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Revista Brasileira de Otorrinolaringologia

Print version ISSN 0034-7299

Rev. Bras. Otorrinolaringol. vol.71 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-72992005000200010 

ARTIGO ORIGINAL

 

O impacto da voz na qualidade da vida da mulher idosa

 

 

Henrique Olival CostaI; Cristiane MatiasII

IOtorrinolaringologista, Cirurgião de Cabeça e Pescoço Doutor em Otorrinolaringologia Prof. Adjunto do Depto de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo (Coordenador do programa de Pós-Graduação em ORL da Santa Casa de São Paulo)
IIFonoaudióloga, Mestre em Fonoaudiologia pela PUC-SP (Professora de Fonoaudiologia da FAMERP)

 

 


RESUMO

Embora várias investigações venham enfocando a fisiologia e anatomia da voz e laringe do idoso, pouco tem sido produzido com a preocupação de saber o impacto das condições vocais na qualidade de vida desta porção da população.
OBJETIVO:
Verificar o impacto da voz na qualidade da vida da mulher idosa, usando os questionários Short-form Health Survey - SF36 e Voice Index Handicap (VHI).
DESENHO DO ESTUDO:
Estudo de coorte prospectivo com corte transversal.
MÉTODO E MATERIAL: Cinqüenta mulheres idosas participaram desta pesquisa, com idades entre 60 e 87 anos e idade média de 70.8 anos, recrutadas aleatoriamente. As participantes do estudo foram submetidas aos dois questionários: O SF36 e O VHI. Foram comparadas as respostas de ambos os questionários pelo teste de Kruskall-Wallis, verificando se havia diferença significante entre as variáveis. O teste de Spearman foi usado para avaliar se havia correlação entre os resultados das variáveis de VHI com os resultados obtidos no parâmetro de SF36 de qualidade de vida.
RESULTADOS:
Nós obtivemos valores considerados estatisticamente significantes nas correlações entre domínio físico de VHI e funcionamento físico, dor física e papel físico na vida do SF-36.
CONCLUSÃO:
Houve uma correlação estatisticamente significante e positiva entre os resultados obtidos nos parâmetros funcionamento físico, vitalidade, saúde geral, saúde mental, dor corporal e papel físico na vida do SF36. Houve uma correlação estatisticamente significante e negativa entre os resultados totais obtidos no SF36 e o VHI.

Palavras-chave: voz, idade, idoso, qualidade, vida.


 

 

INTRODUÇÃO

Envelhecer é uma fase esperada da vida das pessoas. Porém, quando consegue chegar lá, o indivíduo acaba por sofrer perdas significativas, como a modificação de seu papel na sociedade, as perdas dos parentes e de amigos, o distanciamento das ocupações profissionais e o aparecimento de doenças crônicas1-3.

O envelhecimento da população apresenta características diferentes de acordo com as condições de vida de cada país e região. No geral, as condições necessárias para alcançar uma vida mais longeva melhoraram no mundo inteiro, levando a um aumento da população situada na terceira idade.

O número crescente de anciões nos faz meditar sobre as necessidades desta população, em como ela atravessa as situações diárias e, principalmente, em qual é o impacto psicossocial do envelhecimento na rotina e qualidade da vida dos idosos3-10.

O termo qualidade de vida freqüentemente é usado no contexto científico. A atenção dos órgãos governamentais para com o idoso e o progresso da medicina contribuiu muito para isso; assim, a população idosa tem tido condições melhores de saúde. Porém, nem sempre esta contribuição tem garantias de que a qualidade de vida também melhorará12-14.

Um das condições de saúde que pode provocar repercussões na qualidade da vida é o que ocorre às condições vocais do indivíduo6-8.

A voz é um fator preponderante na comunicação e revela as características físicas e psicológicas do indivíduo. Na senescência, as mudanças vocais podem interferir negativamente na relação com os indivíduos e no ajuste social do idoso2,6-10.

Nós encontramos na literatura documentos que se apóiam nas características específicas da fisiologia e a anatomia vocal do idoso, porém, pouco foi produzido com a preocupação de saber o impacto das condições vocais na qualidade de vida desta porção da população2,3,6,8-11.

Neste trabalho nós decidimos verificar o impacto da voz na qualidade da vida da mulher idosa, usando os questionários Short-Form Health Suvey - SF36 (15), adaptado ao português, para medir qualidade de vida e o questionário Voice Index Handicap - VHI para descrever o impacto da voz na vida emocional, física e social das pessoas16.

 

MATERIAL E MÉTODO

Cinqüenta mulheres idosas participaram desta pesquisa, com idades entre 60 e 87 anos e idade média de 70.8 anos, residentes de uma cidade de 200 mil habitantes na zona rural do estado de São Paulo, recrutadas aleatoriamente nas ruas do centro da cidade. Os fatores de inclusão foram idade igual ou superior a 60 anos, devendo apresentar condições boas de saúde física e mental, não fumar, não apresentar história de distúrbios vocais ou neurológicos e doenças das vias respiratórias crônicas.

A amostra estudada representou as cinquenta voluntárias consecutivas que se enquadravam nos critéios de inclusão e exclusão.

Todos os sujeitos assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

As participantes foram submetidas aos dois questionários, aos quais deveriam ler e, isoladas de outras pessoas, responder, por escrito, no período de uma hora. Todas as dúvidas pertinentes relacionadas aos questionários foram elucidadas por um dos autores.

Cada questionário vem sendo regularmente utilizado em diversos países do mundo tendo sua metodologia de coleta de dados e aferição dos mesmos devidamente validadas. Foram avaliados os seguntes parâmetros: O SF36 avaliou os parâmetros saúde geral, saúde mental, vitalidade, dor corporal, funcionamento físico, funcionamento social, papel emocional na vida, papel físico na vida. Através do VHI observamos aspectos físicos, emocionais e funcionais da voz.

O SF36 é um questionário concebido por Ware (1993), e foi referendado extensivamente e aprovado em muitas áreas da Saúde Humana, podendo ser aplicado a toda pessoa acima dos 14 anos de idade, e consiste de 8 subcategorias do conceito de Saúde: funcionamento físico, funcionamento social, dor corporal, vitalidade, papel emocional e físico na vida, saúde geral e saúde mental. Toda subcategoria é avaliada por várias perguntas onde o sujeito tem de escolher entre respostas diferentes trazidas pelo questionário que estabelecerá um resultado numérico no final (Tabela 1). O VHI foi proposto por Jacobson, Grywaslki, Silbergleit, Benninger e Newman (1997) e descreve o impacto da voz e suas alterações na vida das pessoas. O instrumento é dividido em três subcategorias: impacto físico, emocional e funcional. Toda categoria tem dez perguntas a serem respondidas e a contagem final depende da resposta escolhida de uma lista de palavras: nunca, quase nunca, às vezes, quase sempre, e sempre.

 

 

Desta forma, tivemos condição de contrapor o que a pessoa apresentava de qualidade de vida (SF-36) com as condições vocais, do ponto de vista de capacidade de exercer tarefas dependentes da voz de cada participante.

Foram coletadas as respostas de ambos os questionários e somados os resultados para alcançar o total final de pontos para ambos e os resultados finais comparados pelo teste não paramétrico de Kruskall-Wallis, com o intuito de verificar se havia diferença significante entre as variáveis de impacto físico, social e emocional do questionário de VHI e entre todas as subcategorias do SF36. O teste não-paramétrico de Spearman foi usado para avaliar se havia correlação entre os resultados das variáveis de impacto físico, social e emocional do VHI com os resultados obtidos no parâmetro de SF36 de qualidade de vida.

 

RESULTADOS

São mostradas as contagens obtidas para cada variável analisada pelo SF36 na Tabela 2.

 

 

São mostradas as contagens obtidas para cada variável analisada pelo VHI na Tabela 3.

 

 

A análise estatística da consistência nos resultados de VHI é mostrada na Tabela 4.

 

 

A análise estatística da consistência nos resultados de SF36 é mostrada na Tabela 5.

 

 

O resultado estatístico da análise comparativa entre o SF36 e VHI é mostrado na Tabela 6.

 

 

DISCUSSÃO

Há poucos estudos relativos ao impacto da condição vocal do idoso na sua qualidade de vida. Tentando entender melhor este aspecto, nós usamos um instrumento para medir a qualidade de vida como expressão de saúde geral (SF-36) e um instrumento para descrever o impacto psicossocial e funcional da voz na vida dos sujeitos (VHI). O SF36 é considerado uma escala apropriada para medir a qualidade de vida, como sugerem Cella & Tulsky (1990), pois avalia mais que um aspecto relacionado à qualidade de vida e mensura atividades do dia a dia. Lyons et al. (1994) afirmam que o questionário SF-36 é um instrumento que pode ser usado na entrevista com idosos com estados de saúde diferentes17-20. O instrumento usado para medir o impedimento vocal (VHI), de acordo com Jacobson et al. (1997) é destinado a medir os efeitos do dano social e psicológico das alterações da voz. Esta opinião é compartilhada por outros autores como Rosen & Murry (2000) e Courey et al.(2000).

Em relação ao questionário VHI, 80% dos sujeitos apresentaram contagem total entre 0 e 12 pontos, em um total de 120 pontos (Tabela 2). Estes dados indicam que a grande maioria dos sujeitos apresentou baixo nível de impedimento vocal, em outras palavras, que eles consideraram suas vozes adequadas para as suas atividades diárias. Este achado é semelhante ao Rosen & Murry (2000) quando estudaram o uso de VHI em um grupo de cantores e um de não-cantores.

Os participantes tiveram suas respostas às diversas subcategorias do VHI submetidas à análise estatística pelo teste estatístico de Kruskall-Wallis e não foram observadas diferenças significantes entre elas (p=0.48 físico e emocional; p=0.52 físico e funcional; p=0.62 emocional e funcional) (Tabela 4), indicando que as respostas dadas para cada parâmetro apresentaram comportamento semelhante. A análise estatística também demonstrou correlação forte entre as subcategorias, significando que os impedimentos funcional, físico e emocional evoluíram semelhantemente (Tabela 2).

Para os domínios do questionário SF-36 foram obtidos valores altos para as médias de cada domínio (Tabela 1). Cada domínio do questionário que SF-36 permite pontuação de 0 a 100 pontos. Quanto mais alta a contagem, melhor a condição da saúde do indivíduo. Para saber se houve correlação da idade com as variáveis do questionário, o teste estatístico de correlação de Spearman foi aplicado e não mostrou diferença significante entre eles.

O teste de correlação de Spearman foi aplicado e se estabeleceu a correlação de cada um dos parâmetros avaliados no questionário SF-36 entre eles. Nós achamos correlação positiva forte entre muitas variáveis. Este fato sugere que a dor corporal, as condições da saúde geral do indivíduo, como também a sensação de bem-estar, depressão, ansiedade e controle emocional fazem com que a pessoa mais velha pare de realizar ou tem dificuldade para terminar o trabalho por sentir que sua saúde limita as atividades no contexto profissional e social.

Com o intuito de saber se haveria qualquer tipo de correlação entre os questionários SF-36 e VHI, nós aplicamos o teste de correlação de Spearman novamente, desta vez entre as variáveis de cada um dos formulários. Nós obtivemos valores considerados estatisticamente significantes nas correlações entre domínio físico do VHI e funcionamento físico, dor corporal e papel físico na vida do SF-36.

A correlação entre domínio físico e funcionamento físico (p = 0.020 e r = -0.325) pode significar que a mudança na qualidade vocal, o esforço ao falar e a instabilidade vocal, que ocorre no envelhecimento, pode causar limitações na realização das tarefas físicas diárias como: fazer compras, caminhar, tomar banho e praticar jogos esportivos. Nós podemos observar que, apesar de não ter uso da voz nas atividades físicas avaliadas na escala funcionamento físico, esses dois aspectos - domínio físico e funcionamento físico - andam em paralelo.

Os resultados que apresentaram impedimento físico alto, sem interferência nas atividades específicas, poderiam indicar que os sujeitos são bem adaptados, independentemente das características vocais presentes no envelhecimento. Porém, a alteração na qualidade da voz, esforço ao falar, instabilidade e fadiga vocal podem ser alguns dos fatores que levam a população idosa a buscar os serviços de saúde. A partir disto, pode-se deduzir que no trabalho com o idoso a aproximação terapêutica deveria ser delineada pelos aspectos preventivos e para o incremento da eficiência vocal. Para minimizar os efeitos do presbifonia, o treinamento vocal específico deveria ser endereçado à qualidade vocal e dinâmica fonoarticulatória. Além disso, Morrison & Rammage (1994) e Sataloff; Rosen; Hawkshaw; Spiegel (1997) declaram que os efeitos do envelhecimento na voz poderiam ser menos evidentes na presença de uma condição física boa.

Uma vez estabelecidas as correlações e consistência entre os vários parâmetros dentro de cada questionário, a ocorrência de correlação entre as contagens totais de VHI e de SF-36 foi investigada. Os resultados estatísticos não mostraram nenhuma correlação significante. Porém, a análise dos valores obtida para cada sujeito mostrou que só três deles obtiveram contagem total alta no VHI. As mulheres com impedimento extremo foram excluídas e uma análise de covariação foi realizada no resto do grupo, mostrando uma covariação fortemente negativa (x = -48, 78), em outro palavra, quanto maior o impedimento vocal, pior a qualidade de vida. O teste de correlação de Spearman também foi aplicado e nós obtivemos para a correlação entre a contagem total de SF-36 e do VHI um r = -0.45 e valor de p = 0.049, mostrando que havia correlação significante e negativa entre a qualidade de vida e o impedimento vocal, confirmando os resultados descritos acima.

Estes resultados são concordantes com o estudo de Benninger et al. (1998), realizado para avaliar a relação entre os domínios de SF-36 e as categorias de VHI em pacientes com alteração de voz, onde eles verificaram que as alterações vocais têm impacto significante na qualidade da vida dos indivíduos. Como também o estudo de Ferreira et al. que mostrou o impacto de qualidade de voz no estilo de vida das pessoas (1994).

 

CONCLUSÃO

• Os parâmetros físicos, emocionais e sociais do VHI foram coerentes e se correlacionaram;

• Houve uma correlação estatisticamente significante e positiva entre os resultados obtidos nos domínios funcionamento físico, vitalidade, saúde geral, saúde mental, dor corporal e papel físico na vida do SF36;

• Houve uma correlação estatisticamente significante e negativa entre o resultado total obtido no SF36 e o VHI. Assim, as condições de voz podem interferir significativamente na qualidade de vida de mulheres de mais de 60.

 

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Artigo recebido em 10 de março de 2005. Artigo aceito em 05 de abril de 2005.

 

 

Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gestão de Publicações) da RBORL em 10/3/2005 e foi aprovado em 5/4/2005.