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Revista Brasileira de Enfermagem

versão impressa ISSN 0034-7167

Rev. Bras. Enferm. vol.68 no.1 Brasília jan./fev. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167.2015680112p 

PESQUISA

Fatores associados à imunização contra Hepatite B entre trabalhadores da Estratégia Saúde da Família

Factores asociados con la vacunación contra la hepatitis B entre los trabajadores de la Estrategia Salud de la Familia

Andréa Maria Eleutério de Barros Lima MartinsI 

Fernanda Marques da CostaII 

Raquel Conceição FerreiraIII 

Pedro Eleutério dos Santos NetoIV 

Tatiana Almeida de MagalhaesV 

Maria Aparecida Barbosa de SáVI 

Isabela Almeida PordeusVII 

IUniversidade Estadual de Montes Claros, Centro de Ciências Básicas e da Saúde, Departamento de Odontologia. Montes Claros-MG, Brasil

IIUniversidade Estadual de Montes Claros, Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde. Montes Claros-MG, Brasil.

IIIUniversidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Odontologia, Departamento de Odontologia Social e Preventiva. Belo Horizonte-MG, Brasil

IVUniversidade Estadual de Montes Claros, Centro de Ciências Básicas e da Saúde, Departamento de Fisiopatologia. Montes Claros-MG, Brasil

VFaculdades Integradas Pitágoras. Montes Claros-MG. Brasil

VIFaculdades Unidas do Norte de Minas, Curso de Odontologia. Montes Claros-MG, Brasil

VIIUniversidade Federal de Minas Gerais, College of Dentistry, Departament of Pediatric Dentistry and Orthodontics. Belo Horizonte-MG, Brazil.

RESUMO

Estudo transversal conduzido entre trabalhadores da Estratégia Saúde da Família de Montes Claros.

Objetivo:

investigar o relato de vacinação contra Hepatite B, a verificação da imunização e os fatores associados às dosagens de anti-HBs.

Método:

coletaram-se amostras de sangue daqueles que relataram ter recebido uma ou mais doses da vacina. Avaliou-se a associação da dosagem de anti-HBs com condições sociodemográficas, ocupacionais e comportamentais. As associações foram verificadas pelos testes Mann Whitney e Kruskal Wallis e correlação de Spermann seguida pela regressão linear, utilizou-se o SPSS® 17.0.

Resultados:

dentre os 761 entrevistados, 504 (66,1%) foram vacinados, 52,5% tomaram três doses, 30,4% verificaram a imunização. Dos 397 avaliados quanto à dosagem de anti-HBs, 16,4% estavam imunes.

Conclusão:

constatou-se que o maior tempo de trabalho foi associado a níveis mais elevados de anti-HBs, enquanto os níveis de tabagismo foram inversamente associados ao anti-HBs. Há necessidade de campanhas de vacinação entre esses trabalhadores.

Palavras-Chave: Saúde da Família; Vacinas Contra Hepatite B; Exposição Ocupacional; Hepatite B; Epidemiologia

RESUMEN

Estudio transversal realizado entre trabajadores de la Estrategia Salud de la Familia Montes Claros.

Objetivo:

investigar el informe de la vacunación contra la hepatitis B, la verificación de la inmunización y los factores asociados con la dosis de anti-HBs.

Método:

se recogieron muestras de sangre de los que informaron que tenían una o más dosis de la vacuna. Se evaluó la asociación entre la dosis de anti- HBs con las condiciones sociodemográficas, laborales y de comportamiento. Las asociaciones fueron verificadas por Mann Whitney y Kruskal Wallis y Spermann correlación seguida por regresión lineal utilizando el programa SPSS® 17.0.

Resultado:

entre los 761 encuestados, 504 (66,1%) fueron vacunados, el 52,5 % recibió tres dosis de vacunación, 30,4% verificado. De los 397 evaluados para la determinación de anticuerpos anti-HBs, 16,4 % eran inmunes.

Conclusión:

se encontró que la mayor duración de la obra se asoció con mayores niveles de anti- HBs, mientras que los niveles de tabaquismo se asoció inversamente con el anti- HBs. La necesidad de campañas de vacunación entre los trabajadores.

Palabras-clave: Salud de La Familia; Las Vacunas Contra La Hepatitis B; Exposición Ocupacional; Hepatitis B; Epidemiologia

INTRODUÇÃO

A Hepatite B (HB) é um problema de saúde pública, existem portadores crônicos do vírus da Hepatite B (HBV) em todo o mundo e esses agravos têm impacto elevado na saúde das populações, bem como nos sistemas nacionais de saúde dos países(1). Um inquérito nacional evidenciou que as regiões brasileiras apresentam variações e diferenças epidemiológicas, estimou-se que pelo menos 15% da população já entrou em contato com o VHB e que os casos crônicos de HB afetavam cerca de 1,0% da população, constituindo-se um importante elo na cadeia de transmissão da doença(2-4).

Dentro dessa situação de vulnerabilidade da população brasileira, destacam-se os trabalhadores da saúde, que são mais vulneráveis ao VHB se comparados à população geral. A HB é considerada uma doença ocupacional, que está relacionada com o grau de exposição destes profissionais em seus locais de trabalho, através de sua relação direta com a manipulação de sangue e outros fluídos corporais de pacientes infectados pelo VHB e a possível transmissão do VHB para os seus pacientes, sendo assim o trabalhador da saúde faz parte da cadeia de transmissão do VHB de forma direta. O risco de contaminação pelo VHB após acidentes com materiais perfuro cortantes contaminados com paciente com HBeAg positivos é alto. Estudo entre profissionais da área de patologia clínica mostrou que 22,6% desses profissionais apresentavam sorologia indicativa de contato prévio com o VHB(2-4). Nesse contexto a situação de risco dos trabalhadores da saúde merece atenção especial quanto às medidas de prevenção contra o VHB, sendo a vacinação a melhor forma de proteção. Ela constitui uma das intervenções, de Saúde Pública, mais relevantes, devido ao seu caráter coletivo garantindo assim a quebra da cadeia de transmissão. A vacinação dos trabalhadores da saúde pode diminuir a incidência de infecção pelo VHB em até 95%(4).

A vacina contra HB foi introduzida em locais de alta prevalência desde 1989, culminando com a vacinação universal no calendário infantil a partir de 1998. O Ministério da Saúde vem ampliando a faixa etária da população a ser imunizada, que era de 0-19 anos em 1998, para 0-29 anos em 2012. O acesso a essa vacina é público e sua distribuição ocorre sem custos para os usuários do Sistema Único de Saúde(2). No Brasil é preconizado que a vacinação seja feita em 3 (três) doses, no esquema de 0, 30 e 180 dias. Para os trabalhadores da saúde, recomenda-se que, após a administração da última dose do esquema vacinal contra a HB, sejam realizados exames sorológicos para controle dos títulos de anticorpos (anti-Hbs) (1). Uma vez que essa vacina, após administração do esquema completo, pode induzir alto grau de imunidade, contudo aproximadamente 5% a 10% dos vacinados não alcançam os títulos protetores de anticorpos. A revacinação é feita em caso de falha da imunização (títulos protetores < de 10mUI/mL)(1).

Apesar da disponibilidade da vacina contra HB nos serviços do SUS(4), verifica-se que a situação vacinal dos profissionais nos diferentes níveis da atenção à saúde mostram a existência de problemas associados a adesão à vacinação e as precauções de saúde ocupacional(5-6), como também, dados não esclarecidos em relação a cobertura vacinal entre os trabalhadores da atenção primária a saúde. Foram identificados estudos(7-8) que abordaram esta questão entre trabalhadores da atenção primária, detentora de um grande contingente de trabalhadores da saúde com as mais diversas formações e com diversas peculiaridades em relação aos demais trabalhadores da saúde. Sendo assim, destaca-se a importância de se conhecer os aspectos relativos à vacinação contra HB no âmbito da estratégia de saúde da família (ESF).

Nesse contexto, foram investigadas as prevalências do relato de vacinação contra HB, da verificação da imunização pós-vacinação, bem como a prevalência da imunidade à HB dos trabalhadores da ESF do município de Montes Claros/MG.

METODOLOGIA

Estudo transversal conduzido entre agosto e dezembro de 2011, que incluiu todos os 762 trabalhadores da Atenção Primária à Saúde de todas as 59 equipes da ESF de Montes Claros/MG: médicos, enfermeiros, cirurgiões-dentistas, técnicos e auxiliares de enfermagem, técnicos e auxiliares de saúde bucal e agentes comunitários de saúde. A coleta de dados ocorreu em duas fases. Na primeira, todos os trabalhadores foram convidados a responder um questionário semi-estruturado, previamente testado entre trabalhadores não considerados no estudo. Na segunda fase, foram selecionados os trabalhadores que relataram ter recebido pelo menos uma dose da vacina contra HB e, a partir desses trabalhadores, selecionou-se uma amostra. Para definição do tamanho dessa amostra considerou-se um intervalo de confiança de 95%, uma proporção de 50% do evento e um erro de 2,0%, perfazendo um total de 417 profissionais. Amostras de sangue foram coletadas desses entrevistados que relataram ter recebido uma dose da vacina contra HB, que foram sorteados aleatoriamente e aceitaram participar dessa fase do estudo. Um técnico calibrado fez a verificação da dosagem de anti-HBs, a titulação considerada protetora foi ≥ 10 mUI/ml, valores inferiores referiram-se à imunidade latente ou ausência de imunidade.

A prevalência do relato de vacinação foi avaliada a partir da pergunta: Você já tomou a vacina contra a Hepatite B? Se a resposta for SIM, quantas doses você tomou (sim, três doses; sim, duas doses; sim, uma dose; sim, não sei quantas doses; não; não sei / não lembro). Já a prevalência da verificação da imunização pós-vacinação, foi avaliada a partir da pergunta: Se foi vacinado, você fez exame de sangue para verificar se ficou imune à Hepatite B? Se a resposta for SIM, qual foi o resultado (o exame foi feito e estou imune; o exame foi feito e não estou imune; não fiz o exame; não fui vacinado; não sei / não lembro).

Na avaliação da imunidade, foram considerados os trabalhadores que relataram ter recebido pelo menos uma dose da vacina contra HB, esses trabalhadores foram caracterizados quanto às variáveis investigadas. Para a análise, considerou-se a titulação de anti-HBs como variável dependente. Avaliou-se a associação da dosagem de anti-HBs com condições sociodemográficas, com aspectos ocupacionais, com a saúde geral e com comportamentos relacionados à saúde. Associações entre a variável dependente, titulação de anti-HBs, foram identificadas pelos testes Mann Whitney, Kruskal Wallis e correlação de Spearman, seguidos pela regressão linear com testes prévios dos seus pressupostos. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o software SPSS® versão 17.0. As variáveis independentes foram agrupadas da seguinte forma:

- Condições socioeconômicas e demográficas: sexo; idade em anos; escolaridade em anos de estudo; situação conjugal e renda mensal per capita em reais.

- Aspectos ocupacionais: função na ESF; tempo de trabalho na profissão em meses; tempo de trabalho na ESF em meses; regime de trabalho; presença de outro vínculo profissional; atualização na área da saúde do trabalhador nos últimos dois anos; contato com instrumento perfurocortante; contato com material biológico na prática atual; histórico de acidente de trabalho com material biológico; satisfação com o trabalho. A função na ESF foi categorizada em três níveis: superior (médicos, cirurgiões-dentistas e enfermeiros), técnico (técnicos em saúde bucal e técnicos em enfermagem) e médio (agentes comunitários de saúde).

- Saúde geral e comportamentos relacionados à saúde: autoclassificação da saúde (ótima e boa/regular, ruim e péssima); tabagismo (não fumante, fumante/ex-fumante), atividade física (ativo/sedentário); presença de doença(s) sistêmica(s) diagnosticada(s) por um médico (não/sim) e uso de medicamentos prescritos por um médico (não/sim). O nível de atividade física foi medido pelo Questionário Internacional de Atividades Físicas (IPAQ), analisado segundo as orientações do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul, classificando os trabalhadores em muito ativo, ativo, irregularmente ativo e sedentário, variável posteriormente categorizada em ativo (muito ativo, ativo, irregularmente ativo) e sedentário(9). A duração do hábito tabagista não foi considerada, pois o número de trabalhadores fumantes foi baixo, impossibilitando a categorização.

O estudo atendeu os princípios éticos da Resolução do Conselho Nacional de Saúde (CNS) n° 196/96 e foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa (CEP/ SOEBRAS n° 208/08). Dentre os 762 profissionais convidados a participar da pesquisa, 761 (99,9%) aceitaram e assinaram o termo de consentimento livre esclarecido.

RESULTADOS

Os resultados da primeira fase, na qual foram investigados 762 profissionais, demonstraram que 761 profissionais responderam a questão referente ao relato de vacinação (taxa de resposta de 99,9%). Dos 761 participantes foram avaliados 504 (66,1%) vacinados, desses 400 (52,5%) receberam uma dose da vacina, 57 (7,4%) duas doses e 47 (6,2%) três doses da vacina.

Entre os 504 profissionais que receberam pelo menos uma dose da vacina, 153 (30,4%) relataram ter verificado a imunidade pós-vacinação, pelo menos uma vez. Na segunda fase, participaram 397 (TR= 95,2%) sorteados dentre os 504 vacinados a partir de amostra aleatória simples (n estimado= 417). Dos 397, que participaram da coleta de sangue para verificação da imunidade 65(16,4%) estavam imunes.

Os trabalhadores que foram avaliados quanto ao estado imunológico (n=397) apresentaram uma idade que variou de 18 a 59 anos, com média de 32,42 anos e Desvio padrão (DP) = 8,3; a escolaridade variou de 3 a 27 anos, com média de 13,02 e DP=3,06 (n=385). Uma renda em salários mínimos que variou de 0,78-21,57, com média de 2,13 e DP=2,37 salários (n=385). O tempo de trabalho variou de 1 a 420 meses (35 anos), o tempo médio de trabalho foi de 63,85 meses, DP=65,88 (n=395). O tempo de trabalho na saúde variou de 1 a 240 meses (20 anos), o tempo médio de trabalho foi de 44,70 meses, DP=39,14 (n=395). Na verificação do estado imunológico, considerando o anti-HBs, entre os 397 trabalhadores, constatou-se um nível médio de anti-HBs de 3,8492 mUI/ml, DP=4,65, os valores do anti-HBs variaram de 0,00 a 20,50 mUI/ml.

A caracterização dos profissionais que foram avaliados quanto ao estado imunológico contra Hepatite B foi distribuída segundo aspectos sociodemográficos, ocupacionais, da saúde geral e comportamentais (Tabela 1).

Quadro 1 Caracterização dos trabalhadores da ESF quanto ao relato de vacinação, relato de verificação da imunidade pós-vacinação e imunidade quanto à dosagem do anti HBs, Montes Claros-Minas Gerais, 2011 

Foram convidados a participar todos os 762 trabalhadores da ESF
Relato de vacinação Relato de verificação da imunidade pós-vacinação Imunidade HB / Dosagem de Anti-HBs / Ponto de corte 10muI
Senso - 762 n - 761 TR- 99,9%   Senso dos vacinados n - 504 n - 504 Amostra N- 504 n estimado - 417 n - 397 TR - 95,2%
3 doses 400 52,5%   Sim, imune 126 25,0%   Parâmetros do cálculo amostral N- 504 p - 0,50 q - 0,50 erro - 2,0 z- 1,96
2 doses 57 7,4%   Sim, não imune 12 2,4%  
1 dose 47 6,2%   Fez, sem resultado 15 3,0%  
Não sabe 122 16,2%   Não verificou 351 69,6%  
Não vacinou 135 17,7%  
     
Três doses 400 52,5%   Verificaram 153 30,4%   Imune 65 16,4%
Não vacinados 361 47,5%   Não verificaram 351 69,6%   Não imune 332 83,6%

Na análise bivariada, avaliou-se a associação entre as dosagens dos anticorpos anti-HBs e as variáveis independentes categóricas por meio da mediana e distância interquartil. Para avaliar a associação entre dosagens do anti-HBs e as variáveis independentes quantitativas utilizou-se a Correlação de Spearman (Tabela 2).

Tabela 1 Caracterização dos trabalhadores da ESF que foram avaliados quanto ao estado imunológico(n = 397), Montes Claros-Minas Gerais, 2011 

ASPECTOS SOCIOECONOMICOS E DEMOGRÁFICOS
Sexo n %
    Masculino 66 16,6
    Feminino 331 83,4
Situação conjugal
    Com companheiro 208 52,4
    Sem companheiro 189 47,6
ASPECTOS OCUPACIONAIS
Função na ESF
    Nível superior 74 18,6
    Nível auxiliar e técnico 73 18,4
    Nível médio 250 63,0
Regime de trabalho
    Efetivo 187 47,0
    Contratado 210 53,0
Presença de outro vínculo profissional
    Não 342 86,1
    Sim 55 13,9
Atualização na área de saúde do trabalhador
    Sim 184 46,3
    Não 213 53,7
Contato com instrumentos perfuro cortantes
    Não 163 41,1
    Sim 234 58,9
Contato com material biológico
    Não 152 38,1
    Sim 245 61,9
Histórico de acidente com material biológico
    Não 352 88,7
    Sim 45 11,3
Satisfação com o trabalho
    Satisfeito 320 80,6
    Insatisfeito 77 19,4
SAÚDE GERAL/COMPORTAMENTOS RELACIONADOS À SAÚDE
Autoclassificação da saúde
    Positiva 360 90,6
    Negativa 37 9,4
Tabagismo
    Não fumante 371 93,5
    Fumante/Ex-fumante 26 6,5
Atividade física
    Ativo 319 80,4
    Sedentário 78 19,6
Presença de doença sistêmica
    Não 257 64,7
    Sim 140 35,3
Uso de medicamentos
    Não 280 70,5
    Sim 117 28,5

Tabela 2 Análise bivariada da associação entre a dosagem de anticorpos anti-HBs e variáveis independentes categóricas (Mediana, Distância interquartil), Correlação de Spearman r* entre a dosagem de anticorpos anti-HBS e variáveis independentes quantitativas dentre trabalhadores da Atenção Primária de Montes Claros (n = 397), Minas Gerais, 2011 

VARIÁVEIS ASPECTOS SÓCIODEMOGRÁFICOS Mediana, Distância interquartil Contagem de anti-HBs r* Valor de p
Sexo
    Masculino 1,69 (4,90) 0,141
    Feminino 2,29 (5,93)
Idade (anos) 0,012 0,815
Escolaridade (anos de estudo) 0,044 0,393
Situação conjugal 0,589
    Com companheiro 1,81 (5,58)
    Sem companheiro 2,13 (6,23)
Renda per capita (em Reais) -0,051 0,320
ASPECTOS OCUPACIONAIS
Função na ESF 0,734
    Nível superior 2,29 (6,71)
    Nível auxiliar e técnico 1,96 (5,70)
    Nível médio 1,92 (5,87)
Tempo de trabalho na profissão (em meses) 0,093 0,066
Tempo de trabalho no PSF (em meses) 0,107 0,034
Regime de trabalho 0,245
    Efetivo 2,38 (5,93)
    Contratado 1,65 (5,87)
Presença de outro vínculo profissional 0,927
    Não 2,15 (5,93)
    Sim 1,74 (5,78)
Atualização na área de saúde do trabalhador 0,846
    Sim 2,18 (5,96)
    Não 1,96 (5,87)
Contato com instrumentos perfuro cortantes 0,842
    Não 1,78 (5,87)
    Sim 2,18 (5,94)
Contato com material biológico 0,809
    Não 1,76 (5,87)
    Sim 2,15 (5,93)
Histórico de acidente com material biológico
    Não
    Sim
Satisfação com o trabalho 0,586
    Extremamente satisfeito 2,11 (6,32)
    Moderadamente satisfeito 1,78 (5,77)
    Insatisfeito 2,46 (5,95)
SAÚDE GERAL/COMPORTAMENTOS RELACIONADOS À SAÚDE
Tabagismo 0,066
    Não fumante 2,11 (5,95)
    Fumante/Ex-fumante 1,44 (2,88)
Atividade física 0,284
    Ativo 1,82 (5,87)
    Sedentário 2,43 (6,26)
Presença de doença sistêmica 0,580
    Não 2,05 (5,88)
    Sim 2,06 (6,01)
Uso de medicamentos 0,775
    Não 2,05 (5,89)
    Sim 1,79 (5,93)

Para a análise múltipla, utilizou-se a regressão linear. Três pressupostos da análise linear múltipla foram satisfatórios (Durbin-Watson=2,09/ VIF-médio=1,03/ tolerância=0,97). A variável dependente não apresentou distribuição gaussiana. Na análise multivariada, constatou-se que o maior tempo de trabalho na ESF foi significativamente associado a níveis mais elevados de anti-HBs (p=0,05). Os níveis de tabagismo foram inversamente associados à dosagem de anti-HBs (p=0,02) (Tabela 3).

Tabela 3 Regressão linear múltipla entre a dosagem de anticorpos anti-HBS e variáveis independentes quantitativas dentre trabalhadores da Atenção Primária de Montes Claros, Minas Gerais, 2011 

Variável B (EP) Dosagem de anti-HBs
Standard , Estimate β p-valor
Intercepto 3,49 (0,35)
Tempo de trabalho no PSF (em meses) 0,012 (0,006) 0,097 0,05
Tabagismo -2,26 (0,95) -0,120 0,02
Modelo R2 0,02

DISCUSSÃO

Dentre os trabalhadores da ESF, 52,5% (400) relataram ter recebido o esquema vacinal completo de três doses contra HB. Esse dado é preocupante considerando a determinação de 100% de vacinação contra HB entre trabalhadores da saúde preconizada pelo Ministério da Saúde(1). Também é relevante, pois o relato de vacinação foi menor se comparado a estudo realizado entre dentistas do mesmo município (Montes Claros-MG) que encontrou 91,2% de relato de vacinação em 2008(10). O relato de vacinação também foi menor comparado a outros estudos realizados no Brasil entre trabalhadores da Atenção Primária a saúde, sendo 93,2% em Divinópolis-MG(11), 64,6% em Florianópolis-SC(5) e outros 76,2% em Mato Grosso do Sul(12). A prevalência encontrada entre estes trabalhadores da ESF (52,5%) poderia ser pior ainda se fossem excluídos os cirurgiões-dentistas, uma vez que, em estudo realizado com estes profissionais (cirurgiões-dentistas) de Montes Claros, e que provavelmente estão incluídos na população do estudo em questão, alcançou um valor de 91,2%(10).

Há estudos que demonstram resistência dos profissionais da saúde quanto à vacinação(7,13). Dentre os fatores que constituem barreiras para a vacinação entre trabalhadores da saúde estão: receio quanto aos efeitos colaterais, falta de percepção do risco de infecção, ausência de informação sobre a transmissão, pressão no trabalho, dificuldades de acesso e custos da vacina. O acesso no Brasil é público e a distribuição da vacina ocorre sem custos para os usuários, contudo percebe-se que essa informação não tem a devida divulgação. A ausência de informação, a falta de capacitação e a baixa escolaridade são os principais fatores apontados para justificar a não vacinação contra HB(5,7). A realização incompleta do esquema de vacinação contra HB também é um fator recorrente entre trabalhadores da saúde, possivelmente em decorrência do esquema atípico em que a primeira e a terceira dose devem distar em 180 dias, propiciando o esquecimento ou induzindo o pensamento equivocado de que com apenas uma ou duas doses já ocorre imunidade satisfatória(4).

Nesta pesquisa, dentre 504 trabalhadores 30,4% relataram ter verificado a imunização e 25,0% relataram que o resultado do teste acusou imunidade. Dentre os 397 que foram avaliados quanto ao estado imunológico, a partir das dosagens de anti-HBs, 16,4% estavam imunes. Resultados distintos foram encontrados em Florianópolis-SC, onde 32,98% dos trabalhadores da APS verificaram a imunização e 29,82% relataram estar imunes(5). Em Divinopólis-MG, 19% dos trabalhadores da APS fizeram o teste sorológico alegando o desconhecimento da necessidade de se verificar o seu estado imunológico(11). Em São Paulo, 259 trabalhadores da APS verificaram a imunização após vacinação e 93,4% apresentaram concentração ≥ a 10 mUI/l do anti-HBs, indicando imunidade a HB(14). Entre trabalhadores da saúde de um hospital particular o Rio de Janeiro-RJ 66,4% estavam imunes a infecção pelo VHB, apresentando dosagens de anti-HBs superiores a 10 UI/l(15). Enfim, constatou-se que o relato de verificação da imunidade registrado na presente investigação foi inferior aos registrados estudos prévios(5,15) e superior ao registrado em Divinópolis(11), já o relato de imunidade foi menor na presente investigação. As dosagens de anti HBs registradas na presente investigação foram muito inferiores às registradas em estudos prévios(14-15), fatos preocupantes que sugere a necessidade de oferta de cursos de atualização a estes trabalhadores, de avaliação da efetividade das salas de vacina do município. Ressalta-se, entretanto, que a baixa prevalência de imunidade registrada pode ser devido ao tempo transcorrido após a última dose da vacina contra HB(3).

A importância da realização da dosagem de anti-HBs após a vacinação é reconhecida, visto que a resposta à vacina depende de cada organismo e existe o risco de não se atingir níveis protetores de anticorpos e que novas doses de reforço podem ser necessárias. Essa situação deve ser avaliada caso a caso entre trabalhadores de saúde e a conduta a ser seguida deve ser determinada por um serviço de referência em saúde do trabalhador(16). A literatura aponta ainda que o teste sorológico determina as dosagens de anti-HBs após contato ou vacinação pelo VHB, e é o único meio para monitorar o êxito da vacinação contra essa doença. Porém, embora recomendado, este exame não está disponível gratuitamente na rede de saúde pública para os profissionais(17). Talvez a baixa prevalência de verificação da imunização por meio da dosagem do anti-HBs entre trabalhadores da saúde(5) seja devido à falta de disponibilidade gratuita deste exame como parte de um protocolo de assistência à saúde do trabalhador da saúde. Tal situação sinaliza um paradoxo na atenção a saúde do trabalhador que determina a vacinação a 100% dos trabalhadores da saúde, distribui a vacina sem custos para os trabalhadores e também recomenda a verificação da imunização, mas não oferece o teste na rede SUS. Além disso, muitos trabalhadores alegam desconhecer a aplicabilidade e necessidade do teste sorológico para dosagem do anti-HBs(11).

As prevalências do relato de imunidade após relato de busca por teste anti HBs pós- vacinação de estudos prévios(5,15) foram similares à registrada na presente investigação. Estes dados devem ser avaliados com ressalvas uma vez que após dosagem do anti HBs em uma amostra dos trabalhadores constatou-se uma prevalência real de imunidade menor, entretanto, há que se considerar o tempo decorrido pós-vacinação.

A dosagem do anti HBs no presente estudo foi inferior às registradas previamente entre trabalhadores da APS(14-15). Quanto aos fatores associados à dosagem do anti HBs, constatou-se que o maior tempo de trabalho na ESF esteve associado a níveis mais elevados de anti-HBs (p=0,05), o que pode estar relacionado ao fato de que possivelmente esses trabalhadores tiveram mais oportunidades de serem vacinados talvez por meio de campanhas ou atualizações ou ainda por percepção da necessidade somente após exposição ao material biológico ou perfurocortante. Por outro lado, há evidencias de maiores prevalências do anti-HBc nos indivíduos com idade superior a 40 anos e naqueles que atuam na área da saúde há mais de 15 anos, indicando que a imunização em muitos casos pode ter ocorrido em razão do contato com VHB(18). Na presente investigação não foi avaliado o tempo decorrido pós-vacinação, pode ser que exista uma correlação entre este tempo e o tempo de trabalho desses profissionais na ESF, tal fato deve ser levado em consideração uma vez que estudo prévio evidenciou a perda da imunidade e ou diminuição das dosagens de anti HBs entre voluntários vacinados contra a HB.

Em relação ao tempo de duração da imunidade decorrente da vacinação, um estudo longitudinal realizado no Alaska com a finalidade de testar a proteção conferida pela imunização primária constatou que depois de 22 anos 60% dos participantes tinha um nível de anti-HBs ≥ 10mIU/l, após 22 anos de vacinação com esquema completo. Para os que apresentavam anti-HBs menor que 10mIU/l, foi administrada uma dose de reforço, desses 87% atingiram níveis protetores de anti-HBs. Assim, concluiu-se que a proteção conferida pela imunização primária por meio da vacina contra HB durante a infância dura pelo menos 22 anos, considerando-se que as doses de reforço não são necessárias. E nos casos em que a vacina pode ser comprovada, mas o anti-HBs é inferior a 10mIU/l, possivelmente o organismo encontra-se em imunidade latente, sendo que após contato com o VHB ou dose de reforço, os níveis de anti-HBs sobem conferindo imunidade em aproximadamente 90% dos individuos. O estudo mostrou ainda que 13% das pessoas investigadas não responderam à dose de reforço da vacina, permanecendo com titulos de anti-HBs inferiores a 10mIU/l e provavelmente não imunes. Tal fato provalvemente está associado a fatores individuais de cada sujeito(3). Nesse contexto, estudos com dados longitudinais são cruciais para a avaliação contínua de estratégias de saúde pública e programas de vacinação, são diretamente relevantes para os profissionais de saúde, podendo explicar porque tantos profissionais que referem vacinação completa não apresetam titulos protetores em uma dosagem ocasional de anti-HBs, desconsiderando o tempo de vacinação(3). Entre 1.658 pessoas vacinadas após 10 anos, concluiu-se que mesmo não tendo níveis considerados protetores, não seria necessária uma dose de reforço devido à possível presença de memória imunológica, pois mais de 90% dos que receberam a dose de reforço responderam com aumento da titulação de anti-HBs superior a 10mIU/l(19).

Os níveis de tabagismo foram inversamente associados à dosagem de anti-HBs (p=0,02), ou seja, os maiores níveis de tabagismo estiveram associados à menor dosagem de anti-HBs. Tal situação pode ser explicada pelo fato de que hábitos não saudáveis podem interferir em todo quadro de saúde geral do indivíduo, incluindo o sistema imunológico. Sendo assim, fumantes podem responder menos a estímulos do sistema imunológico. A imunogenicidade diminuída em relação à vacinação contra HB em trabalhadores da saúde tem sido atribuída ao aumento da idade, sexo masculino, obesidade, tabagismo e doenças crônicas entre os adultos mais velhos. Em estudo realizado entre 597 profissionais de saúde na Índia a imunização pós-vacinação foi mais comum entre as mulheres, sendo que destas 96% se tornaram imunes enquanto apenas 85% dos homens se tornaram imunes. Além disso, o tabagismo estava significativamente associado à resposta não satisfatória, sendo que o aparecimento de níveis protetores de anti HBs (maiores que 10muI/L) não ocorreu em 7 profissionais que eram fumantes mesmo após a dose de reforço(18).

Maiores prevalências de vacinação (86,4% e 88,0%, respectivamente) foram registradas naqueles com comportamentos mais ativos (participação em atividades de lazer e na prática de atividades físicas) e entre não fumantes (86,4%)(7). Os fumantes atuais apresentaram uma chance menor de ter vacinação completa do que os não fumantes, nesse sentido o tabagismo pode ser compreendido como um comportamento que pode refletir negligência com a própria saúde, situação que parece se repetir ao passo que esse trabalhador também pode negligenciar a vacinação contra HB(5). Ressalta-se que os trabalhadores da saúde estão entre os principais grupos de risco para infecção por VHB na Polônia, já que a infecção foi observada em 16,4% dos trabalhadores da Enfermagem(20).

Pode-se verificar que o estado imunológico adequado contra HB está intimamente relacionado aos profissionais com maior tempo de escolaridade, o que pode, possivelmente, ser justificado pelo acesso a informações desde a vida acadêmica sobre a HB e suas formas de prevenção. Contudo, essa associação não pode ser comprovada pelo presente estudo, sugere-se assim, a necessidade de maior oferta de capacitações também aos profissionais de forma geral para maior sensibilização desses quanto a vacinação contra o VHB e necessidade de verificar a imunização até 30 dias após completar o esquema vacinal.

As limitações do estudo são relacionadas à variável dependente que não apresentou distribuição gaussiana e também pelo fato de a dosagem do anti-HBs não ter sido relacionada ao tempo de vacinação. Também é importante salientar que o processo que relaciona a avaliação do estado imunológico e as variáveis investigadas é dinâmico. Portanto, causas e efeitos certamente variam ao longo da vida e, sendo este um estudo seccional, não é possível estabelecer uma relação temporal entre as associações observadas.

CONCLUSÃO

As prevalências do relato de vacinação, da verificação da imunização pós-vacinação, bem como da imunidade à HB foram baixas e sugerem a necessidade de campanhas de vacinação entre os trabalhadores da ESF, incluindo a importância em completar o esquema vacinal e verificar a imunização após a vacinação contra HB. O tempo de exercício profissional e um comportamento saudável estiveram associados às dosagens de anti-HBs no plasma desses trabalhadores.

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Recebido: 30 de Novembro de 2014; Aceito: 19 de Dezembro de 2014

AUTOR CORRESPONDENTE Fernanda Marques Costa. E-mail: fernandafjjf@yahoo.com.br

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