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Revista Brasileira de Otorrinolaringologia

Print version ISSN 0034-7299

Rev. Bras. Otorrinolaringol. vol.72 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-72992006000200018 

ARTIGO ORIGINAL

 

Efeito do exercício físico sobre o volume nasal

 

 

Marconi Teixeira FonsecaI; Juliana Altavilla van Petten MachadoII; Soraya Alves PereiraII; Kelerson Moura PintoIII; Richard Louis VoegelsIV

IDoutor em Otorrinolaringologia pela Faculdade de Medicina da USP e Preceptor do Serviço de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial do Hospital Socor, Belo Horizonte
IIMédica, Estagiária do Curso de Especialização do Serviço de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial do Hospital Socor
IIIMestre em Educação Física. Departamento de Fisiologia do Esporte da Faculdade de Educação Física do Centro Universitário Belo Horizonte
IVProfessor Doutor da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A variação da permeabilidade nasal tem sido demonstrada usando-se várias técnicas de exame. As estruturas nasais geram uma resistência que representa cerca de 50% da resistência respiratória total. O exercício físico é um dos fatores que pode causar um efeito vasoconstritor sobre a mucosa nasal.
OBJETIVO: O objetivo deste estudo é avaliar o grau de mudança do volume nasal após exercício físico e o tempo de retorno aos níveis basais.
MATERIAIS E MÉTODOS: Dezenove indivíduos foram submetidos à realização de teste físico em bicicleta ergométrica. O volume nasal foi obtido através da rinometria acústica, realizada em repouso, após o fim do exercício físico, e nos minutos décimo e vigésimo de seu final.
RESULTADOS: Os resultados rinométricos mostram um aumento estatisticamente significativo do volume nasal (p < 0,001). No vigésimo minuto o volume nasal estava próximo aos níveis de repouso.
CONCLUSÃO: O exercício físico de modo geral aumenta significativamente o volume nasal. Entretanto, o aumento do volume nasal foi transitório, ocorrendo uma maior redução deste aumento nos primeiros dez minutos após o final do exercício. No vigésimo minuto após o fim do exercício físico, os valores do volume nasal retornam próximos aos valores de repouso.

Palavras-chave: rinometria acústica, volume nasal, exercício físico.


 

 

INTRODUÇÃO

A fisiologia nasal é extremamente dinâmica, variando de acordo com mecanismos autônomos e em resposta a vários estímulos externos. As estruturas nasais geram uma resistência ao fluxo aéreo nasal que pode representar de 50 a 60% da resistência respiratória total1. Sabe-se que vários fatores podem alterar a resistência nasal, tais como idade, temperatura ambiente, postura corporal, medicamentos, hiperventilação, processo inflamatório da mucosa nasal, fatores hormonais, ingestão de álcool, e exercício físico2.

Várias técnicas têm sido usadas para medir a variação da permeabilidade nasal, como a rinoscopia anterior, a ressonância magnética, e a rinomanometria. Todas apresentam limitações devido ao custo, desconforto, ação limitada e pobre reprodutibilidade3. A Rinometria Acústica foi descrita primeiramente por Hilberg et al.4 em 1989. Este teste avalia o volume nasal, sendo baseado na reflexão de uma onda acústica que oferece informações sobre as dimensões da cavidade nasal. Comparado aos outros métodos para avaliação da permeabilidade nasal, pode-se dizer que a Rinometria Acústica é um método rápido, não-invasivo, reproduzível, preciso e de custo acessível5. Desde então a ótima reprodutibilidade da rinometria acústica tem sido comprovada6,7.

Nigro et al. (2003) confirmam a utilidade da RA na avaliação objetiva da permeabilidade nasal, sobretudo quando estudadas as mudanças da geometria nasal de um mesmo indivíduo antes e após determinado estímulo8.

Estudos mostram uma significativa redução da resistência nasal total durante o exercício e a existência de uma relação linear entre a magnitude da redução e a intensidade da carga9,10. Acredita-se também que a maior parte da diminuição da resistência ocorra logo após o inicio do exercício, continuando depois a cair lentamente até os cinco minutos seguintes de exercício. O principal mecanismo para o aumento da patência nasal durante o exercício físico seria por uma descarga do sistema nervoso simpático11. Vários fatores estariam envolvidos na ação do exercício físico sobre a redução da resistência nasal: ativa vasoconstrição da mucosa nasal, aumento da atividade do músculo nasal alar, redistribuição passiva do sangue para os músculos em exercício, distantes da mucosa nasal, aumento do fluxo aéreo nasal, e hiperventilação12.

O objetivo deste estudo foi determinar quantitativamente o grau de melhora do volume nasal com o exercício físico aeróbico, assim como determinar o tempo de retorno do volume nasal aos níveis de repouso. Apresentaremos posteriormente as variações de tempo e da carga em relação ao volume nasal.

 

CASUÍSTICA E MÉTODOS

Selecionamos para estudo dezenove voluntários hígidos (12 homens e 7 mulheres), com faixa etária de 18 a 28 anos (média de 22,9 anos) para estudo prospectivo. Foram excluídos indivíduos que apresentavam queixa de obstrução nasal, história de trauma nasal ou cirurgia nasal prévia, rinites, pólipo nasal, bronquite, uso de gotas nasais ou corticóide tópico nasal, uso de medicamento anticoncepcional ou beta-bloqueador e tabagismo. Todos os voluntários concordaram com o termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Este estudo foi aprovado pela Comissão de Ética da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Os voluntários foram submetidos a um exame clínico geral, no qual foram avaliadas a freqüência respiratória, a freqüência cardíaca e a pressão arterial. O exame rinológico constou de inspeção externa do nariz, rinoscopia anterior e fibroendoscopia nasal.

Os indivíduos selecionados foram submetidos a um teste de esforço máximo para determinação da capacidade máxima aeróbica, utilizando uma bicicleta ergométrica de frenagem mecânica padrão Monark®, de acordo com o protocolo clássico de Balke. Neste protocolo, o exercício deve ser iniciado com uma carga de 25 watts de potência, recebendo a cada dois minutos aumentos sucessivos de 25 watts até a fadiga. Considerou-se como estado de fadiga o ponto em que o indivíduo não conseguia manter a freqüência de pedalagem a 50 rotações por minuto na potência estabelecida, ou quando o voluntário manifestava a impossibilidade de continuar o exercício13. O cálculo da potência individual de trabalho foi baseado na potência aeróbia máxima atingida durante o teste.

Para a caracterização da composição corporal da amostra foram realizadas medidas da massa corporal e estatura, utilizando uma balança antropométrica marca Welmy® (graduada em 100g e em 1cm). Foram coletadas as medidas das dobras cutâneas, segundo a proposta de Silami-Garcia (1990), utilizando-se do programa Fitness Scoll para o cálculo da gordura percentual.

O equipamento utilizado para avaliar o volume nasal foi o rinômetro acústico (Eccovision Acoustic Rhinometer - Model AR 1003, Hood Laboratories, Pembroke, MA, USA), que inclui um computador com conversor analógico digital, que capta e processa os dados, um módulo que reproduz o pulso acústico, um tubo para transmitir a onda até a narina, um microfone, um amplificador e um filtro. Um adaptador nasal, não-invasivo, foi utilizado para conectar o tubo condutor de som à narina a ser testada. A fim de se evitar escape de som durante o exame, foi aplicado sobre a borda do adaptador um gel selante estéril e solúvel em água (Lubricating Jelly, Medline Industries, Mundelein, IL, USA), o qual era reaplicado após cada medição.

Segundo Fabra e Montserrat Gili, o princípio físico da técnica é que o som em um tubo, neste caso as vias aéreas, é refletido por mudanças na impedância acústica causada por mudanças nas dimensões do tubo14. Mudança na área de secção transversa é proporcional a mudanças na impedância acústica contando que a propagação da onda é unidimensional. Se a onda incidente é comparada às ondas refletidas é possível se determinar mudanças na área transversal. Toda esta informação é captada por microfone situado no extremo distal do tubo, amplificada e processada por um computador. A medida do intervalo de tempo entre a incidência e reflexão das ondas e a velocidade do som determina a distância da área transversa alterada13.

Para a coleta dos dados, o voluntário permaneceu sentado no ambiente de exame, por pelo menos 20 minutos antes do seu início, a fim de permitir a correta aclimatização. As medidas foram feitas de acordo com o Comitê para Estandardização da Rinometria Acústica da Sociedade Européia de Rinologia15. Para efeito de estudo utilizamos a distância medida de 6 cm proximais da fossa nasal, sendo o ponto zero a entrada da narina.

Inicialmente foi realizado rinometria acústica a fim de se determinar o volume nasal de repouso. Em seguida o individuo em estudo foi submetido à realização de exercício durante 5 minutos no cicloergômetro, a uma carga de 50% da potência máxima. (Figura 1)

 

 

O volume nasal de cada indivíduo foi obtido através da rinometria acústica, realizada imediatamente após o fim do exercício físico, e nos minutos décimo e vigésimo de seu final. Todos os exames de rinometria foram realizados pelo mesmo examinador e no mesmo equipamento. A fim de se evitar ocorrência de efeitos externos que pudessem interferir na acurácia dos resultados, cada indivíduo teve seus dados coletados em um mesmo dia. Todos os testes foram realizados em um mesmo ambiente e dentro de uma mesma estação climática (primavera). A temperatura na sala de exame era medida através de um termômetro de mercúrio, sendo que evitamos a realização do teste quando havia variação de temperatura ambiental superior a 2,5° C, em relação a outros dias que haviam sido realizados testes.

A medida do o volume nasal (VN) foi obtida isoladamente em cada cavidade nasal. Foi então feita a somatória do volume das duas cavidades nasais, obtendo-se assim o volume nasal total (VNT). Para cada indivíduo foi feito cálculo comparativo entre o valor basal obtido e os valores obtidos após o teste. Este cálculo era feito em porcentagens, tomando-se o valor basal como 100%. Utilizamos o Teste de Friedman para análise estatística, considerando índice de significância de 95% (p< 0,05).

 

RESULTADOS

A temperatura ambiente medida nos diferentes dias de coleta dos dados apresentou uma máxima de 28,5°C e uma mínima de 26°C, com uma média de 27,06°C. A umidade média em Belo Horizonte no período dos testes (Setembro a Dezembro de 2002) foi de 68,15%, segundo o 5° Distrito de Meteorologia / INMET.

Nos 19 voluntários estudados, o menor VNT encontrado na condição de repouso foi de 10 cm3 e o maior VNT encontrado foi de 16,55 cm3, sendo que a media do VNT observada foi de 12,1 cm3 (± 1,7).

O aumento do VNT foi de 33,3% (± 17,0) em relação ao valor de repouso (Gráfico 1). O índice de significância (p) foi menor que 0,001.

 

 

Podemos observar que os valores médios do volume nasal subiram ao final de cada teste, descendo depois gradativamente. A comparação estatística mostra alta significância nesta alteração (subida e depois descida). Como podemos observar no Gráfico 2, ao vigésimo minuto, as médias do volume nasal foram próximas ao valor de repouso. No vigésimo minuto encontramos VNT: 12,4 cm3 (± 1,6) (Gráfico 2).

 

 

DISCUSSÃO

O aumento da permeabilidade nasal decorrente do exercício físico é um dado comprovado pela literatura. Esse aumento é, principalmente, conseqüente às alterações vasculares da parede nasal lateral que, através do descongestionamento de sua mucosa, produz uma redução da resistência nasal, permitindo um aumento do volume aéreo nasal que objetivam adequá-lo da melhor forma possível para atender àquela demanda16. Este tecido vascular ocupa quase toda a extensão da parede lateral do nariz, sendo sua maior concentração na metade anterior da concha inferior. O tecido vascular responsivo à vasoconstrição começaria a 2 cm dentro do nariz se estendendo até aproximadamente 6 cm17. Em termos fisiológicos o Sistema Respiratório é um dos que mais sofrem alterações com o exercício físico. Dentro deste sistema, é no nariz, onde isoladamente existe maior resistência ao fluxo aéreo nasal, que se observam os maiores efeitos do exercício1.

Buscamos neste estudo avaliar os efeitos do exercício físico sobre o nariz, através da avaliação das alterações do volume nasal, o que traduz da melhor forma o grau de descongestionamento da mucosa nasal. Dentro das observações colocadas acima calibramos nosso equipamento para medição dos primeiros 6 centímetros da fossa nasal. Assim, estaríamos cobrindo a área da fossa nasal com maior concentração de tecido erétil responsivo ao estímulo provocado pelo exercício. Estaríamos ainda, evitando estender a medição até a região coanal, aonde a ocorrência de maior escape de ar poderia comprometer a acuidade da medição15.

Na seleção dos indivíduos a serem estudados, não fizemos distinção de sexo, uma vez que já é estabelecido que a capacidade aeróbica não apresenta diferença quanto ao sexo18. Quanto à idade, sabe-se que a capacidade aeróbica (VO2max) atinge sua plenitude aos 18 anos, se mantendo constante até o trigésimo ano de vida17. De acordo com este preceito tivemos os nossos 19 voluntários dentro desta faixa etária, sendo que o mais jovem deles no período da avaliação apresentava 18 anos e o mais velho 28 anos, com a média do grupo de 22,9 anos. Buscamos em nossa seleção indivíduos que não apresentassem obesidade, uma vez que pessoas obesas possuem valores de VO2max mais baixo do que o esperado18. No grupo estudado, o índice de gordura corporal (IGC) apresentou amplitude de 9,51% a 28,94%, com média de 18,08%. Por fim, não levamos em conta na seleção dos indivíduos estudados, se eles praticavam atividade física regular, uma vez que a resistência nasal de repouso não apresenta diferença entre atletas e indivíduos sedentários2. Sob o ponto de vista da rinometria acústica, os fatores idade, sexo, estatura, peso e massa corporal não influenciam em seus valores19.

A maioria dos estudos sobre os efeitos do exercício físico sobre a permeabilidade nasal utilizou outros métodos de avaliação como rinomanometria ou plestimografia9-12. Pelas suas vantagens em relação aos outros métodos de avaliação objetiva da patência nasal, optamos pelo uso da rinometria acústica para a obtenção de nossos dados. Durante a coleta dos dados procuramos, além de seguir os preceitos estabelecidos para a realização do exame15, evitar fatores externos que pudessem interferir na sua acurácia, tais como variação de temperatura acima de 2,5° C entre os dias de exame20, aclimatização de pelo menos 20 minutos antes da realização do exame21, manutenção de um ambiente de baixo ruído e realização do exame por um mesmo profissional treinado22.

Em relação ao objetivo deste estudo constatamos que nossos resultados vão de encontro ao obtido em outros estudos, ou seja, o exercício físico provoca um aumento significativo da permeabilidade nasal9,11,12. Forsyth et al.10 e Lacroix et al.16 utilizaram como parâmetro de avaliação a resistência nasal e observaram, respectivamente, uma redução de 30 a 46% e de 31% após o exercício físico. Nós obtivemos um aumento do volume nasal total de 33,3% em relação ao repouso.

De acordo com dados da literatura, o efeito do exercício sobre a patência nasal é transitório e seu retorno aos níveis basais ocorre em até 30 minutos após o seu final10,12,16. Em nosso estudo, nota-se que ao vigésimo minuto o volume nasal havia retornado ao seu nível de repouso. Fizemos ainda mais duas constatações. Primeiro que a redução do grau de melhora do VNT foi mais intensa nos primeiros dez minutos após o final do exercício. Entre o décimo e o vigésimo minuto o grau de redução foi menos significativo.

 

CONCLUSÃO

Este estudo confirmou o achado de outros estudos de que o exercício físico isotônico provoca um aumento estatisticamente significante do volume nasal. O aumento do volume nasal foi transitório, ocorrendo uma maior redução deste aumento nos primeiros dez minutos após o final do exercício, sendo que vinte minutos após este final, os valores do volume nasal encontraram-se próximos aos valores de repouso.

 

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Endereço para correspondência:
Dr. Marconi Teixeira Fonseca
Rua Juiz de Fora 115/ 1301
Belo Horizonte MG 30180-060
E-mail: otológica@hotmail.com

Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gestão de Publicações) da RBORL em 26 de agosto de 2005.
Artigo aceito em 20 de fevereiro de 2006.

 

 

Serviço de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial do Hospital Socor, Belo Horizonte, MG, Brasil. Departamento de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, SP, Brasil.