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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.24 no.2 São Paulo Apr. 1990

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101990000200007 

ARTIGO ORIGINAL

 

Análise das condições de saúde e de vida da população urbana de Botucatu, SP (Brasil). III — Conhecimentos e opiniões dos profissionais de saúde a respeito de sintomas de doenças, 1984*

 

Analysis of standards of living and health in the urban population of Botucatu, S. Paulo State (Brazil). III — Health professionals' knowledge of and opinions about symptoms of diseases, 1984

 

 

Cecília Magaldi; Luana Carandina; Rosângela Maria Giarola

Departamento de Medicina Legal e Medicina em Saúde Pública da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista — Campus de Botucatu — 18610 — Rubião Júnior, Botucatu, SP — Brasil

 

 


RESUMO

Foram estudados os conhecimentos e opiniões dos profissionais de saúde do Município de Botucatu, SP (Brasil), acerca da freqüência e gravidade de treze sintomas e sinais de doenças, visando à comparação com as opiniões emitidas pela população urbana do Município. Foram entrevistados 435 profissionais de saúde ativos (médicos, enfermeiros, auxiliares e atendentes de enfermagem e outros), a maioria do sexo feminino, com idade de 25 a 44 anos. A categoria de atendentes foi a mais numerosa. De modo geral, os cinco últimos sintomas da relação constante do formulário — sangue no escarro, sangramento vaginal, caroço no seio, acessos e sangue na urina, foram considerados menos freqüentes e mais graves, comparativamente aos oito primeiros: falta de ar, febre, fraqueza, dor nas costas, dor no peito, dor de cabeça, tosse e diarréia. Dentre as categorias, os médicos diferenciaram-se atribuindo, com menor freqüência, escores altos para a freqüência e gravidade. Os clínicos valorizaram mais do que os cirurgiões, esses dois fatores, para quase todos os sintomas. O cotejo com a opinião dos leigos entrevistados revelou semelhanças nas tendências, embora tenha havido, por parte destes, maior valorização da freqüência e gravidade.

Descritores: Conhecimentos, atitudes e prática. Doença (sinais e sintomas). Ocupações em saúde. Educação em saúde.


ABSTRACT

The knowledge and opinions of health profissionais of Botucatu about the frequency and severity of thirteen symptoms and signs of diseases were studied with a view to comparing then with the opinions of Botucatu's urban population. Four hundred and thirty-five active health professionals (phisycians, nurses, nurse aides, health workers (orderlies) and others were interviewed. Most of them were women, with ages ranging from 25 to 44. The health workers (orderlies) were the most numerous category. In general, the last five symptons included in the form: bloody sputum, vaginal bleeding, breast lump, seizures and bloody urine, were considered less frequent and more serious as compared with the first eight symptoms: shortness of breath, fever, weakness, back pain (backache), chest pain, headache, cough and diarrhoea. Among the categories, the physicians differed from the other categories in less frequently attributing high scores to frequency and severity. The clinicians gave more value to these two factors than the surgeons for almost all symptoms. The comparison with the opinions of the laymen interviewed showed similar tendencies although the laymen regarded frequency and severity as more significant.

Keywords: Knowledge, attitudes, practice. Disease (signs and symptoms). Health occupations. Health education.


 

 

INTRODUÇÃO

Em pesquisa anterior2, parte do projeto que visa à análise das condições de saúde e de vida da população urbana de Botucatu, foram avaliados os conhecimentos e opiniões da população amostrada, sobre treze sintomas e sinais de doenças. Foi observado que, a respeito da freqüência e gravidade desses sintomas, a amostra populacional manifestou tendências compatíveis com o senso comum da medicina ou a "razão científica".

Por outro lado, se na literatura médica há trabalhos afins ao citado1,7,8,9,11, não se encontram pesquisas que visem à avaliação de opiniões sobre sintomas, entre profissionais de saúde.

Um estudo nesse sentido poderia dar indícios de algumas variáveis associadas às tendências encontradas nas respostas.

Assim, o presente trabalho propõe-se a verificar se a existência ou não de formação específica de categorias profissionais, o local de trabalho, a duração da prática (tempo de formação) e a especialização médica condicionam padrões diferentes quanto aos conhecimentos e opiniões sobre sintomas e sinais de doença. Além disso, objetiva comparar essas opiniões com as emitidas pela população urbana de Botucatu.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O Município de Botucatu, situado na região centro-sul do Estado de São Paulo, possuía segundo o Censo Demográfico de 19604, 64.476 habitantes (90,4% na zona urbana). Contava, em 1984, com dois hospitais gerais (filantrópicos), um hospital universitário (UNESP), um hospital psiquiátrico estadual, quatro centros de saúde, um ambulatório do INAMPS, um do Funrural e 34 farmácias, além de consultórios médicos particulares.

No período de outubro a dezembro de 1984, foi aplicado, aos profissionais de saúde em atividade, um formulário que continha 13 sintomas e sinais de doenças**, a respeito dos quais foram estabelecidos dois fatores avaliativos: freqüência e gravidade. As opiniões dos profissionais foram anotadas, para cada sintoma, em escala de adjetivos bipolares, com sete intervalos, separados por pontos conforme Osgood e col.10, que variaram de freqüente a raro e de grave a leve. A pessoa entrevistada era convidada a assinalar com X o espaço correspondente à sua opinião.

O formulário utilizado foi o mesmo aplicado anteriormente em amostra populacional urbana, acrescido de um cabeçalho para a anotação dos seguintes dados pré-codificados: idade, sexo, profissão, ocupação, especialidade, tempo de formação e principal local de trabalho, sem identificação do nome do profissional.

Foram utilizadas quatro entrevevistadoras (treinadas e supervisionadas por uma equipe de auxiliares de pesquisas populacionais), que deveriam conseguir o preenchimento do formulário no ato ou recolhê-lo até 24 horas depois. Realizaram, no máximo, três tentativas para conseguir a entrevista. Estabeleceu-se que o formulário fosse respondido no sentido descendente (do 1o ao 13o sintoma).

À época havia 664 profissionas de saúde elegíveis em atividade, dos quais 485 estavam disponíveis para entrevista (73,0%). Foram excluídos das entrevistas os médicos residentes e docentes da Faculdade de Medicina de Botucatu, os profissionais que estavam trabalhando em período noturno, na época, e os que estavam em gozo de férias ou licença. Os psicólogos também foram excluídos em virtude da concomitância de aplicação de formulário sobre saúde mental, objeto de outro projeto de pesquisa.

No estudo, considerou-se a ocupação, e não a profissão, tendo em vista a não coincidência das duas variáveis, em diversos casos. Os médicos foram classificados em duas sub-categorias: clínicos e cirurgiões, incluindo-se os patologistas com os clínicos. Dois médicos sanitaristas foram alocados em "outros profissionais", por serem diretores de serviços.

Os escores atribuídos para freqüência e gravidade foram assim classificados: escores 1 e 2 - baixos; 3 a 5 - médios e 6 e 7 - altos.

Após a codificação dos escores, as respostas e as variávies foram processadas em terminal da PRODESP, junto ao Centro de Computação e Informática (CCI) da Reitoria da UNESP, segundo o programa "Statistical Package of Social Sciences SPSS".

Para análise estatística de alguns resultados, foi utilizado o teste de Goodman para contrastes entre proporções binominais5, com nível de significância de 5%.

 

RESULTADOS

Entrevistaram-se, em seus locais de trabalho, 435 profissionais, sendo 50 médicos, 20 enfermeiros, 45 auxiliares de enfermagem, 295 atendentes de enfermagem e 25 outros profissionais (assistentes sociais, visitadores domiciliares, educadores, nutricionistas e diretores técnicos de Centros de Saúde).

As entrevistas realizadas, no total, corresponderam a 89,6%. A taxa de recusas foi de 3,4%, principalmente por parte de médicos, enquanto que os 7,0% não entrevistados referiram-se a profissionais não localizados após três tentativas.

As taxas de cobertura por categorias foram: 100% para atendentes e para outros profissionais; 97,8% para auxiliares de enfermagem; 80,0% para enfermeiros e 52,6% para médicos.

Entre os 435 profissionais de saúde entrevistados, 46,2% tinham idade de 25 a 34 anos e 34,7% de 35 a 44 anos. Os mais jovens atingiram 6,9% e os de idade superior a 45 anos chegaram a 12,3%. Quanto ao sexo, 73,3% eram mulheres, devido ao grande contingente de atendentes de enfermagem (67,8% do total de entrevistados).

A Tabela 1 mostra a distribuição dos profissionais segundo a ocupação e o tempo de formação. Predominou a categoria dos atendentes e, em relação ao tempo de formação, 46,7% tinham de 5 a 9 anos de formados, seguindo-se (17,2%) os formados de 10 a 14 anos e os de 1 a 4 nos (14,9%).

Para freqüência (Tabela 2), os maiores percentuais de escores altos relacionaram-se a dor de cabeça, febre, dor nas costas e tosse e os menores corresponderam a sangue no escarro, sangue na urina e sangramento vaginal. Quanto aos escores médios os maiores percentuais foram atribuídos à dor no peito, falta de ar, acessos, caroço no seio e fraqueza. Para a gravidade (Tabela 3), predominaram maiores percentuais de escores altos para sangue no escarro, caroço no seio, dor no peito, falta de ar, acessos, febre, sangue na urina e sangramento vaginal. Entre os escores médios, destacam-se os percentuais atribuídos à tosse, dor nas costas, dor de cabeça e fraqueza. De modo geral, os cinco últimos sintomas foram avaliados como menos freqüentes e mais graves, ao contrário dos oito primeiros, ressalvada a dor no peito quanto à gravidade.

As opiniões dos atendentes (categoria mais numerosa) quanto à freqüência, conforme a Tabela 4, parecem reproduzir as respostas do conjunto, o mesmo ocorrendo com as opiniões sobre a gravidade, como mostra a Tabela 5.

Nas Tabelas 6 e 7 encontram-se as proporções de escores altos, em relação ao total de escores, respectivamente para freqüência e gravidade, segundo as categorias profissionais. Os valores percentuais submetidos ao teste de Goodman5 mostraram diferenças estatisticamente significantes (a nível Gcrit = 2,81) para freqüência, entre a categoria médica e as categorias dos atendentes e de enfermeiros, para o grupo de sintomas de 1 a 8. No grupo de sintomas de 9 a 13, houve diferença significante apenas entre atendentes e médicos. Quanto à gravidade, houve diferença significante entre a categoria médica e o conjunto das demais, para os dois grupos de sintomas (Gcrit = 2,81).

Em relação aos médicos, segundo especialidades, verifica-se, na Tabela 8, que os clínicos atribuíram maior freqüência para os oito primeiros sintomas, do que os cirurgiões.

Destacam-se os maiores percentuais de escores altos para dor de cabeça e febre, entre os clínicos e dor nas costas e dor de cabeça, entre os cirurgiões. Considerando-se os escores altos e médios, clínicos e cirurgiões equivaleram-se para falta de ar, dor nas costas e dor no peito. Com relação aos cinco últimos sintomas, os menores percentuais de freqüência alta foram atribuídos a sangue no escarro, caroço no seio e sangue na urina, pelos cirurgiões, e a sangue no escarro, caroço no seio e sangramento vaginal, pelos clínicos. Estes valorizaram algo mais que os cirurgiões a freqüência (alta e média) de sangue no escarro, acessos e sangue na urina. Já os cirurgiões cotaram, mais que os clínicos, a freqüência alta e média de sangramento vaginal e caroço no seio.

Segundo a Tabela 9, clínicos e cirurgiões atribuíram alta gravidade para sangue no escarro, caroço no seio e dor no peito, não conferindo escores altos para fraqueza e dor nas costas. De modo geral, os clínicos tenderam a atribuir mais do que os cirurgiões, escores altos para todos os sintomas, salvo os dois últimos citados. Levando-se em conta os escores médios e altos, os clínicos mantiveram essa tendência para todos os sintomas, exceção feita para sangramento vaginal e caroço no seio, em relação aos quais os escores médios e altos dos cirurgiões alcançaram maiores taxas.

 

DISCUSSÃO

Deve-se a Jenkins7 a adaptação vantajosa da escala de adjetivos bipolares de Osgood e col.10 à área de saúde, porquanto confere maior facilidade de aplicação em inquéritos de opinião. A utilização dessa escala, em trabalho anterior2, comprovou essa vantagem.

Quanto à cobertura obtida, vale salientar que foi alta em todas as categorias, salvo a dos médicos. Em relação à não resposta destes, de 47,4%, a literatura disponível, por sinal escassa, mostra perdas elevadas quando os questionários são envidos pelo correio6, em comparação com o preenchimento durante a entrevista previamente agendada, como o observado por Donnangelo3, que obteve 74,0% de respostas, em pesquisa por amostragem entre médicos da Região da Grande São Paulo, em 1980-1981. Apesar dos cuidados tomados, neste trabalho, no sentido de utilizar o universo disponível desses profissionais e o recurso dos retornos, quase sempre superiores a três, a não realização da entrevista no ato da apresentação do formulário, frente à alegação de "falta de tempo", parece ser a principal responsável pela perda registrada. Não pode ser desprezado, em alguns casos, o desinteresse em colaborar como fator subjacente à alegação da falta de tempo.

As características do universo estudado, em que predominaram o sexo feminino e a categoria de atendentes, podem ter contribuído em algumas tendências verificadas. O tempo de exercício profissional que, para a maioria, foi superior a 5 anos, pode conferir maior consistência às opiniões emitidas. Elegeu-se a ocupação, ao invés da profissão, em virtude da observação freqüente de desvio de função como por exemplo professoras e contadores trabalhando como auxiliares ou atendentes de enfermagem. O principal local de trabalho foi desprezado como variável de análise, dada a rotatividade dos profissionais entre os vários serviços e em diversas áreas do mesmo serviço, como por exemplo, no Hospital das Clínicas e nos Centros de Saúde. No caso dos médicos, em geral, não houve local claramente expresso como principal.

Era esperado que as respostas dos atendentes (Tabelas 4 e 5) fossem semelhantes às do conjunto (Tabelas 2 e 3), face à predominância dessa categoria. Entretanto, a análise estatística das proporções (Tabelas 6 e 7) permite algumas considerações. Assim, no caso da gravidade, para os dois grupos de sintomas, a categoria de atendentes mostrou semelhança com todas as demais categorias, salvo a dos médicos. Quanto à freqüência, no primeiro grupo de sintomas, houve semelhança dos atendentes com enfermeiros, ambas as categorias divergindo da tendência revelada pelos médicos; no segundo grupo, tal diferença ocorreu apenas entre atendentes e médicos. As diferenças verificadas poderiam ser explicadas pelo distanciamento dos conhecimentos específicos (sobre doenças), da categoria médica em relação às demais categorias, principalmente a dos atendentes. Tal distanciamento dá-se tanto em nível de formação profissional, que nem ocorre no caso dos atendentes, como durante a prática e o convívio em equipe, nas instituições de saúde. Em outras palavras, o saber médico nem sempre é transmitido a outros profissionais de saúde.

A tendência dos clínicos em atribuir maiores escores para freqüência, do que os cirurgiões, poderia ser explicada pelo fato de serem aqueles (incluindo-se os pediatras), os mais procurados em primeira instância, pelos doentes. Esta hipótese, entretanto, é questionável quando são considerados os escores médios juntamente com os altos, que se eqüivaleram entre clínicos e cirugiões, para falta de ar, dor nas costas e no peito, o que seria explicado pela prática algumas vezes indiferenciada da medicina, em cidades do interior. Por outro lado, os cirurgiões atribuíram mais vezes escores altos e médios para sangramento vaginal e caroço no seio, afecções não atendidas, em geral, pelos clínicos, mas de preferência por ginecologistas que estão incluídos no grupo de cirurgiões. Ademais, é sabido que a maioria dos clínicos gerais não costuma incluir, no exame físico, o exame das mamas e genitais femininos, fato que denota a pouca preocupação e importância que a formação médica, em geral, confere às praticas preventivas (diagnóstico precoce).

As hipóteses explanatórias referentes à influência do tipo de prática, nas tendências das opiniões sobre freqüência, repetcm-se no caso da gravidade. Como a maioria dos médicos entrevistados contava com tempo de formação entre 5 e 15 anos, é de se supor que as semelhanças e diferenças encontradas nas opiniões não devam ocorrer por conta desta variável.

Para comparação de opiniões sobre freqüência e gravidade, obtidas tanto da população2 como de profissionais de saúde, subdivididos em dois grupos: médicos e outros profissionais, elegeram-se seis sintomas que mais representaram as principais tendências, nos dois blocos de sintomas de 1 a 8 e de 9 a 13. Pela Figura 1 fica patente que tanto os profissionais como a população conferiram freqüências maiores para febre, fraqueza e tosse, e menores para sangue no escarro, sangramento vaginal e caroço no seio. Observa-se maior concordância nos escores altos entre a população e os outros profissionais, cuja maioria é formada pelos atendentes, que carecem de uma profissionalização formal, isto é, em geral têm apenas treinamento prático, sem subsídios teóricos sistematizados, em relação às doenças.

Já, quanto à gravidade, conforme a Figura 2, os profissionais de saúde e a população concordaram em atribuir escores menores aos três primeiros sintomas, em relação aos três últimos. Novamente, observa-se aproximação entre população e outros profissionais, reforçando a hipótese explicativa atrás levantada.

Foi comentado em trabalho anterior2, que os leigos, desde que tenham acesso não-formal as fontes de informação cm saúde, demonstram tendência de opiniões, a respeito de sintomas, não muito diferentes do "saber médico". Esta constatação parece reforçada pelo estudo comparativo das Figuras 1 e 2. Pode-se especular, no entanto, sobre uma exceção — a fraqueza, que não recebeu nenhum escore de alta gravidade por parte dos médicos, ao contrário dos demais profissionais e da população. A respeito desse sintoma, ainda que não se tenha proposto um estudo sobre representação social ou cultural, considerando-se as observações feitas por entrevistados, em trabalho anterior2, admite-se a possibilidade de concepções diferentes sobre a fraqueza, entre o "saber médico" e o "saber leigo".

A semelhança de opiniões dos outros profissionais de saúde, mais especificamente dos atendentes de enfermagem, com as da população, constatada neste trabalho, levanta a necessidade de aprofundamento de conteúdo, durante o treinamento e a reciclagem desses profissionais, visando à melhoria da qualidade da assistência cada vez mais compartilhada entre os membros da equipe de saúde.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Recebido para publicação em 12/7/1989
Reapresentado em 27/12/1989
Aprovado para publicação em 5/2/1990

 

 

* Projeto financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos — FINEP (Processo no 4.1.83.0232.00).
** falta de ar, febre, fraqueza, dor nas costas, dor no peito, dor de cabeça, tosse, diarréia, sangue no escarro, sangramento vaginal, caroço no seio, acessos e sangue na urina