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Revista Brasileira de Enfermagem

Print version ISSN 0034-7167

Rev. bras. enferm. vol.59 no.1 Brasília Jan./Feb. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672006000100001 

EDITORIAL

 

Novo Ano, novos desafios, novas esperanças...

 

 

Isabel Cristina Kowal Olm Cunha

Editor Científico

 

 

No início de um Novo Ano, todos fazemos planos e muitas promessas, motivados pelo desconhecido e pela necessidade de mudar e melhorar. Melhorar é um desafio a ser sempre perseguido num mundo competitivo e globalizado.

As revistas de enfermagem que disseminam a produção do conhecimento nesta área vem envidando imensos esforços para através da mudança, adquirirem maior visibilidade, ampliando as bases de dados onde estão indexadas. Não é um esforço fácil, pois regras estão estabelecidas e se atingi-las é difícil, quebra-las ou mudá-las parece impossível. A verdade é que os periódicos de enfermagem brasileiros necessitam ser melhor indexados para conseguir maior visibilidade.

Hoje temos em nosso país um conjunto de cerca de tres dúzias de revistas que difundem o conhecimento da Enfermagem Brasileira. Destas, apenas uma está contemplada no SciELO, quatro no Medline e menos da metade delas no LILACS. As revistas com maior indexação e qualidade ainda, excetuando-se a REBEn, estão vinculadas à programas de pós-graduação onde há maior incidência de produção e consumo de pesquisa. É pois, muito pouco, ou quase nada, para a produção de conhecimento feita pela Enfermagem em nosso país. É muito pouco principalmente quando analisamos outras revistas que, com qualidade igual ou até inferior às nossas, estão melhor indexadas.

Considerando as exigências estabelecidas pelas bases de dados, as revistas vem investindo muito na infra-estrutura informatizada, no conselho editorial, na seleção e aprovação de artigos, no número de pesquisas originais por fascículo, na periodicidade e pontualidade, para atender a estes critérios. Apesar do esforço de maneira individual feitos pelas revistas, seus editores e suas instituições, e de maneira coletiva em reuniões e eventos de editores, pouco se tem conseguido a médio espaço de tempo.

Há ainda a questão do financiamento destas revistas, cuja maior parte sobrevive de receitas de assinaturas e investimento de suas instituições. No último ano, apenas uma revista de enfermagem obteve financiamento de órgão de fomento público, pois as outras não atingem os critérios para se habilitarem. Sem fomento não há disseminação de conhecimento, sem esta disseminação não há financiamento; ou seja, estamos correndo em círculos. Em outras palavras, é necessário haver muito mais do que esforços individuais das revistas: há que haver esforço político coletivo.

A Associação Brasileira de Enfermagem historicamente nestes oitenta anos tem colaborado e feito a sua parte para disseminar o conhecimento na nossa área, quer através da manutenção da revista, jornal e livros, quer participando e incentivando discussões e agregando editores e interessados. A REBEn foi o primeiro periódico de enfermagem brasileiro e em toda sua história esteve preocupada com o papel que os periódicos de enfermagem desempenham para a comunidade.

Nossa perspectiva para o Ano Novo inclui um esforço político junto com os periódicos da área para vislumbramos a curto prazo rotas possíveis para tornar o conhecimento da enfermagem brasileira mais visível.

Participe deste esforço conjunto e um bom ano pra todos nós!