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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol. 32 n. 4 São Paulo Aug. 1998

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101998000400004 

Estudo epidemiológico do peso ao nascer a partir da Declaração de Nascido Vivo*

Birth weight and birth certificate: an epidemiological approach

 

Cristina Elizabeth Costa e Sabina Léa Davidson Gotlieb
Secretaria da Saúde da Prefeitura do Município de São Paulo. São Paulo, SP - Brasil (C.E.C.), Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universida de São Paulo. São Paulo, SP - Brasil (S.L.D.G.)

 

 

Resumo
Introdução Há evidências de forte associação entre baixo peso ao nascer e a morbi-mortalidade neonatal e infantil. A Organização Mundial da Saúde o identifica como o mais importante fator isolado na sobrevivência infantil. Assim, com o intuito de motivar o uso dos dados de nascimentos vivos rotineiramente produzidos em hospitais, foi realizado estudo para identificar fatores associados ao baixo peso ao nascer, por meio de variáveis epidemiológicas e demográficas presentes na Declaração de Nascido Vivo (DN).
Método Foram analisados 14.784 nascimentos vivos, hospitalares e não gemelares, ocorridos durante 6 meses em1992, em municípios do Estado de São Paulo. Os dados foram obtidos das DN, instrumento básico do Subsistema de Informações de Nascidos Vivos do Ministério da Saúde (SINASC). Foram estimadas medidas de tendência central e de dispersão do peso ao nascer, verificada a significância estatística da associação entre baixo peso ao nascer e demais variáveis e estabelecidos intervalos de confiança a 95%, para as razões de prevalência do fator.
Resultados e Conclusões A prevalência de baixo peso foi de 7,5% (a maior ocorreu em Itararé-10,4%). Foi detectada associação estatisticamente significante entre baixo peso ao nascer e sexo feminino, prematuridade, mãe adolescente, mãe idosa e paridade materna. Recomenda-se a utilização da DN, em estudos epidemiológicos e de saúde materno-infantil, face à sua importância, boa qualidade e disponibilidade de informação.
Baixo peso ao nascer. Sistemas de informação.
Abstract
Introduction Based on the fact that there is evidence of an association between low birth weight and neonatal and infant morbi-mortality, the World Health Organization considered birth weight as the main isolated factor associated with infant's survival. A study was undertaken to identify risk factors associated with low birth weight, using epidemiological and demographic variables present on the Birth Certificates , the source of data for the System of Information on Newborn Infants of the Brazilian Ministry of Health, for the purpose of motivating the use and the analysis of data currently generated in hospitals.
Method The distribution, by birth weight, of 14,784 single hospital newborn infants from five cities of the State of S. Paulo, Brazil, in an observation period of six months (1992), was analysed. Statistical analysis was based on point estimates (average, median and standard deviation) measures of association and confidence intervals (95%) of the prevalence ratios.
Results and Conclusions The highest proportion (10.4%) of low birth weight infants (weight less than 2,500g) occurred in Itararé, the city with the highest infant mortality rate in the State, the overall proportion being 7.5%. Significant statistical associations between low birth weight and sex (female), gestational age (less than 37 weeks), mother's age (adolescent and 35 or more years of age) and parity were detected. The use of Birth Certificates in epidemiological and public health studies is highly recommended because of their validity, great importance and high coverage.
Infant, low birth weight. Information systems.

 

 

INTRODUÇÃO

As condições de saúde de recém-nascidos podem ser analisadas segundo vários parâmetros, entre eles, o seu peso ao nascer. Essa medida é função da massa corpórea, cuja constituição é o resultado de um processo complexo para o qual concorrem inúmeros fatores de origem biológica, social e ecológica. São encontrados inúmeros estudos sobre fatores potencialmente determinantes do peso ao nascer, como o sexo do recém-nascido, sua etnia, o peso e a estatura maternos e paternos, a idade, a situação socioeconômica e a escolaridade maternas, os nascimentos múltiplos, a duração da gestação, a paridade, o intervalo interpartal, a história obstétrica anterior, cuidados pré-natais, o ganho de peso e a morbidade materna durante a gravidez 1,2,6,24.

O estudo do peso ao nascer pode mostrar evidências da atuação de fatores de natureza diversa sobre o potencial genético individual, sendo sua distribuição diferente e específica para populações distintas, em função principalmente das condições de vida, podendo ser considerado um bom indicador de qualidade de vida.

Há evidências de uma forte associação entre o baixo peso ao nascer e a morbimortalidade neonatal e infantil16,21,22,26, levando a Organização Mundial de Saúde a identificá-lo como o fator isolado mais importante na sobrevivência infantil28 .

No Brasil, desde 1990, foi implantado no Ministério da Saúde, Subsistema de Informação sobre Nascido Vivo (SINASC), utilizando documento individualizado e padronizado, em nível nacional, a Declaração de Nascido Vivo (DN), que contempla a obtenção de dados fundamentais, inclusive peso ao nascer, permitindo estabelecer perfil epidemiológico dessa população, bem como o cálculo de taxas específicas de mortalidade infantil indispensáveis para o planejamento e decisão política na área de saúde materno-infantil.

O objetivo do presente estudo é identificar fatores associados ao baixo peso ao nascer, valendo-se de algumas variáveis epidemiológicas e demográficas presentes na DN.

 

MÉTODO

A população de estudo é formada pelos nascimentos vivos hospitalares e não gemelares, ocorridos em Itararé, Marília, Pariquera-Açu, Santo André e São José dos Campos (Estado de São Paulo), entre janeiro e julho de 1992 (excluindo-se o mês de abril).

Os dados foram obtidos de documentos hospitalares (livros da sala de parto e do berçário, prontuários da mãe e/ou da criança), que serviram de base para o preenchimento da DN quando da pesquisa "Avaliação do SINASC e o uso de seus dados em epidemiologia e estatísticas de saúde"18.

Do total de 15.142 nascidos vivos, selecionaram-se 14.784 DN, relativas aos nascimentos hospitalares e não gemelares.

As variáveis foram agrupadas segundo características do nascido vivo (sexo e peso ao nascer), da gravidez (duração) e da mãe (idade e paridade). Sendo anteriores ao nascimento, foram de interesse para a análise de possível associação entre o baixo peso e as demais.

O banco de dados foi construído por meio do programa Epi Info 5.09. A análise estatística baseou-se em testes para avaliar possíveis associações entre variáveis, usando a estatística c2. Foram estimadas razões de prevalência** e seus respectivos intervalos de confiança a 95%14. A comparação de médias foi feita admitindo-se desvios-padrão populacionais desconhecidos e desiguais27. Foi fixado um nível de significância de 5%.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A informação sobre o peso ao nascer existia em 99,9% das DN, sendo o menor valor e o maior iguais a 350g e 5.330g. Os pesos médio e mediano foram, respectivamente, 3.184g (desvio-padrão de 523g) e 3.200g.

O baixo peso ao nascer tem sua importância epidemiológica bem fundamentada. No conjunto dos municípios, a prevalência desta característica foi de 7,5%, valores próximos a este foram encontrados em Marília (7,4%) e São José dos Campos (7,8%). Santo André apresentou a menor prevalência (6,8%), assim como Pariquera-Açu (6,6%). Itararé apresentou a maior prevalência (10,4%), fato esperado, pois os maiores coeficientes de mortalidade infantil do Estado nele ocorreram, na década de 80 e até 199112,14. Estas proporções, salvo a de Itararé, foram inferiores às observadas, em 1989, na "Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN)"20, que para a região Sudeste do Brasil (onde está localizado o Estado de São Paulo), assinalou prevalência de baixo peso ao nascer igual a 9,7%. Nos Estados Unidos, em 1991, a proporção foi de 7,1%, sendo, 7,4% e 7,9%, respectivamente, na Flórida e em Nova Iorque7.

É sabido que a distribuição masculina do peso ao nascer desloca-se consistentemente no sentido dos pesos maiores, em comparação a das meninas, em uma mesma população2. Observa-se, na Tabela 1, coeficiente de prevalência maior entre as meninas, havendo associação estatisticamente significante, entre sexo e baixo peso ao nascer (p=0,012). O coeficiente de prevalência de baixo peso entre as meninas foi 1,16 vezes o dos meninos, com intervalo de confiança a 95% para a razão de prevalência igual a [1,03;1,30].

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A informação sobre duração da gestação, um dos mais importantes fatores determinantes do crescimento intra-uterino, esteve ausente em 10,7% das DN. A proporção de prematuros (menos de 37 semanas de gestação), nas áreas, variou entre 4,8% e 9,0%, valores estes inferiores ao encontrado, em 1991, nos Estados Unidos (10,8%)7. A prevalência de nascidos vivos pós-termo (42 semanas e mais de gestação) oscilou entre 1,3% e 2,7%.

O coeficiente de prevalência de baixo peso entre os nascidos vivos de pré-termo foi 10,8 vezes o daqueles a termo, e o intervalo de confiança a 95% para esta razão foi igual a [9,67;11,98]. Há associação estatisticamente significante entre baixo peso ao nascer e prematuridade (p<0,001) (Tabela 2).

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Outro fator que pode levar uma criança a apresentar peso insuficiente ao nascer é a desnutrição fetal ou o retardo de crescimento intra-uterino, quando esta, mesmo nascendo a termo, apresenta baixo peso por não ter crescido adequadamente dentro do útero26.

O fato de a DN trazer informação sobre a duração da gestação em intervalos pré-determinados impede a constatação dos nascidos vivos considerados como pequenos para a idade gestacional (PIG), definidos como aqueles apresentando peso ao nascer inferior ao percentil 10, para a respectiva idade gestacional5,6. Pode ser aplicada uma definição simplificada para a classificação de PIG, segundo Ferraz10 e Kallan15, que consideram como PIG os nascidos vivos com peso abaixo de 2.500 gramas e idade gestacional de 37 semanas ou mais, ou seja, recém-nascidos a termo com baixo peso ao nascer. Deve-se lembrar, entretanto, que a proporção de PIG assim obtida pode, na realidade, estar subestimando o número real de nascidos vivos com retardo no crescimento intra-uterino, pois não são considerados os eventuais nascidos vivos de pré-termo com peso ao nascer abaixo do percentil 10, para a respectiva idade gestacional. Assim, são diferenciados dois tipos de nascidos vivos com baixo peso: os de pré-termo e aqueles a termo, apresentando um mesmo efeito para diferentes origens.

A Figura mostra a distribuição dos nascidos vivos de baixo peso segundo duração da gestação e município de estudo. Nota-se que em Itararé os PIG (conceito simplificado) representam a maioria dos nascidos vivos, hospitalares e únicos, cujo peso foi menor que 2.500g (71,2%); em Pariquera-Açu e São José dos Campos estes corresponderam a 57,1% e 56,1%, respectivamente. Em Marília (41,3%) e Santo André (42,4%), as prevalências foram menores. Victora26 afirma que 42% dos nascidos com baixo peso e de idade gestacional conhecida foram de pré-termo, enquanto que os restantes, presumivelmente, apresentaram retardo do crescimento intra-uterino. Monteiro19, com os dados da PNSN, assinala situação bastante crítica, pois 76,1% dos nascidos com 2.500g ou menos eram de termo.

 

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Figura - Distribuição de nascidos vivos hospitalares, únicos e de baixo peso ao nascer, segundo duração da gestação e município, Estado de São Paulo, 1992(%).

 

A idade da mãe é uma variável de relevância em estudos demográficos e epidemiológicos, pois é importante fator de risco 11,16,22,24 para o baixo peso ao nascer e para morbimortalidade infantil. No presente estudo, a informação relativa à idade da mãe não foi obtida em apenas 0,9% das DN. Assim, 74% eram filhos de mulheres com idades entre 20 e 34 anos completos, considerada a faixa ótima, do ponto de vista reprodutivo11. O elevado percentual de mães adolescentes (10 a 19 anos), correspondendo a 17,7%, foi bem superior ao dos Estados Unidos (12,9%), em 19917. Pôde-se notar prevalências variáveis segundo o município estudado, evidenciando uma possível relação com o nível de urbanização e industrialização de cada local. A Tabela 3 apresenta a distribuição dos nascidos vivos segundo baixo peso ao nascer e idade da mãe: em adolescentes e mulheres com 35 ou mais anos encontram-se as maiores prevalências de baixo peso ao nascer. Apresentaram baixo peso ao nascer 22,9% dos nascidos vivos filhos de mulheres menores de 15 anos, 9,9% e 9,2%, respectivamente, das com idade entre 15 e 19 anos e com 35 ou mais anos de idade, enquanto que a proporção foi de apenas 6,6% para os filhos daquelas entre 20 e 34 anos. Detectou-se associação estatisticamente significante entre baixo peso ao nascer e idade da mãe (p<0,001).

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Os coeficientes de prevalência de baixo peso ao nascer entre os filhos de mulheres com menos de 15 anos e daquelas de 35 ou mais anos foram 3,45 e 1,38 vezes, respectivamente, o daqueles cujas mães tinham idade entre 20 e 34 anos. Os intervalos de confiança para estas razões de prevalência foram iguais a [2,31;5,16] e [1,14;1,67], respectivamente (Tabela 3).

Idade materna e peso ao nascer estão intimamente relacionados à ordem de nascimento, ao intervalo interpartal e aos fatores socioeconômicos, sendo muito difícil isolar seus efeitos10. A gestação na adolescência apresenta associação mais evidente com os nascidos vivos de baixo peso e de pré-termo do que com os PIG13,15. Estudos associam a existência de fatores psicossociais e biológicos ao baixo peso, entre os filhos de adolescentes 2,8,17,23 .

Ales3 e Vercellini25 verificaram, no grupo etário de 35 e mais anos, maior proporção de nascimentos com 4.000g e mais; tal fato também pôde aqui ser observado. Houve diferença estatisticamente significante entre os pesos médios dos filhos de mulheres entre 20 e 34 anos e os de mães com menos de 20 anos de idade (a = 0,05).

A variável escolaridade da mãe pode ser entendida como uma aproximação do estrato social materno, assumindo significado diferente nos diversos contextos sociais; e continua sendo considerada 4,6,10,11,15 como o mais relevante fator associado ao peso ao nascer e à mortalidade neonatal. Tem sido relatada a associação das condições socioeconômicas da mãe, não só com o resultado da gestação, mas também, com a sobrevivência da criança no primeiro ano de vida 11,26.

A escolaridade materna é informação acessível, entretanto, freqüentemente não está anotada nos documentos hospitalares. Soube-se que os hospitais que anotaram a escolaridade na DN informaram tê-la obtido exclusivamente para o preenchimento da DN, sem ter tido a preocupação de anotá-la, no prontuário. Infelizmente, em alguns casos, nem há campo específico para coleta desta variável. O grau de preenchimento da escolaridade materna nas DN, do presente estudo, foi apenas 33,8%, impossibilitando uma análise adequada.

A paridade materna, ou o total de filhos tidos anteriores à gestação atual (nascidos vivos ou nascidos mortos), é também indicativa da distribuição dos filhos, segundo sua ordem de nascimento e está associada ao nível socioeconômico e à morbi-mortalidade infantil18. Nesse estudo, ela não foi anotada em 3,6% dos casos. Do total de DN com informação conhecida, 41,2% eram mães nulíparas; 85,1% eram produtos de mulheres que estavam tendo no máximo o terceiro filho e 4,6% pertenciam a grandes multíparas (5 e mais filhos anteriores à gestação atual).

Em municípios considerados mais urbanos houve menor proporção de mães grandes multíparas relativamente aos mais rurais e de nível socioeconômico mais baixo. Essa situação torna-se mais evidente quando são consideradas a paridade e a idade materna pois, nas áreas mais rurais, a proporção de adolescentes nulíparas foi menor do que nas mais urbanizadas. As diferenças encontradas permitem supor que a idade de início do período reprodutivo é variável, sendo mais precoce, e em ritmo mais acelerado, nas áreas menos urbanizadas. Atualmente, tem sido observada tendência de crescimento de primíparas idosas nos países industrializados, principalmente entre as mulheres com nível educacional mais elevado.

Houve diferença estatisticamente significante entre os pesos médios de nascidos vivos de mães nulíparas e daquelas com um ou dois filhos, bem como entre estes e os de mães com três ou mais filhos (Tabela 4). A proporção de baixo peso ao nascer foi maior entre os primogênitos e entre aqueles cujas mães haviam tido 3 ou mais filhos, em relação às de paridade 1 ou 2 filhos; da mesma forma, alguns autores5,17 descrevem associação entre paridade e baixo peso ao nascer, havendo maior proporção entre as primíparas e as grandes multíparas.

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A prevalência de baixo peso entre os nascidos vivos primogênitos foi 1,32 vezes a daqueles cujas mães tinham 1 ou 2 filhos e o intervalo de confiança a 95% para esta razão foi igual a [1,16;1,51]; por sua vez, a razão de prevalência entre filhos de mulheres com 3 ou mais filhos tidos e daqueles cujas mães tinham 1 ou 2 filhos foi igual a 1,6 ( IC=[1,34;1,85]).

Kallan17 sugere que a maior freqüência de baixo peso ao nascer nas primíparas está associada às gestações de pré-termo; com efeito, para os nascimentos de baixo peso ao nascer pôde-se detectar que as mães primíparas tiveram maiores proporções de prematuros, em relação às mães que haviam tido três ou mais filhos. Alguns autores5,17 associam a maior prevalência de baixo peso ao nascer, nas grandes multíparas, a maior freqüência de PIG entre elas. Os dados na DN não permitem identificação adequada dos PIG; desta forma, este tipo de associação não foi objeto de estudo; entretanto, considerando-se o conceito simplificado de PIG, pôde-se notar (Tabela 5) que estes ocorreram em maior proporção entre os nascidos vivos de mães que já haviam tido pelo menos três filhos anteriormente em relação aos filhos de mulheres primíparas.

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*Parte da dissertação apresentada ao Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP, para obtenção do título de Mestre em Saúde Pública.
** Entende-se, Razão de Prevalência como a relação entre o coeficiente de prevalência de baixo peso ao nascer na população com a presença do específico fator de risco (P1) e o coeficiente de prevalência na população com ausência do mesmo fator (P2), isto é, RPREV = P1/P2.

Correspondência para/Correspondence to: Sabina Léa Davidson Gotlieb - Av. Dr. Arnaldo, 715 - 01246-904 São Paulo, SP - Brasil. E-mail: sgotlieb@usp.br
Edição subvencionada pela FAPESP (Processo no 97/09815-2).
Recebido em 31.7.1997. Reapresentado em 28.1.1998. Aprovado em 2.3.1998.