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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910On-line version ISSN 1518-8787

Rev. Saúde Pública vol.29 no.6 São Paulo Dec. 1995

https://doi.org/10.1590/S0034-89101995000600008 

ARTIGO ORGINAL

 

Ocorrência de Campylobater spp entre manipuladores de alimentos em cozinhas hospitalares de localidade urbana da região Sul do Brasil*

 

Occurrence of Campylobacter spp in food handlers of hospital kitchens in urban area of Southern region Brazil

 

 

Iraci Tosin; Ruben Abreu Machado

Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, SC - Brasil

 

 


RESUMO

Pesquisa realizada em cozinhas hospitalares e institucionais do Município de Florianópolis, SC (Brasil) sobre a presença de Campylobacter em fezes de manipuladores de alimentos, demonstrou que a média de portadores foi de 6,2%. De um total de 177 indivíduos pesquisados, os manipuladores assintomáticos, em cozinhas institucionais apresentaram índice de contaminação superior àquele registrado em cozinhas hospitalares, ou seja, 10,5 e 2,2%, respectivamente. Dentre os portadores, constatou-se uma estreita relação entre manipuladores do sexo masculino e faixa etária, que ficou entre 20 e 35 anos de idade. Observou-se forte indicativo, sugerindo maior prevalência de Campylobacter spp em fezes de manipuladores do sexo masculino do que aquele do sexo feminino. Constatou-se, igualmente, uma certa tendência vinculando o grau de escolaridade do manipulador com seu estado de portador.

Palavras-chave: Campylobacter, isolamento & purificação. Portador, epidemiologia. Manipulação de alimentos.


ABSTRACT

The lack of information regarding the occurrence of Campylobacter spp in food handlers and the potential public health risk involved, led to the undertaking of this work. The main purpose was to verity the presence of asymptomatic Campylobacter spp carries in food handlers of hospital and commercial foodservice kitchens. The average prevalence of carriers in kitchens was of 6.2%; that in commercial foodservice kitchens (10.5%) being higler than that found in hospital kitchens (2.2%) in a universe of 177 individuals studied. A close relationship was found between Campylobacter spp, carriers of masculine sex and age group, wich was of about 20 to 35 years of age. There was also strong evidence suggesting a higler prevalence of Campylobacter spp among handlers of masculine sex than among those of feminine sex.

Keywords: Campylobacter, isolation. Carrier state, epidemiology. Food handling.


 

 

Introdução

Vêm sendo amplamente estudadas nos últimos anos algumas espécies do goner Campylobacter, notadamente C. jejuni, C. coli e C. landis, devido ao papel que desempenham no contexto das doenças humanas provocadas pelo consumo de alimentos contaminados32.

Nos países desenvolvidos, o Campylobacter jejuni não é normalmente encontrado como participante da flora. Ao contrário do que se observa em países em desenvolvimento, onde o saneamento básico é precário, e este microrganismo é isolado com freqüência bastante elevada de indivíduos assintomáticos4,7,16.

No Brasil também tem sido observada a presença de C. jejuni e C. coli em indivíduos sem sintomatologia clínica, demonstrando a existência de portadores assintomáticos desses microrganismos13,19.

O aumento do número de doenças de origem alimentar deve-se, por um lado, à demanda elevada e constante de alimentos nos grandes centros urbanos e, por outro, à crescente necessidade de mão-de-obra, não raro, desqualificada. Soma-se a isso a introdução de novos tipos de produtos alimentícios e de embalagens, bem como a tendência atual de se consumir alimentos crus ou pouco cozidos visando à manutenção da qualidade nutricional e organoléptica dos mesmos.

Por tudo isso, os alimentos têm sido responsabilizados em muitos casos de toxinfecção, freqüentemente ocorrendo em pequenos grupos de pessoas; porém essas evidências são circunstanciais, uma vez que o cozimento é capaz de destruir a grande maioria de patógenos contaminantes de alimentos.

O aparecimento de doenças de origem alimentar ocorre geralmente por contaminação cruzada, especialmente envolvendo saladas e outros alimentos crus provenientes de produtos avícolas ou de outras fontes3,25,29.

Considerando-se que a maioria das pessoas envolvidas com a manipulação de alimentos, nas indústrias e nas cozinhas em geral, carecem de conhecimentos relativos aos cuidados higiênico-sanitários que devem ser seguidos durante e após a elaboração do produto, não se pode ignorar, desta forma, a possível presença de portadores assintomáticos de Campylobacter spp entre esses indivíduos. As práticas inadequadas de higiene e processamento por pessoas inabilitadas podem provocar a contaminação cruzada de alimentos, o que vem a se constituir em potencial de risco à saúde pública, especialmente nas cozinhas hospitalares.

O presente trabalho teve como objetivo verificar a ocorrência de Campylobacter spp em portadores assintomáticos que manipulam alimentos em cozinhas hospitalares e institucionais.

 

Material e Método

Foram analisadas fezes de 177 indivíduos, manipuladores de alimentos em 4 cozinhas do tipo institucional e 4 do tipo hospitalar, que representaram cerca de 20% do número total de funcionários ligados diretamente a essa atividade. Esse número de indivíduos foi determinado em decorrência da receptividade e colaboração dos funcionários dos locais investigados.

Cada indivíduo pesquisado forneceu material para a realização de uma única coprocultura e submeteu-se à aplicação de um questionário a respeito de seus dados pessoais. As amostras de fezes foram colhidas pelos próprios funcionários dentro de recipientes plásticos (Collectrs MR. Roche) contendo 15 ml de solução glicerina cloreto de sódio tamponada, como meio de transporte e de preservação.33

Alíquotas de 1 ml do inoculo, devidamente homogeinizado, foram transferidas para tubos contendo caldo de enriquecimento seletivo composto por: Caldo Brucella (DIFCO) suplementado com a,15% de agar, 5,0% de sangue desfibrinado de cavalo, suplemento FBP (0,025% de sulfato ferroso heptaidratado + 0,025% de metabissulfito de sódio + 0,025% de piruvato de sódio), acrescido ainda dos seguintes antibióticos (Suplemento seletivo para Campylobacter - MERK: vancomicina, 2,0 ml/1; polimixina B, 50 ml/1 e trimetoprim, 10,0 mg/1). As culturas em caldo foram incubadas em microaerofilia a 42°C/48h, utilizando-se jarra anaeróbica (Permution do Brasil) e envelope gerador de gás (Anaerocult C MERK)12,22,28. Findo este período de incubação foram feitas estrias de isolamento dessas culturas em agar Brucella-PEP + 5,0% de sangue desfibrinado de cavalo + antibióticos (Suplemento seletivo para Campylobacter-MERK)10,15,22,23, seguido de nova incubação a 42°C/48h, em atmosfera modificada.

Foram selecionadas colônias típicas, desenvolvidas no meio seletivo, para exames em microscópio de contraste de fase. Após a caracterização, as colônias suspeitas foram inoculadas em caldo Brucella-PEP e agar Brucella-FBP, respectivamente, sem sangue e sem antibióticos, seguido de incubação a 42°C/48h, com o caldo sendo incubado em aerobiose e o agar em atmosfera microaerofila. Finalmente, as culturas presuntivas foram confirmadas pelos testes de produção de oxidase e catalase, produção de H2S, tolerância ao cloreto de trifenil tetrazólio, crescimento a 25°C, 30°C e 42°C, sensibilidade ao ácido nalidixico e resistência a cefalotina e hidrólise do hipurato22.

A identificação das espécies de Campylobacter spp foi feita de acordo com as características diferenciais descritas por Skirrow e col.28; Lovett e col.18; Park e col.22

 

Resultados e Discussão

Verificou-se que a ocorrência média de portadores assintomáticos de Campylobacter spp, entre os 177 manipuladores de alimentos em cozinhas hospitalares e institucionais pesquisados, foi de 6,2% (Tabela 1).

 

 

Verificou-se que entre os 91 manipuladores pesquisados nas cozinhas hospitalares, apenas 2 (2,2%) eram portadores de Campylobacter spp, cuja espécie predominante foi a C. coli. (Tabela 1).

O índice de portadores em cozinhas institucionais foi superior ao observado em cozinhas hospitalares. Dos 86 manipuladores estudados, 9 (10,5%) eram portadores de espécies do gênero Campylobacter, sendo que 55,6% deles portavam C. jejuni e 44,4% C. coli (Tabela 1). Constatou-se, que o percentual de incidência de portadores de Campylobacter superior aos obtidos por outros pesquisadores, que ficou em torno de 1,3 e 1,2%7,35.

Informações obtidas junto ao setor de nutrição dos locais pesquisados deram conta de que não há obrigatoriedade de realização rotineira de exames clínico-laboratoriais (atestado de saúde) para os funcionários das cozinhas, sejam institucionais, sejam hospitalares. Por outro lado, não são freqüentes os cursos ou palestras oferecidos aos funcionários sobre noções básicas de higiene pessoal, bem como informações adequadas sobre princípios técnicos e normas de segurança que devem ser observados durante e após a manipulação e processamento dos alimentos.

Os fatos acima mencionados podem, de alguma forma, justificar a presença de portadores assintomáticos nas cozinhas pesquisadas, porém não há como justificar maior ocorrência de Campylobacter em manipuladores de cozinhas institucionais.

Quanto à freqüência de isolamento de Campylobacter spp, não houve, em regra, um predomínio marcante de uma espécie sobre a outra (C. jejuni/C. coli), a partir das fezes dos 177 indivíduos pesquisados. As informações obtidas na literatura, quase sempre referem-se ao isolamento de C. jejuni como a espécie mais freqüentemente isolada em casos de surto epidemiológico, mas há poucas informações sobre o isolamento a partir de portadores assintomáticos11,14,20.

Constatou-se que, dos 33 indivíduos do sexo masculino pesquisados, 4 (12,1%) apresentaram-se como portadores de Campylobacter spp, enquanto que para 144 pessoas do sexo feminino, 7 (4,8%) portavam espécies de Campylobacter. Dados semelhantes também foram observados por outros pesquisadores5,9,27,30 (Tabela 2).

 

 

Dos 15 indivíduos do sexo masculino pesquisados na faixa entre 20 a 35 anos (Tabela 2), 4 deles 26,7%) eram portadores de Campylobacter spp, com um coeficiente de contigência (O<C<1) igual a 0,5329 o que reforça a hipótese de maior ocorrência dessas espécies de microrganismos nessa faixa etária ou próxima a ela. Resultados semelhantes foram observados por Blaser e col.6 e Tauxe e col.31 Não foi encontrada qualquer relação entre faixa etária e maior ou menor prevalência de Campylobacter spp entre indivíduos do sexo feminino, conforme mostram os dados da Tabela 2. Dentre os 177 indivíduos pesquisados, 156 (88,1%) possuíam até o primeiro grau, dos quais 11 (7,0%) apresentaram-se portadores de Campylobacter spp. Por outro lado, entre os 21 (11,9%) possuíam até o segundo grau, nenhum deles apresentou o estado de portador, conforme Tabela 3.

 

 

Os dados apresentados na Tabela 4 mostram declínio acentuado no índice de portadores assintomáticos de Campylobacter spp, a medida em que os operários permanecem por mais tempo em suas atividades como manipuladores de alimentos.

 

 

Sabe-se que a grande maioria de matérias-primas utilizadas em cozinhas (frango, carne bovina e suína dentre outras) estão freqüentemente contaminadas por Campylobacter spp1,8,17,21,24,26 e que estas bactérias podem permanecer viáveis nas mãos dos operadores por um período de, pelo menos, 3 min após o contato com alimentos contaminados8. Dessa forma e considerando a carência de informações e treinamento adequados quanto a cuidados operacionais e pessoais a serem observados durante e após a manipulação de alimentos, é de se supor que tais indivíduos possam estar com certa freqüência expostos à presença de patógenos originários de alimentos, dentre eles a Campylobacter spp, inclusive por ser esta bactéria de natureza ubiquitária.

É provável, desse modo, que o contato, prolongado com tais microrganismos, tenha permitido o desenvolvimento de anticorpos correspondentes, conforme admitem alguns autores6,34.

Na literatura consultada não foi encontrada qualquer citação quanto à freqüência ou periodicidade de eliminação de Campylobacter spp, existindo, assim, a possibilidade de que o percentual de portadores encontrados tenha sido subestimado pelo fato de ter tido realizada apenas uma coprocultura de cada indivíduo examinado.

Alguns autores acreditam que o estado de portador, apresentando ou não sintomatologia de Campylobacter spp, não justifica o afastamento do funcionário do local de trabalho e que alguns cuidados higiênicos sanitários observados pelo manipulador, especialmente quanto à higienização das mãos, pode reduzir ou eliminar a possibilidade de riscos. Todavia, advertem que a situação deve ser diferente para as pessoas infectadas que apresentam quadro diarréico. Neste caso específico, o funcionário deve ser afastado do serviço até que o episódio tenha revertido5,6.

De qualquer forma, não deve ser descartada a possibilidade de um manipulador de alimentos, mesmo em caso assintomático, vir a constituir-se em fator de risco em uma cozinha, conforme também defende Archer e Young2.

Pelo levantamento realizado durante o desenvolvimento do presente trabalho constatou-se, contudo, que pelo menos 50% dos locais pesquisados não afastam seus funcionários de suas atividades, mesmo apresentando quadro clínico de diarréia. Esses fatos deixam patente que ainda é grande a falta de conscientização das pessoas encarregadas de cuidarem do bem estar coletivo, especialmente se considerarmos que os alimentos podem ser vetores de doenças quando contaminados por pessoas com pouca ou nenhuma habilidade em práticas higiênicas na manipulação desses alimentos.

Tendo em vista tratar-se de um grupo emergente ainda não completamente conhecido quanto ao seu poder de ação, devem ser tomados cuidados preventivos e de controle sistemático de portadores de Campylobacter spp, quando na função de manipuladores de alimentos, especialmente em cozinhas hospitalares.

 

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Recebido em 6.7.1993
Reapresentado em 25.7.1995
Aprovado em 14.8.1995

 

 

Separatas/Reprints: Iraci Tosin - Departamento de Ciências e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina. Campus Universitário. Trindade - 88040-900 - Florianópolis, SC - Brasil. Fax: (048) 231.9258 E.mail:ccb1it@ccb.ufsc.br

* Trabalho realizado com auxílio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) - Processo . Parte de Dissertação de Mestrado apresentada ao Departamento de Ciências e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Catarina, 1992

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