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Revista de Saúde Pública

Print version ISSN 0034-8910On-line version ISSN 1518-8787

Rev. Saúde Pública vol.34 n.4 São Paulo Aug. 2000

https://doi.org/10.1590/S0034-89102000000400017 

Ocorrência de fascioliasis humana no município de Volta Redonda, RJ, Brasil
Occurrence of human fascioliasis in Volta Redonda, RJ, Brazil

E Pilea, G Gazetab, JAA Santosa, B Coelhoa e NM Serra-Freireb

aDepartamento de Biologia do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz. Rio de Janeiro, RJ, Brasil. bDepartamento de Entomologia do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz. Rio de Janeiro, RJ, Brasil

 

DESCRITORES
Fasciolíase, ocorrência. Zoonose. ¾Fasciolíase humana.

 

RESUMO
Através do resultado de exames coprológicos realizados em pacientes atendidos em postos de saúde e hospitais do município de Volta Redonda, assinala-se a primeira ocorrência da fascioliasis humana no Estado do Rio de Janeiro, Brasil.
KEYWORDS
Fascioliasis, ocurrence. Zoonosis. ¾ Human, fascioliasis.
ABSTRACT
Through the result of coprologics exams, accomplished in patients assisted in Volta Redonda hospitals, the first occurrence of the human fascioliasis is marked in the State of Rio de Janeiro, Brazil.

 

 

 

No Brasil, a fascioliasis é uma infecção provocada pela Fasciola hepatica. Essa infecção tradicionalmente tem sido considerada de importância veterinária devido às substanciais perdas econômicas causadas.2 Entretanto, o problema humano é considerado secundário. Atualmente, a importância em saúde pública tem aumentado com o aumento do número de casos registrados.4

Na América estão registrados 3.286 casos humanos, na maioria das vezes achados acidentais, distribuídos nos Estados Unidos (1), México (33), Cuba (782), Costa Rica (13), Porto Rico (18), Venezuela (11), Peru (1.210), Bolívia (1.021), Chile (45), Argentina (13), Uruguai (95) e Brasil (44).1

Os registros indicam que no Brasil a distribuição de casos humanos acompanha os casos animais, diferente do que acontece em alguns países.4 Também indicam que há casos nas regiões Sul, Centro-oeste, Nordeste e Sudeste, com maior número de casos na região Sul e aumento na região Sudeste.5

Com base nesses dados decidiu-se analisar, através de exames coprológicos para diagnóstico dessa parasitose,3 o material coletado por postos de saúde e hospitais do município de Volta Redonda, Estado do Rio de Janeiro, área considerada enzoótica para o problema.

O resultado do exame das 500 amostras mostrou positividade para ovos de F. hepatica em dois indivíduos, registrando um coeficiente de ocorrência de 0,4%. Assinala-se dessa forma o primeiro registro de ocorrência humana no Estado. Somada ao histórico citado, essa ocorrência reforça a indicação feita por Serra-Freire et al5 sobre a possibilidade de dispersão e o aumento da área de ocorrência da doença. Calcula-se que infecções em humanos estejam acontecendo de forma mais acentuada que as relatadas, motivo pelo qual se sugere a realização de levantamentos coproparasitológicos mais apurados.

 

REFERÊNCIAS

1. Chen MG, Mott KE. Progress in assessment of mobidity due to Fasciola hepatica infection: a review of literature. Bull Hyg Trop Dis 1990;87:3-38.         [ Links ]

2. Daemon E, Serra-Freire NM. Estudo da relação custo-benefício em parasitologia: uma proposta de análise. Parasitol Dia 1992;16:59-62.         [ Links ]

3. Girão ES, Ueno H. Diagnóstico coprológico quantitativo da fasciolose de ruminantes no Rio Grande do Sul. Pesq Agropec Bras 1985;20:461-6.         [ Links ]

4. Mas-Coma MS, Esteban JG, Bargues MD. Epidemiology of human fascioliasis: a review and proposed new classification. Bull World Health Organ 1999;77:340-6.         [ Links ]

5. Serra-Freire NM, Bordin EL, Lessa CSS, Scherer PO, Farias MT, Malacco MA et al. Reinvestigação sobre a distribuição de Fasciola hepatica no Brasil. Hora Vet 1995;(1):19-21.         [ Links ]

 

Correspondência para/Correspondence to:
E. Pile
Av. Brasil, 4365
21045-970 Rio de Janeiro, RJ

Recebido em 18/2/2000. Aprovado em 16/3/2000.

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