SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.74 issue1National Voice-Care Campaign and its importance in voice-care outreach activitiesIncidence and evolution of nasal polyps in children and adolescents with cystic fibrosis author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Revista Brasileira de Otorrinolaringologia

Print version ISSN 0034-7299

Rev. Bras. Otorrinolaringol. vol.74 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-72992008000100002 

ARTIGO ORIGINAL

 

Complicações de corpos estranhos em otorrinolaringologia: um estudo retrospectivo

 

 

Ricardo Rodrigues FigueiredoI; Andréia Aparecida de AzevedoII; Arthur Octavio de Ávila KósIII; Shiro TomitaIV

IMestre em ORL pela UFRJ, Professor Assistente e Chefe do Serviço de ORL da Faculdade de Medicina de Valença, RJ
IIMédica, otorrinolaringologista OTOSUL, Otorrinolaringologia Sul-Fluminense
III
Doutor em ORL, Professor Emérito de ORL da Faculdade de Medicina da UFRJ
IVDoutor em Otorrinolaringologia, Professor Titular e Chefe do Serviço de ORL da Faculdade de Medicina da UFRJ

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Corpos estranhos constituem uma das mais freqüentes urgências em Otorrinolaringologia. Embora raras, complicações graves podem ocorrer, como perfuração timpânica e broncoaspiração.
OBJETIVOS: Analisar, através de um estudo retrospectivo, 1356 casos de corpos estranhos e estabelecer causas para as complicações, objetivando medidas preventivas.
MATERIAL E MÉTODO: 1356 pacientes com corpos estranhos de orelha, nariz, faringe e laringe atendidos no Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Souza Aguiar, Rio de Janeiro, RJ, no período de 1992 a 2000, foram analisados de forma retrospectiva quanto aos parâmetros sexo, idade, tipo de corpo estranho, localização do corpo estranho, tempo entre colocação e retirada do corpo estranho e complicações.
RESULTADOS: O corpo estranho mais freqüente foi o grão de feijão e a faixa etária mais freqüente a de 1 a 4 anos. Corpos estranhos de orelha foram os mais freqüentes, seguidos pelos de nariz. Complicações foram estatisticamente relacionadas ao tempo, faixa etária infantil e experiência do médico.
CONCLUSÃO: A maioria das situações que levam a acidentes com corpos estranhos são evitáveis. Melhorias na estruturação da rede pública de atendimento e na formação dos otorrinolaringologistas são fundamentais para evitarmos as complicações mais sérias.

Palavras-chave: complicações, corpos estranhos, otorrinolaringologia.


 

 

INTRODUÇÃO

De acordo com a literatura1-4, os corpos estranhos respondem, em média, por 11% dos casos de Emergências em Otorrinolaringologia, podendo evoluir com complicações em 22% dos casos. Estas complicações são, na maioria das situações, simples, mas, eventualmente, quadros mais severos, como perfurações timpânicas e broncoaspiração, podem ocorrer4,5.

Fatores decisivos para a ocorrência de complicações são3,4:

• Tentativas de remoção por curiosos e profissionais de saúde não-habilitados;

• Inexperiência do médico no manejo de corpos estranhos;

• Falta de infra-estrutura hospitalar adequada;

• Má estruturação da rede pública para Emergências em Otorrinolaringologia;

• Longa permanência do corpo estranho, muitas vezes conseqüência do item anterior.

Nossos objetivos neste artigo são:

• Expor nossa experiência de 8 anos no manejo de corpos estranhos de orelha, nariz, faringe e laringe;

• Analisar os principais fatores que podem levar a complicações, através da análise de 1356 casos de corpos estranhos removidos, buscando medidas para evitá-las.

 

PACIENTES, MATERIAL E MÉTODO

Analisamos, de forma retrospectiva, dados referentes a 1356 casos de corpos estranhos atendidos em nosso Serviço entre Dezembro de 1992 e Dezembro de 2000. Seis parâmetros foram levados em consideração: idade, sexo, localização do corpo estranho (CE), tipo do CE, complicações, lapso de tempo entre introdução e remoção do CE e época da remoção (entre 1992 e 2000). Quanto ao último parâmetro, o objetivo de sua análise em nosso trabalho é tentar estabelecer relação entre a experiência do otorrinolaringologista e a presença de complicações, uma vez que todos os corpos estranhos forma removidos pelo mesmo médico (o autor). Analisamos também as relações entre as complicações e os outros parâmetros, sendo as complicações classificadas como iatrogênicas e não-iatrogênicas (o conjunto de todas as complicações foi denominado "complicações gerais"). A análise estatística foi realizada pelo teste de qui-quadrado (c2) ou pelo teste exato de Fisher, para verificar a relação entre o sexo, faixa etária, tipo de corpo estranho, local, tempo até remoção e época com as complicações. O critério de determinação de significância adotado foi o nível de 5%, ou seja, quando o valor de p do teste estatístico for menor ou igual a 0,05, então existe significância estatística.

O material utilizado para a remoção dos corpos estranhos inclui espéculos nasais e auriculares, abaixadores de língua de Bruennings, fibras óticas rígidas de 4mm de diâmetro (70°, 0° e 30°), pinças Kelly e baioneta, laringoscópio de fibra ótica, pinças Hartmann e jacaré, ganchos rombos e pontiagudos, seringas para lavagem auricular e lavador elétrico de orelhas. O projeto de pesquisa foi aprovado pela Comissão de Ética em Pesquisa Médica do Hospital Municipal Souza Aguiar, sob o número de protocolo 32/2003.

 

RESULTADOS

Do total de 1356 casos, 753 (55,53%) eram de orelha, 420 (30,97%) de nariz, 179 (13,21%) de faringe e 4 (0,29%) de laringe. Em faringe, tivemos 129 corpos estranhos alojados em tonsilas (72,06%), sendo 65 em tonsila direita e 64 em tonsila esquerda. 31 casos (17,32%) localizavam-se na base da língua, 12 (6,70%) em valécula, 3 (1,68%) em fosseta supra-tonsilar direita (F.S.T.), 2 (1,12%) em hipofaringe e 2 (1,12%) em lojas tonsilares (pacientes tonsilectomizados), sendo 1 à direita e 1 à esquerda.

Em relação ao sexo, tivemos 674 casos (49.70%) no sexo feminino e 682 casos (51.30%) no sexo masculino. A distribuição por faixa etária pode ser vista no Gráfico 1.

 

 

Os tipos de CE encontrados podem ser observados no Gráfico 2. A sigla PAP significa "Pequenos Artefatos de Plástico". Neste gráfico, grãos de feijão e milho não foram incluídos no grupo das sementes, sendo analisados separadamente.

 

 

Os corpos estranhos animados são discriminados no Gráfico 3.

 

 

Em relação às complicações, nenhuma foi observada em 1055 casos (77,80% do total). Portanto, somente 22,20% (301 casos) do total de corpos estranhos observados evoluíram com complicações, incluindo as decorrentes do procedimento de remoção. Em 159 casos (11,70% do total), as complicações foram iatrogênicas. Os tipos de complicações observados podem ser vistos no Gráfico 4.

 

 

Os dados do Gráfico 5 são referentes ao lapso de tempo entre a introdução e a remoção dos CE. O tempo médio encontrado foi de 9,71 horas.

 

 

A Tabela 1 fornece a freqüência (n) e o percentual (%) do sexo, faixa etária, tipo, local, tempo e época segundo a presença e ausência de complicação geral. A análise estatística foi realizada pelo teste de qui-quadrado (c2). A partir deste ponto, grãos de feijão e milho foram incluídos no grupo das sementes.

 

 

A Tabela 2 fornece a freqüência (n) e o percentual (%) do sexo, faixa etária, tipo, local, tempo e época segundo a presença e ausência de complicação iatrogênica. A análise estatística foi realizada pelo teste de qui-quadrado (c2).

 

 

Os resultados acima mostram que o grupo com complicações não-iatrogênicas apresentou algumas características diferenciadas. Desta forma, foram analisados os três grupos separadamente para melhor caracterização segundo as variáveis analisadas.

A Tabela 3 fornece a freqüência (n) e o percentual (%) do sexo, faixa etária, tipo, local, tempo e época segundo a presença de complicação iatrogênica, não-iatrogênica e sem complicação. A análise estatística foi realizada pelo teste de qui-quadrado (c2) e pelo teste exato de Fisher.

 

 

DISCUSSÃO

O estudo dos corpos estranhos é fascinante, com várias peculiaridades regionais. A Otorrinolaringologia lida com a maioria dos orifícios naturais habitualmente expostos, como a boca, narinas e orelhas4. O esôfago e as vias aéreas inferiores são atingidas de forma indireta, uma vez que os corpos estranhos devem passar primeiramente pela faringe ou fossas nasais. Corpos estranhos de orofaringe e fossas nasais são corpos estranhos esofageanos e brônquicos em potencial3-5.

Corpos estranhos de orelha podem levar a perfurações timpânicas e surdez, particularmente se houver infecção secundária. Epistaxes severas associadas a corpos estranhos não são comuns, mas espinhas de peixe podem levar a abscessos peri-tonsilares4,6,7.

Nossos dados sobre a localização dos corpos estranhos são concordantes com a literatura8-12, com predominância dos corpos estranhos de orelha, seguidos pelos de nariz e garganta. Em nossa opinião, corpos estranhos de nariz e garganta são mais facilmente eliminados por mecanismos fisiológicos, tais como esternutação, tosse e reflexos nauseosos. A projeção natural das tonsilas na cavidade oral explica sua posição como local mais comum de impactação de corpos estranhos na faringe. A distribuição por sexo não mostrou diferenças estatisticamente significativas, em concordância com a literatura2-4,11,13.

A distribuição por faixas etárias mostra uma clara predominância das crianças, com a faixa etária entre 1 e 4 anos respondendo por 47.64% dos casos. Corpos estranhos nasais são praticamente exclusivos de crianças, corpos estranhos faríngeos são mais comuns em adultos e corpos estranhos de orelha mostram uma distribuição mais balanceada, com predominância por crianças. Estes dados também são concordantes com a literatura8,9,13.

O feijão foi o corpo estranho mais encontrado (17.18%), o primeiro em orelha (23.11%) e terceiro em nariz (14.76%). A alta incidência de espinhas de peixe como corpos estranhos de faringe geralmente reflete pouco cuidado com o preparo da alimentação, especialmente com peixes de pequeno tamanho, que são usualmente os mais baratos. Os PAP são encontrados em brinquedos e objetos variados, como botões e lacres de alimentos. Brinquedos e outros objetos adquiridos em camelôs são especialmente perigosos, já que, na maioria das vezes, não vêm com recomendações quanto à faixa etária. Fragmentos de algodão refletem hábitos populares de limpeza e alívio do prurido otológico. Fragmentos de espuma, geralmente removidos de travesseiros e colchões rotos, foram os corpos estranhos nasais mais encontrados.

Corpos estranhos animados constituem um capítulo à parte. Em nosso Serviço, as baratas foram as mais encontradas, seguidas pela miíase, mosquitos e besouros4,15. As baratas geralmente penetram o conduto auditivo externo a partir do chão, particularmente em pessoas que têm por hábito (ou por falta de opção) dormir no chão15,16. O quadro clínico é dramático e doloroso, sendo recomendado matar-se previamente o inseto, através da instilação no conduto auditivo externo de substâncias oleosas, álcool ou éter. Corpos estranhos animados são geralmente relacionados a condições higiênicas precárias4,15. A mosca mais freqüentemente associada à miíase no Brasil é a Cochliomya hominivorax, associada a infestações da orelha e fossas nasais15,16. No nariz, as complicações da miíase, como perfurações septais, necrose de cornetos e complicações orbitárias, são comuns. Deve-se remover a maior quantidade possível de larvas, com debridamento cirúrgico, associado à antibioticoterapia parenteral (clindamicina ou penicilina cristalina associada à ceftriaxone)4,15. Alguns estudos defendem o uso da ivermectina17.

Encontramos complicações em 22.20% dos casos. Marques et al. observaram maior incidência de complicações em casos previamente manipulados por médicos não-otorrinolaringologistas, outros profissionais de saúde, o próprio paciente e mesmo outros leigos.8,9,14

Em nossos dados, as complicações mais freqüentes foram sangramento (51.83% das complicações), fetidez (28.57%) e otite externa (10.30%). Complicações mais sérias foram menos encontradas, tais como necrose (1.33%) e perfurações timpânicas (0.99%). O sangramento geralmente é leve e, em nossa casuística, nenhum caso chegou a requerer medidas de contenção. A fetidez ocorre por infecção bacteriana secundária, sendo mais comum nos corpos estranhos de nariz, especialmente os higroscópicos, como fragmentos de espuma, papel e algodão2-4. Alguns tipos de complicações são mostrados nas figuras abaixo:

 

 

 

 

 

 

 

 

Com relação às complicações, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os sexos.

A diferença estatisticamente significativa entre complicações e a faixa etária inferior a 10 anos deve-se, provavelmente, à maior agitação da criança no momento da remoção. A relação entre presença de complicações iatrogênicas e alguns tipos de corpos estranhos (como os PAP e sementes) nos leva a concluir que tais corpos estranhos apresentam remoção tecnicamente mais trabalhosa. Complicações não-iatrogênicas mostraram relação estatisticamente significativa com corpos estranhos animados, possivelmente pelo quadro inflamatório e infeccioso associado.

Nossos dados mostram relação estatisticamente significativa entre complicações não-iatrogênicas e corpos estranhos nasais, provavelmente pela maior incidência de infecção secundária, levando a fetidez. Corpos estranhos de orelha foram associados a complicações iatrogênicas, provavelmente devido à anatomia tortuosa do conduto auditivo externo, que torna a remoção tecnicamente mais trabalhosa.

Com relação ao tempo decorrido entre a colocação e a remoção do corpo estranho, encontramos relação estatisticamente significativa entre as complicações não-iatrogênicas e corpos estranhos de longa permanência (superior a 72 horas), o que nos permite concluir que o retardo na remoção do corpo estranho leva a complicações não-iatrogênicas com maior freqüência, fato que reforça a importância do tratamento precoce. De outro modo, as complicações iatrogênicas mostram relação estatisticamente significativa com corpos estranhos com menos de 24 horas. Acreditamos que isso ocorra por uma maior agitação do paciente nos primeiros momentos após a introdução do corpo estranho. A incidência de corpos estranhos removidos sem complicações também relaciona-se com o atendimento precoce.

Finalmente, com relação ao ano da remoção, encontramos maior incidência de complicações iatrogênicas nos primeiro biênio, 1992 a 1994. Estes achados nos permitem concluir que a experiência do profissional no manejo dos corpos estranhos é importante por 2 razões: desenvolvimento de habilidades manuais e decisão quanto a remover o corpo estranho sob sedação ou anestesia geral. Tais fatos reforçam a necessidade de melhora no ensino de Urgências em Pós-Graduação.

Os dados sobre o tempo decorrido entre a introdução e a remoção do corpo estranho mostram que 54.50% dos casos são removidos nas primeiras 24 horas, 13.57% entre 24 e 48 horas e 13.06% após as primeiras 72 horas. Em 18.95% dos casos, esse tempo é ignorado, fato que ocorre especialmente em crianças por vezes receosas de contar aos responsáveis sobre suas travessuras.

 

CONCLUSÕES

Os dados em nosso trabalho mostram a casuística de um dos maiores Serviços de Urgências em ORL da América do Sul. Os achados gerais coincidem com os da literatura, com peculiaridades regionais, como a predominância do feijão como corpo estranho mais freqüente. Complicações iatrogênicas foram relacionadas a corpos estranhos de orelha, crianças, pequenos artefatos de plástico, sementes, menos de 24 horas entre introdução e remoção e pouca experiência do profissional no manejo de corpos estranhos. Complicações não-iatrogênicas foram relacionadas a corpos estranhos animados e de longa permanência.

De acordo com as conclusões acima, algumas medidas podem ser tomadas no sentido de evitarmos complicações, tais como:

1) Orientações à população quanto à procura imediata pelo Otorrinolaringologista nos casos de corpos estranhos, especialmente nos corpos estranhos animados.

2) Atenção do otorrinolaringologista quanto a corpos estranhos de remoção tecnicamente difícil, como sementes e pequenos artefatos de plástico, especialmente em orelha e em crianças, nas quais remoção sob sedação ou anestesia geral deve ser considerada.

3) Melhora do ensino de Urgências nas Pós-graduações ORL.

 

AGRADECIMENTOS

Dedicamos este trabalho a todos os colegas, auxiliares de enfermagem e pacientes do Hospital Souza Aguiar.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Bressler K, Shelton C. Ear foreign-body removal: a review of 98 consecutive cases. Laryngoscope 1993;103(4 Pt 1):367-70.        [ Links ]

2. Hanke Filho EH, CMR, Hanke EMR, Hanke MMR. Corpos Estranhos de Nariz, Ouvidos, Faringe e Seios Paranasais. Rev Soc Otorrinolaringol RJ 2002;2:73-7.        [ Links ]

3. Marques MPCS, MC Nogueira MD, Nogueirol RB, Maestri VC. Tratamento dos corpos estranhos otorrinolaringológicos - um estudo prospectivo. Rev Bras Otorrinolaringol 1998;64(1):25-9.        [ Links ]

4. Figueiredo R. Corpos estranhos de orelha, nariz, faringe e laringe. In: Figueiredo R. Urgências e Emergências em Otorrinolaringologia. Primeira edição, Rio de Janeiro: Editora Revinter; 2006.        [ Links ]

5. Figueiredo RM, Machado VS. Aspiração de corpo estranho através de traqueotomia: descrição de um caso. Rev Bras Otorrinolaringol 2005;71(2):234-6.        [ Links ]

6. Hungria H. Otorrinolaringologia. 6 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1992.        [ Links ]

7. Bremond GWM, Chobaut JC, Magnan J, Acquaviva F. Pathologie de loreille externe. In: Bach J-FI, J-C; Jasmin C, Ménard J, Neveux J-Y (editor). Encyclopedie Médico-Chirurgalle. Paris: Editions Techniques; 1980. p. 20070.        [ Links ]

8. Austin D. Diseases of the external ear. In: Ballenger JS, JB, editor. Otorrhinolaryngoly Head and Neck Surgery. 15th ed. Baltimore: Williams & Wilkins; 1996. p. 974-88.        [ Links ]

9. Lopes Filho OC, C.H. Inflamações Agudas das Fossas Nasais. In: Lopes Filho O, editor. Tratado de Otorrinolaringologia. São Paulo: Roca; 1994. p. 274-82.        [ Links ]

10. Hanke Filho EH, CMR, Hanke EMR, Hanke MMR. Corpos Estranhos de Nariz, Ouvidos, Faringe e Seios Paranasais. Rev Soc Otorrinolaryngol RJ 2002;2:73-7.        [ Links ]

11. Hughson W. Examination of the ear and of the function of hearing. In: Jackson CJ, CL, editor. Diseases of the Nose, Throat and Ear. Philadelphia: W.B. Saunders Co.; 1945. p. 221-32.        [ Links ]

12. Balbani AK, M, Angélico JrFV, Sanchez TG, Voegels RL, Butugan O, Câmara J. Atendimento para retirada de corpos estranhos de ouvido, nariz e faringe em crianças. Revista de Pediatria do Centro de Estudos Prof. Pedro Alcântara - Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP 1998;20(1):8-13.        [ Links ]

13. Stool SE, McConnel CS Jr. Foreign bodies in pediatric otolaryngology. Some diagnostic and therapeutic pointers. Clin Pediatr (Phila)1973;12(2):113-6.        [ Links ]

14. Stool SE, Belafsky ML. Pediatric otolaryngology. Curr Probl Pediatr 1971;2(2):1-51.        [ Links ]

15. Figueiredo RR, DS, Couri MS, Azevedo AA, Mossumez F. Corpos estranhos animados em Otorrinolaringologia. Rev Bras Otorrinolaringol 2002;68(5):722-29.        [ Links ]

16. Guimarães JH, Papavero N. Myiasis in man and animals in the neotropical region. In: Bibliographic database. São Paulo: Editora Plêiade/FAPESP; 1999. p. 1-308.        [ Links ]

17. Ramalho JRO et al. Miíase nasal: relato de um caso. Rev Bras Otorrinolaringol 2001;67(4):581-4.        [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência:
Rua 60 nº 1680 ap. 202 Bairro Sessenta
Volta Redonda RJ 27261-130

Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gestão de Publicações) da RBORL em 13 de setembro de 2006. cod. 3392
Artigo aceito em 9 de novembro de 2006.

 

 

Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, Universidade Federal do Rio de Janeiro Hospital Municipal Souza Aguiar.

Creative Commons License All the contents of this journal, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License