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Revista Brasileira de Enfermagem

versão impressa ISSN 0034-7167versão On-line ISSN 1984-0446

Rev. Bras. Enferm. vol.72  supl.1 Brasília jan./fev. 2019

http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167.201972supl01 

EDITORIAL

Trabalho e Gestão em Enfermagem

Alexandre Pazetto BalsanelliI 
http://orcid.org/0000-0003-3757-1061

IDocente Adjunto da Escola Paulista de Enfermagem, da Universidade Federal de São Paulo. Editor Associado da Revista Brasileira de Enfermagem. São Paulo, São Paulo, Brasil.

O processo de trabalho do enfermeiro é dinâmico e exige múltiplas competências para ser bem desenvolvido. O mundo atual tem provocado os profissionais a conquistarem outros saberes para desempenhar suas funções com eficiência e eficácia. A gestão não está aquém desta necessidade. Instrumentalizar-se para bem exercê-la ganha destaque no cenário da Saúde. Todavia, algumas questões merecem ser colocadas em pauta e serão apresentadas nos parágrafos a seguir.

Como núcleo central da profissão, o cuidado é a essência da Enfermagem. A gestão organiza os recursos necessários para que os resultados assistenciais sejam profícuos. Portanto, nesta simbiose, não há dissociação. Na complementariedade das ações, quem se beneficia é o usuário do serviço e os profissionais que o executam como membros de uma equipe imbuída do mesmo objetivo.

Todos os enfermeiros estão aptos a gerir? As competências necessárias para o cuidado também se associam à gestão? Essas perguntas aparecem em cenários distintos e remetem à formação profissional que é centrada no cuidado. Para assumir um cargo ou posição estratégica é urgente buscar instrumentalização específica que subsidie este desafio. Por isto, a Administração, enquanto ciência, nos ensina a exercer a gestão com competência.

O trabalho para Gestão em Enfermagem é fundamental e não pode ser deixado ao acaso. Tentativa e erro, aprender com experiências de outros são estratégias interessantes de aprendizado, porém não podem ser as únicas. A busca da prática baseada em evidências é condição urgente para que possamos ter um corpo de conhecimento sustentável e perene nesta área. Todos são recrutados para este movimento: estudantes de graduação e pós-graduação, residentes, enfermeiros assistenciais, supervisores, coordenadores, gerentes, superintendentes e outros profissionais que ocupam cargos distintos para usarem métodos de pesquisa que produzam práticas inovadoras em ambientes de assistência à saúde distintos.

Espera-se dos enfermeiros uma postura audaciosa e comprometida pela transformação das práticas assistenciais e gerenciais. Somos os profissionais aptos para este protagonismo com maior empoderamento e inspirados por Florence Nightingale. Conformismo, pessimismo e outros sentimentos relacionados não nos permitirão avançar. Torna-se urgente sair do "status quo" e migrar para uma posição de liderança inspiradora e visionária para alcançarmos patamares elevados em busca de um compromisso com a profissão.

Tal empoderamento permitirá avançar no exercício de uma prática profissional que responda às necessidades das políticas públicas vigentes e modificar cenários que não são propícios ao desenvolvimento da Saúde no país e no mundo.

Cabe aos enfermeiros assumir o papel de protagonista, utilizando a gestão como princípio para que o seu trabalho seja precussor de mudanças exitosas e que traga benefícios para a população.

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