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Revista Brasileira de Otorrinolaringologia

Print version ISSN 0034-7299

Rev. Bras. Otorrinolaringol. vol.73 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-72992007000100010 

ARTIGO ORIGINAL

 

Evolução da perda auditiva no decorrer do envelhecimento

 

 

Giovana dos Santos BaraldiI; Lais Castro de AlmeidaII; Alda Cristina de Carvalho BorgesIII

IMestre em Distúrbios da Comunicação Humana UNIFESP e Especialista em Gerontologia, Fonoaudióloga
IIMestre em Distúrbios da Comunicação Humana UNIFESP, Fonoaudióloga
IIIDoutora em Distúrbios da Comunicação Humana, Professor adjunto UNIFESP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A perda auditiva associada ao envelhecimento refere-se à soma de perdas auditivas resultantes da degeneração fisiológica causada por exposição ao ruído, agentes ototóxicos e prejuízos causados por desordens e tratamentos médicos. Afeta cerca de 60% de todas as pessoas com idade acima de 65 anos.
OBJETIVO: Verificar a degeneração do sistema auditivo no decorrer da idade através de medidas supraliminares e de sensibilidade auditiva.
MATERIAL E MÉTODO: Estudo de coorte contemporânea com corte transversal. Foram avaliados 211 idosos, com idade média de 75,24 anos, sendo 61 do sexo masculino e 150 do sexo feminino. Os indivíduos foram submetidos a uma anamnese e à avaliação audiológica básica e divididos em quatro grupos, de acordo com a faixa etária.
RESULTADOS: Declínio significativo do limiar nas 4 faixas etárias estabelecidas, diminuição do índice percentual de reconhecimento de fala, diferença significante com relação ao gênero.
CONCLUSÃO: Com o avanço da idade, ocorreu um aumento gradual no grau da perda auditiva, os homens apresentaram limiares mais rebaixados na freqüência de 4000Hz em comparação com as mulheres e na inteligibilidade de fala observou-se decréscimo gradativo com o aumento da idade.

Palavras-chave: idoso, limiar de audibilidade, presbiacusia.


 

 

INTRODUÇÃO

A progressiva elevação da esperança média de vida, relacionada à diminuição das taxas de mortalidade e natalidade, torna o envelhecimento populacional uma tendência mundial. Em 2003 a esperança de vida estimada ao nascer no Brasil, para ambos os sexos, subiu para 71,3 anos. Foi um aumento de 0,8 anos em relação à de 2000 (70,5). De acordo com a projeção mais recente de mortalidade, em 2040 o Brasil estaria alcançando o patamar de 80 anos de esperança de vida ao nascer1. De acordo com o último Censo (2000), a população idosa correspondia a 5,85% da população, sendo o crescimento de 1,02% com relação ao Censo anterior de 1991. O índice de envelhecimento também aumentou de 13,90% em 1991 para 19,77% em 20002. O município de São Paulo tem quase um milhão de pessoas com mais de 60 anos, que contribuíram e continuam a contribuir para o desenvolvimento de nossa cidade3.

O envelhecimento é conseqüência natural do processo de desenvolvimento de uma sociedade, que neste caso se traduz em maior domínio sobre suas variáveis demográficas: tanto no que se refere a um planejamento familiar mais efetivo (que se reflete na diminuição do nível de fecundidade), quanto principalmente no que diz respeito a um maior controle sobre a mortalidade (que implica a elevação da esperança de vida). Neste sentido é de fundamental importância que se desenvolvam estudos permanentes, visando aprofundar o conhecimento dos mecanismos responsáveis pelo processo de envelhecimento, a fim de subsidiar as ações de instancias planejadoras e executivas4.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são consideradas idosas as pessoas com mais de 65 anos. Este referencial, entretanto, é válido para habitantes de países desenvolvidos. Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, a terceira idade começa aos 60 anos5.

A porcentagem da população que apresenta dificuldades de comunicação aumenta progressivamente com a idade, associada à deficiência auditiva e a degeneração de fatores cognitivos, sendo a deficiência auditiva a privação sensorial de maior prevalência nesta população. Estudos brasileiros revelam que a deficiência auditiva acometeria em torno de 60% da população idosa residente no Brasil, sendo esta variável com relação aos diferentes graus e limitações sociais6.

A perda auditiva associada ao envelhecimento refere-se à soma de perdas auditivas que resulta de muitas variedades de degeneração fisiológica incluindo prejuízos causados pela exposição ao ruído, a agentes ototóxicos e prejuízos causados por desordens e tratamentos médicos7. Afeta cerca de 60% de todas as pessoas com idade acima de 65 anos8, e inclui uma mudança descendente gradual na sensibilidade auditiva para todas as freqüências, acompanhada por um decréscimo na discriminação da fala, e um declínio complexo da função auditiva central que se manifesta através do aumento da dificuldade nas habilidades como fusão auditiva, atenção auditiva, julgamento auditivo, comportamentos variados e uma redução na velocidade de fechamento e síntese auditivos9.

Estudos demonstram que a perda auditiva tem um efeito adverso no estado funcional, na qualidade de vida, na função cognitiva e no bem-estar emocional, comportamental e social do indivíduo idoso10.

As mudanças da audição no envelhecimento incluem progressiva degeneração sensorial, neural, estrial e de suporte das células da cóclea além do processamento neural central11. Os efeitos da idade no sistema auditivo periférico e central interagem com mudanças na diminuição do suporte cognitivo, diminuição da percepção e elevação de limiares, redução da compreensão de fala no ruído e ambientes reverberantes, interfere na percepção das mudanças rápidas na fala, e na localização do som. Pesquisas no decorrer deste século forneceram grandes conhecimentos a respeito dos efeitos da idade no sistema auditivo, mas a esfera da otogerontologia tem desafios para o novo milênio - desenvolvimento de métodos para modular a perda auditiva relativa à idade, e desenvolver estratégias de intervenções e reabilitação para todas as necessidades individuais relativas à audição11.

Tendo em vista a necessidade de pesquisas que visem aprofundar o conhecimento com relação à degeneração fisiológica do sistema auditivo no decorrer da idade, o objetivo deste estudo foi verificar a degeneração do sistema auditivo no decorrer da idade através de medidas supraliminares e de sensibilidade auditiva.

 

MÉTODO

De acordo com as normas preconizadas para experiências utilizando seres humanos, este estudo foi analisado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo conforme resolução CEP nº 1266-04 do Conselho Nacional de Saúde.

Com relação à amostra utilizada, participaram deste estudo idosos encaminhados pelo Instituto de Geriatria e Gerontologia da UNIFESP, localizado à cidade de São Paulo, para realização de avaliação audiológica no período de janeiro a julho de 2004. Foram avaliados 211 idosos, com idade entre 60 e 99 anos, média 75,24 (DP= 8,96), sendo 61 do sexo masculino e 150 do sexo feminino.

Os indivíduos foram submetidos inicialmente a uma anamnese, composta por questões relacionadas a hábitos nocivos ao sistema auditivo, acuidade auditiva e funcionamento deste sistema no meio social, como: dados referentes à dificuldade para compreender a fala em ambiente ruidoso e ao telefone; necessidade em aumentar o volume da TV; privação social em função do déficit auditivo; história otológica; presença de zumbido e tontura.

Após anamnese os idosos foram submetidos à avaliação audiológica básica, realizada em cabina acústica, incluindo os seguintes procedimentos:

• Audiometria Tonal Limiar: realizada em audiômetro Modelo AC33, de marca Interacoustis, calibrado segundo a norma ANSI 69.

• Audiometria Vocal: Limiar de reconhecimento de fala (SRT) e Índice percentual de Reconhecimento de fala (IPRF).

• Medidas de Imitância Acústica: Timpanometria e Pesquisa dos Reflexos Acústicos Contralaterais, realizada em Imitanciômetro Modelo AZ7, de marca Interacoustis.

As audiometrias foram classificadas quanto ao grau como: leve, moderada, moderadamente severa, severa e profunda, segundo o critério de Davis e Silverman (1970)12. Conforme sugere a literatura e para melhor caracterização da evolução da perda auditiva no decorrer da idade, os indivíduos estes foram distribuídos em quatro faixas etárias (60 a 69 anos, 70 a 79 anos, 80 a 89 anos e > 90 anos). Este critério foi estabelecido, uma vez que a tendência é propor novos recortes em estágios de envelhecimento, com base na idade e no nível de independência funcional dos idosos, pois as pesquisas sobre envelhecimento que englobam na categoria velhos os indivíduos com 60 anos ou mais, desconhecendo a diversidade no controle de uma série de recursos que existe entre aqueles que tem 60 anos e outros 20 ou 30 anos mais velhos podem ser criticados13.

Para interpretação dos resultados obtidos foram utilizados os testes ANOVA, Teste de Igualdade de Duas Proporções, Teste de Qui-quadrado e também uma analise descritiva composta pelo Intervalo de Confiança. O p-valor utilizado foi de 0,05.

 

RESULTADOS

De acordo com o objetivo deste estudo, a deterioração da sensibilidade auditiva no decorrer da idade pode ser avaliada através da obtenção dos limiares de audibilidade para cada freqüência e através do índice percentual de reconhecimento de fala. Sendo assim, os valores obtidos nos resultados foram baseados nos limiares de audibilidade encontrados para cada freqüência testada e nos valores de discriminação de fala.

 

DISCUSSÃO

O crescente aumento no número de idosos e da expectativa de vida, principalmente na região sudeste do Brasil, representa um aumento nas comorbidade que atingem esta faixa etária. O estudo fonoaudiológico voltado para os problemas auditivos na terceira idade vem crescendo uma vez que a fonoaudiologia precisa atualizar-se juntamente com as necessidades da população. As alterações auditivas na população idosa vão desde a diminuição nos limiares de audibilidade até dificuldades importantes na compreensão da fala, levando o indivíduo a ter problemas na comunicação e, conseqüentemente, retração e isolamento da vida social. Em função destas limitações trazidas pela deficiência auditiva, o diagnóstico precoce faz-se primordial, a fim de diminuir o impacto na relação social do individuo com o meio.

Iniciando a apresentação dos resultados obtidos no presente trabalho, com relação ao gênero, notou-se que a freqüência de idosos do sexo feminino foi maior que do sexo masculino (Tabela 1), tendo-se, portanto, amostra de 150 indivíduos do sexo feminino e 61 indivíduos do sexo masculino. Tal fato pode ser explicado pelos dados do IBGE que em seu ultimo censo, em 2000, constatou que no Brasil há um número maior de mulheres na faixa etária idosa. A população idosa do Brasil está em torno 13.915.357 (8,1%) de idosos, dos quais 6.309.588 eram homens e 7.605.769 (54,7%) mulheres. A média de idade encontrada para ambos os sexos foi de 75,24 anos (Tabela 2).

 

 

 

 

Com relação ao perfil audiológico da população idosa estudada, observou-se prevalência de perda auditiva neurossensorial, bilateral, de configuração descendente, com maior prejuízo nas freqüências altas (4, 6 e 8 kHz) para ambas as orelhas. Tais achados também foram observados nos estudos de Roehe et al., Pedalini et al., Gonçalves e Mota e Mazelova et al.14,15,16,17.

Com relação ao grau da perda auditiva baseado na média das freqüências de 500, 1000 e 2000 Hz proposta por Davis e Silverman12, observou-se que 32,2% dos indivíduos apresentaram audição normal, 28% perda leve, 25,6% perda auditiva de grau moderado, 6,2% moderadamente severo, 5,7% severo e 2,4% profundo, o que vai de encontro com os estudos de Pedalini et al., Russo, Katsarkas e Ayukawa, Bacha et al. e Gonçalves e Mota15,16-20 que referem preservação das freqüências graves nos casos de perda auditiva causada pelo processo de envelhecimento. Já Roehe14 et al. comentam o comprometimento das freqüências graves previsto no processo do envelhecimento auditivo. Estes achados nos atenta para a importância da utilização de uma classificação baseada em diversas faixas de freqüências para determinação do grau da perda auditiva de indivíduos idosos, como, por exemplo, a classificação proposta por Silman e Silverman 21, na qual considera a média baseada nos limiares tonais das freqüências baixas e médias (500, 1000 e 2000 Hz) e a média baseada nos limiares tonais das freqüências altas (3000 e 4000 Hz) para a determinação do grau da perda auditiva. Longone e Borges 22 utilizaram em um estudo a média baseada no limiar de sintonização (limiar de tom puro na freqüência de 6000 Hz) para classificação do grau da perda auditiva de idosos, uma vez que Katz23 refere que indivíduos com perda auditiva em 6000 Hz apresentam dificuldades de comunicação na presença de ruído, queixa encontrada freqüentemente nesta população.

Considerando as quatro faixas etárias estabelecidas (60-69, 70-79, 80-89 e >90 anos), na orelha direita, observamos estabilidade dos limiares de audibilidade para as freqüências graves (250, 500 e 1000 Hz) nas três primeiras faixas etárias, verificando declínio acentuado do limiar apenas na faixa etária >90 anos. Já para as freqüências altas (2, 3, 4, 6 e 8 kHz), observou-se declínio significativo do limiar nas 4 faixas etárias estabelecidas, verificando diferença significante entre os grupos para esta faixa de freqüência, sendo que a faixa etária de 90 anos ou mais, foi a que apresentou maior perda auditiva em todas as freqüências (Tabela 3 e Figura 1). Tais resultados foram observados no estudo de Bess et al.9, no qual referem que a perda auditiva entre indivíduos acima de 60 anos de idade afeta principalmente as freqüências altas, especialmente as acima de 1000Hz.

 

 

 

 

Valores similares foram observados na orelha esquerda, considerando as quatro faixas etárias estudadas (60-69, 70-79, 80-89 e >90 anos). Conforme mostra a Tabela 4 e a Figura 2, verificamos estabilidade dos limiares de audibilidade para as freqüências graves (250, 500 e 1000 Hz) nas três primeiras faixas etárias, verificando declínio acentuado do limiar apenas na faixa etária >90 anos. Já para as freqüências altas (2, 3, 4, 6 e 8 kHz), observou-se declínio significante do limiar nas 4 faixas etárias estabelecidas. De acordo com estes resultados pode-se observar que os limiares das freqüências baixas não sofrem alteração significante até a faixa etária de 80-89 anos, estando significantemente prejudicados após os 90 anos. Já para as freqüências altas, observa-se rebaixamento dos limiares mesmo nas faixas etárias menos avançadas. Estes achados assemelham-se aos do trabalho realizado por Russo18, com 169 idosos portadores de presbiacusia, de ambos os sexos, divididos em 5 faixas etárias (de 5 em cinco anos) no qual encontrou aumento gradual na perda auditiva à medida que a idade avançou, variando em função da freqüência, sendo mais acentuada nas freqüências altas que nas baixas, para os dois sexos.

 

 

 

 

Com relação à diferença de limiares entre o gênero masculino e feminino, houve diferença estatisticamente significante no limiar da freqüência de 4KHz, sendo que os homens apresentaram limiar mais rebaixado que as mulheres para ambas as orelhas (Figuras 3 e 4). Diversos estudos apontam limiares tonais rebaixados nas freqüências altas para o sexo masculino. Moscicki et al.24, em estudo com 935 homens e 1358 mulheres, com idade acima de 60 anos, mostraram perda da sensibilidade auditiva especialmente nas regiões de alta freqüência (2 a 8 kHz) com valores de limiares dos homens piores que o das mulheres. Russo18 também observou elevação dos limiares tonais para freqüências altas (4 a 8 kHz) mais acentuada no gênero masculino que no feminino em população idosa. Mazeola et al.17, em estudo com 30 idosos, de 67 a 93 anos, encontraram diferença estatisticamente significante entre os gêneros para as freqüências de 3 e 4 kHz, sendo que os homens apresentaram pior desempenho para estas freqüências.

 

 

 

 

Nos resultados do índice percentual de reconhecimento de fala, observou-se diferença significante no desempenho nas diferentes faixas etárias estudadas, ocorrendo declínio nos valores da discriminação com o aumento da idade (Figuras 5 e 6). Este resultado pode ser decorrente do processo de envelhecimento do sistema auditivo, que geralmente é caracterizado pela perda de sensibilidade do limiar e uma diminuição na habilidade de compreender a fala em intensidade confortável. De acordo com Shinohara et al., indivíduos com perda auditiva neurossensorial têm uma percepção anormal de loudness, fato que pode interferir na discriminação da fala25. Além disto, dados da literatura apontam sérias dificuldades de compreensão de indivíduos idosos, verificadas por meio da audiometria de fala18. O valor médio do IPRF para orelha direita foi de 75,73% e para orelha esquerda de 75,50%. Tendo variação de 12% a 100% em ambas as orelhas. Tais valores são inferiores aos encontrados na literatura que aponta valor médio de 87%, sendo a variação de 34% a 100%, fato que pode ser explicado, uma vez que curvas para tom puro descendentes e graus aumentados de perda auditiva como os encontrados no presente estudo estão associados à discriminação ruim19.

 

 

 

 

CONCLUSÃO

Pode-se concluir que, com o avanço da idade, ocorreu um aumento gradual no grau da perda auditiva, sendo que a configuração audiométrica apresentou-se descendente, com maior prejuízo das freqüências altas na faixa etária de 80 a 89 anos, ocorrendo uma horizontalização em indivíduos com idade maior que 90 anos.

Os indivíduos do sexo masculino apresentaram limiares mais rebaixados na freqüência de 4000Hz em comparação com o sexo feminino.

Na inteligibilidade de fala, também se observou um decréscimo gradativo das respostas com o aumento da idade.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Endereço para correspondência:
Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina
Praça Alberto 87 04672130
Jardim Bélgica São Paulo SP

Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gestão de Publicações) da RBORL em 31 de julho de 2005. cod. 579.
Artigo aceito em 21 de outubro de 2006.

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