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Revista Brasileira de Anestesiologia

Print version ISSN 0034-7094

Rev. Bras. Anestesiol. vol.62 no.3 Campinas May/June 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-70942012000300008 

ARTIGOS DIVERSOS

 

Perfil clínico e demográfico de anestesiologistas usuários de álcool e outras drogas atendidos em um serviço pioneiro no Brasil

 

 

Hamer Nastasy Palhares AlvesI; Denise Leite VieiraII; Ronaldo Ramos LaranjeiraIII; Joaquim Edson VieiraIV; Luiz Antônio Nogueira MartinsV

IDoutor, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); Pesquisador, Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (UNIAD/INPAD)
IIDoutora, UNIFESP; Pesquisadora, UNIAD
IIILivre-Docente, UNIFESP; Professor Titular, Departamento de Psiquiatria, UNIFESP
IVLivre-Docente, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP); Pesquisador, Departamento de Anestesiologia, FM-USP
VLivre-Docente, Departamento de Psiquiatria, UNIFESP; Professor Adjunto, Departamento de Psiquiatria, UNIFESP

Correspondência para

 

 


RESUMO

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Anestesiologistas são os mais representados em serviços de atendimento a médicos com transtornos por uso de substâncias psicoativas. O objetivo deste trabalho é apresentar um estudo descritivo sobre o perfil clínico e sociodemográfico de uma amostra de anestesiologistas dependentes químicos atendidos em um serviço de referência, bem como elencar comorbidades psiquiátricas, drogas frequentemente utilizadas e repercussões psicossociais e profissionais do consumo.
MÉTODO: Realizou-se estudo transversal, prospectivo, tendo sido aplicadas entrevistas estruturadas para diagnóstico de transtornos mentais e transtornos por uso de substâncias psicoativas, com base na Classificação Internacional de Doenças - Versão 10 - e questionário sócio-ocupacional, aplicados por dois pesquisadores treinados.
RESULTADOS: Cinquenta e sete anestesiologistas foram entrevistados, em sua maioria do sexo masculino (77,2%), idade média de 36,1 anos (DP = 8,5). Observou-se uma alta prevalência de uso de opioides (59,6%), benzodiazepínicos (35,1%) e álcool (35,1%). Usuários de opioides procuraram tratamento mais precocemente comparado aos não usuários desta substância e, geralmente, sob influência da pressão de colegas ou do conselho regional de medicina. O uso de drogas como automedicação foi elevado dentro deste subgrupo.
CONCLUSÕES: Anestesiologistas podem apresentar um perfil distinto de risco de uso de opioides. O padrão de início de consumo, associado aos anos de residência médica ou aos primeiros anos da prática médica, reforça a hipótese de dependência de opioides como problema ocupacional entre anestesiologistas.

Unitermos: anestesiologista; doenças, ocupacionais.


 

 

INTRODUÇÃO

O uso de drogas é uma das principais causas da perda de capacidade laboral e aposentadorias precoces1. A prevalência de uso problemático de substâncias psicoativas entre médicos é semelhante à que ocorre na população geral2-4.

Anestesiologistas são os mais representados em estudos relacionados à dependência química entre médicos4-6. Em uma amostra clínica de 198 médicos brasileiros que apresentavam dependência foi observado que, apesar de os anestesiologistas representarem 3% da população médica, eles constituíram 12,5% dos médicos sob tratamento7. Adicionalmente, a mortalidade relacionada ao suicídio e à dependência química entre anestesiologistas é maior que entre profissionais médicos de outras especialidades8.

O abuso de opioides entre anestesiologistas tem sido amplamente reportado na literatura médica4,5,9,10. Um estudo apontou uma incidência no uso dessas substâncias de 1,6% entre médicos residentes, que constituem uma classe especialmente vulnerável à experimentação11.

Médicos, anestesiologistas em especial, estão sob pressão constante relacionada ao trabalho, tais como: insalubridade ambiental, estresse relacionado às situações de emergência, ao excesso de trabalho e aos plantões noturnos. Adicionalmente, há dois outros fatores especialmente relevantes: acesso facilitado a substâncias altamente dependógenas e o hábito da automedicação para lidar com insônia, ansiedade e dor física4,5.

Os objetivos deste estudo foram descrever o perfil sociodemográfico e ocupacional de uma amostra de anestesiologistas atendidos em um serviço de referência, descrever as razões para a busca de tratamento e as principais comorbidades psiquiátricas, estudar as associações entre os vários padrões de uso de substâncias e discutir a hipótese da influência de fatores ocupacionais na dependência química entre anestesiologistas.

 

MÉTODO

O estudo descritivo, transversal e retrospectivo foi conduzido na Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas, Departamento de Psiquiatria, da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. Este estudo faz parte do projeto "Cuidando de médicos com dependência química: perfil clínico e demográfico de uma amostra de médicos em tratamento ambulatorial" e foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, Processo Nº 1230/03.

Composição da amostra

Foram incluídos todos os anestesiologistas que procuraram tratamento para uso nocivo ou dependência de substâncias e que aceitaram participar do estudo através da assinatura de termo de consentimento livre e esclarecido no período entre 2002 e 2009 (N = 57).

Estes anestesiologistas procuraram tratamento pelo serviço específico de atendimento a médicos que providencia atendimento e orientação, e cujo objetivo principal é garantir acesso rápido ao tratamento e proteger tanto o público quanto o próprio médico. Este serviço é subsidiado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP).

Procedimentos

Dois entrevistadores, psiquiatras especializados em tratamento de dependência de álcool e outras drogas, foram treinados para obter nível de concordância de 85% em entrevistas por meio da realização de 14 entrevistas de treinamento, anterior ao início da coleta de dados. Após o treinamento, cada um dos avaliadores realizou entrevistas semiestruturadas, de aproximadamente 90 minutos de duração, para registrar dados sociodemográficos e ocupacionais; padrões de consumo de substâncias bem como comorbidades psiquiátricas. As entrevistas foram realizadas na chegada do paciente ao serviço, ou seja, na primeira ou segunda consulta. Diagnósticos psiquiátricos foram identificados com apoio da entrevista Symptom checklist, baseada na CID-1012.

Variáveis correlatas como desemprego, problemas conjugais, acidentes automobilísticos, internações psiquiátricas, mudança na especialidade médica, problemas profissionais, problemas com o Conselho Regional de Medicina e uso de automedicação foram acessados de modo dicotômico (sim/não).

Análise estatística

Análises descritivas foram conduzidas para descrever o perfil sociodemográfico da amostra. As variáveis categóricas foram descritas usando frequências simples e para variáveis numéricas calculou-se a média (M) e o desvio-padrão (DP). O teste do Qui-quadrado (χ2) foi usado para verificar associações entre variáveis, utilizando-se um nível de significância de 5%.

 

RESULTADOS

Cinquenta e sete anestesiologistas foram avaliados, sendo 44 (77,2%) do sexo masculino e 13 (22,8%) do sexo feminino. A idade média, no momento da busca por tratamento, foi de 36,1 anos (DP = 8,5).

A maioria dos médicos apresentou problemas com uso exclusivo de drogas sem álcool (37 casos ou 64,9%). Um segundo grupo mostrou problemas somente com álcool (10 casos ou 17,5%) e um terceiro grupo, finalmente, apresentou problemas com álcool e com outras drogas (10 casos ou 17,5%).

O abuso de opioides foi reportado por 34 anestesiologistas (59,6%), sendo a droga mais frequentemente utilizada nesta amostra. Entre os abusadores de opioides, 88% apresentaram um padrão intenso de consumo, caracterizando um quadro de dependência (Tabelas I e II).

 

 

Os anestesiologistas que abusaram de opioides revelaram uma busca mais precoce por tratamento, geralmente no primeiro ano da dependência (p = 0,048).

Quanto à sequência de drogas utilizadas no início do consumo de substâncias, um terço da amostra (19 casos) iniciou o consumo problemático de drogas com opioides, enquanto em 16 casos (28,1%) começaram com álcool, 10 (17,5%) com benzodiazepínicos e, finalmente, outros 12 (21,0%) com drogas ilícitas, como maconha e cocaína.

Observou-se que aqueles que tiveram problemas iniciais com álcool demoraram mais para buscar atendimento (p = 0,037). Aqueles que utilizaram drogas ilícitas apresentaram dependência de um número maior de substâncias (p < 0,001).

A automedicação foi maior entre os que utilizaram opioides (89,5%) ou outras drogas (81,8%), comparados com os 50% do grupo de usuários de álcool (p = 0,021).

 

DISCUSSÃO

Estudos sobre médicos e dependência de álcool e outras drogas podem ser conduzidos em três modus operandi13: estudos epidemiológicos, análise dos casos submetidos a processos disciplinares e análise da clientela em serviços clínicos específicos. Este é um assunto de difícil abordagem, devido a uma negação e/ou tendência à minimização do problema, particularmente forte entre médicos, por medo das consequências relacionadas ao trabalho e ao status profissional. Neste trabalho estudamos uma amostra de conveniência, constituída por médicos anestesiologistas que procuraram atendimento por problemas relacionados ao uso nocivo/dependência de álcool e outras drogas em um serviço específico de atendimento a médicos.

O uso de álcool e drogas nas amostras deste estudo acarretou várias consequências tais como: problemas profissionais (87,7%), problemas conjugais (52,6%), internação psiquiátrica (29,1%), acidentes automobilísticos (21,1%) e desemprego no ano anterior (17,5%). Problemas com o Conselho Regional de Medicina também foram frequentes (24,6%).

O fenômeno de mudança de especialidade, que ocorreu em cinco dos casos (8,8%), precisa de estudo mais aprofundado, sendo possivelmente uma medida necessária para proteger tanto o médico quanto o público das consequências nocivas da dependência.

Observamos, neste estudo, diferenças significativas entre usuários de opioides e não usuários desta classe de drogas. Os usuários de opioides foram mais jovens (p = 0,037) e buscaram tratamento mais precocemente que os não usuários (p = 0,048). Adicionalmente, a idade do início de problemas coincidiu com a fase de residência médica e imediatamente após este período, que parece ser um tempo de maior vulnerabilidade para este tipo de dependência em particular11.

A automedicação também foi maior entre usuários de opioides (91,2%) comparada aos 52,5% de não usuários (p = 0,001). Com isso, evitar a automedicação pode ser um dos focos de prevenção deste tipo de problema entre anestesiologistas.

As razões para buscar tratamento foram diferentes entre os dependentes de opioides, que o fizeram especialmente de modo voluntário ou sob pressão de colegas ou do Conselho Regional de Medicina e menos comumente sob pressão de familiares (p = 0,013).

O achado de que, entre os dependentes de opioides da amostra deste estudo, tenham ocorrido mais problemas profissionais do que familiares, provavelmente está relacionado ao fato do consumo ou desvio de substâncias ocorrer em ambiente de trabalho. Isto aponta para uma necessidade de treinamento dos colegas em detectar e manejar problemas relacionados à dependência de opioides, considerando que a família nem sempre está em condições de detectar tal problema.

Observamos a formação de três subgrupos conforme a droga de início de consumo. O primeiro grupo (18 casos ou 31,6%) mostrou um início precoce, abusando de um maior número de drogas. Um segundo grupo (10 casos ou 17,5%) foi composto de usuários exclusivos de álcool, sendo mais tardio o início da busca por tratamento e mostrando um grande intervalo de tempo entre a detecção dos problemas e a busca por auxílio terapêutico. O terceiro subgrupo (29 casos ou 50,9%) constituiu-se de sujeitos que não apresentaram qualquer histórico de abuso ou dependência de substâncias até que, abruptamente, começaram a utilizar-se de opioides ou benzodiazepínicos, geralmente de modo intravenoso.

Uma notável diferença pode ser percebida entre o perfil dos anestesiologistas dependentes de opioides apresentados neste estudo e os usuários de opioides na população geral14, em que as comorbidades psiquiátricas foram menos frequentes (44,1% vs 65,2%, respectivamente), os transtornos de personalidade (10,5% vs 36,7%, respectivamente), além dos problemas com álcool que foram também menos comuns (23,5% vs 65,9%, respectivamente). Estes dados apontam para a ideia de que - além de transtornos de personalidade e comorbidades psiquiátricas - é possível que outros fatores específicos possam ter colaborado com o surgimento da dependência de opioides entre os anestesiologistas da amostra deste estudo. Deste modo, tais achados sugerem que a análise da psicopatologia psiquiátrica ou de personalidade possam ser insuficientes para detectar sujeitos com maior vulnerabilidade para dependência de opioides, sendo recomendável uma prevenção universal, extensiva a todos os anestesiologistas.

Nossos resultados chamam a atenção para a consideração de fatores ocupacionais específicos desta especialidade tais como: insalubridade, acesso facilitado a drogas altamente dependógenas, alta expectativa quanto à resolução de problemas via uso de medicamentos ("otimismo farmacológico")15, perda do tabu em relação a agulhas e injeções, automedicação e exposição ambiental a partículas aerossolizadas de drogas que podem causar sensibilização de receptores neuronais e maior predisposição à experimentação16. Há evidências de que fentanil e propofol são encontrados no ar da sala operatória17.

Tais considerações levam à necessidade de uma discussão mais ampla sobre o reconhecimento da dependência química entre anestesiologistas como uma provável doença associada a fatores ocupacionais. Esta mudança de paradigma levaria a importantes repercussões no modo de se lidar com esta clientela. A adequada atenção dos colegas, a garantia dos direitos trabalhistas e, por fim, uma compreensão e abordagem mais empática dos casos podem auxiliar em um tratamento mais efetivo e precoce. Médicos doentes podem não procurar auxílio por temer as consequências profissionais. Deste modo, é responsabilidade de todos os médicos auxiliarem, de modo firme e empático, os colegas a buscarem o tratamento adequado.

Limitações

O fato de ter lançado mão de uma amostra de conveniência dificulta a expansão dos achados para a população de anestesiologistas que precisa de atendimento médico por problemas relacionados ao uso de substâncias. Desta forma, nossos dados não são representativos da população de anestesiologistas dependentes químicos. De qualquer modo, por se tratar de uma clientela "escondida" e de difícil acesso, nossos dados podem auxiliar na melhor compreensão deste problema.

 

AGRADECIMENTOS

Agradecemos o apoio financeiro e estratégico do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP).

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência para:
Dr. Hamer Nastasy Palhares-Alves
Rua Borges Lagoa, 564 cj 132
04038002 - São Paulo, SP, Brasil
E-mail: hamerpalhares@yahoo.com.br

Submetido em 20 de maio de 2011.
Aprovado para publicação em 3 de agosto de 2011.
Suporte financeiro: Este estudo foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) - Processo Nº 141366/2003-6 e recebeu apoio estratégico do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP).

 

 

Recebido da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas, Departamento de Psiquiatria, Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo, Brasil.