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Revista Brasileira de Anestesiologia

Print version ISSN 0034-7094

Rev. Bras. Anestesiol. vol.59 no.3 Campinas May/June 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-70942009000300015 

CARTAS AO EDITOR

 

Réplica

 

 

Senhora Editora:

Agradecemos os importantes comentários de Forgiarini Jr e col. em relação ao nosso estudo: Avaliação da aplicação do índice de Tobin no desmame da ventilação mecânica após anestesia geral 1.

Forgiarini Jr e col. sugerem o pareamento amostral dos indivíduos pelo risco operatório segundo a classificação da American Society of Anesthesiologists (ASA). Justificam essa iniciativa pelo fato de que doentes de alto risco poderiam apresentar maior número de complicações e pior índice preditor de insucesso. Ocorre que os doentes desse estudo foram divididos em dois grupos de acordo com o valor do índice de Tobin e, portanto, esse índice foi considerado a variável estudo em relação à qual todas demais foram comparadas, inclusive o escore da ASA. Mesmo com a pronunciada diferença do escore da ASA elevado entre os dois grupos (ASA III ou IV de 10% no grupo I versus 50% no grupo II), não houve diferença significante na análise de regressão logística univariada, indicando que esse escore não influenciou o risco de insucesso da extubação.

Embora a homogeneidade das variâncias fosse verificada pelo teste de Levene e a normalidade pelo teste de Kolmogorov-Smirnov, mesmo uma diferença significativa das variáveis da amostra não inviabilizaria os resultados do estudo, uma vez que a variável estudada (índice de Tobin com valor de corte < 80 c.L.-1.min-1 ou > 80 c.L-1.min-1) foi quem definiu os dois grupos de doentes. A aplicação da análise de regressão logística univariada e multivariada identificou três variáveis significantes para a ocorrência de complicações pós-extubação (idade, peso corpóreo e tabagismo), sendo variáveis independentes a idade e o peso corpóreo. A idade avançada traz consigo redução, por vezes subclínica, da capacidade funcional de órgãos (enfisema senil, nefrosclerose benigna, ateromatose coronária) que indiscutivelmente aumentarão os riscos de complicações, inclusive aquelas relacionadas com a extubação. Os riscos de complicações pós-extubação de doentes obesos e por tabagismo foram adequadamente apontados pelos próprios missivistas e confirmados pelos resultados do presente estudo.

Para concluir, destacamos que os resultados obtidos por esse estudo são produtos de método rigorosamente aplicado e agradecemos a leitura atenta, os esclarecimentos e os comentários pertinentes de Forgiarini Jr e col.

 

Nara de Cássia Mantovani
Lúcia Maria Martins Zuliani
Daniela Tiemi Sano
Daniel Reis Waisberg
Israel Ferreira da Silva
Jaques Waisberg