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Revista Brasileira de Otorrinolaringologia

Print version ISSN 0034-7299

Rev. Bras. Otorrinolaringol. vol.75 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-72992009000200012 

ARTIGO ORIGINAL

 

Potencial evocado auditivo de longa latência-P300 em indivíduos normais: valor do registro simultâneo em Fz e Cz

 

 

Josilene Luciene DuarteI; Kátia de Freitas AlvarengaII; Marcos Roberto BanharaIII; Ana Dolores Passarelli de MeloIV; Roberta Moreno SásV; Orozimbo Alves Costa FilhoVI

IMestre em Fonoaudiologia pela Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB. Universidade de São Paulo - USP. Fonoaudióloga
IIProfessora Livre-Docente do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB / Universidade de São Paulo - USP. Docente
IIIMestre em Fisiopatologia experimental pela Faculdade de Medicina FM. Universidade de São Paulo, USP. Fonoaudiólogo
IVMestre em Fonoaudiologia pela Faculdade de Odontologia de Bauru. FOB. Universidade de São Paulo. USP. Fonoaudióloga
VEspecialista em Audiologia pela Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB. Universidade de São Paulo - USP. Fonoaudióloga
VIProfessor Titular do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru - FOB. Universidade de São Paulo - USP, médico otologista vice-coordenador do Centro de pesquisas Audiológicas - CPA. Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - HRAC - USP. Docente

 

 


RESUMO

O P300 é um Potencial Evocado Auditivo denominado potencial endógeno por refletir o uso funcional que o indivíduo faz do estímulo auditivo, sendo altamente dependente das habilidades cognitivas, entre elas atenção e discriminação auditiva. É um procedimento de avaliação objetiva, mas que depende da experiência do avaliador em detectar os picos das ondas, sendo importante a utilização de métodos de registro que facilitem a análise da presença de resposta e a interpretação dos resultados.
OBJETIVO: Analisar o Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300 obtido com a utilização de dois eletrodos ativos posicionados em Fz e Cz.
MATERIAIS E MÉTODOS: Participaram deste estudo 33 indivíduos de ambos os gêneros com idade entre 7 e 34 anos, audição normal e sem fator de risco para problemas mentais.
RESULTADOS: Os resultados demonstraram que não houve diferença estatisticamente significante para a latência de N2 e P3 e amplitude do P3 quando analisado o gênero e nem correlação com a idade dos indivíduos. Houve forte correlação destas medidas com o posicionamento dos eletrodos em Fz e Cz.
CONCLUSÃO: O posicionamento dos eletrodos ativos em Fz e Cz pode ser considerado um recurso a mais para auxiliar na análise clínica do P300.

Palavras-chave: cognição, potenciais evocados auditivos, potencial evocado p300.


 

 

INTRODUÇÃO

O mecanismo da audição compreende a transdução do estímulo acústico em impulsos neurais pela orelha interna, a transmissão desses impulsos por uma rede neural até o córtex cerebral e o registro perceptual com posterior elaboração cognitiva do sinal acústico. Desta forma, a mensagem sonora torna-se consciente e compreensível. Quando se fala em habilidades auditivas, pensa-se primariamente no processo que ocorre na orelha, isto é, a habilidade para detectar a presença do som; entretanto, essa habilidade é somente parte do processamento que ocorre no sistema auditivo1-2.

A pesquisa dos Potenciais Evocados Auditivos permite avaliar o sistema auditivo como um todo, desde sua porção periférica, como na Eletrococleografia, até a sua porção mais central, como nos Potenciais Evocados Auditivos de Longa Latência. O Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300 é considerado um potencial cognitivo, endógeno, pois reflete o uso funcional que o indivíduo faz do estímulo, não dependendo diretamente de suas características físicas. Para que o mesmo seja gerado é necessário que ocorra a discriminação de um estímulo auditivo raro, dentre outro freqüente de mesma modalidade e características físicas diferentes3. Na pesquisa do Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300, dois componentes podem ser avaliados, o N2 (ou N200), que está relacionado com a percepção, discriminação, reconhecimento e classificação de um estímulo auditivo; e o P3 (ou P300) que ocorre quando o indivíduo reconhece conscientemente a presença de uma mudança no estímulo auditivo4.

Acredita-se que há a participação de múltiplos geradores que contribuem para o registro dos componentes N2 e P3 do Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300, como o córtex supratemporal, no caso do componente N2, e a formação reticular, lemnisco, colículo inferior, tálamo, córtex primário, córtex frontal, córtex centroparietal, córtex temporal e o hipocampo4-5, e que está associado ao processamento de informação e não à atividade de memória do indivíduo6. Este potencial pode apresentar-se alterado quando há déficits nos mecanismos de atenção seletiva, alerta, estados de consciência e condições psicológicas que prejudicam o estado de atenção4-5.

O registro desses potenciais na prática clínica é realizado por meio de eletrodos que são posicionados na superfície do crânio, de acordo com International System 10-20 (SI 10-20) da Sociedade Americana de Eletroencefalografia7. No entanto, não existe um consenso em relação ao número e ao posicionamento dos eletrodos ativos, visto que alguns autores utilizam somente um eletrodo ativo posicionado em Cz8-11, outros utilizam dois eletrodos ativos posicionados em Fz e Cz12,3,13 e Pz14, Cz e Pz15,16, ou ainda três eletrodos ativos posicionados em Fz, Cz e Pz17.

Há relato na literatura de grande variabilidade na latência do componente P3 do Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300, quando medida tanto em Fz quanto em Cz, mostrada pelos altos valores de desvio padrão que foram de 33,59 ms e 25,50 ms para Fz e Cz, respectivamente. O mesmo foi observado para a amplitude do P3, sobretudo com o eletrodo posicionado em Fz, cujo valor do desvio padrão foi de 8,16 microvolts18.

A idade e o gênero dos indivíduos também devem ser levados em consideração na análise do Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300. Com relação à idade cronológica, a maioria dos estudos foi realizada entre as décadas de 70 a 90 e mostraram aumento da latência e diminuição da amplitude com a evolução da idade19-23. Em um estudo mais recente9 em que foram avaliadas crianças com e sem repetência escolar e idade variando entre oito e 13 anos, não foi observado correlação entre a idade dos indivíduos e a latência do componente P3. Por outro lado, ao avaliar indivíduos normais com idade variando entre oito e 11 anos foi observado aumento da latência do componente P3 com o aumento da idade, sendo que este não foi estatisticamente significante12.

No entanto, na literatura estudada, não existe um consenso em relação à idade mínima permitida para a realização do exame. Alguns autores24 relataram que de 15 a 40 anos há aumento na latência dos componentes P3 e N2 de 0,8 ms/ano e decréscimo de 0,2 mV/ano na amplitude do complexo N2-P3. O efeito inverso é observado na idade de 6 a 15 anos, onde a latência do componente N2 decresce a uma média de 12,3 ms/ano e a latência do componente P3 a uma média de 18,4 ms/ano. Outros relataram que para a idade entre 25 e 80 anos ocorre um aumento de latência de 1,25 ms por ano25, ou de 0,9 a 1,8 ms por ano26. Entretanto, outros autores27,28 afirmaram que o P3 começa a aumentar somente a partir da segunda ou terceira década de vida, ou a partir dos 45 anos29. Alguns autores afirmaram que o aumento da latência do Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300 ocorre de forma linear com a idade24,22, sendo que outros não observaram tal linearidade23.

Com relação ao gênero dos indivíduos, alguns trabalhos21,30 não encontrar diferenças estatisticamente significantes. Em um estudo realizado para medir o Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300 em uma população composta por indivíduos saudáveis e idade variando entre 21 e 35 anos, em que foi utilizado fone TDH 39, não foi observada diferença estatística entre os gêneros ao comparar a latência e a amplitude do componente P3, no entanto, esta diferença existe ao se comparar à latência do componente N210. Por outro lado, outro estudo evidenciou diferença estatística entre os gêneros, sendo que o feminino sempre apresentou valores médios e desvio padrão da latência do componente P3 menor do que o masculino18. Ao contrário deste, não foi encontrada diferença entre os gêneros masculino e feminino em outro estudo12.

Este trabalho teve como objetivo analisar o Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300 obtido com a utilização dois eletrodos ativos posicionados em Fz, Cz, em indivíduos normais, e verificar sua real importância na análise clínica do método.

 

MATERIAL E MÉTODO

O estudo foi realizado na Clínica de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo. Sendo aprovado pelo Comitê de Ética em pesquisa em Seres Humanos da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo, processo nº69/2003.

A casuística foi composta por 33 indivíduos, sendo 14 do gênero masculino e 19 do gênero feminino, cuja faixa etária variou entre sete e 34 anos de idade, definida considerando o processo de maturação do sistema nervoso central.

Todos os participantes e/ou responsáveis estavam cientes do procedimento em questão, recebendo a Carta de Informação ao Paciente e assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Foi aplicado um questionário para descartar fatores de risco para a deficiência auditiva ou alterações neurológicas que pudessem interferir nos resultados, e posteriormente realizada avaliação audiológica convencional que consistiu de Audiometria Tonal Liminar, Logoaudiometria e Medidas da Imitância Acústica. Esta avaliação foi realizada em cabina acústica, utilizando-se o audiômetro Madsen, modelo Midmate 622 com fones TDH-39, calibrado no padrão ANSI-69 e o imitanciômetro Interacustic, modelo AZ 7. Foi considerado audição normal limiar auditivo menor ou igual a 25 dBNA.

O exame do Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300 foi realizado em sala silenciosa, com o indivíduo deitado confortavelmente em uma maca. O mesmo foi instruído a permanecer em estado de alerta, atento ao estímulo raro apresentado de forma aleatória ao estímulo freqüente (oddball paradigm), e contá-la verbalmente.

Para a pesquisa do Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300 foi utilizado o equipamento Biologic's Evoked Potential System (EP), cujos parâmetros de teste e posicionamento dos eletrodos estão descritos no Quadro 1 e Figura 1.

 

 

Quanto aos parâmetros de análise foram tidos como objeto de estudo a latência absoluta dos componentes N2 e P3 e amplitude (amp) do P3, registrados em Fz e Cz (Figura 2).

 

 

Foi considerada presença do Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300 quando os componentes N2 e P3 foram registrados simultaneamente em Fz e Cz. Para localizar o complexo N2 - P3 em cada registro considerou-se o componente N2 como o maior pico negativo com latência em torno de 200 ms, localizado antes do maior pico positivo, P3, com latência em torno de 300 ms (Figura 1).

Os resultados foram submetidos à análise estatística descritiva (média, desvio padrão, valor máximo e valor mínimo); testes "t" student para comparação entre gênero, com nível de significância p < 0,05; e, o coeficiente de correlação de Pearson, para verificar a correlação entre as variáveis idade e registro em Fz e Cz, com nível de significância p < 0,05 e p < 0,01, respectivamente.

 

RESULTADOS

A Tabela 1 apresenta os resultados da análise descritiva (média, desvio padrão, valor máximo e valor mínimo) e comparação entre gênero masculino e feminino por meio do teste t Student pareado, para a latência (ms) dos componentes N2 e P3 e amplitude (amp-mV) do P3. Pode-se perceber que não houve diferença estatística significante para os gêneros, pois os valores de p foram maiores de que 5%.

A Tabela 2 demonstra os resultados do coeficiente de correlação de Pearson (r) quando comparado à latência (ms) dos componentes N2 e P3 e amplitude (amp-mV) do P3, para os eletrodos posicionados em Fz e Cz. Observouse correlação significante para a latência dos componentes N2 e P3, assim como para a amplitude do P3. No entanto, é possível observar que esta correlação foi mais forte para a latência P3 (r = 0.940).

A Tabela 3 apresenta os valores de r e p do coeficiente de correlação de Pearson considerando a idade dos indivíduos, e a latência (ms) dos componentes N2 e P3 e amplitude (amp-mV) do P3, medidos em Fz e Cz. Não foi observada correlação da idade com a latência e amplitude dos componentes.

 

DISCUSSÃO

O Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300 avalia os processos cognitivos da audição, fornecendo ao clínico informações sobre a integridade das vias nervosas auditivas centrais.

Neste estudo, os valores de média e desvio padrão encontrados para os componentes do Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300 obtidos em Fz e Cz (Tabela 1) foram de 230 e 31 ms para a latência do componente N2 e 339 e 20 ms para a latência do P3, respectivamente. Por outro lado, no registro em Cz os valores foram de 228 e 31 ms para a latência do componente N2 e 341 e 23 ms para a latência do P3, respectivamente. Assim como descrito na literatura18, também houve grande variabilidade para a latência Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300, quando medido em Fz e Cz.

Os resultados obtidos neste estudo corroboram com outros trabalhos21,30,12, nos quais não foi observada diferença estatística significante entre os gêneros para a latência dos componentes N2 e P3 e amplitude do P3. Por outro lado, em outros estudos10,18 foi observada variação na latência e amplitude dos componentes N2 e/ou P3 de acordo com o gênero.

Considerando a idade dos indivíduos avaliados e a pesquisa do Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300, para os componentes CzN2, FzN2, CzP3 e FzP3, CzP3amp, FzP3 amp, o teste de Correlação de Pear-son não mostrou correlação entre a idade e os valores de latência e amplitude (Tabela 3), apesar de alguns autores1926,29 relatarem que o componente P3 sofre alteração com a idade de forma linear. No entanto, o P3 começa a aumentar somente na segunda ou terceira década de vida27,28, fato este que pode justificar os achados neste estudo, pois essa população apresentou idade variando entre sete e 34 anos. Também é importante ressaltar que há a necessidade de estudos que avaliem um maior número de indivíduos e com faixa etária mais ampla, para mostrar os efeitos da idade sobre a latência dos componentes N2 e P3.

Como observado na Tabela 2 existiu correlação significante para a latência do P3 medida nos dois canais de registro (Fz e Cz).

Apesar de não existir um consenso na literatura em relação ao número de eletrodos ativos a serem utilizados para um efetivo registro do Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300 e a disposição dos mesmos no crânio, este estudo mostrou, na casuística estudada, que a utilização de dois eletrodos ativos, neste caso Fz e Cz, é um parâmetro que pode ser utilizado na prática clínica, para determinar a presença do componente P3.

A pesquisa do Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300 é um procedimento objetivo, mas a sua análise é extremamente subjetiva, dependendo de uma boa experiência do clínico em detectar visualmente as ondas. Desta forma, este tipo de análise pode auxiliar na obtenção de resultados mais precisos na avaliação do sistema auditivo por meio de procedimentos eletrofisiológicos.

 

CONCLUSÃO

Diante dos resultados pode-se concluir que não houve correlação entre a latência dos componentes N2 e P3, assim como na amplitude do P3, com a idade dos indivíduos; não houve diferença estatisticamente significante entre os gêneros, e, a utilização de dois eletrodos ativos posicionados em Fz e Cz, respectivamente, pode ser considerada um recurso a mais para auxiliar na análise do registro do Potencial Evocado Auditivo de Longa Latência-P300.

 

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Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gestão de Publicações) da RBORL em 7 de outubro de 2007. cod. 4849
Artigo aceito em 5 de fevereiro de 2008.

 

 

Trabalho realizado na Clínica de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo.
Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo/Departamento de Fonoaudiologia (aos cuidados da Profa. Dra. Kátia de Freitas Alvarenga e/ou Fga. Josilene Luciene Duarte). Alameda Doutor Otávio Pinheiro Brisolla 9-75 Vila Universitária Bauru SP 17012-901. Tel.: (0xx14) 3235-8332