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Revista Brasileira de Enfermagem

Print version ISSN 0034-7167On-line version ISSN 1984-0446

Rev. Bras. Enferm. vol.73 no.6 Brasília  2020  Epub Aug 10, 2020

https://doi.org/10.1590/0034-7167-2018-0948 

REVISÃO

Cuidados ao paciente crítico na realização do exame de imagem no leito: revisão integrativa

Débora Thais Siqueira SoaresI 
http://orcid.org/0000-0001-9425-6346

Ana Paula HermannI 
http://orcid.org/0000-0003-0546-2194

Maria Ribeiro LacerdaI 
http://orcid.org/0000-0002-5035-0434

Marineli Joaquim MéierI 
http://orcid.org/0000-0001-7350-1568

Nayla Tamara de Godoi CaceresI 
http://orcid.org/0000-0001-5658-3119

Juliana Zimmermann LimaI 
http://orcid.org/0000-0002-8976-9822

IUniversidade Federal do Paraná. Curitiba, Paraná, Brasil.


RESUMO

Objetivo:

identificar nas evidências os cuidados a serem aplicados na realização de exames de imagem no leito em pacientes críticos.

Método:

revisão integrativa. Realizada consulta às bases de dados: Pubmed, Biblioteca Virtual em Saúde, Joanna Briggs Institute, The British Institute of Radiology, Radiologia Brasileira e Google acadêmico. Utilizada a estratégia PICO de pesquisa, selecionados artigos publicados a partir de 2013, que apresentaram informações sobre cuidados na realização de exames de imagem no leito.

Resultados:

as diferentes intervenções resultantes da análise dos 23 artigos selecionados permitiram o agrupamento temático dos cuidados relacionados à segurança na comunicação, identificação do paciente, cuidados com dispositivos e prevenção e controle de infecção, os quais podem ser utilizados na realização de exames de imagem no leito.

Considerações finais:

os cuidados descritos nas evidências forneceram subsídios para a validação de um protocolo de cuidado seguro ao paciente crítico submetido a exames de imagem no leito.

Descritores: Cuidados Críticos; Cuidados de Enfermagem; Equipe de Assistência ao Paciente; Diagnóstico à Beira do Leito; Segurança do Paciente

ABSTRACT

Objective:

to identify, based on the evidence, point-of-care testing in bedbound in critically ill patients.

Method:

integrative review, carried out through search in Pubmed, Virtual Health Library, Joanna Briggs Institute, The British Institute of Radiology, Brazilian Radiology, and Google Scholar databases. We used the PICO research strategy and selected articles published from 2013 onwards, which presented information about point-of-care testing.

Results:

the different interventions found in the analysis of the 23 selected articles allowed the thematic grouping of care related to safety in communication, patient identification, care with devices, and the prevention and control of infection, which can be used in point-of-care testing.

Final considerations:

The care described in the evidence provided support for validating a safe care protocol for critically ill patients undergoing imaging studies in bed.

Descriptors: Critical Care; Nursing Care; Patient Care Team; Point-of-Care Testing; Patient Safety

RESUMEN

Objetivo:

identificar em la evidencia la atención que se debe aplicar al realizar pruebas de imágen esen cama en pacientes críticos.

Método:

revisión integradora. Se consultaron las bases de datos: Pubmed, Biblioteca Virtual em Salud, Joanna Briggs Institute, The British Institute of Radiology, Radiología Brasileña y académico de Google. Utilizando la estrategia de investigación PICO, se seleccionaron artículos publicados a partir de 2013, que presentaban información sobre laatención al realizar pruebas de imagenen cama.

Resultados:

las diferentes intervenciones resultantes del análisis de los 23 artículos seleccionados permitieron la agrupación temática de la atención relacionada com la seguridade en la comunicación, la identificación del paciente, la atención con dispositivos y la prevención y el control de infecciones, que pueden utilizarse para realizar pruebas de imagen em la cama.

Consideraciones finales:

la atención descrita em la evidencia proporciono apoyo para lavalidación de un protocolo de atención segura para pacientes críticos sometidos a imágenes de cama.

Descriptores: Cuidados Críticos; Atención de Enfermería; Grupo de Atención al Paciente; Pruebas em el Punto de Atención; Seguridad del Paciente

INTRODUÇÃO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define segurança do paciente como a redução a um mínimo aceitável dos riscos de danos desnecessários associados ao cuidado de saúde. O risco é a possibilidade de ocorrer um incidente, que é um evento ou circunstância que pode resultar em um dano desnecessário. Dano é o comprometimento da estrutura ou função do corpo que cause incapacidade ou disfunção física, social ou psicológica(1).

A prática de segurança do paciente nos serviços de saúde deve ser norteada por evidências de segurança(2). O principal desafio dos profissionais que atuam em unidades de atendimento crítico é garantir a segurança do paciente, visto sua exposição a riscos com possíveis danos decorrentes dos diversos procedimentos realizados à beira do leito. Paciente crítico é aquele que demanda cuidado intensivo de uma equipe multiprofissional em unidades especializadas(3).

Para minimizar esses riscos e promover um cuidado seguro, a OMS fomenta a adoção de inúmeras diretrizes relacionadas às boas práticas de cuidado, dentre elas as seis Metas Internacionais de Segurança do Paciente (MISP). Essas metas têm o objetivo de reduzir riscos e incidentes de segurança do paciente nos serviços de saúde, com a intenção de identificar corretamente o paciente, melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde, melhorar a segurança no uso dos medicamentos de alta vigilância, assegurar cirurgia em local de intervenção, procedimento e paciente corretos, higienizar as mãos com frequência para evitar infecções e evitar quedas e lesões por pressão nos ambientes hospitalares garantindo qualidade em ambientes de cuidado(4-5).

As unidades especializadas dispõem de diversos equipamentos para a realização de diagnósticos e tratamentos, incluindo a monitorização hemodinâmica, que é um dos procedimentos mais importantes no cuidado do paciente em unidade crítica, pois possibilita dados exatos que auxiliam na intervenção rápida, evitando complicações ao paciente e falhas na assistência(6).

Embora a monitorização seja um procedimento não invasivo, a maioria dos procedimentos realizados em pacientes críticos internados são invasivos, como intubação orotraqueal, traqueostomia, sondagem nasogástrica ou orogástrica, vesical, acessos central ou periférico. A internação interfere abruptamente com o modo de viver do sujeito, que não consegue exercer sua autonomia, nem as atitudes próprias de cada um, como higiene pessoal, alimentação, eliminações, entre outras(7).

Neste sentido, é possível que, além dos procedimentos invasivos, os pacientes sejam submetidos a exames de imagem no leito. O número de exames diagnósticos tem aumentado significativamente nos últimos anos destacando-se, entre eles, a tomografia computadorizada, a ressonância magnética, a hemodinâmica, os procedimentos intervencionistas e raios-X(2), sendo esse último e a ultrassonografia (US) frequentemente utilizados à beira do leito pela sua portabilidade e acessibilidade(8).

Diariamente, os pacientes críticos são submetidos a diversos exames de imagem no leito, os quais possuem um risco inerente ao procedimento. Estes riscos, bem como a complexidade dos pacientes, demandam atenção e cuidados específicos dos profissionais.

Diante da tecnologia utilizada nos pacientes críticos, é necessária uma equipe capacitada, ágil e capaz de prever situações de risco, evitando agravos ao paciente(9). O enfermeiro que atua em unidades críticas deve assegurar junto à equipe um cuidado seguro, humanizado, sendo de sua competência avaliar o paciente e as situações a que ele estiver exposto, e sistematizar a assistência, optando pelo recurso ou cuidado mais adequado(6). É requerido um profissional preparado, apto para atender às mudanças fisiológicas, intercorrências e às necessidades do paciente durante o tratamento(10).

A investigação do tema surgiu pela identificação da lacuna do conhecimento referente ao cuidado necessário para a realização do exame de imagem no leito em pacientes críticos.

OBJETIVO

Identificar as evidências científicas sobre o cuidadoseguro aos pacientes críticos submetidos a exames de imagem no leito.

MÉTODOS

Tipo de estudo

Optou-se por uma revisão integrativa da literatura, que é um método que agrupa e sintetiza resultados, elabora uma explicação abrangente de um fenômeno específico, por consequência, as conclusões são estabelecidas mediante avaliação crítica de diferentes abordagens metodológicas(11).

Procedimentos metodológicos

As etapas foram: identificação do tema e seleção da questão de pesquisa; estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão; identificação dos estudos pré-selecionados e selecionados; categorização dos estudos; análise e interpretação dos resultados; e, por último, apresentação da revisão/síntese do conhecimento(12). A questão norteadora é: quais os cuidados necessários para realização segura do exame de imagem no leito em paciente crítico?

Coleta e organização dos dados

No período de outubro de 2017 a janeiro de 2018, foram consultadas as bases de dados: Pubmed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Joanna Briggs Institute (JBI), The British Institute of Radiology (BRI), Radiologia Brasileira (CRB) e Google acadêmico. Foram incluídos artigos em inglês, espanhol e português, disponíveis na íntegra, publicados a partir de 2013, com resumos e informações sobre cuidados seguros aos pacientes críticos na realização de exame de imagem no leito. Foram excluídos estudos em duplicidade nas diferentes bases de dados e que não atendessem aos critérios de inclusão.

Foi adotada a estratégia PICO, cujo acrônimo é formado pela letra P, de pacientes ou população, que, nesta pesquisa, são os pacientes (adulto, pediátrico e neonatal) submetidos ao diagnóstico por imagem no leito, os quais compreendem os exames de Radiologia (Raio-X), Ecografia, Ecocardiografia, Endoscopia, Fibrobroncoscopia, Eletroencefalograma e Colonoscopia; I, de intervenção ou indicador, definido pelo cuidado seguro ao paciente submetido aos exames/diagnósticos por imagem (cuidado seguro é a realização do diagnóstico por imagem sem incidentes com ou sem danos); C, de comparação ou controle, que não se aplica a esta pesquisa; e O, de outcome, que significa desfecho clínico, resultado, cuidado seguro na realização do diagnóstico por imagem sem expor o paciente à queda, à perda de dispositivos (eletrodos de monitorização, cateteres, sondas, drenos e/ou curativos), à extubação, à broncoaspiração, ao sangramento, à infecção cruzada e à dor durante a realização do exame de imagem(13).

Foram definidos os descritores do Medical Subject Headings (MeSH) e os Descritores em Ciências da Saúde (DECS), articulados com os operadores boleanos: OR e AND (Diagnostic imaging OR Patient Safety OR Critical Care OR Nursing Care OR Point-of-Care Testing OR Diagnostic Techniques and Procedures OR Neurologic Examination OR Diagnostic Techniques; Neurological OR Diagnostic Techniques, Cardiovascular OR Diagnostic Techniques digestive System OR Endoscopy OR Digestive System OR Radiology OR Radiology Interventional OR Diagnostic Techniques); (Care protocol AND Diagnostic imaging OR Cross Infection OR Airway Extubation OR Pneumonia OR Aspiration OR Respiratory Aspiration of Gastric Contents OR Accidental Falls OR Monitoring OR Device Removal OR Pain).

Etapas do trabalho

A busca inicial resultou em 5.175 artigos. Após a leitura de todos os títulos, resumos, ou abstract, selecionaram-se101 artigos para a leitura na íntegra resultando em 23 artigos adequados para a análise.

A relevância das evidências selecionadas em relação ao objetivo da pesquisa foi afirmada por dois pesquisadores. Para a extração dos dados, foi elaborado um instrumento contendo título do artigo, autores, periódico (volume, número, página e ano), objetivo, método, principais resultados e conclusão evidenciando os cuidados a serem aplicados aos pacientes críticos submetidos a exames de imagem no leito, sendo registrados em planilha do programa Microsoft Office Excel ®.

A Figura 1 ilustra o processo de seleção dos artigos desta revisão integrativa.

Figura 1 Diagrama de identificação, seleção e inclusão dos estudos da revisão integrativa 

RESULTADOS

Os 23 artigos selecionados foram publicados nos seguintes anos: nove, em 2018; cinco, em 2017; quatro, em 2016; quatro, em 2015. Houve uma publicação no ano de 2013.

O Quadro 1 expõem os principais resultados das 23 publicações selecionadas, salientam a caracterização das evidências, os aspectos metodológicos e os resultados.

Quadro 1 Caracterização e os principais resultados das publicações incluídas na revisão integrativa por ordem de seleção 

Artigo / periódico /ano Tipo de estudo / amostra Objetivo Principais resultados
A1(14)
ArqBrasCardiol: Imagem Cardiovasc. 2016.
Observação e avaliação da qualidade da imagem em relação ao decúbito. 67 pacientes. Avaliar se a mudança de posicionamento do paciente durante a realização do exame poderia ter influência sobre a qualidade técnica das imagens e se fatores adicionais poderiam limitar a obtenção de imagens adequadas no leito. O posicionamento do paciente no leito é de extrema importância para a obtenção de imagens de boa qualidade. Cerca de 90% das imagens foram consideradas boas/ótimas quando os pacientes eram posicionados em Decúbito Lateral Esquerdo.
A2(15)
Revista Brasileira de Enfermagem. 2017
Estudo descritivo, com abordagem quantitativa de validação metodológica de instrumento. Elaborar e validar um protocolo de cuidados de enfermagem a pacientes com Dispositivo de Assistência Ventricular (DAV). Protocolo composto por 10 ações: destaca-se o adequado suporte nutricional, a avaliação da dor do paciente, a correta analgesia e a prevenção de processos infecciosos.
A3(16)
Acta Scientiarum. Health Sciences. 2016.
Estudo observacional prospectivo. Pacientes adultos submetidos à drenagem torácica com selo d'água. Avaliar a gestão de sistemas fechados de drenagem torácica através da análise de pacientes adultos, bem como padronizar o protocolo de atendimento na drenagem torácica e minimizar suas complicações. Protocolo composto por 12 ações. Evidencia-se que o sucesso terapêutico está diretamente relacionado à qualificação e formação contínua dos cuidadores do paciente submetido ao tórax drenagem.
A4(17)
Essentia. 2017
Revisão Integrativa. Foram selecionados 12 artigos. Identificar as evidências científicas acerca do cuidado de enfermagem prestado a pacientes submetidos à ventilação mecânica em UTI. O cuidado de enfermagem ao paciente ventilado artificialmente exige do enfermeiro conhecimento prévio e habilidade prática para que as necessidades assistenciais dos pacientes sejam supridas.
A5(18)
Revista Gaúcha de Enfermagem. 2015
Estudo transversal, analítico, com abordagem quantitativa. Foram realizadas 793 observações Identificar a adesão dos profissionais de saúde de uma UTI quanto aos cinco momentos da higiene das mãos preconizados pela OMS. Em 446 (56,2 %) observações, não ocorreu a higiene das mãos. Foi mais frequente a higiene das mãos com água e sabão (32%), em comparação à fricção com álcool (11,8%). A taxa de adesão à higiene das mãos foi de 43,7%.
A6(19)
Revista Brasileira de Enfermagem. 2015.
Estudo metodológico. Participação de cinco especialistas. Verificar as indicações de posicionamento dos recém-nascidos (RN) e construir um protocolo de Procedimento Operacional Padrão (POP) para posicionamento de RN em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). O posicionamento correto do bebê prematuro:cabeceira elevada a 30°. Posições: a) Decúbito dorsal ou posição supina: máximo de flexão e apoio da zona escapular; b) Decúbito lateral: ligeira flexão do tronco e da cabeça na linha média e flexão dos braços; c) Decúbito ventral ou pronação: flexão da coluna vertebral, ligeira elevação pélvica, ângulo correto dos pés e ninhos de contenção.
A7(20)
International Journal of Evidence-Based Healthcare.2015
Uma amostra de conveniência. Selecionados 33 enfermeiros. Identificar as melhores evidências disponíveis e desenvolver um projeto de auditoria clínica baseada em evidências para usar como um guia para avaliar a enfermagem atual, praticar e implementar uma estratégia de mudança para aumentar conformidade com os padrões de melhores práticas para a enfermagem em pacientes com tubos torácicos. 94% dos participantes concordaram que o uso da lista de verificação melhorou os cuidados ao paciente e 90% que foi útil para a realização de exames físicos em pacientes. Em relação à carga de trabalho: 35% dos enfermeiros não perceberam aumento da carga de trabalho.
A8(21)
Radiologia Brasileira. 2015.
Revisão de Literatura, sem descrição do método utilizado. Revisar os principais conceitos relativos ao tópico abordado visando à sua melhor compreensão, possibilitando, assim, estabelecer estratégias para uma prática segura sem comprometer a qualidade do exame e a produtividade do operador. Recomenda-se a utilização de luvas durante todos os exames, sendo utilizadas para retirar o preservativo usado e para lavar o transdutor. A assepsia das mãos é essencial para o início de um novo exame. A limpeza/desinfecção das sondas deve ser sistemática e rotineira.
A9(3)
Revista Online de Pesquisa: Cuidado é Fundamental. 2018.
Pesquisa descritiva, retrospectiva, documental, com abordagem quantitativa. Analisados 360 impressos. Analisar a retirada não planejada de dispositivos invasivos em uma UTI. O cateter entérico para alimentação se destacou dentre aquelesdispositivos retirados de forma não planejada (42%). Os motivos pelosquais ocorreu a retirada foram: retiradapelo paciente (33%), obstrução (30%) e perda acidental (21%).
A10 (22)
JBI Database of Systematic Reviews and Implementation Reports. 2018
Revisão sistemática. Incluiu pacientes submetidos a exame de tomografia com administração de contraste. Identificar os fatores de risco e intervenções que impedem ou reduzem o extravasamento do meio de contraste em pacientes submetidos a exame detomografia computadorizada. A quantidade de líquido extravasado, o acesso venoso e o tempo de permanência do cateter e as características do paciente podem ser fatores de risco para extravasamento ehospitalização recente.
A11(23)
Journal of Specialized Nursing Care. 2018
Pesquisa descritiva realizada através de revisão bibliográfica sistematizada. Selecionados 10 artigos. Revisar as diretrizes com base em evidências que ajudarão o enfermeiro intensivista na identificação e prevenção de Infecções do Sítio Cirúrgico (ISC) em pós-operatório de cirurgia cardíaca, na UTI. Importante a adequada avaliação do sítio cirúrgico. O enfermeiro tem papel fundamental na manutenção do curativo cirúrgico e na avaliação da ferida operatória,para detectar intercorrências precoces de infecção.
A12(24)
Journal of Specialized Nursing Care. 2018
Pesquisa bibliográfica integrativa. Selecionados 12 artigos. Analisar as evidências científicas disponíveis na literatura para a prevenção de infecção associada ao cateterismo vesical, com ênfase para a UTI, mediante intervenções de enfermagem. A qualificação doenfermeiro garante a qualidade da assistência prestada ao paciente, e este deve seguir protocolos e diretrizes como forma de evitar danos à saúde do paciente que já se encontra internado em UTI.
A13(25)
Journal of Specialized Nursing Care. 2018
Revisão integrativa de literatura. Utilizados 10 artigos. Revisar as diretrizes com base em evidência que ajudarão a enfermeira intensivista na identificação e tratamento da conduta de cuidados de enfermagem relacionados ao controle de infecção relacionado a dispositivo de acesso venoso central. Através de boas práticas na inserção, no manejo e retirada do Cateter Venoso Central (CVC), o enfermeiro pode desenvolver mecanismos para prevenção de infecções relacionadas ao uso do CVC.
A14(26)
Revista de Administração em Saúde. 2018
Estudo do tipo auditoria clínica, sistema de revisão e controle. 15 participantes. Avaliar os cuidados de enfermagem relacionados ao CVC nas UTI adulto e pediátrica para comparar a conduta ao protocolo padronizado na instituição, além de analisar os resultados baseando-se no manual da ANVISA intitulado "Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde", de 2017. Sobre o uso dos EPIs (luvas, máscara, óculos e gorro) durante a realização dos curativos de CVC, percebeu-se que 1 (6,7%) enfermeiro não utilizou luva estéril durante o procedimento, 4 (26,7%) não usaram máscara, 14(93,4%) não usaram óculos, 3 não usaram gorro (20,0%).
A15(27)
Revista Brasileira de Enfermagem. 2018
Estudo descritivo e transversal. Com 50 enfermeiros. Descrever os fatores determinantes na gestão do procedimento higiene das mãos realizada por um grupo de enfermeiros em serviços de Medicina Interna e identificar possíveis desafios para a saúde coletiva. 90% consideram respeitar as recomendações existentes sobre higiene das mãos nos momentos estipulados. Porém, nenhum dos momentos de higiene das mãos com água e sabãofoi identificadopor todos os inquiridos.
A16(28)
Revista Uningá. 2016
Revisão integrativa de literatura, com abordagem qualitativa, totalizando 22 artigos selecionados. Caracterizar a produção científica sobre a biossegurança e precaução na UTI e descrever os fatores que contribuem para o ambiente salubre na UTI e hábitos dos profissionais, no período de 2003 a 2012. Os profissionais se descuidam da biossegurança em seu cotidiano, expondo-se a riscos ocupacionais, resultado fortemente influenciado por questões organizacionais da própria instituição de saúde.
A17(29)
Disciplinarum Scientia. Ciências da Saúde. 2017
Revisão integrativa de literatura. Selecionadas 8publicações. Identificar as produções científicas em âmbito nacional e internacional sobre a identificação do paciente por meio do uso de pulseiras e suas implicações para o cuidado seguro no contexto hospitalar. Evidenciou-se a multiplicidade de fatores envolvidos em tal processo e o enorme desafio das instituições de saúde em alcançar níveis aceitáveis de conformidades referentes ao processo de identificação.
A18(30)
Escola Anna Nery. 2018
Estudo de revisão integrativa, exploratório, que resultou em 15 artigos. Levantar as evidências científicas sobre a prática do handoffna UTI quanto à segurança da comunicação dos membros da equipe sobre o paciente hospitalizado. Destacam-seinformações ausentes, incompletas ou erradas no handoff, causadas pela falta de padronização e de preparodessa atividade, gerando procedimentos atrasados, errados ou não realizados. O uso de instrumentos reduz a quantidade deinformação omitida, conversas paralelas e erros, melhorando a satisfação da equipe.
A19(31)
Revista Eletrônica Acervo Saúde. 2018
Revisão integrativa da literatura. Selecionados 6artigos. Analisar a assistência de enfermagem ao paciente acamado em UTI através de uma revisão de literatura. A maioria os estudos avaliou aatuação do enfermeiro e a necessidade de um intensivista treinado, capacitado e experiente, a fim de garantir a qualidade de vida dos pacientes que necessitam de seus cuidados.
A20(32)
Revista de Saúde Pública do Paraná. 2017
Estudo exploratório-descritivo, de base documental e abordagem quantitativa. Observação direta de 61 leitos. Avaliar a adesão dos profissionais de saúde nos cinco momentos da higiene das mãos nas UTIs de um hospital pediátrico. Nota-se que, no momento antes do contato com o paciente, existe uma maior preocupação de higiene das mãos. A capacitaçãoda equipe multidisciplinar deve ser realizada continuamente com o intuito de conscientizar-se dos riscose prevenir a infecção hospitalar que os pacientes estão expostos.
A21(33)
Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro. 2017
Foi realizada a análise laboratorial de 14 swabs. Analisar a contaminação de equipamentos em uma UTI antes e após a limpeza e desinfecção e propor um protocolo para descontaminação. Na pré-desinfecção, apresentaram crescimento de Staphylococcus coagulase negativo a mesa de cabeceira, o teclado de computador e o telefone. O telefone continuou contaminado após a limpeza e desinfecção. A bancada de preparo de medicamento, o glicosímetro, a escala de enfermagem e o monitor não apresentaram contaminação antes nem após a limpeza/desinfecção.
A22(34)
Rev Latino-Americana de Enfermagem. 2016
Revisão sistemática da literatura. Foram selecionados 13 artigos. Descrever as estratégias que os profissionais de saúde utilizam na implementação das guidelines emanadas pelo Centers for Disease Control and Prevention na prevenção da infecção do trato urinário associada ao cateterismo vesical. Foram identificados sistemas lembrete para diminuição de pessoas submetidas ao cateterismo urinário; auditorias sobre prática dos profissionais de enfermagem; aplicação de bundles; remoção do cateter quando desnecessário, permitindo a diminuição da taxa de infecções de trato urinário relacionadas ao cateter.
A23(35)
Revista Eletrônica de Enfermagem do Vale do Paraíba. 2013
Estudo descritivo exploratório transversal, com dados estatísticos. Foram internados 130 pacientes totalizando 1.107pacientes/dia. Identificar o número de infecção hospitalar associada ao uso do CVC e propor a utilização do método bundles de prevenção de infecções contribuindo para a qualidade da assistência prestada ao cliente. Entre os 1.107 pacientes/dia com CVC, a maioria das infecções foram causadas por Staphylococcus aureus, que são removidos com uma simples lavagem das mãos. Assim, surgem os bundles, que são medidas simples e eficazes.

DISCUSSÃO

As diferentes intervenções resultantes da busca foram agrupadas de acordo com os cuidados utilizados na realização de exames de imagem à beira do leito, as quais contribuem para a realização do cuidado seguro no que se refere à comunicação, identificação do paciente, cuidados com dispositivos, prevenção e controle de infecção.

Neste sentido, diversas ações, quando realizadas de forma adequada, transformam o cuidado e evitam danos. Identificar os pacientes corretamente(29)e melhorar a efetividade da comunicação(30) entre profissionais da assistência são as duas primeiras metas internacionais de segurança do paciente(36).

Dentre as principais falhas na assistência ao paciente crítico, está o repasse das informações relacionadas aos cuidados prestados, o que afeta a qualidade da assistência, resultando em intervenções atrasadas, duplicadas ou feitas de maneira errada(30). É frequente o cancelamento de exames por não ter mantido o tempo de jejum necessário, ou o paciente ser mantido em jejum mesmo depois do cancelamento destes procedimentos37. Desta forma, dispor de técnicas efetivas de comunicação, como o uso de linguagem clara e estruturada, garante a segurança das informações e a continuidade da assistência(38).

Da mesma forma, a identificação do paciente é necessária para evitar equívocos decorrentes de falta de documentos, nomes homônimos, nomes de outra nacionalidade, alteração ou diferença da data de nascimento e falhas de inclusão dos dados no sistema. Tais situações dificultam a identificação correta dos pacientes, e favorecem a troca de exames, procedimentos e troca de informações repassadas na passagem de plantão(38). É fundamental assegurar que o indivíduo em tratamento é o que está internado em determinado setor ou que será submetido a determinado exame ou procedimento prevenindo, desta maneira, falhas, erros ou enganos(39).

Diversos fatores estão envolvidos no processo de identificação, que torna um grande desafio para as instituições de saúde. Desenvolver estratégias que promovam melhoria contínua do processo propor e implementações de promoção da cultura de segurança institucional, como o envolvimento de gestores, equipes assistenciais se faz necessário(29).

Esta revisão permitiu identificar cuidados com dispositivos, sejam eles invasivos ou não(3,15-17,20,22-26,34-35) e cuidados realizados com posicionamento no leito(14,19).Entre os dispositivos utilizados como recursos para tratamento dos pacientes críticos, estão os tubos orotraqueais, as cânulas de traqueostomia, o CVC, o cateter venoso periférico, o cateter arterial, a sonda nasogástrica ou sonda nasoentérica, o cateter vesical de demora e os drenos(3). O manuseio inadequado destes dispositivos coloca em risco a clientela(25).

As ações elencadas em estudos que discorrem sobre protocolo de cuidados com os drenos(16) e derivações(15) propõem ações e sugerem o manejo adequado com os dispositivos, o uso de materiais e equipamentos específicos, os quais reduzem os danos e diminuem a morbidade associada ao método usado(15-16). Elaborar um checklist que sirva como guia de cuidado é proposto como uma estratégia que permite os enfermeiros detectar precocemente problemas com procedimento prevenindo a ocorrência de eventos adversos(20).

A retirada do dispositivo ventilatório de forma não planejada, chamada de extubação acidental, pode trazer complicações ao tratamento e prejuízo à saúde do paciente, principalmente se ocorrer em pacientes com estímulo respiratório diminuído, sedados, ou com lesões neurológicas(40).

Para tal, estudo(41) demonstra que o posicionamento cuidadoso é importante, sendo a mudança de decúbito ou mobilização do paciente as principais situações consideradas críticas associadas à extubação acidental e que devem ser constantemente observadas.

Foi elaborado um protocolo de posicionamento do recém-nascido importante para estes pacientes em um dos estudos(19), pois auxilia no desenvolvimento neuromuscular do paciente e reduz alterações e complicações.O posicionamento também é importante durante a realização do Raio-X para a confirmação do dreno de tórax, técnica que demanda a mobilização do paciente imediatamente após a inserção do dreno e sempre que se suspeitar de tração(16), que além do risco de tração e retirada acidental, ainda pode causar dor durante a realização do exame de imagem(19).

Outro aspecto importante analisado foi a realização dos exames de Ecocardiografia no leito, que apesar de esta modalidade eliminar o risco do transporte do paciente até o setor do exame, o resultado pode ser prejudicado em decorrência de imagens inadequadas, pois o posicionamento é fundamental para a melhor obtenção das imagens dos exames. Assim, recomenda-se para os exames de Ecocardiografia no leito o decúbito lateral esquerdo(14).

Outro dispositivo amplamente utilizado e que requer cuidados específicos são os cateteres nasogástricos ou nasoenterais. Um estudo(3) evidenciou que estes cateteres são frequentemente retirados de forma não planejada, sendo retirado pelo paciente por obstrução, perda acidental ou dispositivo danificado.

O uso de cateter venoso em unidades críticas é comum e evitar infecções é de extrema importância. Desta forma, é necessário higienizar as mãos, manter cuidado na inserção, realizar diariamente o acompanhamento, observar sinais flogísticos, realizar o curativo, cuidar com o manuseio do cateter e acompanhar infusões como o uso de contraste para realização de exames(25-26,35). Estudo(22) sugere que, para evitar o extravasamento do contraste, o profissional deve usar estratégias para segurança do paciente, entre elas, reduzir volume injetado e detectar rapidamente o extravasamento.

O enfermeiro desempenha um papel fundamental na manutenção do curativo cirúrgico, na avaliação da ferida operatória(23) e na avaliação dos sinais de infecção do trato urinário, bem como a necessidade de cateterismo urinário e do momento de remover o cateter(24). O cuidado com a fixação e tração destes dispositivos é indispensável para evitar infecção e complicações para o paciente.

Nesta perspectiva, a análise demonstra que a higiene das mãos(18,27,32), o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)(28) e a limpeza dos equipamentos e de superfícies(21,33) são relevantes no que se refere à segurança do cuidado prestado, embora muitas vezes ignorado pelos profissionais.

Dados de uma pesquisa(27) mostraram que em 56,2% dos procedimentos observados não foi realizada a higiene das mãos, e os profissionais enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos tiveram adesão inferior a 50% nas condutas observadas. Outro estudo(18) revelou que das 793 observações, em 56,2 % das observações não ocorreu a higiene das mãos resultando em um taxa de adesão de 43,7%. Em um terceiro estudo(35) dos 1.107 pacientes/dia com CVC, 14 foram contaminados por S. aureus, que é removido com medidas simples como a higiene das mãos.

Os profissionais, muitas vezes, se descuidam e se expõem a riscos ocupacionais, seja pela não adesão ao uso EPIs ou pela falta de higiene das mãos(25).

As mãos são a principal fonte propagadora de contaminação e disseminação de infecção. Apesar de ser uma medida simples e inserida na rotina diária dos profissionais da saúde, a maioria dos profissionais não faz a higiene das mãos no momento após o contato com áreas próximas aos pacientes(32).

A descontaminação de superfícies, de materiais e de equipamentos é parte integrante da prestação do cuidado, visto entrarem constantemente em contato com os pacientes e com os profissionais envolvidos na assistência. A presença de sujidade ou de matéria orgânica nas superfícies, nos equipamentos e nos materiais contribui para a transmissão de microrganismos. Sendo assim, além da higienização das mãos e do uso de EPI, são de suma importância a limpeza e a desinfecção de superfícies para a prevenção de infecção relacionada à saúde(33).

A adesão aos cinco momentos da higienização das mãos é recomendação da OMS, a qual deve ser realizada antes de contato com o paciente, antes da realização de procedimento, após risco de exposição a fluidos biológicos, após contato com o paciente e após contato com áreas próximas ao paciente, mesmo que não tenha tocado o paciente, cuidando direta ou indiretamente do paciente(42-43).

O cuidado com o paciente crítico submetido a exames de imagem no leito deve ser embasado em evidências científicas. Encontrar estratégias que promovam uma gestão eficiente e segura do procedimento é necessário para diminuir significativamente a prática e comportamentos não recomendados pelas diretrizes(27). É indispensável que toda equipe multidisciplinar promova uma intervenção adequada, a fim de garantir a qualidade na assistência do cuidado ao paciente acamado(31).

Limitações do estudo

Esta pesquisa caracterizou-se por um momento de intensa pesquisa e busca por evidências para a construção do protocolo. Destacam-se como maiores limitações deste estudo a escassez de literatura específica sobre o cuidado ao paciente crítico na realização do exame de imagem no leito e a não disponibilidade de artigos na integra.

Contribuições para a área

Espera-se que esta pesquisa contribua para a prática da equipe multiprofissional e estimule outras produções relacionadas à segurança no cuidado realizado ao paciente crítico durante a realização de exames de imagem.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O cuidado seguro é um desafio para as instituições e profissionais de saúde, sendo relevante realizar procedimentos que previnam os eventos adversos nos exames de imagem no leito.

É necessário capacitar os profissionais no que se refere à segurança das ações concernentes ao cuidado no leito, ao envolvimento do paciente durante todo seu internamento e ao fortalecimento de estratégias fundamentadas nas evidências e na educação permanente da equipe.

A prevenção e a gestão de incidentes de risco nas instituições de saúde e o incentivo da notificação destes visam melhorar a qualidade e a segurança dos processos assistenciais.

Embora os cuidados descritos nas evidências selecionadas tenham fornecido subsídios para a validação de um protocolo de cuidado seguro ao paciente crítico submetido a exames de imagem no leito, são necessários estudos específicos sobre a segurança do paciente submetido a exames de imagem no leito e sobre a competência dos profissionais integrantes da equipe multiprofissional neste cuidado.

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Recebido: 14 de Abril de 2019; Aceito: 12 de Fevereiro de 2020

Autor Correspondente: Débora Thais Siqueira Soares E-mail: dtssiqueira@gmail.com

EDITOR CHEFE: Dulce Barbosa

EDITOR ASSOCIADO: ANTONIO JOSÉ DE ALMEIDA FILHO

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