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Revista Brasileira de Oftalmologia

Print version ISSN 0034-7280On-line version ISSN 1982-8551

Rev. bras.oftalmol. vol.68 no.3 Rio de Janeiro May/June 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-72802009000300010 

ARTIGO DE REVISÃO

 

Lentes asféricas: avaliação da indicação clínica e das opções de lentes

 

Aspherical IOLs: clinical evaluation and options

 

 

Newton Kara-Jose JuniorI; Marcony Rodrigues de SanthiagoII

ILivre-docente, Professor Colaborador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP - São Paulo (SP); Chefe do Setor de Catarata do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo - USP - São Paulo (SP), Brasil
IIEstagiário do Setor de Catarata do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo - USP - São Paulo (SP), Brasil

 

 


RESUMO

Com a utilização de lentes intraoculares (LIOs) asféricas na cirurgia de catarata, o oftalmologista é capaz de oferecer, além da melhora da acuidade visual pela remoção do cristalino opacificado, benefícios adicionais como, por exemplo, a redução de aberrações ópticas oculares, que diminuem a sensibilidade ao contraste.Foram revisadas publicações recentes sobre LIOs asféricas e adicionadas conclusões de nossos estudos na área, a fim de expor neste artigo nossa percepção a respeito da influência da utilização de LIOs que diminuem a aberração esférica do olho, na qualidade visual após a cirurgia da catarata

Descritores: Lentes intraoculares; Catarata; Acuidade visual/fisiologia


ABSTRACT

With aspherical intraocular lens (IOL), phakectomy could be more than removal of cataract, it also could means an improvement in optical quality of the eye. In this article, recently published studies on aspherical IOLs and exams to access optical quality were reviewed.

Keywords: Lenses, intraocular; Cataract; Visual acuity/physiology


 

 

INTRODUÇÃO

O olho humano é opticamente imperfeito, assim, a qualidade da imagem projetada na retina é inferior à imagem real do objeto visualizado. Isso ocorre porque ao atravessar estruturas intraoculares, especialmente córnea e cristalino, os raios luminosos sofrem desvios, como dispersão, refração, absorção, além de diversas aberrações. Contudo, a imagem final interpretada no córtex cerebral será de muito melhor qualidade, pois o Sistema Visual tem um mecanismo compensatório (neuroadaptação) para a maioria das deficiências do Sistema Óptico (1-12).

Mesmo considerando a neuroadaptação, acredita-se que a correção de algumas aberrações ópticas pode melhorar ainda mais a qualidade visual. Uma modalidade de imperfeição óptica ocular que não pode ser resolvida com lentes corretoras (óculos), mas é passível de compensação, pela cirurgia de catarata com implante de LIOs especiais, é a aberração esférica (alta ordem), a qual trata-se de uma imprecisão na asfericidade periférica da córnea (a superfície corneal periférica é mais plana do que deveria ser), que prejudica a visão de longe em situações de pouca luminosidade, quando a midríase pupilar permite que os raios luminosos que incidem na periferia corneal sigam em direção à retina; esses raios serão focalizados anteriormente à mácula, diminuindo a qualidade visual (1-5).

Foi demonstrado que, com a idade, a qualidade óptica vai se deteriorando, e uma possível causa desta degradação é a inversão de padrão de aberração esférica do cristalino, de negativo no adulto jovem (que compensaria parcialmente a aberração corneal positiva), para valores negativos menores, ou até positivos quando o cristalino está opacificado (6-12).

As lentes esféricas convencionais são refrativamente similares ao cristalino adulto, apresentam aberração esférica positiva, ou seja, além de não compensarem a aberração esférica corneal (em média +0.27mm), mantém a mesma indução adicional de aberração positiva do cristalino maduro. Entretanto, os pacientes, em geral, não se queixam, pois era a aberração óptica que eles, por muito tempo, já apresentavam devido à catarata. Porém, com implante de LIOs esféricas, são privados da oportunidade, teórica, de se melhorar ainda mais a visão, após a facectomia.

A solução proposta para compensar a aberração esférica é o implante da LIO asférica (aberração negativa), que corrigirá, ao menos parcialmente, a direção dos raios incidentes periféricos (aberração positiva) (13-37).

Para avaliação do comprometimento visual pela catarata, assim como do benefício clínico das LIOs asféricas em relação às LIOs convencionais, o teste de Snellen, embora seja o instrumento mais utilizado para a avaliação da acuidade visual, apresenta limitações, pois mede a visão utilizando-se do contraste máximo (letras pretas em fundo branco). No mundo real a maioria dos objetos a serem visualizados não se encontra com tanto contraste, assim, a acuidade visual medida no consultório por meio deste teste não corresponde, necessariamente, a dificuldade de visão percebida pelo paciente no seu dia a dia. Deste modo, uma pessoa com catarata de componente nuclear predominante pode, por exemplo, enxergar 20/25 na tabela de Snellen e ter dificuldade para dirigir. Se o oftalmologista só considerar a visão medida com máximo contraste talvez não compreenda a queixa do paciente, provavelmente, em situações de menor contraste, como ao entardecer. Por outro lado, caso o paciente ou seu acompanhante se lembre de qual era a medida da visão no teste de Snellen antes da cirurgia, pode não se maravilhar com o resultado visual pós-operatório, que será, neste caso, provavelmente, de melhora de uma linha, mesmo que a dificuldade visual tenha sido corrigida.

Para se estimar mais precisamente a dificuldade visual pela catarata e para avaliar o desempenho visual com LIOs asféricas, o teste mais indicado é o de sensibilidade ao contraste, que mede a acuidade visual sob diferentes níveis de contraste. É por isso que a maioria dos estudos utiliza o teste de sensibilidade ao contraste (ETDRS) em condições mesópicas e fotópicas, além da avaliação objetiva da qualidade óptica por meio de exames de aberrometria ("frente de onda") (38).

A maioria dos estudos que compararam LIOs asféricas e esféricas não demonstraram diferenças em relação a melhor acuidade visual corrigida, medida pela tabela de Snellen ou pela do ETDRS, em condições fotópicas, exceto dois estudos (13,17) , que apresentaram resultados de melhor acuidade visual corrigida em pacientes com LIO Tecnis (AMO), se comparado aos pacientes com LIOs esféricas SA60AT (Alcon Labs) e SI40 (Alergan) (12-15,17,20-22,25,28,29,33,34,39).

O resultado da maioria dos artigos nos leva a concluir que não há diferença entre LIOs asféricas e esféricas em relação a melhor acuidade visual, corrigida em condições de alta luminosidade, ou que, este tipo de teste não apresenta condições de detectar tal diferença.

Em condições mesópicas, as vantagens visuais das LIOs asféricas em relação às esféricas, quando avaliadas pelo teste do ETDRS, passam a ser mais evidentes. Nos trabalhos com a LIO Tecnis (AMO), apenas dois não encontraram diferenças, estatisticamente significativas, quando comparadas a LIO Stabibag (Zeiss)(20) e AR40e (AMO)(20,22). A maioria das pesquisas apresentou resultados superiores com a LIO asférica em freqüências espaciais que variaram de 1.5 a 30 ciclos por grau. Todos os estudos que avaliaram a LIO Acrysof IQ (Alcon labs) em condições mesópicas, demonstraram o melhor desempenho desta, quando comparada a diferentes LIOs esféricas(21,28,31,32,34,36). Um estudo(28), avaliou a LIO asférica SofPort (Bausch & Lomb), e, demonstraram valores estatisticamente significativos, comparado às LIOs esféricas SN60AT (Alcon labs) e AR40e (AMO).

As lentes asféricas variam em relação a asfericiade, de forma que, as LIOs mais utilizadas, Tecnis (AMO), Acrysof IQ (Alcon labs) Akreos AO (Bausch & Lomb), apresentam diferentes potenciais para compensação da aberração esférica da córnea. A aberração esférica corneal na média populacional é de 0.27mm positivos; teoricamente, em condições de diâmetro pupilar de 6 mm, a LIO Akreos AO (Bausch & Lomb) apresenta 0.0mm de aberração esférica residual, ou seja são livres de aberração; a LIO Tecnis (AMO) possui asfericidade de -0.27mm, tentando compensar totalmente a aberração corneal considerando a média populacional e a LIO Acrysof IQ (Alcon labs) -0.20mm, que deixa, se considerada a média populacional, um residual de aberração positiva de 0,07mm.

Estudo publicado recentemente(40) que comparou duas LIOs asféricas, a Akreos AO (Baush & Lomb) e a Tecnis (AMO), não demonstrou diferenças estatisticamente significativas, na acuidade visual, tanto em condições fotópicas, quanto em mesópicas, porém, por meio do exame de aberrometria (frente de onda) confirmou valores residuais maiores de aberração esférica com a LIO Akreos AO (Baush & Lomb), sugerindo, assim, que o exame da acuidade visual avalia o desempenho do Sistema Visual total (globo ocular e córtex cerebral, incluindo a neuroadaptação), enquanto que o exame de frente de onda avalia apenas a porção óptica do olho (Sistema Óptico), ou seja, a qualidade da imagem que chega na retina.

Em determinados casos, a aberração esférica positiva residual pode ser benéfica, pois embora possa diminuir a visão de longe no escuro, aumenta a profundidade de foco, facilitando a visão de perto. Artigo recente(27) demonstrou que a LIO esférica SN60AT (Alcon labs) apresenta maior profundidade de foco comparado a LIO asférica Acrysof IQ (Alcon labs), analisando visão intermediaria e de perto, em pacientes corrigidos para longe.

Considera-se também que a tolerância ao "defocus", pequenos erros refracionais esféricos, parece ser maior em pacientes com LIOs esféricas e/ou com residual de aberração esférica positiva. Esse seria um beneficio teórico da LIO asférica livre de aberração, como a Akreos AO (Baush & Lomb), que deixaria aberração residual. Estudo(40) que comparou a profundidade de foco em pacientes com LIOs asféricas livres de aberração, Akreos AO (Baush & Lomb) e LIOs asféricas com aberração negativa, Tecnis (AMO) que tendem a compensar totalmente a aberração esférica positiva da córnea, concluiu que, a profundidade de foco é maior no grupo com LIOs asféricas livres de aberração.

Atualmente se tem estudado as LIOs asféricas, com objetivo de se personalizar a cirurgia de catarata, obtendo-se valores de aberração esférica residuais finais em torno de 0.10 mm, com possível melhora na qualidade óptica e acuidade visual(41-46). Artigo recente(47) sugere que para pacientes com aberração esférica corneana entre -0.15 e +0.15 poderia ser implantada uma LIO asférica livre de aberração, como a Akreos AO (Baush & Lomb), em pacientes com valores entre +0.16 e +0.33 Acrysof IQ (Alcon labs), e para pacientes com valores acima de +0.33, a LIO Tecnis (AMO).

Na indicação de LIOs asféricas, alguns fatores individuais também devem ser considerados, como diâmetro pupilar e histórico de cirurgia refrativa à laser.

Embora consideremos que o sistema visual dispõe de um mecanismo compensatório de aberrações ópticas, que é a neuroadaptação, capaz de, em muitos casos, resolver o problema da aberração esférica, bem como de outras deficiências ópticas, por si só, existe a tendência para personalizar a cirurgia de catarata, a fim de se obter resultados visuais ainda melhores(43,48). No futuro, assim como é feita a biometria para se determinar o valor dióptrico da LIO a ser implantada, a fim de se corrigir os erros refrativos esféricos (aberrações de baixa ordem) e, em certos casos, realizado a topografia para se estimar o astigmatismo corneal (aberração de baixa ordem), objetivando-se compensá-lo com incisões relaxantes limbares ou LIOs tóricas, talvez também possa ser realizado, rotineiramente, o exame de "frente de onda", para se estimar a aberração esférica da córnea, a fim que esta possa ser compensada com determinada LIO asférica.

 

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