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Revista Brasileira de Enfermagem

Print version ISSN 0034-7167

Rev. bras. enferm. vol.57 no.4 Brasília July/Aug. 2004

https://doi.org/10.1590/S0034-71672004000400006 

PESQUISA

 

Administração do tempo nas atividades de enfermagem de uma UTI

 

Administration of the time in the activities of nursing of a UTI

 

Administração hacen el uma UTI en las atividades de enfermagem de del tempoexcesiva de trabajo

 

 

Karleny dos Santos AlencarI; Rita de Cássia Moura DinizII; Flavia Regina Furtado LimaIII

IEnfermeira. Atua no Programa Saúde da Família de Campos Sales-CE. Aluna de Especialização da UNIFOR
IIEnfermeira. Mestre em Enfermagem. Coordenadora do Curso de Enfermagem da UNIFOR
IIIEnfermeria. Mestree em Enfermagem. Professora da UNIFOR

Correspondência

 

 


RESUMO

O trabalho investigou como enfermeiras assistenciais de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) empregam seu tempo durante a execução de suas atividades e quais estratégias utilizam para realizá-las. Trata-se de um estudo exploratório e descritivo, realizado numa instituição pública na cidade de Fortaleza/CE. A pesquisa ocorreu de fevereiro a abril de 2004, havendo sido utilizados como instrumentos uma entrevista e um check list. Os dados foram apresentados em figuras. As falas foram lidas e interpretadas, tendo como referencial teórico literaturas sobre administração do tempo. Percebemos que as enfermeiras não aproveitam adequadamente seu tempo, relatam estar sempre sobrecarregadas e realizando tarefas burocráticas que não lhes competem. Delegam tarefas aos auxiliares, para desenvolverem suas atividades durante a jornada de trabalho. Entretanto, faz-se necessário um redimensionamento de pessoal para melhoria da assistência de Enfermagem.

Descritores: administração em enfermagem; administração do tempo; sobrecarga de trabalho


ABSTRACT

The work investigated as nurses assistenciais of an Unit of Intensive Therapy use her time during execution of their activities and which strategies use for you accomplish them. It is a study exploratory, descriptive, accomplished in a public institution in the city of Fortaleza/CE. THE research happened from February to April of 2004. The used instruments were an interview and a check list. The data were presented in illustrations. The speeches were read, interpreted tends referencial theoretical literatures about administration of the time. We noticed that the nurses don't take advantage her time appropriately, they tell be overloaded always and accomplishing bureaucratic tasks that they don't compete them. They delegate tasks to the auxiliaries, for us to develop their activities in the work day. However, it is necessary a personnel redimensionamento for improvement of the nursing attendance.

Descriptors: administration in nursing; administration of the time; work overload


RESUMEN

El trabajo investigado como alimenta los assistenciais de una Unidad de su de uso de Terapia Intensivo cronometran durante la ejecución de sus actividades y qué estrategias use para usted lógrelos. Es un estudio exploratorio, descriptivo, cumplido en una institución pública en la ciudad de Fortaleza/CE. LA investigación pasó de febrero a abril de 2004. Los instrumentos usados eran una entrevista y una lista de control. Los datos se presentaron en las ilustraciones. Los discursos fueron leídos, interpretó cuida las literaturas teóricas al referencial sobre la administración del tiempo. Nosotros notamos que las enfermeras no toman que los su de ventaja cronometran apropiadamente, ellos dicen siempre se cargue excesivamente y logrando las tareas burocráticas que los ellos no los compiten. Ellos delegan las tareas a los auxiliares, para nosotros para desarrollar sus actividades por el día de trabajo. Sin embargo, es necesario un redimensionamento del personal para la mejora de la asistencia lactante.

Descriptores: Administración alimentando; administración del tiempo; la carga


 

 

1 Introdução

A Enfermagem vem acumulando, no decorrer de sua história, juntamente com o conhecimento empírico, conhecimentos teóricos, executando inicialmente suas atividades baseadas não somente em normas disciplinares, mas também em rotinas repetidas da sua atuação. Com a afirmação da Enfermagem como ciência, as modificações da clientela, da organização, do avanço tecnológico e dos próprios profissionais de Enfermagem, a prática da profissão deixa de ser mecânica, massificada e descontínua, utilizando-se de métodos de trabalho que favorecem a individualização e a continuidade da assistência de Enfermagem, bem como do estudo crítico do atendimento que se presta.

Dentre os vários métodos científicos específicos das ciências da Enfermagem, destacamos o Processo de Enfermagem, o qual melhor que se adapta aos objetivos da assistência, indo ao encontro da dinâmica das ações sistematizadas e inter-relacionadas, visando à assistência ao ser humano(¹).

As ações ou técnicas de Enfermagem consistem na descrição do procedimento a ser executado passo a passo e especificam também a relação do material que é utilizado. Tanto pode ser um procedimento realizado com o paciente, como banho no leito, curativo, sondagens, montagem da sala de operação, esterilização de instrumental e outros, bem como ações ou técnicas relativas às rotinas administrativas, tais como admissão, alta de pacientes, planejamento, delegação e administração do tempo dispensado no processo de trabalho.

A classificação das ações de Enfermagem relativas às funções administrativas são aquelas que envolvem a coordenação da assistência e concorrem para o adequado atendimento do paciente(2). Sabemos que para a realização dessas funções, a administração do tempo é algo fundamental. A administração do tempo no ambiente hospitalar sempre foi um tema que nos despertou interesse ao nos depararmos com a sobrecarga de trabalho, dado o número de procedimentos a serem realizados e a gravidade dos pacientes. Tudo aquilo nos fez refletir sobre como o planejamento das ações era importante para evitar estresse e ineficácia das atividades a serem realizadas.

Com o presente trabalho, pretendemos investigar como as enfermeiras assistenciais de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) empregam o seu tempo de trabalho durante a execução das atividades assistenciais anteriormente mencionadas. Será que as enfermeiras assistenciais conseguem administrar esse bem tão precioso e insubstituível que é o tempo? A sistematização utilizada por elas favorece a administração do tempo? Que estratégias ou prioridades utilizam para vencer um recurso tão valioso e finito como o tempo?

Considera-se o tema do estudo relevante, pois o tempo é um dado real utilizado de acordo com as necessidades, desejos, decisões e prioridades; é algo que não se recupera, pois ele é insubstituível e tende a ser escasso, sendo, por esse motivo, indispensável o seu planejamento no processo de trabalho da equipe de Enfermagem(3).

 

2 Objetivo

- Identificar as atividades de Enfermagem realizadas pelas enfermeiras em uma Unidade de Terapia Intensiva;

- Analisar como as enfermeiras assistenciais de uma UTI empregam seu tempo durante a realização de suas atividades;

- Conhecer as estratégias de administração do tempo no ambiente de trabalho utilizadas pelas enfermeiras.

 

3 Metodologia

Trata-se de um estudo de natureza exploratória e descritiva, realizado numa instituição pública de médio porte.

Foi intenção nossa trabalhar com a totalidade da população em estudo, uma vez que foram selecionadas todas as enfermeiras assistenciais lotadas na UTI do hospital analisado, em número de seis, enfermeiras das quais obtivemos a aceitação e a disponibilidade. Em pesquisas sociais desta natureza, é muito freqüente se trabalhar com amostra, ou seja, com pequena parte dos elementos que compõem o universo do estudo(4). Todavia, trabalhamos com a terminologia de população porque fizemos referência ao total de profissionais enfermeiras lotadas na UTI e não a uma amostra relativa a esta população. Investigamos a questão do tempo durante a realização de suas atividades, bem como procuramos conhecer as estratégias utilizadas pelas mesmas, relativas à administração do tempo no seu ambiente de trabalho.

A pesquisa de campo ocorreu no período de fevereiro a abril do ano de 2004, com duração de três meses, a fim de que pudéssemos pesquisar toda a população do estudo. Os instrumentos utilizados para coleta de dados foram uma entrevista semi-estruturada e um check list, entregue às participantes e por elas respondido.

A entrevista semi-estruturada teve um roteiro com questões abertas e fechadas, baseadas nos objetivos do estudo. No check list, relacionamos todas as atividades desenvolvidas na Unidade. Vale ressaltar que no início do referido processo informamos às participantes qual o objetivo da pesquisa e que não seriam avaliadas as suas ações ou feitos julgamentos acerca de sua prática cotidiana. Em outras palavras, para que o resultado do nosso estudo retratasse a verdade da melhor maneira possível, as enfermeiras tiveram resguardado seu anonimato. Ao final da pesquisa de campo, os dados foram agrupados e apresentados em forma de figuras para serem analisados e interpretados. As falas foram lidas, sistematizadas e interpretadas, tendo como apoio a literatura pertinente sobre administração do tempo.

Os aspectos éticos estiveram presentes em todas as fases da pesquisa, de acordo com a Resolução 196/96, a qual requer consentimento expresso dos participantes, pleno acesso aos objetivos do estudo, a garantia do anonimato dos envolvidos e o compromisso de não se utilizarem os resultados para objetivos contrários ao estudo.

 

4 Descrevendo e analisando os resultados

4.1 O perfil das enfermeiras lotadas na UTI do HGEx de Fortaleza

Verificou-se que o ano de graduação das enfermeiras do estudo variou entre 1988 e 2000. No entanto, houve uma maior predominância daquelas graduadas no período 1988 a 1993. Dessa forma, o tempo de trabalho como enfermeira assistencial prevaleceu de 10 a 12 anos. Relativamente ao estado civil, todas são solteiras, tendo afirmado que a profissão não interferiu no atual estado civil. A jornada de trabalho é exaustiva, cumprindo uma média de 64 horas semanais de trabalho, alternando com plantões noturnos e diurnos. A faixa etária das profissionais está entre 35 a 39 anos, caracterizando-se por serem jovens em fase da vida bastante produtiva. O salário varia entre R$1.400 e R$1.800, tendo havido restrições da parte de algumas em relatar o valor real da renda total, considerando que todas trabalham também em outro hospital.

O HGEx, possui lotadas na sua UTI seis enfermeiras, que executam cuidados aos pacientes, todas com experiência de quinze anos, em média, o que significa que as mesmas possuem requisitos suficientes para exercerem o papel de enfermeiras que prestam cuidados intensivos aos pacientes, pois devem possuir, além de diploma de graduação, experiência profissional de pelo menos cinco anos, aliados à cultura geral, qualidade de liderança, iniciativa, energia e saúde física e mental(5).

4.2 Atividades práticas das enfermeiras assistenciais na UTI do HGEx de Fortaleza/CE

A figura relaciona e identifica as atividades realizadas pelas enfermeiras na UTI do HGEx. Vale salientar que este serviço se coloca como um dos mais importantes no processo de recuperação do cliente, uma vez que provêaos pacientes cuidados desde a sua entrada no hospital até sua saída, inclusive a volta ao lar, família e trabalho.

Nas atividades desenvolvidas, podemos observar no processo de elaboração do instrumento para a monitoração do tempo, que foram obtidas da relação de atividades assistências que são executadas pelas enfermeiras em estudo. Percebemos que diante da gama de atividades descritas pelas enfermeiras na Figura I como passíveis de serem por elas realizadas, torna-se clara a dicotomia entre teoria - prática com uma profunda dissonância entre o que a enfermeira deve fazer e o que a mesma executa de fato. Acreditamos que isso se dá pelo processo exaustivo de trabalho, apesar de que a ênfase nos cursos de Graduação em Enfermagem tem sido para a prestação do cuidado direto aos pacientes, o que nos leva a afirmar que o processo de divisão de trabalho tem que ser reconsiderado, bem como redimensionado o número de enfermeiras que trabalham em atividades que requerem cuidados intensivos.

 

 

Para que não ocorra uma discrepância entre as atividades desenvolvidas pelas enfermeiras e as delegadas aos outros funcionários, é preciso que se tenha um planejamento adequado das atividades, pois os serviços de enfermagem dentro de uma UTI são complexos, exigindo uma resposta imediata, ou seja, envolve estudo e uso de fatos e princípios, exigindo dessa forma conhecimento, imaginação, raciocínio, habilidade e técnica de pesquisa(6).

4.2 Como as enfermeiras assistenciais de uma UTI empregam seu tempo durante a realização de suas atividades

A Figura nos mostra alguns desperdiçadores do tempo que, de forma direta ou indireta, cercam o ambiente das enfermeiras de uma Unidade de Terapia Intensiva, revelando, assim, que as mesmas fazem mau aproveitamento do seu tempo, o que pode vir a prejudicar a saúde do paciente.

Analisando os desperdiçadores do tempo e baseado nas respostas citadas pelas participantes do nosso estudo, os maiores foram planejamento inadequado e desorganização, revelando que elas os praticam com muita freqüência. Em relação aos demais desperdiçadores contidos na Figura 2, evidenciou-se que eles foram bastante enfocados, confirmando assim que são muito utilizados por estas enfermeiras, garantindo um desperdício de tempo na sua prática cotidiana, interferindo, portanto, na qualidade da assistência prestada ao cliente.

 

 

4.3 Estratégias de administração do tempo no ambiente de trabalho utilizadas pelas enfermeiras da UTI

A figura a seguir nos mostra as estratégias realizadas pelas enfermeiras numa UTI para que possam alcançar uma execução eficiente do trabalho, utilizando, dessa forma, conhecimentos das ciências comportamentais da pessoa humana, princípios científicos das técnicas e tratamentos, habilidade na observação, comunicação, relações interpessoais e capacidade de julgamento.

Administrar o tempo, portanto, é fazer ótimo uso do tempo disponível. A administração eficaz do tempo requer a análise das características do trabalho e dos hábitos de trabalho individual e da equipe, como também a necessária intervenção onde o uso daquele não for produtivo(3).

 

 

A estratégia observada como de maior prioridade foi a delegação de tarefas, que traz vantagens como o crescimento pessoal e profissional de quem delega e de quem recebe a delegação. Essa função deve estar diretamente relacionada com o conhecimento da ação a ser executada e a responsabilidade pelos resultados finais(7).

Percebemos que outras atividades, como elaboração de listas de prioridades, são habitualmente utilizadas pelas enfermeiras assistências. O que se pode concluir é que as enfermeiras em estudo estão pondo em prática estratégias de planejamento para um bom aproveitamento do tempo, apesar de não se engajarem à procura de formas para a eliminação dos desperdiçadores do tempo.

A fim de reforçamos a nossa análise, iremos apresentar as falas mais significativas das participantes da pesquisa no momento da aplicação da entrevistacomo forma de ficar mais evidenciada a sobrecarga de trabalho das enfermeiras assistenciais na sua prática cotidiana.

Na busca da realização das atividades dentro de um tempo adequado, obtivemos os seguintes depoimentos:

As atividades deveriam ser distribuídas de maneira que em relação à parte administrativa nos deixassem mais livres (Lírio).

Na realidade, o enfermeiro é o mais sobrecarregado da equipe, por isso eu acho que devem ser revistas com precisão as atividades que lhe são competentes (Dália).

Nesse relato, a enfermeira Lírio refere que a distribuição de atividades deveria ser realizada de uma forma coerente, que não a sobrecarregasse e pudesse disponibilizar uma maior racionalização do tempo para se obter uma assistência de qualidade e com humanização.

No segundo depoimento, a enfermeira Dália revela uma sobrecarga de trabalho e o principal motivo está relacionado ao tempo, pois muitas vezes a enfermeira trabalha mais do que sua jornada de trabalho para concluir suas atividades, ou então esta enfermeira tem que adquirir segurança, agilidade e experiência para realizar as tarefas no tempo adequado, sendo muito importante a disposição do enfermeiro em querer fazer.

Estar assoberbado de trabalho e as restrições de tempo causam um número maior de erros, omissões de tarefas importantes e sentimentos gerais de estresse e ineficácia. Embora algumas pessoas pareçam ser "naturais" com a administração do tempo, esta qualidade é adquirida e desenvolve-se com a prática. Existem etapas básicas para a administração do tempo dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), das quais podemos citar(3)

- Alocar tempo para o planejamento e estabelecer prioridades;

- Completar a tarefa de mais alta prioridade sempre que possível e terminar uma tarefa antes de iniciar outra;

- Estabelecer novas prioridades com base nas tarefas remanescentes e nas novas informações que tenham sido recebidas.

Tudo isso leva tempo, requer capacidade de pensar, analisar dados, visualizar alternativas e tomar decisões.

 

5 Considerações Finais

O presente trabalho coloca em evidência as atividades assistenciais a serem realizadas pelas enfermeiras e as estratégias de tempo utilizadas pelas mesmas para a efetivação destas tarefas.

De acordo com o relato das enfermeiras assistenciais participantes do nosso estudo, percebemos que a maioria delas não aproveitam de forma adequada seu tempo, pois relatam que estão sempre sobrecarregadas e realizando tarefas burocráticas que não são de sua competência.

Para tanto, é necessária uma atenção à questão da organização do hospital como um todo, do processo de trabalho da Enfermagem e do estabelecimento de limites de competência para cada categoria que atua dentro da profissão.

Podemos nos auto-administrar e, certamente, não teremos motivação para fazê-lo se não definimos o que pretendemos. Então devemos, diariamente, planejar as atividades que iremos desenvolver durante o dia, ressaltando as prioridades, delegando atividades e mantendo o nosso ambiente de trabalho sempre organizado(3).

 

Referências

1. Horta WA. Processo de enfermagem. São Paulo: EPU/EDUSP; 1979. 99p.         [ Links ]

2.Almeida MCP, Rocha JSY. O saber de enfermagem e sua dimensão prática. 2ª. ed. São Paulo: Cortez; 1989. 128 p. il.         [ Links ]

3. Marquis Bl, Huston CI. Administração e liderança em enfermagem: teoria e aplicação. 2ª ed. Porto Alegre. Artmed; 2002. 557 p.         [ Links ]

4. Lakatos EM, Marconi MA. Fundamentos de metodologia científica. 4ª. ed. São Paulo: Atlas; 2001. 288 p.         [ Links ]

5. Castilho V, Gaidzinski RR. Planejamento da assistência de enfermagem. In: Kurcgant P, Cunha KC, Massarollo MCKB, Ciampone MHT, Silva VEF, Leite MMJ, et al. Administração em enfermagem. São Paulo: EPU; 1991. P. 207-214.         [ Links ]

6. Lima FRF. Planejamento no contexto da prática da enfermeira: um repensar profissional. [Dissertação]. Fortaleza(Ce): Universidade Federal do Ceará; 2002. 134f.         [ Links ]

 

 

Correspondência:
E-mail do autor: cassia@unifor.br

Data de Recebimento: 28/07/2004
Data de Aprovação: 27/09/2004

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