SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.56 issue4Transportation of patients to the post-anesthetic recovery room without supplemental oxygen: repercutions on oxygen saturation and risk factors associated with hypoxemiaPostoperative analgesia for cesarean section: does the addiction of clonidine to subarachnoid morphine improve the quality of the analgesia? author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Revista Brasileira de Anestesiologia

Print version ISSN 0034-7094

Rev. Bras. Anestesiol. vol.56 no.4 Campinas Set./Aug. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-70942006000400004 

ARTIGO CIENTÍFICO

 

Atitudes atuais de anestesiologistas e médicos em especialização com relação à anestesia venosa total*

 

Actitudes actuales de anestesiólogos y médicos en especialización con relación a la anestesia venosa total

 

 

Fernando Squeff Nora, TSAI; Marcos Aguzzoli, TSAII; Getúlio Rodrigues de Oliveira Filho, TSAIII

IPresidente da Sociedade de Anestesiologia do Rio Grande do Sul
IIVice-Diretor Científico da Sociedade de Anestesiologia do Rio Grande do Sul
IIIResponsável do CET/SBA Integrado de Anestesiologia da SES-SC

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: No passado, tempo, custos, informações, treinamento e avaliação da profundidade da anestesia limitavam a aceitação da anestesia venosa total (TIVA). O objetivo deste estudo foi determinar atitudes de anestesiologistas e médicos em especialização com relação à anestesia venosa total.
MÉTODO: Um questionário foi enviado a 150 anestesiologistas e 102 residentes. A concordância (C) e discordância (D) em cada item foram comparadas por testes z (consenso, se p < 0,05).

RESULTADOS: Houve 98 respostas. Os dados representaram números de respostas por categoria. A maioria dos participantes concordou que a qualidade do despertar estimula o uso de TIVA (C/D = 86/8; p < 0,05); que o futuro reside no desenvolvimento de fármacos com rápido início de ação e pronta recuperação (C/D = 88/5; p < 0,05); que gostaria de utilizar TIVA com mais freqüência (C/D = 72/21; p < 0,05) e de saber mais sobre TIVA (C/D = 77/14; p < 0,05). Não houve consenso sobre o nível de conhecimento para realizá-la, comparada com a anestesia inalatória (C/D = 48/47); a maioria não expressou preocupação com a consciência intra-operatória (C/D = 20/77; p < 0,05), mas concordou que a disponibilidade de monitores de consciência aumentaria a utilização de TIVA (C/D = 64/25; p < 0,05). Não houve consenso se a necessidade de bombas de infusão (C/D = 52/40) e custos (C/D = 52/39) limita o seu uso.
CONCLUSÕES: As atitudes com relação à TIVA foram predominantemente positivas. Não houve consenso sobre as contribuições do nível de conhecimento, dos dispositivos de infusão e dos custos para o uso de TIVA.

Unitermos: METODOLOGIA CIENTÍFICA: pesquisa de opinião; TÉCNICAS ANESTÉSICAS, Geral: venosa.


RESUMEN

JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Antiguamente, tiempo, costes, informaciones, capacitación y evaluación de la profundidad de la anestesia limitaban la aceptación de la anestesia venosa total (TIVA). El objetivo de este estudio fue el de determinar las actitudes de anestesiólogos y médicos en especialización con relación a la anestesia venosa total.
MÉTODO: Un cuestionario fue enviado a 150 anestesiólogos y 102 residentes. La concordancia (C) y discordancia (D) en cada ítem se compararon por pruebas z (consenso, si p < 0,05).
RESULTADOS: Hubo 98 respuestas. Los datos representaron números de respuestas por categoría. La mayoría de los participantes concordó en que la calidad del despertar estimula el uso de TIVA (C/D = 86/8; p < 0,05); que el futuro reside en el desarrollo de fármacos con un rápido inicio de acción y una rápida recuperación (C/D = 88/5; p < 0,05); que les gustarían utilizar TIVA con más frecuencia (C/D = 72/21; p < 0,05) y saber más sobre TIVA (C/D = 77/14; p < 0,05). No hubo consenso sobre el nivel de conocimiento para realizarla, comparada con la anestesia de inhalación (C/D = 48/47); la mayoría no expresó preocupación con la conciencia intraoperatória (C/D = 20/77; p < 0,05), pero concordó en que la disponibilidad de monitores de conciencia, aumentaría la utilización de TIVA (C/D = 64/25; p < 0,05). No hubo consenso sobre la necesidad de bombas de infusión (C/D = 52/40) y costes (C/D = 52/39) limitan su uso.
CONCLUSIONES: Las actitudes con relación a la TIVA fueron predominantemente positivas. No hubo consenso sobre las contribuciones del nivel de conocimiento, de los dispositivos de infusión y de los costes para el uso de TIVA.


 

 

INTRODUÇÃO

A anestesia balanceada, em geral relacionada com a utilização de fármacos inalatórios e venosos, dominou o cenário mundial entre as técnicas de administração de anestesia geral durante muitos anos1. Atualmente, a anestesia balanceada tem dividido espaço, entre as preferências dos anestesiologistas, com a anestesia venosa total (TIVA)2. Embora ainda pouco utilizada, a TIVA já é técnica de escolha em alguns países europeus2.

Wright e Dundee3 publicaram um estudo realizado no Reino Unido avaliando atitudes frente à realização de TIVA, mais especificamente com relação à aceitação da técnica. As principais causas de insatisfação foram os dispositivos de infusão disponíveis, os custos, a ausência de agentes venosos adequados e seguros, a dificuldade de determinar o plano anestésico e a falta de informação e treinamento.

Modernamente pode-se citar, entre outras, duas mudanças que determinaram um incremento da TIVA, ou seja, a compreensão e o desenvolvimento de modelos farmacocinéticos para os novos fármacos venosos, que possibilitaram a sua utilização de forma contínua4 e o advento dos monitores de consciência para uso perioperatório2,5,6.

Nora e col.7, por meio da utilização de pré e pós-teste aplicados em cursos de TIVA, identificaram alguns fatores responsáveis pela dificuldade de ensinar anestesia venosa. A falta de conhecimento teórico da farmacologia dos fármacos utilizados e a dificuldade em controlar o plano anestésico adequado foram apontadas como fatores pessoais limitantes às bombas de infusão, bem como o seu custo, abordados em diversos eventos como fatores ambientais ou estruturais limitantes ao uso de TIVA.

As mudanças de atitude frente a um novo aprendizado podem ser influenciadas pelo método de aprendizado e pelas características do local ou ambiente onde se pratica a técnica8.

O objetivo desse estudo foi determinar atitudes de anestesiologistas e médicos em especialização com relação à anestesia venosa total.

 

MÉTODO

O estudo foi aprovado pela Comissão de Ética Institucional. Para a concepção das amostras, foi construída uma lista de endereços eletrônicos de anestesiologistas portadores de Título Superior de Anestesiologia (TSA) (n = 760) e de médicos em especialização (ME) (n = 500), constantes do cadastro de sócios da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (www.sba.com.br), aos quais foram atribuídos números aleatórios gerados eletronicamente (MS Excell, Microsoft Corp., Bellvue, WA). Considerando-se que a concordância ou discordância mínima aceitável para definir consenso em cada item do questionário (P) igual a 70% dos respondentes, assumindo erro (e) de 5%, o número de respostas aos questionários (n) foi estimado em 84 (n = PQ/e2), onde Q = 1 P9. Assumindo uma taxa de respostas no pior cenário de 20% do total dos 1.260 potenciais participantes8, decidiu-se convidar 252 membros da lista ordenada de forma crescente de números aleatórios. O convite para a participação no estudo foi enviado por mensagem eletrônica que continha o vínculo para o endereço eletrônico do questionário. Os convidados da amostra inicial, que tiveram suas mensagens retornadas, foram substituídos por membros sucessivos da lista até ser atingido o número preestabelecido de participantes, procedimento que resultou em 150 anestesiologistas e 102 ME. A versão eletrônica do questionário foi criada com o programa MS FrontPage 2000 (Microsoft, Bellvue, WA) e alocada em um endereço eletrônico. A versão eletrônica continha o protocolo do estudo e o termo de consentimento pós-informação. O questionário consistia em 10 itens (Quadro I), medidos em escalas Likert de 5 pontos (5 = concordo completamente; 1 = discordo completamente). O questionário também continha campos para os seguintes dados demográficos, idade, sexo, tempo de prática de anestesia, categoria (anestesiologista ou ME) e freqüência de uso de TIVA (sempre/freqüentemente ou raramente/nunca). Duas mensagens-lembrete foram enviadas aos participantes a intervalos de duas semanas. A coleta de dados foi interrompida duas semanas após a última mensagem.

 

 

As respostas ao questionário foram submetidas à avaliação psicométrica através de análise de confiabilidade, pelo cálculo do coeficiente alfa de Cronbach, e análise fatorial pelo método de componentes principais. As respostas de níveis Likert 1 e 2 foram agrupadas como discordantes e as respostas de Likert 4 e 5 foram agrupadas como respostas concordantes e os respectivos porcentuais foram comparados por testes z para proporções. O consenso dos participantes em cada item foi definido quando o valor de p < 5%.

 

RESULTADOS

Foram obtidas 98 respostas (39%). A tabela I descreve os dados demográficos da amostra.

 

 

O coeficiente alfa de Cronbach foi de 0,72. O coeficiente de correlação ajustado médio entre os itens do questionário foi de 0,23. O item 8 (é fácil aprender TIVA) mostrou baixa correlação com os demais itens (r = 0,09) e foi retirado do questionário. Uma estrutura de três fatores explicou 58% da variância das respostas aos itens. O fator 1 (atitudes positivas) teve um eingenvalue de 2,86, foi responsável por 32% da variância e compreendeu os itens 5, 7 10 e 11. O fator 2 (preocupações) teve um eingenvalue de 1,18, foi responsável por 13% da variância e compreendeu os itens 1, 4 e 6. O fator 3 (limitações) teve um eingenvalue de 1,15, foi responsável por 13% da variância e compreendeu os itens 2 e 3. O questionário agrupado segundo a estrutura fatorial descrita, com os porcentuais de concordância ou discordância dos participantes com cada item é mostrado na Tabela II. Não foi obtido consenso entre os participantes com relação aos itens 1 (para realizar TIVA precisa-se de mais conhecimentos teóricos comparativamente com a anestesia inalatória; p = 0,88), 2 (se não fosse preciso a utilização de bombas de infusão para fazer TIVA, provavelmente eu utilizaria com mais freqüência TIVA; p = 0,09) e 3 (se os custos não fossem tão elevados, eu utilizaria TIVA com mais freqüência; p = 0,06).

 

DISCUSSÃO

A proposta deste estudo foi medir as atitudes de anestesiologistas e médicos em especialização com relação à anestesia venosa total no Brasil, por meio de um instrumento especialmente desenvolvido, cujas características psicométricas se demonstrassem confiáveis para a medida do constructo a que se propunha. O coeficiente alfa de Cronbach encontrado (0,72) mostrou que o instrumento possui confiabilidade adequada, servindo, portanto, como medida de atitudes com relação à anestesia venosa10. O questionário também mostrou clara estrutura fatorial que refletiu os objetivos dos itens construídos (entusiasmo com a técnica, temores e preocupações em sua aplicação e limitações ao seu uso, impostas por fatores do ambiente de trabalho).

Os dados foram coletados eletronicamente, via Internet. As pesquisas de opinião aplicadas a ciências da saúde permitiram acesso rápido a um grande número de indivíduos, rápida coleta de dados e considerável economia de recursos. Contudo, tanto a validade externa dos resultados quanto as taxas de resposta poderiam ser prejudicadas por diversas fontes de erro. Os erros de amostragem podem ocorrer, quando somente uma proporção da população-alvo é incluída; erros de abrangência podem ocorrer quando algumas unidades da população-alvo são excluídas, ou desproporcionalmente incluídas; erros de medida podem ocorrer como conseqüência do formato da pesquisa, características do programa de acesso à Internet, variáveis situacionais e características dos respondentes. Os fatores que influenciam nas taxas de resposta incluem a natureza sensível das questões, a falta de disposição em participar, a falta de interesse no objeto da pesquisa e a falta de confiança na garantia de confidencialidade das respostas. O uso difundido de programas antianúncios por usuários e provedores de acesso também pode bloquear o acesso das mensagens de convite feitas eletronicamente. Por essas razões, baixas taxas de resposta devem ser esperadas11-13. Para tentar diminuir esses problemas, delimitou-se a população-alvo a um grupo de indivíduos com interesses comuns (nesse caso, os membros da Sociedade Brasileira de Anestesiologia que de forma voluntária disponibilizaram seus endereços eletrônicos), testou-se previamente o questionário para conferir a clareza dos itens, garantiu-se o anonimato dos participantes, foram emitidas mensagens-lembrete e realizou-se o cálculo do tamanho da amostra previamente9,13. Entre os fatores positivos com relação à TIVA foram apontadas a qualidade de despertar e confiança no futuro desenvolvimento de fármacos cada vez mais adequados, disposição em aprender e realizar técnicas de anestesia venosa total. De fato, a linha de pesquisa da maioria das empresas aponta para dois importantes aspectos: o desenvolvimento de fármacos de ação rápida e com mínima interferência no organismo humano14.

Em contraposição à pesquisa de Wright e Dundee3, os participantes desse estudo demonstraram pouca preocupação com a possibilidade de despertar intra-operatório, embora concordando que a maior disponibilidade de monitores de consciência poderia contribuir para o uso mais amplo da anestesia venosa total. De fato, tem sido demonstrado que após o advento desses equipamentos a incidência de despertar no perioperatório diminuiu em torno de 77%5.

Quando o estudo de Wright e Dundee3 foi publicado, os anestésicos venosos possuíam características farmacocinéticas muito diferentes dos atuais, com vidas-média de eliminação prolongadas, o que não os credenciava para infusões contínuas. Os fármacos utilizados atualmente possuem vidas-média de eliminação muito mais curtas, sendo possível a utilização de infusões-alvo-controladas, permitindo rápida indução e emergência da anestesia. O perfil farmacocinético dos fármacos utilizados em infusão venosa contínua tem contribuído para a difusão da técnica, bem como para a obtenção de maiores escores de segurança com a sua utilização. Esses avanços podem explicar a atitude positiva dos participantes desse estudo com relação à qualidade do despertar proporcionado pelas técnicas atuais de anestesia venosa total.

Porcentagens similares de participantes apontaram a dependência das técnicas de anestesia venosa total na disponibilidade de bombas de infusão e o alto custo da TIVA como fatores limitantes ou não, demonstrando falta de consenso sobre os aspectos fármaco-econômicos da anestesia venosa total. O custo de qualquer técnica de anestesia utilizada atualmente, seja anestesia balanceada ou venosa total, não ultrapassa a 6% dos custos totais de um procedimento cirúrgico, situando-se entre 1% e 4% na maioria dos procedimentos15,16. A aplicação do questionário via Internet mostrou-se uma ferramenta de fácil obtenção de respostas, uma ferramenta útil e fidedigna para a medida de atitudes com relação à anestesia venosa. O questionário identificou áreas específicas sobre as quais não há consenso de opiniões entre anestesiologistas, que podem ser objeto de ensino e treinamento.

Concluiu-se que as atitudes de anestesiologistas e ME com relação à TIVA são predominantemente positivas; que a qualidade de despertar foi identificada como um fator estimulante para a escolha da técnica; que não há consenso quanto à preocupação com os custos ou com a disponibilidade de equipamentos especiais para a sua realização, sugerindo que os seus aspectos fármaco-econômicos precisam ser mais difundidos; que embora não haja preocupação com despertar perioperatório, a maioria dos anestesiologistas concorda que se monitores de consciência intra-operatória fossem mais disponíveis, a TIVA seria mais amplamente utilizada; que há interesse no aprendizado, bem como há interesse na realização mais freqüente da técnica, o que sugere que existe espaço para cursos, workshops e outras ferramentas instrucionais na área de anestesia venosa.

 

REFERÊNCIAS

01. Nora FS, Fortis EAF – Influência dos fármacos utilizados na sedação, na indução e manutenção quanto a recuperação da anestesia. Rev Bras Anestesiol, 2000;50:141-148.        [ Links ]

02. Passot S, Servin F, Allary R et al – Target-controlled versus manually-controlled infusion of propofol for direct laryngoscopy and bronchoscopy. Anesth Analg, 2002;94:1212-1216.        [ Links ]

03. Wright PJ, Dundee JW – Attitudes to intravenous infusion anaesthesia. Anaesthesia, 1982;37:1209-1213.        [ Links ]

04. Hughes MA, Glass PS, Jacobs JR – Context-sensitive half-time in multicompartment pharmacokinetic models for intravenous anesthetic drugs. Anesthesiology, 1992;76:334-341.        [ Links ]

05. Ekman A, Lindholm ML, Lennmarken C et al Reduction in the incidence of awareness using BIS monitoring. Acta Anaesthesiol Scand, 2004;48:20-26.        [ Links ]

06. Struys MM, Jensen EW, Smith W et al – Performance of the ARX-derived auditory evoked potential index as an indicator of anesthetic depth: a comparison with bispectral index and hemodynamic measures during propofol administration. Anesthesiology, 2002;96:803-816.        [ Links ]

07. Nora FS, Aguzzoli M, Fortis EAF – Training in intravenous anaesthesia pre and post course testing improves teaching techniques in future workshops. Annual Scientific Meeting of the UK Society for intravenous anesthesia. Oxford, European Society of Intravenous Anaesthesia, 2003.        [ Links ]

08. Oliveira Filho GR – Rotinas de cuidados pós-anestésicos de anestesiologistas brasileiros. Rev Bras Anestesiol, 2003; 53:518-534.        [ Links ]

09. Mattar FN – Pesquisa de marketing. São Paulo, Editora Atlas, 1999.        [ Links ]

10. Cronbach L – Coefficient alpha and the internal structure of tests. Psychometrika,1951;16:297-334.        [ Links ]

11. Braithwaite D, Emery J, De Lusignan S et al – Using the Internet to conduct surveys of health professionals: a valid alternative? Fam Pract, 2003;20:545-551.        [ Links ]

12. Ness TJ, Jones L, Smith H – Use of compounded topical analgesics – results of an Internet survey. Reg Anesth Pain Med, 2002;27:309-312.        [ Links ]

13. Yetter Read C – Conducting a client-focused survey using e-mail. Comput Inform Nurs, 2004;22:83-89.        [ Links ]

14. Kilpatrick GJ, Tilbrook GS – Improved agents for hypnosis and sedation, 8th Ed, Vienna, EuroSiva, 2005.        [ Links ]

15. Churnside RJ, Glendenning GA, Thwaites RMA et al – Resource use in operative surgery: UK general anaesthetic costs in perspective. Br J Med Economics, 1996;10:83-98.        [ Links ]

16. Rowe WL – Economics and anaesthesia. Anaesthesia, 1998; 53:782-788.        [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência:
Dr. Getúlio Rodrigues de Oliveira Filho
Rua Luiz Delfino, 111/902
88015-360 Florianópolis, SC
E-mail: grof@th.com.br

Apresentado em 26 de julho de 2005
Aceito para publicação em 25 de abril de 2006

 

 

* Recebido dos Hospitais Moinhos de Vento, Mãe de Deus de Porto Alegre e do CET/SBA Integrado de Anestesiologia da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, Florianópolis, SC.