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Revista Ceres

Print version ISSN 0034-737XOn-line version ISSN 2177-3491

Rev. Ceres vol.66 no.1 Viçosa Jan./Feb. 2019

http://dx.doi.org/10.1590/0034-737x201966010008 

Solos e Nutrição de Plantas

Adubação com potássio e cálcio na nutrição e produção de goiabeira 'Paluma'1

Fertilization with potassium and calcium in nutrition and production of guava 'Paluma'

Alian Cássio Pereira Cavalcante2  * 
http://orcid.org/0000-0002-7577-5607

Lourival Ferreira Cavalcante3 

Antonio Michael Pereira Bertino4 

Adailza Guilherme Cavalcante4 

Antonio João de Lima Neto2 

Nubia Marisa Ferreira5 

2 Universidade Federal de Viçosa, Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia, Viçosa, Minas Gerais, Brasil. cassio.alian216@gmail.com; limanetoagro@hotmail.com

3 Universidade Federal da Paraíba, Programa de Pós-Graduação em Agronomia da Universidade Federal da Paraíba, Areia, Paraíba, Brasil. lofeca1946@yahoo.com.br

4Universidade Estadual Paulista, Programa de Pós-Graduação em Agronomia, Jaboticabal, São Paulo, Brasil. adailzacavalcante@gmail.com; ampbantonio@gmail.com

5Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil. nubiamarisa1@hotmail.com


RESUMO

A goiabeira é uma frutífera cultivada mundialmente, destacando-se pela grande aceitação no mercado consumidor. Entretanto, para que a cultura explore o seu máximo potencial produtivo e mantenha a qualidade dos frutos, é necessária a adequada adubação mineral para elevar a disponibilidade de nutrientes no solo e aumentar sua absorção pelas plantas. Objetivou-se, com este trabalho, avaliar os efeitos da adubação com doses de potássio, na presença e na ausência de cálcio, no estado nutricional e na produção da goiabeira 'Paluma'. O experimento foi desenvolvido de agosto de 2015 a maio de 2016, no município de Remígio, Paraíba. As variáveis analisadas foram: teores foliares de macro e de micronutrientes, número de frutos por planta, massa média de frutos, produção de frutos por planta e produtividade. As plantas da goiabeira estavam adequadamente supridas em nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, boro, ferro, manganês e deficientes em enxofre, cobre e zinco. A adubação com cálcio incrementou os teores foliares de P, K, Ca, S, B, Mn e Zn e reduziu o número de frutos por planta e a produtividade da goiabeira 'Paluma'. A adubação potássica sem adição de cálcio, nas doses entre 101 e 143 g planta-1 ano-1 de K2O, aos 16 meses de idade, proporcionou a maior produtividade da goiabeira 'Paluma'.

Palavras-chave: Psidium guajava L.; adubação; nutrição; produtividade.

ABSTRACT

The guava is a fruit cultivated worldwide, distinguished by the great acceptance in the consumer market. However, so that the crop exploits its maximum productive potential and maintains the quality of the fruits it is necessary an adequate mineral fertilization to raise the availability of nutrients in the soil and to increase the absorption by plants. The objective of the work was to evaluate the effects of fertilization with potassium doses, in the presence and absence of calcium, on the nutritional status and on the production of 'Paluma' guava. The experiment was carried out from August 2015 to May 2016, in the municipality of Remígio-PB, Brazil. The variables analyzed were: macro and micronutrient leaf contents, number of fruits per plant, average fruit mass, fruit yield per plant and productivity. Guava plants were adequately supplied with nitrogen, phosphorus, potassium, calcium, magnesium, boron, iron and manganese, and deficient in sulfur, copper and zinc. Calcium fertilization increased the leaf content of P, K, Ca, S, B, Mn and Zn, but reduced the number of fruits per plant and the yield of 'Paluma' guava. Potassium fertilization without calcium addition at doses between 101 and 143 g plant-1 year-1 K2O at 16 months of age provides the highest productivity of 'Paluma' guava.

Keywords: Psidium guajava L.; fertilizing; nutrition; productivity.

INTRODUÇÃO

A goiabeira (Psidium guajava L.) é uma frutífera tropical, originária das Américas do Sul e Central, que pode ser encontrada em todo o território brasileiro. Seus frutos apresentam sabor agradável, elevado valor nutricional e boa aceitação pelos consumidores, podendo ser consumidos in natura ou utilizados nas agroindústrias de processamento (Montes et al., 2016).

A goiabeira é muito exigente em potássio, sendo este o nutriente mais exportado pelos frutos (Natale et al., 2009b; Souza et al., 2012). O cálcio, apesar de exportado em menores quantidades, melhora a qualidade do fruto, contribui para a maior firmeza da casca e reduz as perdas após a colheita (Natale et al., 2005), o que torna imprescindível a fertilização da goiabeira com esses nutrientes.

A adequada adubação mineral da goiabeira é uma prática indispensável para garantir produtividades elevadas; enquanto a avaliação do estado nutricional das plantas contribui para melhorar a eficiência das fertilizações (Amorim et al., 2015b). Esses autores, ao avaliarem a adubação potássica sobre o estado nutricional de plantas de goiabeira 'Paluma', constataram aumento dos teores foliares de K, sem influência na produtividade dessa frutífera (Amorim et al., 2015a).

Os solos brasileiros, em geral, apresentam baixa fertilidade, por causa do cultivo contínuo, tornando-se necessárias as adubações para o crescimento e produção das culturas. Por essa razão, pesquisas vêm buscando informações sobre fontes, doses e melhor forma de aplicação dos nutrientes e a resposta em produção das culturas (Silva et al., 2001; França et al., 2017).

A adubação adequada é crucial para se elevar a disponibilidade de nutrientes no solo e aumentar sua absorção pelas plantas de forma equilibrada (Aular & Natale, 2013). Além de proporcionar menor susceptibilidade das plantas ao ataque de pragas e doenças, maior tolerância a períodos de seca e a outros estresses, a adubação contribui para aumentar a produtividade da cultura e melhorar a qualidade dos frutos (Dias et al., 2012).

O potássio desempenha um papel crucial em vários processos fisiológicos que alteram o crescimento e, consequentemente, a produtividade das culturas. Esse nutriente atua na regulação da abertura estomática, limitando a perda de água, bem como nos processos fotossintéticos das plantas (Zorb et al., 2014; Cavalcante et al., 2018). Outro nutriente de grande relevância é o cálcio, por sua contribuição ao estímulo do crescimento e desenvolvimento das plantas, com incremento da massa dos frutos, por melhoria da estrutura da parede celular, além de estimulação do crescimento radicular (Karley & White, 2009; Kumar et al., 2017).

Embora os nutrientes exigidos para a adequada nutrição das plantas sejam os mesmos para todos os vegetais, é necessário determinar as doses que proporcionam maior produção e eficiência econômica no pomar de goiabeira (Alencar et al., 2016). Diante da importância de determinar as necessidades nutricionais da goiabeira, este trabalho objetivou avaliar os efeitos da presença e da ausência de cálcio e das doses de potássio no estado nutricional das plantas e na produção de frutos da goiabeira 'Paluma'.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi realizado na propriedade Sítio Macaquinhos, município de Remígio, Estado da Paraíba, de agosto de 2015 a maio de 2016. O municipio está localizado a 6º53’00’’ S, 36º02’00’’ O, a 470 m acima do nível do mar. Pela classificação de Köppen (Alvares et al. , 2013), o clima é do tipo As’, que significa quente e úmido, com chuvas concentradas de março a julho.

O solo da área experimental foi classificado como Neossolo Regolítico, conforme os critérios do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos - SiBCS (Embrapa, 2013). Antes da instalação do experimento foram coletadas amostras de solo na camada de 0-40 cm, na área de projeção da copa das plantas, para caracterização química quanto à fertilidade e dos atributos físicos (Tabela 1), adotando-se as metodologias sugeridas por Embrapa (2011).

Tabela 1: Atributos químicos e físicos do solo na camada de 0-40 cm, antes da instalação do experimento, e composição química da cobertura vegetal, antes da instalação do experimento e no final da produção 

Atributos Químicos Valor Atributos físicos Valor Composição química da cobertura vegetal
Antes Depois
pH (H2O) 5,53 Areia grossa (g kg-1) 544 N (g kg-1) 11,9 18,0
P (mg dm-3) 9,7 Areia fina (g kg-1) 283 P (g kg-1) 2,5 1,7
K+ (cmolcdm-3) 0,13 Silte (g kg-1) 91,0 K (g kg-1) 11,9 3,3
Ca2+ (cmolcdm-3) 1,79 Argila (g kg-1) 83,0 Ca (g kg-1) 4,6 12,9
Mg2+ (cmolc dm-3) 0,48 Argila dispersa (g kg-1) 19,0 Mg (g kg-1) 2,8 2,6
Na+ (cmolcdm-3) 0,010 Grau de floculação (%) 77,2 S (g kg-1) 2,0 1,6
SB (cmolcdm-3) 2,41 Índice de dispersão (%) 28,2 Cu (mg kg-1) 7,20 9,2
H++Al3+ (cmolcdm-3) 1,85 Densidade do solo (g cm-3) 1,58 Fe (mg kg-1) 149,8 1.705,5
Al3+ (cmolc dm-3) 0,0 Densidade de partícula (g cm-3) 2,64 Zn (mg kg-1) 55,20 144,5
CTC (cmolcdm-3) 4,26 Porosidade total (m3 m-3) 0,40 Mn (mg kg-1) 47,80 124,3
V (%) 56,3 Microporosidade(%) 16,3 B (mg kg-1) 25,46 20,2
MOS (g kg-1) 13,1 Macroporosidade (%) 83,7
S (mg dm-3) 7,20 Umidade - 0,010 MPa (g kg-1) 64,8
B (mg dm-3) 0,19 Umidade- 0,033 MPa (g kg-1) 48,0
Cu (mg dm-3) 0,80 Umidade - 1,500 MPa (g kg-1) 25,1
Mn (mg dm-3) 7,40 Água disponível (g kg-1) 39,8
Fe (mg dm-3) 54
Zn (mg dm-3) 1,84

P, K+, e Na+ = Extrator Melihch-1; Al3+, Ca2+, Mg2+ = Extrator KCl 1M; SB = Soma de bases trocáveis (Ca2+ + Mg2+ + K+ + Na+); CTC = Capacidade de troca catiônica ; V = Percentagem de saturação por bases (SB/CTC) 100; MOS = Matéria orgânica do solo

O pomar de goiabeiras do cultivar 'Paluma' foi instalado em julho de 2014, com mudas propagadas por estaquia e, aos 13 meses após o plantio, foram aplicados os tratamentos. As plantas foram cultivadas no espaçamento de 3 × 3 m e, para redução das perdas de água por evaporação, as áreas de projeção das copas foram mantidas cobertas com uma camada de capim Brachiaria decumbens de 8 cm de espessura, que foi avaliada, quanto às características químicas, antes e ao final do experimento (Tabela 1).

O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, no arranjo fatorial 2 × 5, referente ao solo sem e com cálcio e cinco doses de potássio, com três repetições e três plantas por parcela. O cálcio foi fornecido na dose de 120 g planta-1 ano-1, utilizando-se como fonte o nitrato de cálcio (19,0% de Ca e 15,5% de N), 15 dias antes das adubações com NPK. O potássio foi fornecido nas doses de 0, 45, 90, 135 e 180 g planta-1 ano-1 de K2O, na forma de cloreto de potássio (56% de K2O).

As plantas de goiabeira foram adubadas com 160 g planta-1 ano-1 de N, tendo como fonte a ureia (45% de N) e 120 g planta-1 ano-1 de P2O5, utilizando-se o fosfato monoamônico (MAP) como fonte (49% de P2O5 e 10% de N), seguindo-se as recomendações de Natale et al. (2009a). Essas doses foram parceladas em três vezes e aplicadas na área de projeção da copa, sendo que, para o N, K2O e Ca, 30% foram aplicados após a poda das plantas; 30%, no início da floração e, 40%, aos 30 dias após o pleno florescimento. Para o fósforo, as proporções foram de 50, 25 e 25%, aplicadas no mesmo período. No caso da dose de N, foi descontada a quantidade do nutriente fornecida pelo nitrato de cálcio e pelo MAP.

Foram aplicados ainda, em cobertura, juntamente com a primeira adubação de NPK, 20 g cova-1 de sulfato de zinco (20% de Zn) e 30 g cova-1 de sulfato de magnésio (9% de Mg), em virtude dos baixos teores desses elementos no solo (Tabela 1). Foram realizadas também três pulverizações por via foliar com bórax (11% de B), conforme sugestão de Natale et al. (2009a).

A irrigação das plantas foi feita por sistema de irrigação por microaspersão, com eficiência de aplicação de 95% e eficiência de irrigação de 87,4%, usando-se um emissor com vazão de 60 L h-1 por planta, instalado na altura para molhamento da área de projeção da copa das plantas, trabalhando na pressão de serviço de 0,2 MPa. A lâmina de água aplicada foi baseada na evapotranspiração potencial obtida, com base na evaporação de tanque classe 'A', instalado na área experimental.

O coeficiente de cultivo (Kc) utilizado foi variável em função da fase fenológica das plantas: brotação e crescimento vegetativo (0,68); período de floração e queda da fisiologia de frutos (0,76); crescimento de frutos (0,71); maturação e colheita de frutos (0,62), seguindo-se recomendações de Teixeira et al. (2003a).

No período de pleno florescimento (90 dias após a primeira adubação e aos 16 meses de idade das plantas), foram coletadas amostras do terceiro par de folhas recém-maduras e com pecíolo, a partir do meristema apical dos ramos, nos quatro quadrantes das três plantas de cada parcela para avaliação do estado nutricional (Malavolta et al., 1997; Natale et al., 2009b).

Após a coleta foi feita a assepsia das folhas em água corrente e submersão em água deionizada. Esse material foi secado em estufa com circulação de ar forçado, a 65 oC, durante 72 h, triturado em moinho tipo Willey TE - 650®, utilizando-se peneira de 20 mesh, sendo, posteriormente, determinados os teores foliares de N, P, K, Ca, Mg, S, B, Cu, Fe, Mn e Zn, empregando-se as metodologias sugeridas por Embrapa (2009).

Os frutos foram coletados semanalmente nas segundas, quartas e sextas-feiras, de janeiro a maio de 2016 e, após cada coleta, contados e pesados em balança analítica. Ao final da colheita, foram obtidos o número e a massa média de todos os frutos por planta, produção por planta e produtividade.

Os dados foram submetidos à análise de variância, as médias referentes à adubação sem e com cálcio foram comparadas pelo teste F a 1 e 5% de probabilidade e as doses de potássio foram comparadas por regressão, usando-se o software Statistical Analysis System SAS® (Cody, 2015).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A interação potássio × cálcio não influenciou os teores foliares dos macronutrientes, exceto os de S (p≥0,05). Quando aplicado de forma isolada, o K2O influenciou apenas os teores de S, já o nitrato de cálcio influenciou os teores de P, K, Ca e S (p<0,05). Considerando-se que o teor de K no solo é médio, esperava-se que ao menos o teor foliar de K fosse influenciado pelas doses do nutriente, fato constatado em outros trabalhos a partir do segundo ciclo produtivo (Natale et al., 1996b; Amorim et al., 2015b). Quanto à influência do cálcio no teor dos nutrientes do tecido foliar, isso deve-se ao seu importante papel no crescimento do sistema radicular das plantas, contribuindo para maior absorção de nutrientes (Marschner, 2012) e, consequentemente, aumento do teor foliar.

Os teores foliares de N nas plantas de goiabeira, apesar de não variarem com as doses de K2O, foram de 25,7 e 25,6 g kg-1 no solo sem e com nitrato de cálcio, respectivamente (Figura 1A). Esses valores são superiores aos da faixa considerada adequada para a goiabeira ‘Paluma’, de 20 a 23 g kg-1 (Natale et al., 2009b). Esse resultado difere do obtido por Mikami et al. (2000) que constaram que a adubação com K e Ca proporcionou aumento do teor foliar de N em plantas de goiabeira ‘Paluma’ no estádio de pleno florescimento.

Figura 1: Teores foliares de nitrogênio (A), fósforo (B), potássio (C), cálcio (D), magnésio (E) e enxofre (F), em goiabeira 'Paluma', em função de doses de potássio, nos solos sem e com cálcio. 

Os teores foliares de P aumentaram de 2,14 para 2,41 g kg-1, com a aplicação de cálcio (Figura 1B), e são superiores aos da faixa de 1,4 a 1,8 g kg-1, adequada para a cultura (Natale et al., 2009b). Essa superioridade pode ser resposta da ação positiva do cálcio em estimular o crescimento radicular (Malavolta et al., 1997), aumentando a área de contato entre as raízes e o solo, proporcionando maior absorção de nutrientes, em especial nutrientes de baixa mobilidade como o fósforo.

Os teores de K na matéria seca foliar da goiabeira foram de 17,3 e 20,1 g kg-1 nas plantas não adubadas e adubadas com cálcio, respectivamente (Figura 1C). Em ambos os casos, os valores estão acima da faixa de exigência da cultura, que é de 14 a 17 g kg-1 (Natale et al., 2009b). Esse aumento dos teores foliares de K indica que a aplicação de 120 g planta-1 ano-1 de cálcio não inibiu a absorção de K pelas plantas. De acordo com Malavolta et al. (1997), a inibição competitiva entre K e Ca só ocorre quando este último encontra-se em alta concentração no solo. Entretanto, quando o Ca está em concentrações não muito elevadas no solo, aumenta a absorção de cátions como o K, por seu papel na manutenção da integridade funcional do plasmalema.

Ao se considerar que a nutrição das plantas com potássio, inclusive da goiabeira, ocorre em um sistema dinâmico pela alta mobilidade do nutriente no tecido vegetal (Hernandes et al., 2012; Sharma et al., 2012), os teores foliares do nutriente indicam suprimento adequado da cultura para produção de frutos (Amorim et al., 2015a). Esse suprimento adequado pode ser justificado pelo parcelamento da adubação potássica em três períodos, por causa da textura arenosa da área, permitindo maior disponibilidade do nutriente no solo e, consequentemente, maiores absorção e distribuição do K na planta (Zorb et al., 2014).

A aplicação de nitrato de cálcio ao solo refletiu-se em aumento do teor foliar de Ca nas plantas de goiabeira Paluma, com valores de 13,3 e 17,2 g kg-1 (Figura 1D). Plantas de goiabeira do cultivar 'Paluma', segundo Natale et al. (2009b), quando adequadamente supridas de cálcio, devem apresentar teores foliares entre 7 e 15 g kg-1 e, de acordo com Souza et al. (2013), entre 8 e 11 g kg-1, determinados pelo método DRIS. Os valores indicam que a adubação com cálcio possivelmente proporcionou nutrição adequada das plantas, com resultados positivos no crescimento e na produção de frutos de goiabeira (Kumar et al., 2017).

Os teores foliares de Mg, de forma semelhante ao verificado para N, não variam com a interação potássio × cálcio, nem pela ação isolada de cada nutriente aplicado, apresentando o teor médio de 3,3 g kg-1 (Figura 1E), abaixo do limite crítico inferior da variação de 3,4 a 4,0 g kg-1 (Natale et al., 2009b), evidenciando que as plantas de goiabeira estavam nutricionalmente deficientes no macronutriente. Mikami et al. (2000) também não constataram influência da adubação com Ca e K sobre o teor foliar desses nutrientes, apesar de terem verificado aumento do teor de Ca e K no solo. Amorim et al. (2015b), avaliando a condição nutricional de plantios de goiabeira, por quantro ciclos consecutivos, observaram diminuição dos teores de Mg com o aumento das doses de K apenas nas avaliações realizadas no segundo e quarto ciclos.

Os teores foliares de S nas plantas não adubadas com nitrato de cálcio não se ajustaram a nenhum modelo de regressão utilizado e corresponderam ao valor médio de 1,99 g kg-1 (Figura 1F). Nas plantas adubadas com cálcio e potássio, os teores de S decresceram linearmente de 2,9 para 2,2 g kg-1, entre as plantas sem e com 180 g planta-1 ano-1 de K2O. Independentemente da aplicação do nitrato de cálcio e das doses de K2O, as plantas estavam deficientes em S, pois plantas de goiabeira ‘Paluma’ bem nutridas devem apresentar teores foliares de 2,5 a 3,5 g kg-1 (Natale et al., 2009b).

Dentre os micronutrientes, apenas os teores foliares de boro, manganês e zinco foram influenciados pelo efeito isolado da adubação com nitrato de cálcio (p<0,05). Constata-se que não houve influência da interação potássio × cálcio nem das doses de K2O sobre o teor de nenhum dos micronutrientes avaliados(p≥0,05). Esses resultados divergem dos de Amorim et al. (2015b) que observaram aumento do teor de Mn com o aumento das doses de K2O.

O teor foliar de B nas plantas de goiabeira aumentou de 82,5 para 196,2 mg kg-1 com a adubação de nitrato de cálcio (Figura 2A). O comportamento dos dados diverge dos de Dursun et al. (2010) que observaram efeito antagônico entre B e Ca, em hortaliças (tomate, pimentão e pepino). Esses valores dos teores foliares de B são marcadamente superiores aos das faixas de 20 a 25 e de 26 a 38 mg kg-1 admitida por Natale et al. (2009b) e por Souza et al. (2013) como adequadas para a goiabeira ‘Paluma’. Esse incremento maior nos tratamentos com cálcio pode ser explicado pelas funções semelhantes do boro e do cálcio na síntese da parede celular (Malavolta et al., 1997).

Figura 2: Teores foliares de boro (A), cobre (B), ferro (C), manganês (D) e zinco (E), em goiabeira 'Paluma', nos solos sem e com cálcio. 

Os teores foliares de Cu na goiabeira 'Paluma' não foram influenciados pelo potássio, pelo cálcio nem pela interação entre eles (Figura 2B). A goiabeira nutricionalmente suprida de Cu deve apresentar teores foliares entre 20 e 40 mg kg-1 (Natale et al., 2009b). Com base nas variações de 4,5 a 4,6 mg kg-1, constata-se que as plantas, na época amostrada, estavam deficientes desse micronutriente (Figura 2B).

Os teores foliares de Fe na goiabeira 'Paluma' não foram influenciados pelo potássio nem pelo cálcio (Figura 2C). Plantas de goiabeira nutridas adequadamente de Fe devem apresentar teores na faixa de 60 a 90 mg kg-1 (Natale et al., 2009b). Com base nas variações de 76,75 a 80,82 mg kg-1, constata-se que a goiabeira, na época amostrada, estava nutricionalmente equilibrada em ferro (Figura 2C).

As plantas de goiabeira apresentam aumento dos teores foliares de Mn de 51,5 para 60,8 mg kg-1, nos tratamentos sem e com adubação com nitrato de cálcio, respectivamente (Figura 2D). Apesar de o Ca apresentar raio iônico semelhante ao do Mn, podendo inibir sua absorção e transporte (Marschner, 2012), esse fato não foi observado neste trabalho. Independentemente da adubação com cálcio, os teores situam-se na faixa de 40 - 80 mg kg-1, indicando que as plantas estavam nutridas com manganês (Natale et al., 1996a).

Os teores foliares de Zn foram de 20,7 e 22,3 mg kg-1 nas plantas sem e com adubação com nitrato de cálcio, respectivamente (Figura 2E). Isso justifica-se, por causa de o Ca, em baixas concentrações, proporcionar maior absorção de Zn (Malavolta et al., 1997). Apesar do aumento proporcionado pelo Ca, os valores, nos dois casos, estão abaixo da exigência da cultura, que oscila de 25 a 35 mg kg-1 (Natale et al., 1996a) e evidenciam que as plantas estavam deficientes do micronutriente.

Pelos resultados, constata-se que a adição de 20 g por planta de sulfato de zinco, antes da aplicação dos tratamentos, e a liberação de 55,20 a 144,25 mg kg-1 (Tabela 1), por mineralização da matéria orgânica da cobertura morta (Teixeira et al., 2003b; Moreira et al., 2016; Moreira et al., 2017), não foram suficientes para disponibilizar Zn em quantidades adequadas para suprir a exigência das plantas. Essa deficiência de Zn pode ter sido induzida pelos elevados teores de Fe presentes no solo (Tabela 1), pelo fato de o Fe inibir a absorção de Zn (Malavolta et al., 1997).

O aumento das doses de potássio de 0 até as máximas estimadas de 158 e 114 g planta-1 ano-1 de K2O elevou o número de frutos, colhidos por planta, de 82,5 e 88,1 para 182 e 140 frutos nas plantas sem e com adubação de nitrato de cálcio, respectivamente (Figura 3A). Esses valores estão muito aquém dos 232 frutos planta-1 obtidos com a dose de 2 kg planta-1 de K2O por Alencar et al. (2016), utilizando o mesmo cultivar de goiaba, em plantas com três anos de idade. Entretanto, as plantas do presente trabalho tinham 22 meses de idade, o que pode justificar essa diferença na produção de frutos.

Figura 3: Número de frutos por planta - NFP (A), massa média de frutos - MMF (B), produção de frutos por planta - PFP (C) e produtividade - P (D), em goiabeira 'Paluma', em função de doses de potássio, nos solos sem cálcio (SCa) e com cálcio (CCa). 

O aumento das doses de K acima das máximas estimadas até a dose de 180 g planta-1 ano-1 de K2O reduziu o número de frutos planta-1 de 182 para 179 e de 140 para 122, nas plantas não adubadas e nas adubadas com nitrato de cálcio, respectivamente, indicando que doses elevadas de K2O comprometeram a produção de frutos da goiabeira. Essa redução do número de frutos ocorre pelo fato de o K em concentrações elevadas no solo, inibir a absorção de Ca e Mg, comprometendo funções fisiológicas importantes das plantas (Marschner, 2012).

Nas plantas não adubadas com cálcio, o aumento das doses de potássio, com pontos de máximo atingidos na dose estimada de 101 g planta-1 ano-1 de K2O, elevou a massa média de frutos até 173,3 g fruto-1 (Figura 3B). Não se obteve ajuste de modelo para essa variável nas plantas adubadas com cálcio, com média de 172,7 g fruto-1. Esses resultados estão de acordo com os de Natale et al. (1996b) que observaram aumento da massa média de frutos em função da adubação potássica. Por outro lado, Amorim et al. (2015a), em plantas de goiabeira ‘Paluma’ com sete anos de idade, não verificaram efeito da adubação potássica sobre a massa média de frutos, com valores de 117, 147 e 168 g frutos-1, no primeiro, segundo e terceiro ciclo. Isso indica que a adubação com cálcio proporcionou nutrição adequada das plantas, justificando o incremento da massa média de frutos de goiabeira (Jayachandra et al., 2005; Kumar et al., 2017).

O aumento das doses de potássio, até as máximas estimadas de 143 e 104 g planta-1 ano-1, elevou a produção por planta para valores de 31,2 e 25,6 kg planta-1, no solo sem e com nitrato de cálcio, respectivamente (Figura 3C). Entretanto, a adubação com doses de K2O acima das máximas estimadas inibiu a capacidade produtiva da goiabeira 'Paluma', em ambas as situações, por causa de o K induzir deficiência de Ca e Mg nas plantas, quando em concentrações elevadas no solo (Malavolta et al., 1997; Marschner, 2012). Esses valores estão bem abaixo dos 55,7 kg planta-1 produzidos com a dose de 330 g planta-1 ano-1 de K2O, na primeira safra, em goiabeira 'Paluma' irrigada (Alencar et al., 2016) e assemelham-se aos 25 kg planta-1de frutos de goiaba na dose 400 g planta-1 de K2O (Lima et al., 2008). Esses resultados corroboram os de Souza et al. (2012) e Souza et al. (2014) ao concluírem que a goiabeira é muito exigente em K, por isso, a adubação com esse macronutriente justifica seu efeito positivo no crescimento vegetativo e na produção de frutos.

Apesar da diminuição de produção provocada pelo nitrato de cálcio, em relação à das plantas sem o fertilizante, a produção por planta supera os 15,2 kg planta-1 colhidos em goiabeira 'Paluma' com 20 meses de idade, cultivada na mesma localidade deste trabalho (Rocha et al., 2016).

Possivelmente, o excesso de K aplicado nos tratamentos das maiores doses pode ter causado um desbalanço nutricional entre o K e outros nutrientes, contribuindo para a redução do crescimento e, consequentemente, para a redução de produção da cultura (Andrade Junior et al., 2005). Para realização da adubação potássica deve-se considerar o equilíbrio entre o K e cátions como Ca e Mg, pois cátions monovalentes são absorvidos pelas raízes das plantas mais rapidamente que os bivalentes; assim, uma relação adequada entre eles é fundamental para aumentar a eficiência de absorção (Montes et al., 2016).

A produtividade de frutos aumentou com as doses de K2O aplicadas, porém, a maior eficiência do fertilizante potássico foi observada nos tratamentos sem aplicação de cálcio (Figura 3D). Nas plantas não adubadas com nitrato de cálcio, na dose máxima estimada de 143 g planta-1 ano-1 de K2O, a produtividade foi de 19.130,8 kg ha-1. Esses resultados diferem dos de Natale et al. (1996b) que não evidenciaram resposta de doses de até 0,6 kg planta-1 de K2O no primeiro e segundo ciclo da cultura, e dos de Amorim et al. (2015a), que não constataram influência da adubação potássica em plantas de goiabeira com sete anos de idade, com doses de até 2,2 kg planta-1 de K2O .

Quando o K foi aplicado em doses elevadas, a produtividade de frutos de goiabeira ‘Paluma’ foi prejudicada, principalmente nas plantas nas quais foi aplicado o nitrato de cálcio. De acordo com Marschner (2012), cátions como o K podem atravessar a membrana plasmática com maior velocidade, deprimindo a absorção de cátions mais lentos como Ca e Mg, podendo causar deficiência nas plantas e comprometendo a produtividade.

A aplicação de fertilizantes potássicos, na dose necessária para a melhoria da fertilidade do solo e para atender a necessidade nutricional da cultura, proporciona maior incremento da produtividade agrícola (Feitosa et al., 2013). Porém, é importante destacar que a utilização de altas doses de cloreto de potássio pode causar toxidade nas plantas (Miyake et al., 2016) e perdas fotossintéticas na goiabeira (Cavalcante et al., 2018) e esses efeitos provocam perdas de produtividade da cultura.

CONCLUSÕES

A adubação potássica, aplicada juntamente com o Ca, não altera os teores foliares de macro e micronutrientes, exceto do enxofre que foi reduzido com o aumento das doses.

A adubação com cálcio promove aumento dos teores foliares de fósforo, potássio, cálcio, enxofre, boro, manganês e zinco.

A adição de cálcio juntamente com a adubação potássica reduziu a capacidade produtiva das plantas.

A máxima capacidade produtiva das plantas de goiabeira Paluma foi obtida sob adubação potássica, com doses variando entre 101 e 143 g planta-1 ano-1 K2O, sem aplicação de cálcio.

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), pela concessão da bolsa de mestrado ao primeiro autor, e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela contribuição financeira ao trabalho. Agradecem também ao Programa de Pós-Graduação em Agronomia da Universidade Federal da Paraíba pelo apoio no desenvolvimento da pesquisa.

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Recebido: 20 de Março de 2018; Aceito: 05 de Fevereiro de 2019

*Autor para correspondência: cassio.alian216@gmail.com

1 Este trabalho faz parte da dissertação do primeiro autor.

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