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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910On-line version ISSN 1518-8787

Rev. Saúde Pública vol. 31 no. 6 São Paulo Dec. 1997

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101997000700002 

Produtividade de criadouro de Aedes albopictus em ambiente urbano*

Productivity of container-breeding Aedes albopictus in an urban environment

 

Oswaldo Paulo Forattini, Iná Kakitani, Maria Anice Mureb Sallum e Leandro de Rezende
Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. São Paulo, SP - Brasil.

 

 

Resumo
Introdução O encontro de Aedes albopictus na cidade de Cananéia, região Sudeste do Estado de São Paulo, Brasil, ensejou a ocasião de realizar observações que visassem avaliar a produtividade de criadouro grande e permanente. Como objetivo, após selecionar o habitat a ser estudado, tentou-se avaliar-lhe a contribuição para a densidade local do mosquito.
Material e Método Em área predeterminada procedeu-se a levantamento de criadouros potenciais. Constatada a presença da espécie, foi selecionado um dos recipientes que preenchia os requisitos desejados. O acompanhamento foi feito de maneira ininterrupta, no período de novembro de 1996 a maio de 1997. As observações obdeceram a ritmo quinzenal retirando, cada vez, amostra da água correspondente a 0,14, ou seja, um sétimo do volume total de 70 litros. Procurou-se coletar, identificar e numerar, por sexo, as pupas existentes. Concomitantemente, procedeu-se à captura de formas adultas. Foi utilizada a isca humana das 15:00 às 18:00h, instalada a cerca de 6 metros do mencionado criadouro. Finda essa coleta, foi feita aspiração com 30 min. de duração em locais de abrigo representados pela abundante vegetação circunjacente.
Resultados Nas coletas de formas imaturas do criadouro, o Ae. albopictus compareceu com 44,9%. Ao longo de 15 amostras regularmente realizadas obteve-se a média de 31,13 pupas pertencentes a essa espécie. O índice de emergência(E) foi de 2,1. A multiplicação desse valor por sete forneceu a média diária de 14,7 fêmeas. Nas coletas de adultos desse sexo, a média de Williams para a isca humana foi de 30,7, enquanto a densidade média horária da aspiração dos locais de abrigo foi de 9,2. O cálculo do acúmulo diário concluiu pela presença de 22,8 fêmeas, por dia, capazes de freqüentar a isca humana, nessa situação e condições.
Discussão A contagem de pupas possibilitou estimar a produtividade de criadouro de Ae. albopictus, tipo grande (dez litros ou mais) e de caráter permanente. A água acumulada no recipiente estudado apresentou-se rica em matéria orgânica, predominantemente de natureza vegetal. Neste particular, não há como compará-lo a reservatórios destinados ao armazenamento de água para uso doméstico. A falta de manutenção desses reservatórios poderá contribuir para levar a situação, se não idêntica, pelo menos próxima da evidenciada no trabalho. Embora se trate de espécie até agora não incriminada como vetora, é de se admitir que as observações encontradas possam ser utilizadas no programa de erradicação de Ae. aegypti que está em curso no Brasil.
Aedes. Ecologia de vetores.
Abstract
Introduction Aedes albopictus has been found at Cananeia city in the Southeastern State of S. Paulo, Brazil. A study was carried out to evaluate the productivity of its breeding place.
Material and Method A container classified as large and permament was chosen. Water had accumulated at the bottom and was rich in organic matter, mainly of vegetal origin. From November 1996 until May 1997, fortnightly observations were perfomed, sampling immature stages found in a seventh part of the container's total water volume (nearly 70 litres). Pupae were collected, identified and sexed. The productivity of the breeding place was estimated using Focks et al's. (1981) formula adapted for a single large container. At the same time adults were caught by using human bait and the aspiration of resting places. The first catch was performed at six meters from the breeding place studied. Williams' mean was calculated for the human bait and mean hourly density for the aspiration results of the resting places (Subbarao et al., 1988).
Results Immature stages of Ae. albopictus represented 44.9% of the total collected through fifteen fortnightly regular samplings (November 1996 to May 1997). The pupae mean was 31.13 and so the emergence index was 2.1. Multiplied by seven the result was 14.7 as the estimated mean number of females per day produced in that container. Adult females caught on human bait gave a general Williams' mean of 30.7, while the mean hour by density was 9.2. According to the accumulated calculated adult number, 22.8 females per day were available to seek human bait, under the conditions of the observations performed.
Discussion Counting pupae is an efficient method of estimating the productivity of the breeding place of Ae . albopictus. The richness of the organic matter in the water in the container made it quite inappropiate to establish comparisons with water reservoirs for domestic use. Nevertheless, a lack of or deficient maintenance approximate these containers to the one here studied. So cleaning is an important factor and it must be emphasized as necessary to prevent the installation of mosquito breeding. Though it is a distinct species it is reasonable to expect that the application of these study methods to Ae. aegypti would be useful in the attempt being made to erradicate this latter species from our country.
Aedes. Ecology, vectors.

 

 

INTRODUÇÃO

Ao levar a efeito programas destinados ao controle ou à erradicação de Aedes aegypti, tem-se utilizado parâmetros para a monitorização desse vetor. A maioria deles focaliza a presença de criadouros peridomésticos e, embora sejam genericamente designados como "índices", na realidade alguns são coeficientes. O seu cálculo se faz a partir de dados obtidos mediante a realização de inspeções adrede planejadas. Dos mais utilizados, pode-se citar os de Breteau, de edifícios e de criadouros. O primeiro e o terceiro são percentagens de criadouros encontrados positivos sobre o total, respectivamente, de edifícios e de recipientes examinados. O segundo diz respeito ao percentual de habitações positivas sobre o total de inspecionadas. Além desses, lança-se mão dos índices, estegômico (Stegomyia) e larvário. Consistem, respectivamente, na relação do número de recipientes positivos e o de larvas coletadas, por mil habitantes locais.

Objetivando relacioná-los com a presença de formas adultas, a Organização Mundial da Saúde propôs Níveis de Densidade para os três coeficientes (WHO15, 1972). São eles representados por valores, dispostos em escala de 1 a 9, e estimados mediante médias obtidas em 175 localidades, nas quais os supracitados coeficientes foram calculados simultaneamente. Assim, por exemplo, densidade superior a 5 corresponderia a Breteau maior do que 50, indicando risco elevado de transmissão. Não obstante, ainda não se atingiu consenso sobre qual seria o valor que pudesse indicar limite inferior, acima do qual ocorreria o mencionado risco. Em vista disso, as atenções têm-se voltado para a possibilidade de avaliar a produção dos criadouros, ou seja, a contribuição para a densidade populacional de alados. Propôs-se assim o índice de produtividade de adultos (IPA) como parâmetro a ser aplicado a recipientes que albergassem formas imaturas. É definido como sendo o produto entre o número de criadouros positivos e a média de larvas encontradas (Tun-Lin e col.14, 1996). Como se pode ver, isto implica levantar dados a partir de amostra representativa de habitats que possam servir de locais de criação. Assim procedendo, pode-se estimar a participação de acordo com o tipo de recipiente, procurando-se calcular a emergência de adultos, pelo número de pupas coletadas em área predeterminada (Focks e col.2, 1981). Em decorrência, concluiu-se que a estimativa da produtividade, fornecida pela presença daquelas formas, seria recomendável para monitorar o risco e operacionalizar o controle (Focks e Chadee3, 1997).

Tais estudos têm sido dirigidos especificamente para populações de Aedes aegypti. Praticamente toda a bibliografia disponível em relação à região neotropical refere-se a esse vetor. Contudo, mais recentemente, essa região foi invadida por Aedes albopictus espécie próxima àquela. Desde que este foi encontrado no Brasil, apresenta a dupla característica de elevada capacidade de dispersão associada à de ocupação de criadouros representados por ampla gama de recipientes. Isso tornou possível o seu encontro em locais afastados da habitação humana (Estrada-Franco e Craig1, 1995; Rodhain11, 1996). Com início em 1992, levou-se a efeito série de observações na região Sudeste do Estado de São Paulo, Brasil, focalizando, precipuamente, área submetida a sistema agrícola de irrigação artificial (Forattini e col.4, 1993). Em que pese a continuidade e regularidade estabelecidas para as coletas de formas adultas, Ae. albopictus compareceu com o inexpressivo número de dois exemplares. Um deles encontrado no intradomicílio e o outro capturado no interior de mata residual (Forattini e col.5, 1995). Não obstante, quando do primeiro ano de observações (1996) concernentes a projeto seqüencial àquele, o mosquito assinalou presença significativa em algumas das regiões do mesmo Vale do Ribeira. Dentre elas, a cidade de Cananéia, sede do município de mesmo nome.

Apesar de Ae. albopictus ter sido incriminado como vetor da dengue em áreas endêmicas do sudeste asiático, para as Américas e até o momento, tal responsabilidade parece não ter passado do significado potencial. Nos EUA demonstrou-se a competência desse mosquito para a transmissão de alguns arbovírus, como o da encefalite tipo leste, mediante o isolamento a partir de espécimens coletados, encontrados naturalmente infectados (Mitchell e col.7, 1992). Não obstante tais resultados, permanece obscuro o papel epidemiológico que esse culicídeo poderia eventualmente ter, em condições naturais, no continente americano. Pelo que se sabe até agora, esse mosquito tem mostrado hábitos hematófagos um tanto oportunistas, porém dirigidos preferencialmente para mamíferos. O homem parece não ocupar lugar de destaque nessa preferência (Savage e col.12, 1993). Tem atividade principalmente diurna, com picos matutino e vespertino, exercida principalmente fora das habitações.

O encontro de Ae. albopictus ensejou a possibilidade de se verificar a produtividade de seus criadouros, em especial a daqueles de tipo permanente e de porte grande. Embora não se trate da mesma espécie culicídea, pretendeu-se ensaiar algum dos métodos supramencionados e, assim, adquirir maiores informações sobre o comportamento desse vetor potencial.

Área de Estudo

As observações foram feitas em área localizada dentro do perímetro urbano da cidade de Cananéia, Estado de São Paulo, Brasil (20o01' Sul e 47o57' Oeste), e sediadas em dependência da Base "João de Paiva Carvalho" do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO). Pelos padrões locais, o terreno pode ser considerado de grande porte (8.647,00 m2 com 1.528,84 m2 de área construída). É arborizado com árvores frutíferas, além de possuir abundante vegetação arbustiva. Existem plantas trepadeiras as quais, espontaneamente, formam densos caramanchões. Em contigüidade a esse local existe elevação denominada de "Morro de São João" que ostenta cobertura vegetal preservada, constituindo-se assim em mata residual do Sistema Atlântico regional.

Ao longo do período de coletas, as condições macroclimáticas locais seguiram o padrão regional. Segundo os dados fornecidos pelo supramencionado Instituto, as médias mensais de temperaturas e de precipitações atmosféricas, registradas no período de junho a outubro de 1996, oscilaram de 17,2 a 21,3 oC e de 38,3 a 135,3 mms, respectivamente. Por sua vez, no espaço de tempo correspondente aos meses de novembro de 1996 até abril de 1997, tais oscilações foram de 22,7 a 28,0 oC e de 73,8 a 531,7 mms.

 

MATERIAL E MÉTODO

As observações tiveram início em junho de 1996 e se prolongaram até maio de 1997, obedecendo a ritmo quinzenal, ou seja, em semanas alternadas. Durante as primeiras três, a pesquisa de criadouros em recipientes objetivou identificar as espécies. Foi assim assinalada a presença de Aedes albopictus. A partir da última semana de julho e até setembro, inclusive, procedeu-se ao levantamento de todos os possíveis criadouros que estivessem em área compreendida dentro de até 50 m, medidos a partir da dependência do IO. Nesta etapa, os exames implicavam o esgotamento dos criadouros, quando então eram coletadas e identificadas todas as formas imaturas neles existentes. Os recipientes foram classificados como grandes quando continham mais de 10 litros de água, médios, com um a 10 litros, e pequenos com até um litro. Os pneus foram sempre considerados médios.

 

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Figura 1 - Aspecto do local na Base do Instituto Oceanográfico, em Cananéia, onde se encontra a caixa d'água focalizada nesta publicação.
Figure 1 - View of the container site here studied, in the Oceanographic Institute's Base at Cananeia city, S. Paulo, Brazil.

 

2464-FIG2.jpg (58954 bytes)

Figura 2 - Detalhe da caixa-d'água da fotografia anterior, mostrando o volume de água acumulado no interior, constituindo-se em criadouro permanente de várias espécies, dentre as quais de Aedes albopictus.
Figure 2 - A detail of the former picture showing water accumulated inside the permanent container that served as a breeding place for several species, including Aedes albopictus.

 

Completada a execução dessa etapa, seleciou-se um dos recipientes examinados, classificado como grande e de caráter permanente. Situou-se ele dentro do próprio terreno da Base do IO e foi representado por caixa de concreto construída para servir de abrigo a registro do consumo de água encanada. Rodeado de vegetação, apresentava vazamento continuado responsável pela estabilidade do acúmulo de líquido, cujo volume foi estimado como sendo de aproximadamente 70 litros. As Figuras 1 e 2 fornecem idéia desse ambiente e do criadouro o qual, daqui por diante, será referido como "caixa-d'água", com a presença constante de matéria orgânica, predominantemente de natureza vegetal e decorrente da queda de folhas e gravetos da vegetação local (Fig. 3). Objetivando estimar a produtividade desse criadouro, fez-se quinzenalmente o exame de amostra correspondente a 0,14 do volume total, considerado como 1,0. Para tanto procedia-se, em cada coleta, à obtenção de dez litros de água, mediante a retirada de dez conchadas, utilizando conchas com aproximadamente um litro de capacidade cada uma. As formas imaturas encontradas, foram coletadas e identificadas.

O método utilizado para essa estimativa baseou-se no proposto por Focks e col.2 (1981) para a biomassa pupal ("standing crop") de Ae. aegypti em conjunto de recipientes. Assim, em se tratando de um só criadouro de tipo grande, o potencial de emergência média diária de adultos fêmeas (E) foi estimado pela fórmula:

Onde, N vem a ser a média do número de pupas coletadas na amostra do criadouro, P o percentual de formas imaturas de Ae. albopictus encontrado quando do exame de recipientes de determinada área; a fração 0,5 representa a relação dos sexos, enquanto o número 2 refere-se aos dois dias de duração do período pupal.

Concomitantemente àquelas atividades, procedeu-se à coleta de formas adultas, utilizando-se de dois procedimentos. O primeiro foi o uso da isca humana a cargo de um capturador, atuando mediante rodízio estabelecido no número total de quatro operadores disponíveis para essa tarefa. As coletas obedeceram ao horário das 15:00h às 18:00h, perfazendo pois três horas consecutivas. Procurou-se manter constante o ponto das capturas, distanciado cerca de 6 metros do criadouro focalizado, aproximadamente de acordo com as determinações de Mogi e Yamamura8 (1981). O segundo método foi executado imediatamente após a conclusão da captura mediante isca humana, com 30 min de duração. Assim, lançando mão de aspirador movido a bateria (Nasci10, 1981), um coletor procedeu à captura na vegetação circunjacente, das 18:00h às 18:30 h. No que concerne à primeira, a atividade hematófaga foi estimada mediante o cálculo da média de Williams () (Haddow6, 1960). Quanto à segunda, os resultados foram analisados após reduzidos à densidade média horária (DMH) ("mean hour density, MHD"), como conceituada por Subbarao e col.13 (1988). Portanto, a estimativa obedeceu à seguinte fórmula:

Onde, n é o número de espécimens coletados, t o tempo dispendido na coleta e p o número de capturadores.

Os adultos obtidos em todas as coletas foram identificados em laboratório.

 

RESULTADOS

Nas primeiras três observações (17.06.96 - 15.07.96) foram coletadas 876 formas imaturas, sendo 234 (26,7%) de Ae. albopictus. Desde que foi constatada a existência desse mosquito, procedeu-se ao levantamento dos possíveis criadouros na área predeterminada. Assim procedendo, foram examinados 38 recipientes, classificados de acordo com o critério já mencionado. Os resultados obtidos estão expostos na Tabela 1. Essa coleta propiciou a obtenção de 7.550 formas imaturas, das quais 26,9% de Ae. albopictus e 25,2% de Culex quinquefasciatus. No que concerne às demais espécies, Culex lygrus com 10,4%, Culex mollis com 9,1% e Culex eduardoi com 8,4% foram as mais freqüentes. Todas, exceto a primeira que também foi encontrada em criadouros médios, habitavam recipientes classificados como de porte grande. Face a tais resultados, o índice de criadouro para Ae. albopictus foi de 34,2.

No decurso de 04.11.96 a 19.05.97, levou-se a efeito 15 coletas quinzenais na já descrita caixa-d'água. Obteve-se 7.736 formas imaturas, das quais 3.472 (44,9%) de Ae. albopictus e 697 (9,0%) de Cx. quinquefasciatus. Os demais 4.169 espécimens repartiram-se entre Cx. eduardoi (24,6%), Cx. mollis (11,1%) e Cx. corniger (6,5%), além de outras espécies, menos representadas (Tabela 2). Os dados específicos referentes a Ae. albopictus, para cada uma das coletas, encontram-se na Tabela 3. Do total de formas imaturas, 467 foram pupas, com a média de 31,13 por coleta. A aplicação da fórmula da emergência (E) forneceu a seguinte estimativa:

onde 0,269 e 0,5 representaram, respectivamente, a proporção de pupas que se esperou fossem de Ae. albopictus e a razão dos sexos. Multiplicando-se o resultado obtido por 7, uma vez que a amostra constituiu aproximadamente um sétimo do volume total do líquido no criadouro, concluiu-se que 14,7 indivíduos fêmeas adultos representariam a produção média diária do criadouro. Para cada uma das quinze coletas, o cálculo dos valores da produtividade (E) permitiu a elaboração do gráfico representado na Figura 4.

 

2464-FIG3.jpg (50693 bytes)

Figura 3 - Aspecto da água contida no mesmo criadouro anterior, mostrando o acúmulo de matéria orgânica, principalmente de origem vegetal.
Figure 3 - Internal aspect of the same container showing accumulated organic matter, mainly of a vegetable nature.

 

Tabela 1 - Resultados do levantamento de recipientes em área preestabelecida de Cananéia e das formas imaturas coletadas (29.07.96 - 21.10.96)*
Table 1 - Containers surveyed in previously chosen area of Cananeia city and the immature stages found (29.07.96 - 21.10.96).

Recipientes Ae. albopictus Cx. quinquefasciatus Outros ** Total
Tipo n + Lv Pp T(%) + Lv Pp T(%) + Lv Pp T(%) + Lv Pp T(%)
Pequenos 21 3 47 1 48(2,4) - - - - 3 119 7 126(3,5) 5 166 8 174(2,3)
Médios 4 2 0 2 2(0,1) 2 109 - 109(5,7) 2 18 10 28(0,8) 2 127 12 138(1,8)
Grandes 13 8 1.468 516 1.984(97,5) 6 1.751 40 1.791(94,3) 8 2.737 725 3.462(95,7) 8 5.956 1.281 7.237(95,9)
Total 38 13 1.515 519 2.034(100,0) 8 1.860 40 1.900(100,0) 13 2.874 742 3.616(100,0) 15 6.249 1.301 7.550(100,0)

 * Lv - larvas
        Pp - pupas
** Cx. corniger, Cx. eduardoi, Cx. chidesteri, Cx. mollis, Cx. lygrus, Cx. dolosus, Cx. nigripalpus, Li. durhami e Cx. (Cux.) sp.

 

2464-fig4.GIF (4235 bytes)

Figura 4 - Índices de emergência (E) de adultos fêmeas de Ae. albopictus ao longo de 15 coletas regulares em ritmo quinzenal (04.11.96-19.05.97), em criadouro permanente de tipo grande na cidade de Cananéia. As barras indicam as pluviosidades acumuladas de cada mês (m.m.).
Figure 4 - Emergence indices (E) of Ae. albopictus females at Cananeia city from a permanent large container submitted to 15 regular fortnightly collections (04.11.96-19.05.97). Bars represent total monthly rainfall (m.m.).

 

Os dados gerais provenientes das coletas de formas adultas encontram-se nas Tabelas 4 e 5. As razões sexuais relativas a Ae. albopictus, entre as pupas encontradas na caixa-d'água e os adultos obtidos na isca humana, apresentaram valores próximos, ou seja, de 66,5 e 69,1, respectivamente. Pôde-se observar o comparecimento expressivo desse mosquito na isca humana, com 59,4% das fêmeas ali coletadas. No que concerne à vegetação circunjacente como local de abrigo, embora aquela espécie tenha comparecido com 15,0%, a maior representatividade ficou por conta de Cx. quinquefasciatus com 28,1%. Compreende-se facilmente que esse aspecto tenha ocorrido, dado o hábito diurno daquele e noturno deste.

 

Tabela 2 - Dados gerais obtidos pelas coletas regulares em criadouro permanente de tipo grande, na cidade de Cananéia (04.11.96 - 19.05.97).
Table 2 - General data from regular collections in large permanent container in Cananeia city (04.11.96 - 19.05.97).

Espécies identificadas Larva Pupa Total
Aedes (Stg.) albopictus 3.189 283 3.472 44,9 
An. (Ano.) próx. punctimacula 1 - 1 0,0*
Anopheles (Nys.) strodei 5 - 5 0,1 
Culex (Phc.) corniger 452 54 506 6,5 
Culex (Cux.) chidesteri 6 7 13 0,2 
Culex (Cux.) declarator 12 2 14 0,2 
Culex (Cux.) eduardoi 1.900 5 1.905 24,6 
Culex (Cux.) lygrus - 1 1 0,0*
Culex (Cux.) mollis 853 9 862 11,1 
Culex (Cux.) quinquefasciatus 667 30 697 9,0 
Culex (Lut.) bigoti 3 - 3 0,0*
Culex (Mel.) intrincatus 47 - 47 0,6 
Culex (Mcx.) pleuristriatus 3 - 3 0,0*
Parcialmente identificadas        
An. (Ste.) kompi/canorii 2 2 4 0,1
Cx. (Cux.) dolosus/eduardoi 13 30 43 0,6
Não identificadas 116 44 160 2,1
Total 7.269 467 7.736 100,0

* Valores inferiores a 0,05%

 

Tabela 3 - Número de formas imaturas de Aedes albopictus coletadas mediante amostra de aproximadamente 14% do volume de água contido em criadouro permanente de tipo grande, na cidade de Cananéia. Resultados de quinze coletas com ritmo quinzenal de 04.11.96 a 19.05.97. *
Table 3 - Immature stages of Aedes albopictus collected by an approximately 14% sample of the volume of the water in a permanent large container in Cananeia city. Fifteen fortnightly surveys during 04.11.96 to 19.05.97.

Coletas Larva Pupa Total
M F
n % n % n % n %
1 88 2,8 - - - - 88 2,5
2 62 1,9 - - - - 62 1,8
3 15 0,5 - - 3 1,8 18 0,5
4 17 0,5 21 18,6 23 13,5 61 1,8
5 265 8,3 20 17,7 24 14,1 309 8,9
6 686 21,5 16 14,2 11 6,5 713 20,5
7 364 11,4 4 3,5 5 2,9 373 10,7
8 43 1,3 4 3,5 14 8,2 61 1,8
9 424 13,3 2 1,8 3 1,8 429 12,4
10 319 10,0 3 2,7 12 7,1 334 9,6
11 181 5,7 9 8,0 13 7,6 203 5,8
12 215 6,7 11 9,7 45 26,5 271 7,8
13 227 7,1 5 4,4 7 4,1 239 6,9
14 219 6,9 10 8,8 3 1,8 232 6,7
15 64 2,0 8 7,1 7 4,1 79 2,3
Total 3.189 100,0 113 100,0 170 100,0 3.472 100,0

 

Tabela 4 - Resultados das 15 coletas quinzenais com isca humana em Cananéia (04.11.96 - 19.05.97).
Table 4 - Results of 15 fortnightly samplings on human bait in Cananeia (04.11.96 - 19.05.97).

Espécies identificadas M % F % Total %
Aedes (Och.)          

scapularis

1 0,2 241 22,2 242 15,8

serratus

     7 0,6 7 0,5
Aedes (Stg.)         

albopictus

445 99,3 644 59,4 1.089 71,1
Anopheles (Ker.)              

bellator

    55 5,1 55 3,6

cruzii

    75 6,9 75 4,9
Anopheles (Nys.)         

albitarsis B

1 0,2 4 0,4 5 0,3
Coquillettidia         

juxtamansonia

    1 0,1 1 0,1

venezuelensis

    2 0,2 2 0,1
Culex (Cux.)        

chidesteri

    2 0,2 2 0,1

corniger

    2 0,2 2 0,1
Culex (Mcx.)          

imitator

1 0,2     1 0,1
Limatus        

durhami

    13 1,2 13 0,8

flavisetosus

    3 0,3 3 0,2
Mansonia (Man.)         

indubitans

    2 0,2 2 0,1

titillans

    1 0,1 1 0,1
Phoniomyia         

davisi

    3 0,3 3 0,2

theobaldi

    2 0,2 2 0,1
Psorophora             

ferox

    2 0,2 2 0,1
Runchomyia

reversa

    1 0,1 1 0,1
Wyeomyia             

confusa

    5 0,5 5 0,3

melanocephala

    8 0,7 8 0,5
Parcial 448 100,0 1.073 99,0 1.521 99,3
Grupos identificados              
Ae. (Och.) hastatus/oligopistus     1 0,1 1 0,1
Ae. (Och.) serratus/nubilus     3 0,3 3 0,2
Cq. chrysonotum/albifera     1 0,1 1 0,1
Ph. palmata/diabolica     3 0,3 3 0,2
Wy. felicia/pampeithes     2 0,2 2 0,1
Wy. roucouyana/chalcocephala     1 0,1 1 0,1
Parcial 0 0,0 11 1,0 11 0,7
Total 448 100,0 1.084 100,0 1.532 100,0

 

A distribuição mensal das médias () conseguidas na isca humana e os valores da DMH, para cada uma das quinze capturas, estão representadas nos gráficos da Figura 5.

O valor geral da média de Williams () foi de 30,7, correspondente aos mosquitos fêmeas. A aspiração, levada a efeito na vegetação existente ao redor da caixa-d'água, resultou na DMH de 9,2, também relativa às fêmeas.

As fêmeas adultas, após a eclosão do revestimento pupal e antes de iniciar a hematofagia, necessitam de período de repouso para que possa ocorrer a solidificação do revestimento corporal. Considerou-se como sendo de 2 dias o valor médio desse tempo. Portanto, o acúmulo local de fêmeas adultas de Ae. albopictus, pelos dados obtidos nas coletas, foi estimado da maneira seguinte:

isca humana
30,7 x 0,594 x 2 = 36,5

aspiração
9,2 x 0,15 x 2 = 2,8

onde, as médias gerais obtidas, e DMH, foram multiplicadas pelos percentuais respectivos (0,594 e 0,15) e por 2, correspondente ao número de dias. Somando-se os dois valores assim calculados, obtem-se 39,3 como sendo o número médio de fêmeas acumuladas no local em dois dias. Subtraindo-se a produtividade do criadouro para o dia da coleta (14,7), obtêm-se 24,6 como sendo o número médio de fêmeas que se espera estejam presentes no dia das capturas de formas adultas. Uma vez que 36,5 representam 92,9% das fêmeas locais que procuram a isca humana, segue-se que 22,8, ou seja, 92,9% de 24,6 representem o número médio de fêmeas de Ae. albopictus as quais, por dia e no horário de 15:00-18:00h, do período que, nesta região, vai desde o fim da primavera até o outono, estima-se possam procurar o homem situado até 6 metros do criadouro permanente de tipo grande (mais de dez litros d'água).

 

Tabela 5 - Resultados das 15 coletas quinzenais mediante aspiração de abrigo ao redor de recipiente grande em Cananéia (04.11.96 - 19.05.97).
Table 5 - Results of 15 fortnightly samplings by resting place aspiration around large recipient at Cananéia (04.11.96 - 19.05.97).

Espécies identificadas M % F % Total %
Aedes (Och.)

fluviatilis

4 0,8     4 0,4

hortator

    2 0,4 2 0,2

scapularis

4 0,8 32 7,0 36 3,7

serratus

    6 1,3 6 0,6
Aedes (Stg.)

albopictus

33 6,3 69 15,0 102 10,4
Anopheles (Ker.)

bellator

    1 0,2 1 0,1

cruzii

    9 2,0 9 0,9
Coquillettidia

venezuelensis

    1 0,2 1 0,1
Culex (Cux.)

chidesteri

    2 0,4 2 0,2

declarator

2 0,4     2 0,2

dolosus

2 0,4     2 0,2

lygrus

11 2,1     11 1,1

mollis

24 4,6     24 2,4

nigripalpus

1 0,2 9 2,0 10 1,0

quinquefasciatus

276 52,6 129 28,1 405 41,2
Culex (Mel.)

bastagarius

    1 0,2 1 0,1

corentynensis

2 0,4     2 0,2

intrincatus

1 0,2     1 0,1

pavlovskyi

1 0,2     1 0,1

pilosus

6 1,1     6 0,6

ribeirensis

    3 0,7 3 0,3

sacchettae

1 0,2 5 1,1 6 0,6

vaxus

12 2,3 2 0,4 14 1,4
Culex (Mcx.)

aphylactus

6 1,1     6 0,6

imitator

75 14,3     75 7,6

intermedius

3 0,6     3 0,3

lanei

1 0,2     1 0,1

neglectus

1 0,2     1 0,1

pleuristriatus

15 2,9 1 0,2 16 1,6

reducens

4 0,8     4 0,4

worontzowi

1 0,2     1 0,1
Culex (Phc.)

corniger

5 1,0 15 3,3 20 2,0
Limatus

durhami

3 0,6 1 0,2 4 0,4

flavisetosus

    1 0,2 1 0,1
Mansonia (Man.)

indubitans

    1 0,2 1 0,1
Uranotaenia

apicalis

1 0,2     1 0,1

geometrica

1 0,2     1 0,1

lowii

    1 0,2 1 0,1
Parcial 496 94,5 291 63,4 787 80,0
Grupos identificados
Cx. (Cux.) dolosus/eduardoi 29 5,5     29 2,9
Cx. (Cux.) sp     54 11,8 54 5,5
Cx. (Cux.) gr. Coronator     2 0,4 2 0,2
Cx. (Mcx.) gr. Imitator     62 13,5 62 6,3
Cx. (Mcx.) gr.Pleuristriatus     14 3,1 14 1,4
Cx. (Mcx.) sp     9 2,0 9 0,9
Cx. (Mel.) gr. Intrincatus     14 3,1 14 1,4
Cx. (Mel.) gr. Pilosus     11 2,4 11 1,1
Wy. felicia/pampeithes     2 0,4 2 0,2
Parcial 29 5,5 168 36,6 197 20,0
Total 525 100,0 459 100,0 984 100,0

 

 

DISCUSSÃO

Em programas baseados no controle de recipientes, passíveis de servir como criadouros de mosquitos, os de caráter permanente assumem significado particular. Em especial os de tipo grande que não podem ser facilmente descartados como, por exemplo, os depósitos habitacionais de água, com dez ou mais litros. É bem verdade que, em tais casos, além do volume propriamente dito, outros fatores assumem importância. Em especial, a extensão da superfície e a profundidade da coleção líquida. No entanto e para primeira abordagem, admite-se, em relação à produtividade, que o volume deva ser considerado em seu todo.

Em se tratando de recipientes de porte pequeno e médio (estes incluindo os pneus), a rigor não haveria necessidade de avaliar-lhes a produtividade, uma vez que o seu controle encontra-se equacionado, ao menos teoricamente. Contudo, no que concerne aos grandes e permanentes, o caráter de indisponibilidade constitui fator ponderável. Até agora, a produtividade dos grandes recipientes para Ae. aegypti tem sido considerada em relação ao conjunto de todos os demais criadouros existentes em determinada área, como o foi para Trinidad, onde se estimou a produção de pupas por habitante ou por hectare. Nessas pesquisas, embora tenha sido detectada variação de acordo com a localidade, ressaltou maior contribuição dos recipientes extradomiciliares e, portanto, mais ao alcance dos meios de controle (Focks e Chadee3, 1997). No entanto, mesmo com a presença de rede domiciliar de abastecimento de água, ao que parece, restaria resíduo de não menos de 20% na produção daquele vetor.

As observações relatadas, dizem respeito à população de Ae. albopictus. Portanto, as estimativas que foram feitas referem-se à produtividade de um único recipiente permanente de tipo grande e em relação a esse mosquito. Nessa linha de raciocínio, chegou-se à conclusão desse criadouro ser responsável por produção equivalente a algo como 15 fêmeas por dia. E isso no período anual que se supõe ser de maior produtividade para a região, e que corresponde aos maiores índices anuais de pluviosidade, ou seja, de novembro a maio. Com essa produção, a freqüência diária à isca humana, situada a 6m do criadouro, foi cerca de 23 fêmeas por dia. Isso pode ser interpretado como a soma de exemplares eclodidos no dia anterior à coleta e dos 8 no dia dessa captura. Uma vez que a média de Williams foi de aproximadamente 31, a diferença dos 8 restantes (31-23) corresponderia aos que vieram de outros criadouros. Em outras palavras, esse recipiente de caráter permanente e de tipo grande, com produção média diária cerca de 15 fêmeas de Ae. albopictus, ao somar efeitos, também diários, mostrou-se apto a fornecer, em média, cerca de 23 fêmeas com a capacidade potencial de procurar fonte humana para o exercício de hematofagia.

 

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Figura 5 - Distribuição mensal das médias de Williams () obtidas na isca humana e da densidade média horária (DMH) em cada uma das 15 aspirações efetuadas no abrigo ao redor do criadouro focalizado, na cidade de Cananéia, para Ae. albopictus. As barras indicam a pluviosidade acumulada de cada mês.
Figure 5 - Monthly distribution of Williams' means () from human bait and the mean hourly density (DMH) of the 15 samples obtained through resting place aspiration around the large recipient, for Ae. albopictus studied at Cananeia city. Bars represent total monthly rainfall (m.m.).

 

O caráter aplicado dessas observações dependerá de esclarecimentos a serem conseguidos a respeito de múltiplas variáveis, como as já mencionadas, extensão da superfície e profundidade do volume de água armazenado. Em princípio, poder-se-ia pensar que tais resultados se aplicassem a reservatórios domiciliares. No entanto, há de se levar em conta a existência de matéria orgânica passível de ser utilizada na alimentação larval. É de se admitir a pobreza desse fator na água distribuída para consumo, e que poderia inibir o desenvolvimento de formas imaturas do mosquito nesses recipientes. No entanto, estes passariam a se tornar viáveis na medida em que ocorresse o seu enriquecimento em matéria orgânica, o que poderá se dar com a deficiência em sua limpeza e manutenção periódica. Sabe-se que o aumento da disponibilidade do alimento e da renovação da água são fatores que diminuem a mortalidade larval, além de encurtarem o tempo de evolução até a fase adulta. As fêmeas daí resultantes iniciam a hematofagia antes daquelas procedentes de populações larvais com elevada densidade as quais, por sua vez, mostram maior capacidade de dispersão (Mori9, 1979).

Deduz-se daí a necessidade de maiores pesquisas que objetivem conhecer a possível influência dessas múltiplas variáveis. Embora o presente estudo refira-se à outra espécie, os aqui relatados encerram potencial de aplicabilidade para as populações de Ae. aegypti as quais, atualmente, são alvo de campanha visando à sua erradicação no Brasil.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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* Pesquisa subvencionada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo/FAPESP (Processo Temático 95/0381-4) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico/CNPq (Bolsa de Produtividade em Pesquisa - Processo 3000225/95-4).

Correspondência para/Correspondence to: Oswaldo Paulo Forattini- Núcleo de Pesquisa Taxonômica e Sistemática em Entomologia Médica/NUPTEM. Av. Dr. Arnaldo, 715- 01246-904 São Paulo, SP- Brasil. E-mail: opforati@usp.br
Edição subvencionada pela FAPESP (Processo 97/09815-2).
Recebido em 13.8.1997. Aprovado em 6.10.1997.

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