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Revista Brasileira de Enfermagem

Print version ISSN 0034-7167

Rev. bras. enferm. vol.64 no.6 Brasília Nov./Dec. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672011000600001 

EDITORIAL

 

Ação partícipe no primeiro ano da Rede Nacional ABEn

 

 

Ivone Evangelista Cabral

Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Enfermagem Anna Nery, Departamento de Enfermagem Materno Infantil. Rio de Janeiro-RJ, Brasil. Associação Brasileira de Enfermagem, Presidente Nacional Gestão 2010-2013. Brasília-DF, Brasil

 

 

A chapa "Ação ParTícipe" foi eleita por Associadas e Associados, para gerir a Associação Brasileira de Enfermagem Nacional, no período de 2010-2013. Como uma gestão de continuidade, a Diretoria Nacional cumpriu os acordos e parcerias firmados pelas antecessoras, mantendo o firme propósito de avançar com o Projeto Político Participativo da ABEn.

Buscou-se, neste primeiro ano de mandato, compreender os processos comunicativos e interacionais que conformam a Rede Nacional ABEn; rever modelos e práticas de gestão participativa para se trabalhar em rede de cooperação e parcerias; fortalecer e dinamizar os processos de profissionalização da gestão cotidiana; retomar as relações e articulações internacionais; ampliar parcerias e buscar novos parceiros, entre outras iniciativas. Para exemplificar, destacam-se cinco das inúmeras frentes de trabalho em que a Ação ParTícipe obteve êxito no primeiro ano da Rede Nacional ABEn.

Na política nacional de Enfermagem, recompôs as forças das organizações da profissão, ao reativar o Fórum das Entidades de Enfermagem, sob a denominação de Fórum Nacional 30 horas Já: Enfermagem Unida por um único objetivo. Essa foi uma iniciativa que reuniu as três principais e maiores organizações da categoria - ABEn, Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE) e Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) -, juntamente com outras organizações sindicais, para defender os interesses da profissão diante dos órgãos de governo, parlamento e sociedade.

Quanto à política internacional da Enfermagem, a ABEn avançou retomando as relações com a Federación Panamericana de Profesionales de Enfermería (FEPPEN); vinculando-se à Asociación Latinoamericana de Escuelas e Facultades de Enfermería (ALADEFE); e firmando convênio de Cooperação Técnica com a Registered Nurses Association of Ontario (RNAO) para a formulação de guias clínicos de cuidados de Enfermagem.

No plano da difusão científica, optou-se por investir na profissionalização da Revista Brasileira de Enfermagem, tomando-a como prioridade absoluta na gestão, e fortalecer a HERE - História da Enfermagem Revista Eletrônica, para ampliar suas bases de indexação e reconhecimento pela comunidade científica.

Como instância da sociedade civil organizada, ramo das associações profissionais e engajada no Movimento pela Qualidade da Formação dos Profissionais de Enfermagem, juntamente com o Cofen e a FNE, a ABEn tem sido cautelosa com o debate midiático sobre a qualidade da formação, particularmente, em uma conjuntura internacional de escassez de recursos humanos de Enfermagem, bem como de um intenso debate interno do impacto da regulamentação das 30 horas e aprovação de piso salarial. É preciso qualificar e contextualizar a problemática da mercantilização da educação no país, elaborar um diagnóstico da educação em enfermagem, ser propositivo encaminhando soluções transformadoras da realidade e capazes de superar iniquidades que sustentam a baixa qualidade da formação. O Brasil, vive o paradoxo do aumento da oferta de vagas no ensino superior de Enfermagem, ao mesmo tempo em que se mantém na terceira pior posição da força de trabalho de enfermeiros, ou seja, 0,9 por 1.000 habitantes.1

Na esfera dos assuntos profissionais, a criação da TV ABEn, cujo funcionamento está previsto para maio de 2012, revelou-se como um marco na requalificação permanente dos trabalhadores de Enfermagem.

Ao revisitar os compromissos assumidos e as ações definidas para torná-los exequíveis, observa-se que as necessidades da vida associativa são superiores à capacidade de respostas empreendidas em ações participativas e voluntárias. A constatação a que se chega não nos admoesta, mas se apresenta como um desafio a ser superado no encontro com o outro e no diálogo. Afinal, vive-se, na parte, o reflexo do que há na totalidade: a prática social do voluntariado conflita-se com os outros valores que regem a nossa sociedade. Muito há para ser feito e poucos estão disponíveis para fazê-lo! Então, como sair dessa situação desafiadora?

Penso que o caminho da sustentabilidade de uma entidade sem fins lucrativos, na vida contemporânea de regulação e controle, conjuga ação participativa e voluntária com uma gestão profissional e financeira qualificada. Assim, novas metas são projetadas no realinhamento dos dois anos de mandato que a gestão tem adiante.

 

REFERÊNCIAS

Organisation for Economic Co-operation and Development. Health workforce. Health at a Glance 2011. OECD Indicators, p. 75. Disponível em: http://www.oecd.org/dataoecd/6/28/49105858.pdf. Acesso em: 12 de janeiro de 2012.         [ Links ]