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Revista Ceres

Print version ISSN 0034-737X

Rev. Ceres vol.62 no.1 Viçosa Jan./Feb. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/0034-737X201562010013 

Propagação de Plantas

Doses de extrato pirolenhoso no cultivo de orquídea1

Pyroligneous extract doses in orchids culture

Jenniffer Aparecida Schnitzer *   2  

Mei Ju Su 3  

Mauricio Ursi Ventura 4  

Ricardo Tadeu de Faria 5  

2Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, Brasil. je_uel@yahoo.com.br (Bolsista CNPq).

3Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, Brasil. meijusu@hotmail.com (Bolsista CNPq).

4Universidade Estadual de Londrina, Departamento de Agronomia, Londrina, Paraná, Brasil. mventura@uel.br

5Universidade Estadual de Londrina, Departamento de Agronomia, Londrina, Paraná, Brasil. faria@uel.br

RESUMO

O extrato pirolenhoso vem sendo utilizado para diversos fins na agricultura, como a melhoria do desenvolvimento vegetativo, a fertilização orgânica, o condicionamento do do solo e a indução de enraizamento. Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito de diferentes doses de extrato pirolenhoso no cultivo da orquídea Cattleya loddigesii Lindl. Utilizaram-se plantas propagadas in vitro, as quais foram cultivadas em vasos com substrato composto de fibra de coco, casca de pinus e casca de arroz carbonizada (1:1:1 v/v/v). As regas foram realizadas manualmente duas vezes por semana, no outono e no inverno, e três vezes por semana, na primavera e no verão. Os tratamentos foram: 0,0 (controle), 0,1, 0,2, 0,3, 0,4, 0,5 e 0,6%, valores que correspondem a 0, 1, 2, 3, 4, 5 e 6 mL L-1 de extrato pirolenhoso, respectivamente, aplicados utilizando-se o produto diluído em água, no volume de 50 mL por vaso a cada 30 dias. Após 12 meses do início do experimento, foram avaliados altura da parte aérea, número de brotos, número de folhas, número de pseudobulbos, comprimento da maior raiz, número de raízes, comprimento da maior folha, massa fresca total, massa seca da parte aérea e pH do substrato. A análise química foliar foi realizada para os elementos cálcio, magnésio, fósforo, potássio e nitrogênio. Observou-se que a aplicação do extrato pirolenhoso foi eficaz no cultivo da espécie Cattleya loddigesii Lindl., sendo recomendada a dose de 0,6%.

Palavras-Chave: Ácido pirolenhoso; Cattleya; líquido pirolenhoso; Orchidaceae; vinagre de madeira.

ABSTRACT

Pyroligneous extract has been used in the cultivation of plants for various purposes in agriculture such as improvement of plant development, organic fertilization, soil conditioner and root induction. The objective of this study was to evaluate the effect of the use of different doses of pyroligneous extract in the cultivation of the orchid Cattleya loddigesii Lindl. In vitro propagated plants were used, grown in pots containing a substrate composed of coconut fiber, pine bark and carbonized rice husk (1:1:1 v/v/v). Irrigation was carried out manually, twice a week in the fall and winter and three times a week in spring and summer. The treatments were as follows:: 0 (control); 0.1; 0.2; 0.3; 0.4; 0.5 and 0.6%, which corresponded to 0, 1, 2, 3, 4, 5 and 6 mL.L- 1 of pyroligneous extract, respectively, which were applied using the product diluted in water at the volume of 50 mL per pot every 30 days. After 12 months from the beginning of the experiment, the following were evaluated: height of aerial part, number of buds, number of leaves, number of pseudobulbs, length of the longest root, number of roots,largest leaf length, total fresh mass, aerial part dry mass part, and substrate pH. The leaf chemical analysis was performed for the following elements: calcium, magnesium, phosphorus, potassium and nitrogen. It was observed that the application of pyroligneous extract was effective in the cultivation of Cattleya loddigesii Lindl, being recommended the dose of 0.6%.

Key words: Acid pyroligneous; Cattleya; liquid pyroligneous; Orchidaceae; vinager wood.

Introdução

A família Orchidaceae está entre as plantas ornamentais mais apreciadas, por seu grande valor comercial, contando com aproximadamente 35.000 espécies e vários híbridos, sendo a maior e a mais evoluída família do reino vegetal (Suttleworth et al., 1970). O gênero Cattleya compreende cerca de setenta espécies e inúmeras variedades e híbridos, estando presente em todo o território brasileiro (Kämpf, 2000). A espécie Cattleya loddigesii Lindley encontra-se distribuída por diversas regiões tropicais das Américas do Sul e Central. Apresenta de três a seis flores, com 8 a 11 cm de envergadura e com espata na base. São plantas epífitas originárias de regiões com altitude elevada, ocorrendo em matas com elevado grau de umidade (Miller & Warren, 1996).

O Brasil produz seis milhões de toneladas anuais de carvão vegetal, sua utilização renova-se tecnologi camente, apoiada na ampla disponibilidade de mão de obra e de terras apropriadas à exploração. O impacto ambiental da produção do carvão vegetal na poluição atmosférica é bastante alto em certos locais, principalmente nos vales e em certas épocas do ano, como no inverno, ainda que se obedeça às condições que regulamentam a localização dos fornos, o número de fornos por produtor e os mecanismos de amenização desse problema, como, por exemplo, a implantação de cortina vegetal (Encarnação, 2001).

Em 2001, o Estado do Rio Grande do Sul iniciou a implantação de sistemas de coleta de fumaça e produção de extrato pirolenhoso em fornos, com objetivo de reduzir a quantidade de fumaça lançada na atmosfera e obter um produto útil para os agricultores no controle e prevenção, principalmente de insetos, em várias culturas, além de outros benefícios do produto. Os resultados foram positivos, diminuindo aproximadamente 50% da quantidade de fumaça lançada na atmosfera (avaliação visual) e proporcionando a produção de 24 litros de extrato pirolenhoso bruto, em um forno de 6,0 m³ de capacidade de madeira (Encarnação, 2001).

O extrato pirolenhoso (EP) é obtido, no processo de carbonização da madeira ou do bambu para a produção do carvão, a partir de um líquido formado pela condensação da fumaça durante a queima, sendo, também, conhecido como ácido pirolenhoso ou vinagre de madeira. O EP é composto, em sua maior parte, por água e mais de 200 compostos orgânicos, dentre os quais ácido acético, álcoois, cetonas, fenóis e alguns derivados de lignina. Esse produto pode ser obtido de diferentes espécies vegetais, como o bambu, o eucalipto e o pinus (Guirra, 2003; Alves, 2006; Campos 2007).

Segundo Miyasaka et al. (1999; 2001), o extrato pirolenhoso é conhecido e utilizado como condicionador do solo (melhora as qualidades físicas, químicas e especialmente biológicas, proporcionando aumento de micro-organismos benéficos, facilitando, assim, a assimilação de nutrientes do solo pela planta), bioestimulante vegetal, indutor de enraizamento, repelente de insetos, contribuindo com a diminuição do uso de agroquímicos na agricultura convencional.

O extrato pirolenhoso pode ser utilizado para diversos fins na agricultura, como fertilizante orgânico em arroz (Ichikawa & Ota, 1982; Shirakawa et al. 1993; Tsuzuki et al., 2000), melão (Tsuzuki et al., 1993; Du et al., 1997), cana-de-açúcar (Uddin et al., 1995), sorgo (Esechie et al., 1998) e batata-doce (Shibayama et al., 1998). No Brasil, alguns trabalhos foram desenvolvidos com o uso desse insumo em agricultura, como por exemplo, nas culturas do limoeiro 'cravo' (Zanetti et al., 2004), do eucalipto (Souza-Silva et al., 2006), da alface e do quiabo (Mascarenhas et al., 2006a, 2006b), de mudas de pinus (Porto et al., 2007), de alface (Roel et al., 2007), de couve-de-folha (Shingo & Ventura, 2009), de orquídeas Cattleya intermedia e Miltonia clowesii, em que ocorreu um incremento do desenvolvimento vegetativo e radicular das espécies, ao utilizarem extrato pirolenhoso, acrescido ao substrato (Schnitzer et al., 2010) e de mudas de areca-bambu (Wanderley et al., 2012).

A sua utilização tem como finalidade proporcionar um aumento no desenvolvimento vegetativo no cultivo de plantas. Sendo assim, este trabalho foi desenvolvido com o objetivo de avaliar o efeito de diferentes doses de extrato pirolenhoso no cultivo da orquídea Cattleya loddigesii Lindl.

Material e Métodos

O experimento foi conduzido no orquidário do Departamento de Agronomia do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina -PR, (23º 23' de latitude Sul e 51º 11' de longitude Oeste; altitude média de 566 m), de maio de 2007 a maio de 2008.

A espécie utilizada foi Cattleya loddigesii Lindl, tendo as mudas, provenientes da propagação in vitro, dois anos e altura média de 12 ± 1,0 cm. As plantas foram cultivadas em telado de polipropileno, com retenção de 50% de fluxo de radiação solar. O plantio foi realizado em vasos plásticos pretos, com 15,0 cm de altura e 12,5 cm de diâmetro, com uma camada de 3 cm de pedra brita, no fundo, para facilitar a drenagem da água de irrigação.

O substrato utilizado foi uma mistura de fibra de coco, casca de pinus e casca de arroz carbonizada (Assis et al., 2008; Lone et al., 2008), em proporções iguais (1:1:1 v/v/v). As regas foram realizadas manualmente, duas vezes por semana, no inverno, e três vezes por semana, no verão.

Os tratamentos foram realizados por diluição do extrato pirolenhoso (Pirosfértil(r)) concentrado (100%), em água destilada, e por aplicação direta no substrato de 50 mL por vaso, a cada 30 dias. O extrato pirolenhoso foi proveniente da Carvoaria Coroados (Londrina, PR), utilizando-se madeira de reflorestamento de Eucalyptus grandis W. Hill ex Maiden. A análise química dos elementos que constituíam o extrato pirolenhoso é apresentada na Tabela 1.

Tabela 1: Análise química do Extrato Pirolenhoso (Pirosfértil(r)), realizada no Laboratório Laborsolo - Londrina/PR, 2008  

As concentrações de EP avaliadas foram: 0,0 (controle), 0,1, 0,2, 0,3, 0,4, 0,5 e 0,6%, valores que correspondem a 0, 1, 2, 3, 4, 5 e 6 mL L-1 de extrato pirolenhoso, respectivamente.

Um ano após a instalação do experimento, foram avaliadas as variáveis altura da parte aérea (APA), número de brotos (NB), número de folhas (NF), número de pseudobulbos (NP), comprimento da maior raiz (CMR), número de raízes (NR), comprimento da maior folha (CMF), massa fresca total (MFT) e massa seca da parte aérea (MSPA).

A análise química foliar dos elementos cálcio (Ca), magnésio (Mg), fósforo (P), potássio (K) e nitrogênio (N) e a determinação do potencial hidrogeniônico (pH) do substrato foram realizadas conforme Silva (1999).

O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, com 12 repetições por tratamento. Para as variáveis números de raízes (NR) e número de folhas (NF), os dados foram transformados pela constante , sendo que as médias apresentadas não são as transformadas. Os dados foram submetidos à análise de variância, ao teste de Tukey a 5% e à análise de regressão.

Resultados e Discussão

De acordo com o teste de Tukey a 5%, para a espécie Cattleya loddigesii, as médias do comprimento da maior raiz (CMR), do número de folhas (NF), do número de brotos (NB), da massa seca da parte aérea (MSPA), do potencial hidrogeniônico (pH), (Tabela 2) e as médias referentes aos teores foliares de fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca) e magnésio (Mg) apresentaram resulta dos similares entre os tratamentos, não sendo constatado efeito das doses de extrato pirolenhoso (Tabela 3).

Tabela 2: Médias do comprimento da maior raiz (CMR), número de folhas (NF), número de brotos (NB), massa seca da parte aérea (MSPA) e potencial hidrogeniônico (pH) de Cattleya loddigesii, submetidos a diferentes doses de extrato pirolenhoso, doze meses após a instalação do experimento. Londrina-PR, Brasil, 2011 

Tabela 3: Médias referentes aos teores foliares de fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca) e magnésio (Mg) Cattleya loddigesii, submetidos a diferentes doses de extrato pirolenhoso, 12 meses após a instalação do experimento. Londrina-PR, Brasil, 2011 

Foram ajustadas equações de regressão, utilizando-se, como variáveis dependentes, a percentagem de extrato pirolenhoso (EP) aplicado, sendo as características que apresentaram diferença entre os tratamentos a altura da parte aérea (APA), o número de raízes (NR), o número de pseudobulbos (NP), o comprimento da maior folha (CMF), a massa fresca total (MFT) e o teor foliar (N).

Para altura da parte aérea (APA), foi possível verificar que, conforme aumentavam as doses de extrato pirolenhoso, ocorria acréscimo da altura da parte aérea das plantas. Esses resultados estão de acordo com os de Schnitzer et al. (2010), que constataram aumento da altura da parte aérea da orquídea Cattleya intermedia quando utilizaram como substrato casca de pinus, fibra de coco, casca de arroz carbonizada e o carvão banhado no extrato pirolenhoso puro. Dados semelhantes foram observados, em condições de campo, por Ichikawa & Ota (1982), que constataram melhor desenvolvimento da parte aérea das mudas de arroz com a aplicação do extrato pirolenhoso no solo. Ainda, a adição de EP na adubação orgânica isolada de areca-bambu proporcionou maiores alturas de planta (Wanderley et al., 2012).

Verificou-se aumento do número de raízes (NR), de acordo com o aumento das doses de EP, sendo a melhor dose a de 0,6% de EP (Figura 1). Resultados semelhantes foram observados em estudo com mudas de Pinus elliottii, nos quais todos os tratamentos com EP apresentaram maior desenvolvimento radicular e foliar quando comparados ao controle (Porto et al. , 2007). Ichikawa & Ota (1982), constataram que a aplicação de extrato pirolenhoso ao substrato proporcionou melhor enraizamento das plantas de arroz. Du et al. (1998), ao utilizarem a mistura de carvão vegetal com extrato pirolenhoso na cultura de batata doce, obtiveram aumento do crescimento das raízes. Uddin et al. (1995), utilizando a mistura de carvão vegetal e extrato pirolenhoso, constataram aumento do desenvolvimento das raízes na cultura de cana-de-açúcar. Schnitzer et al. (2010), utilizando como substrato casca de pinus, fibra de coco, casca de arroz carbonizada e o carvão banhado no extrato pirolenhoso puro, verificaram maior número de raízes em Cattleya intermedia.

Figura 1: Número de raízes da orquídea Cattleya loddigesii Lindl., com diferentes doses de extrato pirolenhoso. 

O extrato pirolenhoso promoveu aumento do número de pseudobulbos (NP) diretamente proporcional às doses aplicadas, conforme se aumentavam as doses de EP ocorriam acréscimos do número de pseudobulbos, sendo a melhor a dose de 0,6% de EP (Figura 2). Esse resultado indica que o produto faz aumentar o número de pseudobulbos e, consequentemente, o número de flores. De acordo com Assis (2003), o pseudobulbo exerce um importante papel na demanda energética da planta, uma vez que armazena água e carboidratos. O aumento do número de pseudobulbos garante a sustentação das folhas e flores e causa efeitos benéficos sobre o desenvolvimento vegetativo das plantas.

Analisando-se o comprimento da maior folha (CMF) foram observadas maiores médias quando se aplicou a dose estimada de 0,51% de EP.

Figura 2: Número de pseudobulbos da orquídea Cattleya loddigesii Lindl., com diferentes doses de extrato pirolenhoso. 

Para a massa fresca total (MFT), observou-se que a aplicação da dose estimada de 0,57% de EP promoveu aumento da massa fresca total das plantas (Figura 3). Resultados semelhantes foram observados por Schnitzer et al. (2010) que verificaram aumento significativo da massa fresca total das espécies Cattleya intermedia e Miltonia clowesii, quando utilizaram casca de pinus, fibra de coco, casca de arroz carbonizada e carvão vegetal imerso no extrato pirolenhoso. De acordo com Du et al. (1998), a mistura de adubo orgânico com extrato pirolenhoso no cultivo de batata-doce resultou no aumento de tubérculos.

Figura 3: Massa fresca total da orquídea Cattleya loddigesii Lindl., com diferentes doses de extrato pirolenhoso. 

Por meio das análises químicas, foi possível verificar teores de nitrogênio (N) foliar mais elevados com a aplicação da dose estimada de 0,30% de EP (Figura 4). O aumento dos teores de N foliar garante um bom desenvolvimento das plantas, sendo este elemento, constituinte de muitos componentes da célula vegetal, fundamental para o crescimento (Taiz & Zeiger, 2004).

Figura 4: Teor de nitrogênio foliar da orquídea Cattleya loddigesii Lindl., com diferentes doses de extrato pirolenhoso. 

Os resultados obtidos com a Cattleya loddigesii corroboram os de vários autores, em trabalhos que demonstraram efeito benéfico do extrato pirolenhoso para diversas culturas. Por exemplo, Kadota & Niimi (2004), ao trabalharem com as espécies ornamentais Tagetes patula, Melampodium paludosum, Salvia splendens e Zinnia linearis, verificaram que, em tratamento com carvão vegetal e esterco, ocorreram melhor crescimento e maior qualidade das mudas de Zinnia linearis tratadas com carvão vegetal e extrato pirolenhoso a 0 - 10 e 30% v/v, ocorrendo diminuição do número de dias para florescimento de Zinnia linearis e Melampodium paludosu.

Os resultados obtidos mostram que o extrato pirolenhoso é benéfico para o desenvolvimento vegetativo da espécie estudada, sendo uma alternativa na nutrição de plantas, como bioestimulante vegetal e indutor de enraizamento.

Conclusões

O extrato pirolenhoso é eficaz para o cultivo de Cattleya loddigesii Lindl.

A dose de extrato pirolenhoso (EP) recomendada para a espécie Cattleya loddigesii Lindl. é de 0,6% (6 mL L-1).

Agradecimentos

Os autores agradecem ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela concessão de bolsa.

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Received: April 27, 2011; Accepted: April 23, 2014

*Autor para correspondência: je_uel@yahoo.com.br

1

Dissertação da primeira autora, apresentada à Universidade Estadual de Londrina para obtenção do título de Mestre.

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