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Revista Brasileira de Oftalmologia

Print version ISSN 0034-7280On-line version ISSN 1982-8551

Rev. bras.oftalmol. vol.78 no.5 Rio de Janeiro Sept./Oct. 2019  Epub Nov 04, 2019

http://dx.doi.org/10.5935/0034-7280.20190152 

Artigos Originais

Perfil Multicêntrico do Acadêmico de Medicina e suas Perspectivas sobre o Ensino da Oftalmologia

Mariana de Almeida Ferreira1 
http://orcid.org/0000-0003-3291-5021

Gustavo Rosa Gameiro2 
http://orcid.org/0000-0002-0400-8013

Frederico de Miranda Cordeiro3 
http://orcid.org/0000-0002-2779-3798

Thiago Viana Santos4 
http://orcid.org/0000-0002-8878-6719

Ana Aurea Vilas Boas Pombo Hilarião5 
http://orcid.org/0000-0002-8878-1061

Guilherme Macedo Souza6 
http://orcid.org/0000-0002-3045-1297

João Jorge Nassaralla Neto7 
http://orcid.org/0000-0002-8274-5051

Pedro Carlos Carricondo2 
http://orcid.org/0000-0002-2916-205X

Arlindo José Freire Portes1 
http://orcid.org/0000-0001-5530-1837

André Luís Freire Portes1 
http://orcid.org/0000-0002-5440-5092

1Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

2Universidade São Paulo - SP, Brasil.

3Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil.

4Faculdade de Medicina de Campos, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

5Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Salvador, BA, Brasil.

6Faculdade de Medicina, Universidade Federal da Bahia , Salvador, BA, Brasil.

7Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO, Brasil.


Resumo

Objetivo:

Analisar qualitativa e quantitativamente o perfil do aluno de Medicina que cursou a disciplina de Oftalmologia, correlacionando aspectos do seu ensino em conhecimentos básicos e perspectivas discente sobre a sua formação.

Métodos:

Foi realizado um estudo transversal descritivo do tipo inquérito, em 242 alunos de 12 estados brasileiros. A execução do projeto foi feita com a participação das Ligas Acadêmicas de Oftalmologia de Instituições de Ensino Superior vinculadas a Associação Brasileira de Ligas Acadêmicas de Oftalmologia (ABLAO). A amostra foi composta por alunos da graduação do curso de Medicina, escolhidos aleatoriamente, que já cursaram uma disciplina referente a Oftalmologia. Foi utilizado um questionário individual com perguntas sobre o perfil do aluno, conhecimentos básicos da especialidade e perspectivas sobre o seu ensino. A análise estatística foi feita com o programa Statistical Package for the Social Sciences SPSS, de forma descritiva, com média, desvio padrão e intervalo de confiança de 95%.

Resultados:

A média de idade foi de 23,96 (3,36±) anos de idade, e o sexo feminino foi predominante em 63,6%. Participaram 42% dos estados de todas as regiões do Brasil nessa pesquisa. 71,9% dos alunos eram de instituições privadas de ensino e estavam cursando o 8 ° período (±1,97). 43 % faziam parte de Liga Acadêmica de Oftalmologia. Observou-se variação de acertos nas questões de conhecimentos básicos, e ao final 95,9% dos alunos responderam que consideram a Oftalmologia importante na sua formação como médico geral, entretanto apenas 31% se sentem seguros em atender e ou encaminhar pacientes para avaliação do especialista.

Conclusão:

Definimos nessa pesquisa um perfil para o aluno de graduação que cursou a Disciplina de Oftalmologia. Verificamos o quanto ele considera importante a saúde ocular, e que existe uma procura por mais conhecimento no seu preparo como médico generalista. Constatamos também que as Ligas Acadêmicas de Medicina compõem o principal apoio extracurricular ao seu aprendizado. Consideramos importante que diferentes estratégias de ensino sejam discutidas e implementadas para melhora na sua formação.

Descritores: Ensino; Educação; Graduação; Medicina; Oftalmologia; Ligas

Abstract

Purpose:

To analyze quantitative and qualitative data about the profile of the Medical student who attended the Ophthalmology discipline, correlating aspects of the basic knowledge and the student perspectives on his training.

Methods:

An observational cross-sectional survey study was performed in 242 students over 12 brazilian states. The project was done by Associação Brasileira de Ligas Acadêmicas de Oftalmologia (ABLAO) with the participation of the associated Academic Leagues of Ophthalmology. The sample was composed by random undergraduate medical students, who have already had Ophthalmology as subject. An individual questionnaire was used with questions about the student profile, basic knowledge of the speciality and perspectives about their teaching. Descriptive statistical analysis was performed with the Statistical Package for Social Sciences SPSS program, measuring mean, standard deviation and 95% confidence intervals. Results: The mean age was 23.96 (3.36±) years and female students were predominant in 63.6%. 42% of the states from all regions of Brazil participated. 71.9% of the students were from private educational institutions and were in the 8th period (±1,97). 43% were a member of the Academic League of Ophthalmology in the origin institution. Basic knowledge questions had a variation of the correct answers. Despite of only 31% of the students feel safe to attend or refer patients for evaluation of the specialist, 95.9% of the students answered that they consider ophthalmology important in their training as general practitioner.

Conclusion:

We defined in this research a profile for the undergraduate student who attended the Ophthalmology Department. We verify how the student considers eye health important and how they search for more knowledge in his preparation in general. We also found that the Medical Academic Leagues make up the main extracurricular support for their learning. It is important to discuss and implement different teaching strategies to improve their training.

Keywords: Tutorship; Education; Graduation; Medicine; Ophthalmology; Leagues

Introdução

Segundo informações da organização mundial de saúde (OMS), a cegueira é considerada uma das mais onerosas de todas as formas de invalidez. As consultas oftalmológicas representam 9% dos atendimentos e 5% das urgências médicas gerais.(1,2)

É imprescindível que o ensino da oftalmologia na graduação vise capacitar o acadêmico, e consequentemente o futuro médico, para o diagnóstico e tratamento das doenças oculares no atendimento primário.(3)

Alguns estudos revelam que geralmente o atendimento inicial de queixas oftalmológicas acaba sendo realizado por clínicos gerais, muitos deles recém-formados. Esses estudos têm buscado analisar o grau de conhecimento básico em oftalmologia de médicos generalistas e acadêmicos de medicina, revelando um déficit de aprendizado durante a formação médica.(4-6)

Apesar da existência de diretrizes nacionais para o currículo do ensino médico, observa-se a diferença entre as diversas instituições. Nesse contexto insere-se a oftalmologia e diversas outras ciências médicas, uma vez que ao longo do território nacional possam ser oferecidos tanto cursos bem organizados e estruturados, quanto insatisfatórios na formação acadêmica.(7-9)

A literatura nacional é limitada de informações sobre as características do ensino oftalmológico durante a graduação do médico. Existem trabalhos que avaliaram a qualidade do ensino, porém restritos à poucos estados e instituições de ensino. Sabe-se que, há falhas na formação e essas implicam num despreparo profissional. (4)

A Associação Brasileira de Ligas Acadêmicas de Oftalmologia (ABLAO), criada em julho de 2013, com o intuito de promover a integração política, científica e social dos discentes interessados em Oftalmologia, é a principal ferramenta para o desenvolvimento desse estudo. Atualmente a ABLAO tem aproximadamente 55 ligas acadêmicas de Oftalmologia associadas, e encontra-se presente em todas as regiões do brasil, representando um importante órgão estudantil.

Procuramos nesse primeiro trabalho científico de abrangência nacional da ABLAO, analisar qualitativa e quantitativamente, o perfil do aluno de Medicina que cursou a disciplina de Oftalmologia, correlacionando aspectos do seu ensino durante a graduação.

Métodos

Foi realizado um estudo transversal descritivo do tipo inquérito, com a participação das Ligas Acadêmicas de Oftalmologia de Instituições de Ensino Superior vinculadas ABLAO. A amostra foi composta por alunos da graduação do curso de Medicina, escolhidos aleatoriamente, que já cursaram uma disciplina referente a Oftalmologia.

A pesquisa foi realizada por meio de um questionário individual, padronizado e sem identificação do participante direcionado ao corpo discente de instituições de ensino médico em diferentes regiões do Brasil. As perguntas foram estruturadas em 3 etapas: perfil do aluno, conhecimentos básicos da especialidade e perspectivas sobre o seu ensino. Os alunos foram convidados a responder de forma voluntária o questionário (Figura 1), sem nenhum custo financeiro, assinando o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). O projeto foi submetido e aprovado previamente pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Curso de Medicina da Universidade Estácio de Sá.

Figura 1 Questionário aplicado na pesquisa envolvendo informações sobre o perfil do aluno, conhecimentos teóricos básicos e perspectivas do ensino médico. 

Foram excluídos do estudo os alunos com idade inferior a 18 anos de idade, que não responderam a todas perguntas, ou se recusaram a assinar o TCLE.

As variáveis do estudo foram tanto qualitativas quanto quantitativas, e as principais a serem analisadas incluíram o local da pesquisa, período que o aluno está cursando, participação na liga acadêmica de Oftalmologia e o interesse em realizar a especialidade. Foram perguntados também conteúdos básicos sobre algumas doenças oculares comuns e se o aprendizado proporciona segurança na prática como médico. A análise estatística foi feita com o programa Statistical Package for the Social Sciences SPSS, de forma descritiva, com média, desvio padrão e intervalo de confiança de 95%.

Resultados

As informações foram obtidas de 242 alunos de 12 estados de todas as regiões do Brasil. Referente ao perfil do aluno (Tabela 1), a média de idade foi de 23 (3,36±) anos de idade, e o sexo feminino foi predominante em 63,6%. Observou-se a presença de 42% dos Estados Brasileiros nesse survey, com destaque para os Estados do Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul que tiveram 54,08% de participação no total. A grande maioria dos alunos 71,9% que respondeu a pesquisa era de Instituição Privada de Ensino, e estava cursando o 8° período (±1,97). Quarenta e três por cento (43%) dos alunos que participaram da pesquisa faziam parte de alguma Liga Acadêmica de Oftalmologia, entretanto apenas 22,3% do total de alunos do estudo, afirmaram que nesse momento pretendiam seguir a carreira de oftalmologista.

Tabela 1 Perfil dos alunos 

Idade 23 (± 3,36)
Sexo 63,6% feminino
Instituição de ensino 71,9% privada
Período que está cursando 08º (± 1,97) período
Participa de liga acadêmica oftalmologia 43%
Pretende fazer oftalmologia 22,3%
Influência na escolha da especialidade 62,8% porque envolve cirurgia, clínica e exames complementares

Nos quesitos de conhecimentos básicos (Tabela 2) 83% dos alunos acertaram o que é astigmatismo, 80% conjuntivite bacteriana e 68,6% a questão referente ao olho vermelho. Entretanto, 42,9% tiveram dificuldades em identificar o disco óptico e ou a mácula, assim como o índice de acerto para a questão de glaucoma foi de 40,8%. A confiança máxima dos alunos nas respostas as questões formuladas, foi de apenas 53,3%, enquanto que a maior porcentagem de menor confiança foi de 9,9%.

Tabela 2 Conceitos básicos 

Temas Porcentagem de acerto % 100% Seguro na resposta % Sem segurança%
REFRAÇÃO 83,1 35,1 9,9
GLAUCOMA 40,9 53,3 1,7
RETINA 57,3 37,6 9,9
DOENÇAS EXTERNAS 80,6 29,8 4,5
OLHO VERMELHO 68,6 26,4 9,5

A terceira parte do questionário incluía perguntas sobre as perspectivas do ensino da Oftalmologia a partir da opinião discente (Tabela 3). 48,3% das instituições ministram a disciplina da Oftalmologia no 7° período. Também foram pesquisadas opções extracurriculares vinculadas ao ensino e prática da Oftalmologia, e se verificou que 43,4% dos alunos responderam que o seu Curso de Medicina oferecia internato eletivo em Oftalmologia, 93% Liga de Oftalmologia, 16,9%, monitoria e 24,4%, iniciação científica.

Tabela 3 Perspectiva do ensino oftalmologia 

Período da Disciplina de Oftalmologia 7º (± 1,08) período
Internato Eletivo 43,4
Iniciação Científica 24,4
Monitoria 16,9
Liga Acadêmica 93
Importância na Formação do Clínico Geral 95,9
Segurança em Orientar e Encaminhar o Paciente 31

Resultados expressos em percentuais

Ao final da análise 95,9% dos alunos responderam que consideram a Oftalmologia importante na sua formação como médico geral, entretanto apenas 31% se sentem seguros em atender e ou encaminhar pacientes para avaliação do especialista com a formação acadêmica que tiveram.

Discussão

A deficiência na formação do médico geral em conhecimentos oftalmológicos é uma situação recorrente descrita na literatura.(5-7) É preocupante quando em pesquisas prévias, observa-se que o conhecimento oftalmológico dos alunos da graduação é insuficiente.(7) Alguns artigos demonstraram que 70% dos alunos não souberam conceitos básicos sobre correção óptica e 88% sobre corpo estranho ocular.(6,7) Seguindo a mesma linha de perguntas observamos que aproximadamente metade dos alunos tiveram dificuldades na identificação tanto da mácula quanto do disco óptico, e não souberam conceituar corretamente o glaucoma. A deficiência de conteúdo no seu aprendizado reflete uma insegurança em aproximadamente 90% dos alunos e médicos recém-formados no seu atendimento.(4,5,10) Na nossa pesquisa apenas 31% se sentem seguros em atender e ou encaminhar pacientes para avaliação do especialista com a formação acadêmica que tiveram. O debate sobre o ensino médico e a busca de formas para aperfeiçoa-lo deve ser feito regularmente, pois a combinação de insegurança com baixo conhecimento científico pode trazer sérios prejuízos a saúde dos pacientes.

Reunimos nesse trabalho científico uma das maiores e mais recentes estatísticas referente ao assunto. Foram 242 questionários em 12 Estados Brasileiros. Tal amplitude só foi possível devido ao envolvimento direto da ABLAO. As Ligas Acadêmicas de Medicina além de participar da complementação acadêmica no processo de formação do aluno com cursos e atividades teórico-práticas, ajudam em projetos de prevenção a saúde e assumem nesse momento também o protagonismo científico, elaborando e executando sob coordenação docente esse artigo. A participação dos alunos de medicina de todas as regiões do Brasil só foi alcançada nesse projeto unicamente por intermédio da ABLAO, que se estabelece da mesma forma como uma importante ferramenta de comunicação digital acadêmica.

O perfil dos alunos quanto a idade e sexo nessa pesquisa é semelhante aos demais vistos na literatura,(6) e constatamos que a disciplina de oftalmologia é na maioria das vezes (48%) ministrada no 7° período da grade curricular. O processo educacional nesse momento de formação do médico consiste em além de capacitar o diagnóstico e o tratamento de algumas doenças oculares num primeiro atendimento, fazer o encaminhamento adequado ao especialista.(3) Também deve-se proporcionar ao aluno uma visão mais ampla sobre o paciente, uma integração com outras disciplinas do programa de ensino médico, visto que o sintoma ocular comumente vem associado a outras doenças sistêmicas e é necessário o preparo do aluno para o seu reconhecimento e associação, abordando o paciente na sua integralidade, e não isolado dentro de uma especialidade. Esse é um contexto é muito importante, pois é impossível separar os cuidados da saúde ocular com o ensino médico.

Outro ponto relevante que chama a atenção nessa pesquisa, é o fato de 43% dos alunos fazerem parte da liga de oftalmologia da sua instituição, mas não planejar nesse momento seguir a carreira de especialista. Podemos questionar que a vontade de participar das ligas acadêmicas vai além do interesse do aluno em se tornar um especialista, mas sim como uma forma de aprender mais sobre o assunto complementando sua formação de forma extracurricular, por achar a disciplina importante. Isso pode ser confirmado pelo nosso estudo, onde 95,9% dos alunos responderam que consideram a oftalmologia importante na sua formação como médico geral.

Outras opções extracurriculares de aprendizado como monitoria, iniciação científica e internato eletivo voltados para oftalmologia também são encontradas, porém em menor porcentagem, entretanto não diminuem a sua importância no aprendizado, pois contribuem de forma independente e dentro dos seus objetivos específicos na complementação da formação do aluno.

Conclusão

Definimos nessa pesquisa um perfil para o aluno de graduação que cursou a Disciplina de Oftalmologia. Verificamos o quanto ele considera importante a saúde ocular, e que existe uma procura por mais conhecimento no seu preparo como médico generalista. Constatamos também que as Ligas Acadêmicas de Medicina compõem o principal apoio extracurricular ao seu aprendizado. Consideramos importante que diferentes estratégias de ensino sejam discutidas, elaboradas e implementadas para melhorar a sua formação.

Agradecimentos

Agradecimentos especiais as ligas acadêmicas de oftalmologia envolvidas nesse projeto da ABLAO e todas as suas diretorias: Liga Acadêmica de Oftalmologia da Bahia (Ana Áurea Vilas Boas Pombo Hilarião e Guilherme Macedo de Souza), Liga Acadêmica de Oftalmologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (Evelyn Alvernaz Figueiredo), Liga Acadêmica de Oftalmologia da Universidade de Passo Fundo (Mônica Manica), Liga Acadêmica de Oftalmologia da Universidade Estadual de Londrina (Giovana Rosa Gameiro), Liga de Oftalmologia da Universidade Federal de Goiás (João Jorge Nassaralla Neto), Liga de Oftalmologia Estácio de Sá (Gabriel Lima Benchimol e Mariama de Almeida Ferreira), Liga Acadêmica de Oftalmologia da Paraíba (Victor Hugo Rabello Emery), Liga Acadêmica de Oftalmologia do Cariri (Jaíne Dantas Peixoto), Liga de Oftalmologia Universidade Católica de Brasília (Lucas Figueiredo Lacerda), Liga Acadêmica de Oftalmologia da Universidade de Passo Fundo (Gabriel Mello Mattos Terra), Liga Araguainense de Oftalmologia (Maria Antonia Pinto de Andrade), Liga Acadêmica de Oftalmologia da Faculdade de Medicina de Alfenas (Luiz Henrique Torres Cota), Liga Acadêmica de Oftalmologia da Faculdade de Medicina de Petrópolis (Fernando Renato Praes Calixto), Liga Acadêmica de Oftalmologia da Universidade Anhembi Morumbi (Caroline Soares Pinto), Liga de Oftalmologia Universidade Federal do Ceará (Francisco Victor Carvalho Barroso), Liga Acadêmica de Oftalmologia da Universidade Tiradentes (Mateus Nogueira Moura), Liga Acadêmica de Oftalmologia Centro Universitário de Belo Horizonte (Tábata Marques Gontijo), Liga de Oftalmologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (Pedro Kern Menna Barreto), Liga Acadêmica de Oftalmologia da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (Larissa Lima Magalhães), Liga Acadêmica de Saúde da Visão da Universidade Nove de Julho (Anna Carolina Macieira Feitosa Mota), Liga de Prevenção à Cegueira da Universidade de São Paulo (Gustavo Rosa Gameiro), Liga Acadêmica de Oftalmologia da Faculdade de Medicina de Campos (Thiago Viana Santos), Liga Acadêmica de Oftalmologia e Prevenção da Cegueira da Universidade Cidade de São (Daniela Trovão de Figueirôa), Liga Acadêmica de Oftalmologia da Universidade Federal do Mato Grosso/Sinop (Aline Hildebrand Torres).

Referências

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2 Avíla M, Alvaes MR, Nishi M. As condições de saúde Ocular no Brasil [Internet]. São Paulo: Conselho Brasileiro de Oftalmologia; 2015. [citado 2019 Ago 14]. Disponível em: http://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/Condicoes_saude_ocular_IV.pdfLinks ]

3 Silva MR; Silva Maria Rosa Bet de Moraes. O Ensino da Oftalmologia. Rev Bras Oftalmol. 2009;68(3):127-8. [ Links ]

4 Espindola RC, Teixeira FC, Yamaki IM, Silva HR. Freitas. Análise dos conhecimentos básicos sobre urgência em plantonistas não oftalmologistas. Arq Bras Oftalmol. 2006;69(1):11-5. [ Links ]

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8 Kara José AC, Passos LB, Kara José FC, Kara José N; KARA JOSE AC. Passos LB, Kara josé FC, Kara-josé N. Ensino extracurricular em Oftalmologia: grupos de estudos / ligas de alunos de graduação. Rev Bras Educ Med. 2007;31(2):166-72. [ Links ]

9 Pacha PM. A inserção da oftalmologia em escolas médicas brasileiras com currículos disciplinares e não disciplinares. 2005. 137f. [Dissertação]. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo; 2005. [ Links ]

10 Shuttleworth GN, Marsh GW. How effective is undergraduate and postgraduate teaching in ophthalmology? Eye (Lond). 1997;11(Pt 5):744-50. [ Links ]

Recebido: 03 de Junho de 2019; Aceito: 22 de Agosto de 2019

Autor correspondente: André Luís Freire Portes, Av. Nossa Senhora de Copacabana 195/409 - Rio de Janeiro, RJ, Brasil. CEP:22020-002. E-mail: alfp80@hotmail.com

Os autores declaram não haver conflito de interesses.

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