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Revista de Administração de Empresas

Print version ISSN 0034-7590

Rev. adm. empres. vol.41 no.2 São Paulo Apr./June 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-75902001000200002 

RELAÇÕES DE TRABALHO

 

Assedio moral e assedio sexual: faces do poder perverso nas organizações

 

 

Maria Ester de Freitas

Professora e Pesquisadora do Departamento de Administração Geral e Recursos Humanos da FGV-EAESP. E-mail: mfreitas@fgvsp.br

 

 


RESUMO

Este artigo analisa duas faces do poder perverso nas organizações modernas: o assédio moral e o sexual. No momento em que as empresas buscam uma orientação mais ética e a melhoria do ambiente de trabalho, a discussão desses temas se faz prioridade. O texto apresenta, ainda, resultados de pesquisas realizadas na França e no Brasil.

Palavras-chave: Assédio moral, assédio sexual, ética em negócios, responsabilidade organizacional, recursos humanos.


ABSTRACT

This article analyzes two faces of perverse power in organizations: moral harassment and sexual harassment. At the moment in which enterprises search for more ethical orientation and new ways to improve the work environment and its relationships, this debate becomes a real priority. The text also presents some finds of French and Brazilian researches.

Key words: Moral harassment, sexual harassment, business ethics, organizational responsibility, human resources.


 

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text available only in PDF format.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

HIRIGOYEN, Marie-France. Le harcèlement moral: la violence perverse au quotidien. Paris : Syros, 1998.         [ Links ]

MORAES, Rita. A lei do mais forte. ISTO É, São Paulo, n.1542, p. 84-89, 21 abr. 1999.         [ Links ]

 

NOTAS

1. Ver LEYMANN, Heinz. Mobbing: la persécution au travail. Paris : Seuil, 1996.

2. Ver Hirigoyen (1998).

3. Ver REBONDIR. Harcèlement moral. n. 85, p. 18-32, juin 2000. Número especial sobre assédio moral.

4. Ver DENIS, Paul. Emprise et satisfaction: les deux formats de la pulsion. Paris : PUF, 1997.

5. Agradeço a Greice Yamaguchi a experiência pessoal com que ela me proporcionou essa lição. Apesar de ela não ser uma subordinada minha e de não ter mais ligação direta com a instituição na qual trabalho, o fato de ter acesso privilegiado a colegas de uma instituição parceira favorece a semelhança com o caso de subordinação, o que me motivou a estudar melhor esse fenômeno. Escrever sobre o assunto me parece a melhor defesa, especialmente por poder divulgá-la no mesmo fórum do ataque.

6. Parte das idéias aqui expostas foram publicadas no artigo “Assédio sexual: a proposta perversa”, de Maria Ester de Freitas, RAE Light, São Paulo, v. 3, n. 3, p. 4-9, jul./set. 1996.

7. O grupo Ilê-Ayê, de Salvador, tem esse entendimento sobre a questão, o que se traduz na sua política de não-miscigena ção dentro do grupo, isto é, ele é composto exclusivamente por negros.

8. No sentido usado em Laplanche e Pontalis, Vocabulaire de la Psychanalyse, 12ª ed., Paris, PUF, 1994, p. 306-309.

9. Don Juan é um personagem literário, histórico. Existem diversas versões do mito de Don Juan, sendo as mais famosas: Tirso de Molina, Molière, José Zorrila, Mozart, Lord Byron e Kierkegaard.

10. Ver RANK, Otto. Don Juan et le double. Paris : Payot, 1973.

11. Ver CASANOVA. Memórias: escritas por ele mesmo. Rio de Janeiro : José Olympio, 1956/1959. 10 v.

12.Ver KIERKEGAARD, Sorel. Le journal du sèducteur. Paris : Gallimard, 1943. Col. Folio/Essais, n. 94.

13. Também em De Laclos, Ligações perigosas, são as cartas o meio pelo qual a relação entre os amantes (Valmont e Marquesa de Merteuil) é sustentada.

14. Ver SIBONY, Daniel. Sedução: o amor inconsciente. São Paulo : Brasiliense, 1991 e, sobre a linguagem escorregadia dos signos fugitivos, consultar especialmente: BAUDRILLARD, Jean. Da sedução. Campinas : Papirus, 1991.

15. Ver reportagem especial da revista ISTO É (Moraes, 1999, p. 85).

16. Ver FREITAS, Maria Ester de. Cultura organizacional: identidade, sedução e carisma, Rio de Janeiro : FGV, 1999. Ou, ainda, o artigo de FREITAS, Maria Ester de. Contexto social e imaginário organizacional moderno. RAE – Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 40, n. 2, p. 6-15, abr./jun. 2000.

17. Ver REBONDIR. Harcèlement moral. n. 85, p. 18-32, juin 2000. Número especial sobre assédio moral.

18. O jornal Tribuna de Minas, de Juiz de Fora, de 4 de fevereiro de 2001, traz uma matéria especial sobre o assunto, com o título “Chefes autoritários, funcionários doentes ”. A reportagem baseia-se em pesquisa realizada em São Paulo, pela médica Margarida Barreto, na qual foram analisados 2.072 trabalhadores de 97 empresas. Resultados que comprovam uma forte ocorrência desse fenômeno e das doenças por ele provocadas.

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