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Revista Brasileira de Anestesiologia

Print version ISSN 0034-7094

Rev. Bras. Anestesiol. vol.55 no.5 Campinas Sept./Oct. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-70942005000500005 

ARTIGO CIENTÍFICO

 

Estudo radiológico da dispersão de diferentes volumes de anestésico local no bloqueio de plexo braquial pela via posterior*

 

Estudio radiológico de la dispersión de diferentes volúmenes de anestésico local en el bloqueo de plexo braquial por vía posterior

 

 

Marcos Guilherme Cunha Cruvinel, TSAI; Carlos Henrique Viana de Castro, TSAI; Yerkes Pereira SilvaI; Flávio de Oliveira FrançaII; Flávio LagoII

IAnestesiologista do Hospital Lifecenter
IIOrtopedista do Hospital Lifecenter

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dispersão do anestésico local no bloqueio interescalênico foi bem estudada, porém no bloqueio pela via posterior são poucos os estudos. O objetivo deste estudo foi determinar a dispersão de diferentes volumes de anestésico local nesta técnica através de exame radiológico contrastado.
MÉTODO: Dezesseis pacientes submetidos a bloqueio do plexo braquial pela via posterior, 15 foram divididos aleatoriamente em três grupos de cinco: Grupo 1: volume de 20 mL; Grupo 2: volume de 30 mL; Grupo 3: volume de 40 mL. Em um paciente, submetido a bloqueio contínuo do plexo braquial pela via posterior, a administração de um volume de 10 mL foi estudada. Em todos, o anestésico usado foi a ropivacaína a 0,375% associada a solução radiopaca. Foram feitas radiografias da região cervical imediatamente após o bloqueio que foi avaliado através da pesquisa de sensibilidade térmica utilizando-se algodão embebido em álcool, 30 minutos após a sua realização e na sala de recuperação pós-anestésica.
RESULTADOS: O comportamento radiológico e clínico do bloqueio de plexo braquial pela via posterior é muito semelhante aquele descrito com a técnica de Winnie (interescalênico). Invariavelmente há envolvimento do plexo cervical e das raízes mais altas (C5-C7) do plexo braquial.
CONCLUSÕES: Este estudo mostra que a dispersão do anestésico local no bloqueio do plexo braquial pela via posterior se dá primariamente nas raízes responsáveis pela inervação do ombro.

Unitermos: ANESTÉSICOS, Local: ropivacaína; CIRURGIA, Ortopédica; TÉCNICAS ANESTÉSICAS, Regional: plexo braquial


RESUMEN

JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La dispersión del anestésico local en el bloqueo interescalénico fue bien estudiada; en el bloqueo por la vía posterior son pocos los estudios. El objetivo de este estudio, fue determinar la dispersión de diferentes volúmenes de anestésico local en esta técnica a través de examen radiológico contrastado.
MÉTODO: Dieciséis pacientes sometidos a bloqueo del plexo braquial por vía posterior, 15 fueron divididos aleatoriamente en tres grupos de cinco: Grupo 1: volumen de 20 mL; Grupo 2: volumen de 30 mL; Grupo 3: volumen de 40 mL. En un paciente, sometido al bloqueo continuado del plexo braquial por la vía posterior, la administración de un volumen de 10 mL fue estudiada. En todos, el anestésico usado fue la ropivacaína a 0,375% asociada a solución radiopaca. Fueron hechas radiografías de la región cervical inmediatamente después el bloqueo que fue evaluado a través de la pesquisa de la sensibilidad térmica utilizándose algodón embebido en alcohol, treinta minutos después de su realización y en la sala de recuperación anestésica.
RESULTADOS: El comportamiento radiológico y clínico del bloqueo de plexo braquial por vía posterior es muy semejante de aquél descrito con la técnica de Winnie (interescalénico). Invariablemente hay envolvimiento del plexo cervical y de las raíces más altas (C5-C7) del plexo braquial.
CONCLUSIONES: Este estudio muestra que la dispersión del anestésico local en el bloqueo del plexo braquial por la vía posterior se da primariamente en las raíces responsables por la inervación del hombro.


 

 

INTRODUÇÃO

As cirurgias artroscópicas do ombro estão se tornando cada dia mais comuns pelo fato de serem menos invasivas e proporcionarem uma recuperação mais rápida. Entre as principais cirurgias no ombro, realizadas por via artroscópica, estão a acromioplastia, o reparo de lesão do manguito rotador e o tratamento da luxação recidivante. Um dos principais problemas enfrentados nestas cirurgias é o controle da dor pós-operatória. Estes procedimentos estão associados à dor pós-operatória de grande intensidade e de difícil controle 1-2. Entre as técnicas mais comumente empregadas para este objetivo estão o uso de opióides por via venosa, associados ou não a antiinflamatórios não-esteróides, o uso de anestésico local por via articular, o bloqueio do nervo supraescapular e os bloqueios dos plexos braquial e cervical 1-17. Dentre estas técnicas, a que obtém melhores resultados é o bloqueio do plexo braquial 1,3-5,18-19. Das técnicas de bloqueio do plexo braquial, a mais comumente usada é a interescalênica 1,3-5,18-19. Recentemente, grande destaque tem sido dado ao bloqueio do plexo braquial por via posterior, também chamado bloqueio paravertebral cervical 20-22,24.

A dispersão de diferentes volumes de anestésico local foi bem estudada nos bloqueios do plexo braquial por via interescalênica, mas nem tanto nos bloqueios de plexo braquial pela via posterior 23,24. A dispersão do anestésico influencia sua eficácia e determina seus efeitos adversos. O objetivo deste estudo foi determinar a dispersão de diferentes volumes de anestésico local no bloqueio do plexo braquial por via posterior através de exame radiológico contrastado.

 

MÉTODO

Após aprovação pela Comissão de Ética e consentimento informado, participaram do estudo 16 pacientes, estado físico ASA I, submetidos a cirurgias de ombro. Quinze deles foram divididos aleatoriamente em três grupos de cinco. Grupo 1: volume de 20 mL; Grupo 2: volume de 30 mL; Grupo 3: volume de 40 mL. Em um paciente, submetido ao bloqueio de plexo braquial pela via posterior contínuo, foi administrado um volume de 10 mL através do cateter. Todos os pacientes receberam esclarecimento detalhado sobre os procedimentos a serem realizados. A monitorização constou de ECG (DII, V5), oxímetro de pulso, pressão arterial automática não-invasiva. Nenhum paciente recebeu medicação pré-anestésica e todos foram admitidos no dia da cirurgia. Os pacientes foram posicionados em decúbito lateral com o ombro a ser operado para cima e a cabeça apoiada sobre um travesseiro e fletida sobre o pescoço. Foi fornecido oxigênio por cateter nasal a 3 L.min-1. Os pacientes foram sedados com o objetivo de mantê-los calmos, cooperativos e respondendo aos comandos verbais. Para isto foi utilizado 0,1 µg.kg-1 de sufentanil por via venosa. Se o efeito obtido não fosse suficiente, a sedação seria complementada com até 3 mg de midazolam.

Em decúbito lateral, com a cabeça apoiada sobre um travesseiro e com o pescoço fletido sobre o tórax, os processos espinhosos de C6 e C7 foram marcados na pele com caneta dermográfica. O ponto de punção foi marcado 3 cm lateral ao espaço entre os processos espinhosos. Após anti-sepsia da pele com PVPi degermante e alcoólico, a pele foi infiltrada com lidocaína a 1% sem adrenalina, empregando-se agulha 0,38 x 13 e seringa de 1 mL. Em seguida foi infiltrado o trajeto da punção com uma agulha 25 x 7 mm com mais 5 mL do anestésico. Utilizando-se uma agulha isolada calibre 22G de 100 mm de comprimento (Stimuplex A100 B. Braun, Melsungen, Germany) conectada ao neuroestimulador (Stimuplex-DIG, B. Braun – Melsungen, Germany) ligado inicialmente com intensidade de 1 mA, tempo de estimulação de 0,1 µs e freqüência de 2 Hz, introduziu-se a agulha perpendicularmente à pele. Quando o processo transverso foi tocado, a agulha foi retirada e re-introduzida, angulada lateralmente, a uma profundidade de 2 cm além daquela necessária para atingir o processo transverso, até que fosse obtida resposta motora. Seriam aceitas respostas motoras dos músculos elevador da escápula, deltóide ou bíceps. Em seguida, a intensidade do estímulo foi diminuída progressivamente até a perda da resposta motora, idealmente menor que 0,5 mA. Após aspiração negativa para sangue, foram injetados 2 mL de lidocaína a 2% com adrenalina 1:200.000. Quando houve interrupção da resposta motora e não houve aumento superior a 20 bpm da freqüência cardíaca, foi injetado o volume selecionado de anestésico local, conforme o grupo de estudo ao qual o paciente foi alocado, em volumes fracionados de 5 mL. Quando houve perda da resposta motora com estímulo maior que 0,5 mA, a agulha foi reposicionada.

Os grupos foram divididos da seguinte maneira:

Grupo 1 – 20 mL de ropivacaína a 0,375%;

Grupo 2 – 30 mL de ropivacaína a 0,375%;

Grupo 3 – 40 mL de ropivacaína a 0,375%.

A solução foi preparada da seguinte maneira: 20 mL de ropivacaína a 0,75%, 10 mL de água bidestilada estéril e 10 mL de solução radiopaca não iônica para uso subaracnóideo, iohexol 300 mg.mL-1. Imediatamente após o bloqueio foi realizada radiografia da região cervical para estudo da dispersão da solução. Em um paciente foi instalado um cateter de bloqueio contínuo de plexo (Contiplex D100, B. Braun, Melsungen, Germany) e injetados 10 mL da solução.

As radiografias foram estudadas comparando-se a dispersão da solução em relação às vértebras cervicais e à clavícula. O bloqueio foi avaliado através da pesquisa de sensibilidade térmica utilizando-se algodão embebido em álcool, trinta minutos após a realização do bloqueio, e na sala de recuperação pós-anestésica (SRPA). A dor pós-operatória foi avaliada segundo escala numérica verbal (ENV) variando de zero (dor ausente) a 10 (pior dor imaginável) na SRPA. Foi considerada como dor leve uma pontuação na ENV entre 1 e 3, moderada entre 4 e 6 e intensa acima de 6.

As variáveis demográficas quantitativas foram descritas em média ± DP e comparadas utilizando-se o teste t de Student. A extensão do bloqueio foi descrita qualitativamente como presente ou ausente e os grupos comparados utilizando-se o teste Exato de Fisher. Foi considerado como significativo quando p < 0,05.

 

RESULTADOS

Os dados demográficos estão expostos na tabela I. A efetividade dos bloqueios está demonstrada na tabela II. Na SRPA, três pacientes, um de cada grupo, queixaram-se de dor moderada e foram medicados com a associação de 30 mg de cetorolaco e 2 g de dipirona. Não houve necessidade de administração de opióides em nenhum paciente. Nenhum paciente apresentou efeitos adversos, como injeção intravascular, hematoma na punção, dispnéia ou hipoxemia.

A dispersão da solução se deu da seguinte maneira. No grupo 1 (20 mL): em dois pacientes a área contrastada se estendeu de C3 a T1 e em três de C4 a T1. Em nenhum paciente houve dispersão da solução abaixo da clavícula (Figura 1). No grupo 2 (30 mL) em um paciente houve dispersão desde acima de C3 até C7 (Figura 2) e em três pacientes a área contrastada se estendeu de C4 a T1. Em um paciente houve dispersão da solução de C4 até abaixo da clavícula (Figura 3). No grupo 3 (40 mL): em três pacientes a área contrastada se estendeu desde acima de C3 até T1 (Figura 4) e em um de C3 a T1. Em um paciente houve dispersão da solução abaixo de C3 até abaixo da clavícula. No paciente em que foram injetados 10 mL de contraste, a área contrastada se estendeu de C4 a T1 (Figura 5).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DISCUSSÃO

O bloqueio de plexo braquial pela via posterior, embora não seja uma técnica nova, só recentemente ganhou certa popularidade. Sua eficácia para cirurgias de ombro e úmero proximal tem sido demonstrada por diferentes autores 20-22,24. A analgesia adequada após as cirurgias de ombro não é fácil de ser obtida, uma vez que a inervação desta articulação é complexa. Ela envolve nervos originários do plexo cervical, como o supraclavicular (C3-C4), e do plexo braquial, como o axilar (C5-C6) 1-6. Portanto, para obtenção de analgesia satisfatória nestes procedimentos recomendam-se técnicas que abordem o plexo braquial na sua porção superior1. Mais comumente, realiza-se essa abordagem pela técnica de Winnie 1,3-5,14-16,23. Através dela o plexo braquial é abordado de maneira antero-lateral e localizado na fenda interescalênica entre os músculos escaleno anterior e médio. A abordagem por via posterior oferece a possibilidade de se localizar o plexo braquial com probabilidade teoricamente menor de se atingir as estruturas vasculares, uma vez que elas estariam protegidas pelos processos transversos cervicais 20-22. Esta técnica bloqueia os nervos espinhais em sua emergência da coluna vertebral, justa lateral ao forâmen intervertebral 20.

Os resultados radiológicos evidenciam uma dispersão do anestésico local nas raízes responsáveis pela inervação do ombro (C3-C6) com os três volumes estudados. Isto se traduziu clinicamente pela obtenção de analgesia efetiva nos três grupos estudados. Entretanto, observou-se que à medida que se aumentou o volume, obteve-se uma tendência a maior dispersão, tanto caudal como cranial. Apesar de alguns autores recomendarem volumes de até 50 mL, anestesia adequada para cirurgias do ombro pode ser obtida utilizando-se a técnica de Winnie com 20 mL de anestésico local 25. Os resultados desse estudo sugerem que os mesmos podem ser obtido com a abordagem por via posterior. Quando comparou 20 mL com 40 mL de anestésico local utilizando-se sua técnica, Winnie observou uma anestesia mais restrita e menor dispersão cranial com o uso de 20 mL 26. Sua conclusão foi que a injeção de 20 mL resultou em anestesia do plexo cervical baixo e ausência ou bloqueio incompleto ou tardio das raízes de C8 e T1, enquanto que a injeção de 40 mL resultou em bloqueio de todo o plexo cervical e braquial. Os resultados desse estudo mostraram, que com a abordagem do plexo braquial pela via posterior, o padrão da dispersão do anestésico e do comportamento do bloqueio com volumes de 20 mL a 40 mL são muito semelhantes aos encontrados na técnica descrita por Winnie.

Assim como a dispersão caudal, a dispersão cranial também é importante, uma vez que o bloqueio das raízes de C3-C4 não só contribui para a analgesia como está envolvido no bloqueio do diafragma (nervo frênico C3-C5). A dispersão cranial do anestésico local até C3 através da bainha do plexo braquial já foi bem demonstrada na técnica de Winnie 23. Nesse estudo foi observada dispersão cranial até C4 em todos os pacientes e acima de C4 em sete pacientes. Clinicamente houve bloqueio de ramos do plexo cervical baixo (C3 e C4) em todos os pacientes. Este resultado vem ao encontro de outros estudos acerca desta técnica que evidenciaram que o plexo cervical está freqüentemente envolvido no bloqueio, o que motivou alguns autores a descreverem o bloqueio como cérvico-braquial 20-22,24-26. Mesmo utilizando pequenos volumes, 10 mL, foi demonstrada a extensão do anestésico local até o plexo cervical na técnica de Winnie 20. Da mesma maneira observou-se nesse estudo a extensão de anestésico para o plexo cervical baixo com 10 mL de anestésico, quando foi utilizada a via posterior. A base anatômica para a extensão rostral do anestésico local, mesmo com volumes pequenos, é uma bainha fibrosa contínua que envolve os dois plexos 27.

Quando se aborda o plexo braquial abaixo da clavícula a dispersão do anestésico local não se faz no sentido rostral 27. Portanto, a menos que o plexo cervical seja abordado separadamente, estas técnicas não promovem analgesia eficaz para as cirurgias no ombro.

Pode-se inferir pelos resultados desse estudo, que a dispersão do anestésico local no bloqueio do plexo braquial pela via posterior, se dá primariamente nas raízes responsáveis pela inervação do ombro. O comportamento radiológico e clínico do bloqueio de plexo braquial pela via posterior é muito semelhante àquele descrito pela técnica de Winnie (interescalênico). Invariavelmente há envolvimento do plexo cervical e, à medida que se aumenta o volume, há uma tendência à maior dispersão cranial e caudal do anestésico.

 

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Endereço para correspondência
Dr. Marcos Guilherme Cunha Cruvinel
Rua Simão Irffi, 86/301 Coração de Jesus
30380-270 Belo Horizonte, MG
E-mail: marcoscruvinel@uai.com.br

Apresentado em 04 de abril de 2005
Aceito para publicação em 07 de junho de 2005

 

 

* Recebido dos Departamentos de Anestesiologia e Ortopedia do Hospital Lifecenter, Belo Horizonte, MG