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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910

Rev. Saúde Pública vol.33 n.1 São Paulo Feb. 1999

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89101999000100001 

Mudanças e inovações na Revista de Saúde Pública
Changes and innovation in the Journal of Public Health

 

 

Publicar uma revista científica não é tarefa fácil. Muito menos em País como o Brasil que sofre constantes mudanças em seu modelo econômico, de conseqüências, muitas vezes, nefastas para a pesquisa e, conseqüentemente, para a publicação de seus resultados.

Todavia, publicar uma revista, é uma tarefa dinâmica e inovadora. Não podia ser diferente com a Revista de Saúde Pública, que conta com grupo de professores de reconhecida competência científica para a tarefa de garantir a divulgação da pesquisa científica na área de saúde pública. Em toda sua trajetória, iniciada em 1967, a busca da qualidade tem estado presente nestes 32 anos de publicação ininterrupta. Têm sido mantidos e aperfeiçoados a prioridade para a publicação de trabalhos de pesquisa, o processo de avaliação pelos pares e a indexação de seus artigos nos principais índices internacionais.

Em 1997, dada a importância da "Internet" para a divulgação científica, a Revista de Saúde Pública foi colocada à disposição dos leitores, via "on-line", com texto completo. Em 1998 passou a participar do Projeto SCIELO (Scientific Eletronic Library On-line), desenvolvido pela BIREME e patrocinado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Este projeto constitui biblioteca virtual de revistas científicas brasileiras em formato eletrônico, com texto completo, além de possibilitar a avaliação do uso através de índice de citações (Parker1, 1998). O resultado deste projeto será muito importante para avaliação dos periódicos e, portanto, da Revista de Saúde Pública.

Em 1999, decidiu-se introduzir algumas inovações a partir deste fascículo. Seguindo a tendência internacional, decidiu-se implementar a publicação de artigos mais curtos e apresentados segundo o estilo Vancouver, conforme a seguir relatado.

Manuscritos mais objetivos ­ A objetividade deve ser o princípio básico para elaboração dos manuscritos; os autores devem deixar claras as questões que pretendem responder; tabelas e figuras devem ser as estritamente necessárias para responder às questões apontadas e as referências bibliográficas devem se limitar às mais relevantes e pertinentes. Em conclusão, ter-se-á artigos mais curtos. Foram estabelecidos os seguintes limites: artigos de pesquisa ­ até 4.000 palavras, 5 tabelas/figuras e 15 referências; artigos de revisão, não devem exceder a 5.000 palavras e os de atualização a 3.000. Notas e informações, devem ter de 800 a 1.600 palavras, uma figura/tabela e 5 referências.

Não se pretende com isto estabelecer camisa-de-força. A flexibilidade poderá ser necessária. Espera-se obviamente a colaboração dos autores. Além do que esta é a tendência moderna, em mundo que pretende eficiência, qualidade e, sobretudo, agilidade na comunicação. O envio dos manuscritos poderá ser via e-mail, desde que não haja tabelas e figuras. A comunicação entre autores, editores e a Redação da Revista também será incrementada pela via "e-mail" a partir de 1999. Os resultados, espera-se, sejam importantes para todos os envolvidos no processo, editores, autores e leitores. E também os custos serão reduzidos, mas sem perda de qualidade.

Critérios de autoria e responsabilidade ­ Manuscritos com mais de 6 autores deverão ser acompanhados de declaração que certificará a contribuição e responsabilidade de cada autor na realização do trabalho. Esta declaração envolve: participação suficiente para assumir responsabilidade pública pelo conteúdo do manuscrito; contribuição na concepção e planejamento; análise e interpretação dos dados; contribuição na revisão crítica; e aprovação da versão final do trabalho. Com esta declaração procurar-se-á previnir situações em que nem sempre pessoas que assinam os trabalhos podem ser consideradas autoras. Nesse sentido, colaboradores na coleta de dados, auxílio técnico, assessoria na redação, normatização de documentos citados, entre outros, não preenchem os critérios de autoria, devendo tais contribuições figurarem em "Agradecimentos".

Estilo e Normalização ­ Adotando parcialmente, desde 1989 o estilo Vancouver para preparação de manuscritos, constantes do documento "Uniform Requeriments for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals", elaborado pelo "International Committee of Medical Journal of Editors", a Revista decidiu pela sua adoção integral a partir de 1999. Assim, os autores, a partir de agora, devem apresentar seus manuscritos segundo esse estilo. Neste primeiro fascículo de fevereiro de 1999, a Revista traz publicada a tradução desses "Requisitos" para o português além das novas Instruções aos Autores. Neste particular, deve-se esclarecer que conforme previsto nos "Requisitos" as revistas podem fazer alterações de acordo com as peculiaridades de cada uma delas. Foi o que ocorreu com a Revista de Saúde Pública. Entre as mudanças mais significativas está a normatização das referências bibliográficas. Nesse sentido, é importante que os autores consultem a versão dos "Requisitos" em português, onde podem ser encontrados vários exemplos de referências. As Instruções aos Autores limitam-se a apresentação de alguns poucos e recomendam a consulta aos "Requisitos".

É necessário enfatizar aos autores a importância e a praticidade em submeter seus manuscritos de acordo com o estilo da Revista. Tanto o processo de avaliação e, sobretudo, o de edição, serão agilizados. Por exemplo, trabalhos mais curtos com certeza terão prioridade sobre os mais longos, ressalvadas as exceções que se fizerem necessárias. Para normatização das referências, que se sabe ser trabalhosa, é imprescindível que tais normas sejam seguidas conforme proposto. O tempo a ser ganho é muito grande.

Cabe ainda esclarecer aos nossos colaboradores e leitores que neste ano de 1999 estaremos vivenciando fase de transição com a implantação das novas orientações adotadas pela Revista. E isto pelo fato de termos que conviver pelo menos com duas situações:

a) manuscritos já aprovados e aguardando publicação que não seguiram as novas orientações. As adaptações possíveis serão feitas, desde que viáveis;

b) a divulgação dessa nova orientação junto à comunidade científica e a conseqüente adaptação e implantação às novas orientações, suspeita-se, não ocorrerão rapidamente, refletindo-se no processo dessa implantação.

De qualquer forma, para o ano 2000 espera-se ter a RSP com maior número de artigos, sem aumento do volume de páginas, acelerando o processo de divulgação e evitando o represamento de manuscritos aprovados.

Agradecemos desde já a colaboração dos autores no atendimento às citadas mudanças e inovações.

 

REFERÊNCIAS

1. Packer AL et al. SciELO: uma metodologia para publicação eletrônica. Ci Inf 1998; 27:109-21.         [ Links ]

2. International Committee of Medical Journal Editors. Uniform requeriments for manuscripts submitted to biomedical journals. N Engl J Med 1997; 336: 309-15.         [ Links ]