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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910On-line version ISSN 1518-8787

Rev. Saúde Pública vol.7 no.3 São Paulo July/Sept. 1973

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101973000300007 

ATUALIZAÇÃO CURRENT COMMENT

 

Curva de hemoglobina em um grupo de gestantes normais

 

Hemoglobin curve in a normal pregnant women group

 

 

Pedro Augusto Marcondes de AlmeidaI; Cyro Ciari Jr.I; Jair Licio Ferreira SantosII; Arnaldo Augusto Franco de SiqueiraI

IDa Disciplina de Higiene Materna do Departamento de Prática de Saúde Pública da USP – Av. Dr. Arnaldo, 715 – São Paulo, S.P. – Brasil
IIDo Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP – Av. Dr. Arnaldo, 715 – São Paulo, S.P. – Brasil

 

 


RESUMO

Através das dosagens de hemoglobina realizadas em várias épocas da gravidez, em 701 gestantes sem suplementação de ferro escolhidas por amostragem casual simples de um universo de 7050 no período de 1947 a 1969, foi construída uma curva com as taxas médias de hemoglobina, que evidenciou uma queda que atinge o máximo por volta do 7.° mês de gravidez e elevando-se a partir desta época. A partir dela foi construída uma curva operacional e discutida a sua importância no diagnóstico e conduta frente a anemia na gravidez.

Unitermos: Gravidez *; Assistência pré-natal *; Anemia (Insuficiência de ferro) *; Curva de hemoglobina.


SUMMARY

Through hemoglobin determinations made in various stages of pregnancy, in 701 pregnant women with no iron supplementation ad hoc chosen out of a number of 7050 in the period from 1947 to 1969, a curve was constructed with the average rate of hemoglobin, which gave evidence of a drop that reaches its maximum around the 7th month of pregnancy and rises from that moment on. From this a working graph was built up and then it was discussed its importance in the diagnostic and treatment in anemia in pregnancy.

Uniterms: Pregnancy*; Pre-natal care; Anemia, hypochromic* Hemoglibin curve.


 

 

I – INTRODUÇÃO

A necessidade da avaliação do estado nutricional da gestante torna-se mais importante quando sabemos que influe na mortalidade materna, bem como, no desenvolvimento fetal.

O estado carencial materno não se revela nos registros de óbitos como causa, no entanto, sabemos estar sempre presente no agravamento de processos que por si só seriam controláveis. Da mesma forma, o aprimoramento das técnicas do diagnóstico intra-uterino das condições de saúde fetal, vem demonstrando que muitos estados disfuncionais se relacionam a problemas nutricionais.

Já em 1944 WARKANY & SCHRAFFENBERG 25 demonstravam em animais a relação entre carências nutricionais e desvios embriogênicos.

Na realidade, seguidos estudos têm demonstrado uma relação geral entre a insuficiência ponderal do recém-nascido, os níveis de mortalidade e morbidade, com regimes alimentares insuficientes da gestante.

Há, portanto, um risco materno e fetal maior, proveniente da subnutrição.

As gestantes e lactantes, bem como as crianças de pouca idade são os grupos mais vulneráveis da população sob o ponto de vista nutricional19.

A gestação representa para a mulher um estado de sobrecarga fisiológica, pois, o desenvolvimento do feto não só se superpõe ao metabolismo materno, como também o modifica substancialmente. Determina então, um reajuste do organismo feminino a esta nova condição. Muitos destes se produzem no início da gestação e permanecem em todo seu transcurso. Define-se deste modo uma modificação no metabolismo geral atingindo um gasto suplementar de 150 calorias diárias na segunda metade da gravidez 7.

Outras funções orgânicas são também atingidas e geralmente no sentido de um aumento de absorção, como no aparelho digestivo que, provavelmente, dada as necessidade fetais, incrementa a absorção do ferro, vitamina B12 e outros elementos, principalmente no final da gestação. O mesmo ocorre com as variações hemáticas de volume, valor globular, composição do plasma, etc.17.

Desta forma, o organismo materno passa a uma exigência calórica maior que, se não cumprida, influe no curso e resultado da gestação. GOPALAN & BELVADY12 chegam a afirmar que em algumas áreas as mulheres, desde seu casamento, passam a um estado permanente de tensão nutricional dado o número de gestações.

Quando a gravidez incide sobre um organismo normal este tem reservas suficientes para atender este excesso de exigência, mantendo-se o equilíbrio. No entanto, os estados carenciais determinam não só a falta da adaptação como também até um processo espoliativo.

Um dos problemas mais importantes do estudo nutricional das grávidas é a avaliação de seu estado a partir do estabelecimento dos valores normais para a gestação.

As modificações gravídicas alteram os resultados normais de diferentes dosagens, impossibilitando que a interpretação de exames obtidos na gravidez possam ser relacionados aos da mulher não grávida. Daí a necessidade básica de procurar-se estabelecer padrões próprios da gestação para haver correta avaliação dos desvios de normalidade.

Isto ocorre de modo característico com a concentração de hemoglobina que, devido às modificações do volume sangüíneo e do metabolismo da água na gestação, está alterada não podendo ser comparada aos valores obtidos fora da gravidez.

Os critérios clínicos de normalidade usados para as não grávidas não podem aplicar-se à gestante19. Nesse trabalho, o grupo de estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que se deve considerar a existência de anemia na gravidez quando o índice de hemoglobina foi inferior a 10 g por 100 ml. RAURAMO et al22 e BENJAMIN et al2 afirmam que a taxa limite seria de 12,0 g%. Já RACHMILEWITS21, GOLTNER11 e KWA16 acompanham a taxa sugerida pela OMS de 10,0 g%. SZARFARC23, em seu trabalho em gestantes da Casa Maternal Leonor Mendes de Barros, informa 52,1% de anemia entre as gestantes quando se considera a taxa de 12,0 g% e de 16,2% quando os valores mínimos são de 10,1 g%.

JELLIFFE14, por sua vez, considera a medida das concentrações de hemoglobina tendo grande utilidade prática na avaliação do estado nutricional das gestantes, recomendando que seja feita junto com todos os exames de pré-natal e principalmente no 6.° mês.

Para esse autor, a interpretação das concentrações de hemoglobina durante a gravidez tem que levar em conta uma diminuição fisiológica da ordem de 2 g por 100 ml devido a hemodiluição.

A incidência de anemia durante a gravidez é muito alta e a anemia ferropriva contribue em 75% dos casos. Tal incidência varia, nas diversas populações, em função das condições sócio-econômicas15.

O grupo de trabalho da OMS 20 (1970) verificou em diversas partes do mundo que de 21 a 80% das gestantes tinham anemia.

DE LEEUW 5, HYTTEN & LEITCH 13 afirmam que as demandas de ferro do feto são atendidas prioritariamente em relação as da mãe. MORISON 18, ao estudar as contrações de ferro no fígado do recém-nascido a termo, observou que a presença ou ausência de anemia da mãe, não acarretava alterações nestas concentrações.

A anemia está, quando presente, efetivamente relacionada com a incidência de prematuridade (STANGL & VERES 24, GILES & BURTON 8, MORISON 18 em seu estudo afirma que a quantidade de ferro que o recém-nascido recebe da mãe aumenta linearmente em relação ao seu peso corporal.

Temos conhecimento, também, que a incidência do óbito materno, de toxemia, de partos prematuros e a elevação da taxa de mortalidade perinatal20, estão relacionadas com a presença ou não de anemia. O intervalo interpartal curto e a informação de que os grupos mais prejudicados pela deficiência de ferro são as gestantes e as crianças de 6 a 18 meses20, são outros fatores importantes para este estudo.

Desta forma tentaremos construir uma curva relacionando a idade da gestação aos valores de hemoglobina normais para esta.

Tal curva facilitaria inclusive, após sua aplicação, a identificação do momento oportuno da gravidez para iniciarmos ou não, a utilização do ferro.

Por outro lado, a literatura26 nos informa que não há um padrão universal de comportamento da curva de hemoglobina, o que determina a necessidade de pesquisa em diferentes grupos populacionais.

 

2 – MATERIAL E MÉTODOS

2.1 Material

Foram observadas 701 gestantes, matriculadas no Serviço de Pré-natal da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, escolhidas por amostragem casual simples de um universo de 7.050 gestantes no período de 1947 a 1969. A maioria das gestantes matriculadas no Centro de Aprendizado Urbano da Faculdade de Saúde Pública, por suas características apresentam certa homogeneidade de condição sócio-econômica *.

A média de idade de gestação na matrícula é de 4 meses e a freqüência para a consulta é de uma por mês, até o 7.° e daí quinzenal até o termo. Praticamente em cada consulta mensal é feita a dosagem de hemoglobina.

As dosagens de hemoglobina, nos anos a serem pesquisados, foram feitas sob a mesma técnica e praticamente não houve variação no pessoal que a executou, o que nos dá garantia de uniformização dos resultados. O mesmo ocorre em relação a coleta de material, seja quanto ao pessoal ou ao horário.

2.2 Método

Cada gestante durante o evolver da gravidez, foi submetida em média a 3 ou 4 dosagens de hemoglobina. O método utilizado foi o da oxihemoglobina (leitura em colorímetro fotoelétrico) que apresentava valores normais para as mulheres de 13,2 g a 16,7 g ou 83,5% a 108%.

2.2.1 Tratamento Estatístico

Normalidade das distribuições: com o objetivo de testar a normalidade das distribuições de hemoglobina entre as grávidas, para cada mês de gestação procedeu-se ao teste de aderência de Kolmogorov-Smirnof (apud DIXON & MASSEY6), num nível de significância de 5%.

2.2.2 Limites de tolerância

Para a determinação dos limites de tolerância procedeu-se segundo recomendam DIXON & MASSEY 6. Para cada mês de gestação foram estabelecidos os limites que cobrem 90% da população com probabilidade de 95%.

 

3 – RESULTADOS

3.1 Dados obtidos

Obtivemos de início uma distribuição de dosagens de hemoglobina e relacionamos com o número de grávidas para cada mês de gestação. Estes dados constam da Tabela 1.

3.2 Testes de normalidade

Os testes de normalidade, obtidos a partir dos dados da Tabela 1, constam da Tabela 2.

 

 

Tabela 3

 

Para tanto, construiu-se inicialmente as distribuições acumuladas de hemoglobina para cada mês de gestação, em função da variável reduzida Z, onde:

M = média amostral

D = desvio padrão amostral

Para todos os meses conclui-se pela normalidade da distribuição de hemoglobina no nível fixado.

3.3 Limites de tolerância

Admitida a normalidade das distribuições, procedeu-se ao cálculo dos limites de tolerância para cada mês de gestação. Para tanto usou-se a tabela publicada por DIXON & MASSEY 6.

Os resultados são os constantes na Tabela 4 e podem ser observados na Figura.

 

 

3.4 Curvas operacionais.

Com o objetivo de uma melhor utilização dos resultados, sugerimos a utilização da Figura.

Nota-se, a bem da acuidade metodológica, que não se objetivou aquí, qualquer espécie de regressão das médias de hemoglobina em função de tempo, e de limites em torno da curva de regressão.

Este não é o objetivo do trabalho, embora, eventualmente, a relação hemoglobina x tempo de gestação possa ter interesse científico que a princípio não negamos.

O que a Figura visa é: para cada mês de gestação, tornar fácil a comparação de determinada dosagem de hemoglobina com os limites de tolerância obtidos que não apresentam as sinuosidades daquelas. Conforme ressaltado acima tais curvas são sujeridas com objetivos meramente operacionais.

 

4 – DISCUSSÃO

Observamos, neste trabalho, que as várias dosagens de hemoglobina realizadas nas 701 gestantes, escolhidas do universo de 7050, no período de 1947 a 1969, evidenciaram níveis de hemoglobina que variaram em média de 11,74 no 2.° mês de gestação a 11,39 no 9.° mês. No evolver da gravidez constatamos um máximo de queda por volta do 7.° mês, de 11,13. Ocorreu, portanto, uma queda de níveis médios de hemoglobina até o 7.° mês de gestação e a partir daí uma ascenção, sem que as pacientes tenham se submetido a tratamento com sais de ferro.

Através dos testes de normalidade conclui-se pela normalidade da distribuição da hemoglobina no nível fixado.

A Figura evidencia esta evolução da hemoglobina até o 7.° mês e depois sua leve elevação. É difícil explicar o comportamento desta curva elevando-se no último trimestre. Talvez isto esteja ligado à mobilização da reserva de ferro materno para atender às crescentes necessidades do feto.

RACHMILEVITZ et al.21, estudando 890 gestantes entre 15 e 36 anos, observaram uma incidência de anemia de 22% com níveis de hemoglobina abaixo de 10,0 g%. Realizando várias dosagens de hemoglobina observaram que há uma queda dos níveis que posteriormente se elevam no último trimestre.

GLASKOV10 fazendo a contagem de eritrocitos e a determinação da taxa de hemoglobina, constatou também elevação de ambas no 3.° trimestre.

Os mesmos resultados foram obtidos também por CANTLIE et al.4.

Por outro lado, BRAT & HUBINONT3 (1964) estudando 10 gestantes através de contagem de glóbulos vermelhos, hematócrito e concentração de hemoglobina observaram também o desenvolvimento de anemia do 3.° ao 6.° mês e a partir daí elevação da porcentagem daquele valor hemático.

GITLIN et al.9 referem que as taxas de hemoglobina aumentam no 3.° trimestre, principalmente quando estas estão acima de 12,0 g% no 2.° trimestre e não são influenciadas pelas condições sócio-econômicas, paridade ou país de origem.

Em 1971, WEIR et al.24 referem que em gestantes normais, realizando-se dosagens de hemoglobina e hematócrito no período de 16 a 38 semanas, não há significativa alteração dessas concentrações.

Um dos fatores observados, ao se estudar a evolução dos níveis de hemoglobina na gestação em relação ao diagnóstico de anemia ferropriva, é que se deve fazer não uma só dosagem, mas sim várias, para se poder ter uma evolução e distinguirmos a anemia efetiva de uma baixa de taxa de hemoglobina determinada apenas pela hidremia.

GOLTNER 11, BRAT & HUBINONT3 RACHMILEVITZ 21 CANTLIE et al.4, GITLEN et al.9 GLAZKOV10 evidenciam este fato em seus trabalhos e não são concordes em se dar ou não sais de ferro para as gestantes. CANTLIE et al.4, GOLTNER 11, GITLIN et al.9 apesar de observarem a elevação da hemoglobina no 3.° período de gestação, afirmam que os níveis de hemoglobina são significativamente mais elevados quando se dá ferro. ALMEIDA et al.1 também observaram este fato quando medicavam pacientes com taxa de hemoglobina abaixo de 10,0 g% com citrato de cálcio ferroso.

Por sua vez GLASKOV 10, na Rússia, informa que o resultado observado após a administração profilática de ferro, é similar às pacientes que não tomaram os sais ferrosos.

A curva por nós construída com as dosagens de hemoglobina realizadas nas 701 gestantes, deverá numa segunda etapa ser testada no sentido de verificar a sua operabilidade.

No presente momento está se formando um grupo aproximado de 700 gestantes e verificando como o valor de suas dosagens de hemoglobina se ajustam na curva.

Quando estivermos frente a uma população diferente da estudada neste trabalho, e se quizermos saber se esta população se assemelha à medida, deveremos verificar se as dosagens de hemoglobina se ajustam ou não dentro dos limites de tolerância. Se 90% das dosagens de hemoglobina deste grupo diferente, cair dentro dos limites de tolerância, nós teremos 95% de segurança em afirmar que estas populações se assemelham e poderemos aplicar também a elas as conclusões deste trabalho.

Independente de uma decisão programática em que a identificação do nível sócio-econômico e condições nutricionais recomendem a utilização do ferro por todas as gestantes, esta curva pode ser utilizada quando se decide a aplicação do ferro apenas àquelas mulheres cuja dosagem de hemoglobina se situar 1g abaixo da curva média devendo, portanto, receber o suplemento. Por outro lado quando sucessivas dosagens, se bem que dentro dos limites de tolerância, revelarem uma tendência à queda, deve ser também utilizado o ferro. Finalmente, sempre que houver uma intercorrência clínica ou obstétrica, está indicada a suplementação férrica.

 

5 – CONCLUSÕES

No grupo populacional estudado, concluímos que durante o evolver da gravidez, sem suplementação de ferro, quando realizadas várias dosagens de hemoglobina, estas evidenciam uma curva com queda que atinge o ponto máximo ao 7.° mês e a partir daí ocorre sua elevação.

Foi construída uma curva operacional com limites de tolerância inferiores e superiores que após ser testada deverá contribuir no diagnóstico e conduta frente a anemia e gravidez.

Esta curva poderá ser utilizada operacionalmente em serviços de pré-natal cuja população de grávidas se assemelhe à estudada.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Recebido para publicação em 11-5-1973
Aprovado para publicação em 10-7-1973

 

 

* ALVARENGA, A. T. de – índice de status sócio-econômico da mulher grávida que pertence ao Centro de Aprendizado Urbano da Faculdade de Saúde Pública da USP. – Trabalho em andamento.

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