expiração forçada sem inspiração precedendo) e a "Spasmodic Panting" (respiração superficial com freqüência de 60 movimentos por minuto por menos de 10 segundos).

Duas horas após a recuperação de uma anestesia geral, em casos ambulatoriais, a sensibilidade dos reflexos das vias aéreas superiores não havia retornado ao normal 37. A redução destes reflexos parece estar presente não apenas no intra-operatório, mas também nos pacientes sob efeito de medicação  pré-anestésica e no pós-operatório, talvez por período mais longo do que se estimava. Além disso , os idosos têm reflexos das vias aéreas menos ativos e devem ser considerados como risco aumentado para aspiração 37-40.

 

PREVENÇÃO

Métodos utilizados para prevenir a aspiração pulmonar envolvem o controle do conteúdo gástrico, redução do refluxo gastroesofágico e proteção das vias aéreas. Isto é obtido através do jejum pré-operatório, diminuição da acidez gástrica, estímulo ao esvaziamento gástrico e manutenção da competência do esfíncter esofágico 41. A proteção das vias aéreas requer pressão na cartilagem cricóide (manobra de Sellick) 42, posicionamento adequado do paciente, intubação traqueal sob indução com seqüência rápida ou acordado e aspiração da sonda nasogástrica antes da indução da anestesia 43.

 

CONTROLE DO CONTEúDO GÁSTRICO

Jejum Pré-Operatório

O objetivo do jejum pré-operatório é diminuir o risco e o grau de regurgitação do conteúdo gástrico, prevenindo assim a aspiração pulmonar e suas conseqüências.

A antiga orientação "Nada por boca após meia-noite" tem sido substituída por períodos menores de jejum pré-operatório. Existem vários benefícios quando pacientes, principalmente as crianças, ingerem líquidos antes da anestesia, incluindo aumento da satisfação e diminuição da irritabilidade, aumento do pH gástrico, diminuição do risco de hipoglicemia lipólise e desidratação 15,21,44-46.

Estudos em diferentes centros, envolvendo crianças que ingeriram diferentes tipos de líquidos sem resíduos (água, chá, café, suco de fruta sem polpa, todos sem álcool e com pouco açúcar) em volumes variáveis, concluíram que a ingestão de líquidos, sem limite de volume, pode ser permitida, com segurança, 2 horas ou mais antes da cirurgia 23,47.

Normalmente, o ritmo de produção de secreção ácida do estômago é de 0,6 ml.kg-1.h-1 21, mas pode chegar a até 500 ml.h-1 com o jejum e a fome 19,30,48. Foi observada, em muitos casos, diminuição do pH gástrico com o aumento da duração do jejum pré-operatório 49. A ansiedade é um estímulo emocional que pode aumentar a produção de HCl, de forma similar à fase cefálica da secreção gástrica 17,48,50,51, o que explica o aumento do volume e a diminuição do pH gástrico após jejum prolongado 17,27,49,52,53. O aumento do pH gástrico dos pacientes que receberam líquidos 2 a 3 horas antes da intervenção cirúrgica pode ser resultado de diluição das secreções ácidas e/ou decréscimo na sua produção pela diminuição dos níveis de ansiedade e fome. A diminuição no volume gástrico nos pacientes que receberam líquido poucas horas antes da cirurgia pode ser devida à estimulação da motilidade gástrica causada pela entrada de líquido frio e/ou pela distensão física do estômago 15,17,27,54.

Apesar do conhecimento acumulado até hoje, não é possível predizer com certeza o conteúdo gástrico. Pacientes saudáveis com jejum prolongado podem, no dia da cirurgia, apresentar vômito com conteúdo da refeição do dia anterior. Outros podem apresentar hipoglicemia, desidratação e irritabilidade. Parece razoável, porém, concluir que a ingestão irrestrita de líquidos claros, para pacientes saudáveis, 2 horas ou mais antes da cirurgia tem relação risco-benefício mais do que aceitável 7,8,11,21,55,56.

A American Society of Anesthesiologists, através da ASA Task Force on Preoperative Fasting 57, desenvolveu um guia prático para o jejum pré-operatório e para o uso de drogas envolvidas na diminuição do volume e da acidez gástrica. Baseado em extensa revisão da literatura, o guia se refere a pacientes saudáveis, de todas as idades, submetidos a procedimentos eletivos, sem incluir pacientes com maior risco de aspiração. Tais recomendações podem ser adotadas, modificadas ou rejeitadas de acordo com as necessidades clínicas individuais e estão sujeitas a revisões periódicas de acordo com a evolução do conhecimento sobre o assunto.

As recomendações estão resumidas a seguir (Tabela II):

  • Líquidos sem resíduos (água, chá, café, suco de fruta sem polpa, todos sem álcool e com pouco açúcar): jejum de 2 horas para todas as idades;
  • Leite materno: jejum de 4 horas para recém-nascidos e lactentes;
  • Dieta leve (chá e torradas) e leite não materno: aceita-se até 6 horas de jejum para crianças e adultos;
  • Fórmula infantil: jejum de 6 horas para recém-nascidos e lactentes;
  • Sólidos: jejum de 8 horas para crianças e adultos.

Muitos investigadores têm estudado a implementação dos novos guias de jejum pré-operatório que substituíram a antiga orientação "Nada por boca após a meia-noite". Ferrari 58 avaliou 51 instituições nos Estados Unidos e Canadá e concluiu que a conduta preconizada pela American Society of Anesthesiologists representa a maioria das instituições para crianças na América do Norte. Investigações realizadas na Inglaterra, Escócia, Alemanha e Noruega também mostraram que medidas mais flexíveis com relação ao jejum pré-operatório têm sido adotadas pela maioria das instituições daqueles países, sem aumento nas complicações 59-62.

Alguns pontos ainda devem ser mencionados:

Estudos em adultos mostraram que não houve diferença no conteúdo gástrico de pacientes que mascaram goma de mascar sem açúcar imediatamente antes da cirurgia 16,63. Ainda assim, Splinter 23 sugere jejum de 2 horas para goma de mascar e balas.

Estudo recente em gestantes saudáveis, de termo, não obesas e que não estavam em trabalho de parto não encontrou diferença no conteúdo gástrico após ingestão de 300 ml de água quando comparado ao conteúdo daquelas com jejum prolongado 64.

A American Society of Anesthesiologists Task Force on Obstetrical Anesthesia 65 recomenda que a ingestão moderada de líquidos sem resíduos pode ser permitida para gestantes em trabalho de parto não complicado. Nos casos em que há outro fator de risco associado (diabetes, obesidade mórbida, via aérea difícil), ou pacientes com risco elevado para evolução para parto cesariano, deve haver restrição líquida determinada caso a caso. Com relação aos sólidos, a comissão concorda que o período de 8 horas ou mais para cesarianas eletivas é o mais apropriado. Pacientes em trabalho de parto não devem ingerir sólidos.

Os mecanismos envolvidos no aumento do risco de aspiração pulmonar em obesos não incluem o aumento do volume gástrico, pois este não é maior quando comparado ao volume dos não obesos. Outro fatores, como as pressões intra-gástrica, abdominal e do esfíncter esofágico inferior, provavelmente, desempenhem um papel mais importante na fisiopatologia da aspiração em obesos 66.

Segundo a Norwegian National Consensus, a medicação pré-anestésica pode ser ingerida com 150 ml de água, em adultos, até 1 hora antes da anestesia. O mesmo vale para as crianças, mas com limite de 75 ml de água 23.

Redução da Acidez Gástrica

Na prática anestésica, muitos estudos clínicos têm sido realizados sobre o uso de antagonistas do receptor H2 e bloqueadores da bomba de prótons em pacientes saudáveis para avaliar seus efeitos no pH e volume gástrico 67.

A administração de dose única de 150 mg de ranitidina, poucas horas antes da indução da anestesia, aumenta significativamente o pH gástrico, além de reduzir seu volume 67-69.

A prescrição de bloqueadores da bomba de prótons, porém, exige o conhecimento de sua farmacologia. Estudos têm mostrado que estas drogas são mais efetivas se administradas em duas doses sucessivas: uma na noite anterior e outra na manhã da anestesia 67-69.

Apesar de ser possível demonstrar que estas drogas aumentam o pH gástrico e diminuem o seu volume, a ASA Task Force considera que não existem evidências que apoiem seu uso rotineiro em pacientes saudáveis, mas apenas em pacientes de risco, já que não há diminuição comprovada na incidência de aspiração, morbidade ou mortalidade com o uso destas drogas nos pacientes saudáveis 57

A eficácia da administração de anti-ácidos no pré-operatório para diminuir a acidez gástrica está comprovada, mas não existem evidências de que estas soluções atuem no volume gástrico. Anti-ácidos particulados podem aumentar o risco de lesão pulmonar se houver aspiração; portanto, devem ser evitados. Assim, os anti-ácidos (não particulados como o citrato de sódio) no pré-operatório, só estão indicados para pacientes de risco 57.

Os antieméticos (p. ex.: droperidol e ondansetron) também estão indicados somente para os casos de maior risco de aspiração 57.

Sonda Nasogástrica

É comum a prática de inserção de sonda nasogástrica nos pacientes de risco antes da anestesia, com o objetivo de esvaziar o estômago. Porém, parece que a função dos esfíncteres esofágicos superior e inferior fica comprometida quando comparada à função nos pacientes sem a sonda nasogástrica 42,70. Sellick recomenda, em seu trabalho original 42, que a sonda seja retirada antes da indução da anestesia. Porém, dois estudos em cadáveres mostraram que a eficácia da manobra de Sellick não está diminuída com a sua presença 71,72. Assim, a sonda funcionaria como uma passagem segura do conteúdo gástrico quando uma compressão eficaz na cartilagem cricóide fosse aplicada. Com base nestes dados, Smith 9 sugere que a sonda seja deixada in situ durante aplicação de indução de seqüência rápida associada à manobra de Sellick.

Não existem diferenças significativas na incidência de aspiração pulmonar quando diferentes calibres de sonda nasogástrica são utilizadas 73.

Um balão associado à sonda tem sido empregado com sucesso, buscando ocluir a cárdia e, portanto o refluxo gastroesofágico 74. Esta sonda com balão gástrico tem sido estudada em conjunto com a máscara laríngea. Observou-se que a sonda não interferia com a inserção da máscara laríngea e que esta não impedia a inserção da sonda. Esta associação representa uma boa opção para manipulação de vias aéreas difíceis em pacientes sob risco de aspiração 75.

Pressão na Cartilagem Cricóide

A pressão na cartilagem cricóide (manobra de Sellick) se tornou prática universal durante indução de anestesia em pacientes potencialmente com estômago cheio 76. Tal manobra, quando bem realizada, previne a insuflação gástrica em crianças 77 e em adultos 78,79, além de aumentar o tônus do esfíncter esofágico superior 80. O tônus do esfíncter esofágico inferior diminui com esta compressão 81, o que sugere a presença de mecanorreceptores na faringe que promovem um relaxamento reflexo deste esfíncter. Este efeito, porém, parece não provocar refluxo gastroesofágico 82.

A aplicação incorreta da manobra pode causar deformidade da cartilagem cricóide, fechamento das cordas vocais e dificuldade de ventilação, especialmente em mulheres 83. A força aplicada deve ser suficiente para prevenir a aspiração, mas não tão grande a ponto de causar obstrução das vias aéreas ou permitir ruptura esofágica, caso haja vômito. A direção cefálica e para trás da força aplicada parece melhorar a visualização através da laringoscopia 84.

Um importante cenário a ser considerado é a falha de intubação traqueal em paciente com estômago cheio sob compressão da cartilagem cricóide. Nesta situação, a máscara laríngea pode facilitar a ventilação e oxigenação, mas estudos mostram que a manobra de Sellick impede o seu correto posicionamento 85,86. Assim, se a utilização da máscara laríngea for feita durante falha na intubação traqueal, pode ser necessária a interrupção da manobra temporariamente para facilitar a ventilação, oxigenação e intubação através da máscara laríngea. Interrupção parece ser uma opção razoável, já que a compressão da cartilagem cricóide pode se tornar ineficaz após poucos minutos de aplicação 87.

 

EFEITO DOS DIFERENTES MÉTODOS DE CONTROLE DA VIA AÉREA SOBRE O RISCO DE ASPIRAÇÃO

Intubação Traqueal

A intubação traqueal é o método mais eficaz de proteção das vias aéreas em pacientes anestesiados. Porém, em alguns estudos realizados em pacientes intubados na unidade de terapia intensiva, o balonete de grande volume e baixa pressão permitiu o vazamento de corante para a traquéia 88,89. O mecanismo envolvido talvez seja a microaspiração através da glote por pequenos canais entre o balonete e a mucosa da traquéia 90. A lubrificação destes balonetes com gel lubrificante demonstrou diminuir significativamente o vazamento 90,91.

Máscara Laríngea

O uso da máscara laríngea está associada a uma redução na barreira pressórica representada pelo esfíncter esofágico inferior 92. Análise de pacientes sob anestesia geral com ventilação sob pressão positiva mostrou que, no grupo em que foi utilizada a máscara laríngea, houve aumento significativo de episódios de refluxo gastroesofágico quando comparado ao grupo que utilizou tubo traqueal com balonete 93. O refluxo também está presente em pacientes em ventilação espontânea com máscara laríngea 94. Na verdade, não existe diferença significativa na incidência de regurgitação entre grupos ventilando espontaneamente, ou sob ventilação com pressão positiva 95,96. O momento da remoção da máscara laríngea, no fim da anestesia geral, parece influenciar na incidência de refluxo, já que aqueles que tiveram a máscara removida quando capazes de abrir a boca espontaneamente, tiveram incidência de refluxo menor que aqueles que tiveram a máscara removida antes da recuperação da consciência 97.

O desenvolvimento de um novo modelo de máscara laríngea, ProSeal (Laryngeal Mask Company, Henley on Thames, UK) permite, através de uma abertura esofágica, a passagem de sonda orogástrica para melhor drenagem do conteúdo gástrico, além de melhor bloqueio à insuflação gástrica durante a ventilação com pressão positiva. Estudo recente mostra que a ProSeal é mais eficaz que a tradicional máscara laríngea na prevenção do refluxo, o que a torna uma boa opção para pacientes com risco de aspiração e com falha de intubação traqueal 98,99.

COPA e Combitube

A "COPA" (Cuffed oropharyngeal airway) é menos eficaz ainda que a máscara laríngea na prevenção da regurgitação 100, não sendo, portanto, indicada para pacientes com risco de aspiração.

O combitube, apesar de promover proteção contra regurgitação e permitir drenagem do conteúdo gástrico, requer profissional treinado para sua utilização, já que seu uso está associado a complicações como dor de garganta, disfagia e formação de hematoma. Assim, em situações de emergência, quando a proteção da via aérea é necessária, os benefícios do combitube devem ser balanceados com as possíveis complicações associadas 9.

 

OUTRAS MEDIDAS DE PREVENÇÃO DA ASPIRAÇÃO GÁSTRICA

Previsão de Intubação Traqueal Difícil

O primeiro passo do algoritmo da via aérea difícil, elaborado pela American Society of Anesthesiologists, é a identificação dos pacientes com provável intubação traqueal difícil 101. Em alguns casos como trauma de face, certas síndromes congênitas, obesidade mórbida, a dificuldade pode ser identificada com facilidade. Porém, nos casos não evidentes, a dificuldade de intubação pode se manifestar apenas após a indução da anestesia geral, quando os reflexos protetores estão abolidos, expondo o paciente ao risco de aspiração. Assim, a previsão de intubação difícil pode ser realizada através de alguns parâmetros, como o teste de Mallampati 102, distância tireomentoniana ou outros testes disponíveis na literatura 103.

Posicionamento do Paciente 3

Os pacientes com risco de aspiração devem ser colocados em posição horizontal com dorso elevado em torno de 30º em relação ao restante do corpo. Esta posição evitará a regurgitação, mas caso aconteça, deve-se mudar imediatamente a posição da mesa de maneira que a cabeça fique posicionada abaixo do tronco, evitando-se aspiração.

 

INTUBAÇÃO TRAQUEAL COM PACIENTE ACORDADO OU SOB INDUÇÃO DE SEQÜÊNCIA RÁPIDA

Paciente acordado

Uma vez identificada uma provável via aérea difícil, a forma mais segura de intubação é com o paciente consciente e em ventilação espontânea 103.

A intubação traqueal pode ser realizada após leve sedação, mantendo os reflexos protetores das vias aéreas. Deve-se administrar antissialogogo, como atropina ou escolpolamina, e realizar anestesia tópica na orofaringe com lidocaína spray (10%). Bloqueio do nervo glossofaríngeo e laríngeo superior pode ser útil para aqueles que dominam a técnica 101.

Seqüência Rápida

A indução com a técnica de seqüência rápida envolve, tradicionalmente, preparo do equipamento que deve incluir, além do material para intubação traqueal, um aspirador e um laringoscópio de reserva e equipamento para possível falha de intubação (máscara laríngea, fastrack, fibroscópio); ofertar oxigênio a 100% sob máscara facial por 1 minuto; opióide e anestésico venoso de curta latência e duração (p. ex.: propofol e alfentanil) e finalmente um bloqueador neuromuscular, também com curta latência e duração 3,104.

Há 50 anos na prática clínica, a succinilcolina tem sido utilizada pela maioria dos anestesiologistas como o bloqueador neuromuscular de escolha para intubação de pacientes de estômago cheio, já que é a droga que melhor preenche os critérios citados acima. Porém, complicações como o desencadeamento da hipertermia maligna, hipercalemia fatal, bradiarritimias, aumento das pressões intra-gástrica e intra-ocular têm estimulado a pesquisa de bloqueadores neuromusculares não despolarizantes com menor latência e duração, sem os efeitos colaterais da succinilcolina. Daí a introdução do rocurônio como alternativa nos pacientes de risco para aspiração pulmonar. Para garantir latência e condições de intubação semelhantes a succinilcolina, a dose preconizada é de 1 mg.kg-1 ou mais, o que implica duração maior, dificultando seu uso em procedimentos curtos ou naqueles com possibilidade de intubação traqueal difícil 105-108.

O uso da succinilcolina ou rocurônio, intubação com paciente acordado, o uso da fibroscopia etc., têm suas vantagens e desvantagens. Em cada caso, é o anestesiologista quem deve julgar qual a melhor alternativa para a segurança do paciente sob risco de aspiração pulmonar 109.

 

PNEUMONITE ASPIRATIVA

Aspiração pulmonar é definida como a inalação de conteúdo da orofaringe ou estômago através da laringe para o trato respiratório baixo 110,111. Várias síndromes pulmonares podem ocorrer após aspiração, dependendo da quantidade e da natureza do material. A pneumonite aspirativa (síndrome de Mendelson) é a lesão química causada pela inalação de conteúdo gástrico estéril, enquanto pneumonia aspirativa é um processo infeccioso causado pela inalação de material colonizado, proveniente principalmente da orofaringe. Outras síndromes incluem obstrução mecânica das vias aéreas, abscesso pulmonar e fibrose intersticial crônica 110,111.

A aspiração de material gástrico causa intenso processo inflamatório pulmonar. O paciente pode apresentar tosse, sibilos, taquipnéia, cianose, edema pulmonar, hipoxemia e hipotensão, com rápida progressão para Síndrome da angústia respiratória e morte. Muitos pacientes podem apresentar apenas tosse ou sibilos ou diminuição da saturação de oxigênio associada a evidências radiológicas de aspiração 112.

O tratamento inclui administração de oxigênio ou suporte ventilatório quando necessário. O uso de antibiótico profilático não está indicado, pois pode tornar o paciente suscetível à infecção secundária por organismos mais resistentes. A antibioticoterapia está indicada em pacientes com pneumonite aspirativa e falha na resolução do quadro, 48 horas após a aspiração 113. Corticosteróides não são recomendados, pois estudos multicêntricos, aleatórios e controlados falharam em provar seu benefício 114,115.

A broncoscopia deve ser realizada nos pacientes sob suspeita de aspiração de material sólido que cause obstrução de vias aéreas. A lavagem pulmonar sob visão direta também está indicada para aspiração de material sólido 3.

 

CONCLUSÕES

A aspiração pulmonar do conteúdo gástrico, apesar de pouco freqüente, exige cuidados especiais para sua prevenção. Guias de jejum pré-operatório elaborados recentemente sugerem períodos menores de jejum, principalmente para líquidos, permitindo mais conforto aos pacientes e menor risco de hipoglicemia e desidratação, sem aumentar a incidência de aspiração pulmonar perioperatória. O uso rotineiro de drogas que diminuem a acidez e volume gástrico parece estar indicado apenas para pacientes de risco. O melhor método de proteção da via aérea contra a aspiração continua sendo a intubação traqueal. Outros métodos de manutenção da via aérea vêm sendo adotados, mas a eficácia na prevenção da aspiração ainda é inferior, embora representem importante alternativa em casos de falha de intubação traqueal. A pressão na cartilagem cricóide, a indução com técnica de seqüência rápida ou com paciente acordado, além do posicionamento do paciente, exercem papel importante na prevenção da aspiração pulmonar.

 

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Endereço para correspondência
Dr. Eduardo T. Moro
Rodovia Raposo Tavares, Km. 113
Avenida Araçoiaba SR 2 - US 85 - Condomínio Fazenda Lago Azul
18190-000 Araçoiaba da Serra, SP
E-mail: edumoro@terra.com.br

Apresentado (Submitted) em 01 de abril de 2003
Aceito (Accepted) para publicação em 24 de junho de 2003

 

 

* Recebido do (Received from) Hospital Santa Lucinda, Sorocaba, SP