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Revista Ceres

Print version ISSN 0034-737X

Rev. Ceres (Impr.) vol.58 no.3 Viçosa May/June 2011

https://doi.org/10.1590/S0034-737X2011000300006 

CLÍNICA MÉDICA E CIRURGIA ANIMAL

 

Determinação do sexo em catfish de canal (Ictalurus punctatus) utilizando endoscopia

 

Sex determination in channel catfish (Ictalurus punctatus) using endoscopy

 

 

Fernando Souza Mendonça De LimaI; Luis David Solis MurgasII; Viviane De Oliveira FelizardoIII; Adriano Carvalho CostaIV; Bruno Olivetti De MattosIV; Daniela Aparecida De Jesus PaulaV

IMédico Veterinário. Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras, caixa postal: 3037, Centro, 37200-000, Lavras, Minas Gerais, Brasil. pdminas@yahoo.com.br
IIMédico Veterinário, Doutor. Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras, caixa postal: 3037, Centro, 37200-000, Lavras, Minas Gerais, Brasil. lsmurgas@ufla.br Autor para correspondência
IIIBióloga, Doutora. Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Lavras, caixa postal: 3037, Centro, 37200-000, Lavras, Minas Gerais, Brasil. viviofbio@yahoo.com.br
IVZootecnista. Departamento de Zootecnia, Universidade Federal de Lavras, caixa postal: 3037, Centro, 37200-000, Lavras, Minas Gerais, Brasil. acarvalhocosta@gmail.com
VZootecnista, Mestre. Departamento de Zootecnia, Universidade Federal de Lavras, caixa postal: 3037, Centro, 37200-000, Lavras, Minas Gerais, Brasil. daniufla2002@yahoo.com.br

 

 


RESUMO

A identificação precoce do sexo em peixes é um procedimento importante para o desenvolvimento de estratégias que facilitem o manejo no plantel de reprodutores. A endoscopia pode ser utilizada para essa identificação, embora em peixes seu uso ainda seja restrito. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi validar o uso do endoscópio rígido via poro urogenital para determinação do sexo do catfish de canal (Ictalurus punctatus). O equipamento utilizado foi um endoscópio Multipurpose Rigid™ 30º com 2,7 mm de diâmetro e 18 cm de comprimento. Foram examinados 60 peixes com peso variando entre 86 e 1.032 gramas nos quais foi introduzido o endoscópio via poro genital e, logo em seguida, eutanaziados para confirmação do sexo. Amostras de tecido gonadal foram coletadas para avaliação histológica do estádio de maturação e confirmação do sexo. Os resultados mostraram que dos 60 peixes examinados, 57 tiveram confirmação positiva do sexo via endoscopia, o que corresponde a 95% da amostra. A utilização da endoscopia para determinação do sexo em I. punctatus via poro genital é viável.

Palavras-chave: Peixe, gônadas, sexagem.


ABSTRACT

Sex identification in fish is an important practice for the development of broodstock management strategies. Endoscopy can be used for sex identification, although in fish, it is still restricted. Therefore, the objective of this study was to validate the use of rigid endoscope via the urogenital pore to determine the sex of the catfish (Ictalurus punctatus afinesque, 1818). The equipment used was a Multi-Purpose Rigid ™ 30º endoscope, with 2.7 mm in diameter and 18 cm in length. We examined 60 fish weighing between 86 and 1032 grams, in which the endoscope was introduced via the genital pore and then immediately euthanized to confirm the sex. Gonadal tissue samples were collected for histological assessment of maturation stage and sex confirmation. The results showed that of the 60 fish examined, 57 had positive sex confirmation by endoscopy, corresponding to 95% of the sample. The results show that it is feasible the use of endoscopy for sex determination in catfish via genital pore.

Key words: Fish, gonads, sexing.


 

 

INTRODUÇÃO

O Ictalurus punctatus ou catfish de canal é um peixe da ordem Siluriformes, originário dos Estados Unidos, encontrado nos Estados do Golfo do México e do Vale do Mississipi. Encontra-se introduzido em províncias do Canadá e em todos os Estados Unidos, assim como em muitos outros países do mundo (Wellborn, 1988). O I. punctatus possui reprodução anual e o desenvolvimento ovariano é sincronizado, ocorrendo um evento ovulatório todos os anos (Silverstein & Small, 2004).

Segundo Furuya & Ribeiro (1998), o catfish de canal apresenta uma série de caracteres desejáveis para o cultivo, como: não se reproduz nos viveiros, apresenta facilidades em liberar a desova pelo processo artificial, aceita facilmente alimentação artificial, adapta-se a variações bruscas de temperatura e aos vários sistemas de cultivo empregados na sua produção, dentre outros.

A reprodução desse peixe em cativeiro necessita da indução hormonal, como nas espécies de piracema brasileiras. Entretanto, o sucesso dessa técnica é dependente do hormônio utilizado e da espécie, mas, principalmente, da determinação exata do momento do início do protocolo de indução, o qual depende do estádio de maturação gonadal (Muniz et al., 2008).

A identificação precoce do sexo em peixes é um procedimento importante para o desenvolvimento de estratégias que facilitem o manejo do plantel de reprodutores. Aliado a essa sexagem precoce, a visualização das gônadas para determinar a maturação gonadal é de suma importância para o início dos protocolos de indução hormonal (Hurvitz et al., 2007).

Atualmente nas pisciculturas, a principal técnica de sexagem e determinação do estágio de maturação gonadal empregada na reprodução é baseada na visualização de características externas como aumento do volume do abdômen, hiperemia e dilatação do poro urogenital (Felizardo et al., 2010). Tais técnicas, por serem subjetivas, podem variar de acordo com as características de cada espécie ou mesmo de indivíduo, resultando muitas vezes em baixa eficiência reprodutiva nas pisciculturas. Assim, técnicas que possibilitem a diferenciação sexual precoce e a indicação da maturação gonadal dos reprodutores podem propiciar aos produtores melhores técnicas de manejo para os diferentes sexos, podendo assim levar a uma economia de tempo e dinheiro na produção de alevinos (Goos, 1993).

O endoscópio tem sido uma ferramenta útil na determinação do sexo e da maturação gonadal de esturjões (Acipenser oxyrinchus (Hernandez-Divers et al., 2004; Hurvitz et al., 2007), da truta small brook Salvelinus fontinalis (Swenson et al., 2007) e em duas espécies de peixes nativos reofílicos, a curimba Prochilodus spp. e o surubim Pseudoplatystoma coruscans (Kynard & Kieffer, 2002).

Apesar da endoscopia não ser uma técnica nova em peixes, seu uso ainda é muito restrito no Brasil, mas essa técnica vem sendo bastante utilizada em vários países do mundo (Hurvitz et al., 2007). A técnica apresenta algumas características que o torna confiável para utilização na sexagem, como: (1) não causar lesão às estruturas reprodutivas dos peixes; (2) utilização em campo em alguns minutos; (3) utilização em qualquer condição de tempo; (4) possibilidade de distinguir oócitos que irão ficar maduros na próxima estação reprodutiva; (5) pode ser facilmente ensinada a técnicos de campo dentre outras (Kynard & Kieffer, 2002).

Diante disso, o objetivo deste trabalho foi validar o uso do endoscópio rígido para determinação do sexo de I. punctatus através do poro urogenital.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Este trabalho foi realizado na estação de piscicultura da Universidade Federal de Lavras UFLA, no mês de maio de 2009. Foram utilizados 60 exemplares de I. punctatus com peso que variou de 86 a 1.032 gramas, para verificar se a metodologia pode ser empregada em peixes de diferentes tamanhos. Os peixes estavam acondicionados em tanque-rede dentro de um tanque escavado de 40 m2 e recebiam ração comercial ad libitum.

Para a realização das avaliações, cada peixe foi retirado do tanque-rede e posteriormente colocado em balde para imediatamente ser conduzido até a sala de necrópsia da estação de piscicultura, onde eles foram anestesiados com óleo de cravo (20 mg/L) e em seguida foi introduzido o endoscópio via poro genital para visualização das gônadas via imagem no computador.

O equipamento utilizado foi um endoscópio rígido Karl Storz Multipurpose Rigid™ 30º com 2,7 mm de diâmetro e 18 cm de comprimento, acoplado a uma camisa endoscópica de 5 mm para insuflação de soro fisiológico estéril, além de cabo de fibra ótica e fonte de luz alógena de 150 Watts. Para visualização e gravação das imagens no notebook, foi acoplado ao endoscópio uma microcâmera MedCam ligada a uma placa de captura de imagens Dazzle Pinnacle™.

A técnica consistiu em identificar as gônadas e suas características, como coloração, tamanho e vascularização. As fêmeas foram caracterizadas com a visualização de oócitos, sendo então as gônadas classificadas como imaturas ou maduras, de acordo com Vazzoler (1996), já a caracterização dos machos era feita pela visualização das projeções digitiformes dos testículos através da parede translúcida do canal espermático.

Após o exame endoscópico, os peixes foram insensibilizados com gelo e logo após eutanaziados para dissecação. Todos os peixes foram pesados (g) com balança eletrônica e feita a biometria para comprimento total (cm) e comprimento padrão (cm). Na dissecação, foi realizada a visualização das gônadas para comparar com as imagens geradas pelo endoscópio. Amostras de tecido gonadal foram coletadas para posterior confirmação dos sexos dos animais e estádio de maturação.

Para confirmação do sexo e estádio de maturação, as amostras das gônadas de cada peixe foram fixadas em Solução de Bouin por 12 a 14 horas, e logo depois armazenadas em álcool 70% para posterior processamento pelas técnicas histológicas de rotina no Departamento de Patologia Veterinária da UFLA. O estudo histológico das lâminas foi realizado em microscópio óptico com aumento de 400 vezes.

Os estádios de maturação foram determinados de acordo com as características histológicas das gônadas, seguindo a escala de desenvolvimento gonadal estabelecida por Bazzoli (2003): repouso, maturação inicial, maturação avançada/maduro e desovado/espermiado.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Por meio da imagem gerada das gônadas, pelo exame endoscópico, foi possível identificar no interior do ovário das fêmeas a presença de oócitos e suas características, como cor, tamanho e ausência de vascularização. Já nos machos, a visualização das projeções digitiformes era realizada por meio da parede translúcida do canal espermático, pois esta espécie possui testículos do tipo franjado, não possibilitando a inserção mais profunda do endoscópio.

Foi possível o exame com a utilização do endoscópico nas fêmeas, independentemente do tamanho, mas nos machos, principalmente os que se encontravam com menos de 30 cm, a introdução do endoscópio só foi possível sem a utilização da camisa endoscópica, o que tornava a visualização mais difícil, pois não se podia fazer a insuflação com soro fisiológico estéril. Ortenburger et al. (1996), realizando a sexagem de Arctic charr, observaram resultados semelhante ao descrito neste trabalho.

Dos 60 peixes examinados utilizando a endoscopia via poro urogenital e confirmado via histologia das gônadas, foi observada correta classificação do sexo em 95% (n = 57) dos animais (Tabela 1), resultado semelhante, utilizando a mesma técnica, foi encontrado em outras espécies de peixes por Ortenburger et al. (1996) e Kynard & Kieffer (2002).

 

 

A não identificação do sexo em três peixes machos pode ser atribuída ao pequeno tamanho dos exemplares, sendo classificados como indeterminado. Em seu trabalho, Ortenburger et al. (1996) atribuíram para a não identificação do sexo em alguns peixes o fato de ocorrer ruptura acidental do ducto espermático em alguns machos após a inserção do endoscópio, tal situação poderia ter ocorrido neste estudo.

Alves & Sawaya (1975) afirmaram que o estádio de desenvolvimento gonadal imaturo pode apresentar macroscopicamente gônadas indiferenciadas, enquanto Agostinho et al. (1982) informaram serem as gônadas masculinas e femininas perfeitamente distinguíveis a olho nu em todos os estádios de desenvolvimento. Como neste trabalho todas as fêmeas encontravam-se em estádio avançado de maturação gonadal e os machos encontravam-se espermiados, seria necessário mais estudos utilizando essa técnica em outras fazes do ciclo reprodutivo do I. puntatus para determinar se seria possível a utilização dessa técnica para sexar animais imaturos.

No exame histológico dos machos do I. punctatus, os testículos apresentavam-se revestidos pela túnica albugínea, camada de tecido conjuntivo fibroso que emite septos para o seu interior, separando e sustentando os túbulos seminíferos, e todas as lâminas apresentavam-se com lume aberto e presença, em algumas, de espermatozoides residuais e parede constituída de espermatogônias, característico de testículos espermiados, segundo Bazzoli (2003).

Já no exame histológico das fêmeas do I. punctatus os ovários apresentavam-se revestidos pela túnica albugínea formando lamelas ovulígeras, tendo em todas as lâminas sido observado a presença de oócitos com glóbulos de vitelo ocupando quase todo o citoplasma e com reduzido número de oócitos pré-vitelogênicos, o que caracteriza fêmeas em estado de maturação avançada, segundo Bazzoli (2003).

Para caracterizar as fêmeas, pelas imagens geradas após a inserção do endoscópio pelo poro urogenital pôde se observar numerosas estruturas cilíndricas de coloração amarelo-viva sem a presença de vascularização; portanto, caracterizados como oócitos maduros (Figura 1). Já para os machos, pôde se visualizar, por meio da parede translúcida do ducto espermático, projeções digitiformes de coloração esbranquiçada, caracterizando-os apenas como machos (Figura 2).

 

 

 

 

Dos 60 peixes examinados, 25 foram machos e 35 fêmeas, todos confirmados via visualização de corte histológico das gônadas. Entre os machos o menor apresentou comprimento total de 22,2 e o maior, 44,7 cm, e o peso variou de 108 a 1.032 g. Entre as fêmeas examinadas, a menor apresentou comprimento total de 20 e a maior, 40,4 cm, e o pesou variou de 86 a 810 g. Em relação ao estágio de maturação das gônadas, todas as fêmeas encontravam-se em estádio avançado, enquanto todos os machos, em estádio espermiado.

Os testículos do I. punctatus são órgãos pares e apresentaram projeções digitiformes ou franjadas, nas quais se comunicavam com os ductos espermáticos; ainda foi observado uma divisão em duas partes distintas em cor, morfologia e textura tecidual, sendo a parte anterior espermatogênica e a posterior glandular. De acordo com Sneed & Howard (1963), a parte anterior epsermatogênica é branca com lóbulos largos e consiste em tecido muito macio, enquanto a posterior glandular é rósea com os lóbulos muito finos e o tecido mais duro.

O ovário de I. punctatus, igualmente como descrito por Silverstein & Small (2004), é oco e o lúmen conecta-se ao oviduto. Os ovários, como os testículos, estão anatomicamente relacionados cranialmente com a bexiga gasosa e caudalmente com os rins, além de unirem-se ao rim e à bexiga gasosa por tecidos mesentéricos.

 

CONCLUSÃO

Com as análises realizadas, pode-se concluir que tanto o equipamento quanto a técnica empregada mostraram-se eficientes para visualização das gônadas e determinação do sexo, e sua classificação quanto ao estágio de maturação gonadal em fêmeas maduras, podendo ser potente ferramenta na seleção de reprodutores dessa espécie, aptos a receberem a indução hormonal.

 

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Recebido para publicação em novembro de 2010 e aprovado em abril de 2011

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