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Revista Brasileira de Enfermagem

versão impressa ISSN 0034-7167versão On-line ISSN 1984-0446

Rev. Bras. Enferm. vol.69 no.2 Brasília mar./abr. 2016

http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167.2016690214i 

Pesquisa

Diagnósticos de enfermagem em terapia intensiva: mapeamento cruzado e Taxonomia da NANDA-I

Diagnósticos de enfermería en terapia intensiva: mapeo cruzado y taxonomía de la NANDA-I

Anali Martegani FerreiraI  II 

Elisiane do Nascimento da RochaII 

Camila Takáo LopesI 

Maria Márcia BachionI  III 

Juliana de Lima LopesIV 

Alba Lúcia Bottura Leite de BarrosIV 

IUniversidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Enfermagem, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem. São Paulo-SP, Brasil.

IIUniversidade Federal do Pampa. Uruguaiana-RS, Brasil.

IIIUniversidade Federal de Goiás, Faculdade de Enfermagem. Goiânia-GO, Brasil.

IVUniversidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Enfermagem. São Paulo-SP, Brasil.

RESUMO

Objetivo:

identificar diagnósticos de enfermagem em pacientes hospitalizados em UTI por meio do mapeamento cruzado de termos contidos nas anotações de enfermagem, com a Taxonomia da NANDA-I.

Método:

estudo exploratório descritivo, mediante análise retrospectiva dos registros de enfermagem em 256 prontuários de pacientes que estiveram hospitalizados na UTI geral de um hospital da fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Extraíram-se, dos registros, termos que indicavam condições que demandavam intervenções de enfermagem, realizou-se mapeamento cruzado dos mesmos com os diagnósticos da Taxonomia da NANDA-I e confirmação em grupo focal de enfermeiros. Analisaram-se os dados utilizando-se estatística descritiva.

Resultados:

identificaram-se 832 termos e expressões que se referiam a 52 diferentes diagnósticos em nove dos 13 domínios da Taxonomia da NANDA-I.

Conclusão:

este estudo permitiu identificar diagnósticos de enfermagem presentes em pacientes hospitalizados na UTI, trazendo implicações para gestão do cuidado, processo de formação de especialistas na área e sistemas de informação.

Descritores: Enfermagem; Diagnóstico de Enfermagem; Processos de Enfermagem; Unidades de Terapia Intensiva; Classificação

RESUMEN

Objetivo:

identificar diagnósticos de enfermería en pacientes hospitalizados en UTI mediante mapeo cruzado de términos incluidos en notas de enfermería con Taxonomía de la NANDA-I.

Método:

estudio exploratorio, descriptivo, mediante análisis retrospectivo de registros de enfermería en 256 historias clínicas de pacientes hospitalizados en UTI general de hospital fronterizo del oeste de Rio Grande do Sul. Se extrajeron términos que indicaban condiciones demandando intervenciones de enfermería, se realizó mapeo cruzado de ellos con diagnósticos de Taxonomía de la NANDA-I y confirmación en grupo focal de enfermeros. Datos analizados aplicando estadística descriptiva.

Resultados:

se identificaron 832 términos y expresiones relativos a 52 diagnósticos diferentes en 9 de los 13 dominios de Taxonomía de la NANDA-I.

Conclusión:

fue posible identificar diagnósticos de enfermería presentes en pacientes internados en UTI, con implicancias en la gestión de cuidado, en el proceso de formación de especialistas en el área y en sistemas de información.

Palabras clave: Enfermería; Diagnóstico de Enfermería; Procesos de Enfermería; Unidades de Cuidados Intensivos; Clasificación

INTRODUÇÃO

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é caracterizada como um ambiente de internação para pacientes em estado crítico de saúde e que necessitam de atenção especializada e contínua(1). Assim, a assistência de enfermagem em UTI exige do enfermeiro identificação rápida e acurada das condições de saúde de cada indivíduo, devido à gravidade e instabilidade dos pacientes e complexidade de atenção requerida. A atenção à saúde ofertada pela equipe de enfermagem precisa estar organizada para compartilhar saberes e estratégias assistenciais, de modo a promover os melhores resultados ao paciente, juntamente com os demais membros da equipe de saúde.

Nesse contexto, a utilização do Processo de Enfermagem, como método de organizar abordagem clínica da profissão em UTI, favorece a identificação das condições apresentadas pelos pacientes que requerem intervenção de enfermagem e tomada de decisões terapêuticas mais adequadas para atingir resultados pelos quais a enfermagem é responsável(2).

A coleta de dados constitui-se na primeira fase do Processo de Enfermagem e é parte integrante do processo diagnóstico(3). O diagnóstico de enfermagem (DE), segunda fase do Processo de Enfermagem, consiste na tomada de decisão clínica sobre a presença de uma resposta humana que requer intervenção de enfermagem; o diagnóstico atribuído é fundamental para definir o plano de cuidados e resultados esperados(2,4).

Nesse contexto, as linguagens especiais de enfermagem, dentre elas, a taxonomia de Diagnósticos de Enfermagem da Nanda International (NANDA-I), desempenham importante papel ao descrever, de modo padronizado, um dos fenômenos de interesse da prática da profissão, apontando para as possíveis áreas de contribuição da enfermagem no cenário de cuidados à saúde.

Em determinadas regiões do país, ainda não é comum o uso de linguagens padronizadas pela enfermagem, o que pode dificultar a migração de registros manuais para sistemas informatizados. Tendo em vista a Política Nacional de Informação e Informática em Saúde(5), a Enfermagem, tem como um de seus desafios, produzir informações que sejam compatíveis com sistemas de registro eletrônico.

Os sistemas de classificação com linguagens padronizadas constituem-se em um conjunto de conhecimentos estruturados, conceitos organizados de forma lógica, com base em suas semelhanças(6). Nesse sentido, identificar perfil de DEs junto a populações pode contribuir para a melhor definição e compreensão da Enfermagem como disciplina.

O conhecimento do perfil diagnóstico de enfermagem dentro de uma linguagem padronizada também contribui para subsidiar as ações de cuidado, gerenciais, de dimensionamento mais apropriado e educação permanente. Nomear as condições da clientela atendida na UTI que requer intervenções de enfermagem contribui para o fortalecimento da identidade profissional, a partir da visualização clara dos fenômenos que são levados em conta no domínio da enfermagem.

Assim, este estudo teve por objetivo identificar os diagnósticos de enfermagem presentes em pacientes hospitalizados em UTI por meio do mapeamento cruzado de termos contidos nas anotações de enfermagem com a Taxonomia da NANDA-I.

MÉTODO

Aspectos éticos

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Desenho, local do estudo e período

Trata-se de estudo exploratório descritivo(7), de análise documental, realizado em uma UTI de um hospital geral da fronteira oeste do Rio Grande do Sul, Brasil, no período de outubro de 2011 a abril de 2012. Essa instituição não utiliza linguagem padronizada de DE. Esse período foi definido devido à utilização de dados desconhecidos, os quais, em intervalo de tempo menor que seis meses, poderia dificultar sua identificação(8,10).

População e amostra

Na primeira fase, o universo constituiu-se das anotações de enfermagem contidas nos prontuários de pacientes atendidos no cenário estudado, no período mencionado. A amostra não probabilística intencional foi constituída pela totalidade de 256 prontuários de pacientes que estiveram hospitalizados na UTI, de outubro de 2011 a abril de 2012. Na segunda fase, a amostra constituiu-se de cinco enfermeiras assistenciais que atuavam no local de estudo, que constitui a totalidade de enfermeiras desta UTI que atenderam aos critérios de inclusão: ter experiência clínica, entre dois e 10 anos, no cuidado a pacientes críticos e desenvolver atividades assistenciais na UTI, no período de coleta de dados.

Para a seleção das enfermeiras, seguiram-se critérios(11) que correlacionam o tempo de experiência clínica da enfermeira com os níveis de conhecimento da prática. Esses critérios dividem os enfermeiros em cinco níveis. O primeiro nível de conhecimento caracteriza o enfermeiro com experiência clínica de até seis meses como principiante; nesse nível, o enfermeiro utiliza-se de protocolos para determinar suas ações(11). O segundo nível inclui enfermeiras com experiência prática em situações concretas com elementos significativos. O terceiro nível, competente, inclui enfermeiras, que apresentam noção do que é importante em situações especificas, são capazes de interpretar e analisar a situação do paciente. O quarto nível, inclui enfermeiras proficientes, as quais identificam metas e especificidades das situações clínicas e intervenções necessárias, bem como a redefinição destas quando necessário, utilizando-se de habilidades adquiridas previamente, com a experiência prática e conhecimento científico(11). O quinto nível de conhecimento inclui enfermeiras com cinco anos de experiência na área de domínio, as quais apresentam julgamento intuitivo na tomada de decisão, de forma precisa e acurada, sendo elas caracterizadas como experts(11). Seguindo estes critérios, uma enfermeira foi classificada no nível de conhecimento proficiente e quatro enfermeiras, no nível expert(11).

Protocolo do estudo

O estudo desenvolveu-se em três fases: 1) Identificação dos termos e expressões (termos compostos) contidos nas anotações de enfermagem de pacientes hospitalizados em UTI, que indicavam disfunções, condições de saúde, processos de vida, motivação para aumentar o bem-estar e condições de vulnerabilidade apresentadas pelos pacientes, que necessitavam de intervenções de enfermagem; 2) Mapeamento cruzado dos termos e expressões com as características definidoras, fatores relacionados, fatores de risco e títulos de diagnósticos de enfermagem aprovados pela classificação da NANDA-I; 3) Validação do mapeamento por meio de grupo focal com enfermeiras assistenciais, que atenderam aos critérios de inclusão.

Na primeira fase, para identificação dos conceitos, termos e expressões, as informações contidas nas anotações de enfermagem de cada prontuário de pacientes foram transcritas na íntegra e mediante leitura em profundidade e exaustiva, identificaram-se termos simples (palavras) e compostos (grupo de palavras), que expressavam condições que demandavam ações de enfermagem. Esses termos foram agrupados por similaridade e associação, considerando-se seu contexto e a relevância do seu conteúdo no corpus de análise. Depois, realizou-se a normalização do conteúdo(12).

Foram coletadas as seguintes informações para a caracterização dos pacientes internados na UTI: sexo, idade, etnia, diagnóstico médico, tempo de internação, escolaridade, profissão, estado civil, tipo de internação (convênio ou particular) e procedência. As anotações de enfermagem de cada prontuário foram transcritas para um instrumento padronizado, em meio digital criado pelas pesquisadoras, e organizadas em ordem alfabética, em planilhas eletrônicas, para fragmentação em termos e exclusão das repetições. O instrumento de coleta de dados dos prontuários foi composto pelas variáveis: tipo de convênio, número do registro e do prontuário do paciente na instituição, nome do paciente, data de nascimento, idade, sexo, estado civil, religião, profissão, escolaridade, etnia, cidade de origem, data de internação e alta hospitalar, data de internação e alta da UTI, número de dias internados na UTI, motivo da internação, alta ou óbito, lista de problemas e anotações de enfermagem. Cada instrumento foi identificado por um número, conforme a sequência de coleta de dados.

Na segunda fase, realizou-se o mapeamento cruzado dos termos identificados nas anotações de enfermagem com as características definidoras (CDs) e fatores relacionados e de risco dos diagnósticos aprovados pela classificação da NANDA-I.

O mapeamento é definido como processo de explicar ou expressar algo, por meio do uso de palavras com significado igual ou semelhante, utilizado para comparar dados de enfermagem não padronizados com linguagens padronizadas(6). Esse método permite realizar comparações passíveis de avaliação entre termos de diferentes linguagens de enfermagem, para determinar sua equivalência semântica(8).

As regras estabelecidas para o mapeamento cruzado usadas neste estudo foram as seguintes: 1) mapear usando o contexto da classificação de diagnósticos de enfermagem da NANDA-I; 2) buscar garantir o sentido dos termos e expressões contidos nas anotações de enfermagem; 3) comparar os termos e expressões normalizados aos focos diagnósticos; 4) correlacionar os termos e expressões normalizados que remetem aos focos diagnósticos presentes nos conceitos diagnósticos; 5) comparar e ligar os termos e expressões normalizados com os conceitos diagnósticos, as características definidoras, os fatores relacionados e de risco dos conceitos diagnósticos (os quais continham os focos diagnósticos previamente identificados); 6) identificar e descrever os possíveis conceitos diagnósticos de enfermagem; e 7) mapear os possíveis diagnósticos de enfermagem nos domínios e classes da NANDA-I(6).

O mapeamento cruzado possibilitou a identificação de correspondências dos termos e expressões utilizados nas anotações das enfermeiras com os termos utilizados na classificação da NANDA-I. Revelaram disfunções, condições de saúde, processos de vida, motivação para aumentar o bem-estar e condições de vulnerabilidade apresentadas pelos pacientes.

Na terceira etapa, esses resultados foram validados por meio de grupo focal(13), envolvendo cinco enfermeiras. Esta técnica permite a coleta de dados e avaliação qualitativa de dados, para determinar a opinião de um grupo sobre determinado assunto(13).

Foram realizados quatro encontros do grupo focal, até a obtenção de consenso. Durante os encontros, as enfermeiras foram questionadas sobre sua concordância, confirmação e/ou a possibilidade de retirar ou acrescentar informações relacionadas aos termos e expressões e títulos diagnósticos de enfermagem, CDs, fatores relacionados e de risco. Para tanto, forneceram-se listas com o banco de dados de cada paciente e um exemplar do livro da classificação da NANDA-I 2012-2014, para possibilitar a análise.

Análise dos resultados

Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva (frequências absolutas e percentuais).

RESULTADOS

Entre os 256 prontuários, verificou-se que 135 (52,7%) pacientes eram do sexo feminino. A faixa etária variou entre 15 e 96 anos, sendo 136 (53,1%) com idade acima dos 60 anos. A média de idade foi 58,95 anos (± DP 18,77) e a mediana 60,5 anos de idade.

A partir da análise das anotações de enfermagem, identificaram-se 1.118 termos que indicavam condições que requeriam intervenções de enfermagem: disfunções, condições de saúde, processos de vida, motivação para aumentar o bem-estar e condições de vulnerabilidade apresentadas pelos pacientes. Após a exclusão das repetições, obtiveram-se 832 termos e expressões que compuseram o banco de dados deste estudo. Com o mapeamento cruzado, obtiveram-se 52 diferentes títulos diagnósticos de enfermagem, conforme mostrado na Tabela 1, com uma média de 4,6 diagnósticos por paciente, distribuídos em nove dos 13 domínios da taxonomia da NANDA-I, sobressaindo-se os domínios segurança/proteção, percepção/cognição, eliminação e troca e atividade\repouso.

Tabela 1 Distribuição dos títulos diagnósticos de enfermagem identificados em pacientes hospitalizados em Unidade de Terapia Intensiva (N=256), de acordo com os domínios da NANDA-I, Uruguaiana, Rio Grande do Su, Brasil, outubro de 2011 a abri de 2012 

Domínio Títulos diagnósticos de enfermagem e códigos da taxonomia da NANDA-I f (%)
1. Promoção da saúde Proteção ineficaz (00043) 1 (0,39)
2. Nutrição Volume de líquidos deficiente (00027) 26 (10,15)
Risco de glicemia instável (00179) 12 (4,68)
Volume de líquidos excessivo (00026) 8 (3,12)
Risco de desequilíbrio eletrolítico (00195) 7 (2,73)
Deglutição prejudicada (00103) 6 (2,34)
Nutrição desequilibrada: menos que as necessidades corporais (00163) 3 (1,17)
Nutrição desequilibrada: mais que as necessidades corporais (00001) 1 (0,39)
Risco de volume de líquidos deficiente (00028) 1 (0,39)
Risco de desequilíbrio do volume de líquidos (00025) 1 (0,39)
3. Eliminação e troca Troca de gases prejudicada (00030) 103 (40,23)
Diarreia (00013) 17 (6,64)
Eliminação urinária prejudicada (00016) 4 (1,56)
Constipação (00011) 3 (1,17)
Motilidade gastrintestina disfunciona (00196) 2 (0,78)
4. Atividade/repouso Débito cardíaco diminuído (00029) 98 (38,28)
Padrão respiratório ineficaz (00032) 52 (20,31)
Mobilidade no leito prejudicada (00091) 24 (9,37)
Perfusão tissular periférica ineficaz (00204) 21 (8,20)
Mobilidade física prejudicada (00085) 17 (6,64)
Risco de perfusão tissular cerebra ineficaz (00201) 8 (3,12)
Padrão de sono prejudicado (000198) 5 (1,95)
Fadiga (00093) 3 (1,17)
Insônia (00095) 2 (0,78)
Risco de perfusão tissular cardíaca diminuída (00200) 1 (0,39)
Risco de perfusão gastrintestina ineficaz (00202) 1 (0,39)
5. Percepção/cognição Confusão aguda (00128) 35 (13,67)
Comunicação verba prejudicada (00051) 21 (8,20)
Risco de confusão aguda (00173) 20 (7,81)
Negligência unilatera (00123) 14 (5,46)
Percepção sensoria perturbada: visua e cinestésica (00122)* 1 (0,39)
Confusão crônica (00129) 1 (0,39)
Memória prejudicada (00131) 1 (0,39)
7. Papéis e relacionamentos Processos familiares disfuncionais (00063) 1 (0,39)
9. Enfrentamento/tolerância ao estresse Ansiedade (00146) 22 (8,59)
Capacidade adaptativa intracraniana diminuída (00049) 13 (5,07)
Pesar (00136) 2 (0,78)
11. Segurança/proteção Risco de infecção (00004) 121 (47,26)
Desobstrução ineficaz de vias aéreas (00031) 75 (29,29)
Integridade tissular prejudicada (00044) 64 (25)
Hipertemia (00007) 46 (17,96)
Risco de sangramento (00206) 34 (13,28)
Hipotermia (00006) 15 (5,85)
Integridade da pele prejudicada (00046) 14 (5,46)
Termorregulação ineficaz (00008) 13 (5,07)
Risco de choque (00205) 8 (3,12)
Mucosa ora prejudicada (00045) 6 (2,34)
Risco de integridade da pele prejudicada (00047) 2 (0,78)
Risco de suicídio (00150) 1 (0,39)
12. Conforto Dor aguda (00132) 146 (57,03)
Náusea (00134) 14 (5,46)
Conforto prejudicado (00214) 1 (0,39)

Nota:

*Esse diagnóstico consta na edição 2012-2014 da taxonomia da NANDA-I para revisão.

O DE Percepção sensorial perturbada: visual e cinestésica foi retirado da taxonomia da NANDA-I, edição 2012-2014, todavia, encontra-se descrito nesta edição com indicação de revisão, a qual sugere que sejam desenvolvidos estudos para elevar seu nível de evidências.

Verifica-se que não foram identificados títulos diagnósticos dos domínios 6 - Autopercepção, 8 - Sexualidade, 10 - Princípios da vida e 13 - Crescimento/desenvolvimento. No entanto, as enfermeiras participantes do grupo focal enfatizaram a necessidade dos seguintes diagnósticos: Baixa autoestima situacional (00120), Domínio 6 - Autopercepção e Disposição para religiosidade melhorada (00171) e Domínio 10 - Princípios da vida.

Outros diagnósticos não mapeados, porém, identificados pelas enfermeiras do grupo focal, foram: Manutenção ineficaz da saúde (00099) e Autocontrole ineficaz da saúde (00078), Domínio 1 - Promoção da Saúde; Sentimento de impotência (00125) e Insuficiência na capacidade do adulto para melhorar (00101), Domínio 9 - Enfrentamento/tolerância ao estresse; Risco de quedas (00155), Domínio 11 - Segurança e Proteção; e Dor crônica (00133) e Domínio 12 - Conforto.

Trinta e nove (75%) títulos diagnósticos de enfermagem identificados são diagnósticos reais e 13 (25%), de risco. Considerando os domínios, os diagnósticos mais frequentes foram: Dor aguda (n=146, 57,25%), Risco de infecção (n=121, 47,45%), Troca de gases prejudicada (n=103, 40,39%), Débito cardíaco diminuído (n=98, 38,43%), Confusão Aguda (n=35, 13,67%), Volume de líquidos deficiente (n=26, 10,15%) e Ansiedade (n=22, 8,59%).

A Tabela 2 apresenta as características definidoras e fatores relacionados e de risco dos títulos diagnósticos de enfermagem mais frequentes, identificados no mapeamento.

Tabela 2 Distribuição das características definidoras e fatores relacionados e de risco dos títulos diagnósticos de enfermagem mais frequentes, identificados em pacientes hospitalizados em Unidade de Terapia Intensiva (N=256), de acordo com os domínios da taxonomia da NANDA-I, Uruguaiana, Rio Grande do Su, Brasil, outubro de 2011 a abri de 2012 

Domínio/ Diagnóstico Características definidoras f(%) Fatores relacionadosou de risco f(%)
D2/ Volume de líquidos deficiente (00027) Diminuição do enchimento venoso 21 (8,20) Falha nos mecanismos reguladores 18 (7,03)
Diminuição da pressão sanguínea 20 (7,81) Perda ativa de volume de líquido 13 (5,07)
Aumento da frequência de pulso 14 (5,46)
D3/ Troca de gases prejudicada (00030) Agitação 37 (14,45) Mudanças na membrana alveolocapilar 49 (19,14)
Cor da pele anormal (pálida, escurecida) 33 (12,89) Desequilíbrio na ventilação-perfusão 28 (10,93)
Taquicardia 14 (5,46)
Respiração anormal (mudança no ritmo, frequência, profundidade) 14 (5,46)
D4/ Débito cardíaco diminuído (00029) Variações na leitura de pressão 79 (30,85) Frequência cardíaca alterada 69 (27,95)
Taquicardia 48 (18,75) Pós-carga alterada 29 (11,32)
Bradicardia 37 (14,45) Volume de ejeção alterado 21 (8,20)
Pele fria e pegajosa 37 (14,45) Contratilidade alterada 12 (4,68)
D5/ Confusão aguda (00128) Flutuação na cognição-níve de consciência 35 (13,67) Demência 30 (11,71)
Agitação 07 (2,73) Mais de 60 anos de idade 06 (2,34)
Inquietação aumentada 04 (1,56) Flutuação no ciclo sono-vigília 05 (1,95)
Flutuação na atividade psicomotora 02 (0,78)
D9/ Ansiedade (00146) Ansioso 17 (6,64) Mudança no estado de saúde 12 (4,68)
Agitação 08 (3,12) Ameaça ao estado de saúde 12 (4,68)
Respiração aumentada 05 (1,95)
Inquieto 04 (1,56)
Insônia 04 (1,56)
D11/ Risco de infecção (00004) Procedimentos invasivos 122 (47,65)
Defesas primárias inadequadas 16 (6,25)
D12/ Dor aguda (00132) Relato verba de dor 117 (45,70) Agentes lesivos (biológicos, 142
Evidência observada de dor 59 (23,04) químicos, físicos, psicológicos) (55,46)
Alterações na pressão sanguínea 51 (19,92)
Comportamento expressivo 44 (17,18)

DISCUSSÃO

A partir da análise dos registros de enfermagem contidos nos 256 prontuários de pacientes hospitalizados na UTI, verificaram-se 52 diferentes títulos diagnósticos. Enquanto outros estudos simplesmente analisam registros para a identificação de diagnósticos em determinadas populações, esta pesquisa realizou a validação dos diagnósticos com enfermeiros atuantes no setor, que puderam agregar informações aos registros, aumentando a confiabilidade dos resultados.

No domínio Nutrição, o DE identificado como mais frequente foi Volume de líquidos deficiente. Este diagnóstico ocorre em situações de hipovolemia, depleção dos líquidos corporais, traumas, sangramentos gástricos por úlceras e cirurgias(14), situações essas muito presentes em pacientes internados em UTI. Estudo(15) identificou o DE Volume de líquidos deficiente em pacientes vítimas de trauma, e as CDs identificadas foram: frequência de pulso aumentado, pressão sanguínea diminuída, enchimento venoso diminuído; e um dos fatores relacionados foi perda ativa de volume de líquidos (sangramento), resultados identificados também em nosso estudo.

No domínio Eliminação e troca, foi identificada a presença do título diagnóstico Troca de gases prejudicada, o qual foi relacionado à presença de secreções em vias aéreas, impedindo a realização adequada das trocas gasosas, ao uso de suporte ventilatório e a complicações, tais como edema pulmonar e insuficiência respiratória. Esse diagnóstico também foi identificado outras pesquisas em pacientes internados em UTI(16,17) com disfunções respiratórias. Nesses estudos, as CDs evidenciadas foram dispneia aos pequenos esforços, gases sanguíneos arteriais alterados (70%) e, durante o exame físico, constatou-se respiração anormal, por alterações na frequência, ritmo ou amplitude, e taquicardia. Os fatores relacionados encontrados para esse diagnóstico foram(16): desequilíbrio na ventilação perfusão (100%) e mudanças na membrana alveolocapilar (89%), resultados semelhantes aos encontrados em nosso estudo.

No domínio Atividade/repouso, identificou-se como DE mais frequente Débito cardíaco diminuído, para o qual a CD mais frequente foi Variações na leitura de pressão e o fator relacionado, Frequência cardíaca alterada. Em estudo(18) conduzido com 51 pacientes internados em UTI, o DE Débito cardíaco diminuído foi identificado em 45 (88,24%) pacientes, tendo, como fatores relacionados identificados, contratilidade alterada e ritmo alterado, pré-carga e pós-carga alteradas e frequência cardíaca alterada. O DE Débito cardíaco diminuído está associado à função miocárdica comprometida, o que se relaciona à presença de problemas cardiovasculares, que provocam alterações no débito cardíaco(19). Esses resultados foram semelhantes aos encontrados em nosso estudo, pois os problemas cardiovasculares (35,9%) foram os mais frequentes, conforme as anotações de enfermagem de pacientes em estudo.

No domínio Percepção/cognição, o DE mais frequente foi Confusão aguda. Em nosso estudo, esse diagnóstico foi identificado em pacientes em situações clínicas, tais como acidente vascular encefálico, traumatismo cranioencefálico e hemorragias intracranianas. Este DE já foi identificado para pacientes vítimas de trauma(15) e com evidências que indicam ocorrência de grande magnitude na população com mais de 60 anos(15,20).

No domínio Enfrentamento/tolerância ao estresse, o DE Ansiedade foi o mais frequente. Este diagnóstico compõe as respostas humanas de enfrentamento. Estudo(9) verificou que pacientes hospitalizados em UTI vivenciam situações de estresse, medo da morte, devido ao ambiente que impõe tensão, podendo contribuir para aumentar a ansiedade. Em pesquisa(21) para validação das CDs do DE Ansiedade em pacientes com insuficiência cardíaca crônica, foram identificadas CDs semelhantes às encontradas em nosso estudo, tais como inquietação e insônia.

No domínio Segurança/proteção, foi identificado o DE Risco de Infecção, para o qual encontrou-se o fator de risco mais frequente Procedimentos invasivos. Os fatores predisponentes para ocorrência deste DE foram relacionados à punção de acesso venoso, uso de tubo orotraqueal, terapia de ventilação mecânica, uso de traqueostomia, uso de drenos, incisões cirúrgicas, inserção de sondas gástricas e vesicais, lesões cutâneas com rompimento de pele e destruição de tecidos. Risco de infecção em idosos está associado a alterações fisiológicas do envelhecimento, principalmente no sistema imunológico, e o retardamento no processo de cicatrização tecidual(22). Considerando que o período de hospitalização pode expor o paciente a procedimentos e a exames diagnósticos invasivos, esses fatores contribuem para o elevado risco para aquisição de infecções(22).

Identificou-se a presença do DE Risco de infecção em pacientes que estavam em uso de ventilação mecânica, tubo orotraqueal, traqueostomia e aspiração de vias aéreas. Estas situações contribuem para o risco de infecção, pois os pacientes nestas circunstâncias não apresentam as defesas normais das vias aéreas superiores(23).

No domínio Conforto, identificou-se o DE Dor aguda como mais frequente. As características definidoras e fatores relacionados foram os mesmos descritos em outras pesquisas(19,24). Destacou-se o relato verbal de dor como a principal CD identificada pela enfermagem, na UTI em estudo, para identificar a existência de dor. A resposta verbal pode ser espontânea ou solicitada e pode referir aspectos sensoriais, emocionais ou cognitivos para caracterizar a experiência dolorosa, caracterizando-se como padrão-ouro para a avaliação desse sintoma(2,25).

Nos domínios Promoção da saúde e Papéis e relacionamentos, os diagnósticos identificados apresentaram menor frequência. Além disso, não foram mapeados diagnósticos nos domínios Autopercepção, Sexualidade e Princípios de vida. Pesquisa realizada em uma UTI no Sul do Brasil(26) não encontrou necessidades psicossociais ou psicoespirituais abordadas pelos enfermeiros, embora as autoras julgassem esses resultados esperados, considerando a gravidade e/ou risco iminente à vida na UTI, o que tornaria as necessidades psicobiológicas uma prioridade, e o consenso de ser conhecido o fato de existirem necessidades psicossociais alteradas, como isolamento social e problemas de comunicação no contexto da UTI.

No presente estudo, as enfermeiras confirmaram, por meio do grupo focal, a presença de disfunções nos domínios Autopercepção e Princípios de vida, embora não haja anotações nos prontuários que apontem para identificação de diagnósticos nesses domínios. Assim, ressalta-se a importância de registrar sua presença(27). Para o domínio Sexualidade, não houve identificação de diagnósticos. Acredita-se que esses achados estão relacionados às especificidades de saúde dos pacientes hospitalizados na UTI em estudo, em que a resposta humana sexualidade pode não ser considerada prioridade na situação.

O conhecimento do perfil diagnóstico à luz de uma linguagem padronizada de enfermagem auxilia na organização das ações de enfermagem gerenciais e assistenciais. Uma vez que os DEs, as CDs e os fatores relacionados e de risco identificados na UTI em estudo convergem para dados encontrados na literatura, visualiza-se o conjunto de fenômenos para os quais a atenção da profissão está voltada no contexto da terapia intensiva e para a resolução ou prevenção dos quais devem ser planejadas intervenções. Conhecendo as intervenções a serem implementadas, os enfermeiros podem antecipadamente planejar as atividades de cuidado direto, identificar a força de trabalho necessária para implementá-las e entender as necessidades de qualificação/aprimoramento da equipe. Conhecendo os diagnósticos, podem ser criados protocolos de avaliação, de modo a se diminuírem registros incompletos, que podem contribuir para falhas na assistência; e isso também poderá auxiliar na qualificação do cuidado em saúde(28).

CONCLUSÃO

Este estudo permitiu identificar as situações clínicas passíveis de intervenções de enfermagem e verificar sua equivalência com 52 títulos diagnósticos de enfermagem da NANDA-I. Considerando os domínios, os diagnósticos mais frequentes foram: dor aguda, risco de infecção, troca de gases prejudicada, débito cardíaco diminuído, confusão aguda, volume de líquidos deficiente e ansiedade.

Na prática clínica, os DE identificados podem subsidiar a construção de um instrumento de coleta de dados de enfermagem para pacientes hospitalizados em terapia intensiva; favorecem o investimento dos profissionais na busca de intervenções baseadas em evidência, para a discussão de ações necessárias, afim de atender às reais necessidades de saúde dos pacientes; além do que, podem favorecer a criação de softwares de apoio ao registro do processo de enfermagem, incluindo a prescrição de enfermagem institucional informatizada. O perfil identificado pode contribuir para o fortalecimento da identidade profissional e esclarecimento do escopo da enfermagem em UTI.

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Recebido: 09 de Abril de 2015; Aceito: 01 de Novembro de 2015

AUTOR CORRESPONDENTE: Anali Martegani Ferreira. E-mail: analimf@gmail.com

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