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Revista de Saúde Pública

versión impresa ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública v.20 n.3 São Paulo jun. 1986

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101986000300003 

ARTIGO ORIGINAL

 

Níveis de anticorpos para arbovírus em indivíduos da região de Ribeirão Preto, SP (Brasil)

 

Arbovirus antibody levels in the population of the Ribeirão Preto area, S.Paulo State (Brazil)

 

 

Luiz Tadeu Moraes FigueiredoI; Amélia P.A. Travassos da RosaII; Adhemar Mário FiorilloI

IDo Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo -14049 - Ribeirão Preto, SP - Brasil
IIDo Instituto Evandro Chagas, Fundação de Serviços de Saúde Pública - Av. Almirante Barroso, 492 - 66000 - Belém, PA - Brasil

 

 


RESUMO

Com o objetivo de conhecer os níveis de anticorpos para arbovírus, foram estudados 302 indivíduos da região de Ribeirão Preto (Brasil), moradores em 3 tipos de locais com distintas formas de organização do espaço: próximos à área de paisagem natural; com paisagem modificada para a agropecuária; comunidades urbanas. Foram efetuados testes sorológicos de inibição da hemaglutinação, neutralização e fixação do complemento para 21 arbovírus. Os resultados mostraram que 19,9% dos indivíduos investigados apresentaram anticorpos, sugerindo infecções pregressas por vários arbovírus. A maior percentagem de habitantes que se infectaram por estes agentes foi observada em locais próximos à área de paisagem natural, 38,5%. O vesiculovírus Piry foi o agente para o qual se encontrou o maior número de soros reagentes, 12,5%. A maior ocorrência de portadores de anticorpos para o vírus Piry foi observada nos indivíduos: do sexo masculino; com idade superior a 40 anos; guardas-florestais, lavradores e profissionais com atividades ligadas ao rio.

Unitermos: Anticorpos virais, análise. Arbovírus, imunologia. Testes de inibição de hemaglutinação. Testes de neutralização.


ABSTRACT

The area of Ribeirão Preto is located in the north of S.Paulo State - Brazil. The population is 611,742. The climate is sub-tropical warm and humid. The area of Ribeirão Preto is almost completely deforested and covered by extensive plantations of sugar cane and coffee and pasture. With the purpose of discovering the arbovirus antibody levels, a serologic survey was carried out among people of the Ribeirão Preto area living in different geographical environments. Fifty two inhabitants located close to natural landscap, 38 in places with landscape modified by agriculture and cattle raising, and 93 in urban communities were studied. Serologic tests for hemagglutination inhibition by 20 Togaviridae and Bunyaviridae arbovirus, and neutralization and complement fixation tests on Piry Rhabdoviridae were carried out. It was discovered that 19.9% of the sample population presented antibodies against arbovirus. The Flavivirus Togaviridae antibodies were the most frequent among inhabitants from urban communities (8.5%). Anti amarilic vaccination, carried out 8 years ago, explains this fact. Piry Rhabdoviridae obtained 12.5%, the most significant population in proportion of antibodies detected. Thirty two percent of inhabitants in a place close to natural landscape, 11.5% of inhabitants in places with landscape modified by agriculture and cattle raising, and 7,5% of inhabitants in urban communities presented Piry antibodies. This virus has never before been discovered in the south of Brazil. The highest risk of infection by Piry virus was found in men, especially older than forty: agricultural workers, forestry wardens and river workers. These conclusions are typical of a virus related to a natural environment. Geographical space is changeable, and organized according to the characteristics of a civilization at a particular point in time. The geographical space approach is more advantageous than a purely ecological view on zoonoses research in populated and organized areas in the south of Brazil.

Uniterms: Antibodies, viral, analysis. Arboviruses, immunology. Hemagglutination inhibition tests. Neutralization tests.


 

 

INTRODUÇÃO

A grande maioria das informações sobre arbovírus e arboviroses humanas no Brasil foi obtida em locais que possuem o meio natural preservado, principalmente na Amazônia15. Entretanto, no sul do Brasil e particularmente no Estado de São Paulo, tem sido observada a circulação de arbovírus em matas da região da Serra do Mar e Litoral4,8,9,10,11. Além disso, na década de 70, no Vale do Ribeira ocorreu uma epidemia de encefalite grave causada pelo arbovírus Rocio9,21.

Apesar de existirem poucas informações sobre agentes arbovíricos em regiões com paisagem modificada, sabe-se que: esses vírus poderiam manter-se nesses locais como zoonoses em matas residuais; poderiam ser introduzidos eventualmente nessas áreas e, encontrando um vetor adequado, infectar animais silvestres, domésticos e o homem; arbovírus remanescentes do antigo meio natural, mantendo-se na natureza em condições cada vez mais restritas, poderiam adaptar-se ao ecossistema artificial.

Objetivamos no presente trabalho obter informações sobre os níveis de anticorpos para arbovírus em indivíduos moradores da região de Ribeirão Preto, escolhidos segundo a residência, em locais com distintas formas de organização do espaço geográfico.

Região Estudada

A região de Ribeirão Preto compreende as microrregiões homogêneas 237 e 238, situadas ao norte do Estado de São Paulo.5 Ribeirão Preto, a cidade principal, situa-se a 21 °11' de latitude sul e 47°49' de longitude oeste G, distando 289 Km em linha reta da Capital do Estado3.

A região situa-se no Planalto Ocidental Paulista e tem como rios principais o Pardo, Mogi-Guaçu e Sapucaí-Mirim. O clima é tropical do Brasil Central, subquente e úmido, com 3 meses secos. As estações chuvosas e secas são bem definidas. A temperatura média anual é de 21,7°C e a precipitação anual media de 1433 mm1.

A população regional, segundo o censo de 19806 é de 611.742 habitantes e não há relato de casos de infecção por arbovírus2.

A região de Ribeirão Preto encontra-se quase que completamente desmatada. O processo de desmatamento foi iniciado para a cafeicultura e se agravou presentemente com a agroindústria canavieira. Observa-se, em conseqüência, diferentes formas de organização do espaço geográfico: natural (matas residuais), cultivado, assentamentos humanos e cidades.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram escolhidos para o estudo moradores em 3 tipos de locais:

A) Localidade próxima à área de paisagem natural - Estação Experimental de Luís Antonio e Estação Ecológica de Jataí. As Estações, pertencentes à Secretaria da Agricultura Estadual, situam-se no Vale do rio Mogi-Guaçu, município de Luís Antônio, em área de 10.970 hectares, com uma extensa reserva florestal natural.

B) Localidades rurais de paisagem modificada - Vilarejo às margens do rio Pardo, no município de Serrana, circundado por extensa plantação de cana de açúcar e fazendas, nas proximidades do rio Sapucaí-Mirim, no município de Altinópolis, área de pastagens e cafeicultura.

C) Comunidades urbanas – Bairro do Ipiranga (bairro periférico) da cidade de Ribeirão Preto e cidade de Luís Antônio.

Foram utilizados 302 soros humanos provenientes de moradores em localidade próxima à área de paisagem natural - 52 indivíduos; localidades rurais de paisagem modificada - 62 indivíduos (Serrana - 38 e Altinópolis - 24); comunidades urbanas - 188 indivíduos (Ribeirão Preto - 93 e Luís Antonio - 95). Os soros foram obtidos nos anos de 1983 e 1984, por punção venosa e armazenados a -18°C.

Foram realizadas reações sorológicas de inibição de hemaglutinação (IHA), neutralização (N) e fixação do complemento (FC).

Os testes de IHA foram efetuados nos 302 soros, segundo a técnica descrita por Shope, 196319. Foram utilizados antígenos de 20 vírus pertencentes a duas famílias12: Togaviridae, do gênero Alphavírus - Encefalite Eqüina Leste (EEE), Encefalite Eqüina Oeste (WEE), Mayaro, Mucambo, ANSP 50783, Encefalite Eqüina Venezuelana (VEE) e Pixuna, do gênero Flavivírus - Febre Amarela (YF), Febre Amarela 17D (Vacina), Ilhéus, Encefalite de St. Louis (SLE), Rocio, Bussuquara, Cacipacoré, Dengue 1 e Dengue 4; Bunyaviridae do gênero Bunyavírus - Caraparú, Oropouche, Guaroa e Tacaiuma. Os antígenos foram obtidos de cérebro de camundongo recém-nascido, pela técnica de extração com sucroseacetona, ou de soro de camundongo ou hamster por extração com acetona. Os soros foram pré tratados com acetona e absorvidos por hemácias de ganso.

A reação N foi realizada segundo a descrição de Shope e Sather, 197920, para o vírus da família Rhabdoviridae, gênero Vesiculovírus Piry12 em 297 soros. Também 4 soros com reação IHA monotípica para Rocio foram testados por N para o mesmo agente. Utilizou-se técnica de soro constante (diluição final 1:8) e diluição do vírus (10X), usando como fonte o cérebro de camundongos infectados. Cada teste incluiu uma titulação controle, um controle positivo e um negativo. Partes iguais da mistura soro-vírus foram incubados por uma hora a 37°C e a seguir mantidas em banho de gelo até serem inoculadas por via intracerebral em camundongos de 2 dias. Testes com índice logarítmico de neutralização (ILN) de 1,7 ou maior, foram considerados positivos. Os cálculos do LD50 foram feitos segundo o método de Reed e Muench17.

O teste FC foi efetuado com os soros de 10 indivíduos de idade inferior a 41 anos e testes N positivos para o vírus Piry. Foi utilizado em FC o mesmo vírus, em placas, segundo técnica descrita por Shope e Sather, 197920.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Dos 302 indivíduos estudados, 60 (19,9%) apresentaram anticorpos para os arbovírus testados. Destes, 37 foram reagentes para o Vesiculovírus Piry (12,5%) e 22 (7,3%) para Flavivírus. A ocorrência de anticorpos para Alphavírus (0,7%) e Bunyavírus (1%) foi muito baixa (Tabelas 1 e 2).

A análise dos indivíduos segundo o tipo do local de habitação mostrou para os Flavivírus uma ocorrência maior de portadores de anticorpos nos moradores de comunidades urbanas (Tabela 2). Supomos que considerável parte dos indivíduos com anticorpos para este gênero de vírus deva ter recebido vacinação antiamarílica. Das reações de IHA positivas para Flavivírus o maior número, 11 casos, mostraram anticorpos para o antígeno YF vacinal, sendo 3 delas monotípicas. Uma campanha de vacinação antiamarílica ocorrida nos últimos 10 anos na região, reforça a suposição3.

Os soros de 4 indivíduos com reações IHA monotípicas para o vírus Rocio foram também testados por N, um teste mais específico, para o mesmo agente. D.M.M., 40 anos, sexo feminino, natural e moradora de Serrana (vilarejo às margens do rio Pardo) apresentou anticorpos neutralizantes ILN 1,8 para Rocio. D.M.M. não possuia antecedentes de meningencefalite e negava conhecer o litoral sul do Estado ou o Vale do Ribeira. Este resultado sugere a possibilidade, ainda não comprovada por isolamento de vírus ou estudo sorológico, da ocorrência de infecções pelo vírus Rocio no Planalto Ocidental Paulista. Para tanto, o vírus teria transposto a barreira natural representada pela Serra do Mar. Esta barreira limitou sua epidemia na década de 70, no litoral sul do Estado7. Lembramos, contudo, que estas reações podem estar detectando anticorpos para agente viral antigenicamente muito semelhante ao vírus Rocio.

Observamos, quanto aos Flavivírus, um perfil epidemiológico alterado provavelmente pela atividade humana que modificou o espaço geográfico e pela imunização artificial da população. O maior número de indivíduos com anticorpos habitava comunidades urbanas (Tabela 2).

O Vesiculovírus Piry foi o agente para o qual observamos a maior ocorrência de portadores de anticorpos na população participante do estudo (12,5%). Sua presença era desconhecida no Estado de São Paulo, já que todos os levantamentos sorológicos para arbovírus efetuados no Brasil, excetuando a Amazônia, não incluíram o vírus Piry. A ocorrência de 12,5% de indivíduos com anticorpos para estes vírus é alta e também são elevados os ILN, observados nos resultados da maioria dos testes positivos (Tabela 1). Na Amazônia a ocorrência de infecções pelo vírus Piry na população humana tem variado de 4 a 17% em diferentes populações14,16.

O vírus Piry, sobre o qual existem poucas informações, foi isolado no ano de 1960, em Belém do Pará Brasil. O material de isolamento provinha das vísceras de um marsupial (Philander opossum)1. Em 1972, isolou-se o agente do sangue de um funcionário de laboratório, infectado acidentalmente em Belém4. A infecção humana pelo vírus Piry foi observada em 6 casos de contaminação laboratorial, provavelmente por inalação acidental. O quadro clínico teve início súbito, com febre moderada, cefaléia, lombalgia e mialgias, que perduraram por 1 ou 2 dias14. Em um caso observou-se elevação dos teores de transaminases séricas4. A ecologia do vírus Piry é pouco conhecida. Supõe-se que este se mantenha num ciclo hospedeiro silvestre-vetor, embora os mesmos ainda não tenham sido determinados14.

Os indivíduos com anticorpos para o agente Piry, segundo o tipo de local de habitação, mostram perfil típico de uma virose ligada ao meio natural. A maior ocorrência de portadores de anticorpos observou-se naqueles que habitam local próximo à paisagem natural (32,0%), com maior possibilidade de entrar em contato com a mesma. Em 2° lugar, nos locais com paisagem modificada pela atividade agrícola (11,5%) e em menor valor nos locais onde o homem mais modificou a paisagem - comunidades urbanas (7,5%) (Tabela 2).

Uma análise dos resultados segundo o sexo, idade e profissão dos participantes com anticorpos para o vírus Piry também sugere o importante papel dos contados com o meio natural e focos de arbovírus. Indivíduos do sexo masculino, que por motivos de trabalho ou recreação costumam ter mais contato com o meio natural, apresentaram maior ocorrência de soros positivos (Tabela 3). Quanto, à idade, o valor crescente na proporção de indivíduos com anticorpos, à medida em que se eleva a faixa etária, chegando aos maiores níveis nos de idade superior a 40 anos (Tabela 4). Tal fato sugere que o contato da população regional com o vírus Piry deve fazer-se há tempo. Portanto, este agente seria endêmico na área, levando a aumento cumulativo da probabilidade de infecção com a elevação da idade dos habitantes. O aumento abrupto da ocorrência de infecções pelo Vesiculovírus, a partir dos 40 anos, leva-nos à conjectura de que estas devam ter sido mais freqüentes em época pregressa, provavelmente porque a região se encontrava menos devastada e extensos cerrados cobriam grandes áreas, as quais foram desmatadas, nas duas últimas décadas, para o plantio da cana de açúcar. A ausência de anticorpos fixadores do complemento, que costumam estar presentes após infecções recentes, nos 10 indivíduos mais jovens, reagentes nos testes de N para o vírus Piry, sugere que infecções humanas por este agente não estejam ocorrendo atualmente na região.

 

 

 

 

A análise segundo a profissão dos indivíduos participantes, com anticorpos para o vírus Piry, mostrou uma ocorrência mais elevada entre os guardas-florestais embora apenas 2 tenham sido testados, lavradores (21,1%) e com atividades ligadas ao rio (20%) (Tabela 5). Estes resultados são explicáveis, pois tais indivíduos, no exercício diário de suas profissões, entram em contato com o meio natural, ficando expostos por mais tempo a vetores e focos de arboviroses. Esta população de maior risco para infecção por arbovírus tem baixo nível sócio-econômico. Conjecturamos que as dificuldades próprias do diagnóstico etiológico de certeza nas infecções por vírus, a falta de informação dos profissionais de saúde e da população local sobre as doenças causadas por estes agentes e as deficiências de assistência a essa população de maior risco, explicam o desconhecimento de casos agudos de infecção pelo vírus Piry ou outros arbovírus na região. Estas infecções seriam confundidas com gripes, viroses exantemáticas ou hepatites pelos vírus comuns. Mesmo meningencefalites assépticas causadas por tais agentes poderiam ter sua etiologia ignorada.

 

 

O espaço geográfico e sua organização é um instrumento tomado da geografia18 e utilizado no plano de nosso estudo. Trata-se de critério ainda pouco abordado em estudos epidemiológicos. O espaço é mutável e organizado em função do momento histórico, densidade demográfica, organização social, econômica e evolução tecnológica2. Acreditamos que este tipo de abordagem seja vantajosa à puramente ecológica, baseada na teoria dos focos naturais13 e de grande valia no estudo de zoonoses em regiões povoadas e organizadas, como a do Sul do Brasil.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Recebido para publicação em 18/06/1985
Reapresentado em 20/01/86
Aprovado para publicação em 22/01/1986
Parte de tese de doutoramento apresentada à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, 1985, subordinada ao título: "Estudo sobre infecções por arbovírus na região de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo", realizado com auxílio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Processos 82/1250-0 e 83/ 1624-0

 

 

1 7º Distrito de Meteorologia - Instituto Nacional de Meteorologia - Ministério da Agricultura.
2 Segundo informações do Distrito Sanitário de Ribeirão Preto, 1984.
3 Diretoria Regional da SUCAM, 1984.
4 Instituto Evandro Chagas, Belém, 1983 - Dados inéditos.