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Revista Brasileira de Otorrinolaringologia

Print version ISSN 0034-7299

Rev. Bras. Otorrinolaringol. vol.71 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-72992005000500010 

ARTIGO ORIGINAL

 

Rinossinusite crônica em pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana: avaliação clínica e radiológica

 

 

Ivan Dieb MiziaraI; Bernardo Cunha Araujo FilhoII; Rodrigo Cataldo de La CortinaIII; Fabrício R. RomanoIV; Adriana S. LimaV

IDoutor em Otorrinolaringologia pela Faculdade de Medicina da USP, Diretor Técnico de Serviço de Saúde
IIMédico otorrinolaringologista Especialista em Otorrinolaringologia pela SBORL, Doutorando da Divisão de Clínica Otorrinolaringológica da FMUSP
IIIDoutor pela FMUSP, Médico Otorrinolaringologista
IVDoutor pela FMUSP, Médico Otorrinolaringologista
VDoutora pela FMUSP, Médica Otorrinolaringologista

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O advento dos inibidores de protease, aumentando a sobrevida dos pacientes infectados com HIV aumentou a procura destes pacientes por médicos otorrinolaringologistas, já que 40% a 70% deles podem apresentar alguma alteração otorrinolaringológica.
OBJETIVIVOS: Objetivamos, nesse estudo, comparar os achados radiológicos e sintomatologia nasossinusal entre pacientes infectados com HIV e pacientes com AIDS, com rinossinusite crônica. A literatura sobre o assunto é revisada e discutida.
FORMA DE ESTUDO: clínico prospectivo com coorte transversal.
CASUÍSTICA E MÉTODOS: Prospectivamente, 39 pacientes em uso de drogas antiretrovirais foram divididos em 2 grupos: pacientes com diagnóstico de AIDS (grupo I) e aqueles apenas infectados pelo HIV (grupo II). Estes grupos foram comparados clinicamente, quanto à contagem de células CD4+ e avaliação tomográfica dos seios paranasais.
RESULTADOS: Os pacientes dos grupos I e II apresentaram média de células CD4+ de 118 cél/10-9l e 377 cél/10-9l, respectivamente. Na comparação dos achados tomográficos pelo sistema de Lund e Mackay, o grupo I apresentou escore médio de 12 e o grupo II apresentou média de escore de 5,63 (p<0,001), sendo a febre e a secreção pós-nasal mais prevalente no grupo I (p<0,001).
CONCLUSÃO: A prevalência da sinusite crônica nos pacientes infectados pelo HIV foi de 12%. Os sintomas da rinossinusite foram similares nos pacientes sem AIDS e com AIDS, com exceção da presença de febre. Os pacientes com AIDS apresentaram alterações radiológicas mais extensas do que os pacientes HIV positivos.

Palavras-chave: rinossinusite, HIV, AIDS, tomografia computadorizada.


 

 

INTRODUÇÃO

Há duas décadas, a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) tem sido objeto de muitos estudos e pesquisas. O advento dos inibidores de protease, aumentando a sobrevida dos pacientes infectados e melhorando sua qualidade de vida, tem proporcionado uma elevação no número de portadores assintomáticos do HIV em todo o mundo1,2. Conseqüentemente, a procura destes pacientes por médicos otorrinolaringologistas cresceu bastante, já que 40% a 70% deles podem apresentar alguma alteração otorrinolaringológica2,3.

A rinossinusite crônica é uma afecção comum entre os pacientes infectados pelo HIV, particularmente, naqueles com imunossupressão avançada1,4. A prevalência da doença nestes pacientes variou de 10% a 68% na literatura1,2,4,5.

Por outro lado, a taxa da população linfocitária, especificamente os linfócitos CD4+ é considerada importante medida para avaliar a resposta imunitária, relacionando-se diretamente com a severidade e cronicidade das rinossinusites nos pacientes com baixos níveis de linfócitos T CD4+4.

Para a avaliação dos pacientes com rinossinusite crônica é necessária anamnese complementada com os achados radiológicos e endoscópicos. A tomografia computadorizada dos seios paranasais oferece uma avaliação objetiva, quantificando a extensão do processo nasossinusal. O sistema de classificação radiológica de rinossinusites Lund-Mackay é um método objetivo e com fácil aplicação na prática clínica diária6.

Nosso objetivo foi comparar os achados tomográficos e a sintomatologia nasossinusal, entre pacientes soropositivos (com e sem AIDS) com diagnóstico clínico de rinossinusite crônica. A literatura sobre o assunto é revisada e discutida.

 

CASUÍSTICA E MÉTODOS

Foram recebidos pelo ambulatório de otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) 314 pacientes soropositivos para o vírus da imunodeficiência humana adquirida, que apresentavam queixas otorrinolaringológicas em geral, no período de julho de 1995 a novembro de 2002. Prospectivamente, 39 destes pacientes foram selecionados por apresentarem quadro de rinossinusite crônica não-responsiva aos tratamentos clínicos usuais. Todos os pacientes estavam em uso de terapia antiretroviral e haviam sido tratados previamente com antibióticos por via oral para sinusite por seu médico clínico geral.

Os pacientes foram submetidos à anamnese e exame otorrinolaringológico completo. A avaliação laboratorial com contagem de células CD4+ foi realizada no dia da primeira consulta. A Tomografia Computadorizada (TC) de seios paranasais foi realizada em cortes axiais e coronais no período máximo de uma semana após a primeira consulta. A extensão e a severidade da rinossinusite foram graduadas radiologicamente de acordo com os critérios de Lund e Mackay, sugeridos pela força-tarefa em rinossinusites da Academia Americana de Otorrinolaringologia6 (Tabela 1).

 

 

Os pacientes foram então divididos em dois grupos, de acordo com a presença de AIDS (grupo I, n=12) ou somente infecção pelo HIV (grupo II, n=27), de acordo com os critérios estabelecidos pelo CDC (1993)7. Foram comparadas as médias de CD4+ dos dois grupos. Foram também comparados os sintomas nasossinusais mais prevalentes entre os dois grupos, assim como os achados tomográficos pela graduação de Lund e Mackay.

Os dados colhidos foram analisados estatisticamente de acordo com o teste do Qui-Quadrado (teste exato de Fisher) e o teste U de Mann-Whitney.

Todos os pacientes assinaram o termo de consentimento informado, concordando com o estudo, que foi aprovado pelo Comitê de Ética da Divisão de Clínica Otorrinolaringológica do HCFMUSP.

 

RESULTADOS

A prevalência de rinossinusite crônica em nossa série foi de 12% (39 pacientes não-responsivos ao tratamento clínico habitual entre 314 pacientes soropositivos com queixas otorrinolaringológicas em geral).

Dos trinta e nove pacientes selecionados, 12 (31%) apresentavam quadro de AIDS e o restante (27 pacientes) infecção pelo HIV. A idade média foi de 32 anos variando de 5 a 62 anos. Trinta e um pacientes eram do sexo masculino (79,4%).

A causa mais freqüente de transmissão pelo HIV foi a sexual (65,5%), seguida do uso de drogas intravenosas (17,2%), transfusão sanguínea (10,3%) e transmissão vertical (7%).

Os pacientes do grupo I apresentaram média de células CD4+ de 118 cél/ 10-9l. Os do grupo II, por sua vez, apresentaram média de 377 cél/ 10-9l. A diferença foi estatisticamente significativa (p< 0,005).

Na comparação dos achados tomográficos (Tabelas 2a, 2b e 3), o grupo I apresentou escore médio de 12 (desvio-padrão: 3,33). O grupo II apresentou média de escore de 5,63 (desvio-padrão: 3,13). Foi observada diferença estatística significante entre os dois grupos (p< 0,001). A presença de espessamento mucoso pansinusal foi observada nas imagens de todos os pacientes do grupo I. A presença de velamento pansinusal foi observada em 4 pacientes do grupo I, todos com CD4+ abaixo de 80 cél/ 10-9l. O seio maxilar foi o seio acometido com maior freqüência. Todos os trinta e nove pacientes apresentavam alterações tomográficas do seio maxilar (100%).

 

 

 

 

 

 

Na avaliação dos sintomas nasossinusais entre os grupos (Tabela 4), observamos diferença significante apenas nos sintomas de febre e secreção pós-nasal (p<0,001).

 

 

DISCUSSÃO

A rinossinusite crônica tem sido relatada como doença freqüente em pacientes infectados pelo HIV4,5. No entanto, sua prevalência é variável em diversos estudos, o que pode ter sido ocasionado pelos diferentes métodos diagnósticos de rinossinusite empregados e diversas metodologias utilizadas4,8. Garcia-Rodrigues et al.4 apresentaram uma prevalência de 35%, utilizando sintomatologia clínica, exame endoscópico e tomografia computadorizada no diagnóstico de rinossinusite. Tarp et al.8, utilizando a ressonância magnética, observaram 54,3% de prevalência. Porter et al.1, utilizando somente um questionário sobre sintomas nasossinusais, apresentaram uma prevalência de 70%. Em nosso estudo encontramos uma prevalência 12% entre os 314 pacientes soropositivos, que apresentavam queixas otorrinolaringológicas em geral, encaminhados ao nosso ambulatório de otorrinolaringologia. A menor prevalência (12%) de queixas otorrinolaringológicas em nossa série de casos pode ser devido ao fato de que, na maioria das vezes, os quadros agudos foram tratados pelos infectologistas ou clínicos gerais inicialmente, chegando até nós apenas aqueles casos não-responsivos ao tratamento inicial.

Quanto à avaliação da sintomatologia, os pacientes de nosso estudo apresentaram os mesmos sinais e sintomas em ambos os grupos (com e sem AIDS), similares aos encontrados na população em geral. Os achados mais comuns foram a rinorréia purulenta, obstrução nasal e cefaléia respectivamente, em concordância com Zurlo et al.9.

Porter et al.1, comparando grupo de pacientes soropositivos com e sem AIDS também concluíram que os sintomas eram similares nos dois grupos, mas relatam que a severidade da rinossinusite era similar entre ambos os grupos. Ao contrário, em nosso estudo, observamos que a severidade da rinossinusite, do ponto de vista radiológico, foi maior nos pacientes com AIDS, que apresentaram uma doença nasossinusal mais extensa.

Nossos achados estão em concordância com Tarp et al.8 que em seu artigo inferem que os pacientes com AIDS têm alterações patológicas bem mais significantes que o grupo apenas infectado pelo HIV, e com Small et al.10, que comparando grupos de pacientes com rinossinusite soropositivos e com AIDS, observaram níveis de IgE mais elevados nestes últimos, atribuindo à atopia e à reação inflamatória alérgica a base do desenvolvimento da rinossinusite nestes pacientes10.

Em relação aos pacientes com AIDS, a febre teve alta incidência em nosso estudo (66,6%) (Tabela 4). Sua presença nos pacientes imunodeprimidos pode mostrar uma resposta inespecífica à presença de infecção, explicando sua maior significância. O mesmo não ocorre com a rinorréia posterior, o que poderia ser um indicativo da maior gravidade da doença nos pacientes com AIDS.

A diferença de contagem de células CD4+ nos dois grupos estudados foi estatisticamente significante. A média dos níveis observados no grupo I foi inferior a 200 cel/10-9l demonstrando imunossupressão mais severa e possível tendência à cronificação e severidade da rinossinusite3,4,11,12. De modo inverso, nos estudos de Porter et al.1 e Tarp et al.8, os níveis de CD4+ não foram significantemente menores em pacientes com maiores alterações nasossinusais.

Com relação aos achados radiológicos, a utilização do sistema de Lund-Mackay demonstrou praticidade e poder de interpretação adequado, como sugerido pelos seus idealizadores6. Os pacientes com AIDS apresentaram maior escore médio de acometimento dos seios paranasais do que aqueles apenas infectados pelo HIV.

Concomitantemente, vale ressaltar que os níveis de CD4+ encontrados revelam tendência preditiva de maiores alterações nas tomografias quanto maior o grau de imunossupressão, embora a casuística desse estudo possa ter valor limitado devido ao número reduzido de pacientes. A suspeita, entretanto, baseia-se nos achados tomográficos que evidenciam maior espessamento mucoso pansinusal nos pacientes do grupo I. Os quatro pacientes com velamento pansinusal apresentavam níveis de CD4+ abaixo de 80 cél/ 10-9 l. Os dados estão em concordância com Godofsky et al.13 que demonstraram previamente uma relação inversa entre a contagem de células CD4+ e o número de seios acometidos.

É comum o acometimento dos seios maxilares na população infectada pelo HIV com rinossinusite2,4,8,14-16; em nossa série o seio mais acometido nos dois grupos também foi o seio maxilar (100%).

Tarp et al.8 utilizaram a ressonância magnética para o diagnóstico de rinossinusite em pacientes infectados pelo HIV, não atentando para o diagnóstico clínico. Para alguns autores, a tomografia é um exame secundário nos pacientes infectados, sendo realizada apenas nos casos em que o exame endoscópico se mostrar ineficaz em diagnosticar rinossinusite4. No entanto, a rinossinusite crônica pode, em alguns casos, estar "silenciosa", sem sintomatologia, apresentando importantes alterações radiológicas na tomografia computadorizada6,13, sem falar na similaridade de sintomas entre os dois grupos observada em nosso estudo. Assim, discordamos parcialmente desses autores, pois a nosso ver os exames de imagem nos fornecem informações essenciais a respeito da doença nasossinusal e seu grau de intensidade em pacientes imunodeprimidos.

Acreditamos, portanto, que a tomografia seja um exame extremamente importante na avaliação de pacientes HIV positivos, principalmente naqueles com baixos níveis de linfócitos T CD4+, os quais apresentam maior severidade da doença nasossinusal. Além disso, o exame é útil tanto para afastar infecções fúngicas como para melhorar o planejamento pré-cirúrgico, fato já observado em nosso estudo e relatado por outros autores6,13,17. A nosso ver, a utilização de métodos radiológicos associado à anamnese e à nasofibroscopia seria a atitude de maior bom senso na prática clínica diária.

 

CONCLUSÃO

• A prevalência da rinossinusite crônica nos pacientes infectados pelo HIV referenciados ao ambulatório de otorrinolaringologia foi de 12%.

• A incidência de febre e rinorréia posterior foi estatisticamente maior nos pacientes com AIDS (grupo I) que nos pacientes do grupo II (soros-positivos).

• Os pacientes com AIDS (grupo I) apresentaram alterações nasossinusais mais extensas, na avaliação pela tomografia computadorizada, do que os pacientes HIV positivos (grupo II).

 

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Endereço para correspondência
Bernardo Cunha Araujo Filho
Rua Oscar Freire 1799 ap. 302 Pinheiros
São Paulo SP 05403-009
Tel: (0xx11) 8319-4444
E-mail: bcaf@terra.com.br

Artigo recebido em 08 de março de 2005. Artigo aceito em 16 de setembro de 2005.

 

 

Trabalho realizado na Divisão de Clínica Otorrinolaringológica do Departamento de Otorrinolaringologia e Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.