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Revista Brasileira de Enfermagem

versão impressa ISSN 0034-7167versão On-line ISSN 1984-0446

Rev. Bras. Enferm. vol.31 no.1 Brasília  1978

http://dx.doi.org/10.1590/0034-716719780001000001 

Editorial

ENFERMEIROS NO PAÍS - QUANTIDADE

O número de enfermeiros no país, graduados anualmente, não é suficiente para assegurar o cumprimento das metas fixadas. A população a ser atendida quanto à assistência à saúde aumenta em ritmo acelerado. A urbanização progressiva no país, o Plano Nacional de Desenvolvimento e a perspectiva de assistir com maior cobertura são aspectos, dentre outros, a indicar a necessidade de o país dar a atenção melhor possível à formação de recursos humanos de saúde, dos quais se quer destacar, para reflexão, os de enfermagem.

Educação e emprego são duas das inquirições que assomam ao primeiro plano pata um exame ligeiro da situação acima referida. Quanto a números, existe bom desempenho das instituições formadoras de recursos humanos de enfermagem? Isto é se enfermeiros, - generalistas, obstetras, de saúde pública, do trabalho e outras especializadas técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem estão sendo educados em número razoável para as necessidades do país?

Responde-se a pergunta declarando-se que, quanto a enfermeiros existem medidas tomadas pelo Ministério da Educação e Cultura - precisamente pelo Departamento de Assuntos Universitários (DAU) - que são evidência de uma preocupação com o assunto.

Desde 1975, o Diretor do DAU, valendo-se do relatório de março desse ano, denominado Diagnóstico do Curso de Enfermagem, preparado a ssu pedido, por um Grupo de Trabalho (1), tem aprovado programas e projetos cujos resultados poderão ser conhecidos a partir de 1979 em termos de aumento do número de enfermeiros graduados nos Centros de Ciências da Saúde das Universidades.

Não houve ainda um esforço semelhante para que as Secretarias da Educação, com a colaboração das de Saúde, do país façam programas e projetos de formação de técnicos de saúde de nível médio, inclusive de enfermagem. Como se poderá chegar a esta providência? Não parece fácil.

A segunda inquirição é quanto a empregos. Está difícil o país vencer obstáculos, de várias naturezas, para que o emprego de pessoal de enfermagem sejam oferecidos de modo razoável. Enfermeiros sub-remunerados e ausência de criação de empregos para técnicos de enfermagem são desajustamentos que desafiam a boa organização dos serviços de saúde em grande número de casos.

Todas as partes do Sistema Nacional de Saúde interagem entre si. Não é fácil, mas não é impossível estudarem-se medidas sérias para que o Brasil avance mais depressa no futuro próximo para cuidar, como país em desenvolvimento, da saúde de sua população. É um desafio nacional lançado a nós.

1O Grupo de Trabalho do Diagnóstico do Curso de Enfermagem, em 1975, foi constituido, mediante portarias do MEC, das Prof.ª Maria Dolcres Lins de Andrade, Maria Nilda Andrade e Maria Rosa S. Pinheiro.

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