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Revista Brasileira de Otorrinolaringologia

versão impressa ISSN 0034-7299

Rev. Bras. Otorrinolaringol. vol.75 no.2 São Paulo mar./abr. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-72992009000200002 

ARTIGO ORIGINAL

 

Detecção de HPV na mucosa oral e genital pela técnica PCR em mulheres com diagnóstico histopatológico positivo para HPV genital

 

 

Therezita M. Peixoto Patury Galvão CastroI; Ivo Bussoloti FilhoII; Velber Xavier NascimentoIII; Sandra Doria XavierIV

IMestra em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Pós-graduanda Doutorado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
IIDoutor em Medicina pela UNIFESP, Prof. Dr. da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, FCMSCSP
IIIPós-graduando doutorado em biologia molecular
IVMestra em Otorrinolaringologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A infecção do papilomavírus humano (HPV) é uma das mais freqüentes doenças sexualmente transmissíveis em todo o mundo. A relação entre o HPV genital e oral permanece incerta, assim como o seu papel na carcinogênese oral. O objetivo deste estudo foi verificar a presença do DNA do HPV na mucosa oral e genital de mulheres com infecção genital por HPV, pela técnica de reação em cadeia de polimerase (PCR).
FORMA DE ESTUDO: Coorte transversal.
MATERIAL E MÉTODO: Trata-se de um estudo piloto, prospectivo, com 30 mulheres, idade de 14 a 51 anos, portadoras de infecção genital por HPV confirmada pelo exame de histopatológico. Todas as pacientes foram submetidas a exame e coleta por raspagem da cavidade oral e genital para pesquisa do DNA do HPV pela técnica PCR.
RESULTADOS: Nenhuma das amostras da cavidade oral foi positiva para HPV, enquanto no genital, o HPV foi detectado em 17 (57%) das 30 pacientes, principalmente o HPV 6b e 16.
CONCLUSÃO: Os resultados mostraram maior porcentagem do HPV genital em relação à cavidade oral, e sugerem que o HPV genital não parece ser fator predisponente para a infecção oral no mesmo paciente.

Palavras-chave: cavidade oral, genitália, papilomavírus.


 

 

INTRODUÇÃO

O papilomavírus humano (HPV) pertence a um grupo heterogêneo1 de DNA vírus, que infecta a pele e mucosas de vários locais do corpo humano2.

Não se conhece claramente, ainda, o processo de transmissão deste vírus para a mucosa oral. Admite-se que possa ocorrer durante o parto vaginal, ou através da auto-inoculação e da prática de sexo oral3-5.

Há possibilidade de a saliva ter um papel protetor contra a infecção pelo HPV devido à presença de agentes antimicrobianos como as lisozimas, lactoferrina, IgA e citocinas6,7.

Os locais mais freqüentemente acometidos na cavidade oral são: lábios, palato, língua, gengiva, úvula, tonsilas e assoalho da boca. O assoalho da boca é um local com muita saliva, onde agentes cancerígenos, como o fumo e o álcool aí dissolvidos, permitem maior oportunidade para a ação deletéria viral8,9.

Classicamente, a infecção pelo HPV pode ser dividida em três formas distintas: clínica, subclínica e latente. A infecção clínica é facilmente detectada à vista desarmada, como uma verruga. A forma subclínica é a mais freqüente no colo do útero, correspondendo a 80% dos casos, é diagnosticada com o uso do colposcópio, após o uso de ácido acético a 5%. A forma latente é identificada apenas através dos exames de biologia molecular10,11.

No diagnóstico do HPV, a biópsia permite o estudo anatomopatológico de amostra representativa da lesão, para confirmar e graduar a mesma, não sendo capaz de identificar o HPV e nem o tipo do HPV, o que se obtém apenas pelas técnicas de biologia molecular12.

Atualmente, são os testes de hibridização os métodos de escolha para detecção do DNA do HPV em esfregaços e amostras de tecido. O DNA do HPV pode ser detectado por diferentes técnicas de hibridização incluindo o dot blot, Southern blot e a hibridização in situ, assim como a reação em cadeia de polimerase (PCR), sendo esta última a mais sensível13,14.

A PCR caracteriza-se pela amplificação de quantidades diminutas de seqüência de DNA-alvo em diversos milhões de vezes. São necessários os sistemas iniciadores (primers), sendo os mais utilizados os iniciadores consensus MY09-MY11 e GP5-GP615-17.

Os tipos de HPVs variam em seu tropismo tecidual, em suas associações a diferentes lesões e em seu potencial oncogênico. São caracterizados em HPVs de baixo risco (6,11,41,43,44) para desenvolver neoplasias, enquanto outros têm alto risco (16,18,31,33,35,39,45,46,51,52). Os tipos 6 e 11 são os principais tipos envolvidos na maioria dos condilomas do trato genital, enquanto os tipos 16 e 18 são encontrados principalmente no câncer do colo do útero12,16,17.

Foram identificados até o presente mais de 100 tipos de HPV18-20. Desses, 25 tipos (HPV-1, 2, 3, 4, 6, 7, 10, 11, 13, 16, 18, 31, 32, 33, 35, 40, 45, 52, 55, 57,58, 59, 69, 72 e 73), foram associados com as lesões orais benignas (papilomas de células escamosas (PCE), condiloma acuminado, verruga vulgar e hiperplasia epitelial focal (HEF) e as lesões orais malignas, principalmente o carcinoma de células escamosas21.

Vários autores pesquisaram o HPV na mucosa oral e genital, com intuito de esclarecer se a infecção genital por este vírus poderia ser um fator predisponente para a infecção em outros locais, como a cavidade oral22-26.

Van Doornum et al.22 pesquisaram, pela técnica PCR, o HPV genital e oral em 65 homens e 111 mulheres. O exame da cavidade oral foi à vista desarmada com coleta por raspado. Encontrou-se o HPV genital em 21 (32%) dos 65 homens e 25 (23%) das 111 mulheres, porém, em nenhum dos pacientes foi encontrado HPV oral. Não há relato da prática de sexo oral.

Badarrocco et al.23, pela técnica PCR, encontraram HPV oral em cinco de dez mulheres com diagnóstico de HPV genital. Todas as pacientes foram submetidas ao exame da cavidade oral à vista desarmada e com colposcópio, sendo a coleta do material por raspado citológico da mucosa oral. Não há relato da prática de sexo oral.

Camadas et al.24 pesquisaram, pela técnica PCR, o HPV na região genital e oral de 188 mulheres. O exame da cavidade oral foi à vista desarmada com coleta por raspado. Houve positividade na mucosa oral em 15 (7.9%). Não há relato da taxa de prática de sexo oral.

Giraldo et al.25 encontraram positividade para HPV oral pela técnica PCR em 29 (20.7%) das 140 mulheres com ou sem lesão genital. A coleta foi por raspado da mucosa oral à vista desarmada. Detectaram também a positividade para HPV genital, pela técnica PCR, em 26 (89%) das 29 mulheres com HPV oral. A prática de sexo oral ocorreu em 16 (55.2%) das 29 mulheres com positividade para HPV oral, e em 59 (23.2%) das 111 mulheres negativas para HPV oral.

Xavier et al.26 pesquisaram, pela técnica PCR, a presença de HPV oral em 10 homens com HPV genital confirmado pela PCR. O exame da cavidade oral foi à vista desarmada e com coleta por raspado. Nenhum dos pacientes apresentou HPV na mucosa oral e não há relato da taxa de prática de sexo oral.

Tendo em vista a variabilidade dos resultados nos trabalhos encontrados na literatura sobre a presença do HPV na mucosa oral e sua relação com o HPV genital, torna-se necessária uma maior investigação científica sobre este assunto.

O objetivo deste estudo é verificar a presença do DNA do HPV na mucosa oral e genital de pacientes com infecção genital por HPV, pela técnica PCR.

 

MATERIAL E MÉTODO

Estudo prospectivo, realizado no período de maio de 2005 a novembro de 2006, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da UFAL, sob o protocolo nº 005564/02-50. Todas as pacientes foram previamente informadas do objetivo do trabalho, bem como dos procedimentos envolvidos. Após a leitura e assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, todos aceitaram participar da pesquisa.

Os critérios de inclusão admitiam pessoas do sexo feminino, idade de 14 a 51 anos, com vida sexual ativa e com presença de lesão genital clínica ou subclínica por HPV, enquanto os critérios de exclusão compreendiam as pacientes portadoras de doenças imunológicas, como o HIV, imunodeprimidas e com uso de drogas imunossupressoras.

Foram recrutadas 30 pacientes com lesão genital (clínica e/ou subclínica) sugestiva para HPV, através do exame ginecológico e colposcópico com o uso de ácido acético a 5%, e se fez a biópsia das lesões para confirmação. Durante o exame de colposcopia colheram-se amostras de raspados citológicos utilizando escovas esterilizadas (Kit para coleta de copocitologia oncótica da Libbs) no local da lesão genital (genital externo, vagina e colo do útero).

No mesmo dia, fez-se também o exame da cavidade oral à vista desarmada, com o auxílio de luz artificial proveniente de fotóforo para identificação de alguma lesão clínica sugestiva de HPV. Foram coletadas amostras por raspado da mucosa oral, usando escovas esterilizadas nas regiões de possível implantação do vírus, palato mole, úvula, tonsilas, dorso da língua, região sublingual e mucosa jugal. Durante o exame da cavidade oral, não foi utilizado colposcópio e nem aplicação de ácido acético.

Estes raspados foram colocados em tubos separados e identificados como genital e oral, contendo uma solução tampão (tris-HCL 10mM, pH 8, EDTA 1mM ), encaminhados para o Laboratório de Biologia Molecular da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e mantidas sob temperatura de -20ºC, para execução da técnica PCR.

A extração do DNA genômico foi realizada conforme a metodologia do kit GFX (Asmersham Bioscience), enquanto que a concentração do DNA de cada amostra foi estimada através de um espectrofotômetro (Genova). A amplificação do DNA viral foi através dos primers consensus MY09/MY11, com posterior identificação dos tipos virais pela visualização dos padrões obtidos de eletroforese.

As 30 pacientes também responderam a um questionário padronizado onde foram abordados fatores epidemiológicos, como: início da atividade sexual, número de parceiros, sexo oral, sexo anal, etilismo e tabagismo.

 

RESULTADOS

A investigação epidemiológica mostrou que 22 das 30 pacientes (73%) praticavam sexo oral e 16 (53%) praticavam sexo anal, enquanto nove delas eram fumantes (30%) e nenhuma era etilista, conforme apresentado na Tabela 1.

Os resultados dos exames colposcópicos mostraram lesões subclínicas em 19 (63%) das 30 pacientes, lesões subclínicas e clínicas em oito pacientes (27%) e apenas lesões clínicas em três pacientes (10%), sendo a região do colo do útero a mais acometida. Com relação às biópsias das lesões genitais, todas as 30 amostras evidenciaram diagnóstico histológico de HPV, observado na Tabela 1.

Os resultados da PCR das amostras genitais apresentaram positividade em 17 amostras (57%) das 30 pacientes, ficando 13 amostras negativas. Foram identificados com maior freqüência o HPV 6b em sete (41%) das 17 amostras positivas, seguido pelo HPV 16 em quatro amostras (23%), os outros, o HPV66, HPV52 e HPV31 em uma amostra (6%) para cada um deles, entretanto, três amostras (18%) foram indeterminadas, conforme Tabela 1.

Os exames da cavidade oral à vista desarmada das 30 pacientes não mostraram a presença de lesão clínica sugestiva de HPV.

Os resultados da PCR das 30 amostras de raspados citológicos orais foram negativas para HPV.

 

DISCUSSÃO

Neste estudo, 19 (63%) das 30 pacientes tinham apenas infecções subclínicas no genital, principalmente no colo do útero, confirmadas pela colposcopia, o que é condizente com a literatura, que relata ser a forma mais freqüente de infecção pelo HPV10,11.

O exame histológico é um método importante no diagnóstico do HPV, pois todas as amostras genitais apresentaram alterações histológicas sugestivas de HPV, podendo ser considerado um exame de rotina inicial para o diagnóstico do HPV. Por não ser, todavia, capaz de identificar o HPV, torna-se necessária a confirmação da infecção viral pelas técnicas de biologia molecular12, principalmente a PCR, que é a mais sensível ao HPV13,14.

A técnica PCR foi o método usado para a pesquisa do HPV oral e genital neste estudo, utilizando os iniciadores consensus MY09-MY1116-18, uma vez que é o método mais sensível13,14 e mais preferido para a detecção do DNA do HPV em esfregaços e amostras de tecido14.

Os tipos de HPV mais encontrados na região genital das 17 pacientes positivas pela PCR foram o HPV tipo 6b (41%) e 16 (23%), sendo o primeiro de baixo risco e freqüente em condilomas genitais, e o segundo encontrado principalmente no câncer do colo do útero17.

Com relação aos hábitos de fumar e ser etilista, a taxa de fumantes foi de nove (30%) das 30 pacientes e nenhuma era estilista, o que não influiu nos resultados, apesar de serem fatores que favorecem a infecção do vírus HPV na mucosa oral8,9.

As amostras orais foram negativas nas 30 pacientes deste estudo pela técnica PCR. Em comparação com outros estudos22-26, utilizando a mesma técnica, houve positividade de 0 a 50%. Deste modo, deduzimos que a presença da infecção genital por HPV não parece ser fator predisponente para a infecção oral por HPV. Esta constatação é importante para aqueles pacientes que tem HPV genital e ficam preocupados com a possível transmissão ao(s) seu(s) parceiro(s) e também para outros locais de seu corpo.

Provavelmente a baixa da defesa imunológica seja o fator mais importante no aparecimento da infecção por HPV em outros locais do nosso corpo. Na cavidade oral, além da IgA, temos a presença de enzimas proteolíticas que agem como protetoras contra a infecção pelo HPV6,7.

A transmissão do HPV para a mucosa oral ainda não está bem esclarecida3-5. Neste estudo ocorreu elevada taxa da prática de sexo oral; em 73% dos casos, no entanto, os resultados para HPV oral foram negativos. Comparando com outros estudos22-26, observamos a falta de esclarecimento quanto a esta via de transmissão para a mucosa oral, impossibilitando afirmar se os pacientes com lesão genital e que praticam sexo oral estão mais predispostos a ter a infecção viral na cavidade oral.

Portanto, são necessários mais estudos sobre a relação entre o HPV oral e genital, para que possamos explicar a sua atuação na mucosa oral.

 

CONCLUSÃO

Neste estudo, a porcentagem de HPV foi maior na região genital, de 57% em relação à mucosa oral, de 0%, e sugere que o HPV genital não parece ser fator predisponente para a infecção oral no mesmo paciente.

 

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Endereço para correspondência:
Therezita P. Galvão
Fax: (0xx82)3327-5353
E-mail: therezitagalvao@bol.com.br

Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gestão de Publicações) da RBORL em 30 de agosto de 20075. cod.4755
Artigo aceito em 1 de fevereiro de 2008.

 

 

Apresentado no 5ª Congresso Triológico de Otorrinolaringologia, realizado em Brasília, no período de 6 a 9 de junho de 2007.