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Revista Brasileira de Otorrinolaringologia

versão impressa ISSN 0034-7299

Rev. Bras. Otorrinolaringol. v.74 n.1 São Paulo jan./fev. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-72992008000100019 

ARTIGO ORIGINAL

 

Atividade antimicrobiana in vitro de produtos vegetais em otite externa aguda

 

 

Janaina Cândida Rodrigues NogueiraI; Margareth de Fátima Melo DinizII; Edeltrudes O. LimaIII

IMestrado, médico
IIDoutorado, Diretora do centro de ciências de saúde /UFPB
IIIDoutorado, Professora Farmacologia UFPB

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Otite externa aguda é a inflamação do conduto auditivo externo, e plantas medicinais podem ser utilizadas, na cultura popular, para seu tratamento.
OBJETIVO: Avaliar atividade antimicrobiana in vitro de Aleolanthus suaveolens, Caryophyllus aromaticus, Cymbopogon citratus, Matricaria chamomila, Pithecellobium avaremotemo, Plectranthus amboinicus e Ruta graveolens sobre agentes etiológicos de otite externa.
CASUÍSTICA E MÉTODOS: A concentração inibitória mínima de extratos e óleos destas plantas foi obtida em amostras de otite externa.
RESULTADOS: Staphylococcus aureus em 10 culturas, Pseudomonas aeruginosa em 8, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus, em associação, em 5 culturas e Candida albicans e Candida krusei em 4 culturas. P. aeruginosa foi resistente a todos os extratos e óleos essenciais testados; os extratos de A. suaveolens, P. avaremotemo e de R. graveolens foram inativos, o óleo essencial de C. aromaticus e M. chamomila foram ativos contra 3 cepas de S. aureus e as cepas de Candida; Sete das cepas de S. aureus foram sensíveis ao extrato de P. amboinicus, mas o óleo não mostrou atividade, 4 cepas de S.aureus e as cepas de Candida foram sensíveis ao óleo essencial de R. graveolens.
CONCLUSÃO: Algumas plantas apresentaram resultados satisfatórios, dependendo do agente etiológico, porém se faz necessário estudos mais detalhados, para melhorar o aproveitamento destas plantas.

Palavras-chave: microbiologia, otite externa, plantas.


 

 

INTRODUÇÃO

A otite externa consiste na inflamação da pele do canal auditivo externo, freqüentemente associada com infecção secundária bacteriana e/ou fúngica da pele macerada e do tecido celular subcutâneo.1,2 Classifica-se em difusa, ou seja, uma dermite, onde ocorre diminuição de produção ceruminosa, descamação do epitélio e edema; ou localizada, neste caso furúnculo, pela infecção do folículo pilossebáceo.1,2 Na medicina popular é freqüente o uso de plantas medicinais para doenças de ouvido, sendo conhecidas plantas como arruda, macassá, barbatimão, entre outras, dependendo da região brasileira, sem, no entanto, haver estudos que justifiquem este uso. A Organização Mundial de Saúde preconiza o uso de plantas medicinais, sobretudo em países em desenvolvimento, nos programas de saúde pública.3,4 As plantas podem ser utilizadas na forma de infusões, macerados, sucos, tinturas, infiltrados ou cataplasmas, para tratamento de enfermidades.3,5 Possuem várias vias metabólicas secundárias que dão origem a compostos incluindo alcalóides, flavonóides, isoflavonóides, taninos, cumarinas, glicosídeos, terpenos, poliacetilenos, que são específicos a determinadas famílias, gênero ou espécies e que têm funções diversas.5 A otite externa tem tratamento preferencialmente tópico, com a resistência antimicrobiana surgindo atualmente como um risco à eficácia terapêutica. Diante da prevalência e morbidade desta patologia e da possibilidade de viabilizar outras formas de tratamento, este estudo teve por objetivo avaliar a ação antimicrobiana in vitro de óleos essenciais e extratos de plantas medicinais, sobre microrganismos obtidos de pacientes portadores de otite externa aguda.

 

CASUÍSTICA E MÉTODOS

Vinte e sete pacientes com diagnóstico clínico de OEA (otite externa aguda) sem perfuração de membrana timpânica nem medicação prévia6 foram selecionados, independente de idade e sexo, durante o período de três meses, sendo realizada coleta de material do ouvido comprometido, através de Swab, obedecendo-se as diretrizes e normas regulamentares de pesquisa envolvendo seres humanos Resolução n° 196/1996 do Ministério da Saúde.7 O estudo foi aprovado pelo comitê de Ética do Hospital Universitário Lauro Wanderley, n. do protocolo 341, e o paciente assinava o termo de Consentimento Livre e Esclarecido, antes de se submeter à coleta e cultura. Para avaliação de atividade antibacteriana dos extratos e óleos essências, foram isoladas e identificadas espécies bacterianas conforme metodologia utilizada na rotina microbiológica8-10 e as amostras foram mantidas em ágar Miller Hinton (Difco Laboratories Ltda.). Na otomicose, foram isoladas e identificadas leveduras, através das características macro e micromorfológicas e bioquímicas.11-15. As cepas foram mantidas em ágar Sabouraud dextrose (ASD) a 2% (Difco Laboratories Ltda), estocadas a temperatura ambiente e a 4ºC. Os extratos e óleos essenciais utilizados nos ensaios de atividade antimicrobiana foram obtidos das espécies vegetais incluídas no Quadro 1. Para a avaliação da atividade antimicrobiana dos extratos, os mesmos foram testados nas concentrações de 5000, 2500, 1250, 625, 313, 156 e 78µg/ml, solubilizados em dimetil-sulfóxido-DMSO, numa proporção até 10% e os óleos essenciais foram testados nas concentrações de 8, 4, 2, 1, 0,5 e 0,25%, conforme a técnica de Allegrini et al.16,17

 

 

RESULTADOS

Foram observados Staphylococcus aureus em 10 culturas (37%), Pseudomonas aeruginosa em 8 culturas (29,6%), Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus em associação em 5 culturas (18,5%), e fungos do gênero Candida em 4 culturas, (14,9%), em todos os casos, associados a bactérias Gram positivas e Gram negativas.

Neste estudo avaliou-se a atividade antibacteriana e antifúngica in vitro dos extratos e/ou óleos essenciais, obtidos das seguintes plantas medicinais: macassá, barbatimão, cravo-da-índia, capim-santo, camomila, hortelã da folha grossa e arruda contra doze cepas de P. aeruginosa, oito cepas de S.aureus, uma cepa de C. albicans e uma cepa de C. krusei.

Pode-se observar que todas as cepas das espécies bacterianas e fúngicas foram resistentes ao extrato de A. suaveolens, Pithecellobium avaremotemo e Ruta graveolens.

Na Tabela 1 está registrado o resultado da atividade antimicrobiana do óleo essencial de C. aromaticus. O gênero Pseudomonas foi totalmente resistente a esse óleo essencial, em todas as concentrações. Na concentração de 4% o mesmo apresentou atividade sobre o crescimento de três cepas de Staphylococcus e as duas cepas de Candida. Pode-se observar que C. albicans e C. Krusei apresentaram-se sensíveis até a concentração de 1%, com halos de inibição de 10 mm de diâmetro.

 

 

O óleo essencial de M. chamomila não produziu efeito inibitório sobre o gênero Pseudomonas, no entanto, na concentração de 4%, produziu atividade inibitória sobre o crescimento de três cepas de Staphylococcus e as duas cepas do gênero Candida, com halos de inibição variáveis de 10 a 12mm de diâmetro (Tabela 2).

 

 

O extrato de P.amboinicus, no presente estudo, mostrou-se ativo contra sete das oito cópias de Staphylococcus, com média dos halos de inibição de 13mm, porém não apresentou atividade contra P. aeruginosa e Candida ssp (Tabela 3). O óleo desta planta foi pouco efetivo, neste estudo, apresentando ação contra duas cepas de S. aureus e a cepa de C. krusei nas concentrações de 8 e 4% para a bactéria e 8, 4 e 2% para o fungo, estes dados estão demonstrados na Tabela 4.

 

 

 

 

O óleo essencial e extrato de Ruta graveolens foram analisados quanto sua ação antimicrobiana, uma vez que esta planta tem uso popular reconhecido na patologia da orelha externa. O óleo essencial de R. graveolens, a 4%, inibiu quatro cepas de Staphylococcus e todas as cepas de Candida, com halos de inibição entre 10 a 13 mm diâmetro, estes achados podem ser observados na Tabela 5, porém o extrato não apresentou atividade.

 

 

DISCUSSÃO

A otite externa é um processo inflamatório infeccioso, que acomete a pele do conduto auditivo externo e geralmente tem etiologia polimicrobiana.2 Hwang, Chu e Liu (2002)18 realizaram estudo bacteriológico em 161 pacientes e observaram que S. aureus foi tão freqüente quanto P. aeruginosa em pacientes com otite externa. Estes dados ratificam os achados neste estudo, uma vez que não houve diferença estatisticamente significante entre estas bactérias. Kuczkowski et al. (2000)19, observando 55 culturas de pacientes com otite externa, obtiveram com maior freqüência Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa e Proteus mirabilis, semelhante aos dados encontrados neste estudo, podendo-se considerar que a principal etiologia da otite externa é bacteriana e ocasionalmente fúngica.18 Em relação aos fungos, foi encontrado o gênero Candida em 4 culturas, associados a bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, achados semelhantes foram observados em estudo realizado por Ologe et al. (2002)20, onde em 141 pacientes com suspeita de Otomicose, foi confirmada patologia em 76 pacientes (53.9%), sendo Aspergillus sp (63.4%), Candida (35.5%) e Mucor (1.3%) os fungos mais encontrados.

Apesar da alta tecnologia e investimentos das indústrias farmacêuticas na produção de antibióticos cada vez mais potentes, é crescente a resistência microbiana.21 O uso de componentes de plantas com fins terapêuticos vem aumentando no Brasil, e de acordo com a Organização Mundial de Saúde, estas poderão ser a melhor fonte para se obter uma variedade de drogas.21,22 No entanto, o uso destas plantas não pode se realizar de forma empírica, mas baseado em estudos controlados de eficácia e toxicidade.

O A. suaveolens, macassá, embora bastante utilizado na medicina popular, para doenças de ouvido, não apresenta relatos na literatura tanto em ação antimicrobiana quanto em ação analgésica e antiinflamatória que justifiquem seu uso, bem como neste estudo foi ineficaz contra as cepas testadas.

O extrato de P. avaremotemo, embora ativo contra bactérias e fungos em diversos estudos, não demonstrou atividade contra os microrganismos da orelha externa.23 Estes achados podem dever-se à virulência dos patógenos e/ou as características do extrato.

A atividade de óleos essenciais e extratos de plantas contra bactérias e fungos deve-se à presença de fitoconstituintes, cuja concentração pode variar dependendo de inúmeros fatores, que vão desde o cultivo da planta, a sua coleta, até a forma de obtenção do extrato ou óleo essencial.23,24

Tem-se observado que os óleos essenciais são mais efetivos contra bactérias Gram positivas do que Gram negativas, sem, no entanto, haver explicação científica para este fato.21 Neste estudo a bactéria Gram negativa P. aeruginosa foi resistente a todos os óleos testados, enquanto que a bactéria Gram positiva S. aureus mostrou-se susceptível a estes, dependendo da planta testada e de sua concentração.

O óleo essencial de C. aromaticus apresentou ação antimicrobiana sobre bactérias Gram positivas, tanto na literatura estudada quanto neste trabalho.23,24 Observou-se que o óleo essencial de C. citratus não apresentou ação contra bactérias e fungos obtidos neste estudo, no entanto, Araújo (2003)25 observou ação deste óleo na concentração de 8% contra fungos deste gênero, mas não contra bactérias assemelhando-se a este estudo.

O óleo essencial de M. chamomila inibiu o crescimento de Staphylococcus aureus e Bacillus subtilis e seu extrato hidroalcoólico inibiu o crescimento de Staphylococcus aureus, Streptococcus mutans, Streptococcus do grupo B, Streptococcus salivarius, segundo estudo de Jakovlev26. A M. chamomila apresentou em inúmeros trabalhos atividade antimicrobiana, inclusive contra cepas de P. aeruginosa27.

Catillo e Gonzälez observaram que tanto o extrato quanto o óleo essencial de P. amboinicus, coletada em Cuba, apresentou atividade contra bactéria gram-negativas e gram-positivas, como também contra leveduras e dermatofagóides, sendo a ação do extrato mais efetiva.28

No estudo de Araújo 25, o óleo essencial de R. graveolens apresentou atividade sobre espécies de leveduras, porém não apresentou atividade sobre S. aureus, semelhante aos achados de Ross et al.29. No entanto, Sá et al. observaram atividade deste sobre cepas de P. aeruginosa, S. aureus, B.subtilis25. Estas diferenças podem ser decorrentes da concentração do óleo essencial e das cepas microbianas testadas.

Estudos mais abrangentes com plantas medicinais em otite externa aguda seriam mais adequados, sobretudo com aquelas plantas já consagradas pela medicina popular. Deve-se, no entanto, salientar, que esta é a primeira abordagem realizada na região Nordeste com intuito de observar se algumas plantas apresentavam efeito sobre os agentes etiológicos da otite externa aguda, devendo-se, portanto, realizar futuros estudos, pois esta é uma alternativa terapêutica promissora, sobretudo para a população mais carente.

 

CONCLUSÃO

S. aureus, P. aeruginosa e fungos do gênero Candida foram os microrganismos mais observados em cultura de pacientes com otite externa aguda. P. aeruginosa foi resistente a todos os extratos e óleos essenciais testados. O óleo essencial de C. aromaticus e de M. chamomila a 4% inibiu o crescimento de três cepas de S. aureus e todas as cepas de Candida, sendo esta atividade obtida até a concentração de 1%, o óleo essencial de R. graveolens a 4% inibiu as cepas de Candida e 4 cepas de S. aureus e o extrato de P. amboinicus apresentou atividade inibitória sobre sete cepas de S. aureus, com resistência do gênero Candida. Algumas plantas apresentaram efeito satisfatório dependendo do agente etiológico, mas faz-se necessário estudos mais detalhados e abrangentes em relação ao uso destas plantas medicinais, pois pode ser uma alternativa terapêutica promissora em futuro próximo, sobretudo para a população mais carente.

 

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Endereço para correspondência:
Janaina Cândida Rodrigues Nogueira
Av. Gal Bento da Gama 192 Torre
João Pessoa PB 58040-090

Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gestão de Publicações) da RBORL em 19 de dezembro de 2006. cod. 3562.
Artigo aceito em 11 de setembro de 2007.

 

 

UFPB Laboratório de Tecnologia Farmacêutica.