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Revista Brasileira de Otorrinolaringologia

Print version ISSN 0034-7299

Rev. Bras. Otorrinolaringol. vol.72 no.3 São Paulo May/June 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-72992006000300011 

ARTIGO ORIGINAL

 

Exposição ao ruído ocupacional: alterações no exame de emissões otoacústicas

 

 

Frederico Prudente MarquesI; Everardo Andrade da CostaII

IMestre em Saúde Pública, Médico ORL do Hospital CEMEP
IIDoutor em Saúde Coletiva - UNICAMP Mestre em Distúrbios da Comunicação - PUC-SP, Médico especialista em Otorrinolaringologia, Professor no Departamento de Medicina Preventiva e Social - UNICAMP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A exposição ao ruído ocupacional pode provocar lesões em nível da orelha interna, sendo que o registro das Emissões Otoacústicas por Produtos de Distorção (EOAPD) é capaz de identificar alterações auditivas iniciais relacionadas a tais lesões, auxiliando no diagnóstico precoce da PAIRO.
OBJETIVO: Avaliar as EOAPD como método de diagnóstico de alterações fisiopatológicas iniciais provocadas por exposição ao ruído ocupacional.
FORMA DE ESTUDO: Transversal.
MÉTODO: Foram avaliados 74 trabalhadores do sexo masculino, lotados no Campus Universitário da Universidade de São Paulo na capital, divididos em dois grupos pareados por idade e com exame de audiometria tonal dentro de limites aceitáveis: 37 indivíduos expostos ao ruído ocupacional e 37 não-expostos.
RESULTADOS: A estimativa do risco (Odds Ratio) de ausência de resposta no registro das EOAPD foi 12 vezes maior para o grupo de expostos ao ruído ocupacional (IC 95% 3,1 - 45,9), nas freqüências de 3, 4 e 6 kHz agrupadas.
CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que a exposição ao ruído ocupacional pode provocar alterações nos registros das EOAPD, mesmo em indivíduos com exame de audiometria tonal dentro de limites aceitáveis, indicando que este exame pode ser importante como método de diagnóstico precoce da PAIRO.

Palavras-chave: emissões otoacústicas, perda auditiva, ruído ocupacional.


 

 

INTRODUÇÃO

A exposição ao ruído, ou níveis elevados de pressão sonora, é a principal causa, sujeita à prevenção, de perda auditiva sensório-neural em indivíduos adultos1. Investigar tal exposição e suas conseqüências para a audição tem sido uma preocupação constante no campo da saúde pública, envolvendo crescentes estudos para melhor entender e delimitar a ocorrência da Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Ocupacional (PAIRO)2,3,4.

A exposição ao ruído é um risco à saúde dos trabalhadores que pode perturbar o trabalho, o descanso, o sono e a comunicação dos seres humanos. A PAIRO é uma doença insidiosa, crescendo ao longo dos anos, apresentando relação direta com a intensidade, tempo de exposição e a susceptibilidade individual do trabalhador ao ruído2.

O exame de audiometria tonal liminar por via aérea é um método universalmente adotado para o diagnóstico da PAIRO, mas, de acordo com Costa5, este não é o melhor meio de avaliação dos distúrbios produzidos pelo ruído, pois testa a capacidade do indivíduo de ouvir um tom puro e em condições diferentes de seu cotidiano. Glorig4 relata que as lesões iniciais ao sistema auditivo não são detectadas pela audiometria, sendo diagnosticadas somente após existirem danos irreversíveis.

A possibilidade da utilização de métodos alternativos para a detecção de alterações auditivas provocadas pela exposição aos níveis de pressão sonora elevados é extremamente importante, visto que a interpretação dos resultados dos testes audiométricos pode influir diretamente na vida profissional do trabalhador. Além disso, é importante para o profissional de saúde detectar precocemente os primeiros sinais de lesão e, por não ser necessariamente um especialista, ele necessita de um método simples e eficiente.

O exame de Emissões Otoacústicas por Produtos de Distorção (EOAPD) tem sido estudado por revelar alterações auditivas precoces provocadas pela exposição ao ruído6,7, podendo auxiliar o médico do trabalho nas avaliações de trabalhadores expostos a este risco.

As Emissões Otoacústicas por Produtos de distorção são evocadas por um estímulo sonoro bitonal. Durante o exame, dois tons puros provocam no sistema auditivo todo o processo ativo de discriminação de freqüências sonoras. Os produtos de distorção são obtidos como o resultado da energia vibratória, gerado em nível da cóclea, que pode ser medida por meio de um microfone acoplado à orelha do indivíduo testado8.

Fiorini9 refere que, na vigilância epidemiológica de alterações auditivas decorrentes de exposição ao ruído, o teste de emissões otoacústicas permite obter informações clínicas importantes e complementares as da audiometria.

Desse modo, o estudo das EOAPD, como exame que possa identificar distúrbios auditivos iniciais, contribui para o diagnóstico da PAIRO e para a prevenção da evolução destas perdas auditivas.

O objetivo do presente estudo é investigar a capacidade do exame de EOAPD em identificar alterações auditivas precoces relacionadas à exposição ao ruído ocupacional, mesmo quando o exame de audiometria tonal mostra-se normal.

 

MATERIAL E MÉTODO

Foi realizado um estudo transversal, no qual foram incluídos dois grupos de indivíduos, expostos e não-expostos ao ruído ocupacional, com limiares tonais dentro de limites aceitáveis, avaliados por meio dos registros das emissões otoacústicas por produtos de distorção.

Participaram como sujeitos da pesquisa funcionários da Universidade de São Paulo, lotados no campus universitário da capital.

Foram utilizados dados secundários das medições dos níveis de pressão sonora realizadas em diferentes unidades do campus da capital da Universidade de São Paulo: Instituto de Física, Prefeitura da Cidade Universitária, Escola Politécnica, Coordenadoria de Comunicação Social, Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo, Instituto Oceanográfico, Instituto de Engenharia Eletrônica, Escola de Comunicação e Artes. Tal análise permitiu agrupar os locais onde havia ruído ambiental acima dos limites de tolerância estabelecidos por lei10 e, conseqüentemente, risco para a audição dos trabalhadores - ruído ambiental que determinava exposição durante jornada diária de trabalho de 8 horas, numa intensidade acima de 85 dB (A).

Foram analisados os exames realizados entre abril de 2001 e março de 2002 (período de 12 meses), num total de 263, a fim de se encontrar os exames daqueles funcionários que trabalhavam, há pelo menos um ano, em ambientes que apresentavam níveis de pressão sonora acima dos limites de tolerância definidos na legislação brasileira.

Selecionaram-se também, dentre os expostos, aqueles com resultados do exame de audiometria tonal dentro dos limites aceitáveis, de acordo com a Portaria nº19 do Ministério do Trabalho e Emprego11, ou seja, até 25 dB NA em todas as freqüências, de 250 a 8.000 Hz.

Confrontando-se os resultados da audiometria tonal e a exposição ao ruído em ambiente de trabalho, chegou-se a um número de 50 trabalhadores. Destes, um total de 13 trabalhadores não puderam ser submetidos ao exame de otoemissões: 6 recusaram-se a participar da pesquisa e 7 não eram mais funcionários da Universidade de São Paulo. Formaram, então, o Grupo I, 37 trabalhadores.

Quanto ao sexo, inicialmente havia indivíduos do sexo feminino elegíveis para compor o Grupo I, sendo todos telefonistas. Não foi tecnicamente possível determinar os níveis de pressão sonora a que estes indivíduos estariam expostos. Nenhum trabalho científico conclusivo em relação ao tema foi encontrado. Assim, os grupos de expostos e não expostos ao ruído foram formados apenas com indivíduos do sexo masculino.

A formação de um grupo de referência (GRUPO II), para comparação dos testes de Emissões Otoacústicas com o Grupo I, contou com trabalhadores da mesma instituição que não fossem expostos ao ruído ocupacional na atual função ou em ocupações pregressas.

Conhecendo-se a composição do grupo de expostos foi possível estabelecer os limites de idade e divisão por faixas etárias, mantendo-se, durante a convocação do Grupo II, uma proporção semelhante de indivíduos em cada faixa etária.

Dentre todas as pessoas selecionadas e contatadas para inclusão neste grupo, 6 indivíduos recusaram-se a participar e 5 tiveram exames de audiometria alterados. A cada recusa, ou falha na audiometria, um outro indivíduo era sorteado para a substituição, sendo que a faixa etária era previamente selecionada para se continuar o processo de emparelhamento. Assim sendo, 37 indivíduos compuseram o Grupo II.

Os exames foram realizados com repouso acústico de, pelo menos, 14 horas, para os sujeitos expostos ao ruído ocupacional.

A audiometria tonal foi realizada utilizando-se audiômetro da marca Madsen, modelo OB-88.

As EOAPD foram registradas através de um analisador de emissões otoacústicas da Bio-logic Systems Corporation, programa Scout Sport (Distortion Product Otoacoustic Emissions Mesurement System - version 1.54).

Os critérios técnicos para o cálculo da dose de ruído utilizados neste estudo12 são concordantes com aqueles do Ministério do Trabalho e Emprego3.

 

RESULTADOS

A Tabela 1 mostra que 58,1% dos trabalhadores que exerciam sua função em ambientes com ruído acima dos limites de tolerância tinham exame de audiometria dentro de limites aceitáveis.

 

 

As respostas das EOAPD foram consideradas para cada indivíduo dos grupos I e II nas freqüências de 3.000, 4.000 e 6.000Hz (Tabela 2), por ser nesta faixa de freqüência que ocorrem as alterações precoces relacionadas a PAIRO.

 

 

O Odds Ratio igual a 12, como uma estimativa do risco de se apresentar ausência de respostas nas EOAPD devido à exposição ao ruído ocupacional, foi estatisticamente significante (IC 95% = 3,1-45,9).

A prevalência da ausência de resposta no registro das EOAPD (Tabela 3) foi maior para aqueles trabalhadores com dose de ruído superior a 1,5 (77%) que para aqueles com dose entre 1 e 1,5 (37,5%).

 

 

A associação entre o resultado do registro das EOAPD e a dose de ruído calculada foi estatisticamente significativa (p = 0,038).

 

DISCUSSÃO

Os resultados desta pesquisa sugerem que existe uma associação entre uma resposta ausente nas EOAPD para os trabalhadores expostos ao ruído ocupacional em relação aos não expostos, justamente naquela faixa de freqüências onde ocorrem as lesões auditivas iniciais, como mostram outros estudos7,13.

Oliveira et al.14 sugerem a utilidade do registro das emissões otoacústicas evocadas, especialmente das EOAPD, na identificação precoce das alterações cocleares que precederiam a instalação da PAIRO.

Para Fukuda15 as EOAPD são acometidas em freqüências altas nos indivíduos expostos ao ruído e conforme o limiar auditivo do indivíduo, verificado pela audiometria, aumenta, a amplitude dos produtos de distorção diminui. O registro das EOAPD seria auxiliar no diagnóstico da PAIRO e importante no seu acompanhamento.

A prevalência encontrada (41,9%) para qualquer alteração na audiometria tonal, entre os expostos ao ruído ocupacional, foi semelhante à de 40,4% ocorrida no estudo de Corrêa Filho et al.3.

Quanto aos indivíduos com resultados da audiometria dentro dos limites aceitáveis, entre os trabalhadores expostos ao ruído ocupacional, houve uma prevalência maior que em outros estudos. Fiorini9 obteve 45,3% de indivíduos expostos ao ruído ocupacional com exames de audiometria considerados normais. No entanto, a autora utilizou critério mais rigoroso para a classificação dos exames como não alterados.

No presente estudo os indivíduos classificados como apresentando audiometria tonal alterada englobaram tanto casos sugestivos de PAIRO quanto de outras alterações.

O cálculo da dose de ruído foi realizado considerando as características da instituição pesquisada. Não sendo verdadeiramente uma empresa ou fábrica, onde a produção se faz de maneira contínua, houve a preocupação em avaliar, além do ambiente de trabalho através dos níveis de pressão sonora, a exposição intermitente de cada indivíduo em seu local de trabalho.

Ao se utilizar o método de cálculo da dose do ruído para a presente pesquisa arcou-se com o ônus de uma medida mais imprecisa da exposição, em comparação ao uso do dosímetro. No entanto, sendo que os níveis de pressão sonora dos ambientes onde cada trabalhador atuava eram conhecidos e que se obteve dados da entrevista individual para se avaliar as características próprias de cada função exercida e analisar a intermitência da exposição, julga-se que tal método foi adequado aos objetivos do trabalho.

A avaliação da exposição ao ruído ocupacional através da análise da dose tem feito parte de poucas pesquisas, mas nota-se tendência de estudos mais recentes em se considerar a intermitência da exposição16-19.

Os resultados sugerem que doses maiores de exposição ao ruído ocupacional podem provocar proporções maiores de lesões em nível coclear detectáveis pelos registros das EOAPD. Estes resultados reforçam a idéia de que o exame das EOAPD pode ser útil na identificação de alterações auditivas iniciais provocadas pelo ruído, ainda não detectadas pelo exame de audiometria tonal, como sugeriram outros estudos7,13,20.

A possibilidade de se detectar precocemente uma alteração auditiva por meio das EOAPD e que se relacione ao ambiente de trabalho permitiria ações de proteção, individual e coletiva, em benefício dos trabalhadores expostos aos diferentes fatores de risco para a audição. Tais medidas de proteção poderiam, assim, ser implantadas ou aprimoradas antes mesmo da ocorrência de um distúrbio auditivo que provocasse qualquer sintoma ou dano irreversível.

 

CONCLUSÃO

Houve correlação entre estar exposto ao ruído ocupacional e apresentar ausência de respostas nas EOAPD, ocorrendo também associação entre exposição a doses maiores de ruído ocupacional e a presença de alterações nas Emissões Otoacústicas.

O resultado do Odds Ratio para respostas ausentes no registro das EOAPD foi maior para os trabalhadores expostos ao ruído ocupacional, considerando-se os resultados nas freqüências de 3.000Hz, 4.000Hz e 6.000Hz em conjunto.

A utilização do registro das EOAPD parece ser útil como método de detecção de alterações fisiopatológicas precoces provocadas por exposição ao ruído ocupacional, mostrando-se como promissor instrumento auxiliar no diagnóstico da PAIRO.

 

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Endereço para correspondência:
Frederico Prudente Marques
Rua 1A nº 30 apto. 402 setor aeroporto
Goiânia GO 74075-055
E-mail: fpm@usp.br

Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gestão de Publicações) da RBORL em 3 de outubro de 2005.
Artigo aceito em 4 de maio de 2006.

 

 

Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.

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