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Revista Brasileira de Anestesiologia

Print version ISSN 0034-7094

Rev. Bras. Anestesiol. vol.57 no.6 Campinas Nov./Dec. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-70942007000600014 

CARTA AO EDITOR

 

Réplica

 

 

Senhora Editora,

Agradecemos os importantes comentários anatômicos de Otto Geier em relação ao nosso trabalho de analgesia pós-operatória em um ser vivente 1. Muitos de seus contínuos e repetitivos questionamentos já foram respondidos 2 em outras considerações 3. O bloqueio sensitivo foi avaliado conforme figura abaixo. Portanto, o paciente pode apresentar uma insensibilidade em determinada região, porém pode estar queixando de dor. Esta deve ser a discrepância que Geier encontrou em relação às duas tabelas por ele referidas.

Não existe verdade científica: só há conhecimentos científicos, sempre relativos, sempre aproximados, sempre provisórios, sempre de algum modo duvidosos ou sujeitos a caução. Sabemos que todo assunto tem argumentos contrários.

 

 

Todo organismo vivo é de uma riqueza inesgotável, de uma complexidade infinita – mas nem por isso a vida deixa de ser simples. Há algo mais complicado do que uma árvore, quando tentamos compreender seu funcionamento interno? E o que há de mais simples, quando a observamos? Há coisa mais complexa do que um olho? Há coisa mais simples do que enxergar? Isso é a própria vida: a complexidade a serviço da simplicidade. E a dor? Quão complexo é o seu mecanismo? Quantas vias? Ativação, modulação, modificação, vias descendentes, vias ascendentes, etc. Quantos moduladores? Serotonina, opióides, adenosina, colinérgicos, muscarínicos, substância P, etc. Quantos sítios de ações? Córtex, tálamo, meio do cérebro, medula, cordão espinal. Quantos receptores? Mu, delta, kapa, alfa 1, alfa 2, adenosina 1, etc. Mas como é simples para o paciente referir que está sentindo dor. Mais uma vez vemos a complexidade a serviço da simplicidade. Mas quando se trata de compreender ou explicar, não podemos evitar a complexidade. Mas a compreensão não é tudo, nem a finalidade última.

Finalizando, vemos que Geier quer explicar a complexidade da dor nos pacientes de cirurgias ortopédicas de grande porte, enquanto nós queremos apenas a simplicidade da analgesia.

Luiz Eduardo Imbelloni, TSA
Lúcia Beato
Carolina Beato
José Antônio Cordeiro

dr.imbelloni@terra.com.br

 

REFERÊNCIAS

01. Imbeloni LE, Beato L, Beato C et al. – Analgesia pós-operatória para procedimentos cirúrgicos ortopédicos de quadril e fêmur: Comparação entre bloqueio do compartimento do psoas e bloqueio perivascular inguinal. Rev Bras Anestesiol, 2006;56:619-629.

02. Imbelloni LE – Bloqueio 3 em 1 com bupivacaína 0,25% para analgesia pós-operatória em cirurgias ortopédicas (Réplica). Rev Bras Anestesiol, 2001;51:177-179.

03. Geier KO – Bloqueio 3 em 1 com bupivacaína 0,25% para analgesia pós-operatória em cirurgias ortopédicas (Carta ao Editor). Rev Bras Anestesiol, 2001;51:176-177.