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Revista de Saúde Pública

versão impressa ISSN 0034-8910versão On-line ISSN 1518-8787

Rev. Saúde Pública v.40 n.2 São Paulo abr. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102006000200010 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Tradução e validação de conteúdo da versão em português do Childhood Trauma Questionnaire

 

Translation and content validation of the Childhood Trauma Questionnaire into Portuguese language

 

 

Rodrigo Grassi-OliveiraI; Lilian Milnitsky SteinI; Júlio Carlos PezziII

IPrograma de Pós-Graduação em Psicologia. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, RS, Brasil
IICurso de Especialização em Psiquiatria. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, RS, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: O Childhood Trauma Questionnaire é um instrumento auto-aplicável em adolescentes e adultos que investigam história de abuso e negligência durante a infância. O objetivo do trabalho foi de traduzir, adaptar e validar o conteúdo do questionário para uma versão em português denominada Questionário Sobre Traumas na Infância.
MÉTODOS: O processo de tradução e adaptação envolveu cinco etapas: (1) tradução; (2) retradução; (3) correção e adaptação semântica; (4) validação do conteúdo por profissionais da área (juízes) e (5) avaliação por amostra da população-alvo, por intermédio de uma escala verbal-numérica.
RESULTADOS: As 28 questões e as instruções iniciais traduzidas e adaptadas criaram o Questionário Sobre Traumas na Infância. Na avaliação pela população-alvo, 32 usuários adultos do Sistema Único de Saúde responderam a avaliação, com boa compreensão do instrumento na escala verbal-numérica (média=4,86±0,27).
CONCLUSÕES: A versão mostrou ser de fácil compreensão obtendo-se adequada validação semântica. Entretanto, ainda carece de estudos que avaliem outras qualidades psicométricas.

Descritores: Testes psicológicos. Maus-tratos infantis. Maus-tratos sexuais infantis. Violência doméstica. Questionários.


ABSTRACT

OBJECTIVE: The Childhood Trauma Questionnaire is a self-applied instrument for adolescents and adults to assess childhood abuse. The objective was to translate, adapt and validate the questionnaire content into a Portuguese language version called Questionário sobre Traumas na Infância.
METHODS: The translation and adaptation into Portuguese was carried out in five steps: (1) translation; (2) back translation; (3) correction and semantic adaptation; (4) content validation by professional experts (judges); and (5) a final critical assessment by the target population using a verbal rating scale.
RESULTS: The translated and adapted 28-item Portuguese version of the scale and instructions produced an instrument called Questionário sobre Traumas na Infância. In the assessment by the target population, 32 adult users of the Brazilian Unified Health System answered the questionnaire and showed good understanding of the instrument (mean=4.86±0.27) in the verbal rating scale.
CONCLUSION: The questionnaire's Portuguese version proved to be easily understandable showing good semantic validation. Nevertheless, further studies should address other psychometric characteristics of this instrument.

Keywords: Psychological tests. Child abuse. Child abuse, sexual. Domestic violence. Questionnaires.


 

 

INTRODUÇÃO

Recentemente algumas pesquisas têm mostrado que o trauma infantil pode ter um impacto dramático na saúde mental da criança e gerar danos neuropsicológicos.5,18 Além disso, alguns estudos relatam que os maus-tratos infantis constituem um fenômeno traumático no desenvolvimento neuropsicológico normal e podem gerar conseqüências prejudiciais na vida adulta.5,6,10,16

Dada a relevância de investigar eventos traumáticos na infância, pesquisadores perceberam que algumas perguntas como "Você foi sexualmente abusado?" possuíam pouca sensibilidade e confiabilidade.7 A partir da década de 80, diversas pesquisas foram realizadas com o objetivo de desenvolver métodos que aumentassem a acurácia na investigação de traumas infantis. Segundo essas pesquisas, a sensibilidade para a detecção de casos de abuso e negligência aumentava quando indivíduos respondiam a itens ou perguntas múltiplas.13 Similarmente, existia maior facilidade para responder afirmativamente às questões que descrevessem experiências de maus-tratos e que utilizavam termos objetivos e comportamentais. Assim, evita-se potencializar rótulos estigmatizados, como "ser abusado".

Embora essas pesquisas tenham contribuído para a melhoria da qualidade da investigação de traumas infantis, muitos instrumentos permanecem limitados por uma variedade de deficiências metodológicas. Por exemplo, muitas medidas de traumas focam unicamente o abuso sexual ou físico, ignorando outras formas de vitimização, como os maus-tratos emocionais.7 Além disso, essas medidas tipicamente conferem ao trauma na infância a qualidade de um fenômeno "tudo ou nada", enquanto ignoram os aspectos dimensionais dos eventos traumáticos. Entre esses estão sua freqüência, severidade ou duração que podem exercer um papel crucial no impacto psicológico no indivíduo vitimado.9

Frente a essas limitações e baseados na literatura sobre maus-tratos e instrumentos sobre abuso e negligência na infância em adultos, Bernstein et al1 desenvolveram um questionário auto-aplicável de 70 itens. Denominado Childhood Trauma Questionnaire (CTQ), esse instrumento investiga cinco componentes traumáticos: abuso físico, abuso emocional, abuso sexual, negligência física e negligência emocional. Possui ainda uma escala controle de minimização/negação das respostas.2

Posteriormente, as propriedades psicométricas de uma versão de 28 itens foram examinadas por Bernstein et al.3,4 Essa versão breve do CTQ foi validada, mantendo as mesmas propriedades da versão original de 70 itens, porém sendo de mais rápida aplicação. 1,3 Em relação a validade de construto, análises fatoriais exploratórias e confirmatórias (modeladas por análises de equações estruturais) evidenciaram que os 25 itens do CTQ (excluídos os três itens da escala de minimização/negação) constituem cinco fatores distintos, que correspondem às cinco dimensões hipotetizadas para o instrumento. Bernstein & Fink3 obtiveram ótimos indicadores de consistência interna de todas suas subescalas, calculados a partir do alfa de Cronbach, cujas medianas variaram de a=0,66, para a subescala de negligência física, a a=0,92 para a de abuso sexual. Além disso, a confiabilidade do CTQ foi analisada por teste-reteste, mostrando-se bastante estável.

Assim, o CTQ é um instrumento para adolescentes (a partir de 12 anos) e adultos onde o respondedor gradua a freqüência de 28 assertivas relacionadas com situações ocorridas na infância em uma escala Likert de cinco pontos. Atualmente o CTQ é um instrumento muito utilizado em pesquisas, na área forense e na área clínica.4 O presente trabalho teve por objetivo traduzir, adaptar e validar o conteúdo do CTQ de 28 itens para uma versão em português, denominada Questionário Sobre Traumas na Infância (QUESI).

 

MÉTODOS

O processo utilizado para a tradução e adaptação foi baseado na metodologia postulada por Pasquali2 e utilizada por Reichenheim et al.14,15 Este último realizou o trabalho de equivalência semântica da versão em português do instrumento Abuse Assessment Screen, para rastrear a violência contra a mulher grávida.

A primeira etapa consistiu na tradução do instrumento original do inglês para o português, realizada por um lingüista profissional, graduado em letras, especialização em inglês e com experiência na temática (violência doméstica). Na segunda etapa o instrumento foi novamente traduzido para o inglês por um psicólogo e tradutor bilíngüe, cuja língua nativa é o inglês. A terceira etapa foi a revisão técnica e a equivalência semântica realizada, independentemente, por dois profissionais: um professor de língua portuguesa com especialização em inglês e um psicólogo, bilíngüe, especializado em criação e adaptação de escalas e testes na área da psicologia. Nesta etapa, priorizaram-se duas questões, a equivalência semântica entre a primeira e segunda traduções e sob a perspectiva do significado referencial dos termos/palavras constituintes. A outra questão foi o significado geral de cada pergunta, instrução ou opção de resposta do instrumento captado na tradução em relação ao original.

O significado referencial representa as idéias ou objetos do mundo que uma única ou um conjunto de palavras aludem. Presume-se que, se o significado referencial é o mesmo no original e na tradução, existe uma correspondência literal entre eles.12

Por outro lado, o significado geral transcende a literalidade dos termos e assertivas e considera os aspectos culturais da população-alvo. O objetivo é avaliar a pertinência, adequação e aceitabilidade do estilo empregado ou o uso específico de um termo nos itens do instrumento. Dessa maneira, o significado geral é muito importante em virtude da tradução literal de uma palavra não implicar, necessariamente, na mesma evocação subjetiva vivenciada em diferentes culturas. Questões como níveis educacional e socioeconômico são variáveis que devem ser levadas em consideração numa adaptação como a presente.11 A adaptação transcultural de instrumentos usados para avaliar "traumas" merece atenção, uma vez que o próprio significado do que seria um evento "traumático" pode variar conforme a cultura.17

Os dois profissionais supracitados apontaram algumas modificações e correções no instrumento traduzido, objetivando adequar a versão traduzida àquelas duas questões. Uma versão corrigida foi produzida a partir dessas sugestões.

Na quarta etapa, para se avaliar a validação do conteúdo e o significado geral dentro do contexto da população-alvo, a versão corrigida foi apresentada para sete profissionais de saúde mental que trabalham com a questão da violência doméstica (dois psiquiatras, um residente de psiquiatria, uma enfermeira, uma assistente social e duas psicólogas). Outras cinco pessoas não relacionadas com esta área (estudantes universitários) também foram consultadas. Foi solicitado que lessem o instrumento e sugerissem modificações se a linguagem não parecesse adequada, anotando a razão para essa observação. A partir das sugestões, foram feitas modificações no instrumento para uma versão final, sendo escolhidos e incorporados itens oriundos das etapas anteriores ou optando por certas modificações para melhor atender os critérios mencionados.

Na quinta e última etapa, a versão final foi mostrada para 32 usuários adultos (acima de 20 anos), escolhidos de forma aleatória simples, concordantes com o Consentimento Livre e Esclarecido. Eles foram recrutados no ambulatório de triagem psiquiátrica (n=16) e ginecológica (n=16) de um hospital geral público. A escolaridade média dos participantes foi de aproximadamente sete anos de estudo formal (6,94±2,46 anos). Uma escala verbal-numérica8 (VRS) de cinco pontos foi usada por esses usuários para avaliarem a facilidade de compreensão do instrumento como um todo e de cada questão isoladamente. A pergunta norteadora era: "Você entendeu o que foi perguntado?". O valor mínimo era "0" ("não entendi nada") e o valor máximo "5" ("entendi perfeitamente e não tenho dúvidas"). Estabeleceu-se que até três valores seriam considerados como indicadores de uma compreensão insuficiente.

 

RESULTADOS

As etapas da tradução e validação de conteúdo estão apresentadas na Tabela 1. O instrumento final pode ser visto na Tabela 2.

Com o objetivo de simplificar ao máximo a instrução inicial do instrumento, alguns termos foram modificados na versão final. Por exemplo, em vez de utilizar o termo "ponto" ("dot"), optou-se por "resposta".

Um fator importante na tradução dos termos da escala é a consideração do objetivo principal de mensuração do instrumento. No manual original os autores deixam claro que o instrumento visa produzir escores a partir de uma escala do tipo Likert de cinco pontos de acordo com a freqüência de eventos na infância.3

Um problema identificado na versão traduzida diz respeito aos tempos verbais utilizados, pois todos os verbos foram traduzidos no pretérito imperfeito, provavelmente pela idéia de continuidade presente na sentença inicial "Quando eu estava crescendo..." ("When I was growing up..."). Todavia, o objetivo era que a freqüência de um evento específico seja medida pela escala, durante um período continuado (infância), por isso, dois tempos verbais são necessários. Na sentença inicial (período infância) optou-se por manter o tempo original utilizando o pretérito imperfeito ("Enquanto eu crescia..."), pois traduz uma idéia de continuidade, de um período todo. As orações constituintes de cada um dos 28 itens se referem a uma situação específica, que pode variar quanto a sua freqüência. Dessa maneira, o pretérito perfeito é mais adequado para essas frases. Esse tempo verbal se refere a uma ação com início e fim. Com isso, a variância na freqüência pode ser avaliada somente pela escala Likert. Por exemplo, a afirmação "enquanto eu crescia, eu não tinha o suficiente para comer" pode soar como se durante a infância e adolescência a falta de alimentos tenha sido regra, já trazendo uma conotação de freqüência. Por outro lado, a sentença "enquanto eu crescia, eu não tive o suficiente para comer", a idéia de que a falta de alimento ocorreu, em algum momento durante esse período fica mais clara, possibilitando, assim, que o indivíduo quantifique a freqüência desse evento na escala.

Os motivos acima expostos levaram a modificar o termo da escala Likert de resposta do QUESI. Na versão original, os pontos da escala do CTQ eram: "never true, rarely true, sometimes true, often true e very often true". Essa é uma escala nominal com certa dificuldade de atribuição de valores quantitativos (como a freqüência) quando traduzida para o português (por exemplo, "às vezes verdade"). Optamos por utilizar os pontos: "nunca, poucas vezes, às vezes, muitas vezes e sempre", pois dessa forma a freqüência poderia ser mensurada de forma mais adequada. Em virtude do interesse na aplicação do instrumento em populações com escolaridade de nível fundamental, termos como "raramente" (tradução de "rarely") foram evitados. Da mesma forma a palavra "vezes" foi acrescentada pelo seu poder coloquial e de domínio público explicitamente relacionado com freqüência.

Após as terceira e quarta etapas, algumas alterações foram necessárias na geração da versão final. No 11º item, o termo "marks or bruises" tem sua tradução literal como "marcas e equimoses". Ainda que correto literalmente, sofreria de pouca equivalência de estilo, pois é um termo predominantemente médico e de pouco uso na população geral.14 Dessa forma, optou-se por apenas utilizar o termo "machucados roxos", pois, na opinião dos profissionais da etapa 4, já significaria, de forma simples, o questionado. No 12º item, a expressão "other hard object" foi substituída por "outras coisas que machucaram", pois a tradução literal não foi considerada apropriada "outro objeto duro". No 13º item, o tempo verbal na versão final permaneceu o pretérito imperfeito, "cuidavam", pois a expressão idiomática "looked out" traz uma idéia de continuidade da ação e não de um acontecimento específico. Nos itens 15 e 25, o uso da palavra "abused", que na tradução equivaleria a "abusado", foi substituída por "maltratado". Isso em virtude da conotação sexual que na língua portuguesa a palavra "abuso" possui, o que poderia favorecer algum mal-entendido. Uma última alteração, realizada após a etapa 4, foi acrescentar a variação de gênero dos termos do instrumento, por exemplo, "maltratado(a)".

Os resultados obtidos na etapa 5 do procedimento metodológico evidenciaram que para todos os itens do QUESI, incluindo a instrução inicial, as médias de compreensão na escala verbal-numérica foram acima de 4,50. A avaliação de compreensão total foi, em média, de 4,86 (±0,27). Todos os 28 itens obtiveram pontuação superior ao valor 4, o que indica boa compreensão do instrumento. Os itens 15 (4,56±0,89), 24 (4,56±0,63) e 25 (4,50±0,73) tiveram a menor média de compreensão com a maior dispersão das respostas, possivelmente devido ao caráter mais subjetivo dos itens em termos conceituais. Isso já era esperado, pois no instrumento original a intenção dessas afirmações era justamente possuir essa característica de subjetividade.

 

DISCUSSÃO

Pesquisar sobre história de violência em qualquer população consiste em abordar questões extremamente delicadas. Considerando que essas questões são passíveis de gerar algum constrangimento, auto-culpa e medo, pesquisas que preservem a identidade e que não impliquem em julgamento dos seus participantes, geram dados mais fidedignos e com prováveis benefícios para quem delas participa.19 Outro fator que torna essas pesquisas vulneráveis a erros diz respeito às memórias autobiográficas que são acessadas pelos participantes. Qualquer fator que prejudique a contextualização de um evento durante o processo de sua aquisição mnemônica pode prejudicar a codificação de alguns conteúdos relevantes, o que torna essas memórias particularmente vulneráveis a distorções e perdas.20 Assim, os estudos com instrumentos não invasivos, independentes do pesquisador, que englobem a realidade cultural e não exponham os participantes, são mais apropriados e confiáveis.19 Contudo, ainda não há muitos instrumentos que se preocupem com todas essas questões, o que, em última análise, geram pesquisas com qualidade metodológica questionável, ainda mais quando são estudos epidemiológicos.3,19

O QUESI não serve como instrumento diagnóstico, pois nem o CTQ (original) possui esse objetivo. Entretanto, pode ser uma ferramenta bastante útil na investigação de história de maus-tratos infantis em adultos como instrumento de pesquisa, além de poder auxiliar como mais um elemento na avaliação clínica.

Além do processo de tradução e retradução do instrumento original foi realizada uma avaliação semântica em associação com uma interlocução com profissionais da área estudada e da população-alvo. Sem isso, a adaptação de instrumentos perde em termos de significado geral, limitando o instrumento ao significado referencial. Todavia, outras etapas, que possam assegurar outras propriedades psicométricas do QUESI, ainda necessitam ser desenvolvidas por estudos vindouros. São necessários trabalhos que busquem a validação de construto (por exemplo, análise fatorial confirmatória do modelo de cinco dimensões), além de análises de consistência interna e validação concorrente em diferentes populações (incluindo a faixa etária de adolescentes, que não foi contemplada no presente trabalho). Nesse sentido, cabe ressaltar que o processo de normatização do QUESI já se encontra em andamento.

 

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Correspondência:
Rodrigo Grassi-Oliveira
Av. Iguaçu, 443/301 Petrópolis
90470-430 Porto Alegre, RS, Brasil
E-mail: rodrigo_grassi@terra.com.br

Recebido: 31/3/2005. Revisado: 23/9/2005. Aprovado: 1/12/2005.

 

 

RGO foi bolsista pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Os direitos autorais do Childhood Trauma Questionnaire são de propriedade da Psychological Corporation, cuja representante no Brasil, Casa do Psicólogo, autorizou a publicação da tradução e adaptação do instrumento neste periódico.
Baseado em dissertação de Mestrado apresentada à Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em 2004.

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